Sei que não tenho dado muitas notícias sobre o jantar, mas outras obrigações impedem o acesso mais frequente à blogosfera.
Foram analisadas várias possibilidades, mas a pedido de muitas famílias foi tomada a decisão do repasto ter lugar no restaurante Solar do Piano, ex-Mozart.
A ementa será composta por entradas, perna de borrego assada, sobremesa, bebidas e café. Arranjam-se soluções para quem não gostar de borrego.
Sei que tinha prometido peixe (pessoalmente, seria a minha escolha), mas esta foi a opção mais votada por alguns dos convivas.
Está marcado para as 21h00.
O restaurante fica na Estrada Monumental, n.º 341-343, logo após o hotel Orca Praia, à esquerda, se se seguir no sentido Funchal-Câmara de Lobos.
Temos, para já, cerca de 20 confirmações.
Amanhã volto a dar notícias. Qualquer questão ou esclarecimento adicional, para o mail: sanchogomes@gmail.com.
PS - O preço é 20,00€/pax.
PS1 - Para além daqueles que confirmaram a sua presença comigo (aqui na Conspiração, para o mail ou através de telefone), apenas tenho mais algumas confirmações que me foram dadas pelo Baby_Boy_Swim (BBS). Quem ainda não tiver feito a confirmação, que o faça comigo ou com o BBS até às 12h00 do dia 24.
"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
23.7.08
18.7.08
Forgive me, Father, for I have sinned!
Cohen toca hoje em Lisboa. Por milhares de razões não posso lá estar. Prometo-te ouvir o "Songs Of Love and Hate" durante o fim-de-semana todo. Forgive me, Father, for I have sinned!
15.7.08
Finalmente uma boa notícia!
Após vários dias de angústia, de andar de simulação em simulação, para arranjar um bilhete de avião Lisboa/Funchal e Funchal/Lisboa a preços acessíveis, eis que invade-me um sentimento de alívio!
Hoje ao ler o Diário Cidade, a grande chamada de capa anunciava a entrada da Easy Jet na rota aérea da Madeira a partir do final de Outubro e que a compra de bilhetes já estava disponível no site da companhia.
De imediato, liguei-me ao site e confirmei a notícia avançada! O segundo passo, foi proceder à compra do bilhete para a época de Natal e regresso nos primeiros dias de Janeiro. Para este percurso a TAP pedia um valor exorbitante, 435 euros, e pela Easy Jet comprei por, pasmem-se, 143 euros! Incrível!
Estou muito aliviada e sinto que comprei um serviço ao preço real, sem o reduto da crescente inflação dos combústiveis, sem o cumprimento de serviço público etc... Só prova que é possível existir uma concorrêcia saudável e justa na linha aéra da Madeira, e definitivamente o processo de liberalização infermou de algumas falhas....
Já fiz algumas viagens pela Easy Jet e o serviço é muito eficiente, desde o ckeck-in, ao embarque. Não há atrasos, a eficácia é a demanda da companhia. Para os passageiros mais exigentes terão alguns constrangimentos, não existem lugares marcados e as refeições servidas a bordo são da responsabilidade dos próprios passageiros.
Eu por mim, estou satisfeita!
Bem Hajam!
Hoje ao ler o Diário Cidade, a grande chamada de capa anunciava a entrada da Easy Jet na rota aérea da Madeira a partir do final de Outubro e que a compra de bilhetes já estava disponível no site da companhia.
De imediato, liguei-me ao site e confirmei a notícia avançada! O segundo passo, foi proceder à compra do bilhete para a época de Natal e regresso nos primeiros dias de Janeiro. Para este percurso a TAP pedia um valor exorbitante, 435 euros, e pela Easy Jet comprei por, pasmem-se, 143 euros! Incrível!
Estou muito aliviada e sinto que comprei um serviço ao preço real, sem o reduto da crescente inflação dos combústiveis, sem o cumprimento de serviço público etc... Só prova que é possível existir uma concorrêcia saudável e justa na linha aéra da Madeira, e definitivamente o processo de liberalização infermou de algumas falhas....
Já fiz algumas viagens pela Easy Jet e o serviço é muito eficiente, desde o ckeck-in, ao embarque. Não há atrasos, a eficácia é a demanda da companhia. Para os passageiros mais exigentes terão alguns constrangimentos, não existem lugares marcados e as refeições servidas a bordo são da responsabilidade dos próprios passageiros.
Eu por mim, estou satisfeita!
Bem Hajam!
Etiquetas:
Justiça
10.7.08
Jantar de bloggers
Como certamente saberão os leitores dos meus textos, passo muito tempo fora da Madeira (infelizmente a maior parte).
Por outro lado, os mais atentos também saberão que eu tenho um gosto especial pela blogosfera e folgo ver que na Madeira a actividade blogger tem uma grande dinâmica. Como adepto deste espaço de liberdade, frequento com muita regularidade alguns blogs, entre os quais muitos de cujos autores discordo em absoluto e frontalmente. Por isso e porque gosto do debate de ideias, mas também do confronto e da provocação (eu provocador me confesso), frequentemente “meto-me” com alguns bloggers. Nalguns casos conheço pessoalmente os seus autores, mas existem muitos outros, que fazem parte da minha webring e que frequento com alguma regularidade, cujos escribas desconheço absolutamente.
Assim sendo, porque gostaria de rever alguns amigos e de conhecer alguns bloggers cujos espaços frequento, e como em breve estarei na Madeira, lembrei-me de tentar juntar um grupo deles.
Inicialmente pensei em lançar o desafio a todos os blogs. Mas como estou mais interessado em passar um serão agradável entre amigos, conhecidos e pessoas que por uma razão ou por outra nutro alguma simpatia (ou antipatia, ou simplesmente empatia), resolvi fazer uma proposta algo diferente. Achei que seria mais interessante convidar apenas aqueles com quem me apetece estar. Naturalmente, apercebi-me que para além de revelar um egoísmo grande, esta seria uma atitude egocêntrica, uma vez que estaria a assumir a reciprocidade de um sentimento. Assim, tentei encontrar uma solução mais democrática. E porque também sei que muitos bloggers não costumam participar neste tipo de iniciativa porque não querem perder o seu anonimato, resolvi criar um pequeno conjunto de regras:
1º - farei a minha lista de convidados, que torno pública. Ainda assim, irei enviar um mail pessoal a todos eles;
2.º os convidados manifestam a sua aceitação (ou não) e emitem, eles próprios, a sua lista;
3.º no jantar, ninguém é obrigado a assumir a sua identidade blogger (pseudónimo), nem identificar o blog para onde escreve. Apresenta-se como quiser e basta;
4.º cada convidado fica responsável por passar o n.º de confirmações ao seu anfitrião (quem o convidou), por forma a estabelecer o número de presenças ao jantar. Cada um deverá ter cuidado em não convidar alguém que tenha já o tenha sido;
5.º encarrego-me de marcar o restaurante e negociar um preço em conta :);
6.º o jantar terá lugar no dia 25 de Julho;
7.º o restaurante ficará por definir ainda que, atendendo à época do ano, deverá ter como especialidade o peixe.
As regras parecem-me simples e poderá reunir um grupo interessante de pessoas.
Deixo aqui a lista de bloggers que gostaria de ver nesse jantar (a ordem é completamente aleatória):
- Gonçalo (Conspiração às 7)
- Bruno (Conspiração às 7);
- Angel (Conspiração às 7)
- Magno (Conspiração às 7);
- Carlos (Conspiração às 7);
- Teresa Ruel (Conspiração às 7);
- Woman once a bird (Um blog que seja seu);
- Nefertiti (Um blog que seja seu);
- Luis Filipe Malheiro (Ultraperiferias);
- Rui Caetano (Urbanidades);
- Blueminerva (Pérolas Intemporais);
- Nélio de Sousa (Olho de Fogo);
- Baby boy swim (Madeira minha vida);
- Su (Marakoka)
- Soslayo (In mente);
- Alberto Pita (Hora Madeira);
- Tino (Farpas da Madeira);
- Paulo Barata (Farpas da Madeira);
- Cláudio (Farpas da Madeira);
- Miguel Fonseca (Basta que Sim);
- AMSF (Pensa Madeira).
Esta é a minha webring da blogosfera madeirense. Façam a vossa e encontramo-nos no dia 25.
Confirmações na caixa de comentários ou para o mail: sanchogomes@gmail.com.
PS - Se não for possível este jantar, pois que não seja!
PS2 - Alguns não receberão convite no mail, pelo facto do contacto não estar disponível.
Por outro lado, os mais atentos também saberão que eu tenho um gosto especial pela blogosfera e folgo ver que na Madeira a actividade blogger tem uma grande dinâmica. Como adepto deste espaço de liberdade, frequento com muita regularidade alguns blogs, entre os quais muitos de cujos autores discordo em absoluto e frontalmente. Por isso e porque gosto do debate de ideias, mas também do confronto e da provocação (eu provocador me confesso), frequentemente “meto-me” com alguns bloggers. Nalguns casos conheço pessoalmente os seus autores, mas existem muitos outros, que fazem parte da minha webring e que frequento com alguma regularidade, cujos escribas desconheço absolutamente.
Assim sendo, porque gostaria de rever alguns amigos e de conhecer alguns bloggers cujos espaços frequento, e como em breve estarei na Madeira, lembrei-me de tentar juntar um grupo deles.
Inicialmente pensei em lançar o desafio a todos os blogs. Mas como estou mais interessado em passar um serão agradável entre amigos, conhecidos e pessoas que por uma razão ou por outra nutro alguma simpatia (ou antipatia, ou simplesmente empatia), resolvi fazer uma proposta algo diferente. Achei que seria mais interessante convidar apenas aqueles com quem me apetece estar. Naturalmente, apercebi-me que para além de revelar um egoísmo grande, esta seria uma atitude egocêntrica, uma vez que estaria a assumir a reciprocidade de um sentimento. Assim, tentei encontrar uma solução mais democrática. E porque também sei que muitos bloggers não costumam participar neste tipo de iniciativa porque não querem perder o seu anonimato, resolvi criar um pequeno conjunto de regras:
1º - farei a minha lista de convidados, que torno pública. Ainda assim, irei enviar um mail pessoal a todos eles;
2.º os convidados manifestam a sua aceitação (ou não) e emitem, eles próprios, a sua lista;
3.º no jantar, ninguém é obrigado a assumir a sua identidade blogger (pseudónimo), nem identificar o blog para onde escreve. Apresenta-se como quiser e basta;
4.º cada convidado fica responsável por passar o n.º de confirmações ao seu anfitrião (quem o convidou), por forma a estabelecer o número de presenças ao jantar. Cada um deverá ter cuidado em não convidar alguém que tenha já o tenha sido;
5.º encarrego-me de marcar o restaurante e negociar um preço em conta :);
6.º o jantar terá lugar no dia 25 de Julho;
7.º o restaurante ficará por definir ainda que, atendendo à época do ano, deverá ter como especialidade o peixe.
As regras parecem-me simples e poderá reunir um grupo interessante de pessoas.
Deixo aqui a lista de bloggers que gostaria de ver nesse jantar (a ordem é completamente aleatória):
- Gonçalo (Conspiração às 7)
- Bruno (Conspiração às 7);
- Angel (Conspiração às 7)
- Magno (Conspiração às 7);
- Carlos (Conspiração às 7);
- Teresa Ruel (Conspiração às 7);
- Woman once a bird (Um blog que seja seu);
- Nefertiti (Um blog que seja seu);
- Luis Filipe Malheiro (Ultraperiferias);
- Rui Caetano (Urbanidades);
- Blueminerva (Pérolas Intemporais);
- Nélio de Sousa (Olho de Fogo);
- Baby boy swim (Madeira minha vida);
- Su (Marakoka)
- Soslayo (In mente);
- Alberto Pita (Hora Madeira);
- Tino (Farpas da Madeira);
- Paulo Barata (Farpas da Madeira);
- Cláudio (Farpas da Madeira);
- Miguel Fonseca (Basta que Sim);
- AMSF (Pensa Madeira).
Esta é a minha webring da blogosfera madeirense. Façam a vossa e encontramo-nos no dia 25.
Confirmações na caixa de comentários ou para o mail: sanchogomes@gmail.com.
PS - Se não for possível este jantar, pois que não seja!
PS2 - Alguns não receberão convite no mail, pelo facto do contacto não estar disponível.
Boa notícia para um desastre
O DN-Madeira noticiou o interesse do Grupo Pestana em investir na marina do Lugar de Baixo. A ser verdade, é uma boa notícia para aquele que foi um dos maiores cancros na Madeira Nova e da vice-presidência do Governo Regional. Se o investimento se realizar e se aquele espaço for requalificado, é uma óptima notícia.
Lamento, contudo, que a solução tenha chegado tão tarde. Lamento ainda mais que alguma vez se tenha construído tal aborto. Que não se tenham feito todos os estudos necessários para a viabilização daquela obra. E lamento que ninguém tenha sido responsabilizado por aquele desastre (não sei se acidente, se atentado).
Lamento, contudo, que a solução tenha chegado tão tarde. Lamento ainda mais que alguma vez se tenha construído tal aborto. Que não se tenham feito todos os estudos necessários para a viabilização daquela obra. E lamento que ninguém tenha sido responsabilizado por aquele desastre (não sei se acidente, se atentado).
Para a posteridade.... Eu fui!
A digressão «Somewhere Back In Time», trouxe os Iron Maiden ao festival Super Bock Super Rock Lisboa 2008, celebrando a carreira entre 1980 e 1989, uma verdadeira década de ouro para a banda inglesa.
Tendo como fundo cénico o antigo Egipto - numa recriação do cenário da «World Slavery Tour», de 1985 - o palco tomou forma e cor. Sarcófagos; murais com hieróglifos e estátuas do tempo da Cleópatra; efeitos pirotécnicos, um nevoeiro cerrado; o famoso Eddie, a mascote da banda, em versão futurista e múmia, a banda de Bruce Dickinson apresentou-nos um espectáculo memorável para todos aqueles que apreciam o estilo heavy metal...
Tendo como fundo cénico o antigo Egipto - numa recriação do cenário da «World Slavery Tour», de 1985 - o palco tomou forma e cor. Sarcófagos; murais com hieróglifos e estátuas do tempo da Cleópatra; efeitos pirotécnicos, um nevoeiro cerrado; o famoso Eddie, a mascote da banda, em versão futurista e múmia, a banda de Bruce Dickinson apresentou-nos um espectáculo memorável para todos aqueles que apreciam o estilo heavy metal...
Simplesmente magnânimo e poderoso!
Um concerto que ficará para a posteridade!!
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História
8.7.08
Sócrates acossado?
O PS tenta minimizar, mas não há volta a dar. A tomada de posição da SEDES vai direita ao coração do governo da República e da maioria socialista e enuncia aquilo que é óbvio para todos, menos para os indefectíveis de José Sócrates: neste momento, são já parte do problema e não da solução.
Esta posição é tão mais grave se atendermos que é a primeira desde a tomada de posse de Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças do Governo de Sócrates, como presidente da associação.
Não me verão, como é óbvio, concordar com todos as conclusões da SEDES, até porque algumas estão nas antípodas do meu horizonte ideológico. Não posso, contudo, deixar de notar que esta tomada de posição mostra-nos que Sócrates começa a ficar acossado por aqueles que lhe cantavam loas. Sinal dos tempos, que é como quem diz: é já a liderança de Manuela Ferreira Leite a fazer estragos ao estado de graça que embalava o governo socialista.
Hoje, em conversa entre amigos, concordávamos que a maioria absoluta para o PS nas próximas legislativas já é uma miragem. Mas Sócrates tem mais motivos para estar preocupado. Porque parece que a "cooperação estratégica" que o primeiro-ministro usufruiu até ao momento, quer por parte de Cavaco Silva, quer por parte de outros sectores da sociedade portuguesa, parece estar a chegar ao fim.
Para mim, por tudo o que tenho defendido até ao momento (e porque, assumo-o com frontalidade, sinto como meu grande adversário político o Partido Socialista), são boas novas. Qualquer "movimentação" no sentido de derrotar o PS é bem-vindo. Porque a exemplo do que pensam outros amigos e companheiros desta coisa que é o interesse pela causa pública, as ideias de Sócrates - e, consequentemente, o próprio -, não servem ao país.
Esta posição é tão mais grave se atendermos que é a primeira desde a tomada de posse de Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças do Governo de Sócrates, como presidente da associação.
Não me verão, como é óbvio, concordar com todos as conclusões da SEDES, até porque algumas estão nas antípodas do meu horizonte ideológico. Não posso, contudo, deixar de notar que esta tomada de posição mostra-nos que Sócrates começa a ficar acossado por aqueles que lhe cantavam loas. Sinal dos tempos, que é como quem diz: é já a liderança de Manuela Ferreira Leite a fazer estragos ao estado de graça que embalava o governo socialista.
Hoje, em conversa entre amigos, concordávamos que a maioria absoluta para o PS nas próximas legislativas já é uma miragem. Mas Sócrates tem mais motivos para estar preocupado. Porque parece que a "cooperação estratégica" que o primeiro-ministro usufruiu até ao momento, quer por parte de Cavaco Silva, quer por parte de outros sectores da sociedade portuguesa, parece estar a chegar ao fim.
Para mim, por tudo o que tenho defendido até ao momento (e porque, assumo-o com frontalidade, sinto como meu grande adversário político o Partido Socialista), são boas novas. Qualquer "movimentação" no sentido de derrotar o PS é bem-vindo. Porque a exemplo do que pensam outros amigos e companheiros desta coisa que é o interesse pela causa pública, as ideias de Sócrates - e, consequentemente, o próprio -, não servem ao país.
4.7.08
Contentores com eles
Ultimamente temos assistido, na blogosfera madeirense mais afecta ao PS, elogios à governação de Carlos César nos Açores, sendo feita, diversas vezes, a comparação entre o governo açoriano e o governo da Madeira.Dou de barato: o governo socialista dos Açores tem feito um bom trabalho.
Mas, atendendo à manifesta incapacidade, falta de competência e de qualidade do PS-Madeira, parece-me que a única solução para os madeirenses será exportar os socialistas do Funchal e ir contratar os socialistas açorianos. Aos contentores e em força!
Estranhezas II
Relativamente a este relatório do Tribunal de Contas sobre a empresa Águas de Portugal, apenas algumas notas:
1.º Naturalmente que a empresa deu lucro durante muito tempo, uma vez que herdou património sem qualquer tipo de investimento próprio e dado ter recebido financiamentos milionários da União Europeia;
2.º os preços e as taxas pagas pelos cidadãos são indecentes e bem superiores aos custos de produção do serviço prestado. Mais uma razão para os grandes lucros;
3.º o negócio da água é tão rentável que, de novo, pairam abutres sedentos pelo desmembramento da empresa pública, com vista a poderem agarrar nos bocados de carniça que dele resultarem;
4.º temo que este relatório sirva apenas para justificar a privatização da água, um bem elementar fundamental;
5.º uma vez mais se comprova que uma gestão "empresarial" da coisa pública não beneficia o cidadão: o serviço não é melhor prestado, nem há aumento de eficácia. Pode, portanto, continuar a ser gerida administração pública;
6.º diga o senhor administrador o que quiser, é indecente andar-se a pagar prémios quando a empresa apenas apresenta prejuízos;
7.º acho estranho que uma empresa que foi criada com o único objectivo de prestar serviço público ande a investir os lucros obtidos através desse serviço em empresas estrangeiras de rentabilidade duvidosa, em vez que investir na melhoria do serviço, por forma a diminuir os custos e baixar os preços. Como já não acredito no pai natal, suspeito que alguém recebeu muito por isto;
8.º sobre isto, o relatório refere que a empresa foi instrumentalizada pelo poder político: quem são, então, os responsáveis (para além das administrações, claro está)?;
9.º contra o argumento de que a sua privatização permitiria maiores eficiência e eficácia já estamos vacinados. Estou já a ver os investidores e a entidade reguladora a jurarem a pés juntos ser fundamental o aumento das tarifas. Obrigado, mas passo!
Para concluir: em Portugal roubar é o que está a dar! Ou então sou eu que começo a me tornar cínico...
1.º Naturalmente que a empresa deu lucro durante muito tempo, uma vez que herdou património sem qualquer tipo de investimento próprio e dado ter recebido financiamentos milionários da União Europeia;
2.º os preços e as taxas pagas pelos cidadãos são indecentes e bem superiores aos custos de produção do serviço prestado. Mais uma razão para os grandes lucros;
3.º o negócio da água é tão rentável que, de novo, pairam abutres sedentos pelo desmembramento da empresa pública, com vista a poderem agarrar nos bocados de carniça que dele resultarem;
4.º temo que este relatório sirva apenas para justificar a privatização da água, um bem elementar fundamental;
5.º uma vez mais se comprova que uma gestão "empresarial" da coisa pública não beneficia o cidadão: o serviço não é melhor prestado, nem há aumento de eficácia. Pode, portanto, continuar a ser gerida administração pública;
6.º diga o senhor administrador o que quiser, é indecente andar-se a pagar prémios quando a empresa apenas apresenta prejuízos;
7.º acho estranho que uma empresa que foi criada com o único objectivo de prestar serviço público ande a investir os lucros obtidos através desse serviço em empresas estrangeiras de rentabilidade duvidosa, em vez que investir na melhoria do serviço, por forma a diminuir os custos e baixar os preços. Como já não acredito no pai natal, suspeito que alguém recebeu muito por isto;
8.º sobre isto, o relatório refere que a empresa foi instrumentalizada pelo poder político: quem são, então, os responsáveis (para além das administrações, claro está)?;
9.º contra o argumento de que a sua privatização permitiria maiores eficiência e eficácia já estamos vacinados. Estou já a ver os investidores e a entidade reguladora a jurarem a pés juntos ser fundamental o aumento das tarifas. Obrigado, mas passo!
Para concluir: em Portugal roubar é o que está a dar! Ou então sou eu que começo a me tornar cínico...
2.7.08
Estranhezas....
Não conheço em pormenor o plano de recuperação da zona ribeirinha de Lisboa. Espero, no futuro, escrever mais qualquer coisinha sobre esse conjunto de intenções.
Para já, apenas uma nota: que sentido faz planear uma praia com ondas artificiais para uma cidade como Lisboa, cercada em mais de 50% do seu território por água (Tejo e mar)? Não haveriam outros projectos onde investir melhor o dinheiro?
Por outro lado, não começa a ser ensurdecedor este silêncio a que toda a gente se submeteu relativamente à saída de Júdice da sociedade que será responsável pela intervenção, antes mesmo de tomar posse? O que estará por detrás desta saída?
Para já, apenas uma nota: que sentido faz planear uma praia com ondas artificiais para uma cidade como Lisboa, cercada em mais de 50% do seu território por água (Tejo e mar)? Não haveriam outros projectos onde investir melhor o dinheiro?
Por outro lado, não começa a ser ensurdecedor este silêncio a que toda a gente se submeteu relativamente à saída de Júdice da sociedade que será responsável pela intervenção, antes mesmo de tomar posse? O que estará por detrás desta saída?
Fazer a festa com o dinheiro alheio
E como Sócrates é bom a pagar as dívidas com o dinheiro dos outros... Depois de todos pagarmos o déficit, eis que agora o primeiro-ministro prepara-se para pôr as autarquias a pagarem os custos desta nova crise. Nisso, realmente o tipo é bom !
Hino à demagogia
Sócrates anunciou que as novas barragens já anunciadas irão ser totalmente pagas por investimento privado e que esses mesmos investidores ressarcirão o Estado pelo uso do domínio hídrico nacional.
Ora, antes de mais, tenho muitas dúvidas acerca destas promessas de custo zero para os contribuintes. E reconhecerão alguma legitimidade, porque este governo não prima pela honestidade e transparência.
Mas o que mais me espantou foi o ar triunfal com que o primeiro-ministro anunciou que as empresas terão que pagar pela utilização dos recursos hídricos. Ora, é só o que faltava, usurparem assim o domínio público, para vender energia aos cidadãos portugueses, e não pagarem nada. Mas é demonstrativo da forma de pensar deste governo.
Sócrates também anunciou (como ele é bom a anunciar! E como alguns estão dispostos a engolir até ao sufoco todo o isco, linha e cana atirados por ele!) que governar não é ceder aos interesses de alguns sectores. Não reconhece, contudo, que governar também é não deixar a imoralidade determinar os destinos do país, como são os lucros apresentados pelas petrolíferas.
Esta entrevista, se para alguma coisa serviu, foi para mostrar que, na arte da demagogia e de tentar sobressair pelo realce do desconhecimento concreto dos dossiês por parte dos seus interlocutores, Sócrates é efectivamente um ás. Mas não passa disso. De uma bela cauda de pavão, que não serve para absolutamente nada.
Ora, antes de mais, tenho muitas dúvidas acerca destas promessas de custo zero para os contribuintes. E reconhecerão alguma legitimidade, porque este governo não prima pela honestidade e transparência.
Mas o que mais me espantou foi o ar triunfal com que o primeiro-ministro anunciou que as empresas terão que pagar pela utilização dos recursos hídricos. Ora, é só o que faltava, usurparem assim o domínio público, para vender energia aos cidadãos portugueses, e não pagarem nada. Mas é demonstrativo da forma de pensar deste governo.
Sócrates também anunciou (como ele é bom a anunciar! E como alguns estão dispostos a engolir até ao sufoco todo o isco, linha e cana atirados por ele!) que governar não é ceder aos interesses de alguns sectores. Não reconhece, contudo, que governar também é não deixar a imoralidade determinar os destinos do país, como são os lucros apresentados pelas petrolíferas.
Esta entrevista, se para alguma coisa serviu, foi para mostrar que, na arte da demagogia e de tentar sobressair pelo realce do desconhecimento concreto dos dossiês por parte dos seus interlocutores, Sócrates é efectivamente um ás. Mas não passa disso. De uma bela cauda de pavão, que não serve para absolutamente nada.
1.7.08
Ideias avulsas*
A actual incapacidade dos estados intervirem para conter e combater a crise economico-financeira-social e a falência do sistema liberal na redistribuição da riqueza, aliada à cada vez mais evidente premissa de que o sector privado não satisfaz as necessidades das populações fazem-me acreditar que qualquer dia estaremos todos a gritar: volta Keynes, estás perdoado!
* Adaptado das Cogitações avulsas da minha amiga WOAB e das quais temos saudades.
* Adaptado das Cogitações avulsas da minha amiga WOAB e das quais temos saudades.
Saúde para quem?
E o problema não reside só no facto das entidades privadas tomarem decisões nas quais o risco é diminuto; o principal problema é que enquanto o Estado está a financiar o sector privado, está a optar — porque os recursos são escassos — por não investir no sector público. Os custos de oportunidade são enormes. É o futuro do serviço público de saúde que está em jogo.
Pedro Lopes Ferreira, Coordenador do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), no Relatório Primavera 2008.
Num dia em que o primeiro-ministro vem para a RTP fazer propaganda e demagogia política, um bom relatório, que vale a pena ler e sobre o qual vale a pena reflectir.
Pedro Lopes Ferreira, Coordenador do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), no Relatório Primavera 2008.
Num dia em que o primeiro-ministro vem para a RTP fazer propaganda e demagogia política, um bom relatório, que vale a pena ler e sobre o qual vale a pena reflectir.
It's the end of the world as we know it
Mais uma notícia que reforça a minha opinião de que o Tratado de Lisboa não entrará em vigor. Esperemos que o mundo não acabe em janeiro de 2009...
Risível
Sou só eu, ou foi um desvario hilariante que levou Manuel Pinho a uma superfície comercial para assinalar a baixa do IVA em um ponto percentual?
Para além disso, ouvi o senhor dizer: "eu gostaria de descer mais". Ora, o que faz o ministro da Economia falar na primeira pessoa de uma matéria que não é da sua competência?
Para além disso, ouvi o senhor dizer: "eu gostaria de descer mais". Ora, o que faz o ministro da Economia falar na primeira pessoa de uma matéria que não é da sua competência?
Ora pois: e qual é a novidade?!
De acordo com o Diário de Notícias da Madeira, Ricardo Freitas, delegado regional da UGT, mostrou-e satisfeito com o novo Código do Trabalho.
Ora, só não é grave porque é patético: o sindicalista - que intermeia esta actividade com a actividade político/partidária militante -, ex-deputado à Assembleia da República eleito pelo PS, que em todas as matérias votadas mostrou a sua subordinação à orientação do seu grupo parlamentar, resolve convocar uma conferência de imprensa para mostrar o seu regozijo pelo acordo alcançado.
Com exemplos destes, não sei onde é que os socialistas ainda conseguem ir buscar alguma coragem(?) para ousar criticar a CGTP. É que se a CGTP é o braço "armado" do PCP, a UGT é a a mais doce das "amantes" do PS.
PS - E já que agora é moda atacar toda a comunicação social da Madeira deixo aqui a minha opinião: se eu fosse editor, não publicava esta notícia porque nem tem relevância informativa nem social. E que me acusassem de censura...
Ora, só não é grave porque é patético: o sindicalista - que intermeia esta actividade com a actividade político/partidária militante -, ex-deputado à Assembleia da República eleito pelo PS, que em todas as matérias votadas mostrou a sua subordinação à orientação do seu grupo parlamentar, resolve convocar uma conferência de imprensa para mostrar o seu regozijo pelo acordo alcançado.
Com exemplos destes, não sei onde é que os socialistas ainda conseguem ir buscar alguma coragem(?) para ousar criticar a CGTP. É que se a CGTP é o braço "armado" do PCP, a UGT é a a mais doce das "amantes" do PS.
PS - E já que agora é moda atacar toda a comunicação social da Madeira deixo aqui a minha opinião: se eu fosse editor, não publicava esta notícia porque nem tem relevância informativa nem social. E que me acusassem de censura...
30.6.08
Obrigado, ó Espanha
A vitória de Espanha deu um enorme contributo ao futebol. "La roja" provou que ganhar e jogar bem não são variáveis mutuamente exclusivas. E que os grandes jogadores não se medem pelos centímetros que separam a cabeça das botas, mas sim pela habilidade e pela inteligência. Obrigado, camaradas, por nos relembrarem que o futebol é um jogo bonito. Marcamos encontro na África do Sul (espero eu).
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Justo,
merecido e não sei que mais
24.6.08
Donos de iates não pagam ISP
Recebi este texto por correio electrónico. Porque por vezes somos intrujados, fui ler a portaria e não é que efectivamente os proprietários de embarcações de navegação marítima costeira; navegação interior e navegação marítimo-turística estão isentas de ISP?!E tem o ministro da Agricultura o descaramento de criticar os pedidos dos agricultores???
Agora, todos ficam a saber: Os que têm iates e embarcações de recreio beneficiam, através do Art.º 29.º do Cap. II da Portaria n.º 117-A de, 8 de Fevereiro de 2008, de gasóleo ao preço igual ao que pagam os armadores e os pescadores.
Assim todos os portugueses são iguais perante a Lei, desde que tenham iates...
É da mais elementar justiça que os trabalhadores e as empresas que tenham carro a gasóleo o paguem a 1,42€, e os banqueiros e empresários do 'Compromisso Portugal' paguem-no a 0,80€, e é justo, porque estes não têm culpa que os trabalhadores não comprem iates!!!
Porreiro pá!...
Assim todos os portugueses são iguais perante a Lei, desde que tenham iates...
É da mais elementar justiça que os trabalhadores e as empresas que tenham carro a gasóleo o paguem a 1,42€, e os banqueiros e empresários do 'Compromisso Portugal' paguem-no a 0,80€, e é justo, porque estes não têm culpa que os trabalhadores não comprem iates!!!
Porreiro pá!...
O que algumas luminárias não vêem
O que alguns insistem em não querer ver. Porque não se trata de procurar encontrar dificuldades num processo completamente intrujão e intrujado: trata-se de defender uma União Europeia construída com os contributos dos seus cidadãos. Mas este - o que democracia e da participação -, deve ser um conceito difícil de entender.
Claro que não cometerei a indelicadeza de deixar uns links para sites tipo Democracia para totós. Porque acredito de tanto esclarecimento(?) não necessite...
«(...) Toda a gente percebeu que a saga da aprovação do Tratado de Lisboa, depois de Maastricht e de Nice, tem como principal objectivo o de retirar poder aos povos e de lhes administrar as soluções das elites esclarecidas. O Tratado foi inventado para retirar aos povos a possibilidade de os discutir e aprovar. O Tratado é incompreensível? A Constituição é absurda? Tanto melhor. São documentos que, justamente, não devem ser compreendidos. E que oferecem explicações úteis para a indiferença crescente dos cidadãos. Votam em eleições e em referendo, dizem os iluminados, por razões nacionais e não por razões europeias! Votam, acrescentam, por causa da crise económica, das desigualdades, dos preços dos combustíveis, das questões laborais e da imigração. Na Irlanda, então, para cúmulo, dizem eles, o “não” foi motivado pelo aborto, pela eutanásia e pelos impostos. Tudo, asseguram, questões locais, paroquiais, nacionais, sem a importância dos reais problemas europeus. Estes argumentos, infantis e destituídos de qualquer inteligência, são repetidos candidamente por todos os servos, sobretudo juristas, da plutocracia europeia. E ninguém, entre essas luminárias, se deu ao trabalho de reflectir nas últimas eleições europeias que deram dois resultados inesquecíveis. Primeiro, uma enorme abstenção. Segundo, o facto de quase todos os que perderam essas eleições foram recompensados, directa e indirectamente, com cargos, responsabilidades e decisões nos actos que se seguiram. Chirac, Schroeder, Tony Blair e Durão Barroso, entre outros, perderam as eleições, mas, pelo jogo do federalismo, moldaram a União que se seguiu! De qualquer modo, ficámos a saber, mais uma vez: para os dirigentes europeus, o emprego, os impostos, a liberdade, a demografia, a família, o sistema de saúde, a educação, a idade de reforma, a legislação laboral e as desigualdades sociais não são questões europeias. Não são problemas relevantes!
(...) A União vai sair, aparentemente, desta crise. Dentro de um ou dois anos, uma nova engenharia terá sido encontrada. Dentro ou fora, a Irlanda deixará de incomodar. Novas perturbações serão evitadas por novos mecanismos. Alguém virá dizer que a crise está ultrapassada e que a União entrará numa nova era. A mecânica da Comissão, do Conselho e do Parlamento Europeu estará oleada e preparada para funcionar a 27 ou mais. As decisões serão mais fáceis. Evidentemente, sabe-se, haverá alguns problemas. Na economia, na sociedade, no comércio externo, na ciência e na tecnologia. Forças centrífugas em acção. Dificuldades no emprego e no crescimento económico. Problemas sociais e demográficos. Conflitos laborais e desigualdades sociais. Deriva dos sistemas de saúde, educação e segurança. Aumento dos preços da energia e dos alimentos. Certo. Mas são todos problemas locais. Nada disso é europeu. A grande Europa, a grande União passa ao lado disso. Passa ao lado de questões menores.»
António Barreto, «Retrato da Semana» - «Público» de 22 de Junho de 2008
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«(...) A "Europa dos cidadãos" e a "aproximação entre os cidadãos europeus e as instituições europeias", chavões obrigatórios em qualquer discurso politicamente correcto, perdem imediatamente o seu prazo de validade quando esses mesmos cidadãos têm ousadia democrática de votar contra as arquitecuras políticas traçadas pelos dirigentes.
A forma como as elites europeias estão a lidar com o "não" irlandês está a fazer mais para aumentar o afastamento dos cidadãos da construção europeia do que a contribuir para a sua aproximação.
Referirem-se ao voto do povo irlandês como "um problema" que precisa de uma "uma solução" não pode deixar de ser lido como um sinal de grande desprezo pela voz das opiniões públicas que, a prazo, se transformarão em "problemas" cada vez maiores.
(...) Se os cidadãos não entendem a União, a culpa é da União e nunca dos cidadãos. Enquanto esta ideia não for genuinamente assimilada nas capitais nacionais e em Bruxelas, o fosso que separa eleitores e construtores não vai parar de crescer.»
Paulo Ferreira, editorial do «Público» de 22 de Junho de 2008
Claro que não cometerei a indelicadeza de deixar uns links para sites tipo Democracia para totós. Porque acredito de tanto esclarecimento(?) não necessite...
«(...) Toda a gente percebeu que a saga da aprovação do Tratado de Lisboa, depois de Maastricht e de Nice, tem como principal objectivo o de retirar poder aos povos e de lhes administrar as soluções das elites esclarecidas. O Tratado foi inventado para retirar aos povos a possibilidade de os discutir e aprovar. O Tratado é incompreensível? A Constituição é absurda? Tanto melhor. São documentos que, justamente, não devem ser compreendidos. E que oferecem explicações úteis para a indiferença crescente dos cidadãos. Votam em eleições e em referendo, dizem os iluminados, por razões nacionais e não por razões europeias! Votam, acrescentam, por causa da crise económica, das desigualdades, dos preços dos combustíveis, das questões laborais e da imigração. Na Irlanda, então, para cúmulo, dizem eles, o “não” foi motivado pelo aborto, pela eutanásia e pelos impostos. Tudo, asseguram, questões locais, paroquiais, nacionais, sem a importância dos reais problemas europeus. Estes argumentos, infantis e destituídos de qualquer inteligência, são repetidos candidamente por todos os servos, sobretudo juristas, da plutocracia europeia. E ninguém, entre essas luminárias, se deu ao trabalho de reflectir nas últimas eleições europeias que deram dois resultados inesquecíveis. Primeiro, uma enorme abstenção. Segundo, o facto de quase todos os que perderam essas eleições foram recompensados, directa e indirectamente, com cargos, responsabilidades e decisões nos actos que se seguiram. Chirac, Schroeder, Tony Blair e Durão Barroso, entre outros, perderam as eleições, mas, pelo jogo do federalismo, moldaram a União que se seguiu! De qualquer modo, ficámos a saber, mais uma vez: para os dirigentes europeus, o emprego, os impostos, a liberdade, a demografia, a família, o sistema de saúde, a educação, a idade de reforma, a legislação laboral e as desigualdades sociais não são questões europeias. Não são problemas relevantes!
(...) A União vai sair, aparentemente, desta crise. Dentro de um ou dois anos, uma nova engenharia terá sido encontrada. Dentro ou fora, a Irlanda deixará de incomodar. Novas perturbações serão evitadas por novos mecanismos. Alguém virá dizer que a crise está ultrapassada e que a União entrará numa nova era. A mecânica da Comissão, do Conselho e do Parlamento Europeu estará oleada e preparada para funcionar a 27 ou mais. As decisões serão mais fáceis. Evidentemente, sabe-se, haverá alguns problemas. Na economia, na sociedade, no comércio externo, na ciência e na tecnologia. Forças centrífugas em acção. Dificuldades no emprego e no crescimento económico. Problemas sociais e demográficos. Conflitos laborais e desigualdades sociais. Deriva dos sistemas de saúde, educação e segurança. Aumento dos preços da energia e dos alimentos. Certo. Mas são todos problemas locais. Nada disso é europeu. A grande Europa, a grande União passa ao lado disso. Passa ao lado de questões menores.»
António Barreto, «Retrato da Semana» - «Público» de 22 de Junho de 2008
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«(...) A "Europa dos cidadãos" e a "aproximação entre os cidadãos europeus e as instituições europeias", chavões obrigatórios em qualquer discurso politicamente correcto, perdem imediatamente o seu prazo de validade quando esses mesmos cidadãos têm ousadia democrática de votar contra as arquitecuras políticas traçadas pelos dirigentes.
A forma como as elites europeias estão a lidar com o "não" irlandês está a fazer mais para aumentar o afastamento dos cidadãos da construção europeia do que a contribuir para a sua aproximação.
Referirem-se ao voto do povo irlandês como "um problema" que precisa de uma "uma solução" não pode deixar de ser lido como um sinal de grande desprezo pela voz das opiniões públicas que, a prazo, se transformarão em "problemas" cada vez maiores.
(...) Se os cidadãos não entendem a União, a culpa é da União e nunca dos cidadãos. Enquanto esta ideia não for genuinamente assimilada nas capitais nacionais e em Bruxelas, o fosso que separa eleitores e construtores não vai parar de crescer.»
Paulo Ferreira, editorial do «Público» de 22 de Junho de 2008
20.6.08
Num mundo democrático, têm que prevalecer as regras da democracia
Digo-o desde já: a mim não me preocupam as patetices que o Sócrates diz acerca do Tratado de Lisboa, uma vez que para efeitos de construção europeia, o primeiro-ministro português tem o mesmo peso que o líder cipriota, lituano ou esloveno, ou seja, próximo do zero.
Mas preocupam-me as tentativas mal-disfarçadas dos líderes europeus de tentar mandar às malvas o desejo do povo irlandês. Sempre que falam em encontrar soluções, a mim soa-me que o que pretendem é arranjar uma manigância legal qualquer para ultrapassar o impasse que o Não irlandês impôs ao processo de ratificação.
Há quem defenda que o povo irlandês não tem legitimidade para sequestrar este Tratado (atenção, não são os povos europeus que estão reféns, porque a verdade é que não foram chamados a pronunciarem-se). Mas isto é que é a democracia e, por enquanto, os países europeus ainda têm soberania para fazer cumprir as suas próprias constituições. No caso da Irlanda, o povo foi chamado (e bem) a pronunciar-se e manifestou-se contra. Podemos escalpelizar os motivos para esse Não, mas a verdade é que 53% dos votantes recusaram este Tratado.
Ora, se o documento, para entrar em vigor, exige a ratificação por parte de todos os estados-membro e se nem todos o podem fazer, a solução é simples: pare-se o processo. Há dois anos a vontade dos povos holandês e francês foi respeitada: será menor a legitimidade do povo irlandês? Não imitemos o que os ingleses têm feito há séculos...
A solução que deve ocupar as mentes dos líderes e burocratas europeus tem de passar, obrigatoriamente, por um mudar de rumo. É fundamental a definição de um conjunto de regras básicas que permitam administrar eficazmente a União, mas nem a Europa está ingovernável sem este Tratado (o de Nice continua a servir perfeitamente), nem será possível aprofundar o processo de unidade europeia contra a vontade dos seus povos.
Se o que querem, acreditam e defendem é um aprofundamento da unificação europeia, então elabore-se um documento minimamente perceptível, promova-se a sua discussão abrangente em todos os estados-membro, apresente-se os motivos pelos quais é necessário e, tenho certeza, nenhum povo europeu votará contra. E se, após um processo transparente, de discussão alargada, em referendo, algum povo manifestar-se contra esse aprofundamento, então é porque ele não é possível. Se as diferenças sociais, culturais, económicas e históricas falarem mais alto, não adianta insistir num processo moribundo.
Porque a alternativa que os líderes europeus procuram a mais não vai levar do que a um lento definhar dessa unidade que juram defender, com consequências absolutamente imprevisíveis. Porque é fazendo política assim, nas costas do povo, que se reforçam os movimentos radicais.
Mas preocupam-me as tentativas mal-disfarçadas dos líderes europeus de tentar mandar às malvas o desejo do povo irlandês. Sempre que falam em encontrar soluções, a mim soa-me que o que pretendem é arranjar uma manigância legal qualquer para ultrapassar o impasse que o Não irlandês impôs ao processo de ratificação.
Há quem defenda que o povo irlandês não tem legitimidade para sequestrar este Tratado (atenção, não são os povos europeus que estão reféns, porque a verdade é que não foram chamados a pronunciarem-se). Mas isto é que é a democracia e, por enquanto, os países europeus ainda têm soberania para fazer cumprir as suas próprias constituições. No caso da Irlanda, o povo foi chamado (e bem) a pronunciar-se e manifestou-se contra. Podemos escalpelizar os motivos para esse Não, mas a verdade é que 53% dos votantes recusaram este Tratado.
Ora, se o documento, para entrar em vigor, exige a ratificação por parte de todos os estados-membro e se nem todos o podem fazer, a solução é simples: pare-se o processo. Há dois anos a vontade dos povos holandês e francês foi respeitada: será menor a legitimidade do povo irlandês? Não imitemos o que os ingleses têm feito há séculos...
A solução que deve ocupar as mentes dos líderes e burocratas europeus tem de passar, obrigatoriamente, por um mudar de rumo. É fundamental a definição de um conjunto de regras básicas que permitam administrar eficazmente a União, mas nem a Europa está ingovernável sem este Tratado (o de Nice continua a servir perfeitamente), nem será possível aprofundar o processo de unidade europeia contra a vontade dos seus povos.
Se o que querem, acreditam e defendem é um aprofundamento da unificação europeia, então elabore-se um documento minimamente perceptível, promova-se a sua discussão abrangente em todos os estados-membro, apresente-se os motivos pelos quais é necessário e, tenho certeza, nenhum povo europeu votará contra. E se, após um processo transparente, de discussão alargada, em referendo, algum povo manifestar-se contra esse aprofundamento, então é porque ele não é possível. Se as diferenças sociais, culturais, económicas e históricas falarem mais alto, não adianta insistir num processo moribundo.
Porque a alternativa que os líderes europeus procuram a mais não vai levar do que a um lento definhar dessa unidade que juram defender, com consequências absolutamente imprevisíveis. Porque é fazendo política assim, nas costas do povo, que se reforçam os movimentos radicais.
Ainda é tempo de mudar o final
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam:
" - Não roubarás!"
" - Devolva o lápis do coleguinha!"
" - Esse apontador não é seu, minha filha!"
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão:
“ - Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba.”
E eu vou dizer:
”- Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.”
Dirão:
" - É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
E eu direi:
” - Não admito! Minha esperança é imortal!”
E eu repito, ouviram?
IMORTAL!!!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.
Elisa Lucinda
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam:
" - Não roubarás!"
" - Devolva o lápis do coleguinha!"
" - Esse apontador não é seu, minha filha!"
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão:
“ - Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba.”
E eu vou dizer:
”- Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.”
Dirão:
" - É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
E eu direi:
” - Não admito! Minha esperança é imortal!”
E eu repito, ouviram?
IMORTAL!!!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.
Elisa Lucinda
19.6.08
Tu disseste
Tu disseste "agora procuro o desígnio da vida. às vezes penso encontrá-lo num bater de asas,
num murmúrio trazido pelo vento, no piscar de um néon. escrevo páginas e páginas a tentar formalizá-lo.
depois queimo tudo e prossigo a minha busca"
Eu disse "eu não faço nada. fico horas a olhar para uma mancha na parede"
Tu disseste "e nunca sentiste a mancha a alastrar, as suas formas num palpitar quase imperceptível?"
Eu disse "não. a mancha continua no mesmo sítio, eu continuo a olhar para ela e não se passa nada"
Tu disseste "e no entanto a mancha alastra e toma conta de ti. liberta-te do corpo. tu é que não vês"
Eu disse "o que é que isso interessa?"
Tu disseste "...nada"
Eu disse "o que é que isso interessa?"
Tu disseste "...nada"
Adolfo Luxúria Canibal
num murmúrio trazido pelo vento, no piscar de um néon. escrevo páginas e páginas a tentar formalizá-lo.
depois queimo tudo e prossigo a minha busca"
Eu disse "eu não faço nada. fico horas a olhar para uma mancha na parede"
Tu disseste "e nunca sentiste a mancha a alastrar, as suas formas num palpitar quase imperceptível?"
Eu disse "não. a mancha continua no mesmo sítio, eu continuo a olhar para ela e não se passa nada"
Tu disseste "e no entanto a mancha alastra e toma conta de ti. liberta-te do corpo. tu é que não vês"
Eu disse "o que é que isso interessa?"
Tu disseste "...nada"
Eu disse "o que é que isso interessa?"
Tu disseste "...nada"
Adolfo Luxúria Canibal
16.6.08
Pura demagogia
Quando o primeiro-ministro diz que em 2009 todas as escolas terão cartão electrónico do aluno, refere-se também às escolas básicas de 1º ciclo (cuja gestão já é partilhada pelas autarquias que, por seu lado, ainda não viram um chavo do governo para a aquisição de equipamentos tecnológicos básicos, quanto mais o cartão electrónico) e de 2º e 3º ciclo, cuja gestão também se prevê ser descentralizada para as autarquias ainda antes do próximo ano lectivo? Ou, passando todos os encargos com o ensino básico para as autarquias, Sócrates fala daquelas maravilhas todas apenas para as secundárias, as únicas que para já ficam sob a alçada do Ministério da Educação?... É que ainda por cima, conhecendo a lendária má-fé nas transferências de competências para as autarquias, não me admiro nada que depois venham exigir que estas façam num ano o que a administração central não fez em 30 (nem este governo em 3) anos.
Sinceramente e para quem conhece a realidade das escolas portuguesas, todo o discurso de Sócrates não passou de mera demagogia...
Áh, e já agora, não eram apenas duas dezenas de manifestantes e não eram apenas professores. Soubemos de casos (naturalmente censurados pela comunicação social) de alunos que se recusaram a apertar a mão do primeiro-ministro. Mas deviam ser todos comunistas, estes malvados destes jovens...
Sinceramente e para quem conhece a realidade das escolas portuguesas, todo o discurso de Sócrates não passou de mera demagogia...
Áh, e já agora, não eram apenas duas dezenas de manifestantes e não eram apenas professores. Soubemos de casos (naturalmente censurados pela comunicação social) de alunos que se recusaram a apertar a mão do primeiro-ministro. Mas deviam ser todos comunistas, estes malvados destes jovens...
ERSE ou um bando de malfeitores?!
Ora, digam-me lá se a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) não é mesmo apenas um bando de malfeitores que têm como objectivo único servir as empresas cuja actividade deviam regular?
Então, depois daquela outra proposta de aumento da tarifa da electricidade em 15%, vêm agora estes craniozinhos (não, não são as bonequinhas do Prof. Solanka, da Fúria, de Salman Rushdie) propor que os clientes cumpridores paguem as dívidas dos não cumpridores... Então, eu que pago o serviço que contratei, tenho ainda que pagar os calotes de outrem, para que a empresa não tenha prejuízo? E os senhores da ERSE acham que esta é uma proposta razoável?
Mas como se não bastasse, eis o argumento fantástico: evitar que a EDP recorra a expedientes pouco transparentes para afectar, na mesma, a dívida aos clientes cumpridores.
Então senhores da ERSE, porque raio andamos todos a pagar ordenados milionários a V/ Exas. se não para garantir que o mercado energético funciona com transparência? Para que servirão então?
Olha que estes não param de surpreender...
PS - Espero que os portugueses estejam atentos e manifestem a sua indignação por esta proposta ser sequer equacionada. Por mim, farei seguir mais ou menos o conteúdo deste post.
Então, depois daquela outra proposta de aumento da tarifa da electricidade em 15%, vêm agora estes craniozinhos (não, não são as bonequinhas do Prof. Solanka, da Fúria, de Salman Rushdie) propor que os clientes cumpridores paguem as dívidas dos não cumpridores... Então, eu que pago o serviço que contratei, tenho ainda que pagar os calotes de outrem, para que a empresa não tenha prejuízo? E os senhores da ERSE acham que esta é uma proposta razoável?
Mas como se não bastasse, eis o argumento fantástico: evitar que a EDP recorra a expedientes pouco transparentes para afectar, na mesma, a dívida aos clientes cumpridores.
Então senhores da ERSE, porque raio andamos todos a pagar ordenados milionários a V/ Exas. se não para garantir que o mercado energético funciona com transparência? Para que servirão então?
Olha que estes não param de surpreender...
PS - Espero que os portugueses estejam atentos e manifestem a sua indignação por esta proposta ser sequer equacionada. Por mim, farei seguir mais ou menos o conteúdo deste post.
Centrista
Seguindo a proposta do Madeira, minha vida, fiz o teste, apresentando como resultado final centrista, a puxar para o liberal e conservador. Não sei bem o que será ser centrista (a explicação do site não me convence), mas apraz-me saber que nem nestes pseudo-testes me perfilho à esquerda. Por outro lado, as perguntas são demasiado limitadas para que nos dê um resultado sério. Não deixa, contudo, de ser divertido!
PS - Gostaria de colocar a imagem com o resultado, mas estou com um problema no Intenet Explorer e o raio do Firefox não me deixa colocar fotos.
PS - Gostaria de colocar a imagem com o resultado, mas estou com um problema no Intenet Explorer e o raio do Firefox não me deixa colocar fotos.
13.6.08
Memórias II

E por falar em memórias, aqui vai outra!
"(...) With the lights out its less dangerous
Here we are now
Entertain us
I feel stupid and contagious
Here we are now
Entertain us
A mulatto
An albino
A mosquito
My libido
Yea (...)"
Memórias
Há quanto tempo, meu Deus! Que dramas foram vividos ao ouvir Creep! Quanta tragédia! Quantos desencontros...
When you were here before,
Couldn't look you in the eye
You're just like an angel,
Your skin makes me cry
You float like a feather
In a beautiful world
I wish I was special
You're so fuckin special
But I'm a creep,
I'm a weirdo
What the hell am I doin' here?
I don't belong here
I don't care if it hurts,
I wanna have control
I want a perfect body
I want a perfect soul
I want you to notice
when I'm not around
You're so fuckin special
I wish I was special
But I'm a creep
I'm a weirdo
What the hell am I doin' here?
I don't belong here,
ohhhh, ohhhh
She's running out the door
She's running out
She run run run run...run...
Whatever makes you happy
Whatever you want
You're so fuckin special
I wish I was special
But I'm a creep,
I'm a weirdo
What the hell am I doin' here?
I don't belong here
I don't belong here...
When you were here before,
Couldn't look you in the eye
You're just like an angel,
Your skin makes me cry
You float like a feather
In a beautiful world
I wish I was special
You're so fuckin special
But I'm a creep,
I'm a weirdo
What the hell am I doin' here?
I don't belong here
I don't care if it hurts,
I wanna have control
I want a perfect body
I want a perfect soul
I want you to notice
when I'm not around
You're so fuckin special
I wish I was special
But I'm a creep
I'm a weirdo
What the hell am I doin' here?
I don't belong here,
ohhhh, ohhhh
She's running out the door
She's running out
She run run run run...run...
Whatever makes you happy
Whatever you want
You're so fuckin special
I wish I was special
But I'm a creep,
I'm a weirdo
What the hell am I doin' here?
I don't belong here
I don't belong here...
Traulitadas
Sinceramente, a haver referendo, até faria campanha pelo Sim. Mas como Sócrates impediu-nos de nos manifestarmos, é com muito regozijo que recebi a notícia da vitória do Não na Irlanda. Para mostrar que não se constrói uma Europa nas costas do(s) povo(s).
Estes irlandeses são terríveis: fingem que estão sempre bêbedos e vai que não vai, pregam uma traulitada no bom do inglês, que neste caso foi em toda a Europa.
Como bem lembraste Blueminerva: porreiro, pá!
"In your head, in your head, Zombie, zombie, zombie, Hey, hey, hey.
What's in your head, In your head, Zombie, zombie, zombie?
Hey, hey, hey, hey, oh, dou, dou, dou, dou, dou... "
Estes irlandeses são terríveis: fingem que estão sempre bêbedos e vai que não vai, pregam uma traulitada no bom do inglês, que neste caso foi em toda a Europa.
Como bem lembraste Blueminerva: porreiro, pá!
"In your head, in your head, Zombie, zombie, zombie, Hey, hey, hey.
What's in your head, In your head, Zombie, zombie, zombie?
Hey, hey, hey, hey, oh, dou, dou, dou, dou, dou... "
Say what?!
Andam por aí uns socialistas a bater palminhas a umas afirmações de alguns ministros sobre umas propostas absurdas (que, por absurdas, nunca tiveram como objectivo ver a luz do dia) da Comissão Europeia sobre o horário de trabalho semanal (aquela, das 65 horas semanais).
Como se este governo da República ainda merecesse algum tipo de credibilidade. Como se fosse para levar a sério o que dizem, sabendo nós que hoje dizem uma coisa e a amanhã o seu contrário, com a maior das naturalidades! Como se eles próprios estivessem dispostos a engolir tudo o que lhes querem vender sem qualquer tipo de reflexão crítica (vejam lá, não se engasguem). Evocam Zapata: mas já nem estão de pé nem de joelhos, simplesmente rastejam!
Como se este governo da República ainda merecesse algum tipo de credibilidade. Como se fosse para levar a sério o que dizem, sabendo nós que hoje dizem uma coisa e a amanhã o seu contrário, com a maior das naturalidades! Como se eles próprios estivessem dispostos a engolir tudo o que lhes querem vender sem qualquer tipo de reflexão crítica (vejam lá, não se engasguem). Evocam Zapata: mas já nem estão de pé nem de joelhos, simplesmente rastejam!
11.6.08
Indignações: cada um tem a sua!
Acho graça à indignação da inteligentsia politico-económica portuguesa relativamente ao poder de uns miseráveis camionistas. Áh e tal, como é possível que meia-dúzia de mentecaptos consigam paralisar o país?, perguntam. Curioso que não os tenhamos visto tão indignados quando se trata das situações de monopólio que alimenta os patrões que lhes dão de comer. É que deve ser fodido ver que uma merda de um camionista tem poder suficiente para impedir que a lagosta nos chegue ao prato...
PS - Declaro desde já que não concordo com a forma como alguns camionistas e empresários do sector violam a liberdade de outrém.
PS - Declaro desde já que não concordo com a forma como alguns camionistas e empresários do sector violam a liberdade de outrém.
10.6.08
Será vergonha?
Como devem ter reparado os que gostam de uma boa conspiração (que é como quem diz, os cibernautas que por cá passam), tenho reduzido a minha produção bloguista nos últimos tempos. Sim, o principal motivo é a falta de tempo, misturada com alguma saturação de ter de alimentar o "monstro". No entanto, a principal razão é mesmo a falta de temas. Melhor, há temas sobre os quais gostaria de escrever: o problema é não ter tempo para os desenvolver convenientemente. Assim sendo, tenho optado por não escrever nada.
Uma sorte, dir-me-ão alguns! Não são, contudo, obrigados a ler as minhas larachinhas e há sempre a opção de eliminar do histórico do browser a morada deste blog (ou então, apenas não ler).
Mas porque fiz uma pausa e para que este texto não seja uma inutilidade absoluta, deixo apenas a minha surpresa pelas últimas atitudes do governo da República.
Conforme previsto há uns tempos pela SEDES, Portugal está mergulhado numa convulsão social sem precedentes desde há pelo menos vinte anos. A pobreza aumenta, o fosso entre ricos e pobres não pára de crescer, a classe média começa a ser eliminada, a degradação do sistema e a desconfiança nos políticos generaliza-se. Perante tal cenário, as manifestações contra o governo e as suas políticas (que Sócrates, num exercício atroz de autismo, insiste em atribuir aos comunistas, como se estes pudessem manipular cem mil professores) sucedem-se a um ritmo vertiginoso; somos diariamente confrontados com novos problemas que afectam trabalhadores e empresas de áreas para as quais não estávamos atentos (a pesca e o transporte, apenas para lembrar as últimas); enfim, encaminhamo-nos perigosamente para um certo caos social.
Estando a raiz de alguns problemas distante do centro de decisão política do nosso país, seria, no entanto, natural e expectável que os nossos governantes estivessem atentos e agissem no sentido de minimizar algumas das suas consequências, numa intervenção com vista à reposição da paz social.
O que assistimos, contudo, é imensuravelmente ofensivo e de uma grosseria política ímpar.
Perante a crise nas pescas, o ministro afirmava "esperar" - é verdade, um ministro que entende que o seu trabalho é "esperar"... - que não faltasse peixe nas bancas; uma paralisação nos transportes e o primeiro-ministro que mostra-se dispostos a "ajudar" o sector - vejam bem o verbo empregue: "ajudar", como se a sua função não fosse resolver os problemas dos portugueses -, constituído, na sua maior parte, por pequenos empresários que atravessam uma crise sem precedentes; uma manifestação de 200 mil pessoas e um governo que afirma que não governa pela rua.
O estilo mudou. Não muda, no entanto, a absoluta falta de capacidade e competência para resolver os problemas do país; não há um laivo de criatividade para o desenvolvimento de novos rumos, com novas políticas. Enfim, o país arde e à boa maneira de Nero, os governantes desta nação assistem sem qualquer tipo de intervenção. Pelo menos, por agora, algum pudor ainda os vai impedindo de rir. Veremos até quando!
Uma sorte, dir-me-ão alguns! Não são, contudo, obrigados a ler as minhas larachinhas e há sempre a opção de eliminar do histórico do browser a morada deste blog (ou então, apenas não ler).
Mas porque fiz uma pausa e para que este texto não seja uma inutilidade absoluta, deixo apenas a minha surpresa pelas últimas atitudes do governo da República.
Conforme previsto há uns tempos pela SEDES, Portugal está mergulhado numa convulsão social sem precedentes desde há pelo menos vinte anos. A pobreza aumenta, o fosso entre ricos e pobres não pára de crescer, a classe média começa a ser eliminada, a degradação do sistema e a desconfiança nos políticos generaliza-se. Perante tal cenário, as manifestações contra o governo e as suas políticas (que Sócrates, num exercício atroz de autismo, insiste em atribuir aos comunistas, como se estes pudessem manipular cem mil professores) sucedem-se a um ritmo vertiginoso; somos diariamente confrontados com novos problemas que afectam trabalhadores e empresas de áreas para as quais não estávamos atentos (a pesca e o transporte, apenas para lembrar as últimas); enfim, encaminhamo-nos perigosamente para um certo caos social.
Estando a raiz de alguns problemas distante do centro de decisão política do nosso país, seria, no entanto, natural e expectável que os nossos governantes estivessem atentos e agissem no sentido de minimizar algumas das suas consequências, numa intervenção com vista à reposição da paz social.
O que assistimos, contudo, é imensuravelmente ofensivo e de uma grosseria política ímpar.
Perante a crise nas pescas, o ministro afirmava "esperar" - é verdade, um ministro que entende que o seu trabalho é "esperar"... - que não faltasse peixe nas bancas; uma paralisação nos transportes e o primeiro-ministro que mostra-se dispostos a "ajudar" o sector - vejam bem o verbo empregue: "ajudar", como se a sua função não fosse resolver os problemas dos portugueses -, constituído, na sua maior parte, por pequenos empresários que atravessam uma crise sem precedentes; uma manifestação de 200 mil pessoas e um governo que afirma que não governa pela rua.
O estilo mudou. Não muda, no entanto, a absoluta falta de capacidade e competência para resolver os problemas do país; não há um laivo de criatividade para o desenvolvimento de novos rumos, com novas políticas. Enfim, o país arde e à boa maneira de Nero, os governantes desta nação assistem sem qualquer tipo de intervenção. Pelo menos, por agora, algum pudor ainda os vai impedindo de rir. Veremos até quando!
3.6.08
Por esse mundo além
O autor do Por esse mundo além, José de Freitas, propõe-se a manter um blog independente. Não sei se assim será, mas folgo ver o crescimento da blogosfera madeirense. Seja bem-vindo, companheiro!
Cartão Municipal da Família Numerosa
Recebi o seguinte comunicado da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas (APFN), que replico na íntegra.
A APFN congratula-se com a aprovação do Cartão Municipal de Família Numerosa pela Câmara do Funchal, por unanimidade, o que demonstra, mais uma vez, que "política de família" não tem "cor partidária". Demonstra, ainda, que os autarcas, por estarem mais próximos das populações, são sensíveis aos problemas reais dos portugueses, e praticam o óbvio, isto é, o combate ao cada vez mais rigoroso inverno demográfico só poderá ser vencido apoiando as 20% de famílias que desejam ter três ou mais filhos, em contraste com a desastrada política de família que o Parlamento tem vindo a promover, ao eleger as famílias naturais formalmente constituídas como alvo a abater. A APFN espera que o exemplo que os municípios têm vindo a dar, liderados por Vila Real, Coimbra, Tavira e Funchal, levem a acordar o Parlamento da sua já demasiadamente longa hibernação e a ajudar o Governo a acabar com medidas contraditórias, a fim de Portugal deixar de ser um dos raros países europeus em que a taxa de natalidade continua a descer. Isso só acabará quando todas as direcções e dirigentes políticos nacionais compreenderem (à semelhança do que os autarcas bem sabem) que as famílias numerosas são a única garantia do futuro.
Regozijo-me pela atenção que o município do Funchal dedica às famílias numerosas.
A Madeira da Rota do Feminismo
A Madeira na rota do feminismo. Alguns eventos nos quais vale a pena participar, para quem se interessa por estas coisas da luta pela igualdade entre géneros.Parabéns à Comissão Organizadora, constituída por: Assunção Bacanhim, Célia Pessegueiro, Elisa Seixas, Guida Vieira.
Um beijo especial à minha amiga Elisa Seixas.
28.5.08
Se for bom é meu, se for mau é teu!
Tenho voltado a ouvir com alguma insistência que os bons gestores devem ser bem remunerados. Mantenho alguma curiosidade para ver os prémios que receberão os administradores da GALP no final deste ano, atendendo aos seus bons resultados, mas apesar de em nada terem contribuído para eles. Porque por muito que queiram pintar outro quadro, a verdade é que os resultados financeiros da GALP devem-se a dois factores externos a esta administração: a participação em consórcios internacionais (com especial incidência para a Petrobras) e o aumento do preço dos combustíveis. Assim, é fácil ser bom gestor...
Por outro lado, quando o mérito é da organização, não percebo porque é que apenas os gestores devem ser premiados: então os administradores do BCP recebiam 10% dos resultados líquidos e todos os outros funcionários que contribuíram activamente para esse sucesso não viam cheta? A esses não chega nada?
Quer dizer, quando os resultados são negativos a culpa é dos trabalhadores que são mandriões, quando os resultados são positivos, o mérito é apenas dos gestores? É desta redistribuição de riqueza que falam todos aqueles que querem liberalizar a res publica? São estes bons exemplos que querem que sigamos?
Por outro lado, quando o mérito é da organização, não percebo porque é que apenas os gestores devem ser premiados: então os administradores do BCP recebiam 10% dos resultados líquidos e todos os outros funcionários que contribuíram activamente para esse sucesso não viam cheta? A esses não chega nada?
Quer dizer, quando os resultados são negativos a culpa é dos trabalhadores que são mandriões, quando os resultados são positivos, o mérito é apenas dos gestores? É desta redistribuição de riqueza que falam todos aqueles que querem liberalizar a res publica? São estes bons exemplos que querem que sigamos?
Patinha Antão: a surpresa... Ou não!
Já gostava de Patinha Antão. Sempre me pareceu um bom deputado, bem preparado. E apesar de ter achado (e manter) que não tinha a mínima possibilidade de ser eleito para líder do PSD, não posso deixar de notar que foi aquele cujas ideias mais me convenceram. Apresentou boas propostas, consequentes, reformistas sem nunca ter perdido de vista que a economia é uma ferramenta para servir a política e não o contrário.
Elevação
Gostei de forma como decorreu esta campanha no PSD (ainda não acabou, mas não me parece que venha a descambar). Com elevação, sem hipotecas de apoios futuros. Todos os candidatos tiveram noção que o que estava em causa era o combate ao PS.
Em casa, discutem-se civilizadamente todas as questões. E o filho pródigo (aquele murmurador(a) que por vezes esquece quem são os seus...) também tem acesso aos mesmos direitos de todos os outros.
Em casa, discutem-se civilizadamente todas as questões. E o filho pródigo (aquele murmurador(a) que por vezes esquece quem são os seus...) também tem acesso aos mesmos direitos de todos os outros.
Razões para não votar em Pedro Passos Coelho
Apesar do que já havia afirmado e porque Pedro Passos Coelho (PPC) era o candidato que pior conhecia, estive a assistir no passado sábado a uma sua sessão de esclarecimento. Tirei três conclusões:
1. confirmou todas as razões que me fariam não votar nele. Não tem uma ideia de país;
2. PPC não é liberal porque a Manuela Moura Guedes assim quis, naquele debate surreal da TVI (mais por culpa da pivot do que por culpa dos candidatos, diga-se em abono da verdade). PPC é ultra-liberal, porque é assim que entende a vida;
3. não sabe minimamente o que é a social-democracia.
1. confirmou todas as razões que me fariam não votar nele. Não tem uma ideia de país;
2. PPC não é liberal porque a Manuela Moura Guedes assim quis, naquele debate surreal da TVI (mais por culpa da pivot do que por culpa dos candidatos, diga-se em abono da verdade). PPC é ultra-liberal, porque é assim que entende a vida;
3. não sabe minimamente o que é a social-democracia.
26.5.08
Paixões
Tenho um amigo meu que apaixonou-se por uma voz. Não uma voz musical, uma voz carismática. Apenas uma voz, como tantas outras, de uma dessas meninas que trabalham em call-centers. E esteve tão apaixonado, que ligava diversas vezes para a ouvir. Nunca a quis conhecer. Sabia que a mulher de cujas cordas vocais emergia o som que o apaixonara era irrelevante. E sofreu para a esquecer.
Naturalmente, tinha algum cuidado em afirmá-lo: reconhecia o gozo que este seu sentimento poderia despertar nos outros.
A mim, nunca me pareceu estranho. Como poderia?, afinal, entre as minhas muitas paixões passadas (é verdade, apaixono-me com muita facilidade!) já tinha acontecido apaixonar-me por uns olhos; por uma imagem e até por uma ideia. Não um ideal, mas uma ideia de mulher, construída por mim e que muito pouco teria a ver com a mulher de carne. É fácil, é humano, apaixonarmo-nos por pequenos pormenores nas(das) pessoas. Por vezes, tudo o resto é acessório. O rosto que rodeia os olhos, o corpo que o suporta, pouco importa. Basta esse pequeno pormenor, para construirmos (ou em nós nascer?) um sentimento verdadeiro de paixão. Outras vezes, é apenas a ideia de estarmos apaixonados que nos apaixona (passe a redundância) e até nos faz sofrer. Projectamos uma ideia de felicidade junto de uma determinada pessoa e essa projecção passa a ser real. Sem nos apercebermos.
E estas paixões são tão reais, tão verdadeiras quanto as outras. Desejamos estar com a pessoa, porque a confundimos com a ideia que dela criámos, sem que seja uma miragem, ou um reflexo, ou uma invenção.
Todavia, não basta. Para estarmos verdadeiramente com alguém, é necessário esforçarmo-nos diariamente para nos apaixonarmos por todo o resto. Mesmo por aquilo de que gostamos menos. Porque no final, apenas a relação em que se investe diariamente é que nos fará viver com a felicidade possível (nunca nada é perfeito). Seremos felizes, quando estivermos apaixonados por um pormenor e conseguirmos viver com relativa tranquilidade o resto da pessoa. Porque a pessoa, as pessoas, não são apenas pormenores.
PS - Vivo apaixonado por pormenores e relativa tranquilidade quanto a tudo o resto!
Naturalmente, tinha algum cuidado em afirmá-lo: reconhecia o gozo que este seu sentimento poderia despertar nos outros.
A mim, nunca me pareceu estranho. Como poderia?, afinal, entre as minhas muitas paixões passadas (é verdade, apaixono-me com muita facilidade!) já tinha acontecido apaixonar-me por uns olhos; por uma imagem e até por uma ideia. Não um ideal, mas uma ideia de mulher, construída por mim e que muito pouco teria a ver com a mulher de carne. É fácil, é humano, apaixonarmo-nos por pequenos pormenores nas(das) pessoas. Por vezes, tudo o resto é acessório. O rosto que rodeia os olhos, o corpo que o suporta, pouco importa. Basta esse pequeno pormenor, para construirmos (ou em nós nascer?) um sentimento verdadeiro de paixão. Outras vezes, é apenas a ideia de estarmos apaixonados que nos apaixona (passe a redundância) e até nos faz sofrer. Projectamos uma ideia de felicidade junto de uma determinada pessoa e essa projecção passa a ser real. Sem nos apercebermos.
E estas paixões são tão reais, tão verdadeiras quanto as outras. Desejamos estar com a pessoa, porque a confundimos com a ideia que dela criámos, sem que seja uma miragem, ou um reflexo, ou uma invenção.
Todavia, não basta. Para estarmos verdadeiramente com alguém, é necessário esforçarmo-nos diariamente para nos apaixonarmos por todo o resto. Mesmo por aquilo de que gostamos menos. Porque no final, apenas a relação em que se investe diariamente é que nos fará viver com a felicidade possível (nunca nada é perfeito). Seremos felizes, quando estivermos apaixonados por um pormenor e conseguirmos viver com relativa tranquilidade o resto da pessoa. Porque a pessoa, as pessoas, não são apenas pormenores.
PS - Vivo apaixonado por pormenores e relativa tranquilidade quanto a tudo o resto!
A Madeira em 2020

- Desculpa o atraso, mor. Como foi o teu dia?
-Maravilhoso e o teu?
- Temos 37 m para fazer mor!
- É + tempo. Eu também tenho que me levantar cedo amanhã.
- Já tens o teu “Orgasmatron”? - espécie de “pacemaker” do prazer. É uma caixa do tamanho de um maço de cigarros que é colocada à cintura e que depois é ligada ao nervo pélvico, que comanda o prazer, via – internet.
- Si e tu?- Estou a acabar de fazer as últimas ligações.
- …………………
- …………………
Depois de uma noite prazer….
Maria estava em casa, o namorado nos EUA. Ele é investigador em “Carnegie Institute of Tecnology” e um crente na nanotecnologia e na corrente transhumanista. (conceito inventado nos anos 80). Devido ao fuso horário -São menos 5 horas nos EUA, o encontro sexual foi agendado via “msn” para a 1 hora da madrugada, Madeira, 21 horas nos EUA.
9- 07-2020
Há uma hora que Maria, presidente executiva da Empresa de Electricidade da Madeira, está presa na via-rápida. Maria saiu de casa cedo. Eram 8 horas quando deixou a residência, de estilo contemporâneo, no Garajau. O objectivo é chegar às 9 horas à sede no Almirante Reis. Já passam 7 minutos das 9 e está entalada à saída do túnel das Neves. O “Hiphone” desanima. Indica que o Funchal está bloqueado. Até a cota 500 tem problemas de trânsito. Só é possível circular, sem problemas, no coração da cidade.
13 % do negócio da eléctrica provém das energias renováveis. A empresa dedica-se actualmente ao comércio e instalação de paneis solares – em hotéis e edifícios de habitação colectiva. Em 2014 o Governo Regional abriu mão do sector da energia na Madeira. Ficou com 49% da empresa. O resto do capital – 51% – está nas mãos de um grupo de empresários. Apenas se sabe que Jaime Filipe Ramos é o sócio que detém a fatia mais gorda do dinheiro disperso em acções.
Enquanto Maria espera, distrai-se a olhar para o porto. É a quarta vez, este ano, que o "Queen Mary II" faz escala no Funchal. O porto é demasiado pequeno para o número de escalas de cruzeiros. Em 2010 foram 300, este ano, prevê-se que feche com 550 atracagens. Quase o dobro de há 10 anos atrás. África está na moda e a ilha da Madeira é um ponto obrigatório de passagem na “descida” e no regresso dos paquetes à Europa.
O Porto do Funchal precisa de novas obras. As últimas, realizadas em 2008, 9 e 10, não resolveram o problema de fundo do Porto. Há 4 anos (2016) que o "Lobo Marinho" sai do Caniçal para a ilha do Porto Santo. As preocupações ambientais e o preço insuportável dos combustíveis, determinaram a nova realidade. Partilha a linha com os espanhóis da "ARAMAS". Depois de uma luta que durou anos, o armador conseguiu entrar na rota. Para já, o barco espanhol só faz o Verão. O resto do ano, não justifica um segundo operador na linha.A disputa política está ao rubro. Pela primeira vez na história da autonomia, os socialistas têm hipótese de chegar ao poder. Os madeirenses estão divididos. Faltam 4 meses para as eleições (Outubro de 2020) e as sondagens: - a do Diário de Notícias dá a vitória ao candidato Social-Democrata. Um outro estudo de opinião, aponta Bernardo Trindade como o próximo Presidente do Governo. Trindade já tinha sido candidato nas regionais de 2016, mas foi derrotado. O PSD é um partido irreconhecível. Desde que Alberto João Jardim saiu em 2011, as tropas desmobilizaram.
A população da ilha está em queda. As novas vias de comunicação aceleraram a desertificação da Madeira rural. O norte perde todos os anos gente. Até em Câmara de Lobos diminui o número de habitantes. Os concelhos metropolitanos do Funchal, Santa Cruz, Machico e Ribeira Brava, continuam a ser os mais populosos, mas existem agora menos pessoas a viver nestas localidades.
No turismo, o excesso de camas - 38 mil - preocupa os hoteleiros. Nos últimos 7 anos alguns hotéis encerram as portas. Sobretudo os maiores. Ganham fôlego as quintas e o turismo rural. Também encurtou o número de dias de férias. Passou de 5 para 3.
A Madeira é um destino de repouso activo – especialmente passeios pela natureza. Acabaram os turistas que vinham gozar as férias grandes.
Há 12 anos (2008) o governo era e continua a ser o terceiro empregador – na altura dava trabalho a 20 mil funcionários públicos - logo a seguir ao turismo e aos serviços. A construção civil foi o sector que sofreu a maior queda. Representa agora apenas 8 % da população activa. No início do século (2000) trabalhavam 122 mil madeirenses (total Madeira) contra pouco mais de 102 mil agora.
Agravaram-se as desigualdades entre ricos e pobres. Cresceu nos últimos 10 anos o número de famílias que dependem da ajuda das instituições de solidariedade para sobreviver.
A Calheta, sobretudo, a Ponta do Pargo é uma espécie de oásis dos novos ricos. O campo de golfe atraiu investimento. Os magnatas da ilha compraram terreno, outros, vivendas de luxo. Pequenas fortunas. Custam entre 650 mil e um milhão de euros. A maioria dos compradores destas “villas” são estrangeiros. Turistas russos que começaram a chegar à Madeira em 2007 com “dinheiro vivo” – não recorrem à banca – para investir. Especialmente em terrenos e imóveis.
O Porto Santo deixou de ser o destino de férias de Verão dos madeirenses. A classe média-alta e média deixaram perderam poder de comprar para fazer férias na ilha. Os preços dos hotéis são insuportáveis e o turismo paralelo (casas arrendadas) também está caro. As Canárias são a opção mais económica para as famílias que ainda podem fazer férias.
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Futurologia
24.5.08
Intromissões, ou discussões de surdos
Não me considero "afrancesado", nem filosoficamente falando, nem culturalmente, nem de forma nenhuma. Também não tenho especial apreço por M. Heidegger: nem pelo filósofo, nem pelo homem que, para além de ser um hipócrita, também não devia nada à amizade (a traição ao "amigo" e mestre Edmund Husserl é um belo exemplo da personalidade abjecta do homem).
Dito isto, deixo-lhe aqui, caro Funes, apenas uma ou outra réplica e um contributo para a resposta que solicitou e que espero seja apenas o mote para a WOAB a enriquecer.
Parece-me que gosta da filosofia analítica por esta, alegadamente, emprestar um método "científico" à filosofia, expurgando-a dos "floreados" literários. Se bem entendo, gosta de um certo rigor matemático aplicado à filosofia. Curioso que tenha falado em Poincaré: foi o próprio matemático que declarou que para a resolução dos maiores problemas que lhe foram colocados, nunca foi utilizado qualquer método, mas tão somente o que designou por "centelha criadora". Exactamente a mesma "centelha" que permite aos artistas (entre os quais, naturalmente, os poetas) criarem. Mas é apenas uma curiosidade.
Quanto à questão do(s) método(s) analítico(s), não passa exactamente disso: de método utilizado por alguns filósofos mas que não reduz, de forma nenhuma, a filosofia apenas a isso. Aliás, faz-me confusão como em Portugal se perde tempo a discutir esta questão: por muito que gritem, não há cá filosofia "pura e dura". A filosofia é constituída pelos contributos de todas as suas disciplinas, entre as quais, naturalmente, a filosofia analítica.
Quanto à sua questão, Heidegger contribuiu para a filosofia através da sua reflexão sobre a ontologia: pode parecer uma coisa de somenos importância, pois não é nada fácil identificar a sua mensurabilidade. Mas a questão do(e) Ser é fundamental à filosofia. É, assim, uma espécie de investigação fundamental (não aplicada), mas cujos resultados podem ser relevantes para aplicações mais objectivas (como qualquer outra investigação fundamental). Basta, para isso, lembrarmo-nos das consequências hermenêuticas ou éticas que resultaram da continuação do seu trabalho. É certo que a linguagem utilizada por Heidegger é algo obscura: mas que raio, a de Descartes, Hegel ou Kant não era melhor (nem me atrevo a falar em Sartre, pois esse deve ser um afrancesado absoluto e Camus não deve passar de um romancista).
Portanto, assim sendo, acho uma absoluta perda de tempo (insisto), discutir se a filosofia reduz-se, ou não, apenas a essa sua dimensão analítica, e acho ainda mais absurdo (não me refiro ao do Camus, mas mesmo ao adjectivo) que hajam professores de filosofia a tomarem partidos nesta questão que sempre me pareceu pateta!
Dito isto, deixo-lhe aqui, caro Funes, apenas uma ou outra réplica e um contributo para a resposta que solicitou e que espero seja apenas o mote para a WOAB a enriquecer.
Parece-me que gosta da filosofia analítica por esta, alegadamente, emprestar um método "científico" à filosofia, expurgando-a dos "floreados" literários. Se bem entendo, gosta de um certo rigor matemático aplicado à filosofia. Curioso que tenha falado em Poincaré: foi o próprio matemático que declarou que para a resolução dos maiores problemas que lhe foram colocados, nunca foi utilizado qualquer método, mas tão somente o que designou por "centelha criadora". Exactamente a mesma "centelha" que permite aos artistas (entre os quais, naturalmente, os poetas) criarem. Mas é apenas uma curiosidade.
Quanto à questão do(s) método(s) analítico(s), não passa exactamente disso: de método utilizado por alguns filósofos mas que não reduz, de forma nenhuma, a filosofia apenas a isso. Aliás, faz-me confusão como em Portugal se perde tempo a discutir esta questão: por muito que gritem, não há cá filosofia "pura e dura". A filosofia é constituída pelos contributos de todas as suas disciplinas, entre as quais, naturalmente, a filosofia analítica.
Quanto à sua questão, Heidegger contribuiu para a filosofia através da sua reflexão sobre a ontologia: pode parecer uma coisa de somenos importância, pois não é nada fácil identificar a sua mensurabilidade. Mas a questão do(e) Ser é fundamental à filosofia. É, assim, uma espécie de investigação fundamental (não aplicada), mas cujos resultados podem ser relevantes para aplicações mais objectivas (como qualquer outra investigação fundamental). Basta, para isso, lembrarmo-nos das consequências hermenêuticas ou éticas que resultaram da continuação do seu trabalho. É certo que a linguagem utilizada por Heidegger é algo obscura: mas que raio, a de Descartes, Hegel ou Kant não era melhor (nem me atrevo a falar em Sartre, pois esse deve ser um afrancesado absoluto e Camus não deve passar de um romancista).
Portanto, assim sendo, acho uma absoluta perda de tempo (insisto), discutir se a filosofia reduz-se, ou não, apenas a essa sua dimensão analítica, e acho ainda mais absurdo (não me refiro ao do Camus, mas mesmo ao adjectivo) que hajam professores de filosofia a tomarem partidos nesta questão que sempre me pareceu pateta!
20.5.08
Politiquices
Foi criada uma Associação dos Consumidores na Madeira.
Quem está à frente, ou pelo menos dá a cara é uma deputada do PSD.
Considero a iniciativa – a de criar a associação - louvável.
A dúvida é como esta associação, ou senhora deputada do partido do Governo, vai posicionar-se num conflito que envolva o executivo e um cidadão? Que liberdade tem a Associação e a respectiva presidente, para num caso extremo, avançar com uma queixa contra uma Secretaria ou Direcção Regional?
Quem está à frente, ou pelo menos dá a cara é uma deputada do PSD.
Considero a iniciativa – a de criar a associação - louvável.
A dúvida é como esta associação, ou senhora deputada do partido do Governo, vai posicionar-se num conflito que envolva o executivo e um cidadão? Que liberdade tem a Associação e a respectiva presidente, para num caso extremo, avançar com uma queixa contra uma Secretaria ou Direcção Regional?
Não sabe, não entende!
Não temos dúvidas que a lei dos subsídios está a ser cumprida. Melhor seria se assim não fosse e este não é um mérito que Vieira da Silva possa reclamar para si.
Mas o que se espera de um ministro, não é apenas que nos informe que a lei é cumprida: isso é o mínimo que podemos esperar de um estado de direito (bem sei que para este governo conseguir não violar as leis é, per se, uma vitória).
Espera-se que perante uma realidade diversa, diferente, o governante seja capaz de reagir de forma a responder aos novos desafios, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.
A notícia é de que há mais pessoas desempregadas sem qualquer tipo de rendimento: exige-se que o governo tome medidas. Mas, como está escrito em título, este é um raciocínio demasiado complexo para esta gente, cuja única preocupação é a espontaneidade da resposta: eu não fui e se fui, peço desculpa! É, não sabem... Não entendem!
Mas o que se espera de um ministro, não é apenas que nos informe que a lei é cumprida: isso é o mínimo que podemos esperar de um estado de direito (bem sei que para este governo conseguir não violar as leis é, per se, uma vitória).
Espera-se que perante uma realidade diversa, diferente, o governante seja capaz de reagir de forma a responder aos novos desafios, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.
A notícia é de que há mais pessoas desempregadas sem qualquer tipo de rendimento: exige-se que o governo tome medidas. Mas, como está escrito em título, este é um raciocínio demasiado complexo para esta gente, cuja única preocupação é a espontaneidade da resposta: eu não fui e se fui, peço desculpa! É, não sabem... Não entendem!
No one is untouchable
Caro amigo, foi apenas uma fuga para retemperar. Quanto à tua questão: sim, vão havendo alguns socialistas que escapam ao aparo das minhas teclas. Tu, por exemplo! Mas só até ver, porque sabemos que se o mundo está louco à excepção de nós dois, quer um quer outro não está muito certo acerca da sanidade alheia.
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