"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
4.10.08
Será isto o liberalismo?
Um ano depois, vêm os mesmos suplicar pela nacionalização das empresas; defendem a necessidade dos impostos pagarem a avareza dos empresários de um sector comercial, não vêm mal nenhum que empresas estatizadas compitam em pé de igualdade com empresas privadas, defendem um estado musculado na sua intervenção. Em desespero de causa (não de causas, porque o desespero advém apenas das necessidades e agendas pessoais), querem que o(s) estado(s) tome(m) conta do mercado.
Ora, será este o liberalismo que defendem? Será esta a independência que querem do estado?
É por isto que cada vez mais afasto-me da corrente do liberalismo económico (e até político). Com este liberalismo, com estes liberais, não quero ter nada a haver!
E talvez fosse mesmo necessário o mundo financeiro ruir. Por vezes, não há forma de recuperar um edifício: está tudo tão podre, tão mal construído, que a única solução é a demolição. Talvez fosse disso que o mundo precisasse.
E quem salva as famílias?
Existem milhares de famílias portuguesas que chegam ao dia 20 e não têm o que comer. É certo que os empréstimos foram contraídos de livre vontade (se bem que valeria a pena discutir as técnicas agressivas de publicidade e marketing utilizadas pelos bancos). Mas, quem lhes vale, neste momento de desespero? Todos os governos e governantes andam preocupados com a banca, mas não se vê uma medida que seja para apoiar as famílias.
Definitivamente, não é este o mundo em que eu acredito!
3.10.08
Ministro das declarações definitivas(mente idiotas)
Tenho dito que Pinho deste tipo, apenas para queimar. Retiro, contudo, o que disse: nem para a fogueira se o quero.
O eterno retorno
Por mim e apesar de saber que as consequências seriam imprevisíveis, não me importava que não houvesse intervenção dos Estados Unidos, nem que venha a haver por parte da Europa. Se rebentar, que rebente!
PS - O que mais me indigna é que depois de resolvida a crise, daqui a uns anos, aparecerão de novo os mesmos banqueiros e os estados permitirão que essa gente volte a ser dona das economias.
Isn't it ironic?
"Corja Maçónica"
1.10.08
Boa entrevista? Onde?
Já a mim, que sou leigo nestas coisas, pareceu-me ver um sacudir de água do capote. O líder do grupo parlamentar socialista várias vezes fala da gestão desastrosa de alguns dossiês por parte do PS-Madeira, como se nada tivesse a ver com a gestão política dos socialistas madeirenses nos últimos tempos. E perante tantos desastres, ainda atreve-se a dizer que se o PS-Madeira fosse governo não aceitaria a liberalização dos Transportes Aéreos nos termos em que o acordo foi feito.
Ora porra, a história demonstra que desde que Victor Freitas tem responsabilidades, o PS-Madeira só dá tiros nos pés, mas sente-se no direito de dizer que se fosse governo, só fariam maravilhas.
29.9.08
Cartas a um amigo comunista II
depois da primeira carta, fiquei em silêncio durante algum tempo. Bem sei que compreendes que por vezes o tempo não abunda e escrever para ti é sempre um exercício exigente.
Menos do que isso não mereces e seria desonesto da minha parte, ao mesmo tempo que seria ofensivo para ti. Por isso, talvez ainda não tenha conseguido escrever nada de verdadeiramente polémico e divergente, do ponto de vista doutrinário. E como verás, ainda não será hoje.
Para já, serve a presente para manifestar a minha surpresa com algumas atitudes da tua parte.
Sei que és um crente da doutrina marxista e entendes que o rumo por onde o mundo caminha é errado.
Crês que é necessária uma nova ordem mundial. Ou pelo menos, um outro equilibrio, parecido com o que existiu no mundo bipolar da Guerra Fria.
Compreendo e até posso aceitar isso! Mas, por vezes, confundes-me com as tuas opções. Ou então sou eu que não te sei ler.
Surpreende-me que aparentes acreditar que Hugo Chávez personifica a outra margem, aquela que introduzirá algum equilibrio num mundo dominado pelo império norte-americano. Estranho esta opção: como podes acreditar que um louco poderá ser o líder do movimento de contrapoder aos Estados Unidos? Alguém que tanto abre as portas do seu país à oligarquia nacionalista russa comandada por Putin, como apelida Sarkozy de "grande amigo", como considera que Sócrates é o rosto no novo socialismo, como identifica Fidel Castro como o seu mentor, como elege para maior aliado um fundamentalista religioso como Mahmoud Ahmadinejad, como defende as FARC, ao mesmo tempo que garante estar ao lado do governo colombiano, como apoia Evo Morales fraternalmente contra movimentos autonomistas... Enfim, pareces acreditar que o líder do novo mundo será o Chávez, que alguém chamaria de "monstro" da real politik, mas que para mim não passa de um esquizofrénico.
Sei que o teu "inimigo" é o (que acreditas ser) imperialismo americano. Estranho é que qualquer maluco, apenas porque se opõe aos Estados Unidos mereça o teu apoio. Mas posso - e espero - estar enganado!
O teu amigo,
Filho de Deus
Cormac McCarthy é dono de palavras belas e terrivelmente violentas. Em Filho de Deus essa linguagem mostra-nos o declínio de Ballard, expulso das suas terras, vagabundeando pelo imenso sul dos EUA num processo de autodestruição quase grotesco.
Editado pela Relógio D'àgua, vende-se na Bertrand por pouco mais de seis euros.
A ler.
Vencedor do Pulitzer em 2007, com A Estrada, McCarthy é um dos grandes romancistas norte-americanos vivos, a par de Roth, de Delillo, Pynchon ou Updike. Autor de No Country for Old Men, adaptado ao cinema com o sucesso que vocês conhecem, escreveu um dos melhores livros que li até hoje: Meridiano de Sangue.
Sporting
Quando não se tenta ganhar a derrota é inevitável. Chegará mais tarde ou mais cedo. Abater-se-á com toda a sua fúria. Deixar-nos-á tristes, porque perceberemos então que nada fizemos para a contrariar.
Partida
27.9.08
É melhor não lançar foguetes antes da festa, mas...
Liberalizemos costumes
- Permitir casamentos poligâmicos, quer sejam entre 1 homem e várias mulheres (o céu é o limite), 1 mulher e muitos homens, muitas mulheres e muitos homens;
- Pemitir casamentos entre familiares próximos (como pais e filhos, irmãos e irmãs). Isto também é natural (a consanguinidade é comum nalgumas espécies) e afinal o estado não se deve intrometer na vida amorosa de cada indivíduo. Aliás, na Austrália, aqui há uns meses, um casal pretendeu o reconhecimento da sua relação e apenas as mentes obtusas, velhas, ignorantes e tacanhas australianas é que não entenderam a relação;
- Permitir a zoofilia (não está provado que esta parafilia derive de transtornos neuróticos). Também é natural, porque existem várias espécies que copulam com indivíduos de espécies diferentes. Aliás, quem nunca teve um cãozinho ou uma gatinha à perna???;
- Liberalizar as drogas leves. Mas também as pesadas, porque na moral privada, ninguém deve se intrometer. Para além disso, aos traficantes devem ser reconhecidos os direitos atribuídos aos demais trabalhadores.
Fico à espera de mais sugestões de costumes a liberalizar. E não me venham com prostituição e adopção por parte de homossexuais, porque essas já são questões menores e perfeitamente ultrapassadas.
Vá, juventudes partidárias arejadas, associações de gente progressista, façam as vossas propostas. Estaremos aqui para vos apoiar ou então eduquem-nos, pobres ignorantes...
O que querem, afinal, ILGA(s) e outros que tais
No mesmo encontro, também ouvi o líder da JS afirmar que é preciso "educar as pessoas". Para este imbecil (sim, porque a adjectivação fica-lhe bem e é possível provar que alguém que profere estes dislates, mais não é do que um imbecil, com graves problemas de compreensão), quem não concorda com as suas ideias "progressistas" é ignorante. É este o tipo de "socialista" e "socialismo" que Sócrates trouxe para o PS.
25.9.08
Diálogo - O Menino Ostra e a Menina Fósforo
Menina Fósforo (MF): Não. Acho que nada nos pode salvar. Não acredito no Tim e nos seus desenhos, nem em ti com o teu desejo. Não, creio que ninguém pode salvar-nos!
MO: E agora, esperamos o Inverno?
MF: Sim. Há de chegar. Em Outubro.
MO: E que farás no Inverno?
MF: Não sei. Diz-me tu...
MO: Saudarás a sua chegada?
MF: Anseio para que chegue!
MO: E depois?
MF: Não sei, diz-me tu como te aguentarás... Que farás se lhe seguir os passos, se me perder na neblina, se gostar do frio, se gostar que me toque outra e outra vez?
MO: Fecho-me, suponho eu.
MF: Fechas-te?
MO: Que me restará?
MF: Não sei.
MO: Só dúvidas, dúvidas e mais dúvidas! Não sei é tudo aquilo que consegues dizer?
MF: Sim. Já viste, consegui dizer sim!
MO: Tenho falado com o Tim, sabes? Talvez nos ajude mudando o desenho!
MF: Não acredito no Tim... Já te disse. Não existe nenhum Tim! Queres que te grite? Não existe nenhum Tim!
MO: De vez em quando acho que falo com ele. Sento-me e espero que me ordene, que me leve, que me desenhe outra e outra vez...
MF: Não ajuda...
MO: Talvez. Mas creio. Como creio que o Inverno não te levará...
MF: Se fosse a ti não tinha tantas certezas. Baixava as expectativas. Reforçava a guarda. Não acredito em ti, no Tim, nesta conversa... Se calhar, também não acredito no Inverno!
MO: Porque aguardas, então?
MF: Tenho de fazê-lo. Fui desenhada para o fazer...
MO: Desenhada por quem, pelo Tim?
MF: Não. Por mim!
MO: Resta-me esperar, também...
MF: Que remédio!
MO: Posso esperar contigo?
MF: Tu lá sabes...
MO: Vamos ver o mar. É lá que eu vivo. É de lá que sou, sabias?
MF: Achas que não?
MO: Era demasiado óbvio para que não o percebesses. Tenho algas e tempo agarrados à cara. Vou e venho com as marés. Cheiro a maresia.
MF: Já tinha notado...
MO: Vamos ver o mar?
MF: ...
MO: Até o Inverno?
MF: Até amanhã...
Diálogo irreal baseado em duas personagens de Tim Burton, roubadas ao livro O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra e Outras Histórias. Uma obra infantil mas não aconselhada a crianças... A ler (o livro).
24.9.08
Ainda o casamento entre pessoas do mesmo sexo
Não tive tempo para confirmar, mas parece-me o reconhecimento das uniões de facto para relações homossexuais protege os seus direitos. Se assim não for, pois que se altere a legislação de modo a permitir uma equivalência de direitos em relações homossexuais, comparada aos casamentos. Crie-se um enquadramento legal e dê-se o nome que se quiser.
Não sou, portanto, contra a equivalência de direitos entre homossexuais e heterossexuais, que isto fique claro.
Sou contra, isso sim, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Tal como sou contra o casamento poligamico (seja ele entre um homem e muitas mulheres, uma mulher e muitos homens, muitos homens e muitas mulheres), ainda que reconheça o direito aos indivíduos de estabelecerem as relações que bem entenderem. Para mim, não está em causa a igualdade de direitos legais. A questão é mais ética e normativa (entendida de um ponto de vista ético).
A minha oposição tem a ver com o rigor dos conceitos e a defesa da instituição. Casamento, por definição, é uma união matrimonial entre um homem e uma mulher com vista à constituição de uma família. Assim sendo, não vejo qual é a necessidade de se alterar esta formulação que responde à norma, uma vez que anormal é a relação homossexual (atenção, é anormal, porque não corresponde à norma, mas que não deixa de ser natural - porque existe na natureza). Assim sendo, sou contra a alteração de um conceito/instituição, com vista ao capricho de uma minoria. Porque para os homossexuais que se amam verdadeiramente, desde que os seus direitos estejam salvaguardados, não me parece que lhes seja fundamental poderem casar.
Querem um contrato? Pois que se faça e arranje-se outra terminologia. Não me parece é haver necessidade de se anular toda a carga valorativa tradicional que se encontra no casamento apenas por caprichos. Porque a exigência do casamento entre pessoas do mesmo sexo não corresponde a exigência de direitos civis, legais, ou os que se queira. Há apenas a tentativa de abalar as instituições, o que para mim não é um argumento válido.
Tecnologias, Magalhães e notícias
Seguindo este ritual, hoje fui surpreendido pelo anúncio da presença de João Correia de Freitas na RTP, para apresentar (vender) o PC Magalhães.
Ora, a minha surpresa não foi a presença do professor universitário: a minha surpresa deu-se quando ouvi a sua apresentação: professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. É verdade que João Correia de Freitas é professor daquela faculdade. Mas não é apenas professor. O que o pivot esqueceu de dizer foi que João Correia de Freitas foi também gestor da extinta CRIE - Unidade de Missão de Computadores, Redes e Internet das Escolas, substituída, no ano passado, pela Tecnologias Educativas/Plano Tecnológico da Educação (ERTE/PTE), na dependêndia de Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação.
E se reconheço competência ao docente para se manifestar sobre as TIC (que foi um bom gestor do CRIE), não deixa de ser verdade que a omissão deliberada do anterior cargo teve apenas como objectivo reforçar a idoneidade do especialista. Não tenho dúvidas que João Correia de Freitas acredita nos encómios que teceu ao Magalhães. Mas também não tenho dúvidas que houve má-fé (no mínimo) na forma como foi construída a sua apresentação, uma vez que foi prestada informação sobre apenas parte da sua actividade profissional. E a restante informação também era relevante, para esclarecimento dos telespectadores.
Também hoje fui informado que o Magalhães não é totalmente gratuito para os benecifiários de Acção Social Escolar (ASE). Parece que as famílias terão de pagar 5,00€ durante 36 meses. Não consegui perceber se tinha a ver com o acesso à internet, ou não (a informação on-line e mesmo aquela disponível nas escolas é escassa). Se esse for o pagamento para o acesso à internet, não me parece exagerado, uma vez que a ligação não é obrigatória (ainda que depois seja discriminatória, em contexto de sala de aula). Mas fazendo rapidamente as contas: 5,00€ X 36 meses dá um valor final de 180,00€, que é o custo de produção da máquina (anunciado pela JP Sá Couto). O que me parece coincidência a mais. Ainda assim, e antes de acusar o governo de mais uma farsa e mentira descarada, vou tentar reunir mais informação. Depois, logo direi de minha justiça.
Onda de criminalidade já passou?
Afinal, o país não está mais seguro e as notícias sobre a criminalidade não apareciam apenas para embaraçar o governo da República que tão bom trabalho tem feito também neste domínio, conforme se vê pelos resultados.
Vem devagar Imigrante
A pedido de várias famílias, cá vai a pior canção jamais escrita em português. Tem uns anitos já, mas é, de facto, um clássico do mau gosto.
Ei-la. De Graciano Saga (quem!?) Vem Devagar Imigrante
Imigrante vem devagar por favor,
temos muito tempo para lá chegar
e depois, lá diz o velho ditado:
Mais vale um minuto na vida,
do que a vida num minuto."
Passou-se no mês de Agosto,
este drama tão cruel
de um imigrante infeliz
Foi tanta a pouca sorte,
na estrada encontrou a morte
quando vinha ao seu país
Do trabalho veio a casa,
preparou a sua mala
e partia da Alemanha
Mas seu destino afinal
acabou por ser fatal
numa estrada em Espanha
Dizem aqueles que viram
que ele ia tão apressado
a grande velocidade
Foi o sono que lhe deu
o controlo ele perdeu
desse carro de maldade
Foi o sono que lhe deu
o controlo ele perdeu
desse carro de maldade
Trazia na sua mente
ir ver o seu pai doente
que estava no hospital
Na ideia um só pensar
o seu paizinho beijar
ao chegar a Portugal
Mas tudo foi de repente
partiu de Benavente
o drama aconteceu
Ele vinha tão cansado
de tanto já ter rolado
e então adormeceu
Nada podendo fazer
num camião foi bater
e deu-se o choque frontal
Seu carro se esmagou
e desfeito ele ficou
num acidente mortal
Seu carro se esmagou
e desfeito ele ficou
num acidente mortal
Ele não vinha sozinho
trazia também consigo
sua mulher e filhinho
Sem dar conta de nada
e naquela madrugada
morrem os três no caminho
Quando a notícia chegou
no hospital alguém contou
o desastre que aconteceu
Seu pai que tanto sofria
nunca mais o filho via
fechou os olhos morreu
Imigrantes oiçam bem
não vale a pena correr
porque pode ser fatal
Venham todos devagar
há tempo para cá chegar
e abraçar Portugal
Venham todos devagar
há tempo para cá chegar
e abraçar Portugal
PS: O vídeo está disponível no YouTube. É quase tão mau como a canção. Por isso mesmo, merece ser visto.
Voltei voltei, voltei de lá
Não escreverei sobre Política. Nem sobre Economia. Nem sobre o Estado da Região, da Nação, do Afeganistão ou de outro sítio qualquer. Para isso existem demasiados blogs preenchidos por quem sabe mais desses assuntos transcendentais que eu, ou por quem se preocupa com eles mais do que eu.
Nos últimos tempos aprendi a viver a vida de forma mais leve. Por isso, se alguém me quiser ler, terá de contentar-se com temas menores como livros ou música (deixo o cinema com o Angelino. É o pelouro dele e ele domina-o bem melhor que eu). Ou como o Sporting, ou como as manhãs de domingo, ou como óculos verde garrafa, ou como buganvílias (escreve-se assim?) ou como a vida aos 33...
Agradeço ao Sancho ter mantido este blog vivo. E já que o Angelino voltará a escrever )diz-me ele), peço a todos os conspiradores para fazerem o mesmo. Escrevam sobre qualquer merda, mandem fotografias, poemas dedicados às namoradas ou namorados, relatos de futebol, microfilmes, o que quiserem. Escrevam sobre política, se vos apetecer.Ou sobre Religião. Ou sobre a Regionalização. Mas escrevam. Isso é que era simpático!
PS: o título foi roubado a uma canção pimba que reza assim: Voltei voltei, voltei de lá, Inda agora tava em França e agora já tou cá...
Uma obra-prima, de facto. Se não estou em erro, do José Reza. Ou será do Graciano Saga, aquele que tem o Toma Cuidado Emigrante, a pior canção jamais escrita em português?
Gurb Song
I wanted someone to enter my life like a bird that comes into a kitchen
And starts breaking things and crashes with doors and windows
Leaving chaos and destruction.
This is why I accepted her kisses as someone who has been given a leaflet at the subway.
I knew, don't ask me why or how, that we were gonna share even our toothpaste.
We got to know each other by caressing each other's scars
Avoiding getting too close to know too much
We wanted happiness to be like a virus that reaches every place in a sick body
I turned my home into a water bed and her breasts into dark sand castles
She gave me her metaphors, her bottles of gins and her North Africa stamp collection.
At night we would talk in dreams, back to back and we would always, always, agree.
The sheets were so much like our skin that we stopped going to work.
Love became a strong big man with us, terribly handy, a proper liar, with big eyes and red lips.
She made me feel brand new.
I watch her get fucked up, lose touch, we listened to Nick Drake in her tape recorder and she told me she was a writer.
I read her boook in two and a half hours and cried all the way through as watching Bambi.
She told me that when I think she has loved me all she could, she was gonna love me a little bit more.
My ego and her cynicism got on really well and we would say "what would you do in case I die" or
"what if I had Aids ?" or "don't you like the Smiths" or "let's shag now". We left our fingerprints all around
my room, breakfast was automatically made, and if it would come to bed in a trolley, no hands,
we did compete to see who would have the best orgasms, the nicer visions, the biggest hangovers.
And if she came pregnant we decided it would be God hand's fault.
The world was our oyster.
Life was life.
But then she had to go back to London, to see her boyfriend and her family and her best friends and her pet
called "Gus".
And without her I've been a mess. I've painted my nails black and got my hair cut.
I open my pictures collection and our past can be limitless and I know the process is to slice each
section of my story thinner and thinner until I'm left only with her, I've felt like shite all the time
no matter who I kiss or how charming I try to be with my new birds.
This is the point, isn't it ? New birds that will project me along a wire from the underground into the air,
into the world.
Obrigado a quem me enviou a canção. Traduziu os meus estados de alma de uma forma que nem eu seria capaz.
A propósito, isto chama-se Gurb Song e é de uma banda espanhola de nome Migala.
É das boas coisas que ouvi este ano. O Álbum chama-se Asi Duele Un Verano, editado no longínquo ano de 1992. Vão ouvir. É urgente. Se o quiserem comprar têm de tentar no e-bay ou na amazon. Ou saquem-no da net. O bom do Nacho Piedra não se deve importar.
Já agora, visitem o site da banda: www.migala.net
PS: This is the point, isn't it ? New birds that will project me along a wire from the underground into the air, into the world.
Durante anos acreditei piamente nesta frase. Agora não. Mas gostava de voltar a acreditar, a sério.
23.9.08
Por uma questão de justiça
E que já agora o acesso a determinados sites venha bloqueado. Podem perguntar ao CRIE como é que se faz e o que é a segurança na internet.
Mas justiça seja feita, porque não esperava que fossem distribuídos PCs tão depressa. Estaremos atentos às próximas remessas e à metodologia de entrega.
Justiça, também, seja feita à Júlia Caré que votou contra o Código do Trabalho do PS. Não sei se por consciência, por estratégia política ou por puro revanchismo, mas gostei da atitude. Veremos se será consequente agora que apenas falta um ano para o fim do mandato. Mas não esquecemos os outros três...
Moral a gosto (revisto)
Assim sendo e porque assumo que a definição de Agacinsky está correcta, adapto o meu post ao seu rigor.
Vemos movimentos gays que se batem pela diferença, mas simultaneamente exigem a identidade. Então como é: querem que se respeite a vossa diferença, ou querem ser aceites como idênticos (aos heterossexuais)?
Mas, desta vez, acrescento mais qualquer coisinha: alguns movimentos não se batem pela igualdade de direitos. Algumas das suas exigências visam apenas abalar e achincalhar instituições com as quais não concordam. Abalar valores instituídos, como forma de atentar contra a tradição, como se toda ela fosse prejudicial aos "direitos" que se querem ver garantidos. E a mim perturba-me ver instituições com o dever de responsabilidade (como partidos políticos) seguirem estas tentativas acriticamente, apenas porque parece progressista e opostas aos valores tradicionais (que é preciso combater a toda a força, defendem eles), mas que em nada contribuem para a igualdade de direitos.
Por outro lado, podemos legislar para a paridade de direitos (entre homens e mulheres, entre heterossexuais e homossexuais, entre humanos e animais, etc.), mas existem limitações que advêm da condição que não são superáveis. Já havia dado o exemplo da maternidade: pode ser-me reconhecido o direito a ser mãe, mas essa é uma impossibilidade biológica.
Outro exemplo: num casamento com filhos existe um pai e uma mãe. Numa relação homossexual com educandos [sem entrar pela questão da adopção, pensemos apenas no filho de um(a) deles(a)]: qual será o pai e qual será a mãe? É fundamental que haja um "pai" e uma "mãe"? É, sequer, possível ou mesmo digno fazer esta distinção entre pessoas do mesmo sexo?
São estas algumas das questões que alguns movimentos não querem ver discutidas, porque não são facilmente superáveis, posição a que alguns partidos têm dado cobertura. E isto preocupa-me.
Por último, reafirmo o que já tenho dito por diversas vezes: não gosto de morais prontas-a-consumir e descartáveis. A sociedade evolui, os conceitos evoluem, as civilizações evoluem: não quer, contudo, dizer, que tudo o que é tradicional esteja errado.
Até porque não acredito que todas as evoluções sejam positivas. Veja-se o exemplo do Islão que há 600 anos permitiu o nascimento no seu seio do Livro das Mil e Uma Noites e hoje tem como o seu principal cartão de visita a intolerância; ou o Cristianismo que passou de perseguido há dois mil anos, para perseguidor há quinhentos.
21.9.08
Moral a gosto
Questão às feministas que se bateram pela liberalização do aborto
19.9.08
ERSE a tabelar os combustíveis? Não, obrigado!
É a economia, estúpido! II
Então, se for o estado português o detentor de empresas, não pode ser, mas se essas mesmas empresas forem adquiridas por empresas estatais angolanas, chinesas e do raio-que-os-parta, já não há problema? Que raio de directivas são estas, alguém me pode explicar?
É a economia, estúpido!
Com a actual crise e a mais que previsível queda do Rei-Economista, que classe emergirá?
PS - Preocupação social: o que farão tantos comentadores economistas desempregados?
17.9.08
Magalhães, imposturas e blogosfera
Para além da confusão que o blogger faz entre projectos distintos - um de Nicholas Negroponte, que tem objectivos humanistas, uma vez que pretende democratizar o acesso às TIC e outro da Intel, que apenas tem objectivos mercantilistas -, o que me revolta é o governo dos camaradas socialistas tentar deliberadamente enganar a população portuguesa, reclamando para Portugal uma autoria que não é sua.
Os amiguinhos do PS chegaram mesmo a afirmar que o PC era de concepção portuguesa, desenvolvido no âmbito do Plano Tecnológico.
Ora, isso é um embuste, é uma farsa e é uma intrujice: quem quiser - e a quem não incomodar ser enganado - poderá chamá-la de outra coisa qualquer.
Para além disso, convém distinguir os conceitos de fazer e montar. O computador não será feito em Portugal, será montado. O que faz com que ele seja de origem tão portuguesa como qualquer outra máquina de marca branca, montado às peças.
É que nem a Intel, extremamente interessada na impostura porque permitirá a venda de 500 mil máquinas, reconhece qualquer autoria lusitana.
Por outro lado, não se assuma tão depressa que o projecto e a aquisição de 500 mil PC's estão já garantidos. Porque este governo já nos mostrou que nem tudo o que anuncia corresponde à verdade. E o que hoje o sr. primeiro-ministro propagandeia com tanta solenidade, amanhã poderá ser desmentido e objecto dos mais profundos silêncios.
Mas parece que ao companheiro da blogosfera Tino não incomoda um governo impostor . A mim, ofende-me... E sem histerias!
16.9.08
Contra a ignóbil propaganda socretina
15.9.08
Wish you were here
Morreu o Pink Floyd Richard Wright, teclista da banda.Como certa vez dedicaram a Syd Barret, aqui deixo a minha homenagem.
Teleférico no Rabaçal? Obrigado, mas dispenso.
Nem sempre acontece, mas desta vez apoio a causa da Quercus, subscrita pelo Nélio e por outro qualquer madeirense que queira ver preservado aquele bocadito de paraíso.
Governo da República não é demagogo: é mentiroso!

6.9.08
Coisas a não ouvir
Mas isto não, por favor... É que chega a doer!
Diga lá outra vez!
PS acusa governante de fazer política partidária
" PS não se conforma com o facto de Manuel António Correia ter ocultado que, afinal, o IFAP já não vai fechar na Região. Victor Freitas não tem dúvidas: "Foi por razões político-partidárias". O líder parlamentar dos socialistas ainda assim dá como que um benefício da dúvida ao secretário e, por isso, exige que o governante se explique perante o Parlamento.É o segundo pedido de audição parlamentar a Manuel António Correia sobre o assunto. Primeiro os socialistas simplesmente queriam saber o que ia acontecer e o que estava a ser feito. Depois foram surpreendidos com o anúncio do secretário a dizer que afinal o assunto estava resolvido desde o dia 25 de Agosto e a acusar o PS de assumir uma "posição politicamente hipócrita". No pedido de agora, os socialistas interrogam por que é que "o secretário fez segredo da resolução do problema durante dias e só veio a público depois de o PS e outras forças políticas tomarem posição".Victor Freitas vai mais longe e acusa Manuel António de usar as suas funções institucionais "para fazer política partidária, alimentando a central de intoxicação que o PSD está a montar contra o Governo da República, fazendo impender sobre o mesmo o ónus do receio de despedimento. Ou seja, o secretário não se preocupou com a angústia dos filhos e das famílias daqueles funcionários, procurando atingir o Governo da República". "
Comentário: ah, ah, ah, ah...
PS - Mas será que este tipo (leia-se o líder do grupo parlamentar do PS-Madeira) leva-se mesmo a sério?
Hipocrisia do PS-Madeira
"Manifestamente indecorosa".
É desta forma que o Grupo Parlamentar do PS define a Portaria da Secretaria Regional da Educação que regula os escalões da Acção Social Educativa. Referindo-se à notícia do DIÁRIO de que metade dos alunos matriculados na RAM beneficia de apoio público para alimentação, transportes e manuais, o PS refere que este número explica a dimensão do fenómeno da pobreza, "e a necessidade de políticas integradas de família que não podem se esgotar num apoio de natureza caritativa". Até porque nestes 47%, que beneficiam de apoio escolar, não estão contemplados os agregados familiares com um rendimento 'per capita' igual ou superior a 261 euros. Valor que, à luz do actual custo de vida das famílias, significa "um evidente estado de pobreza". Com estes indicadores, o PS considera que o governo mostra-se cego à realidade económica e social, preferindo distribuir umas migalhas aos pobres e excluídos. "O governo aposta na obra física, em estádios, naquilo que não é socialmente relevante, e deixa de lado a obra educativa que é a base do futuro da Região", salientam os socialistas. "
Ora, perante isto só me apetece dizer: vão lá ser hipócritas para o raio que vos parta!
Declaração de interesses: 261EUR per capita é mesmo um valor miserável.
5.9.08
Cartas a um amigo comunista I
O título, como é evidente, não é da minha autoria, mas é uma adaptação das Cartas a um amigo alemão, que Albert Camus escreveu a partir de 1943.
Tentarei manter alguma frequência nestas missivas.
Caro amigo,
hoje para ti é dia de festa pelo que não te maçarei com questões demasiado doutrinárias ou discussões sobre práxis política.
Para começar este conjunto de missivas, apenas uma nota prévia sobre algo que venho vindo a observar e que nos distingue: eu prefiro a pior das democracias à melhor das ditaduras. Não estou tão certo que partilhes desta minha premissa.
Sei bem que a dicotomia que estabeleço é simplista, mas a ideologia subjacente é real: eu defendo o direito inalienável da liberdade individual, enquanto tu estás disposto a abdicar desse direito em prol de um bem comum que entendes poder ser garantido por um regime de partido único. Acho que aqui, jamais estaremos em acordo!
Um abraço,
Queimem o Pinho II
Irão dizer: ah e tal que é a crise internacional, mas não deixa de ser curioso que tal aconteça quando se substituiu a marca Algarve por aquela imbecilidade e completamente estapafúrdia que dá pelo nome de Allgarve.
E aos empresários e gentes algarvias nem sequer valeram as poses mais idiotas do Pinho (insisto: a única forma de ser bem aproveitado é queimando-o), como aquela ao lado do Phelps.
Desemprego e irresponsabilidade
Gritem o que quiserem mas a verdade é só uma: em três anos, a taxa de desemprego e o número de desempregados cresceu. Repito: cresceu! Tudo o resto são tretas demagógicas e irresponsáveis.
Comunicação institucional, ou mera propaganda?
Assim se vê quem beneficia quem!
4.9.08
"Não entres tão depressa nessa noite escura"*, ou a política do embuste animada com palminhas babadas
Por outro lado, muitas autarquias já criaram outros apoios, como passes jovens e passes sociais, cujos benefícios ultrapassam os previstos para esta nova medida.
Esta é a política deste governo: embusteira, trapaceira e mentirosa, que visa apenas obter dividendos políticos, sem que contribua efectivamente para a qualidade de vida das pessoas.
PS – Curioso que não se veja qualquer socialista madeirense a vociferar contra os órgãos de comunicação social do continente - que se dispõem a vender este “peixe” conforme lhes fazem chegar através do notas de imprensa, criando embustes e falácias -, conforme os vemos gritar na Madeira. É o conceito de “democracia...mas pouco!” (se forem do meu partido, acrescento eu).
3.9.08
It's all about it
O Sr. Lori Sandri, treinador do Marítimo, quando questionado sobre o adversário que coube em sorte à sua equipa na Taça UEFA respondeu desta forma: O pior possível.
Pois bem, do ponto de vista desportivo o Sr. Sandri até tem razão: É tão dificil ao Marítimo eliminar o Valência como a mim equilibrar-me nuns patins em linha. O drama é que, sem culpa, o Sr. Sandri não sabia que o mesmo Valência era, presumivelmente, o melhor adversário possível.
Baralhados? Então passo a explicar: A política desportiva do Governo Regional é justificada pela necessidade de promoção externa da Madeira. O argumento é, na minha opinião, discutível, embora a utilização do desporto enquanto veículo de comunicação de uma região ou de um país seja mais frequente que os assaltos a bombas de gasolina no continente. Basta ver, a outra dimensão, o esforço que a China fez para ganhar mais medalhas de ouro do que todos os outros em Pequim.
Partindo do pressuposto aqui enunciado, uma eliminatória disputada em Valência será sempre uma excelente oportunidade para promover o destino Madeira. Senão vejamos: Valência é a terceira cidade espanhola em número de habitantes. Valência é, logo depois de Barcelona e Madrid, a mais rica, mais dinâmica e mais pujante urbe do reino de “nuestros hermanos”. Espanha é, neste momento, um dos mais importantes mercados emissores de turismo para a Região. Juntando as variáveis desta equação é fácil perceber que a presença do Marítimo na cidade que roubou descaradamente a America’s Cup a Santana Lopes e a Lisboa-Cscais, aliada à criatividade necessária nestas situações, seria uma espécie de tiro na mouche – para o Turismo cá do burgo.
Aqui vão, de borla, algumas sugestões. Que obviamente não serão postas em práctica:
- Entrar em contacto imediato com o Dep. de Comunicação do Valência Club e sugerir-lhes que um vídeo da Madeira seja passado nos ecrãs gigantes do estádio antes do jogo e durante o intervalo. Caso não existam confiltos com patrocinadores do clube da casa, os espanhóis cederão sem grandes dramas.
(atenção: nos contactos como Valência existem palavras proíbidas: Quique Flores, Koeman ou Sarapandiquipiti são três delas. Só para evitar que chatisses!)
- Sugerir a inserção de material de comunicação da Madeira – texto, imagem - no Guia do Jogo, instrumento que, nos estádios decentes, chega à maioria dos espectadores;
- Contratar uma empresa local para deixar um flyer ou outro material de comunicação da Madeira em cada uma das cadeiras do estádio do Valência;
- Desenvolver acções de charme na zona vip e na sala de imprensa do Estádio, com distribuição de material informativo.
(sim senhor, o bolo de mel e o vinho podem entrar... Mas evitem o brinquinho, o despique e a poncha. São acções de... charme, não sei se me faço entender!)
- Colocar, nas imediações do recinto desportivo (estações de metro e de autocarros, por exemplo), algumas promotoras contratadas localmente para a distribuição de material informativo sobre a Madeira;
- Definir espaços na cidade (nas imediações do estádio) para a colocação de material de grande formato a promover o jogo e a Madeira. Para tal será necessário contactar uma das muitas empresas que, em Valência, fazem a gestão comercial dos espaços de comunicação;
(pois, não sei se um cartaz cor de laranja com a Madeira em marcha é o mais adequado, mas enfim...)
- O Gabinete de Imprensa da Secretaria do Turismo deveria, imediatamente após o sorteio, ter entrado em contacto com órgãos de informação locais para tentar colocar entrevistas de responsáveis locais pelo Turismo, que assim apanhariam a boleia da bola.
(por boleia entenda-se táxi, porque a viagem há muito que está paga!)
Seria fácil fazer isto:
- Sim! Se existisse uma estrutura capaze de responder com eficácia e rapidamente às oportunidades que os desporto subsidiado proporciona.
E esse é o drama – e o cerne desta questão: Quem gere os dinheiros do desporto é o IDRAM. Faz sentido. Mas ninguém gere a marca desportiva da Região. Pura e simplesmente porque ela não existe e, como toda a gente sabe – ou devia saber –, ninguém gere o inexistente.
(até Deus, por horror ao vazio, nos criou a nós!)
Em resumo: temos um desporto fortemente subsidiado com o objectivo de promover a Região. Mas não temos instrumentos para maximizar o retorno do investimento feito pelo erário público. Faz sentido?
(as canções do Tony também não mas vendem p’ra caraças! Xiiii, foi-se a minha teoria...)
Não fará mais sentido criar uma marca que corporize a actividade, sendo esta gerdida pela Secretaria Regional do Tursimo? Serão os professores de Educação Física do IDRAM – com todo o respeito – especialistas em Comunicação, ou antes em Desporto?
(esqueçam a anedota de nome Madeira Sabor a Desporto. A sério, pá. Vá lá, isso foi a brincar. Não era a valer. Vá, vamos começar de novo... Um, dois...).
Não faz sentido maximizar recursos, trabalhando em conjunto com os clubes tendo por objectivo observar janelas de oportunidade para promoção nos calendários desportivos?
Não faz sentido estudar o Desporto, os seus públicos, e desenvolver acções específicas junto dos clubes ou atletas que representam a Madeira lá fora?
Tem lógica deixar esse tipo de responsabilidade aos dirigentes, sabendo que a maioria das simpáticas agremiações da terra – todas com excepção de Marítimo e Nacional - não têm dimensão para sonhar com um departamento de Marketing e de Comunicação.
Esta ausência de Comunicação em torno do fenómeno desportivo faz algum sentido?
Pois é, seu Sandri... Ocê, quando botou discurso, esqueceu o principau! Sei que no peito dos desafinado também báte um coração. Mais báte pela promoção, né.. Ou devia!



