6.2.06

Intenções e capacidades

A questão actual do Irão é complexa. E delicada. Mas é importante perceber que, actualmente, as relações entre Estados se devem moldar e projectar de acordo com as suas capacidades reais e potenciais e não baseadas nas suas intenções declaradas (boas ou más). Por duas singelas razões. Porque as intenções podem mudar com o tempo (primeira razão); e porque as más intenções se disfarçam por vezes de altruístas intenções, como a experiência comunista tão bem demonstrou (segunda razão). E, como diz o outro, de boas intenções...

O Jorginho do Sporting

Como vejo o Sporting demasiadas vezes a jogar com menos um, já tenho uma certeza inabalável: o Deivid é o Jorginho do Sporting.

Atrasos vergonhosos

A Atlântico, revista da direita liberal, foi lançada no continente na passada terça-feira, dia 31 de Janeiro. Hoje é dia 6 de Fevereiro e a Atlântico ainda não chegou às bancas madeirenses. Vergonhoso.

Não percebo.




Quando alguém se manifesta contra os excessos do Islão é um bárbaro, inculto, alguém que não compreende as diferenças culturais, um primário que generaliza tudo. Então o que dizer da propriedade estrangeira completamente destruída por jovens zelosos da sua religiosidade (pelos vistos mais importante que outras, pelos vistos mais pura e intocável que outras), que dizer das ameaças contra a vida de estrangeiros ou crentes em outras fés (Ah, bom, são infiéis), que dizer das chantagens lançadas sobre os governos ocidentais acerca do corte de fornecimento de petróleo (avancemos para a energia nuclear, acaba-se logo com a pressão) ?

Muitos acham legítimo, muitos falam da perspectiva dessa gente, muitos abordam a questão da revolta social dos oprimidos. A religião deles tem a mesma raíz da minha e da sua arquinimiga. A deles é mais recente do que qualquer uma das suas irmãs. A deles podia ter aprendido alguma coisa com os erros das outras duas. Mas não, a deles evoluiu ao contrário, cristalizou, parou no tempo, "purificou-se" e impediu que os seus crentes evoluissem.

Não me lembro de alguma embaixada árabe ter sido atacada depois da publicação de cartoons contra o Ocidente ou Israel. Segue-se uma pequena comparação.

2.2.06

Idiotices

Como não podia deixar de ser, o estapafúrdio pedido de casamento de um casal de homossexuais, verdadeiro número de circo tão à imagem do BE, foi rejeitado. Resta-me dizer que a fórmula escolhida para, supostamente, lançar o debate, foi no mínimo idiota.

James

Tem piada. Brevemente, Sócrates terá os seus “James Bond”. Que giro!!!

TV cabo e Companhia

É hilariante a ética das nossas empresas. Face ao rebentamento de uma conduta com cabos de telecomunicações, junto ao Madeira “Schopping”, a Tal e Companhia vai exigir uma indemnização, ao empreiteiro da obra, para cobrir prejuízos.
É o mínimo que deve fazer. Julgo que até aqui estamos (ou quase) todos de acordo.

Infelizmente o inverso as mesmas empresas já não fazem.

Quebram os contractos que têm com os clientes, mas não deduzem o valor correspondente na factura mensal.

Para dar, um exemplo, há meses que o sinal da MTV chega com ruído à minha casa. Estou a ser roubado. Pago por X canais, só recebo Y. Há mais!
Nas últimas 24 horas não tive sinal da mesma TV Cabo na minha zona. Eu e os meus vizinhos. Estamos a pagar para ver “arroz” no ecrã.

Só pergunto? Porque é que não são os próprios serviços internos da empresa, a tomar a iniciativa. Indemnizar os clientes?

Infelizmente, no nosso país, não há transparência e de ética nos negócios. Ainda é uma pura miragem. Se quiser, terei que ser eu, e os meus vizinhos a reclamar. Mesmo assim, a empresa vai inventar os mais estúpidos argumentos para não desembolsar uns míseros cêntimos.

É as empresas que temos, fruto do país que herdei e dos políticos que elegi.

PS: Neste, como noutros casos idênticos, a culpa é do “LEGISLADOR”. Se alguém encontrar este senhor que me avise. Terei todo o prazer em cobrar-lhe, pessoalmente, os trocos.

1.2.06

TV

“Jornal Nacional”; “Dei-te quase tudo”; “O Prédio do Vasco”; “Rio Ave – Futebol Clube do Porto”; “Jornal de Domingo”; “O Inspector Max”; “Morangos com Açúcar”; “Mundo Meu”; “Os Batanetes”; “Jornal de Domingo”;

Eis, pela ordem exacta, os dez programas mais vistos na televisão portuguesa durante a semana passada. Está tudo dito quando um país se ri com os “Batanetes”, segue as aventuras idiotas de um cão-polícia e se revê na informação/espectáculo da TVI…

31.1.06

Pulidismo

Não vejo nada de especial em Vasco Pulido Valente. Escreve umas coisas engraçadas, banhado por aquela pureza e frontalidade que caracteriza os inimputáveis. Brinda-nos com um tom mordaz e agressivo, próprio de uma diletância ébria totalmente descontrolada, atingindo o foro da doença psiquiátrica.
É mais um engraçadinho que se diverte a produzir escárnio gratuito sem, realmente, contribuir com algo que se veja. Distrai-nos, o que, hoje em dia, já não é mau.
Em relação à sua passagem pela Assembleia da República, naquilo que lhe diz respeito, acredito que tenha sido assim. Diria, apenas, que na AR só não trabalha quem quer.

Estreia mundial

O homem estreou-se há meia dúzia de horas. Mas já começou a fazer estragos. Aqui, aqui e aqui.

30.1.06

Coitadinho do camaronês

Samuel Eto'o é um jogador de inegáveis qualidades técnicas que, nos últimos tempos, tem sido alvo de ignóbeis manifestações racistas.
Com estas qualidades e dificuldades deveria ter desenvolvido um carácter especial, mas não, no jogo da CAN com a RD Congo, quando para Angola passar à 2ª volta os Camarões teriam de marcar o terceiro golo, este jogador mostrou ser tão básico e reles como os anormais que se põem a imitar macacos quando o Barcelona defronta as suas equipas.
A 12 minutos do fim, a ganhar por 2-0, decidiu jogar para trás, numa sequência de anti-jogo inimaginável. Espero que os míseros cobres que a RD do Congo lhe pagou valham a desonestidade cometida.
Que nunca mais apele aos princípios porque terá dificuldade em colher apoios (pelo menos o meu).

Embandeirar em Arco

Não poderia estar mais de acordo, com Marcelo Rebelo de Sousa.Isto, a propósito de presidenciais.
Ainda antes de ouvir o guru comunicacional, já tinha como certo que Manuel Alegre e Companhia Limitada - (Este lote inclui o Sr. Cardoso e os capangas cá do sítio) estão – como diz o povo – a embandeirar em arco.

Os portugueses, de uma forma geral, e 15,72% dos Madeirenses não votaram no fenómeno Alegre. Depositaram o voto no candidato. Naquele que dadas as circunstância entenderam que era o melhor colocado para desempenhar o cargo.
PONTO FINAL, PARÁGRAFO.

Será tão difícil perceber isto?Qual movimento de cidadania, partido, ou seja o que for. Ainda não interiorizaram que o capital social recolhido pelo candidato se esgotou, logo a seguir às eleições, no dia 22 de Janeiro?

Paz Social


Confesso. 2006 não começou mal para mim.
29 dias após o arranque, daquele que muitos consideram ser um novo ciclo, só me aconteceram coisas boas.
Um dia destes fui ao cinema. Quando cheguei à rua, tinha um polícia a guardar-me o carro. O Agente foi tão simpático, que até pediu-me a identificação. Mesmo após ter accionado a abertura do veículo, com um comando. Queria certificar-se de que o automóvel era mesmo meu. Deixou, inclusive, um cartão no caso de existir alguém menos intencionado a querer-me…
Sei-lá…
Roubar o carro….
Imagino.
A amizade é tanta, que um outro colega do tal senhor agente. Agora não interessa o nome. Julgo que é um pormenor para as vossas vidas, tentou, mas infelizmente não conseguiu, entrar em contacto comigo.Uma vez mais deixou um cartão, com escrita pré-histórica. Guardei-o religiosamente. Vou doá-lo à ARCHAIS. Pode ser que consigam identificar a “especium”. Rara suponho. Até pensei que seria notícia nos CASOS DO DIA do DN. Depois de pensar melhor, pura e simplesmente desisti da ideia. Ia perturbar a paz social da nossa terra. Oiço muito os conselhos dos nossos governantes. Há anos que os oiço dizer que é necessário PAZ SOCIAL.
Nunca percebi muito bem o que querem dizer com isso, mas desde que, uns trabalhadores fizeram, por debaixo da minha casa uma revolução, sou a favor da ideia. Juntaram-se com umas máquinas e todos os dias davam fogo ao alvorecer do dia. Foi uma desordem social. Principalmente para o meu gato que estava habituado a fazer a cesta pela manhã.(O aninal é caçador. Como bom gato só caça à noite.) Felizmente já voltou a ORDEM SOCIAL. Apercebi-me que passam, agora, carros por debaixo da minha casa. Afinal sempre conseguiram o que queriam. Pelos vistos não era muito. Apenas fazer um buraco de um lado ao outro, por debaixo da terra. Mesmo assim, continuo a ir à casa de banho. Até agora ninguém proibiu-me de (peço licença) cagar para a nova estrada.

VPV

Por falar em boas notícias, descubro que a blogosfera prepara-se para sofrer uma pequena revolução. Vasco Pulido Valente é o novo colaborador de “O Espectro”, o blogue lançado pela melhor comentadora política da actualidade, Constança Cunha e Sá. A coisa promete. Se der certo, não me espanta que vá haver uma blogosfera AV e DV: antes do Vasco e depois do Vasco. Mas isto sou eu a delirar. Seja como for, a direita impõe-se na blogosfera.

Atlântico

A Atlântico, revista que já foi aqui variadas vezes referenciada, prepara-se para se fazer ao mercado com um novo director. A revista tem qualidade e dá oportunidade a uma nova direita (como se vê neste post) sobretudo académica, que se lançou no espaço público por mérito próprio à conquista de um lugar. Esta é uma realidade inequívoca que nos afirma peremptoriamente que a direita começa a perder a vergonha e a esquerda o monopólio do saber e das “verdades” tidas como absolutas. Um assunto a acompanhar. Dia 31 nas bancas. Com sorte, dia 1 por cá..

27.1.06

Receitas para o desastre

Infelizmente, continua a abundar por aí, no Dr. Soares e no Dr. Portas por exemplo, mas também em muita outra esquerda esclarecida, uma certa ideia de que é possível negociar com terroristas e com outras espécies de criminosos, monstros e serial killers. Nada mais falso. E perigoso. Porquê? Porque esta ideia parte essencialmente de três argumentos, simples e singelos, que não resistem ao mais ténue abanão. Parte, primeiro, do princípio de que os terroristas são como nós. Parte, segundo, do princípio de que os terroristas não são fanáticos. Parte, finalmente, do princípio de que os terroristas estão dispostos a negociar alguma coisa como gente civilizada. Problema um: eles estão-se marimbando para a nossa liberdade e para a nossa civilização assente no liberalismo económico e na democracia; problema dois: gente que está disposta a fazer-se explodir a meio de um mercado com mulheres e crianças, não é saudável mentalmente, logo não é boa para se sentar à mesa; problema três: para eles só o desaparecimento dos infiéis poderia fazer da terra pecadora a nova terra santa. A receita como se vê não é boa nem é saborosa. E só deixa antever o caminho para um rotundo desastre.

26.1.06

Cabeças de fora

Os críticos do PSD puseram cedo a cabeça de fora. O Dr. Marques Mendes agradece a benesse.

Os partidos

A discussão à volta dos partidos começou. Pacheco Pereira escreve hoje a primeira parte de um artigo que pretende lançar a discussão depois do efeito (furacão?) Alegre (infelizmente sem ligação para não assinantes). Há coisas a mudar? Se a sociedade muda, os partidos também mudam. Parece normal e parece evidente. Mas estaremos preparados para essa mudança de fundo? Que tendências são já perceptíveis no horizonte? Voltaremos aqui porque o tema promete. E muito.

Luciano Amaral

A ler com atenção, aliás como quase sempre, mais um artigo de Luciano Amaral no DN.

Marketing agressivo

Numa publicidade radiofónica, fico a saber que um restaurante medianamente conhecido conta por uns tempos com um chefe de nome Gregório, vindo já não me lembro de onde. Confesso que percebo muito pouco de Marketing e seus derivados, mas julgo haver situações cujos nomes é melhor não publicitar. Principalmente se trabalharmos numa cozinha...

Eleições na Palestina

As últimas notícias apontam para uma maioria do Hamas nas eleições para o parlamento palestiniano. O povo escolheu, faça-se a sua vontade.
O povo quer uma maioria radical, que não reconhece o Estado de Israel e que utiliza o terrorismo como forma de alcançar os seus objectivos.
Que esperar de uma maioria que exulta com mortes inocentes, festeja de pistola em riste, que incute sentimentos de raiva e martírio às suas crianças ?
Em Democracia a vontade da maioria é soberana, o problema é que, de vez em quando, temos destes resultados...para mal de todos nós.

24.1.06

Elefantes

No Público de ontem uma reportagem sintomática: três dos estádios construídos para o Euro 2004 estão em vias de se constituírem como singelos elefantes brancos. A notícia não espanta e não provoca estranheza. Causas: algumas. Variadas e sortidas, como por exemplo a evidente ausência de um estudo de raiz que provocasse a síndroma de Tomé e conseguisse justificar o injustificável. Pelo meio, percebe-se que melhores condições no estádio não levou mais gente a ver os jogos do Beira-Mar ou da União de Leiria, já que no Algarve não há, por agora, nenhuma equipa na primeira liga (nem na segunda, acho eu). O custo é suportado, claro está, pelos contribuintes que não pedindo semelhantes obras arcam com as vetustas despesas. Mas uma causa não foi, por sinal, aflorada: o desespero que é o futebol português. Ou seja, a sua inusitada falta de qualidade. Quem como eu adora futebol (e acreditem, quem me dera conseguir não gostar) percebe o logro em que estamos envolvidos. Basta ver os outros campeonatos e a qualidade de outros jogos, equipas, jogadores, dirigentes e árbitros. Em Portugal, não se joga à bola. Tenta-se jogar, o que é radicalmente diferente e algo que se distancia, e muito, do brilhantismo e da geometria que uma bola de futebol permite num campo de dimensões consideráveis. Aliás, é péssima propaganda para o espectáculo fazer apologia de equipas como o Setúbal (jogos enfadonhos e soporíferos) ou do tipo de futebol de qualquer clube treinado pelo Jaime Pacheco, treinador não propriamente conhecido pelo domínio dos aspectos técnicos do jogo e que devia treinar a equipa de Luta Livre do Imortal de Albufeira. Por isso, não vale a pena chover no molhado. Enquanto a qualidade não melhorar (Menos clubes? Menos jornais? Menos presidentes? Menos árbitros?) é impossível levar mais gente aos estádios porque pura e simplesmente não há pachorra. Só mesmo com requintes de sadismo me peçam para trocar o sofá e todas as suas comodidades (incluindo o controlo remoto e a cozinha ao lado da sala) pelas cadeiras frias de um estádio para assistir a um jogo sem predicado, sem protagonistas e com raras razões de interesse. Quem vê os jogos de futebol, mesmo os dos denominados grandes, assiste a obras-primas de mau futebol onde só o fanatismo consegue descortinar jogadas de perigo e controvérsias com o árbitro. No fim, ganhe quem ganhar, tudo continua na mesma, seja com a mão, com o ombro, de penalti ou em fora de jogo. Porque em Portugal, infelizmente, o que interessa é o resultado independentemente dos atropelos necessários para o atingir maquiavelicamente. Não irão muito longe.

Contratações de inverno

O Benfica arriscou forte em novas contratações para a segunda parte do campeonato, empenhado que está em renovar o título de futebol. Mas como ainda ao almoço me dizia um amigo meu, a sua melhor contratação [do Benfica] aconteceu no início, e não no meio, da época. Chama-se Co Adriaanse e treina o FC Porto. Um inventor por excelência.

Teorização

Anda por aí muita teoria da conspiração. Mas eu cá acho que Cavaco vai fazer um primeiro mandato calmo e tranquilo, deixando Sócrates "à vontade" para fazer o que bem entender na governação.

Em 2008, pode tentar fragilizar o Governo, procurando evitar nova maioria absoluta dos socialistas em 2009. Mas sem nunca pôr em causa a vitória socialista nas "Legislativas Nacionais".

Após o acto eleitoral, livra-se de Marques Mendes, põe o putativo António Borges na liderança "laranja", recandidata-se e, se não lhe suceder nenhuma fatalidade, ganha em 2011. Aí sim, começarão os verdadeiros tormentos de Sócrates, pois Cavaco quererá levar o seu "triunvirato" (Borges, Ferreira Leite e Dias Loureiro) de volta ao... poleiro.

É a minha teoria. Também tenho direito a ter uma.

Talvez

A votação de Louçã na Madeira não quererá apenas dizer que o "pessoal não vai há bola" com Violantes e outros que tais?

23.1.06

Nazaré





Na Nazaré, há erva em vez de relva nos jardins. E os parques infantis estão, sem excepção, inutilizáveis. Na Nazaré, os espaços comuns encheram-se de lixo. E ninguém os frequenta. Na Nazaré, os túneis entre os prédios não têm luz. E há ruas com quase todos os lampiões cegos. Na Nazaré, há prédios onde só resta o esqueleto das janelas.

Na “baixa”, o IHM nada vê. Já que o sistema "não aconselha" a criação de uma associações de moradores, competia à Junta de Freguesia de São Martinho alertar para o problema. Ou não?

O dia depois.

Em primeiro lugar, uma palavra de agradecimento ao Bruno porque sei que é um cumprimento sentido. Esta foi uma vitória importante, incontornável quando se olham os desafios que o país enfrenta.

Em segundo, espero que após este período tenha mais tempo para contribuir mais activamente neste nosso espaço.

Conto regressar em breve.

Silêncio (que se vai cantar um fado)

Foi curiosa a forma como p Dr. Sócrates tentou "silenciar" o Dr. Alegre, decidindo falar ao mesmo tempo que o candidato-poeta (ou poeta-candidato. Ou as duas coisas, que tanto faz)...

Quase

Na Madeira, o Dr. Louçã obteve sete por cento. Foi uma grande vitória... Por pouco não ia a uma segunda volta...

Dias de tempestade

O Dr. Serrão e o Sr. Vítor, que se empenharam furiosamente na campanha do Dr. Soares, terão de explicar o resultado obtido. Parece-me a a nau socialista enfrentará dias de borrasca. Mas não faz mal. Como diria o outro, o que interessa é controlar o aperelho...

22.1.06

Queridos inimigos

Jardim é um homem rendido ao desempenho político de Mário Soares.

Ao longo desta campanha foi evidente.

São cada vez mais iguais. Atiram-se contra a comunicação Social. Por outro lado, batem todos os recordes na política activa do país.

Ironias

A suprema ironia de tudo isto seria daqui a cinco anos o PS apoiar Manuel Alegre contra Cavaco Silva...

Parabéns

Ao Carlos Rodrigues. Pelo modo como encarou o desafio e, claro, pelo resultado retumbante obtido na Madeira.

À distância

Cheira-me que o PS poderá ter um problema sério para resolver devido ao resultado (estrondoso) de Alegre. Mas também não sei porquê, acho que este é um dia feliz para o Eng. Sócrates. Muito feliz mesmo.

Pergunta de algibeira

Como teriam sido estas eleições se a coligação PSD/PP ainda governasse o país?

Marx tinha razão

A história repete-se: primeiro como comédia, depois como tragédia. Para dois dos candidatos esta é, infelizmente para eles e para nós, uma triste realidade.

Duras realidades

A esquerda perdeu estrondosamente as eleições. O problema é que a direita também.

20.1.06

Os indecisos

É preciso ter muita atenção com os indecisos que ainda se contabilizam em todas as sondagens publicadas hoje. Como muito bem explicava ontem Pedro Magalhães (especialista em sondagens) num dos telejornais, os indecisos estão na sua grande maioria à esquerda (e não à direita onde supostamente há unanimidade) divididos entre Alegre e Soares e, em menor número, entre Louçã e Jerónimo. Daí a extrapolação perigosa de dividir proporcionalmente os indecisos peloas percentagens de possíveis votantes de cada candidatura.
Contudo, e quanto a mim, há que destacar um outro efeito junto dos indecisos que pode beneficiar o candidato da direita: haver gente que estando farta de tudo isto, opte por resolver o problema logo no domingo.

19.1.06

Pequenos prazeres

Os artigos de Luciano Amaral no DN.

Um facto normalizado

A irritação do primeiro-ministro sempre que fala com a comunicação social. Ou pelo menos, com aquela comunicação social que lhe coloca perguntas difíceis às quais ele não quer responder.

A ler

A ler, o ensaio de hoje de Vasco Pulido Valente no Público (só para assinantes) sobre os presidentes.