"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
31.5.06
A lista
Mas confesso que ando um pouco farto que andem a brincar com o meu dinheiro e que depois, quando as coisas correm mal, ninguém me justifique absolutamente nada e se limite a assobiar confortavelmente para o lado.
A maior crítica que faço a Scolari nem é a não convocação de Quaresma ou mesmo a de Baía. O problema é outro e tem a ver com a falta de visão estratégica do actual seleccionador e dos dirigentes da federação portuguesa, um bando de parasitas do Estado cujos ordenados é melhor não revelar. Esta falta de visão está subjacente numa premissa muito clara: entendo que o mais correcto seria ter levado nesta selecção o João Moutinho, o Nani, o Manuel Fernandes, o Custódio, o Raul Meireles e, claro, o Quaresma, jogadores que brilharam a grande altura no nosso campeonato, com o intuito claro de ganharem experiência importante para outros mundiais.
Claro que o Sr. Scolari, cujas escolhas estão feitas desde há um ano, não foi na conversa e preferiu chamar jogadores que mal jogaram (Maniche, Costinha, Hugo Viana), jogadores sem classe para representar selecção alguma (Nuno Gomes, Petit, Paulo Ferreira), avançados medíocres (Postiga), jogadores que vivem do teatro e que nunca fizeram nada na selecção (Simão) e outros pouco mais do que esforçados (Meira, Nuno Valente, Boa Morte).
Sei que sou polémico nestas minhas afirmações mas é bom que lentamente despertemos deste colete que nos amarra num sonho que não irá muito longe. A selecção não é apenas pouco mais do que mediana (acho que nem no primeiro lugar do grupo ficará): é também mal orientada e pessimamente mal gerida, apesar de andarmos muito bem classificados nos rankings futebolísticos. Talvez seja isto que justifique que toda a gente ande demasiado eufórica com o pretenso novo empreendimento da selecção como se a Alemanha fosse um novo Descobrimento.
Não é que não tenhamos bons jogadores, jogadores de craveira mundial como Deco, Figo, Ronaldo, Ricardo Carvalho. Temos alguns bons executantes. Mas não chega. Não é suficiente. Como rapidamente se constatará. Olhem para as outras selecções e sejam realistas. Para nós andarmos nos 32 melhores do mundo já devia ser uma vitória, mesmo que sem muito alarido e publicidade. O resto vale o que vale. Ou seja, não vale um esforçodesnecessário.
A quinta dimensão
30.5.06
Tachos, que tachos?!
Isto vai bonito, vai...
A Educação em Portugal é uma miséria: nisso estamos todos de acordo. O que é inconcebível é que venha esta senhora, não se sabe bem de onde (ou até sabe-se!), nomear os docentes como classe a abater. E não tem qualquer pejo em ultrajá-la com medidas destas, vulgarizando ainda mais uma classe cujo prestígio está ao nível dos cantoneiros (que me merecem todo o respeito).
E o pior disto tudo é que as organizações profissionais são capazes de aceitar algumas das vilanagens propostas no novo Estatuto da Carreira Docente, visto a má imagem com que estão, depois de toda a vil campanha difamatória da classe docente, levada a cabo pelo Governo do Eng. Sócrates. Lembro-me da arruaça que foi um programa dos Prós e Contras, em que uns senhores de umas tretas federativas - que alegadamente representavam os encarregados de educação portugueses - atribuíam aos docentes todos os pecados da Educação em Portugal. E essa campanha miserável começa a dar os seus frutos, porque a classe está tão desacreditada que não tem qualquer poder negocial.
No outro dia, Marcelo Rebelo de Sousa (que é uma acérrimo defensor desta Ministra, vá-se lá saber porquê) celebrava esta estratégia governativa que tem como principal característica denegrir as corporações (sejam elas de que tipo for, legítimas ou não!) para reduzir-lhes a capacidade negocial (falava ele em relação à Ordem dos Farmacêuticos). Reconheço que ele tem razão, mas ao contrário do que ele afirma, essa não é a forma correcta de fazer política, por mais legítimos que sejam os fins. Num estado democrático, a política (entendida como construção da pólis) faz-se em conjunto com as organizações que emergem da sociedade, sejam elas profissionais, sindicais ou quaisquer outras. Mas a estratégia deste governo passa por desacreditar todas as organizações, passa pelo achincalhamento público, pela difamação. É a política da terra queimada. E alguns aplaudem. Porra para este país!
29.5.06
Propostas
"Seria bom assentar uma premissa de base, um princípio que defendo: o tempo do Estado Providência, o Estado pai, padrinho, anjo da guarda, tutor, tem de acabar. Para além de exaurir os parcos recursos da Região, lança uma cultura de facilitação e de indolência que entorpece e impede a construção de uma sociedade melhor, mais produtiva e mais inteligente. Exige-se muito pouco, nivela-se por baixo. Está difundido o sentimento que o esforço e suor, o trabalhar para atingir objectivos, são conceitos do passado, hoje, totalmente desvalorizados. A inversão deste marasmo, sendo clara, não é simples, mas resume-se à diminuição drástica do direito indeferenciado e generalizado a benefícios, subsídios e apoios e, simultaneamente, o refinamento dos critérios de distribuição.
Esta afirmação não é uma crítica ao que se tem passado nestes 30 anos, era preciso dinamizar a sociedade, puxá-la para níveis de desenvolvimento mais consentâneos com os seus direitos, o fosso, em relação às médias nacional e europeia, era abissal, difícil de transpor. Esta afirmação é a indicação do que deve ser feito a partir daqui, reduzidas que estão as diferenças e de acordo com os novos desafios e dificuldades.
Temos de ser contra uma sociedade que premeia a preguiça e a indolência. Que espera pelos acontecimentos em vez de fazer com que as coisas aconteçam.
A concentração de esforços tem de ser feita, por um lado, nos sectores de actividade com margem de progressão e vitais (turismo, sociedade de informação e comércio), por outro, aqui sim, manter uma intervenção forte e inovadora na saúde e na educação, continuando a dar exemplos, a estar vários passos à frente da estagnação e do imobilismo nacionais.
Em termos de Educação, o nosso calcanhar de Aquiles continua a ser o ensino superior. Esta não é a nossa Universidade, nunca foi. Aquele que deveria ser um dos pilares fundamentais da nossa sociedade, não passa de uma fogueira de vaidades, palco de protagonismos pessoais e com um contributo quase nulo para a nossa evolução. Tem estado, desde o início, arredada dos interesses regionais, teima em virar as costas ao meio onde está inserida, não prepara melhores cidadãos, não desempenha as suas funções.
A continuar assim, não existe alternativa a não ser o seu encerramento. Os danos causados por esta inércia, por esta inexistente estratégia far-se-ão sentir por muitos anos, perderam-se duas décadas, muitos terão sido os responsáveis, de nada vale lamuriar-nos, apenas cerrar os punhos e por cobro a este embuste, agir de forma tenaz e determinada. Tomar conta do nosso destino e afastar-nos deste entorpecimento propositado.
A solução passa por criar a nossa própria instituição, ainda que de raiz privada, com apoio da Região aos alunos sem possibilidades. Um estabelecimento com as valências de bacharelato, licenciatura, pós-graduação, mestrado e doutoramento. Um projecto independente e liberto de todos os elementos castradores que o sistema público impõe. Este sim, é um investimento que vale a pena apoiar, aqui deverão estar concentradas as nossas energias, recursos e esforços. A pasmaceira tem de ser sacudida, ainda por cima quando se assiste a uma deterioração quotidiana e doentia.
Tragam-se verdadeiros mestres, crie-se um centro de excelência, construam-se verdadeiras ligações ao meio empresarial e às instituições regionais. Tracemos o nosso próprio caminho. Busquem-se parcerias com entidades de créditos firmados neste sector, mesmo que estrangeiras, de preferência com estrangeiras. Basta de experimentalismos saloios, de teimosias pirosas e de tonterias supostamente inovadoras.
Outro dos factores críticos de sucesso da Autonomia Regional, passa pela redefinição da Lei de Finanças Regionais, especialmente no tocante à liberdade de determinação de uma política fiscal própria e individualizada. Para captarmos investimento, para cativarmos capital externo, temos de ter capacidade de construir um quadro fiscal competitivo e orientado para esses objectivos. Não podemos continuar agrilhoados a um todo nacional cujas opções não se conformam com a nossa realidade e coarcta o nosso dinamismo. Benefícios específicos, isenções temporárias, taxas escalonadas e diversificadas, características que devem estar sob a nossa alçada e não impostas por uma irrealista homogeneização centralista ou por limites artificiais, símbolos de uma atitude controleira e enfraquecedora.
Para além deste aspecto, a revisão da Lei de Finanças Regionais tem, de uma vez por todas, que garantir que o devedor (neste caso o Estado) honre os seus compromissos, ainda que de forma coerciva.
Temos de combater a existência de pseudo empresas e empresários que, sem um mínimo de preparação, sem qualquer preocupação em construir estruturas empresariais duradouras e aptas a responder às exigências do mercado, polvilham a nossa economia.
Não se podem exigir determinados padrões de qualidade quando se dá guarida a oportunistas sem escrúpulos e a micro barões que pautam a sua acção por práticas de concorrência desleal, não pagando as suas contribuições, não assumindo as suas responsabilidades, usando e abusando da táctica do “toca e foge”. Estas ameaças surgem do exterior mas, cada vez mais, assistimos a investidas que partem do próprio interior da Região.
Esta realidade não dignifica a economia regional, coloca no mercado produtos defeituosos cuja manutenção implicará custos brutais, destrói as capacidades conquistadas pelas empresas que investem fortemente nas suas estruturas e, a breve trecho, causarão implosões desastrosas para a sociedade madeirense.
Se apostamos na qualidade, protejamos as empresas certificadas, se queremos responsabilidade privilegiemos as empresas cumpridoras e se queremos garantias continuemos a confiar naqueles que tantas provas têm dado de dedicação, crença, solidariedade, investimento e criação de riqueza. Aqui, na Madeira, não poderá haver lugar para caçadores de tesouros, mercenários, piratas ou outro tipo de necrófagos, venham de onde vierem, de fora ou de dentro.
Finalmente, temos de conquistar uma outra projecção internacional. Devemos caminhar para uma actuação autónoma, em consonância com a nossa própria agenda e interesses. Devemos estimular uma acção em bloco com as nossas congéneres próximas, refiro-me às Canárias e aos Açores. É tempo de juntarmos as capacidades, energias e os pontos fortes destas realidades e surgirmos nos palcos internacionais como uma força conjunta, nomeadamente na União Europeia. Uma força de 2,5 milhões de habitantes, com um Produto Interno Bruto de cerca de 35000 milhões de euros.
Ao fim ao cabo, estamos mais próximos uns dos outros do que das respectivas metrópoles. As nossas especificidades são comuns e os nossos problemas semelhantes: a distância dos centros de decisão, a ultra periferia acentuada, o isolamento geográfico e as dependências em relação ao exterior.
Em qualquer um dos casos assistimos à subalternização dos interesses específicos, ao sistemático esquecimento e à minoração dos nossos problemas, por parte das administrações centrais.
Esta parceria, esta união deve acontecer a todos os níveis: político, económico, social e cultural. Do desporto à educação, das empresas ao investimento, do turismo ao comércio, da indústria à energia, passando pela cultura e pelos transportes. Não bastam as trocas de experiências, é preciso realizar e construir em conjunto, aparecer como uma realidade própria e com uma identidade definida e individual. É tempo da Macaronésia afirmar-se no seu todo, aproveitar as afinidades geográficas para criar uma referência conjunta."
Zona Velha




Eis alguns dos resultados de mais uma das minhas incursões fotográficas pela Zona Velha. Já agora, um desafio a todos aqueles que têm fotografias do Funchal (ruas, pessoas, locais, etc): enviem para o conspiracaoassete@hotmail.com. A gente publica.
Jardinismo
Por mais voltas que se dê só há uma possível conclusão. Os dois congressos decorrem sob o ícone do jardinismo.
Terminou
26.5.06
Anúncio do Governo ou Governo do anúncio?
Num post anterior, uns comentadores escreviam que é preferível este discurso ao da tanga. A diferença é que o discurso da tanga era realista. Este discurso não passa de uma tentativa patética de conferir credibilidade ao Eng.º Sócrates. A sorte disto é que a máscara começa a cair. É a diferença entre o ser e o parecer. O Primeiro-Ministro bem tentou, mas a sua óbvia falta de capacidade governativa não resiste muito mais a golpes publicitários e a retoques de cosmética.
Começa a tornar-se mais fácil ao PSD fazer oposição! Espero é que efectivamente comece a fazê-lo!
Bom fim-de-semana!
25.5.06
Grande Rosa
Olha a minha aldeia
Wim Mertens para certos
24.5.06
Albergue espanhol
I want somebody to share
Share the rest of my life
Share my innermost thoughts
Know my intimate details
Someone wholl stand by my side
And give me support
And in returnShell get my support
She will listen to me
When I want to speak
About the world we live in
And life in general
Though my views may be wrong
They may even be perverted
Shell hear me out
And wont easily be converted
To my way of thinking
In fact shell often disagree
But at the end of it all
She will understand me
Aaaahhhhh....
I want somebody who cares
For me passionately
With every thought and with every breath
Someone wholl help me see things
In a different light
All the things I detest, I will almost like
I dont want to be tied
To anyones strings
Im carefully trying to steer clear of those things
But when Im asleep
I want somebody
Who will put their arms around me
And kiss me tenderly
Though things like this
Make me sick
In a case like this
Ill get away with it
Aaaahhhhh....
Marillion em Portugal
She Chameleon
Sheltering her ego on the edge of a floodlit arc
She'll contemplate seduction, she'll calculate the catch
When she moved, her presence speared me
When she spoke, her words ensnared me
Watch the lizard, watch the lizard, watch the lizard with the crimson veil
Distinctly a casual affair
She crucified my heart in the depth of a satin grave
As I lay in sweating monologue I sensed the lovelight fade
Within the spiral of the cigarette, you betrayed your bedside etiquette
I saw the lizard, touch, I saw the lizard, touch
I touched the lizard with the crimson veil
I've seen a different doorway shut a million times before
The smiling she chameleon, the smiling vinyl whores
Distinctly a casual affair
They know what they want, they sing your name
And glide between the sheets
I never say no, in chemical glow we'll let our bodies meet
So was it just a fuck, was it just a fuck, just another fuck I said
Loving just for laughs, carnal autograph, lying on a lizard's bed
So was it just a fuck, was it just a fuck, just another fuck I bled
Degraded and alone, raped and still forlorn
Betrayed on a lizard's bed, on a lizards bed
We chameleon, we chameleon, we [oui!] chameleon.
O pateta alegre
Não sei se o homem é um optimista racional por natureza, ou se se trata apenas de um pateta alegre (apesar de me sentir mais inclinado para a segunda hipótese), mas a verdade é que sempre que ele fala, fico desesperado, porque consegue emprestar uma enorme futilidade a conceitos que, se bem interiorizados, seriam fundamentais ao desenvolvimento do país.
Ontem, depois da copiosa derrota da Selecção Portuguesa de sub-21 fiquei estupefacto com as declarações do Eng. Sócrates, que manifestou o seu optimismo e confiança no sucesso de Portugal. Não esperava vê-lo versado em futebol, nem mesmo que fizesse uma análise rigorosa. Só não estava à espera que repetisse as mesmas balelas de sempre. Puro engano ! As afirmações que fez, poderiam muito bem serem empregues em relação à economia ou ao desenvolvimento ou à educação ou a qualquer outra área governativa. Muda o tema, mas mantêm-se as patacoadas. E assim vai desgastando um capital enorme de confiança e esperança. E assim vai desiludindo cada vez mais os portugueses. E assim começa a fazer-nos crer que ainda não é desta que vamos lá. Nem no futebol, nem em mais nada!
Porque às vezes gostaríamos de ser imortais
Pearl Jam
Vacate is the word...vengeance has no place so near to her
Cannot find the comfort in this world
Artificial tear...vessel stabbed...next up, volunteers
Vulnerable, wisdom cant adhere...A truant finds home...and I wish to hold on...
But theres a trapdoor in the sun...immortality...
As privileged as a whore...victims in demand for public show
Swept out through the cracks beneath the door
Holier than thou, how?
Surrendered...executed anyhow
Scrawl dissolved, cigar box on the floor...
A truant finds home...and I wish to hold on, too...But saw the trapdoor in the sun...
Immortality...
I cannot stop the thought...
Im running in the dark...
Coming up a which way sign...
all good truants must decide...
Oh, stripped and sold, mom...auctioned forearm...
And whiskers in the sink...Truants move on...cannot stay long
Some die just to live... ohh...
Até tu, BBC!
Já vos tinha falado aqui do tipo que estava à espera de uma entrevista para empregado de limpeza quando, por engano da produtora do Telejornal, foi metido em estúdio para, em directo, responder como se fora um executivo da Apple especializado em novas tecnologias para downlods.
O homem desenrascou-se como pôde, mas as respostas que deu poderiam ter sido dadas pelos políticos portugueses, tal a insuficiência revelada.
Ora vejam o vídeo.
http://img.dailymail.co.uk/video/cabbie.wmv
23.5.06
Davinci

Não quero fazer nenhuma tese sobre o Código Da Vinci.
No entanto, eu, criminoso, confesso-me.
Gostei de ir ao cinema, e não do filme. Gostei de, na sessão da meia-noite, ver a sala quase cheia (330 lugares) e não das duas horas e tal de fita. Gostei da malta com sacos de pipocas, sala adentro. O mesmo já não posso dizer sobre as imagens projectadas no ecrã.
Quero com isto deixar claro que, o filme foi o menos bom.
É um trabalho com falhas várias. Cenas mal pensadas, filmadas. Além disso, falta-lhes conteúdo cinematográfico.
Tudo porque o Código Da Vinci é uma cópia demasiado fiel do livro. Não houve um trabalho de, transformação do livro, em conteúdo cinematográfico. Os maus exemplos começam com o início da projecção. Da Vinci é um produto banal. falta-lhe arte. O primeiro mau sinal é a paupérrima sequência de imagens sobre o assassínio de Saumiére. Tal como são vulgares um outro conjunto de cenas. Uma delas é a passagem pelo banco suíço.As filmagens do Louvre também não escapam, tal como o susposto encontro dos membros da Opus Dei. Mais parecem um bando de figurantes, sem alma, atirados para dentro de uma sala, do que uma " congregação". É esta a sensação com que fica o espectador.
Existe uma nítida ausência de soluções artísticas. Uma delas é a errada opção por personagens/narrador. Uma vez mais, ganhou o trabalho literário, perdeu o cinema.
O Código Da Vinci é demasiado básico, para a quantidade de público que está ter. Infelizmente é quase sempre assim. Uma vez mais há uma espécie de esteria colectiva, à volta de um mau produto.
Está de parabéns o autor do Livro. Dan Brown transformou uma árdua escrita, numa das obras mais lidas. É o que está a acontecer ao filme. Parabéns ao Marketing e à Igreja Católica que também são responsáveis pelo sucesso. É quase uma obra de culto.
Apesar de tudo, eu, criminoso, confesso-me.
O livro é mais interessante do que o filme. É um trabalhomais completo do que a obra cinematográfica. O importante é que vá ver o filme. Bom ou mau não interessa. O que importa é que goste.
PS: - A teoria do meu professor é a prova, de que o homem estava coberto de razão. Ele Repetia nas aulas de história do cinema - "se os primeiros três planos de um filme forem bons; o filme é bom. Se o contrário acontecer, o filme é mau."
eCuaderno
22.5.06
Especial Informação
É uma informação que nos chegou há instantes. OS gangs não param.
As últimas notícias dão conta que o “Gang de Lisboa” (é o que mais assaltos tem realizado a partir da capital ao país) esteve reunido no Largo do Rato.
Na saída de mais uma reunião alargada com o líder, as palavras foram contidas e uma vez mais, a comunicação social foi desprezada. Quando J.S. foi questionado sobre o assalto à Procuradoria-geral da República, negou as acusações. Disse que era mais uma invenção dos média. Não confirmou se Proença de Carvalho será o responsável pela continuidade do descontrolo da justiça em Portugal.
Noutro ponto do País (Póvoa do Varzim) o “Gang laranja” juntou as cúpulas para engendrar uma estratégia para derrubar o “Gang de Lisboa”. O encontro foi aberto à Comunicação Social. Persistem as divisões internas. Será este, aliás, o maior inimigo, do próprio, “Gang Laranja”(vive nos arredores de Lisboa) e aguarda uma oportunidade, para tomar de assalto, os pontos estratégicos que estão nas mãos do rival (“Gang de Lisboa”).
Por cá, outros pequenos gangs não fizeram estragos, mas também aproveitaram o fim-de-semana para fazer o trabalho de casa.
O ganguezinho da Rua da Carreira (tem reminiscências na antiga Ex-União Soviética) e o da Rua do Castanheiro (faz parte de um sub-ganguezito de uma minúscula burguesia lisboeta), aproveitaram o sol para ver e criticar a paisagem.
Na rua do surdo a ordem foi para descansar.
Noutro quartel da Rua dos Netos com o homem forte fora de casa, (faz agora parte da célula que vai minar o “Gang de Lisboa” a partir da Madeira) nada de anormal aconteceu região.
O problema são os outros gangs não identificados. A célula mais activa de um deles, organizou um jantar. Há mesa, o prato principal foram as acções populares, e os efeitos colaterais
na economia.
Muito se disse durante esta ceia. O objectivo número um, deste gang, é minar o terreno de quem controla o poder.
São as notícias da intensa actividade dos gangs, este fim-de-semana.
Até ao próximo assalto.
Tito
Foi aprendiz de metalúrgico. Em 1910, associou-se à União dos Metalúrgicos e ao Partido Social Democrata da Croácia e Eslovénia. Lutou entre 1913 e 1914 pelo Império. Mas no primeiro ano da Grande Guerra acabou sendo feito prisioneiro em Petrovaradin. Acusação: propalação de propaganda anti-guerra.
Mesmo assim, em 1915 voltou a ser enviado para a frente de combate, tendo sido ferido, e aprisionado, pelo Exército Russo em Bukovina. Viveu num campo de concentração nos Urais. Fugiu. Foi capturado na Finlândia. Voltou a fugir. Em 1918, alistou-se no Exército Vermelho e pediu autorização para filiar-se no Partido Comunista Soviético. Viveu entre a União Soviética e os Balcãs até 1936, ano em que voltou à Sérvia para reorganizar o Partido Comunista Jugoslavo (no qual militava desde 1920 e do qual era membro do Comite Central desde 1934). Um ano depois, reinava no partido. Sob a alcunha de Tito, que há quem diga provir da admiração que nutria pelo romântico croata Titus Brezovakci, escritor de renome por aqueles lados.
Liderou a resistência sévia à ocupação nazi, à frente dos famosos partizans (creio que muitos dos nossos leitores só se lembrarão do Partizan de Belgrado, mas enfim...) , organizando um verdadeiro governo-sombra (Comité Anti Fascista de Libertação da Jugoslávia). Em 1943, mesmo com parte substâncial do território ainda ocupado por tropas alemães, proclamou a criação do primeiro Governo Democrático da Jugoslávia.
Em 1945, com os apoios de Stalin e dos líderes aliados, os seus partizans massacraram os fascistas croatas do Ustasa e os realistas do Cetnikc. Libertando-se da oposição, cria a Federação Jugoslava nesse mesmo ano.
Tito foi o primeiro líder comunista a libertar-se de Stalin. Em 1948. Hábil diplomata, soube defender-se de eventuais represálias soviéticas através dos bons contactos que foi establecendo com os líderes ocidentais.
Criou uma nova via para o comunismo, baseada no famoso samoupravljanje, repartição de lucros nas empresas e unidades agrícolas estatais com os trabalhadores (uma espécie de socialismo, ou comunismo de mercado).
Em 1961, fundou, com o lider egipcío Gamal Abder Nasser e com o indiano Nehru o Movimento dos Países não Alinhados, que pretendia dar voz aos países do Terceiro Mundo no tempo dos dois blocos.
Fundamentalmente, Tito conseguiu juntar, durante quase cinquenta anos, as peças do puzle que historicamente formam os balcãs - autêntico repositório dos velhos impérios. Fê-lo utilizando a força. E tentando forjar uma identidade histórica e cultural. Fez deslocar populações em massa. Comandou purgas. Só não percebeu que as vitórias que ia conseguindo não paravam o devir histórico. Se calhar, nem o abrandavam.
Tito morreu em 1980, corria o mês de Março. O seu funeral foi um dos mais concorridos de sempre. E ainda hoje, a Kucka cveca (Casa das Flores), o monumento fúnebre em sua honra, em Belgrado, recebe milhares de visitantes por ano.
O número tenderá a aumentar, já que o saudosismo da antiga Jugoslávia, entre os sérvios, cresce à medida em que se degradam as condições de vida.
Eis Tito. O homem que sonhou a Jugoslávia.
Fim da Jugoslávia
21.5.06
Quem tramou Carrilho?
Sucede que Carrilho, depois de ter perdido as eleições para a Câmara de Lisboa, resolveu pôr em livro um rol de justificações que, na sua opinião, foram a causa da sua derrota. Aliás, este é um exercício de catarse pós-eleitoral comum nos EUA, como foi o exemplo de Al Gore, mas estranho em Portugal. Só por isso já não é mau.
Somando tudo, até o que ele se esqueceu de escrever no livro, Manuel Maria Carrilho foi, de facto, muito maltratado pela comunicação social, que o “cozinhou” todos os dias com aspectos exteriores ao seu progaminha político, o qual, no que me lembro, não era sequer inferior ao de Carmona Rodrigues, este último endeusado ainda não sei por que méritos.
Mas o que é que esta “estória” revela na verdade? Revela que um indivíduo está totalmente nas mãos da comunicação social, coisa que já sabia, embora nunca a tivesse visto tão abusada.
Carrilho, por erro táctico, meteu-se de facto com as pessoas erradas. Não foi só vídeo da mulher e do pequeno (coisa normal noutros países, sobretudo para quem não tem uma mulher feia), nem o “aperto de mão” passado até à exaustão que o atolaram. Foi não ter percebido a tempo que na política portuguesa a “impressão” que se tem de alguém vale bem mais do que a acção. Em síntese, não é aconselhável fazer ondas. Sorriso pronto, modos simples, bailaricos, lugares-cumuns, ideias vagas e frases começadas por “não só mas também” chegam para ganhar uma eleição.
Ainda assim, fica dito, eu não votaria nele.
20.5.06
A Natureza vale bem mais
«Não posso considerar a humanidade senão como uma das últimas escolas na pintura decorativa da Natureza. Não distingo, fundamentalmente, um homem de uma árvore; e, por certo, prefiro o que mais decore, o que mais interesse aos meus olhos pensantes.
Se a árvore me interessa mais, pesa-me mais que cortem a árvore do que o homem morra. Há idas de poentes que me doem mais do que mortes de crianças.»
Livro do Desassossego, por Bernardo Soares
19.5.06
Prometo
Sugestão
Post-Scriptum: Já agora, um conselho: oiçam o disco. Ou vão a um dos concertos programados. Se não gostarem, podem dizer mal e acusar-me de só estar a defender a "minha dama"...
Falando de ti...
1
vieram de mim os longos sóis
e os longos dias.
vieram de mim o arrastar dos bancos,
os cânticos das igrejas,
e vim eu, senhor do meu nariz,
nobre
sem títulos nem castelos
nem divisas,
duma ilha pequena,
perdida numa concha
de mar,
onde nasci.
era a primeira vez
que eu abria os olhos,
e senti-me rei e marinheiro.
estava
embrulhado numa alga,
e adormecia numa gruta,
adornada por búzios quietos.
os peixes visitavam-me e afastavam
os murmúrios,
os gritos,
os monstros pelados,
e o eco da minha voz,
que habitavam os meus sonhos.
é por isso que me revesti da luz cintilante das suas escamas
e tenho,
dizem-no as mulheres que desconheço,
um suor
sem perfume,
um suor sem matéria,
enquanto que o meu corpo
tem o encanto do cheiro a maresia
(...)
José António Gonçalves
Breve viagem por blogs de cá
O Bento continua a bater em tudo o que se mexe
(ou está sentado, no caso em apreço)
A Lhasa homenageia o José António
(lembrei-me do José António durante a Feira do Livro. De uma noite na Marina com ele e com o Mário Mata, o cantor de uma só canção. De 20 Textos para Falar de Mim. Do Café do Teatro e de um poema de meu pai que ele declamou de memória. Um Pássaro Breve, o José António!)
O Funchal tem memórias de Paris.
A Lília faz manteiga.
O Nélio lança fogo a Jardim e ao Jardim
(do Mar)
Na UMa fala-se sobre a nova estrela da BBC
(um tipo que estava sentado à espera de uma entrevista para emprego quando de repente se viu no estúdio durante a nobre hora do Telejornal)
Continua a ler-se devagar
(mas bem, a julgar pelo que se escreve)
Há ainda quem vá vagueando pela Madeira.
Terminou a viagem.
Uma Perigosa Ligação

Há dias assim. Um gajo levanta-se com pica para fazer qualquer coisa.
Há muito tempo que não contribuo para o bem comum deste blogue.
Foi esta a situação que me fez espoletar a consciência. Escrever sobre política é tempo perdido. Está toda a gente farta dos políticos. Ainda por cima, a maioria deles estão incompatíveis. Ponto final.
Um outro tema, interessante, seria a igreja. No entanto, o bispo ainda é o mesmo, os padres também. As freiras são minhas vizinhas, mas gosto muito delas. Não me incomodam. Não falam de mim nem de ninguém. São as melhores vizinhas que tenho.
Ponto final.
Resta-me abordar uma perigosa ligação empresarial.
Há muita expectativa na sociedade, sobre as ligações marítimas entre a Madeira e as Canárias. Dados os últimos avanços, só posso concluir que a “montanha vai parir um rato”. A partir do momento que entrou no negócio os “Sousa & Companhia” tudo leva-me a querer que é uma operação falhada. Este grande empresário da Madeira nova, só está interessado em manter o seu reduto. Isto é, ainda não percebeu que está num mercado global. E que mais tarde ou mais cedo não vai conseguir controlar as operações portuárias. Para já, conseguiu mais uma vitória, seguindo uma velha máxima. “já que não podes com eles, junta-te a eles”. É este o objectivo do patrão dos portos da Madeira.
Creio que ao entrar no negócio com a “Armas”, está acima de tudo a salvaguardar os seus interesses e não os dos consumidores. Basta ver as tabelas de preços de várias ligações marítimas idênticas às que existem na região, para perceber que estamos a ser lesados. Elas existem entre a França e as respectivas ilhas, Itália, Grécia e Espanha. São tudo portos europeus, cujas ligações são executadas em ferry-boats idênticos ao Lobo Marinho. Navios subsidiados pela União Europeia, mas cujos preços caem em algumas situação para menos de metade dos praticados pela Porto Santo Line.
A própria “Armas” em Canárias é um exemplo.
E mais não digo, porque o texto já está grande de mais. Ainda por cima é fim-de-semana.
18.5.06
Foi bonito
Para os amantes das teorias conspirativas
17.5.06
O Código
16.5.06
“Eu adoro São Paulo, São Paulo my love”
Agora, com toda a barbárie em São Paulo a nos entrar pelos olhos dentro à hora do jantar, acabaram-se os lirismos. Bem vistas as coisas, o Brasil colhe o que plantou.
Importância dos blogs
Mundial
A escolha de Ricardo Silva, defesa sofrível (não quis escrever horrível!), vindo directamente do banco do FêCêPê, é um deles. Mesmo para um leigo na matéria como eu, o bom do Silva é mais perigoso para uma defesa que o buraco do ozono para as calotas polares. Adriaanse (outro leigo) percebeu isso a tempo. Tirou-o da equipa e ganhou o campeonato!
Então não era melhor, amigo Scolari, ter convocado o Tonel? O homem fez uma excelente época no Sporting após já ter sido, na época anterior, um dos melhores do Marítimo! Para além deste, havia ainda João Paulo, do Leiria. Que, aposto, na próxima época será mais vezes utilizado pelo Porto do que o Silva!
Outro erro crasso foi a convocatória de Costinha. O tipo não é, nunca foi, e já não será com certeza, um jogador determinante. E não joga há mais de seis meses. Mesmo assim, fez as malinhas para a Alemanha. É obra!
A convocatória de Viana, rapaz que há dois anos não acerta um passe, é outro dos erros do nosso camarada Filipão. Aliás, Costinha e Viana formariam uma linda dupla de meio campo. Nenhum corre. Um está gordo que nem um texugo e o outro tem problemas de visão (a julgar pela... precisão dos passes!). Bonito de se ver...
De fora ficou João Moutinho, o melhor jogador do Sporting e, indiscutivelmente, um dos melhores médios portugueses. Contra ele parece pesar o facto de ter "apenas" 19 anos e de não fazer "chover ao contrário"...
No ataque, um tal de Hélder Postiga, ponta de lança que na carreira toda deve ter marcado vinte golos (e já estou a contar com os jogos contra o Estarreja na Taça de Portugal!), vai mais uma vez a uma grande competição. Sem saber ler, escrever, rematar ou passar a bola, lá vai o bom do Postiga para a Alemanha, atrapalhar colegas de equipa e confundir o público.
Acabo como comecei. Não considero o Scolari um mau treinador. Mas já estou como o Magno, ou seja, se passarmos a primeira fase será com sorte. Mesmo jogando contra uma selecção como Angola, equipa que tem um guarda-redes sem clube e jogadores do Varzim e do Rio Ave e uma vedeta sem um joelho!
Há selecções que não abdicam dos seus génios
Casar? Contra quem?
Dizem os críticos, a Igreja e muita outra gente, incluindo especialistas diversos e outra arraia miúda que o casamento anda pelas ruas da amargura e em profunda decadência. Confesso que já tinha dado pelo assunto. Basta olhar à volta e para exemplos meus conhecidos para perceber o suposto drama da situação: o casamento está, de facto, em declínio. Quer dizer, o pessoal até se casa mas, problema central, depois também se divorcia, o que é uma forma de batota e um apetitoso novo segmento de negócio no campo das apostas temporais. Ultimamente, e pelos números avançados, tese e antítese andam de mãos dadas, na relação de 2-para-1. Ou seja, em cada dois casamentos, um termina em divórcio. Não me parece trágico porque na realidade há muitos motivos para acabar com um casamento (falta de adaptação, traição, ciúme, cheiro a chulé, mau hálito, aumento de peso, envelhecimento precoce, incompatibilidade sexual, celulite, existência de uma única televisão, pés frios, a nova colega de trabalho, a Sporttv, a sogra, etc) e qualquer um deles é extremamente tentador. E seria sempre pior se a relação fosse de 100%.
Analisando bem, no deve e no haver, a balança parece pender mais para o divórcio do que para a manutenção do casamento. Convenhamos que a maioria do pessoal anda com pouca paciência para o assunto. Ninguém dá o braço a torcer quando as coisas começam a correr mal e como os bancos facilitam imenso ninguém precisa no fundo de regressar para casa dos pais. O casamento é ainda um acto que pressupõe alguma predisposição para assumir um contrato: um contrato entre duas pessoas, com a agravante de ter testemunhas que jamais nos deixarão mentir. O certo é que à primeira afronta, ruído, desconsideração, discussão, desentendimento o pessoal farta-se. Farta-se da cara metade como do cozido à portuguesa do almoço. E bate com a porta. Tão fácil se sair como se entrou.
Num tempo de egoísmo, olhar para o próprio umbigo está na moda e poucos parecem dispostos a grandes sacrifícios individuais em prol do colectivo (principalmente se o colectivo é apenas dois). Ninguém quer quebrar ou reconhecer que está errado, que não muda, que não se adapta, que não quer. Vacilar parece ser igual a dar sinal de fraqueza num jogo se soma nula ou negativa. Mas o erro está na ordem dos factores, porque o casamento vem primeiro do que a experiência em comum. Logo se vê, deve ser o pensamento mais recorrente nos pombinhos. Curiosidade interessante: deve ser ao contrário. Experimentar primeiro e depois dar o passo se apetecer e se sentir que se aguenta o chulé e o mau hálito durante os próximos 40 ou 50 anos (número constantemente actualizados pela esperança de vida). Poupa tempo, dinheiro e evita maiores chatices e complicações. E desmonta os mitos dos príncipes encantados e das cinderelas eternas que não existem.
Razão tem um amigo meu que sempre que sabe que alguém se vai casar pergunta com um ar mais cândido deste mundo: contra quem? Nos tempos que correm, nem mais.
O que acho das escolhas de Scolari? Eu não acho nada
Até mesmo um leigo em futebol, como é o meu caso, percebe que uma selecção que só esporadicamente consegue um lugarzinho numa fase final de um mundial não vai lá. Tem de haver regularidade, que não há. Depois, apesar dos malabaristas considerados individualmente, haverá o nervoso (que é muito semelhante ao dos exames, e do tipo de alunos), ou um cartão infeliz, ou uma falta injusta, ou até um “golpe-baixo” do João Pinto no árbitro. Enfim, a conversa dos fraquinhos.
Como há muito que não alimento expectativas com Portugal, em nenhum assunto, sério ou desportivo, já me estou a pôr de lado para, depois, não fazer parte da depressão colectiva que certamente ocorrerá.





