9.3.08

Tortura

Depois de ver mais uma derrota do Sporting, esparramei-me no sofá entretido a fazer zapping.

TVE:

"Nuestros Hermanos" legitimaram novamente aquela espécie de Sócrates.

- Esquece, muda!

SIC-N:

O Camacho foi despedido do Benfica.

Arre, qu'ist'é só espanhóis!

TVI:

O 444444444444444º episódio de uma novela portuguesa.

Canal 1:

Festival da Canção.

A paragem mais dolorosa. Consegui ouvir três cançonetas

Isto não existe!

A merda das pilhas do comando deviam ter sido trocadas há meses!

desesperei, agarrado ao botão que me podia levar dali p'ra fora.

Não tive tempo. Antes que o comando me obedecesse, a boa da Silvia Alberto pôs-me a ouvir uma espécie de medley com todas as musiquetas com que a RTP torturou os portugueses.

Cruzes credo! Cristo! Que saudades dos Da Vinci, do Rui Bandeira, da Anabela, da Dina, do Tó Cruz e de toda essa rapaziada! É que estes são piores! Volta, Rosa Lobato Faria. Tás perdoada! Absolvida de todos os pecados... Os deuses da música e da poesia receber-te-aõ de braços abertos. A sério. Pleaseeeeeeee, Rosinha...

Tentei tentei e meti-te na cesta\ris-te é dás-me a volta à cabeça\ lá lá lá

Cantarolei.

É o fim. Aposto que esta merda foi parte de um plano sócratico para castigar os portugueses pelas manifestações dos últimos tempos. Só pode ser. É o engenheiro Sócrates a vingar-se:

à não tão contentitos? então tomem o Rui Santos, o Marco de Camillis, o Ricardo Soler, o Carluz Belo (ninguém se chama assim, a sério, ninguém se chama Carluz Belo!) e os Blá Blá. Mais o resto do pacote. E se não se portam bem, ainda visto a Sílvia Alberto. Vai aparecer de Burka!

Rui Costa é um eucalipto que seca tudo à volta. E se se atirar para uma piscina com pouca água vai-se magoar

Diz o Rui Santos.

É melhor ir dormir. A sério. É melhor!

8.3.08

Sense and sensibility*

É impressão minha, ou o governo da República anda demasiado nervoso, com algum histerismo à mistura? É que já nem sequer há o mínimo de bom senso...

*Roubado despudoradamente de Jane Austen.

Não é só autismo político. É total cegueira, com estupidez à mistura

E a ministra insiste que mais de dois terços dos professores portugueses estão equivocados (cerca de 100 mil). Na opinião da senhora, esta classe de profissionais altamente qualificados não tem qualquer tipo de massa crítica para ver a bondade das suas medidas. Faz-me lembrar uma amiga que afirmava que o mundo estava todo louco, com duas excepções: eu e ela. E ainda assim, ela tinha dúvidas a meu respeito.

Falta de vergonha

Por falar em Santos Silva, ele também não foi ministro de Educação com Ana Benavente como sua secretária de Estado? O que pensará o senhor sobre as declarações de Valter Lemos sobre o seu ministério? E o que terá a dizer enquanto ministro do actual governo que critica abertamente as políticas por si seguidas?
Isto não é só incoerência: é falta de vergonha na cara!

Diz que é uma espécie de democrata...

Augusto Santos Silva não só não tem credibilidade nenhuma como não tem qualquer legitimidade para falar em democracia. Porque para falar de democracia, é preciso ser-se democrata, coisa que Santos Silva manifestamente não é (o próprio Vicente Jorge Silva já o reconheceu).

7.3.08

87º Aniversário do PCP

Eu nunca votaria no PCP. Porque entre a sociedade que defendo e aquela que é sugerida pelo partido existe um imenso oceano.

O autoritarismo do PCP, efeitado pelos tiques de quem ainda acredita viver na clandestinidade, irrita-me solenemente. Tal como a disciplina militar imposta aos militantes ou os dogmas servidos ao pequeno-almoço.

Paradoxalmente (ou talvez não, que sei eu?) tenho um profundo respeito pelo PCP. As razões pelas quais detesto o partido da foice e do martelo são practicamente as mesmas que me levam a respeitá-lo.

Porque respeito quem acredita firmemente em ideias (mesmo que contrariem as minhas), quem é religioso (e os militantes do PCP são profundamente religiosos, professando os seus dogmas diariamente), quem calcorreia generosamente caminhos dificeis.

Respeito o conservadorismo do PCP, o facto de ser, cada vez mais, um partido de classe. E um sólido ancoradouro.

Respeito a memória de todos os militantes do PCP que durante 60 anos lutaram contra o regime que nos teve cativos. Foi o maior contributo que o partido deu a Portugal: a capacidade de organizar e conduzir a resistência.

Nunca votaria no PCP. Mas não me importo de o ver por aí.

Post-Scriptum: Todas as edições clandestinas do Avante estão agora digitalizadas e on-line. No sítio do PCP (não me peçam para aqui colocar o link. Já era demais!).

Precisa-se de matéria prima para construir um país

É tão raro, mas tão raro, concordar com o Eduardo Prado Coelho que não resisti a postar um texto dele com o qual, espantosamente, estou de pleno acordo.

Foi-me enviado por e-mail e, ao que parece, retirado do Público (não sei, não o li no jornal nem sei qual a data da sua publicação).

Ei-lo.

Alvísseras, um dia concordei com o Prado Coelho!

Precisa-se de matéria prima para construir um país

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas
caixas nos passeios onde se paga por um só jornal e se tira um só jornal, deixando os demais onde estão.

Pertenço ao país onde as empresas privadas são fornecedoras
particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos .... e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas
porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo
o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.  Não. Não. Não. Já basta.

Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa chico-espertice" congénita, essa
desonestidade  em pequena escala, que depois cresce e evolui até se
converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade
humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é
real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, eleitos por nós. Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste. Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?  Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados! 

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...  Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias. Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.  Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e estou seguro de que o encontrarei quando me olhar ao espelho. Aí está. Não é preciso.

Eduardo Prado Coelho

Tudo louco III

Sinceramente, acho que o pior que podia acontecer a Portugal seria a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues. Porque enquanto a senhora se mantiver como ministra, o governo vai cozendo em lume brando. Para gáudio e alegria dos verdadeiros democratas e a bem da nação!

Tudo louco II

A ministra da Educação, para além de classificar os professores de incompetentes e mandriões, ainda os considera incapazes e estúpidos. Porque só à luz desta sua concepção, é que podemos entender as suas afirmações de que os professores estão a ser manipulados e que só se manifestam porque não perceberam bem o modelo de avaliação.
Quer dizer, esta que se está a revelar como a maior manifestação de unidade da classe, transversal às ideologias políticas e aos partidos portugueses, deve-se, no entender da sr. ministra, à burrice e imbecilidade dos professores. Está bem, está...

Tudo louco

Ontem ouvi um deputado "socretino" defender que os professores são uma classe de mentirosos, utilizando as afirmações menos felizes ou mesmo imbecis de alguns docentes. Como se alguém reconhecesse legitimidade aos políticos (e muito especialmente aos apoiantes deste governo) para fazerem juízos de valor sobre quem quer que seja na sociedade portuguesa.

6.3.08

O romance da minha vida

Um país que prefere a tirania à incerteza merece todo o tipo de tirania.

A frase, dita por uma das personagens da obra O Romance da Minha Vida, do cubano Leonardo Pandura, é a chave para se entender a percepção do autor sobre a ilha.

O Romance da Minha Vida é uma longa viagem por Cuba. Pela Cuba de Herédia, o poeta exilado. Pela Cuba recém liberta de Espanha. Pela Cuba actual.

A trágica história da ilha é contada por dois exilados, Herédia, que fugiu em 1823, Fernando, que fugiu de Fidel. E escrita por um exilado. É uma espécie de viagem circular num espaço imutável.

Não é uma obra-prima. Mas é um bom livro.romanceminhavida

5.3.08

"Contrapeso da Maioria"

Voltou à agenda política/parlamentar madeirense, o respeito pelo Estatuto e Direitos da Oposição. É um tema pouco recorrente, mas de forma latente é todos os dias lembrado!
O artigo 114º, nº 1 e 2 da CRP, configura o reconhecimento explícito da Oposição, ao balizá-la como um desígnio constitucional, “os partidos políticos participam nos órgãos baseados no sufrágio universal e directo, de acordo com a sua representatividade eleitoral”, e como corolário “ é reconhecido às minorias o direito de oposição democrática, nos termos da Constituição e da lei”.
A Lei 24/98 nº2 concretiza , ao entender “por oposição a actividade de acompanhamento, fiscalização e crítica das orientações políticas do Governo ou dos órgãos executivos das regiões autónomas e das autarquias locais de natureza representativa”.
A Região Autónoma da Madeira, regista ao longo de três décadas um ambiente político bastante estável. É no quadro das democracias contemporâneas europeias, a única Região que mantém o mesmo partido e inclusive o mesmo chefe governativo no exercício do poder.
Isto constitui uma situação atípica, e um caso particular num país democrático, um partido político (PSD) ser unicamente uma solução governativa e ao nível parlamentar nunca ter experimentado o papel de oposição.
A figura do Regimento da Assembleia Legislativa Regional da Madeira, institui as normas de funcionamento da actividade parlamentar, e muitas vezes é desenhado (alterado normalmente em cada legislatura) para beneficiar as maiorias que suportam os executivos bem como condicionar o exercício da actividade parlamentar da Oposição.
Quanto a este tema, informo que até ao final do ano de 2008 estará disponível um estudo sobre a Oposição Parlamentar na Assembleia Legislativa Regional da Madeira. Aguardem pelas conclusões!!

4.3.08

O Modelo de Avaliação e o Metro de Londres



A piada não é minha, mas tenho o maior gosto em a materializar. A verdade é que o Metro de Londres, apesar de gigantesco e intrincado, não é assim tão confuso. Agora o Modelo de Avaliação dos professores é que ainda não consegui descodificar por completo.

3.3.08

Tão bom, tão bom, que ninguém lhe pega...

As reformas feitas pelo Ministério da Educação são tão boas que até a inefável Ana Benavente (recordam-se daquela secretária de Estado que achava que a Filosofia não fazia falta aos currículos do secundário?) opõe-se a elas.
Por outro lado, os mesmos socialistas que teciam loas aos governos de Guterres e aos ministérios de Marçal Grilo e Oliveira Martins são os mesmos que agora aparecem a atacar a ex-secretária de Estado. O que diz muito acerca do que é ser socialista em Portugal!

Basta que sim!

Cavaleiro andante era o outro, o senhor. Eu cá estou mais para Sancho Pança, o Gordo!
Mas já ia sendo tempo, não Miguel?!
Quanto às tuas posições, digo-te que o problema não está apenas o nível da avaliação, conforme queres fazer crer. O receio vai muito mais além: o regime de autonomia das escolas; as transferências de competências para as autarquias; a forma prepotente como esta equipa ministerial impõe as suas decisões; a precipitação desta ministra, que age antes de pensar, que elogia antes de avaliar. E não te esqueças, daquela brilhante ideia que encerrará muitos dos conservatórios de música deste país e impedirá a formação musical de milhares de jovens.
O problema desta equipa ministerial e as constantes manifestações que contra si são organizadas não se prende apenas com a avaliação: são tantas as más medidas que custa lembrá-las todas!

2.3.08

Cinema


A minha última viagem ao cinema foi para ver “Sweeney Todd, o Terrível Barbeiro de Fleet Street”, de Tim Burton.

É um filme de uma extraordinária realização. Cada plano é um autêntico quadro. Nada foi deixado ao acaso. A ausência de cor dá-lhe a dimensão estética e dramática necessária para a pesada narrativa.

Minto. Há uns riscos de cor, mas só surgem a meio do filme. Quando o excepcional barbeiro inglês do século XIX, interpretado por Johnny Depp, coloca em marcha um maquiavélico plano para aniquilar o mal em troca do bem. O problema é que o ajuste de contas transforma-se num rosário de crueldade.


É nesta altura que as cenas ganham cor. Um vermelho explosivo que salta do ecrã e suja os telespectadores. Alguns não resistem à violência das imagens, e tentam, com as mãos, esconder o que os olhos desejam ver.

Há muito sangue neste filme. Há muita violência, muita vingança.

Será que esta estória poderia ser filmada de outra forma??? Acho que não.

“O Terrível Barbeiro de Fleet Street” é um documento único. A história nasceu na Londres do início do século XIX. Não existem provas. Apenas relatos orais que passaram de geração em geração, até que alguém adaptou a lenda ao teatro e depois ao cinema (1926 primeiro filme). Agora resurgiu através das mãos de Tim Burton. Recordo-me de "Existenz". Já tem alguns anos. Talvez 10. Uma vez mais foi engolido por esta envolvente história, cantada, (o filme é um musical) que me encantou.

Não lhe mudava nada. A obra é quase perfeita.

1.3.08

Os 6 da manifestação

Eu cá escondia-me e nunca mais aparecia em público nem em nada. A manifestação desta semana dos professores madeirenses convocada por sms e email, com concentração na escola Jaime Moniz, teve a adesão de 6 docentes (seis, por extenso). Nem a mais reles associação de estudantes, nem os amigos da bisca seriam capazes de tão pouco.

O que estes “destemidos” (e enganados) não entenderam é que na Madeira os docentes, grosso modo, estão satisfeitos com a legislação regional, com as suas carreiras, vencimentos, condições e expectativas profissionais. Tudo porque, convém dizê-lo, o Governo Regional não os destratou nem quis fazer “uma revolução” num só dia.

Escusado será virem os do costume com a lenga-lenga das represálias, de que “na Madeira é diferente”, de que não convém “fazer ondas”, enfim. Isso é conversa. Ou são contra, e iam à Jaime Moniz às 17 horas, ou são a favor, e não apareciam, como de resto fizeram 6 mil e tal educadores.

Adesão, porra

A propósito duma manifestação um jornalista duma rádio madeirense (se me perguntarem digo qual) afirmou que “houve pouca aderência” à dita.

Filhinho de Deus, usa-se adesão quando se trata de pessoas, e aderência quando se trata de objectos. Para a 4ª Classe já.

Em bom alentejano: não queres ir apanhar nas nalgas, pois não?

Ouvi hoje um Sr. da CONFAP (Confederação das Associações de Pais e Encarregados de Educação) exigir aos docentes que parem com a sua luta, em prol dos alunos. Que esta gentinha está feita com o governo da República, já todos havíamos percebido aquando das polémicas sobre as aulas de substituição (que, estou convencido, começou por ser a primeira cedência do ME à CONFAP para depois contar com este apoio) e as Actividades de Enriquecimento Curricular. Agora, esta entidade vir exigir à classe que termine a luta, evocando, cobarde e ilegitimamente um eventual superior interesse dos alunos, que não estaria salvaguardado, começa a ser demais! Até parece que os alunos estão a ser prejudicados pela legítima luta dos docentes!...
Este é mesmo um daqueles casos que apetece atirar com toda a retórica da real pergunta: e tu, por qué no te callas?

Serenidade ou submissão?

"Cavaco Silva apela à serenidade!"
A serenidade de fala o Sr. Presidente, estamos todos fartos de conhecer. Quer é a sumissão. Quer que pare a luta dos docentes e que estes não criem mais "ondas". Todos nós sabemos que o Sr. Presidente gosta de ambientes pacíficos, onde o governo impõe e o povo engole sem mais. Pois parece-me, Sr. Presidente, que desta vez o Sr. está com azar!

29.2.08

Os Carrascos da RTP

O PSD arrisca-se a ser o carrasco da Televisão Pública Portuguesa.

Luís Filipe Menezes, o líder da oposição, com aspirações a Primeiro-Ministro, na primeira grande entrevista que deu, afirmou que o partido, o PSD, vai acabar com a publicidade na RTP.

Está demonstrado, se não estava ficou, quais são as prioridades deste homem caso consiga chegar ao poder. Eu e a larga maioria dos portugueses esperava ouvir da boca do líder do maior partido da oposição outras propostas. Como vai emagrecer o desemprego, baixar a despesa pública, modernizar o país e a administração do Estado, fazer de Portugal uma nação moderna e competitiva da EU.

Infelizmente o que ficou dessa entrevista, mas não foi dito, é que pretende retirar mais dinheiro dos contribuintes para pagar o serviço público de televisão.

Ao acabar com a publicidade das duas uma: - Ou os canais públicos (RTP; RTP-Madeira e Açores; RTP2, África e Internacional) conseguem prestar o mesmo serviço de televisão com idêntica qualidade, mas com menos dinheiro, ou o Governo terá que injectar, via orçamento de Estado, o que hoje a RTP obtém com a venda de publicidade na RTP1.

É isto que Luís Filipe Menezes não disse aos Portugueses. De certeza que jantou, ou almoçou nos últimos dias com Pinto Balsemão, o patrão da SIC. É o Social-Democrata e magnata da comunicação, que há pelo menos 10 anos, oiço defender esta tese que Menezes subscreve.

Em França Nicolas Sarkozy tem uma proposta idêntica, mas não se compare o incomparável. São países com índices de riqueza díspares.

Quando Cavaco era Primeiro-Ministro também alienou os transmissores (antenas) da RTP. Vendou à PT a preço de saldos. Agora Menezes pretende ficar na história da televisão em Portugal, como o Presidente do PSD, que entrega sem contrapartidas às estações privadas, uma fatia do bolo da publicidade.

28.2.08

Premiozinhos...

Este blogger está-se a cagar para esse prémio... Atribuído pela Marakoka!

Parabéns!

Tive conhecimento da obra das Piscinas das Salinas, em Câmara de Lobos, através do Zaragata no Calhau. Parece ser mais uma intervenção notável, da autoria do madeirense Paulo David - já premiada, com o Prémio Internacional de Arquitectura em Pedra de 2007 -, que já nos tinha deliciado com a Casa das Mudas . Para ver um slideshow, clique aqui.
Parabéns ao arquitecto, que já não surpreende mas continua a impressionar, pela qualidade dos seus trabalhos.

E agora?

E agora, que farão (e que dirão e que escreverão) aqueles que tanto atacam a RTP-M ao constatarem que, afinal, até têm mais tempo de antena que o partido que sustenta o Governo e que o próprio Executivo?

O estudo hoje apresentado pelo Diário é revelador. Mas reina um silêncio pela blogosfera... Nada condizente com o discurso de vitimização que é feito há uns tempos.

27.2.08

26.2.08

Educação, segundo o Partido Socialista

O menino faltou ao teste? É excêntrico!
O menino não quer estudar? É reflexivo!
O menino não respeita as regras? É um revolucionário consciente!
O menino não quer saber matemática? É homem de letras!
O menino não sabe escrever na língua materna e dá muitos erros? Quer reinventar a língua (quem sabe, um potencial Saramago ou Lobo Antunes?)!
O menino não conhece Gil Vicente? Também já está morto!
O menino não sabe fazer cálculos? Existem as máquinas calculadoras!
O menino não gosta de geometria? Está mais para Paula Rêgo!
O menino comporta-se mal? Porque é que não usa estratégias mais lúdicas?
O menino não aprende? A culpa é sua, que não sabe ensinar!
Quer chumbar o menino? Porquê? Ele não é responsável por não saber!
O menino não trabalha? Não é carneiro!
O menino não quer ser avaliado? É pragmático!
O menino manda-a foder-se? É original!

Facilismo? Não...!

Novas Oportunidades e currículos alternativos serem promotores do facilitismo? Não...!
Para obter um diploma de 9º ano até é necessário saber elaborar um dossiê! Como é que alguém pode, em boa consciência, acusar estas medidas pioneiras de promoverem uma cultura de facilitismo? Só mesmo, por muita má fé!

PS - Para os pseudo-especialistas em educação, deixo o repto (e não o réptil, que seria o que alguns merecem) de falarem com alguém que esteja envolvido (mas não dependa) nas Novas Oportunidades e no sistema de RVCC. Pode ser que passem a ter uma ideia mais precisa da imbecilidade com que estão revestidas.

Onde Sancho vê moinhos, D. Quixote vê gigantes*

Onde os socialistas viram uma ministra da Educação capaz, esclarecedora, eu vi um ser humano acossado que perante qualquer crítica mais contundente sacava da cartilha já utilizada pelo PM: as aulas de substituição, o inglês no 1º ciclo, a escola a tempo inteiro, novas oportunidades. Três anos de governo e a Educação resume-se a isto. Com a agravante de não haver qualquer avaliação séria destas medidas, para ver da sua bondade!

* Roubado a António Gedeão

Não estou de luto pela Educação

Há pelo menos três décadas que os professores vivem alheados da Educação que verdadeiramente se pratica na Europa. Faziam de conta que eram avaliados. Chegavam todos sem o menor esforço ao topo da carreira (caso único, mesmo único, na administração pública europeia). Não respondiam, na prática, a qualquer chefia. Nunca quiseram partilhar decisões relevantes, nem com autarquias, nem com privados, nem com pais, de quem até desconfiavam.

E mais. As suas competências não eram questionadas e jamais foram associadas aos resultados escolares dos alunos, e vice-versa. Nunca se preocuparam com a proliferação das Escolas Superiores de Educação (há quase uma por aldeia em Portugal) que debitaram no sistema educativo milhares de comprovados imbecis. Estiveram, e estão, capturados e disseminados por mil e um sindicatos, situação que não tem paralelo em nenhuma classe profissional dita “altamente qualificada” do nosso país.

Um país atrasado, pouco qualificado, sem indústria, sem tecnologia, sem design, com baixos indicadores económicos, com péssimos resultados escolares comparativos em termos europeus (sobretudo nas ciências exactas, conforme os relatórios PISA) é coisa que não preocupa os professores e é coisa sobre a qual também parecem não ter a menor culpa.

Para quem viu o último “Prós e Contras” dedicado à Educação, e para quem, como eu, já perdeu a paciência para o senso comum e para a “sociologia de bolso” dos professores, a única coisa que lhes recomendo, à falta de melhor, é que leiam “O Diário de Sebastião da Gama”, ilustre professor dos anos 50 que muitas lições ainda nos dá.

Razões tenho eu agora para não estar de luto pela educação. Pois, apesar da atabalhoação, do Ministério da Educação começam finalmente a chegar ideias razoáveis.

Portos da Madeira

Segundo uma cadeia de supermercados, nacional a operar na Madeira, os produtos são 15% mais caros na região.

Nem a diferença do da taxa do IVA (continente 21%; região 15%), esbate o custo da operação portuária.


Contas feitas, quer isto dizer que estamos perante uma inflação da ordem dos 21%. (15% - custo a mais para o transporto das mercadorias marítimas + 6% que é a diferença do IVA).

Até quando????????????
Um dos melhores debates na Assembleia, senão é o melhor e o mais oportuno.

24.2.08

Estaremos atentos?!

Jesus deixou a Judeia e voltou para a Galileia. Tinha de atravessar a Samaria. Chegou, pois, a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacob tinha dado ao seu filho José. Ficava ali o poço de Jacob. Então Jesus, cansado da caminhada, sentou-Se, sem mais, na borda do poço. Era por volta do meio-dia.
Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-me de beber.» Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. Disse-Lhe então a samaritana: «Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber a mim que sou samaritana?» É que os judeus não se dão bem com os samaritanos. Respondeu-lhe Jesus: «Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem é que te diz: ‘dá-me de beber’, tu é que Lhe pedirias, e Ele havia de dar-te água viva!»
Disse-Lhe a mulher: «Senhor, não tens sequer um balde e o poço é fundo... Onde consegues, então, a água viva? Porventura és mais do que o nosso patriarca Jacob, que nos deu este poço donde beberam ele, os seus filhos e os seus rebanhos?»
Replicou-lhe Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede; mas, quem beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der há-de tornar-se nele em fonte de água que dá a vida eterna.»
Disse-Lhe a mulher: «Senhor, dá-me dessa água, para eu não ter sede, nem ter de vir cá tirá-la.» (...)

Disse-Lhe a mulher: «Senhor, vejo que és um profeta! Os nossos antepassados adoraram a Deus neste monte, e vós dizeis que o lugar onde se deve adorar está em Jerusalém.»
Jesus declarou-lhe: «Mulher, acredita em mim: chegou a hora em que, nem neste monte, nem em Jerusalém, haveis de adorar o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. Mas chega a hora - e é já - em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende. Deus é espírito; por isso, os que O adoram devem adorá-l’O em espírito e verdade.» Disse-Lhe a mulher: «Eu sei que o Messias, que é chamado Cristo, está para vir. Quando vier, há-de fazer-nos saber todas as coisas.» Jesus respondeu-lhe: «Sou Eu, que estou a falar contigo.


Evangelho segundo São João (Jo 4, 3-42)

Porque em tempo quaresmal é necessário lembrarmo-nos a razão de sermos cristãos! E para que não nos esqueçamos que a maior parte do tempo agimos como a samaritana. Sem ouvir o que nos é dito!

Porque alguns pulhas pretendem negar!

É uma questão de História lembrar que, quando o Supremo Comandante das Forças aliadas, General Dwight D. Eisenhower encontrou as vítimas dos campos de concentração, ordenou que fosse feito o maior número possível de fotos, e fez com que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados até aqueles campos e até mesmo enterrassem os mortos.
E o motivo, ele assim explanou: " Que se tenha o máximo de documentação - façam filmes - gravem testemunhos - porque, em algum ponto ao longo da história, algum bastardo se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu".

Relembrando:
Esta semana, o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares porque "ofendia" a população muçulmana, que afirma que o Holocausto nunca aconteceu...
Este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e o quão facilmente cada país está se deixando levar.
Estamos há mais de 60 anos do término da Segunda Guerra Mundial.
Este e-mail está sendo enviado como uma corrente, em memória dos 6 milhões de judeus,20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos, e 1900 padres católicos que foram assassinados, massacrados, violentados, queimados , mortos de fome e humilhados , enquanto Alemanha e Rússia olhavam em outras direcções.
Agora, mais do que nunca, com o Irão, entre outros, sustentando que o "Holocausto é um mito", torna-se imperativo fazer com que o mundo jamais esqueça.
A intenção em enviar este email, é que ele seja lido por 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
Seja um elo desta corrente e ajude a enviar o email para o mundo todo.
Não o apague. Você gastará, apenas, um minuto do seu tempo a reencaminhá-lo.

Recebi por correio electrónico. Publico porque é importante não esquecermos o que acontece, quando a humanidade é objectivável!

22.2.08

Ainda a propósito da selecção

Jorge:

Desta vez, não poderia estar mais em desacordo contigo.

Em primeiro lugar porque não seria pedido ao Marítimo, ao Nacional ou ao União para deixarem de participar nos "nacionais" de Portugal. Nem seria lógico que o fizessem. Como saberás, a existência de uma federação não implica que os emblemas madeirenses fiquem impedidos de competir em outros campeonatos. Os maiores clubes de Gales, por exemplo (um deles, de nome Wrexam, até eliminou o Porto numa edição da antiga Taça dos Campeões Europeus, se bem te recordas) jogam nas ligas profissionais de Inglaterra. Mas podem atingir a UEFA através da Taça do País de Gales (o bendito do Wrexam jogava na quarta divisão inglesa quando enviou directamente o "FCPÊ" para um melodrama que durou meses).

Mais recentemente, o Celtic de Glasgow e o Glasgow Rangers estudaram a hipótese de abandonar a liga escocesa, começando a participar na mais rentável liga inglesa. A ideia não está, de todo, posta de parte.

Em segundo lugar, os resultados desportivos nunca podem ser um factor importante para a decisão, como de resto compreenderás - a hipótese da selecção da Madeira participar num "europeu" ou num "mundial" é pouco mais que utópica. A análise da proposta deve ser feita segundo parâmetros meramente económicos. Caso sigas esse caminho, verás que representa uma excelente ideia para a promoção da Região. Um investimento com retorno garantido.

Se fizesses um teste, perguntando quantos portugueses conheciam o Leichenstein ou São Marino antes de nos termos cruzados com eles em desequilibradas jogatanas de futebol, verias que não eram assim tantos. É óbvio que os habitantes dos dois micro-estados estão-se a borrifar para o assunto, não precisam de portugueses para nada, mas isso é outra conversa...

Imaginas quantas reportagens se publicam na semana em que joga a selecção inglesa focando o jogo, a equipa "deles", a equipa adversária, o país (ou Região) onde jogarão o Lampard e companhia, falando sobre tudo e nada? São, meu caro Jorge, milhares.

Sabes que em média um jogo da selecção inglesa é acompanhado por mais de 100 jornalistas e técnicos que se deslocam ao país (Região) e ao estádio onde a equipa joga?

Sabes que em média mais de 5.000 ingleses assistem, em qualquer estádio do mundo, aos jogos da sua selecção? E que os 90 minutos são transmitidos, em directo ou em indeferido para vários canais de TV britânicos e para centenas de canais de TV dos cinco continentes? E que resumos dos jogos são transmitidos para milhões de espectadores espalhados pelo globo? Sabes quantas horas de televisão (para seguir o exemplo que te dei) mas também quantas páginas de jornais, quantas horas em rádios, quanto tráfego na net isso representaria para a Madeira? Sabes quanto seria necessário investir para ter tamanha cobertura mediática através de outro acontecimento qualquer?

Num "grupo normal de qualificação" jogaríamos contra cinco ou seis adversários. Teríamos, fatalmente, de defrontar um (ou dois) cabeças de série (tirando Portugal, são todas equipas do primeiro mundo, a saber: Itália, França, Alemanha, Espanha, etc). Repara o que representaria, em termos de promoção, jogar contra um destes adversários...

Exemplifico-te olhando o grupo onde está inserido Portugal na próxima fase de qualificação para o "mundial":

jogamos contra a Suécia, a Dinamarca, a Hungria, a Albânia, Malta e o Cazaquistão. Se reparares, os único países que não representam mercados turísticos apetecíveis são a Albânia (felizmente, digo eu) e a terra adoptiva do Borat!

É óbvio que qualquer madeirense que se preze vai continuar a torcer afincadamente pela selecção portuguesa. E eu também. É óbvio que a "praça euro" continuará a encher de cachecóis verdes e vermelhos. É óbvio que cada jogo de Portugal irá ser seguido na Madeira em clima de algazarra colectiva.

Não me parece que a rapaziada das Ilhas Faroé queira ser independente só porque uma equipa os representa desgraçadamente em competição.

Só num país como Portugal, que atribui ao futebol uma importância que manifestamente não tem, se pode pensar que um bando de rapazes de azul e amarelo contribuirá para "minar" a unidade nacional. A unidade nacional, como saberás, meu caro amigo, não tem como pilar (ou pelo menos não deveria ter) uma selecção de futebol (que ainda por cima, em breve, mais basileiros que portugueses).

Creio que é tempo de olharmos de forma inteligente para o Desporto e para as vantagens promocionais que a associação ao fenómeno potenciam. É corrente dizer-se que o futebol é um dos meios mais eficazes para dar a conhecer todos os tipos de marcas, bens ou serviços. Mas eu acrescento que só o é para as marcas que conseguem rentabilizar de forma inteligente (desculpa a repetição) a associação ao jogo, às selecções, aos clubes ou aos agentes, canalizando os seus investimentos para os meios que melhor comuniquem os valores que cada marca individualmente comporta.

Quanto a afirmações feitas sobre o assunto em outros blogs, que nada têm a ver contigo, revelam só uma coisa: ignorancia pura sobre o que é "promoção".

Abraço, camarada. Vou deixar a caixa de comentários aberta, excepcionalmente, para ti, se quiseres responder.

Gonçalo

O espírito “pidesco”

A notícia do DN dando conta de que se fuma numa sala do Teatro Municipal, entretanto emprestada ao Club Sports Madeira, é do que há de mais serôdio no cidadão madeirense, sobretudo aquele que já fez uma viagenzinha a Londres e que tem mais do que o 12º ano.

O voyerismo para com quem fuma não tem limites. Nem o bom senso também, pois até se deram ao trabalho de, empoleirados não sei onde, tirar uma fotografia de um tipo com um cigarro na boca. Por momentos ainda vasculhei a foto a ver se não era um cigarro mas um charro, ou se se estava a passar outra “coisa” por debaixo da mesa. Mas conclui que era só um cigarrinho.

Depois, implicitamente, ainda há o argumento do incêndio. Se a sede do Club se incendiou, o teatro também se pode incendiar, já que uns “criminosos” de cigarro na mão e isqueiro no bolso a frequentam.

E por que é que esta é uma “denúncia” sorrateira e mal vinda? Primeiro, os sócios que por lá andam, que se saiba, nunca se queixaram. Segundo, o espaço, embora público, está reservado a privados. Terceiro, como bem se sabe, bridge e fumo (para quem é fumador) são como que copo e vinho.

O que devia fazer confusão, e não faz, é ver todos os fins-de-semana miúdos e miúdas de 13 e 14 anos a pedirem e a beberem todos os tipos de álcool, puros ou disfarçados, nos bares e discotecas da Madeira.

Aos jornalistas que fazem estas notícias ainda lhes vou pedir que um dia me mostrem o seu caixote do lixo.

PS: dispenso lições sobre os malefícios do tabaco bem como exemplos de políticas adoptadas nos países mais desenvolvidos.

E a bandeirinha?


Sugestão heráldica para figurar em tudo o que for imagem da futura Selecção da Madeira de Futebol. E é parecida com a da Suécia, comparação que muito nos honra e dignifica.

Federação de Futebol da Madeira? Claro que sim

Já está quase tudo dito sobre o assunto. Só acrescento que foi a melhor e a mais válida ideia dos últimos oito anos criada na Madeira. Não é independentista, não cria clivagens (porque se cinge ao desporto), poupa no dinheiro, estimula as moribundas competições regionais e o povo fica contente. Depois, põe no lugar certo a pequena especificidade etnológica, sociológica, administrativa e política da Madeira em relação ao “rectângulo”.

Ainda por cima, e à nossa escala, há uma mão cheia de exemplos pelo mundo fora: Antilhas Holandesas, Anguilha, Aruba, Bermuda, British Virgin Islands, Caiman Islands Ilhas Faroé, Montserrat, Turks and Caicos, US Virgin Islands, China Taipé, Guam, Hong Kong, Macau, Samoa, Cook Island, Nova Caledónia, Tahiti.

E agora Costa?


Quando era ministro deste Governo e tinha a tutela das autarquias António Costa proibiu o endividamento de todos os municípios. Na altura (há apenas 2 anos) António Costa pediu “imaginação” e “criatividade” financeira aos autarcas. E agora Costa, por que não puxas pela “imaginação” e pela “criatividade”?

Frase do Dia


Leio a Playboy pela mesma razão que leio a National Geographic:
Gosto de ver fotografias de lugares que sei que nunca irei visitar.


A frase não é minha, ainda assim prova que os meus gostos vão além dos musicais e das crónicas de Vasco Pulido Valente.

21.2.08

Concordo sim senhor

A ideia de criar uma Federação de Futebol da Madeira, abrindo caminho a uma representação da Região nos campeonatos do mundo e da europa, permitindo ainda às equipas regionais participar nas primeiras eliminatórias das provas da UEFA tem alguns méritos.

O principal é a mais-valia que uma representação da Madeira nas eliminatórias do "europeu" ou do "mundial" representaria para a promoção da Região.

Basta pensar que todas as selecções "grandes" - Itália, Alemanha, Inglaterra, Espanha ou França - viajam com milhares de adeptos atrás. Que cada jogo com uma dessas equipas é objecto de transmissão televisiva para os referidos países (pelo menos). Os dias anteriores e posteriores aos jogos em que participam são preenchidas com centenas (ou milhares) de reportagens para televisões, jornais, rádios, entre outros meios. E que o futebol é, de facto, um dos veículos de comunicação mais fortes para todos os tipos de marcas que a ele se associam.

Tudo é o resto na proposta acaba por ser de importância menor. Mas se calhar é fundamental para "convencer" os mais fervorosos adeptos do Marítimo, do Nacional ou do União. É que uma "ida à Europa" ali ao virar da esquina e sem grande esforço não acontece todos os dias.

Deixo apenas uma pergunta: a função de promover a Região seria, caso houvesse a federação, cumprida pela selecção. Faria sentido continuar a actual política desportiva de apoio aos clubes com o objectivo de fazerem a promoção da Região? Ou deveriam as verbas ser reduzidas para que se apostasse na formação, sendo o seleccionado uma montra para os jovens jogadores do arquipélago?

Projectos de duvidosa qualidade

O grupo SIRAM continua a sua cruzada nas Ilhas do Atlântico.

Depois de ter vendido à Madeira e aos portosantenses o inestético Colombo`s Resort da autoria do conceituado arquitecto catalão - Ricardo Bofill - o empresário Sílvio Santos aparece por detrás de um outro duvidoso projecto.

Desta vez trata-se de um uma central fotovoltaica alimentada a partir de biomassa (transformação de produtos florestais e outros detritos animais), para produzir energia - cinco megawatts segundo os estudos já realizados.

Confesso que nada percebo sobre produção de electricidade, muito menos a partir de restos de animais e de produtos da floresta.

Caso ainda não tenha acontecido o milagre da multiplicação, o Porto Santo tem meia dúzia de árvores. As bruscas alterações climáticas aconselham a manter inalterado o património natural, leia-se árvores, sobretudo num pequeno território como é o caso da Ilha.

A minha questão é simples. Como e com que é que vão alimentar a central?
Será que não existem energias mais limpas???

No caso do novo hotel, que está quase pronto, é um mau projecto de arquitectura, porque agride o meio ambiente.

Temo que a anunciada central transforme-se num outro monstro para a ilha.

A caminho da Lua


Aguardo o prometido eclipse da Lua desta noite. O fenómeno é para os resistentes. (3H01M)

Eu já estou pronto!
Não sei se vou adormecer antes, mas estou pronto para o que chegar mais cedo. Só não faço ideia se é o sono, ou o Eclipse.

Amanhã conto-vos tudo.
Clama aí!!!!

Eu disse Amanhã!!!!!!….
Que eu saiba amanhã é sexta-feira, dia 22 de Fevereiro de 2008.
Ah!
Antes do meio dia não vale a pena incomodar.
Eu não sou funcionário público, mas trabalho de acordo com os indícies de produtividade do país
Os interessados podem tirar a “senha” na caixa de mensagens e aguardar a vez na fila.
Prometo que conto tudo..
Não prometo que vou ver a Lua vermelha, mas prometo dizer algo

19.2.08

Ora, diga lá outra vez?

Expliquem-me lá como se eu fosse muito burro: como é que o desemprego não pára de crescer e o PM afirma que o governo criou 94 mil empregos?
Isto não é propaganda: é publicidade enganosa!

Jornalismo quê...?

É impressão minha, ou aquela entrevista do PM na SIC foi feita por encomenda? É que fiquei com a sensação de que as peguntas foram feitas por José Sócrates e não pelos jornalistas (?)...