"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
30.9.05
As ameaças
Se não quisesse ser comentado teria retirado a opção, não o fiz porque não me incomodam opiniões acerca do que escrevo (ainda que críticas e opostas). No entanto, gostaria de perceber o alcance dos comentários que alguns visitantes sistemáticos ?
Quererão impor regras e condutas ?
Serão guardiães de costumes ?
Queixam-se do sistema vigente na Madeira mas têm comportamentos só observados nos tempos das denúncias matreiras (observação sorrateira, postura dissimulada, mensagens de aviso veladas, ameaças envergonhadas). São livres de continuarem com esse rumo sendo que, com essa atitude provam a vossa insignificância e incapacidade de andarem de cabeça erguida e de consciência tranquila.
Não tenho por hábito cuspir, seja para onde for. Não tenho vergonha de quem sou, nem vou alterar seja o que for. Se acharem que estão correctos e que a vossa atitude deve continuar, por favor, não parem (ao contrário do que procuram insinuar e da vossa forma de agir, respeito muito todas as opiniões, posturas e formas de estar na vida, posso não concordar, mas respeito).
Peço apenas uma coisa, concretizem as insinuações e ameaças (se disso forem capazes).
Caro Colega
Também posso dizer-te, que através da leitura de “A Construção Social da Realidade” de Peter I. Berger e Thomas Luckmann, – (dois excelentes teóricos que escreveram este livrinho, sobre a sociologia do conhecimento) respondem, em parte, às tuas dúvidas. Não à questão.
Acima de tudo, e já deves ter reparado, cultivo a liberdade. Os partidos são, segundo o meu olhar crítico, construtores de realidades. Uma espécie de máquinas aglutinadoras do, pensamento livre, do ser humano.
Pecam neste aspecto. No entanto, têm a virtude de unir vontades, dispersas, na luta de uma causa. Nem sempre lutam pelas causas mais justas, mas isso, é outro pormenor, que me afasta do partidarismo.
Sou portanto, uma espécie de “outsider”. Que mais poderia fazer um anjo na terra?
Nota: resposta a um texto publicado na http://www.esquina-do-mundo.blogspot.com/. da autoria de Emanuel Bento com o título “O Repugnante “Salsicha Isidoro”
Naufrágio anunciado
Muito gel e poco cabelo
A rábula em torno da televisão pública, com cartas prometidas e protestos anunciados nos jornais, é cada vez mais a imagem da candidatura socialista: muito espectáculo mediático e poucas ideias. Ou como diria alguém que conheço, "muito gel e pouco cabelo". O que para o caso se adequa perfeitamente.
29.9.05
A despedida
Estas atitudes lamentáveis não se esgotam nos "excelsos" representantes do Tribunal de Contas, vários são os exemplos de outros trabalhadores de instituições e empresas públicas que, aquando de deslocações à Madeira, soltam o provincianismo que lhes caracteriza, prolongam as estadias para aproveitar os hotéis de 5 estrelas (a expensas da organização a que pertencem) onde ficam instalados, aproveitam para esvaziar os minibares, as tabacarias, os cabeleireiros e outros serviços extra proporcionados pelas unidades hoteleiras, não se coibindo de abandonar as mesmas, deixando esses valores por conta de outrém. este país não pode avançar quando os responsáveis pela gestão de sectores fundamentais estão impregnados desta mesquinhez. Tudo fazem por uma viagem em executiva, por uma estadia num hotel de luxo, por uma refeição melhorada para, quando chegarem aos seus círculos, brandirem esse míseros troféus.
Parolice, mesquinhez, provincianismo e, acima de tudo, desfaçatez.
Para rir
Já sei, coitado do rapaz, sendo socialista-novo é um santo. Tem é falta de vista e enganou-se a ler os índices de construção permitidos. Pois, é o que dá não usar óculos! Aliás, será que a candidatura contra Albuquerque não tem nada a ver com uma birra antiga, com índices de construção à mistura? Eu não sei, por isso pergunto...
E já agora, será que o candidato C. Pereira não tem já garantido um lugar em Lisboa, prometido por Maximiano, estando-se por isso mesmo a borrifar para os resultados, dizendo em privado que se ganhar é uma seca? Eu cá pergunto. Observo. E depois rio.
28.9.05
La opinion
"(...) as propostas dos candidatos das listas do PS-M são excessivamente despesistas e de cumprimento quase impossível;
(...) o ridículo de que se cobre quem propõe a criação de comunidades terapêuticas para toxicodependentes, sabendo-se de antemão que nenhuma Câmara Municipal tem essa vocação ou terá condições financeiras para as concretizar;
(...) a insistente demagogia com a promessa de criar mil empregos por ano através da Câmara do Funchal;
(...) a sistemática suspeição, lançada pelo líder do Partido e pelo candidato do Funchal, em relação a tudo e a todos, distribuindo acusações de corrupção sobre autarcas, empresários, funcionários da Câmara e outros cidadãos, sublinhando desse modo, uma campanha negativa que não prestigia os seus autores nem mobiliza o eleitorado para as tarefas do futuro, enfim, sobre tudo aquilo que continuo a considerar constituírem aspectos que vêm afectando perigosamente uma campanha que eu e muitos socialistas preferiam civilizada, responsável e voltada para o futuro."
Mais palavras para quê?
Dúvida sistemática II
Só mesmo neste país!Como é possível Portugal e a Madeira deixar fugir a Yahoo?
Como?
Como se deixa escapar um gigante da informática mundial, quando a região precisa de investimento, credível, como de pão para a boca?
Como?
Se hoje existe no território nacional uma empresa que se chama AutoEuropa, foi porque, alguém criou na altura, as condições ideais para captar o investimento.
Recordo que a AutoEuropa é actualmente responsável por 5% das exportações portuguesas. Além disso, só o volume de negócios da construtora automóvel, representa 1,2% do PIB nacional. A multinacional dá ainda trabalho a 6 mil portugueses, entre empregos directos e indirectos.
Há anos que os ilustres políticos deste país, atacam sistematicamente, o Centro Internacional de Negócios da Madeira. As críticas são de todos os partidos. Começam no BE e encerram, à boca pequena, no CDS/PP. Infelizmente, nunca perceberam que ao atacarem a praça madeirense, estão a dar tiros nos pés.
É só fazer as contas. Com a não fixação da Yahoo na Madeira, Portugal acaba de perder 70 milhões de Euros, só em impostos directos. Nesta estimativa não estão contabilizadas as perdas de postos de trabalho, as mais valias da fixação de mão-de-obra, altamente qualificada; o fluxo de negócio que uma empresa como, a yahoo gera na economia, etc., etc.
Desconheço se houve um real, interesse, em o gigante Norte-americano fixar-se na Madeira. Mas, se existiu, é imperdoável que por causa de uma diferença de, mais 2% do IVA, o milionário negócio tenha sido abortado. Ou a história está mal contada, ou, é melhor fechar o país para obras.
Quem ganha com esta asneira?
Neste caso específico, a praça luxamburguesa. Nos outros investimentos não executados na Madeira? Todas as restantes praças, por uma simples razão. Se o negócio não for realizado em Portugal, é noutro; -( gosto desta expressão) - denominado paraíso fiscal, qualquer, que existe no mundo.
27.9.05
Dúvida sistemática I

Gostava que alguém explicasse, porque é que este Verão, praticamente, só “pegou lume” no concelho da Calheta?
Mais concretamente na Fajã da Ovelha. Cerca de 50% da área desta localidade, foi completamente consumida pelas chamas. As telecomunicações foram curtas. Faltou a electricidade e algumas casas estiveram em perigo.
Quase ninguém soube. Apenas os que sofreram na pele, o drama das chamas.
O mais engraçado é que isto aconteceu, na área de actuação – concelho - do “presidente da liga portuguesa dos bombeiros madeirenses”, ou algo do género. Além deste, importante cargo, tem outros. São tantos, que é difícil acertar na nomenclatura correcta.
26.9.05
Habituem-se
Alvalade XXI. Ontem à noite. Vitória magra. Jogo sofrido. Assobios. Lenços brancos. Piropos sortidos. Desespero.
O ano passado houve um campeão que mantinha toda a gente satisfeita com penaltis e livres inexistentes, jogos de qualidade duvidosa e vitórias quase sempre tangenciais. Valia tudo. E valeu tudo. Inclusive promover jogos no Algarve.
Mas do outro lado da segunda circular moram adeptos mais exigentes, mais refinados, e que sabem bem quanto custa ver ao vivo um desafio de futebol. Vai daí exigem: e exigem qualidade, exigem espectáculo, exigem coragem, exigem fantasia. Esta é a grande diferença. Pena que todos os adeptos do mundo não sejam iguais aos do Sporting. Como diria o outro: "habituem-se". Afinal, já não basta ganhar. E depois?
Divagando sobre a Joana
A Alemanha
""Desde há três décadas que a Alemanha é vítima de uma implosão demográfica de características suicidas", escreveu em Die Welt o historiador Michael Stürmer, antigo conselheiro de Helmut Kohl. Cita o francês Yves-Marie Laulan, autor de Allemagne, chronique d"une mort annoncée (2004), que profetiza: "Este país está em vias de morrer, como economia, como nação, como povo. Mas não o sabe. Nem os vizinhos. Porque o mal é invisível. É um desmoronamento demográfico velho de trinta anos, que corrói a economia, as capacidades de defesa, as forças vivas e a sua vontade de viver."
O problema é europeu, mas particularmente agudo na Alemanha, Itália, Grécia e Europa de Leste, que já registam saldos demográficos negativos. Se a globalização é o mais aparente factor de crise, a demografia é a grande ameaça do Continente."
"A Alemanha soube adaptar-se à globalização. Reemergiu no ano passado como primeiro exportador do mundo. Graças às deslocalizações. Mas produz mil desempregados por dia. A taxa de desemprego atinge 12 por cento da população activa. A política de reformas precoces ou o "despedimento temporário" aos 50 anos criou milhões de inactivos. Hoje, afirma William Drozdiak, do Council on Foreign Relations, apenas estão a trabalhar 26 milhões de alemães, suportando um país com uma população de 82 milhões. É insustentável."
"À escala da UE, o número de pessoas em idade laboral por pensionista desceria de 3,5 em 2000 para 1,8 em 2050. Por si só, a mudança demográfica impõe a reforma do estado-providência, tal como políticas de natalidade e de integração dos imigrantes.
O problema não é apenas europeu. Também o Japão registou em 2004 um saldo demográfico negativo. Os Estados Unidos são quem melhor resiste, através de uma imigração selectiva: 11 por cento dos cidadãos americanos nasceram no estrangeiro."
Excertos do artigo de Jorge de Almeida Fernandes, no Público (apenas para assinantes) de 25 de Setembro de 2005
23.9.05
Eu também queria...
Almas gémeas
A Esperança
22.9.05
O Dr. Soares não diria melhor
Luis Spúlveda, em entrevista à Kompleta, suplemento do Notícias da Madeira:
“[...] Agora a minha preocupação é pensar nos Estados Unidos, que é uma nação de imbecis. Já fui professor em duas universidades americanas e posso dizer com a maior das responsabilidades que os Estados Unidos é uma nação de cretinos, de crianças grandes obesas que ainda não acabaram de crescer ao nível da maturidade. Não têm história. Não se podem orgulhar como um chileno ou um argentino que é capaz de reconhecer a história dos antepassados na América. Os cidadãos dos Estados Unidos esqueceram-se da sua história e dependem de um fetiche que se chama patriotismo. Toda a história dos EUA fala de um país que está sempre em guerra. Necessitam da guerra e é um país governado por fabricantes de armas de guerra [...]”.
E assim vai o anti-americanismo primário e a verdadeira imbecilidade pelo mundo.
Acreditem que é verdade
Projecto de Taliban
Esse projecto de taliban (recorde-se que o regime taliban proibiu qualquer manifestação artística no Afeganistão, inclusive a música) não escreve que a apresentação decorreu entre as 17 e as 19 horas, tendo registado a adesão de centenas de pessoas que circulavam na Avenida, tendo envolvido dezenas de crianças e de jovens que durante duas horas practicaram desporto na rua. E mente, até porque a aparelhagem montada pelo Instituto da Juventude (um apoio simpático) não dava para que o som chegasse, sequer, ao outro lado da Avenida do Mar.
Curiosamente, o Diário esteve lá. Com jornalista e fotógrafo. E ambos podem testemunhar aquilo que escrevo. Tenho pena que o DN nem se tenha dignado perguntar aos seus profissionais antes de publicar a bendita carta. Faz parte das regras.
Quanto ao projecto de taliban que assina com o nome Miguel Sá, só me apetece escrever uma coisa: "vá pó ca..... " .
Seu Jorge

Já vos tinha falado, há tempos, deste disco. Mas volto à carga porque creio que é de facto um trabalho muito bom.
Desde o samba urbano de abertura, "Tive Razão", à versão de "Chatterton" - original de Serge Gainsbourg -, passando pelo belíssimo "São Gonça" e pelo interventivo "Eu sou favela", Seu Jorge, novo ícone de uma espécie de "Brasil cool", experimenta diferentes nuances acompanhado por violão, percussão e cavaquinho, além de alguns efeitos eletrónicos. E consegue um trabalho notável, editado em França, onde vive, pela "Naive".
Em Portugal, "Cru" começa a fazer um caminho interessante. E ainda na semana passada, Seu Jorge foi capa da Revista do Expresso. Presume-se que o trabalho salte rapidamente para as listas de vendas.
Na Madeira, contudo, é quase impossível encontrar. Eu, por exemplo, esperei quase um mês, após o ter encomendado, para finalmente o conseguir ouvir. Não é grave. Resta a FNAC on-line (não se liga aos elevadissímos custos de envio!).
"Cru" começa agora o seu caminho nos "States". Ainda há pouco tempo, Seu Jorge encheu algumas salas de Nova Iorque. E tem prevista uma digressão que o levará a vários estados.
Provavelmente, um dia chegará a Portugal.
20.9.05
19.9.05
Blanche
A propósito de nada
Um dia
Fim de tarde
18.9.05
A bola
O treinador do Porto, um holandês cujo nome não sei escrever, indignou-se com a má qualidade do futebol daqui da aldeia. Diz ele, entre outras coisas, que o futebol é mau (de qualidade má) e que a indisciplina é demasiado tolerada por quem de direito por causa dos amarelos e dos castigos (benevolentes, penso eu).
Muita gente não gostou (nomeadamente aqueles que sobrevivem e dependem do actual estado de coisas) atacando a loucura de tais palavras com um sem número de feitos recentes: Porto campeão europeu, Sporting finalista da UEFA, Porto vencedor da UEFA, Portugal segundo classificado no Europeu de selecções. Entretanto, esqueceram-se dos sete a zero do Celta de Vigo ao Benfica, por exemplo, mas penso que isso não seja propriamente um feito.
Mas então qual o espanto? Na aldeia detesta-se a crítica. Aliás, convive-se muito mal com ela e não se encara as coisas de frente. É mal dos sítios pequenos sujeitos à inveja e à pequenez das fronteiras e dos limites. Por isso o futebol português tem pessoas como o Sr. Madaíl e o Sr. Loureiro à frente dos seus destinos, pormenor que toda a gente que se mostrou indignada confortavelmente esqueceu. Entretanto, não muito longe dali, as assistências diminuem (e temos 8 mamarrachos novos), as faltas abundam, o tempo de jogo é diminuto e o público aplaude os jogadores da casa que se deliciam a fazer tempo no chão simulando lesões quando a sua equipa está em vantagem. Vale tudo para ganhar mesmo faltar ao respeito por quem paga bilhete e quer ver futebol. Vale inclusive ter treinadores, como Cajuda ou Pacheco, em grande destaque porque só conseguem falar de lugares-comuns.
Hoje mesmo há um Braga-Porto que coloca frente-a-frente dois dos primeiros classificados mas “A Bola”, um ícone do regime, prefere trazer na sua capa o drama de Koeman na recepção a um dos últimos classificados. Aliás, como o Record, candidato a qualquer coisa no regime, que prefere lançar um aviso aos jogadores do Benfica para terem cuidado com “livre” e “cantos” (relembro que o jogo é na Luz contra uma das piores equipas do momento e à hora que escrevo estas linhas o Leiria já apanhou três e dois foram de bola parada). Quando assim é, está tudo dito da mentalidade do povinho, alienado como diria Marx, que segue estas andanças.
Claro que ainda há pouco tempo o Sr. Jaime Pacheco, com uma equipa menor, logrou obter um título nacional à custa de muito esforço e dedicação. Muita gente adorou a festa e gostou da afronta. Esqueceu-se porém das vicissitudes de tal conquista, das infindáveis caneladas nos adversários e dos penalties e golos estranhos. Mas é evidente que foi mais um caso de excelente qualidade desportiva, tal como o título do Benfica no ano passado, assente em criteriosos efeitos e jogatanas que vêm em todos os manuais de como jogar bom futebol.
Por fim, o Sr. Adriansen (será assim?) é estrangeiro, logo vem de fora, e não percebe nada disto. Só pode ser.
Sugestão dominical II
Sugestão dominical
A história aborda a clonagem de seres humanas. Algo que julgo,
não estarmos muito distantes, apesar do cepticismo com que,
ainda algumas pessoas, olham para o assunto. O futuro, do meu
ponto de vista, nesta matéria, foi ontem, e
Não sei porquê, mas já não fazem intervalos, para fazer umas curtas considerações, entre a primeira e a segunda parte do filme. Mesmo assim, não resisto. Vou dividi-lo virtualmente em duas partes.
A primeira, excelente. A segunda, o oposto. Algo intragável e super americanizado. Enfim, nada que os espectadores, mais cinéfilos, já não estejam habituados.
Desconheço pormenores do argumento, mas existe um livro – Admirável Mundo Novo – que se não foi utilizado, aborda a questão levantada pelo filme. Foi escrito algures em 1947. É portanto, uma obra vanguardista, tal como, a tal primeira parte da “ILHA”.
O resto do filme é uma desilusão. Até parece que foram duas pessoas diferentes, que escreveram o argumento. Uma, fez a tal fabulosa primeira parte, a outra, a desastrosa segunda. Caso contrário, até poderia ser um filme de culto. Trabalha com “códigos” em vez de imagens. Sente-se o inóspito lugar - para nós seres humanos - do ambiente da acção. A clausura ……………………
Veja, e depois diga qualquer coisa.
Angelino Mata Câmara
"Candidato Bandido"


A expressão é de Francisco Louça. Usou-a, ontem em Amarante, num comício para tipificar a politiquisse no concelho.
Estendeu o conceito ao que se passa em Oeiras e Gondomar.
Finalmente alguém teve a coragem de chamar “os bois pelos nomes”.
Apesar do que se insinua, sempre que se fala da Madeira, desconheço candidatos – seja de que partido for – arguidos em processos de corrupção. Os que existiam – caso Lobo – aguardam julgamento. Mas o homem neste momento, que eu saiba, não é candidato a nada.
Pelo menos, neste aspecto, a região é um oásis no território político português.
No entanto, apelo às informações privilegiadas dos leitores para, caso queiram, completarem este blog. A Conspiração agradece.
Angelino Mata Câmara
16.9.05
Agenda política
É bom não desdenhar do poder de marcação da agenda política do PS tal como é bom não desdenhar da ocupação do aparelho de Estado (o ideológico e o repressivo, como nos diria Althusser) por parte deste mesmo PS. É por isso precisa calma e extremo cuidado porque o Dr. Soares deseja avidamente a presidência e não vai olhar a meios, qual Maquiavel, para atingir os fins, recorrendo aos golpes palacianos indispensáveis e necessários.
Não é de estranhar assim que, de repente, surjam no espaço público os temas que o Dr. Soares, e a esquerda patética que o acompanha, adora para provocar fricções e divisões na sociedade portuguesa. De preferência, aquele género de questão de índole maniqueísta que divide a sociedade portuguesa, e os portugueses, em “bons” e “maus”, em “nós” e “eles”, em "certos" e "errados", em "esquerda" e "direita". O aborto é só o primeiro exemplo. Triste sina, a nossa, porque a procissão ainda vai no adro.
Sobre os debates
Primeiro ponto.
Quem conhece minimamente a Ciência Política sabe que numa disputa eleitoral quem leva confortável vantagem não desce nunca ao mesmo patamar de adversários políticos desesperados por dar a volta ao texto. É contraproducente e um monumental erro político, dizer ou fazer o contrário.
Quando as coisas se revelam equilibradas, o que não é o caso, aí sim, o debate pode de facto ajudar a esclarecer porque os contundentes não encaram estes momentos televisivos ou radiofónicos como uma revanche ou uma vendetta onde tudo se joga e tudo se perde.
Como o principal candidato não compareceu, o grande derrotado foi na realidade quem mais tinha a perder: precisamente Carlos Pereira que nunca deveria ter aceitado o debate sem o seu principal antagonista. Assim, rebaixou-se e ficou ao nível dos partidos mais pequenos.
Exemplo recente, nem é preciso ir muito longe, é o de José Sócrates que recusou debates individuais com os outros candidatos aquando da corrida para primeiro-ministro. Contudo, dir-me-ão que ele aceitou participar nos debates colectivos. Verdade absoluta, sim senhor. E irrefutável. Mas aceitou-os apenas por uma única e simples razão: porque quem estava a ser julgado era o governo PSD/CDS, o que garantia à esquerda marxista e à esquerda folclórica, durante os debates, espaço para os ataques abertos à coligação do Dr. Santana e do Dr. Portas, enquanto o dito engenheiro iludia o povo com promessas que sabia de antemão não ir cumprir. O jogo sujo ficou por isso nas mãos de outros. E com os resultados por todos conhecidos. Quem mais desejava desesperadamente o debate? O Dr. Santana, que foi, recorde-se, esmagado politicamente nas urnas.
Segundo ponto.
Quem assistiu ao debate de ontem na RTP-Madeira percebeu outra coisa muito simples: o Funchal estaria perdido se algum daqueles senhores ou senhora alguma vez chegasse sequer perto de uma Câmara, qualquer que ela fosse. A confusão ideológica, de propostas, de incongruências, de trapalhadas e de benesses sem sentido foi tanta que pouco ou nada se esclareceu quer de projectos quer de medidas políticas de fundo para a cidade. O que é mau para quem tinha tantas expectativas sobre o assunto.
Terceiro e último ponto.
Um conselho, gratuito, para ver se aprendem alguma coisa: de tanto falarem em quem não estava lá, na rádio e na televisão, criou-se a sensação de que isso parecia um enorme incómodo e um intransponível empecilho para todos. De facto, fizeram de Miguel Albuquerque o centro das atenções. Aprendam que na política, não se valoriza o adversário. Estando ou não estando. É sinal de fraqueza. E sinal de incapacidade. Como é óbvio, o Dr. Albuquerque agradece o facto de se terem lembrado tantas vezes dele. Por mais que digam o contrário, e que tentem passar uma imagem diferente, ganhou quem não apareceu.
O debate
Creio que alguns deles ainda não perceberam que não concorrem para primeiro-ministro, nem sequer para presidente do Governo Regional. Vão a votos, isso sim, para uma Câmara Municipal que, como todas as congéneres do país, tem atribuições e mais e verbas a menos. E que fruto de um acumular de situações, algumas recentes e outras que vêem do "tempo da cheia" - adoro esta expressão - não tem dinheiro "para mandar cantar um cego", quanto mais para "criar mil empregos por ano" - autoria C. Pereira -, para fazer "mil casas por ano" - o Dr. C. Pereira deve ter um fétiche qualquer com o número mil - ou para promover disparates como aqueles que foram defendidos pela Dr.ª Violante convertida, há muito tempo, num verdadeiro dicionário de lugares-comuns pseudo-revolucionários.
Projecto de cidade. Alguém ouviu a maioria daquelas bocas pronunciarem semelhante expressão?
15.9.05
Direitos ou de cabeça para baixo?
Como diria alguém que conheço, "o mundo gira e nós já não sabemos se estamos direitos ou de cabeça para baixo".
Belle in the big apple
Belle apresenta-se assim:
"I am a Southerner in the City, an aging debutante, a small town girl cursed with big city aspirations. My grandfather says that I’m at the cusp of feminine failure—I’m as old as a bottle of prime Tennessee whiskey (aged 25 years) and still single. I need to “get on home” and find a nice Southern boy—a doctor, maybe an insurance salesman. At this, I dig in my heels and set out to date every inappropriate man in Manhattan…".
First we take Manhattan...

Em tempos destes, lembro-me sempre de uma canção de Cohen. Uma das minhas preferidas, de resto.
Como ainda não descobrimos a forma de meter som nisto, deixo-vos a letra. Pode ser que um dia consigam ouvir aqui "First we take Manhattan".
"They sentenced me to twenty years of boredom
For trying to change the system from within
I'm coming now,
I'm coming to reward them
First we take Manhattan, then we take Berlin
I'm guided by a signal in the heavens
I'm guided by this birthmark on my skin
I'm guided by the beauty of our weapons
First we take Manhattan, then we take Berlin
I'd really like to live beside you, baby
I love your body and your spirit and your clothes
But you see that line there moving through the station?
I told you, I told you, told you, I was one of those
Ah you loved me as a loser, but now you're worried that
I just might win
You know the way to stop me, but you don't have the discipline
How many nights
I prayed for this, to let my work begin
First we take Manhattan, then we take Berlin
I don't like your fashion business mister
And I don't like these drugs that keep you thin
I don't like what happened to my sister
First we take Manhattan, then we take Berlin
I'd really like to live beside you, baby ...
And I thank you for those items that you sent me
The monkey and the plywood violin
I practiced every night, now
I'm ready
First we take Manhattan, then we take Berlin
Ah remember me,
I used to live for music
Remember me,
I brought your groceries in
Well it's Father's Day and everybody's wounded
First we take Manhattan, then we take Berlin"
14.9.05
Mérito (e qualificação, tá claro!)
Creio que os drs. Armando (Vara) e Gomes (Fernando) estão incluídos entre a elite dos gestores portugueses, o que justifica o facto de terem aparecido como administradores da Caixa Geral de Depósitos. Diga-se de passagem que os dois qualificados quadros ficaram conhecidos, sobretudo, pela lisura e transparência de processos.
E as presidenciais vão avançando...
Mentalidade pidesca
Quem Regula a Banca?

É do conhecimento público os chorudos lucros da banca portuguesa. É aliás, segundo alguns analistas económicos, um dos poucos sectores de actividade, onde o país é eficiente.
Era também esta a imagem que tinha dos bancos até há bem pouco tempo. Quer dizer, já me tinha apercebido de como os bancos faziam dinheiro. Cobrando comissões, indiscriminadamente, por tudo e por nada. É esta a prática corrente neste ramo de negócio.
Aos clientes, são apresentados um conjunto de produtos, – sempre os melhores, – sem que o utente tenha hipótese de negociar o preço do que compra. A alternativa é sempre a mesma. Ou aceita, ou rejeita.
É esta a prática corrente na nossa banca.
Um dia destes solicitei à única instituição de crédito com sede na Madeira, uma transferência de 176 euros para uma conta no Brasil. Pela operação debitaram-me 80 euros. De certeza que um dos funcionários do banco vai, pessoalmente, ao Brasil fazer o depósito.
Também tenho quase como certo, que o funcionário da instituição de crédito, foi entretanto, apanhado por um daqueles furacões, que têm perturbado a ordem pública, na América central e do sul.
4 Semanas após, o dinheiro ainda não está na conta do Banco Brasileiro. Na minha conta, desapareceram imediatamente 256 euros para pagar 176.
Perante estes lamentáveis factos, dirigi-me ao Banco de Portugal. Antes fiz vários alertas no Banif. Mal informado, ainda pensei para com os meus botões que, o Banco de Portugal fosse a instituição reguladora da banca nacional.
Após ter que tomar folgo para conseguir abrir as duas poderosíssimas portas da delegação do BP no Funchal, encontrei um senhor por detrás do Balcão. Uma personagem ressuscitada de um daquelas séries de filmes do exorcista. O homem cadavérico, disse: - “o banco tem outras funções que não essas. Mas, ……..não é aqui…quuem controla, então, a banca??'”
- Nem advogado consegue para lhe tratar disso. Não se querem meter com os poderosos! É para isso, e para meter uma acção contra o Governo.
As sábias palavras do homem deixaram-me mais calmo. Afinal, eram ditas por aquela horrível personagem. Um homem com tomates, experiência, e ainda por cima, com ar maquiavélico. Se um ser estranho, me diz aquilo, que diria um homem normal?
13.9.05
Great jobs for nice boys
Parabéns, Dr. Oliveira. Você converteu-se no exemplo de que a fidelidade "rosa" é sempre recompensada.E agora, a ala que viveu com Guterres, e que depois sobreviveu a ele, controla o Parlamento, o Governo, o Banco de Portugal, o Tribunal de Contas... A presidência da república é também socialista. Curiosamente, o contra-poder poderá ser feito pelo socialista Soares....
Tempos estranhos, estes...
Parabéns, Dr. Oliveira. A great job for a nice boy...
12.9.05
11.9.05
Foi bonito
AJJ e as suas "párteneires"
Não sei se já repararam nos anúncios que profusamente enfeitam a última página do DN, esse perigoso órgão anti-autonomista ou coisa que o valha. É que nos ditos, que publicitam os comícios e os convívios com os militantes que se realizarão em todas as freguesias e sedes de concelho do arquipélago, lê-se "intervenção política de Alberto João Jardim... e do candidato", ou seja, de um anónimo qualquer, que por acaso do destino partilha o palco com a estrela maior.
A situação é parecida com aquela porque passam as "párteneires" dos ilusionistas, normalmente cortadas ao meio sem que os nomes artísticos que carregam - Rebbeca (com dois B's), Solange, Vanessa, Ivete - sejam pronunciados uma única vez. Aliás, como é sobejamente conhecido, os cartazes que anunciam espectáculos do género referem apenas o nome do mágico e a profissão da acompanhante, por exemplo, "Ramón de Sosa e sua bela partenaire". Parece-me, de facto, que a comparação é pertinente...
Já agora, uma sugestão: para quê deixar os anónimos candidatos falarem? Para fazer perder tempo aos militantes? Para arrancar suspiros de tédio ao bom povo atraído aos comícios por Anjos e Ágatas? Porque não deixar os candidatos, à semelhança das "parteneires", fazer apenas aquilo para o qual muitos estão, de facto, vocacionados, ou seja, rir e dar palminhas? Não era mais fácil?
O homem das corridas
Tiago Monteiro tem razões para sorrir. Fez uma boa corrida e, desta vez, não se limitou a chegar ao fim. Mais uma vez, o piloto português provou que tem talento. E que, com uma viatura mais competitiva, provavelmente chegava mais à frente. O problema que é, para correr na F1, o talento nem é o mais importante.













