"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
25.1.08
Nova Lei Eleitoral Autárquica.
24.1.08
Não sabem? Eu explico!
Servilismo e subserviência , ou puro lambe-botismo?
Contando, ninguém acredita!
22.1.08
Pateta alegre III
PS - Gostava, sinceramente, de saber como sairá este ministro da Saúde com a sua consciência! Sairá tranquila?!
Pateta alegre II
Mas Cavaco Silva ainda consegue fazer pior (!): vai ao encontro das populações questionar a legitimidade das manifestações contra uma política de saúde que - a bem dizer e para evitar adjectivar em demasia - não tem ponta por onde se pegue e que não responde às suas aspirações e anseios.
Apetece perguntar: em que raio de mundo anda o nosso presidente? É que a época natalícia terminou com os Reis. Vai sendo tempo de olhar para a realidade do país!
Pateta alegre
Será para levar a sério um primeiro-ministro como este?
20.1.08
Afinal, não é assim tão mau!
Afinal, de acordo com a SIC (acho eu), a maior parte dos visitantes da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) elegeu a Madeira como o melhor destino turístico nacional. É uma boa notícia e acalma-me. É que estava a ficar preocupado com as opiniões veiculadas na blogosfera madeirense. De repente, parecia que o destino Madeira era o mais horrendo do mundo. Parece que, afinal, muitos portugueses não pensam assim!19.1.08
Augusto Santos Silva, ou ...
BTL!
16.1.08
Bem prega frei Tomás...
PS - Mas atentem à notícia. O homem saía apenas se fosse eleito. Que é como quem diz, se não há uma mama, há outra! Este gajo tem mérito? Não brinquem comigo...
Menos pobres?! Ninguém diria!
E o burro sou eu?!
Redundância
Nove anos
Pelo nono ano consecutivo os funcionários públicos do país perderão poder de compra. Depois dos anunciados milagres económicos, financeiros e tecnológicos, eis a realidade crua que nos aguarda depois do governo falhar clamorosamente mais uma previsão relacionada com a inflação.
Os prognósticos governamentais continuam pelos vistos no domínio do totoloto: lançam-se uns números e fica-se à espera que a sorte nos saia, sem grande trabalho e com a confiança vã que ninguém dê pelo assunto. Claro está que quem sofre com as sucessivas imprecisões são os do costume, cada vez mais habituados a contar os tostões para pagar prestações sem fim à vista. Permanecemos assim no domínio do paranormal. Há anos que ouvimos falar de crise, de sacrifícios, de reformas, de medidas, de projectos, de desejos, do agora é que é. Passam-se os anos, passam-se os ministros e os primeiros-ministros, passam-se as políticas e tudo continua igual ao de sempre: muito longe da União Europeia, saturados pelas medidas de cosmética que não nos auguram nada de novo para o futuro, mas com a inusitada esperança que algo nos vai segurar e remediar. Continuar assim não é apenas uma triste sina: é um traço pronunciado de que não aprendemos nada. Nem queremos aprender.
Silêncios comprometedores
Há silêncios que revelam bem a disposição das pessoas e a cumplicidade instituída nas cúpulas do dinheiro que depois traz poder, que depois traz dinheiro e que depois traz mais poder (e assim sucessivamente, não se sabendo bem se nasce primeiro o ovo ou a galinha). Na mais mediática eleição bancária de sempre, a lista vencedora nem se deu ao trabalho de explicar à arraia-miúda (um evidente incómodo) as linhas gerais que preconiza e que defende para o futuro do BCP. Santos Ferreira não apareceu (não era preciso), e um tal de Vara não se atreveu explicar coisas que muito provavelmente desconhece (não vá a montanha parir um rato).
No final da peça, o governo lá conseguiu o que queria: influenciar, e ganhar, as eleições num banco privado, ao mesmo tempo que mantém toda a sua omnipresença no banco público. As regras do jogo democrático encontram-se outra vez subvertidas graças a esta mentalidade mesquinha que prolifera pelo nosso país e que coloca o papel do Estado no centro da nossa vidinha mundana. No fundo, a ideia que passa é que tudo deve sempre depender do Estado, da sua anuência e da sua boa-vontade. Não há vida sem Estado. Lamentavelmente, o triste espectáculo que por agora termina, mais não é do que (mais uma) imagem fiel do nosso triste e endémico atraso.
Talvez seja Mentira
Depois de ouvir cobras e lagartos sobre o homem. (É quase sempre assim quando alguém cai em desgraça nesta terra), disseram-me que almoçou no restaurante Clássico - Duas Torres - a semana passada.
Nada de mais, caso não partilhasse a mesa com João Carlos Gouveia – Presidente do PS-Madeira.
Roque Martins nunca negou as ligações ao Partido Socialista nacional. Dizia-se próximo de António Guterres.
Imagino o teor da conversa. Talvez passou pelos polémicos números da pobreza e pela atribulada demissão.
Roque Martins talvez tenha confessado a João Carlos Gouveia que apenas 800 idosos estavam até ao final de 2007, a receber o “Complemento Solidário para o Idoso”. As estimativas da Segurança Social liderada pelo próprio Roque apontavam para um universo bem maior de potenciais beneficiários. Estavam em condições de auferir da ajuda do Estado 30 mil madeirenses.
Caso o almoço não tenha sido regado de vinho, João Carlos Gouveia também terá sido informado que, a Madeira é das regiões do país, com a mais baixa taxa do Rendimento Social de Inserção. Nos Açores, há por exemplo, o dobro dos habitantes a receber o vulgarmente chamado rendimento mínimo garantido, apesar dos índices de pobreza, por concelho, serem idênticos nos dois arquipélagos.
A mesma pessoa que os viu disse que o líder socialista estava com um ar estupefacto. De certeza que Roque aproveitou o momento, a sós, para impressionar Gouveia. Terá dito algo do género - que a taxa de requerimentos para o Rendimento Social de Inserção não acompanhava o número de deferimentos das pessoas que pediam ajuda à segurança social.
É óbvio que os números são manipuláveis. Talvez nunca tenha existido o dito almoço. Talvez nunca se saiba o teor da conversa a dois.
A Caça ao Subsídio
Chama-se AICA – Associação de Investigação Científica do Atlântico.
Para meu espanto, possui um quadro científico tecnicamente fraco. 99% dos membros fundadores estão ligados ao ensino, mas não basta dar aulas para fazer investigação, muito menos, boa investigação.
Estes senhores, em troca de alguns milhares de euros da União Europeia, (IV quadro de apoio 2007-2013) vão apresentar estudos nas áreas do turismo, dos transportes, da saúde, do ambiente, das novas tecnologias da Informação, etc., etc.
O resultado dos trabalhos é para o poder político encetar o tal novo ciclo, na economia da Madeira.
Suspeito dos seus nobres objectivos. Mais me parecem um bando de esfomeados de euros, à procura de uma esmola, para melhorarem a qualidade económica de vida.
Estavam lá os agentes do costume. Os doutores que narraram os 588 anos da história da Madeira e um bando de novos carreiristas.
Não me parece que seja este o caminho.
À boa maneira portuguesa, vamos gastar o dinheiro e não vamos ver resultados.
14.1.08
Referendos e promessas
O Eng. (?) Sócrates quebrou mais uma promessa. Com o argumento singelo de que se trata de um documento de natureza diferente, que não colide com o compromisso, primeiro, pré-eleitoral e, depois, governativo, já não vai haver referendo ao tratado europeu aprovado pelas cabecinhas europeias (cujo topo é o Dr. Barroso, interessado aparentemente num regresso à pátria) pela porta do cavalo, como o povo muito gosta de dizer. A coisa fica assim para a Assembleia da República e fica nas mãos dos principais situacionistas do regime que acham que o povo é um incómodo sem solução.
Quem ainda gesticula contra a criatura perde tempo. Na realidade, se observarem bem, estamos entregues a dois seres que, num ambiente muito propício, tratam da sua vidinha por uma questão de interesse mútuo, ao mesmo tempo que dão um ar e pose de estado conveniente e de aparente desconcertação concertada. Ao Dr. Cavaco interessa manter o Eng. (?) Sócrates e ao Eng. (?) Sócrates interessa manter o Dr. Cavaco: será isso que lhes garantirá uma reeleição calma, sem nada a atrapalhar. Neste regime de terceira república, cada vez mais convertido num regime de bufaria, de perseguição, de polícias dos costumes e de higienização popular e populista, não tenho dúvidas que estão muito bem um para o outro. E vão ver que ambos vão continuar os seus passeios na avenida perfeitamente incólumes e serenos, sem o pastel de nata, sem o arroz de cabidela, sem referendo, sem Ota, mas muito magrinhos e saudáveis.
Um quinto canal
A celeuma levantada pelo anúncio de um quinto canal generalista é a habitual. Para alguns não há necessidade, para outros não há mercado, para outros ainda vai gerar desemprego. Para mim, nada disto será absoluto e não passa de uma simples e boa notícia. Como sabem, sou muito liberal no que ao mercado diz respeito e assim entendo que cabe aos anunciantes decidir e ao público escolher o que vale ou não vale a pena. O que não faz sentido é manter negócios protegidos nas mãos dos suspeitos do costume. O cerne do problema cabe então à gestão dos canais, às receitas publicitárias, às audiências e à própria qualidade dos conteúdos e das emissões. Não cabe ao Estado e ao seu papel omnipresente decidir quem deve e quem não deve abrir um canal de televisão. Tudo o resto me é indiferente: cinco canais, dez canais, duzentos canais, nenhum canal, tanto me faz. Na verdade, não vejo praticamente nenhum. A televisão generalista portuguesa, pública e privada, é verdadeiramente insuportável. E desconfio eu que isso nada tem a ver com o número de emissões e de licenças.
Uma incoerência
Nunca percebi os princípios liberais e democráticos de alguma gente. Se por um lado, são contra o facto do governo regional manter um jornal subsidiado, não percebo então a razão de se ser a favor da manutenção pública de televisões e rádios com os mesmos princípios e orientações. Ou se é contra tudo, ou se é contra nada. Se aos governos não cabe interferir nem ser donos de jornais, o mesmo se aplica às rádios e às televisões.
Voltando...
E aos poucos, regresso. Com mais disponibilidade e com maior atenção. Como boa notícia registo o facto de haver mais uma participação neste blogue, que alguns trataram logo de apelidar de feminina, como se isto, por cá, precisasse de adornos e de cosmética. Para mim, o mais importante é que a Teresa (que eu não conheço) participe, uma vez que não terá tratamento privilegiado por causa disso. Pelo menos da minha parte, isso de certeza absoluta. Problemas com quotas e coisas politicamente correctas, é noutros lados, noutras funções, noutras agremiações. Comigo isso não pega. Bem-vinda.
13.1.08
Ou é do malho, ou é do malhadeiro!

11.1.08
Que se passa connosco?
Dois dias antes do novo ano a J ligou-me para se despedir. Foi para a América, ao encontro de uma irmã. Não volta. Não encontrava emprego na ilha.
No inicío de Dezembro de 2007 a N fartou-se de ser mal paga. De trabalhar 10 horas por dia e de chegar ao fim do mês sem um tostão. Apresentou a demissão e abalou para França.
Em 2006, e em 2007, vi vários amigos meus fecharem a mala para procurar vida noutros lados. Tal como o D,a J e a N têm formação. Tal como o D, a J e a N não conseguiam encontrar emprego ou ser pagos decentemente por aquilo que faziam.
Que se passa connosco?
10.1.08
País de matraquilhos....again!
Gostaria também de saber o que pensa Almeida Santos sobre esta decisão do governo. É que o perigo de um ataque terrorista às pontes sobre o Tejo coloca-se cada vez com mais acuidade.
Já o disse, já o repeti, já criei um rótulo, mas não me canso de afirmar: tudo isto se passa, apenas temos este governo fantoche e pateta, porque efectivamente somos um país de matraquilhos!
Que bem falam os outros
Daqui
Laico, ou lacaio?
Mensagem ao Rudy
(3% no Iowa?! Já pareces o Garcia Pereira, homem!)
Ainda nos arriscamos a levar em cima (salvo seja!) com a Senhora Clinton.
Ou com um tipo que passa metade do tempo a convencer os eleitores de que é negro. Ou com um mórmon meio fanático.
A gente deste lado esforça-se, ó Rudy, mas parece que a "coisa" por aí tá negra. Vamos é esperar a chegada do circo à civilização. Pode ser que por aí a gente se safe, amigo Rudy.
Nos gostamos do Pinóquio!
A propósito, alguém é capaz de me explicar que ráio é a "ética da responsabilidade", um dos argumentos que Sócrates utilizou para inviabilizar o referendo?
9.1.08
Tratado sobre a mentira
“É essencial”, Outubro de 2004;
“Desta vez tem de haver”, Dezembro de 2004;
“Vai haver”, Fevereiro 2005,
“O Governo defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular”, Março 2005 (Programa do Governo);
“Mantenho”, Dezembro 2006 (em resposta à pergunta “mantém o objectivo de referendar o Tratado qualquer que seja o resultado deste processo institucional?”);
"O PS tinha um compromisso com o Tratado Constitucional. Agora é o Tratado de Lisboa, que não existia na altura. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. As circunstâncias alteraram-se completamente. É um tratado diferente", Janeiro de 2008.
Mas ele não mente. É Manoelinho, os burros somos nós! Devemos ser...
Informação retirada Mais Évora
Tratado de Lisboa ratificado por via parlamentar
São muitas vozes que ecoam esta decisão, e muitos que não a compreendem nem a aceitam. Uns porque acham que o actual Primeiro-Ministro deveria cumprir uma promessa eleitoral, outros porque são apologistas do referendo popular como forma de debater as questões europeias.
Ora bem, quando Portugal iniciou as negociações e o processo de adesão à então Comunidade Europeia, ninguém quis saber a opinião do povo; quando Portugal recebeu os enormes volumes de transferências financeiras da Comunidade Europeia na década de 90 ninguém se questionou sobre a Europa; a adesão de Portugal à moeda única poderia ter sido sufragada etc...
7.1.08

A próxima conspiradora é uma mulher.
Chama-se Teresa.
Está fora da Madeira e é a partir de agora, o nosso olhar feminino, na CONSPIRAÇÃO.
Miguel Fonseca
Assim sendo, não posso deixar de estranhar toda esta trapalhada em que está metido, relativamente a uma hipotética candidatura à Câmara Municipal de Santa Cruz, pelo PS-Madeira. Mas não tenho qualquer dúvida que se isto tudo não deriva de uma série de mal-entendidos e interpretações difusas e se alguém está efectivamente a mentir, não será, com toda a certeza o Miguel Fonseca.
Pela amizade que nutro por ele, entendi que deveria manifestar aqui a minha solidariedade. Até porque o Miguel foi alvo de um ataque canalha e ignóbil, numa carta do leitor do DN-Madeira, por um tal Andrade que desconfio ser um pseudónimo de algum ressabiado dentro do PS-Madeira!
PS - Não tendo nada a ver com o caso, acho sinceramente que o Miguel Fonseca tem qualidade para disputar e ocupar qualquer cargo político na Região (bem mais do que muitos dos instalados). Entre eles, naturalmente, o de presidente do executivo santacruzense. Não tenho dúvidas que seria um óptimo candidato e um melhor presidente!
6.1.08
FODA-SE......

O filme foi uma surpresa. É uma espécie de lufada de ar fresco no cinema português, e não me refiro ao efeito Soraia Chaves.
Ela é genial.
Não há uma única cena, plano, onde a actriz não esteja à altura do desafio. Soraia tem variações de humor e de interpretação fantásticas.
Ela é em Call Girl uma PUTA. Ponto parágrafo.
Se o olhar for romântico, então é a Marilyn Monroe à portuguesa.
Sem ela Call Girl não é nada.
O argumento está esgalhado e os diálogos são curtos, grossos e de uma extraordinária beleza feia.
A realização não falhou, mas caso fosse mais arrojada, Call Girl faria inveja a qualquer película Americana. Considero que faltou atrevimento a Pedro Vasconcelos na rodagem de alguns planos. Call Girl pede uma linguagem visual mais intensa.
Gostei do pormenor à Hitchcock, no final do filme, em que o realizador assina o trabalho.
Depois de um atribulado fim de 2007, entrei em 2008 de forma serena.
No primeiro dia do ano, assisti ao concerto da Orquestra Clássica da Madeira. Para o grupo de músicos e para o criativo maestro, os meus parabéns. Foi um agradável momento. Sobretudo, para quem como eu, transforma os pormenores da vida em grandes momentos.
4 dias depois, 5 de Janeiro, foi a vez de Call Girl.
Esquecimentos
Já por diversas vezes afirmei que à mulher de César não basta ser séria, é preciso parecer. E este é mais um caso que não parece nada sério. O Rui aproveita-se das críticas do líder da Quercus à política para o litoral (ou falta dela) do Governo Regional, para elogiar (o que em casa própria parece sempre mal, mas adiante que esta é uma questão de chá) João Carlos Gouveia e a acusação feita ao Procurador da República pelo PS-Madeira, sobre alegados indícios de corrupção.
Em primeiro lugar, é desonesto porque interpretações distintas a planos de ordenamento não implicam obrigatoriamente procedimentos criminais. Em segundo lugar e mais importante ainda, é que Helder Spínola, dirigente da Quercus é irmão de Vitor Freitas, Vice-Presidente do PS-Madeira e líder da sua bancada parlamentar à Assembleia Legislativa Regional. E estes são factos que Rui Caetano esqueceu de enunciar e que são importantes para a interpretação do seu texto, por parte dos seus leitores. Omitiu uma informação relevante, que poderia fazer ruir a sua teoria. É desonesto por parte de Rui Caetano.
PS - Curioso este esquecimento (estou certo que não passou disso, porque a relevância da informação é por demais evidente), num momento em que outros socialistas madeirenses dissertam tanto sobre a qualidade dos profissionais de comunicação social madeirense.
Por mim estou convencido de que tudo isto não passa de um flop e que o mito neoliberal de que a economia livre liberta ruirá em breve!
Quanto à questão de um novo canal, veremos a quem serve e em que altar será feita a adoração.
5.1.08
Equívoco
Para além disso, continuo a insistir que o ser humano tem uma forte dimensão religiosa (não apenas espiritual). A manifestação desta religiosidade nada tem a ver com a Ética: é, na minha opinião, de foro ontológico. É uma característica do Homem e faz parte da sua razão de ser. Neste sentido, a perda desta religiosidade - e na minha opinião, o ateísmo é uma forma de anular esta dimensão - amputa o ser humano. Torna-o menor. E por isso, é um dos maiores dramas da humanidade.
Não nos esqueçamos, ainda, que D. José Policarpo é o "líder" da Igreja Católica portuguesa. Não é líder de uma associação de cariz social, não é um político, não é elemento de um conselho deontológico. É um Homem de Fé, que numa homilia fala para a sua comunidade. Assim sendo, parece-me que toda esta pseudo-polémica nasceu de um equívoco, não restando muito mais a acrescentar!
Zapping
A questão é muito simples. O país não gera, neste momento, riqueza suficiente para um quinto projecto de televisão, concorrente da SIC, TVI, RTP (e RTP2). O destino é que uma das actuais "estações" feche. Era mais honesto e politicamente correcto o actual governo dizer que encerrava a RTP2. Dos quatro canais é o mais frágil. Durão Barroso, através de Morais Sarmento, foi mais corajoso.
Agir, assim é mau. Muito mau para os operadores que estão no mercado e para os que, não estão, mas tencionam entrar.
Na década de 90, era matemático que iriam nascer televisões regionais como cogumelos. A CNL falhou, no Porto a experiência local foi engolida pela RTP (actual RTPN) para não falar dos canais locais que nunca saíram do papel.
Agora vem este governo, a pedido não sei de quantas famílias ricas, de Portugal e do mundo, abrir uma quarta licença de televisão de sinal aberto. Não é bom para ninguém. A SIC, a TVI e a própria RTP vão ser obrigadas a dividir por mais um, o já magro orçamento da publicidade. Alguém vai pagar a factura desta má decisão.
De certeza que não vai ser quem decidiu.
31.12.07
2008
Dizer-te ADEUS.
Perdi a esperança, mas não esgotei a capacidade de olhar em frente. Para ti e para mim, um FELIZ 2008.
30.12.07
A Ilha do Dia Antes
29.12.07
27.12.07
Desígnios para 2008
Eu, por exemplo, gastei mais 250 euros de gasóleo. Paguei mais 505 euros pela casa, em relação ao ano homólogo.
Só o ordenado é que não cresceu. O meu e o de milhares de cidadãos da minha terra. O desemprego disparou (são agora mais de 8 mil). O principal motor da economia gripou. Foi o governo quem nos últimos 20 anos, derramou dinheiro na economia, através de um forte investimento público. O turismo tenta recuperar o fôlego de outros tempos. Uma vez mais o Sr. Governo foi obrigado a intervir (paga algumas low cost para voarem para cá).
No meio deste deserto, resta-nos a Praça Financeira, mas a Europa e o Estado convivem mal com os paraísos ficais. Há quem diga que tem os dias contados (2011). O descrédito vem de dentro de algumas empresas lá instaladas.
Face aos actuais constrangimentos é urgente repensar o futuro.
Numa terra com recursos naturais limitados, como é o nosso caso, a riqueza ainda são as pessoas. É necessário formá-las. Como? Através de protocolos com instituições externas (portuguesas e estrangeiras). O IV quadro Comunitário de Apoio tem subsídios para esta área, mas considero que não vale a pena gastar o dinheiro com os formadores do costume. Alguns deles já estão em bicos de pé, como é o caso da ACIF, para ensinar. Todos nós conhecemos os nossos quadros técnicos. Todos nós, já fizemos formação e sabemos quem a dá. Com honrosas excepções, são cursos que normalmente não servem para nada. Se há dinheiro, que se invista, de forma a criar riqueza.

