"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
7.5.09
Nós e os Açores
Nasceu o mito
Confesso que não me recordo do primeiro contacto, verbal, com a Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira. Imagino, que tenha acontecido por volta dos meus 20 anos. Ainda era um garoto.
Como aos 22 “emigrei”, só voltei a ser confrontado com estes “independentistas” sem rosto aos 30 anos. Sem pedir, o tema “FLAMA” surgiu no meu caminho. A última vez foi no dia 30 de Abril de 2009. Conheci, pessoalmente, dois dos “cérebros” da organização. Segundo disseram, só resta um terceiro vivo. Os outros 13 já faleceram, mas desconheço se fizeram uma última ceia.
Estes dois indivíduos. Um com 74, o outro com 85 anos, confessou fazer parte da “ala política” da FLAMA. Ao afirmá-lo, marca uma fronteira entre alas. A operacional. Ou seja, os “colaboradores” que entre 1974 e 1978, semearam o pânico na ilha.
Como qualquer movimento tinham um sonho. 35 anos depois, o sonho continua vivo, mas já não existe a mesma chama. Digo eu! Para provar o contrário, no dia 25 de Abril (2009) uma outra ala. Que não a dos ideólogos. Já não têm idade para… Imagino que também não tenham sido os operacionais, ressuscitou o morto. Colocaram 6 gigantes bandeiras no Funchal.
A operação foi bem sucedida. A máquina de escrever foi substituída pelo computador. O e-mail foi o meio mais seguro de passar a informação.
Assim nasceu o morto.
5 dias depois, a ala ideológica, viva, pediu “respeito” pela FLAMA. Costa Miranda, era o director adjunto do jornal oficial da organização – o “Madeira Nova”.
Miranda desconhece os autores das bandeiras e os que colocaram a bomba na madrugada do dia 13 de Setembro de 1975, no avião da Força Aérea, “ Nord – Atlas”, estacionado na Placa do Aeroporto de Santa Catarina. Rejeita que tenha sido uma operação da FLAMA. Diz que aconteceu com a “conivência” dos militares “descontentes”. Daniel Drumond desmente o colega. Partilhavam a mesma mesa, mas não tem dúvidas. O acidente foi provocado por homens da FLAMA. Só não revela os nomes. Um já faleceu, o outro, ainda está vivo.
Nesta conferência de imprensa. A primeira da FLAMA, ou de ex-flamistas, como fizeram questão de vincar no início da conversa com os jornalistas, não colocaram reservas sobre qualquer matéria.
Miranda, o ideólogo, foi várias vezes irónico. À pergunta, sobre se pretendiam a independência. Foi categórico. “Na altura havia uma independência por semana. O único problema é que não éramos pretos. Se fossemos pretos, teríamos a independência. A Madeira é uma ilha africana.” Quanto às mortes; questionou. “Onde estão?” Num acto de contrição, assumiu uma. A do jovem, Rui Alberto, no Porto Santo e falou sobre uma outra morte, mas no Forte de Santiago. “Foram os militares que o mataram.”
Daniel Drumond também tinha falado sobre mortes. Abordou o caso do “Julinho”. “Foi morto? Então não foi!!... A autópsia confirmou isso. Tinha uma pancada na cabeça, mas não morreu dela. Foi da queda. Há indícios que tentou se agarrar com as mãos antes de “escorregar””.
A conversa decorria a bom ritmo. As respostas estavam na ponta da língua. Questionados sobre se a igreja apoiou a FLAMA? Não! Quem financiava…?
“61%, os madeirenses. Eram simpatizantes da independência”.
“No auge do movimento éramos 16. Mas, quem mandava? “A FLAMA tinha um problema. Não existia um líder. Ainda tentamos arranjar um, mas recusou.”
Estes dois ex-flamistas não acreditam que tenham sido os ex-colegas da organização separatista a colocar as bandeiras. Para desmenti-lo, recordaram que a bandeira original da FLAMA tinha o escudo português no centro. “Não tem nada a ver com esta, que agora apareceu para aí. Se calhar, nenhum deles foi simpatizante da independência. Se calhar, andavam de fraldita, ainda.”
Os sorrisos, rasgados de quem fazia as perguntas, face ao conteúdo das respostas, marcava de forma indelével, as duas frentes de combate. A dos jornalistas e a dos homens da FLAMA. Eles não desarmaram.
Mantiveram a seriedade que o tema exige. “Dizem que em São Vicente ainda fazem um almoço da FLAMA? É numa casa que existe quem vai na direcção do Seixal. Participam deputados? Sim! E de que falam nesse almoço? De tudo, chega a uma certa altura que estão tontinhos… Não será a FAMA? Lá fama têm. Não sabe como são os almoços nesta terra?” Daniel Drumond, disse que esta é última vez que fala da FLAMA.
A FLAMA é um tema que apaixona, os madeirenses. Quando surge, toda a gente tem uma história nova para contar. Toda a gente sabe, uma coisa, que ninguém sabe.
Eu, para ser sincero, apenas sei que no passado dia 25 de Abril, esta organização desmantelada em1978, enfeitou a cidade.
Se fosse mais um comum dos mortais madeirenses, nem ligava. Por razões profissionais, deixo este registo para alimentar o mito.
6.5.09
Quem abandalha, é bandalho!
4.5.09
Agere non loqui

3.5.09
Quaerenti propere danda est responsio lenta
Condeno qualquer atitude agressiva para com qualquer candidato, de qualquer partido, a uma qualquer eleição. Condeno qualquer agressão contra quem, no exercício da sua liberdade, assume cargos políticos ou cívicos ou a eles se candidata. Condeno qualquer agressão ou tentativa de limitação da liberdade de expressão.
Posto isto, condeno os insultos (que de agressão teve pouco) que Vital Moreira foi alvo, tal como condeno o chega-pra-lá que Mário Soares sofreu, ou as agressões de alguns socialistas a Francisco Assis.
Mas também condeno o aproveitamento que o PS quer tirar da situação, porque aquilo é um caso de polícia e não de política, conforme os socialistas querem fazer crer. Aliás, quando o Assis foi agredido, ninguém disse que a responsabilidade era do PS, apesar de terem sido militantes a perpetrarem a agressão, pois não?
As referências que fazes ao Saramago dão-me igual ao litro. Eu penso pela minha cabeça e não pela do Saramago, do AJJ, do Sócrates, ou de quem quer que seja. Como sabe o meu amigo, a minha consciência, tal como a sua, é livre.
Naturalmente que Vital Moreira tinha todo o direito a estar lá, encabeçando a delegação socialista. Mas convenhamos que foi propositado, pois era evidente que o senhor levantaria ódios, quer por ser o candidato do Governo que tem sido combatido pela CGTP, quer pelo seu passado de ex-comunista. Foi, claro que foi, uma provocação. Seria o mesmo que o Bush ir cumprimentar os manifestantes anti-globalização!
Foi, portanto, propositado, porque os líderes do PS sabiam o que se iria dar.
Tal como é evidente o aproveitamento que o PS quer fazer do caso, confundindo, deliberadamente, o combate legítimo que o PCP tem encetado contra o seu governo com as agressões pontuais de alguns indivíduos.
Por isso, sim, acho que o PS e Vital Moreira devem um pedido de desculpas ao PCP e aos militantes comunistas.
Quanto à dívida do PS ao país, essa será paga, não tenho dúvidas!
PS encontrou mais uma besta negra?
Como também não está desculpado o PS por atribuir responsabilidades a um outro partido por actos que eram manifestamente isolados. Aliás, seriam tão comunistas os agressores, como aqueles que protegeram Vital Moreira. Mas quanto a isso, calados que nem ratos!
E não me venha este PS arvorar-se em paladino da Democracia. Estes quatro anos de governação de Sócrates, que contou com o silêncio cúmplice de alguns socialistas (à excepção de Manuel Alegre) envergonhados mas calados, já nos mostrou o que para eles vale a democracia. Pensa lá na senhora da DREN; nas atitudes persecutórias de Sócrates a jornalistas, manifestantes, bloggers, etc.; o que se passou no Centro de Saúde no norte do país; na promiscuidade absolutamente indecente que existe entre instituições públicas, que levou a um estado de medo entre aqueles que servem o Estado, como provavelmente nunca se viveu em Portugal, enfim...
E não deixa de ser pateticamente nauseabundo que venham armarem-se em vitimizanhas inocentes. Inocentes são as vítimas da governação socialista.
PS - Curioso é que nem ao PS, nem a Vital Moreira interesse descobrir os agressores. Já apresentaram algum queixa? É que dá jeito, não dá?
2.5.09
Começa a ser difícil qualificar este PS...
Sinceramente, acho mesmo que a presença de Vital Moreira foi uma afronta e um insulto às comemorações do 1º de Maio. E quem deve um pedido de desculpas é o PS: àquelas pessoas que lá estavam ontem e ao resto do país!
30.4.09
Oportunidade para reflectir sobre a cidade
Na próxima semana, Évora recebe o III Congresso Nacional das Cidades Educadoras.Como os frequentadores deste blog sabem, raramente falo de eventos que acontecem em Évora e muito menos daqueles com os quais, de alguma maneira, estou relacionado.
Todavia, num ano em que vão acontecer três actos eleitorais, a importância deste evento e da sua temática, bem como o movimento que os sustentam, são razões de sobra para o divulgar.
Comecemos, então, pelo movimento das Cidades Educadoras, que deu lugar à Associação Internacional das Cidades Educadoras e que reúne hoje, passados 19 anos desde o seu nascimento, mais de 500 cidades dos 5 continentes, entre as quais 35 são portuguesas.
Este movimento nasce do reconhecimento de que a cidade é um sistema complexo e poliédrico, com inúmeras potencialidades educadoras. Todas as suas dimensões (espacial, de organização, de comunicação, de educação, de apoio social, de cidadania, política, etc.) são passíveis de serem catalisadores de uma atitude educadora, entendida de um ponto de vista formal, não formal e informal.
Todavia, como o conceito grego phármakon elucida, essas potencialidades facilmente podem resvalar para veneno, tornando-se deseducadoras. Importa, portanto, optimizar essa característica inerente às cidades, construindo-as como espaços de vivência social, democracia e pluralismo, reconhecendo que a cidade é, antes de mais, o espaço da Cidadania.
Neste contexto, a questão do património assume-se como elemento fundamental.
Se a cidade tradicionalmente - entenda-se como "tradicional" a cidade nascida após a Revolução Industrial -, tinha como único sujeito o cidadão, a cidade de hoje reúne no seu seio múltiplos sujeitos, como os agentes económicos, os imigrantes ilegais (uma vez que os legais são cidadãos de pleno direito), os turistas, os movimentos associativos, os hotspots wireless, etc., que, frequentemente, concorrem para a perda de identidade, provocando uma tensão permanente.
O património surge-nos, então, como um referencial, um factor de enraizamento e valorização da identidade local, mas também, pela sua dimensão ética, como um importante elemento de abertura à diferença e à alteridade (porque o património não é apenas uma qualidade do que é meu) que contribui para a cidadania plena.
O património é, portanto, tudo o que constitui a cidade: cultura, tradição (oral, etc.), arte, arquitectura, simbologia, ética, costumes e religião, paisagem, natureza, enfim, todos aqueles valores designados de primeira, segunda e terceira geração.
Deste modo, o património é percebido (e bebido, porque não?), através de todos os nossos sentidos, identificando-se com a própria cidade.
27.4.09
Um puto de 16 anos
Era um pecado privado. Um segredo meu e do meu walkman Sony. No meu grupo de amigos passava-se dos "velhinhos" Pink Floyd para os Pixies, transitava-se pelos Sonic Youth, depois pelos Nirvana, pelos Pearl Jam e pela música electrónica rasca daqueles tempos, com os Tecnotronic e o seu Pump The Jam à cabeça. Eu ouvia tudo, mas era o Tordo, o Cohen e mais tarde o Tom Waits e o Jacques Brel que não me saiam da cabeça.
Quando cheguei à faculdade, logo no primeiro ano, apanhei um concerto do Fernando Tordo. Na reitoria da "clássica", creio eu. Discretamente, comprei o bilhete e lá fui sozinho misturar-me com uma plateia mais velha do que eu (salvo honrosas excepções. O pecado não era só meu, como descobri nessa noite) e ver, ao vivo, um dos melhores cantores que conhecia. E que conheço. E ouvir coisas como esta:
Minha laranja amarga e doce
Meu poema feito de gomos de saudade
Minha pena pesada e leve
Secreta e pura
Minha passagem para o breve
Breve instante da loucura
Minha ousadia, meu galope, minha rédia,
Meu potro doido, minha chama,
Minha réstia de luz intensa, de voz aberta
Minha denúncia do que pensa
Do que sente a gente certa
Em ti respiro, em ti eu provo
Por ti consigo esta força que de novo
Em ti persigo, em ti percorro
Cavalo à solta pela margem do teu corpo
Minha alegria, minha amargura,
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha laranja amarga e doce
Minha espada, meu poema feito de dois gumes
Tudo ou nada
Por ti renego, por ti aceito
Este corcel que não sossego
À desfilada no meu peito
Por isso digo canção castigo
Amêndoa, travo, corpo, alma
Amante, amigo
Por isso canto, por isso digo
Alpendre, casa, cama, arca do meu trigo
Minha alegria, minha amargura
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha ousadia, minha aventura
Minha coragem de correr contra a ternura
Cantei refrões a plenos pulmões, desafinando como o Zé Cabra. Acabei o concerto feliz da vida e ganhei coragem de confessar o pecado aos amigos mais próximos, correndo o risco de ser apelidado de "ultrapassado!
Tudo isto vem a propósito da forma como Portugal trata alguns dos seus melhores. Na ânsia da "modernidade", na aventura de querer parecer como "os outros", como os ingleses ou como os americanos, varremos para baixo do tapete aquilo que nos parece "ultrapassado". Somos uma espécie de puto idiota de 16 anos, que não quer correr o risco de ficar mal visto pelos amigos e esconde assim aquilo que, na verdade, é a sua mais valia, ou seja, a diferença.
Nas rádios e nas televisões tocam bandas atrás de bandas que repetem até à exaustão fórmulas saidas de um laboratório qualquer no "estrangeiro". Essa programação musical é, claramente, a máxima ilustração do nosso provincianismo e atraso cultural.
Pode argumentar-se que "essas coisas" não vendem. Mas não é verdade. Basta olhar para França, por exemplo, onde os discos do Brel, do Aznavour, da Edith Piaf continuam a vender-se a bom ritmo, sendo reeditados ano após ano. Onde os canais televisivos têm uma programação mais variada, não se limitando aos êxitos do momento. Onde existem milhares de estações de rádio, abrangendo todos os públicos. Onde se inova, sem deixar de olhar para trás, para as raízes da musica popular francesa ou francófona.
Em Portual, felizmente redescobriu-se o fado. Mas a música portuguesa não se limita ao dedilhar da guitarra clamando por Alfama e pela Madragoa. É bem mais do que isso. Tem compositores e cantores de imensa qualidade, que são constantemente desvalorizados pelo nosso medo de parecer mal.
Querem exemplos:
Fernando Tordo, Sérgio Godinho, Pedro Barroso, Fausto, José Mário Branco, etc...
Qual destes viu na televisão recentemente?
Nós somos, repito, uma espécie de "puto de 16 anos", com medo das críticas dos amigos. E é pena
A.
Existe mais um excêntrico em Portugal
Se não acreditam, vejam!
Tenho um campo de futebol, relvado, só para mim. É óbvio que não é para jogar à bola. O meu interesse é outro. Vou ao estádio correr. Tenho 4 pistas com um metro de largo sem princípio e ainda não descobri o fim. Posso fazer os 100 metros em 10 segundos. Claro que preciso de 20, ou 30. Não consigo fazer tudo ao mesmo tempo. Correr e arrancar o cronómetro, são tarefas demasiado complexas para os objectivos que tracei.
Já disse que sou milionário. Não tenho dinheiro. Apenas o suficiente para fazer face às despesas correntes como, pagar a água e a conta da luz… Creio que caso seja objecto de tratamento estatístico, do “eurostat”, ainda descobrem que faço parte do grupo dos novos pobres. O facto, não me preocupa. Vivo numa ilha onde mais de 20% da população é pobre e num país onde existem 2 milhões de habitantes pobres. É o equivalente à população que vive na região metropolitana de Lisboa.
Tal como eles, também tenho alguns padrões de consumo exagerados para aquilo que produzo. Eles têm casa própria, não dispensam o telemóvel e segundo sei, estão a substituir os aparelhos de televisão por plasmas.
Eu, tenho isso e um estádio só para mim. Eu, que apenas preciso um metro quadrado de espaço, tenho um hectare. Ali, posso acelerar dos zero aos 100 sem receio da polícia. Não preciso de sinto de segurança e não uso capacete, mas ando sobre duas rodas. É tecnologia 100% portuguesa. Os meus pais nasceram neste paraíso e eu sigo-lhes a rota.
Afinal, quem é milionário?
26.4.09
Dia Mau II
Ornatos Violeta
25.4.09
Finalmente a bordo...
Sei que as minhas opiniões diferem muito de outras aqui publicadas. Ainda bem! A diferença de opiniões e assuntos neste blog é o que o torna diferente de tantos outros e, na minha modesta, mais rico. Comemoramos hoje o 35º aniversário da conquista do direito à livre opinião em Portugal e não me ocorreria data melhor para o início desta minha colaboração do que hoje. Aos leitores regulares peço apenas um favor: quando não concordarem assumam-bno e digam-no bem alto! Um dos maiores males deste Mundo, logo a seguir às boas intenções, é o silêncio concordante de quem discorda. Acordaram-me... Agora, paciência... Aturem-me!
Tourada
Uma das melhores canções que conheço em português... Com uma letra tão actual...
Cá fica:
Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.
Ninguém nos leva ao engano
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
espera.
Entram guizos chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.
Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.
Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.
Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.
Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.
Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo...
Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro as milhões.
E diz o inteligente
que acabaram as canções.
Ary dos Santos
24.4.09
Dia da Liberdade
Tanto Mar
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Sei que está em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor no teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, que é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim
Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto de jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim
É pena
Sem o 25 de Abril, a autonomia seria pouco mais do que uma miragem. Mas mais uma vez, a AR não comemora a data.
Pode argumentar-se que as comemorações oficiais são meros actos simbólicos, preenchidos com discursos de circunstância que, em muitos casos, procuram recordar e nunca projectar. Mas esse argumento é absolutamente falacioso, uma vez que os próprios actos simbólicos são alicerces para a manutenção das estruturas sociais.
O segundo argumento normalmente evocado – o 25 de Abril foi uma tentativa de substituir uma ditadura por outra, tendo sido travado pelo 25 de Novembro – é verdadeiramente inaceitável. O 25 de Novembro foi apenas uma consequência da porta aberta pela “revolução dos cravos”. Foi o 25 de Abril que despoletou o processo que permitiu que Portugal seja uma democracia. Um sistema com virtudes e defeitos, como é óbvio, mas incomparavelmente melhor do que os anteriores.´
Qualquer indivíduo medianamente informado sabe que o PREC foi um tempo de excessos. Que dentro do Conselho da Revolução havia quem quisesse caminhar para outro lado (a minoria). Mas mesmos os desmandos e desvarios não apagam, nem sequer beliscam, a importância daquele dia de Abril, quando os cravos enfeitaram os canos das espingardas.
Não reconhecer a data é não reconhecer que Portugal (e por consequência a Madeira) é hoje um país melhor para viver, com melhor saúde, melhor educação, melhor sistema de protecção social e muito melhores infraestruturas em todas as áreas. Um país mais aberto ao mundo, que se conhece melhor e que vai conhecendo melhor os outros. Um país que já protesta quando acha que deve protestar, que já não se envergonha nem se acanha. Um país onde Deus já não manda nas questões terrenas. Um país onde, apesar da crise, das dificuldades, das provações, é possivel sonhar, celebrar, cantar, viver, amar.
É pena que a AR não o reconheça…
Só uma opinião
Não tenho nada contra o Nuno Teixeira. Conheço-o desde o tempo do liceu e embora nunca tenhamos pertencido aos mesmos círculos de amigos e relacionamentos mantivemos sempre uma relação cordial.
Profissionalmente, o Nuno parece-me ser competente e dedicado.
Mas apesar destas qualidades, discordo em absolutudo da sua indigitação como candidato do PSD-M ao Parlamento Europeu. Em primeiro lugar porque parece-me resultar de uma “birra” do presidente do Partido, que tencionou mostrar, mais uma vez, que quem manda ali é ele e que os restantes companheiros só têm de acatar as suas decisões, abanando a cabeça e dizendo ámen.
O Nuno não foi indigitado pelos seus méritos especiais (mais uma vez repito, não ponho em causa a sua honestidade, competência e capacidade) foi apenas mais um peão utilizado no musculado jogo de xadrez que Alberto João Jardim vem mantendo com alguns dos seus companheiros de partido.
- Aqui mando eu e para Bruxelas vai quem eu quiser, deve ter dito AJJ.
Repare-se que se o PSD-M queria substituir Sérgio Marques – parece-me que era essa a intenção – havia gente com mais e melhor currículo do que o Nuno. Fernanda Cardoso é só um exemplo, mas há mais.
No meio da confusão quem saiu bem da jogada foi SM. Teve um acto digno e corajoso que, se souber aproveitar, dar-lhe-á um excelente capital político.
Quanto ao resto, creio que o jogo dentro do PSD-M vai dar cabo do partido. Mas isto é só uma opinião de quem observa de fora.
23.4.09
Pergunta
Será Portugal o único país do mundo civilizado em que o primeiro-ministro se dá ao luxo de criticar a actuação do Ministério Público, pondo em causa magistrados e procuradores sem que o Sr. Procurador Geral da Républica diga qualquer coisa em defesa daqueles que lidera?
Tem de ser Cândida Almeida, Procuradora-Adjunta, a defender a integridade da instituição?
Vá de Metro Santanás
Vá de Metro Santanás
Genial, ou não?
22.4.09
O estado de arte....
Tanto centro comercial
Sobre as eleições europeias
Como não sou um completo atrasado mental, naturalmente que reconhecia a algumas consequências para as legislativas nacionais (as autárquicas têm outras especificidades que não entram nesta lógica elíptica). Parecia-me, contudo, haver algum exagero na importância que era atribuída a estas eleições. A vergonha que foi o PS e o PSD terem impossibilitado os portugueses de se terem pronunciado sobre o Tratado de Lisboa também não contribuía nada para a participação ou interesse. O acordo tácito, estabelecido entre os socialistas europeus e o PPE para manter Durão Barroso à frente da Comissão Europeia, constituía-se como outro motivo para indiciar uma campanha insonsa. Os próprios cabeças de lista não denunciavam grande agitação.
Foi, portanto, com imensa surpresa que assisti ao quentinho debate no Prós e Contras. E fez-me mudar de opinião acerca do interesse destas eleições. Afinal, parece que até poderão ser interessantes. E fiquei com a sensação que afinal aquele que era apontado como a grande estrela da campanha (o senhor professor doutor Vital Moreira, douto nas coisas europeias e reconhecido sábio em geral) poderá ser, afinal, o elo mais fraco. Mais fraquíssimo mesmo, diria eu.
Miguel Portas é um tipo inteligente e soube aproveitar as oportunidades, que lhe foram dadas por estar no centro decisório europeu, para pensar a política de um ponto de vista mais global. É, portanto, um bom candidato.
Ilda Figueiredo, que de resto é uma senhora pela qual não nutro grande apreço, transformou-se numa especialista em questões europeias, conhecendo bem os dossiês, sendo, também, uma boa candidata. Outro factor que abona a seu favor é a sua combatividade, mostrando-se mais forte do que há 4 anos atrás.
Já Nuno Melo é um bom orador, com qualidades retóricas evidentes. Um quadro com futuro na política portuguesa. Tem, também, vindo a trabalhar bem nas questões europeias, especialmente no que toca aos fundos e programas europeus.
Paulo Rangel, que sendo evidentemente uma escolha pessoal de Manuela Ferreira Leite para aplacar a fúria de algum baronato do PSD na guerra das listas é, simultaneamente, uma escolha segura. Homem de princípios, com boa capacidade de trabalho, tem habilidades argumentativas e tem-se imposto com mérito no panorama político social-democrata e nacional.
Sobra, portanto, Vital Moreira. O tal que não é político, que é professor de Coimbra e que era apontado como um intelectual que contribuiria para a profundidade do debate (não digo elevação, porque sobre isso, os seus textos no blogue e no Público falam por si), constitui-se afinal como uma (previsível) desilusão, não sendo capaz de falar bem sobre qualquer assunto, dizendo apenas umas banalidades e a dar-se ares de prima-dona ofendida quando acossado politicamente pelos seus adversários. Nunca demonstrou o tal brilhante intelecto que os seus defensores juram possuir, nunca conseguiu responder frontalmente às questões que lhe foram colocadas, nunca teve argumentos perante as críticas de que foi alvo.
Não tenho dotes de prestidigitação, mas auguro, portanto, uma campanha interessante e não me parece que Vital Moreira venha a sobressair em qualquer momento. Para os opositores deste PS, esta é uma boa notícia e estava capaz de agradecer a Sócrates por esta bela prenda que ofereceu à oposição.
1.29 m
Era dificil fazer muito mais contra o melhor jogador mundial da actualidade. Valeu a visibilidade que o jogo deu ao tenista português.
Gil versus Nadal
Para quem se interessar pelo assunto, Frederico Gil joga, às 13:40 horas, em Barcelona, contra o super Rafael Nadal, na segunda eliminatória do Barcelona Open Banco Sabadell – 57º Trofeo Conde de Godó.
O jogo passa em directo na Sport TV mas para quem não se pode dar ao luxo de faltar ao emprego para vê-lo (eu, desgraçadamente, sou um deles) há sempre o sítio do torneio, onde os pontos podem ser acompanhados quase em tempo real.
Contra Nadal, que ainda por cima joga (quase) em casa, as hipóteses de Gil não serão muitas, mas como eu acredito que os milagres acontecem de vez em quando…
Os números são arrasadores, e se o tenista português olhar para eles entrará em campo a pensar que nem Deus Nosso Senhor, com os seus poderes infinitos, o pode salvar! Desde que se tornou profissional, em 2001, Rafa jogou 178 jogos em terra batida e ganhou… 164! Já não é derrotado nesse tipo de piso desde a final do Torneio de Roma de 2008, perdida para o compatriota Juan Carlos Ferrero.
Este ano, o seu saldo de vitórias e derrotas em terra batida cifra-se em “modestos” 25-0, tendo ganho, pela 5ª vez consecutiva, o Open de Monte Carlo.
Incontestado número um do mundo, o espanhol disputou, em 2009, 29 jogos, tendo ganho 26. Venceu o Open da Austrália (primeiro Grand Slam da temporada) e os masters series de Indian Wells e Monte Carlo. Lesionado, perdeu a final de Roterdão e foi eliminado nos quartos de final de Miami e de Doha.
Recorde-se que esta será a segunda partida entre Gil e Nadal este ano. No final de Março, no Open de Miami, o tenista português “deu luta”, mas não conseguiu evitar a derrota em dois sets.
Vamos lá, camarada… Não há nada a perder!
Dias úteis
Espero que hoje seja um dia útil. Para ajudar no caminho:
Dias Úteis
Dias úteis
às vezes pretextos fúteis
pra encontrar felicidade
no percurso de um só dia
Dias úteis
são tão frágeis as verdades
que se rompem com a aurora
quem as não remendaria?
Dias úteis
mesmo se a dor nos fizer frente
a alegria é de repente
transparente
quem a não receberia?
Mesmo por pretextos fúteis
a alegria é o que nos torna
os dias úteis
Dias raros
aqueles que por amparos
do bom senso e da imprudencia
fazem os prazeres do dia
Dias raros
como os ares, rarefeitos
amores mais do que perfeitos
quem os recomendaria?
Dias raros
em que os mais dados às rotinas
ouvem sinos, seguem sinas
cristalinas
quem as não perseguiria?
Por motivos talvez claros
o prazer é o que nos torna
os dias raros
Por pretextos talvez fúteis
a alegria é que nos torna
os dias úteis
Por motivos talvez claros
o prazer é o que nos torna
os dias raros
Por pretextos talvez fúteis
por motivos talvez claros
Sérgio Godinho
21.4.09
20.4.09
A propósito
Nós temos cinco sentidos:
são dois pares e meio de asas.
- Como quereis o equilíbrio?
David Mourão Ferreira
(A propósito de uma conversa que não versou o equilíbrio mas sim a convencionalidade o que para aqui é quase a mesma coisa).
Duas conferências interessantes (bem mais interessantes do que a situação do PS-M)
Duas conferências interessantes. Hoje e amanhã.
DARWIN E A RELIGIÃO
Sala do Senado (Tecnopolo) - Universidade da Madeira
20 de Abril de 2009 – 18h
VALORES E A SOCIEDADE ACTUAL
Sala de Sessões - Escola Secundária Francisco Franco
21 de Abril de 2009 - 10h
Conferências proferidas pelo Professor Anselmo Borges*, abertas ao público em geral.
*Docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra no curso de Filosofia.
Padre da Sociedade Missionária e cronista semanal do Diário de Notícias de Lisboa.
Publicações: Marx ou Cristo; Janela do (In)finito; Janela do (In)visível; Religião: Opressão ou libertação; Morte e Esperança; Corpo e Transcendência; Deus no Séc. XXI e o Futuro do Cristianismo (coordenação).
Uma citação a propósito de qualquer coisa que não o PS-M (obviamente)
É preciso um grande caos interior para parir uma estrela que dança. Nietzsche.
(note-se que não é o caso do PS-M. Nesse caso, é só mesmo caos interior.)
19.4.09
Plano utópico (ou objectivos auto-propostos ao domingo à tarde)
Fazer um documentário sobre Scott Nearing.
16.4.09
Anonima Nuvolari
Os italianos Anonima Nuvolare deram ontem um grande concerto no Kool. Pena a hora a que começou... De qualquer maneira, as olheiras justificaram-se. Vejam aqui aquilo que perderam
O aborrecimento
Últimas entradas no bloco de capa preta que carrego no bolso:
- referências a uma reunião improdutiva…
- Esboço de um texto sobre uma árvore…
- Esboço de uma carta que um dia seguirá para…
- Traços quase infantis que procuram representar uma porta… (de entrada ou de saída?)
- A cópia de um texto de Bertrand Russell enviado pela Internet. É sobre o aborrecimento e reza assim:
Uma das características essenciais do aborrecimento consiste no contraste entre as circunstâncias presentes e outras mais agradáveis que exercem uma força irresistível sobre a imaginação. É também essencial que as faculdades do indivíduo não estejam inteiramente ocupadas. Fugir diante de inimigos que pretendem tirar-nos a vida, deve ser desagradável, mas certamente não é aborrecido. Um homem também não se sente aborrecido quando é executado, a não ser que tenha uma coragem quase sobre-humana. Da mesma maneira nunca ninguém bocejou ao pronunciar o seu primeiro discurso na Câmara dos Lordes, salvo o falecido duque de Devonshire, que por isso mesmo se tornou célebre. O aborrecimento é essencialmente um desejo frustrado de aventuras, não necessáriamente agradáveis, mas pelo menos de incidentes que permitam à vítima do tédio distinguir um dia dos outros dias. O oposto do aborrecimento é, numa palavra, não o prazer, mas sim a agitação.
- Uma lista de compras…
- Procurar na net Five Leaves Left, de Nick Drake…
- Notas sobre uma reunião ainda menos produtiva que a anterior…
- Não esquecer. Entrega de IRS começa amanhã…
- Várias páginas em branco
Estreia da Orquestra do Youtube
Quer isto dizer, que estou a quilómetros de distância do que de mais moderno se passa no mundo. A rádio cresceu no tempo dos meus avós. Pelas minhas contas, estou com cerca de um século de atraso. Mesmo assim, a tempo de dar a notícia em, primeira-mão, da iniciativa do mais mediático espaço de exibição de vídeos da internet.
A Orquestra é composta por 96 músicos de 33 países. Um é português. Chama-se Tiago Santos, tem apenas 20 anos e já faz parte da história. Actuou na mítica sala de Carnegie Hall – julgo que a último cidadão nacional a fazê-lo, até é uma senhora, foi Mariza.
O resto deste texto é música
10.4.09
Páscoa
Vejo cada vez mais pessoas com dificuldades e oiço, quem poderia fazer alguma coisa, falar de tudo, menos do que nos afecta.
Vivemos numa espécie de circo, onde uns palhaços fazem - palhaçadas - é óbvio, e o auditório aplaude.
Esta peça já tem anos, para não dizer, décadas. Sai de cena um palhaço, entra outro, e continua a palhaçada. Até à data, vi poucos preocupados com o que realmente interessa.
O primeiro mergulho de 2009
Ao sair da água o mundo parece-me melhor. Mais uma razão para assinalar a data: 10 de Abril, o primeiro dia em que o mundo me pareceu melhor. Em 2009.
Lua
Despertei para a realidade. Abri os olhos para sentir o coração. Fiquei sereno. Batia ao ritmo da rotação da terra. Troquei aquele instante, pelo mundo. Afinal, tenho a Lua tão perto. Ela surgiu do nada e desapareceu no negro da noite. Foi a Lua, talvez tenha sido um sonho. Talvez sejas tu. Talvez não exista nada.
Não sei por que escrevo. Não tenho por hábito mentir, mas também não sei. Talvez seja verdade. Talvez não existas. Sei que não toquei. Vi; mas não cheguei a sentir o cheiro.
Nunca ninguém disse que a Lua tinha cheiro. Falam do relevo, da densidade do ar, ou falta dele. Ocupam-se de coisas difíceis de medir, mas das simples, como o cheiro, ninguém diz nada. Julgo que a primeira viagem à Lua foi em 1969... A minha foi mais tarde. Realizei-a há instantes. Caso tivesses chegado mais cedo, ainda me vias descer do foguetão. Se fosse uns segundos, antes, talvez espreitavas a Lua.
Sou assim, aquilo que escrevo, mas estou longe do que pareço. Sou massa de ar quente, num estado morno. Há momentos, era fogo em chamas. Como vês, é a primeira descrição humana, de alguém que foi à Lua.
Ela sabe do que falo, porque ela viajou comigo.
Dedicado à Lua!
9.4.09
Uma tradução há muito esperada
Obrigado, camarada.
Abraço
Ima Chikyuu ga Mezameru
O mar está pacatamente azul,
A vida floresce por todo o lado,
e o céu, o céu,
Sonha com o amanhã.
Vejam, a Terra renascida
Espera a manhã que nasce.Nada e vence as ondas!
Corre descalço sobre a terra!
Porque eu amo tanto a Terra,
Porque o amanhecer é tão lindo!
Aproveitando a luz da manhã,
Duas vidas encontraram-se.
O amor aparece, o amor nasce nos
dois corações que crescem.
Vejam os dois a fazer um novo começo na vida,
Dando as boas vindas ao amanhecer,
com esperança, cantando em uníssono,
dançando ombro com ombro,
Porque eu amo tanto a Terra,
Porque o amanhecer é tão lindo!
Bate os pés furiosamente,
e bate as tuas mãos de alegria,
Porque eu amo tanto a Terra,
Porque o amanhecer é tão lindo!
8.4.09
Conan o rapaz do futuro
Ah, grandes tempos, quando a Televisão abria às sete com o Conan. Já nem me lembrava que a terceira guerra mundial seria em...2008. Vejam lá do que escapámos!
Ainda hoje, juro-vos, gostava de perceber o bendito refrão do genérico. Alguém sabe japonês?
Cá fica Conan, porque como diz o outro, recordar é viver...
Muito bom
Um vídeo fantástico, feito sobre uma canção do Paolo Conte (Via Con Me).
Felizmente, quando não há muito para dizer ou para escrever (esta época pascal é uma espécie de Silly Season antecipada) há a música e os filmes e...



