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31.1.08

Praga

Há instantes vinha para casa e estava uma chuvinha muito miudinha.

Confesso que gostava que não existisse pára-brisas no carro.
Queria que a chuva me perfumasse o rosto para sentir o calor do Inverno.

Há muitos dias que não chove!
Há meses que não oiço as gotículas de água tombar do telhado!
Neste momento para escutá-las é necessário fazer silêncio.
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Caem com intervalos de horas. Nada que se aproxime das outras vezes, que corri para fugir da chuva.

Recordo-me de uma vez. Estava sentado à porta do Inverno, no início do Verão e foi bafejado com uma tromba de água.
Ainda tentei resistir, mas era tanta que desisti. Cheguei a casa molhado.

De outra vez, dei a minha mão e juntos, desviamo-nos como sapos das poças de água.

Estávamos a fugir do Inverno.

Caso, hoje fosse possível, enfrentava uma tempestade para sentir a chuva.

Infelizmente não chove, e tu não existes, para realizar o meu sonho.