5.6.09

"estória" de fé ou conto de fadas?

Aí está: Federer está na final de Roland Garros. Foi mais uma vitória em cinco sets, depois de ter estado a perder por 2-1. Tal como contra o veterano alemão Tommy Haas, o suiço teve de travar uma autêntica batalha para vencer o jovem (apenas 20 anos) argentino Juan Martin del Potro, número 5 do mundo.

Aconteça o que acontecer no domingo estaremos perante uma bela história. Se ganhar Robin Soderling será uma história que falará sobre esperança, crença e fé, protagonizada por um tenista que começou por ser uma grande promessa (foi 4º do ranking mundial de juniores), que depois viu a carreira descer de forma abrupta e que vem, aos poucos, renascendo. Hoje, Soderling chegou ao seu Shangri-la. Para ficar ou apenas para ver como é?

Se ganhar Federer escrever-se-á uma espécie de conto de fadas. O suiço é considerado, por muitos, como o melhor jogador de ténis de todos os tempos. Ganhou todos os grand slam com excepção de... Roland Garros (perdeu as últimas duas finais contra a sua besta negra, Rafael Nadal). Foi primeiro no ranking entre Fevereiro de 2004 e Agosto de 2008, quando um super Nadal o ultrapassou sem se fazer rogado. Joga um ténis quase perfeito, um hino à estética. É uma espécie de principe encantado dos courts. Talvez por isso seja o favorito do público francês que o tem, autênticamente, levado em ombros até à final. Se ganhar, concretizar-se-á um final feliz que vem sendo adiado ano após ano.

Honestamente, espero ver o jogo sem tomar partido. Porque se por um lado gostava de ver essa espécie de Robin dos Bosques em versão sueca continuar a surpreender o mundo, por outro creio que a carreira de Federer merece Roland Garros.

Esta final poderá ser uma das últimas oportunidades do suiço. Ele demonstrou, esta tarde, que está com enorme vontade de vencer. Mas aquela direita do Soderling pode fazer muita mossa...

Requerimento a Fernanda Câncio

Ó Fernanda, dado que já estou cansado do ar teatral a que ele equivale em todo o horário de cada canal, no noticiário, no telejornal, ligando-se ao povo, do qual ele se afasta, gastando de novo a fala já gasta e a pôr agastado quem muito se agasta por ser enganado. Ó Fernanda, dado que é tempo de basta, que já estou cansado do excesso de carga, do excesso de banda, da banda que é larga, da gente que é branda, da frase que é ópio, do estilo que é próprio para a propaganda, da falta de estudo, do tudo que é zero, dos logros a esmo e do exagero que o nega a si mesmo, do acto que é baço, do sério que é escasso, mantendo a mentira, mantendo a vaidade, negando a verdade, que sempre enjoou, nas pedras que atira, mas sem que refira o caos que criou. Ó Fernanda, dado que já estou cansado, que falta paciência, por ter suportado em exagerado o que é aparência. Ó Fernanda, dado que já estou cansado, ao fim e ao cabo, das farsas que ele faz, a querer que o diabo me leve o que ele traz, ele que é um amigo de Sao Satanás, entenda o que eu digo: Eu já estou cansado! Sem aviso prévio, ó Fernanda, prive-o de ser contestado! Retire-o do Estado! Torne-o bem privado! Ó Fernanda, leve-o! Traga-nos alívio! Tenha-o só num pátio para o seu convívio! Ó Fernanda, trate-o! Ó Fernanda, amanse-o! Ó Fernanda, ate-o! Ó Fernanda, canse-o!

Recebida via e-mail.

Mais uma do Magalhães

Pois sabiam os meus caros leitores que o Magalhães vem sem qualquer garantia, como é exigido por lei? Ou seja, o Ministério da Educação anda a vender computadores sem recibo e sem garantia, cometendo uma ilegalidade monumental. Mas isto são coisas de lana caprina.
Por isso, uns patetas aplaudem... Fazem-me lembrar aquela série longínqua, em que o pobre do Paulo era obrigado a aplaudir (Aplaude, Paulo, aplaude...), mesmo perante as mais bárbaras anedotas...

Vital no seu melhor II

Vital já nos tinha demonstrado que era (é) um mau candidato. Já nos tinha mostrado que é um homem sem princípios ou convicções. Já nos tinha habituado a vê-lo titubear, à força de tentar encontrar tacho. Também não era homem que me merecesse grande respeito, mas o que tem tentado fazer nesta campanha ultrapassa todos limites de sem-vergonhice. Esta tentativa brejeira de associar o BPN ao PSD é ultrajante e demonstra o quão ignóbil é o homem. Com esta idiotice, tentou, de forma espúria, de criar um caso Freeport para o PSD.
O que Vital esquece (ou é má-fé ou é imbecilidade) é que Oliveira e Costa e Dias Loureiro não exercem qualquer cargo no PSD. Mais, a haver “roubalheira” (e eu acredito que haja), não foi no exercício de um qualquer cargo político, como acontece com a suspeita que recai sobre Sócrates no caso Freeport. Para além de que as alegadas “roubalheiras” aconteceram debaixo dos narizes de Victor Constâncio e de Teixeira dos Santos (que, à data, era presidente da CMVM). Uma roubalheira destas e essas luminárias socialistas não detectaram?
A última ignomínia foi a tentativa descarada de associar Cavaco Silva ao caso. Foi propositado e foi encomendada, claro que foi, uma vez que aquela notícia sobre venda de títulos em 2003 não tem qualquer relevância informativa. Foi mesmo apenas uma tentativa de criar um problema ao PR e consequentemente ao PSD.
E é a este tipo que os socialistas querem associar a Europa. Gajos desses, fiquem com eles, bem trancadinhos em casa.

Vital no seu melhor


E lá vai o Robin

A saga de Robin Soderling continua em Roland Garros. Depois de ter eliminado Nadal e humilhado Davydenko, venceu Fernando González na primeira meia-final. Um grande jogo de ténis em 5 sets em que o sueco esteve, na maioria das vezes, melhor do que o chileno.

A saga do Robin dos bosques continua. A segunda meia-final começa agora. Será Del Potro capaz de arruinar o sonho de Federer?

3.6.09

Twitter

Sou, salvo seja, uma espécie de "maria vai com as outras" e por isso aderi ao Twitter. Não sei se vou andar lá por muito tempo, ou se vou ter paciência para aquilo. Mas se me quiserem ver por lá (altamente desaconselhável, juro-vos), o link é este (acho eu).

2.6.09

Um herói improvavel

Robin Soderling é um sueco que até anteontem era virtualmente desconhecido para aqueles que não seguem o ténis com muita atenção. Número 25 do mundo, faz 25 anos daqui a dois meses. Este ano jogou 21 jogos até chegar a Paris, tendo ganho 11 e perdido 10.

Nunca levou para casa o cheque de vitória de um torneio importante. Em 2009 venceu em Sunrise (um challenger), foi semi-finalista em Auckland e chegou aos quartos de final de Brisbane. Em 2004 e 2008 ganhou em Lyon e em 2005 ganhou em Milão. Terminou o ano de 2008 em 17º do ranking mundial depois de ter partido da 53ª posição.

Pois bem, domingo passado o sueco resolveu entrar para a história, terminando com o reinado de Rafael Nadal em Roland Garros. Contra todas as probabilidades, venceu o espanhol por 3-1. Recorde-se que o ultimo encontro entre Nadal e nórdico terminara com um esclarecedor 2-0 para o primeiro, com parciais de 6-1 e 6-0...

Quem esperava que o bom do Soderling gozasse os seus 15 minutos de fama e fosse recambiado de volta à Suécia na oportunidade seguinte enganou-se redondamente. É que hoje o rapaz resolveu atirar com mais um favorito "borda fora" e seguir, todo lampeiro, para as meias-finais.

A vítima foi o russo Nicolay Davydenko, número 11 do mundo, que vinha a jogar um excelente ténis. Soderling não "fez a coisa por menos": despachou o atordoado Nicolay por 3-0, com concludentes 6-1, 6-3 e 6-1!

Nas meias-finais o sueco vai defrontar aquele que, na minha opinião, depois da "queda" de Nadal é um dos principais favoritos à vitória no torneio, Fernando Gonzalez, número 12 do ranking mundial e especialista em terra batida. Esta tarde, o chileno fez jus a isso mesmo despachando, em 4 sets, o número 3 do mundo, Andy Murray.

A ver vamos como se aguenta Soderling, o herói improvável a quem alguns já chamam Robin dos bosques. Mas teria graça vê-lo na final.

Amanhã perspectivam-se dois grandes jogos: o único sobrevivente do naufrágio da armada espanhola, Tommy Robredo, enfrenta o argentino Juan Martin del Potro, número 5 do ranking mundial, que vem jogado de forma extraordinária.

Por sua vez o único francês em prova, Gael Monfils (11º do mundo), vai tentar resistir ao relógio suíço de Federer e avançar até à meia-final. Na minha opinião não terá grandes hipóteses, mas enfim...

1.6.09

Stuart Staples - 16 summers 15 falls

O vocalista dos Tindersticks gravado por Vicent Moon.

O sr. Queiroz

Queiroz diz que os seus críticos na selecção são burros ou querem fazer dos outros burros.

Apetece-me fazer como os miúdos e, de língua de fora, gritar:

quem diz é que é!

No caso do Sr. Queiroz, esta expressão infantil aplica-se perfeitamente.

Um candidato inacreditável

Vital Moreira é um candidato inacreditável... Foi, de facto, um verdadeiro "tiro no próprio pé" dado pelo PS.

Hoje teve mais uma tirada genial: a culpa da mensagem "positiva" dos socialistas não estar a passar é da comunicação social que, pelos vistos, e segundo Vital, prefere dar notícias negativas a mostrar o "Portugal positivo" que o bom do homem jura encontrar todos os dias na rua...

Vá lá que o senhor nos faz rir... Já não é tudo mau.

Apoio

Quem quiser deixar uma mensagem de incentivo ao "maluco" que se propõe ligar o Funchal a Santa Cruz de Tenerife em mota de água pode ir até fredericorezende.blogspot.com . A aventura merece ser seguida com algum interesse.

Um estranho Roland Garros sem Nadal

Ontem, Roland Garros teve um dia histórico, com a eliminação do superfavorito Nadal e da vencedora do ano passado, Ana Ivanovic.

Foi a primeira derrota da carreira de Nadal em Roland Garros (até ontem, tinha 30 jogos, 30 vitórias) e logo contra um adversário, Soderling, a quem derrotara, há pouco tempo, por 2-0 (6-0 e 6-1). Foi-se a hipótese de ultrapassar o mítico Bjorn Borg com 5 vitórias seguidas no grand slam francês.

Em Madrid começou a notar-se que Nadal não estava a jogar bem. No "masters" da capital do seu país chegou à final, mas foi batido, de forma surpreendentemente fácil, por Federer. Durante o torneio teve dias muito dificeis, nomeadamente a meia-final contra Djokovic, tendo sido obrigado a salvar quatro (se não estou em erros) match points.

Roland Garros foi o culminar de uma estranha época de Nadal, que começou de forma extraordinária (vitória na Australia, primeiro grand slam do ano), vitórias em Indian Wells, Monte Carlo, Barcelona, Roma, finais em Roterdão e Madrid e que está, neste momento, a ser muito complicada.

Vamos ver se este descanso forçado dá ao campeão espanhol tempo para preparar a época de relva, nomeadamente Wimbledon. Em Queen's, daqui a aproximadamente 15 dias, Nadal poderá começar a dar uma resposta, sendo certo, porém, que aconteça o que acontecer o tenista tem o primeiro lugar garantido até ao final do ano.

Federer tem toda a responsabilidade do seu lado. Com Verdasco de fora, Murray em dificuldades, talvez o chileno Fernando Gonzalez possa ser uma ameaça consistente (está a jogar de forma extraordinária). Davidenko, um russo que de vez em quando renasce parece também muito bem contado nas "casas de apostas". Eu, pessoalmente, tenho muitas dúvidas que alguém coniga parar o ténis de Federer, que se assemelha, pela sua precisão, ao funcionamento de um relógio suiço.

Post-Scriptum: Neste momento Federer joga contra Tommy Haas. Perdeu o primeiro set, no tie-break.

31.5.09

Alberti

No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo.
encerrado. su canto asciende a más profundo
cuando, abierto en el aire, ya es de todos los hombres.

Rafael Alberti

Agradecido, agradado, embevecido e orgulhoso!

Ainda que com atraso, obrigado meninas por terem partilhado comigo aquela noite!

WOAB;
SU;
BLUE.

Eleições na sua real dimensão

Não se ouve uma única palavra sobre a revisão do actual quadro de referência estratégica, não se ouve uma única palavra sobre as consequências do Tratado de Lisboa, não se ouve uma única palavra sobre os destinos de Portugal e a sua posição estratégica nesta Europa cada vez mais alargada, não se ouve uma única palavra sobre o que farão as empresas e os trabalhadores portugueses com a deslocalização económica para o leste da União Europeia, não se ouve uma única palavra sobre despoluição e qualidade das águas, não se ouve uma única palavra sobre a competitividade da cidadania.

Moita Flores

A diferença entre nós e eles, é que entre os social-democratas ainda há quem, sem qualquer tipo de partidarite aguda, consiga colocar as coisas na sua real perspectiva. Infelizmente, não abundam na política homens com esta dimensão! Nem aqui, nem lá, nem noutro qualquer lugar (leia-se: partido).

30.5.09

Los poetas andaluces de ahora - Água Viva

Uma das melhores canções que, na minha opinião, nuestros hermanos já produziram. De uma banda dos anos 70 chamada aquaviva, constituida por Manolo Diaz, Pepe Nieto, Virgilio Fernandez, José Yanez . Construída sobre um poema de Rafael Alberti.

Patxi Andión - 20 Aniversario

Não liguem ao video. É uma merda. Fiquem só com o poema e com a voz do grande Patxi Andión.

28.5.09

Bando de ratos

O PS exigia (e bem) a demissão de Dias Loureiro do Conselho de Estado, atendendo às ligações pouco transparentes e as suspeitas que sobre si pendiam, decorrentes da falência do BPN. Já então, quando reivindicava o compromisso do PSD e denunciava o (alegado) silêncio da direcção social-democrata, mantinha seguros Vítor Constâncio e o presidente do Eurojust. Não via, aliás, razões para as demissões destes ilustres socialistas.
Agora, tendo Dias Loureiro apresentado a sua renúncia, por maioria de razão está obrigado o PS, se ainda lhes restar um pingo de dignidade, ética e sentido de estado, a providenciar a demissão do presidente do Banco de Portugal e de Lopes da Mota. Seria o mínimo que poderiam fazer, se sobrasse alguma decência. E isto, para não chegar ao ponto de pedir a demissão de Sócrates. Deus sabe que razões não faltam. Só que, neste momento, seria uma prenda demasiado doce para o primeiro-ministro. Que sofra as consequências da sua desgraçada política! Estranho, também, o silêncio da blogosfera socialista madeirense. Aqui há uns dias, pareciam paladinos da moralidade política. Fazendo tábua rasa dos rabos-de-palha que lhes está associado ao socialista traseiro, era vê-los, empertigados, e dando ares de gente séria, questionar o silêncio do PSD e as decisões do presidente da República. Agora, perante a demissão que exigiam, quedam-se pela mudez, que é como quem diz, andam para aí calados que nem ratos. Questão de coerência

Definição

A vida é um souvenir Made In Hong Kong

Zeca Baleiro

Zeca Baleiro - Trova

Muito muito bom

Escolha

Escolha uma identidade. É o pedido feito quando se quer inserir mensagens no blog. Escolha ser o Gonçalo, o Pedro, a Inês, o */u7, o Kiko ou a Kika, o anónimo Xavier, o rapaz das ceroulas brancas... Escolha ser qualquer coisa. Na Internet é possível.

27.5.09

Aprendi a amar quem já não me ama;
a perdoar quem não me perdoa;
e a gostar de quem não gosta de mim.

Rui Machado eliminado

Rui Machado foi-se. Deu muito pouca luta a Fernando González, tendo perdido por esclarecedores 3-0, sem ter tido a possibilidade de jogar qualquer break-point, o que diz bem da diferença de jogo entre o chileno e o português.

Já Michelle Brito joga à tarde. Vamos lá ver o que acontece.

25.5.09

Ute Lemper: "Don't tell mama

Excelente. Com dedicatória.

Michelle também passou

Michelle Brito também passou. Com uma vitória por dois sets a um contra a britânica Melanie South. Pela primeira vez, uma tenista feminina portuguesa ultrapassou a primeira ronda de um grand slam. Agora, venha a chinesa Jie Zheng, 15ª cabeça de série, jogadora que, em 2004 chegou à quarta ronda do torneio francês e que, em 2006 foi semi-finalista em pares. Uma tarefa muito complicada para a jovem (tem apenas 15 anos) Michelle Brito.

Rui Machado passou

Depois de um susto, o Rui Machado está na segunda ronda de Roland Garros. Contra o chileno Fernando González as hipóteses são muito remotas, mas mesmo assim, ficam alguns pontos para o rankink e cerca de 30 mil dólares na carteira.

Rui Machado em jogo

Rui Machado joga um 5º set em Roland Garros que será decisivo para passar à segunda eliminatória. Depois de ter ganho de forma impressionante os dois primeiros sets (6-2 e 6-4) perdeu os dois seguintes. O Quinto set pode ser acompanhado (como todo o torneio, de resto, aqui.).

Depois de Frederico Gil ter caído à primeira contra o 14º jogador do mundo, David Ferrer, o ténis masculino português pode continuar representado em Roland Garros, desde que Machado, campeão nacional em título, consiga vencer outro homem vindo das fases de qualificação, o belga Vliegen.

22.5.09

Debate Europeias na RTP-M...

Apraz-me registar a iniciativa inédita conseguida pela RTP-M. Ao fim de três décadas de regime democrático e passados inúmeros actos eleitorais, conseguiu-se finalmente juntar os candidatos todos, sim, incluindo o PSD, num debate televisivo. São recorrentes os agendamentos deste tipo de debate, a cada momento eleitoral, mas no que diz respeito à Madeira, é uma grande novidade. Deixo apenas algumas questões: porquê agora, e ainda por cima no âmbito de uma Eleição ao Parlamento Europeu? Será um novo élan para o sistema político regional? Será que estamos perante uma nova estratégia de comunicação política por parte do PSD-M? Esta inesperada concordância é para continuar? Em 2011 iremos assistir a um debate com os candidatos concorrentes às Eleições para a Assembleia Legislativa Regional da Madeira, com os respectivos cabeça de lista, e futuro Presidente do Governo Regional?

20.5.09

Porque outros dizem melhor do que eu

Os revolucionários têm que ser sempre perspicazes, para compreender o pobre material humano com que às vezes têm o infortúnio de trabalhar.

VS Naipul, in Sementes Mágicas

PS achincalha escola pública (e queriam mais)

Numa palávra: espúria!
Apenas assim é que consigo qualificar a medida socialista de distribuir preservativos nas escolas.
Nada me move contra a distribuição gratuita de preservativos (eu próprio tenho sido promotor de iniciativas que incluem este tipo de medida). Não percebo, contudo, porque é que se quer distribuir preservativos nas escolas, a não ser que se pretenda o seu absoluto abandalhamento. Como é que se pode credibilizar uma escola que começa a prestar os mesmo serviços que os bares? Como sustentar a ideia de que a escola é um espaço de trabalho? Assim, é impossível.
E agora o que é que se segue: distribuição de seringas?

Imoralidade domina actualidade do governo socialista

Parece-me evidente que o presidente do IEFP manipulou os dados do desemprego. Se a mando do ministro da tutela, para evitar que se chegasse a essa barreira psicológica dos 500 mil desempregados, se por sua auto-recriação, importa averiguar. Do que não restam dúvidas é de que houve um acto deliberado e não nos venham tentar enganar com erros informáticos. Isso já começa a ser parra que deu uva.
A minha maior estranheza é que, contudo, um acto como este não seja assumido politicamente por ninguém, nem que daí sejam extraídas as necessárias consequências. Surpreende-me? É verdade, conforme um comentador anónimo sugeria aqui há uns tempos, eu sou ingénuo e ainda acredito numa forma séria de estar na política.

O mesmo aplica-se, naturalmente, ao presidente do Eurojust. Talvez seja como ele diz e evocou ilegitimamente os nomes do primeiro-ministro e do ministro da Justiça para pressionar os seus colegas magistrados (é curioso que o nome de Sócrates seja evocado ilegitimamente tantas vezes. Era capaz de ser interessante fazer um estudo sociológico sobre o assunto, isto é, saber porque é que tanta gente se sente legitimada a recorrer ao nome do primeiro-ministro quando quer cometer uma qualquer ilegalidade [ou imoralidade]).
Mas esta possibilidade não é menos preocupante: denuncia uma certa forma de estar na política de alguns socialistas (de outros quadrantes também haverá, mas não me lembro de tanto caso como agora). É que o Lopes da Mota não é um mero magistrado: é um ex-secretário de Estado de um governo socialista.
Ninguém retirar daqui consequências é imoral, indecente e prenuncia uma total falta de respeito pela ética democrática.
Esta situação é tão mais grave quando estamos à beira de eleições. Este tipo de situação faz-me temer pela total falta de escrúpulos que alguns socialistas mais proactivos possam vir a adoptar. A quantidade de governadores civis, de directores de serviços que possam seguir estes (bons) exemplos, assusta-me
Ainda para mais, quando parece que para o PS toda a situação é normal e ninguém assume o embaraço internacional que esta situação está a causar.
Temo mesmo que os próximos tempos venham a ser negros...

Balada de Marie Sanders

E como abaixo falamos de autores (ou músicos) alemães, cá fica Bertolt Brecht e a sua Balada de Marie Sanders.

Em Nuremberga passaram uma lei
fazendo chorar muitas mulheres
que dormiam com o homem errado.

"Mais e mais gente nas ruas,
com força toca o tambor,
Deus do Ceú, se houvesse alguma coisa
seria esta noite..."

Marie Sanders, o teu amado
tem o cabelo muito preto,
o melhor é não o veres hoje,
como ontem o foste ver.

"Mais e mais gente nas ruas,
com força toca o tambor,
Deus do Céu, se houvesse alguma coisa
seria esta noite..."

Minha mãe, dá-me a chave
nem tudo corre mal,
A lua está igual.

"Mais e mais gente nas ruas,
com força toca o tambor,
Deus do Céu, se houvesse alguma coisa
seria esta noite..."

Certa manhã, às nove, atravessou a cidade,
de camisa e de placa ao pescoço,
o cabelo rapado, a rua aos berros,
ela de olhar gelado...

"Ficamos nas ruas,
o Streicher vai falar esta noite...
Grande Deus, se soubessem ouvir,
saberiam o que fazem connosco..."


Bertolt Brecht

Ute Lemper - L'Accordéoniste

Continuo a achar que esta senhora tem, provavelmente a melhor voz da actualidade. Ora oiçam lá, meus caros amigos, esta interpretação de L?Accordéoniste, aquele "velho" clássico da Edith Piaf. Digam lá se não é melhor que o original...

Giulia y Los Tellarini -La Ley Del Retiro

Mais uma do VC Barcelona e do Giulia e Los Tellarini.

Uma aventura que merece ser acompanhada

Depois de, em 2008, ter atravessado a faixa de água que separa a Madeira das Ilhas Selvagens montado na sua mota de água, Frederico Rezende quer ir mais longe. Já em Junho prepara-se para ligar o Funchal a Santa Cruz de Tenerife, também em mota de água. Uma aventura que merece ser acompanhada.

Pode fazê-lo aqui:

www.fredericorezende.blogspot.com

19.5.09

A puxar para a lágrima fácil, mas mesmo assim...



É verdade, o filme, premiado num festival internacional de curtas, puxa para a lágrima fácil. Mas não deixa de estar bem feito. Se calhar até fazer pensar um bocado.

Isto é lindo!

José Eduardo Bettencourt aparece, qual D. Sebastião, à frente de uma lista para liderar o Sporting. Clube e SAD, pelo que percebi. Logo a abrir diz que faz depender a sua candidatura da... decisão do treinador da equipa principal de futebol!

Em resumo, para além de gritar, qual Fernando Mendes da Juve Léo, Paulo Bento Forever (juro-vos que é verdade), afirmou taxativamente que só é candidato porque o bom do treinador decidiu ficar à frente da equipa.

Não tenho nada contra o Paulo Bento, mas parece-me um mau principio que um candidato a líder de uma qualquer instituição faça depender a candidatura da manutenção em funções de um funcionário. Ou não?

E agora, Dias Ferreira? Você avança ou nem por isso?

18.5.09

Dave Matthews Band - Funny The Way It Is

Gosto deste primeiro single. Agora quero ouvir o disco todo. Já em Junho (segundo creio).

Do you want a big Whiskey?

17.5.09

Um prenúncio?

Lá consegui ver o jogo. Um surpreendentemente pobre Nadal perdeu por duplo 6-4 com Federer. Um prenúncio para Roland Garros?

Mais um Nadal versus Federer

Nadal contra Federer. Daqui a 10 minutos. Final do Open de Madrid. Ráios parta a Sport TV, que "roubou" o ténis ao democrático Eurosport. Xiça, deve haver uma porcaria de uma televisão nas próximidades que não esteja ocupada com mais um jogo da liga inglesa ou de outro campeonato de futebol qualquer. Deve haver, digo eu... Vou à procura.

D. Duarte e Cavaco

D. Duarte foi interrompido e tirado do ar para que Cavaco fosse filmado a sair do carro oficial. Foi hoje, na RTP. Não deixa de ter graça.

Um livro aberto ao calhas

Os sonhadores sonham para cima, com o pescoço seguramente amarrado à cadeira eléctrica.

Henry Miller em Primavera Negra

Bloco de Notas

Poderei ser como julgo ser ou como os outros julgam que sou? É aqui que estas linhas se transformam numa confissão na presença do meu eu desconhecido e incognoscível, desconhecido e incognoscível para mim mesmo. É aqui que eu crio a lenda segundo a qual devo sepultar-me a mim mesmo.

Miguel de Unamuno