26.2.08

Portos da Madeira

Segundo uma cadeia de supermercados, nacional a operar na Madeira, os produtos são 15% mais caros na região.

Nem a diferença do da taxa do IVA (continente 21%; região 15%), esbate o custo da operação portuária.


Contas feitas, quer isto dizer que estamos perante uma inflação da ordem dos 21%. (15% - custo a mais para o transporto das mercadorias marítimas + 6% que é a diferença do IVA).

Até quando????????????
Um dos melhores debates na Assembleia, senão é o melhor e o mais oportuno.

24.2.08

Estaremos atentos?!

Jesus deixou a Judeia e voltou para a Galileia. Tinha de atravessar a Samaria. Chegou, pois, a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacob tinha dado ao seu filho José. Ficava ali o poço de Jacob. Então Jesus, cansado da caminhada, sentou-Se, sem mais, na borda do poço. Era por volta do meio-dia.
Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-me de beber.» Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. Disse-Lhe então a samaritana: «Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber a mim que sou samaritana?» É que os judeus não se dão bem com os samaritanos. Respondeu-lhe Jesus: «Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem é que te diz: ‘dá-me de beber’, tu é que Lhe pedirias, e Ele havia de dar-te água viva!»
Disse-Lhe a mulher: «Senhor, não tens sequer um balde e o poço é fundo... Onde consegues, então, a água viva? Porventura és mais do que o nosso patriarca Jacob, que nos deu este poço donde beberam ele, os seus filhos e os seus rebanhos?»
Replicou-lhe Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede; mas, quem beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der há-de tornar-se nele em fonte de água que dá a vida eterna.»
Disse-Lhe a mulher: «Senhor, dá-me dessa água, para eu não ter sede, nem ter de vir cá tirá-la.» (...)

Disse-Lhe a mulher: «Senhor, vejo que és um profeta! Os nossos antepassados adoraram a Deus neste monte, e vós dizeis que o lugar onde se deve adorar está em Jerusalém.»
Jesus declarou-lhe: «Mulher, acredita em mim: chegou a hora em que, nem neste monte, nem em Jerusalém, haveis de adorar o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. Mas chega a hora - e é já - em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende. Deus é espírito; por isso, os que O adoram devem adorá-l’O em espírito e verdade.» Disse-Lhe a mulher: «Eu sei que o Messias, que é chamado Cristo, está para vir. Quando vier, há-de fazer-nos saber todas as coisas.» Jesus respondeu-lhe: «Sou Eu, que estou a falar contigo.


Evangelho segundo São João (Jo 4, 3-42)

Porque em tempo quaresmal é necessário lembrarmo-nos a razão de sermos cristãos! E para que não nos esqueçamos que a maior parte do tempo agimos como a samaritana. Sem ouvir o que nos é dito!

Porque alguns pulhas pretendem negar!

É uma questão de História lembrar que, quando o Supremo Comandante das Forças aliadas, General Dwight D. Eisenhower encontrou as vítimas dos campos de concentração, ordenou que fosse feito o maior número possível de fotos, e fez com que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados até aqueles campos e até mesmo enterrassem os mortos.
E o motivo, ele assim explanou: " Que se tenha o máximo de documentação - façam filmes - gravem testemunhos - porque, em algum ponto ao longo da história, algum bastardo se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu".

Relembrando:
Esta semana, o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares porque "ofendia" a população muçulmana, que afirma que o Holocausto nunca aconteceu...
Este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e o quão facilmente cada país está se deixando levar.
Estamos há mais de 60 anos do término da Segunda Guerra Mundial.
Este e-mail está sendo enviado como uma corrente, em memória dos 6 milhões de judeus,20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos, e 1900 padres católicos que foram assassinados, massacrados, violentados, queimados , mortos de fome e humilhados , enquanto Alemanha e Rússia olhavam em outras direcções.
Agora, mais do que nunca, com o Irão, entre outros, sustentando que o "Holocausto é um mito", torna-se imperativo fazer com que o mundo jamais esqueça.
A intenção em enviar este email, é que ele seja lido por 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
Seja um elo desta corrente e ajude a enviar o email para o mundo todo.
Não o apague. Você gastará, apenas, um minuto do seu tempo a reencaminhá-lo.

Recebi por correio electrónico. Publico porque é importante não esquecermos o que acontece, quando a humanidade é objectivável!

22.2.08

Ainda a propósito da selecção

Jorge:

Desta vez, não poderia estar mais em desacordo contigo.

Em primeiro lugar porque não seria pedido ao Marítimo, ao Nacional ou ao União para deixarem de participar nos "nacionais" de Portugal. Nem seria lógico que o fizessem. Como saberás, a existência de uma federação não implica que os emblemas madeirenses fiquem impedidos de competir em outros campeonatos. Os maiores clubes de Gales, por exemplo (um deles, de nome Wrexam, até eliminou o Porto numa edição da antiga Taça dos Campeões Europeus, se bem te recordas) jogam nas ligas profissionais de Inglaterra. Mas podem atingir a UEFA através da Taça do País de Gales (o bendito do Wrexam jogava na quarta divisão inglesa quando enviou directamente o "FCPÊ" para um melodrama que durou meses).

Mais recentemente, o Celtic de Glasgow e o Glasgow Rangers estudaram a hipótese de abandonar a liga escocesa, começando a participar na mais rentável liga inglesa. A ideia não está, de todo, posta de parte.

Em segundo lugar, os resultados desportivos nunca podem ser um factor importante para a decisão, como de resto compreenderás - a hipótese da selecção da Madeira participar num "europeu" ou num "mundial" é pouco mais que utópica. A análise da proposta deve ser feita segundo parâmetros meramente económicos. Caso sigas esse caminho, verás que representa uma excelente ideia para a promoção da Região. Um investimento com retorno garantido.

Se fizesses um teste, perguntando quantos portugueses conheciam o Leichenstein ou São Marino antes de nos termos cruzados com eles em desequilibradas jogatanas de futebol, verias que não eram assim tantos. É óbvio que os habitantes dos dois micro-estados estão-se a borrifar para o assunto, não precisam de portugueses para nada, mas isso é outra conversa...

Imaginas quantas reportagens se publicam na semana em que joga a selecção inglesa focando o jogo, a equipa "deles", a equipa adversária, o país (ou Região) onde jogarão o Lampard e companhia, falando sobre tudo e nada? São, meu caro Jorge, milhares.

Sabes que em média um jogo da selecção inglesa é acompanhado por mais de 100 jornalistas e técnicos que se deslocam ao país (Região) e ao estádio onde a equipa joga?

Sabes que em média mais de 5.000 ingleses assistem, em qualquer estádio do mundo, aos jogos da sua selecção? E que os 90 minutos são transmitidos, em directo ou em indeferido para vários canais de TV britânicos e para centenas de canais de TV dos cinco continentes? E que resumos dos jogos são transmitidos para milhões de espectadores espalhados pelo globo? Sabes quantas horas de televisão (para seguir o exemplo que te dei) mas também quantas páginas de jornais, quantas horas em rádios, quanto tráfego na net isso representaria para a Madeira? Sabes quanto seria necessário investir para ter tamanha cobertura mediática através de outro acontecimento qualquer?

Num "grupo normal de qualificação" jogaríamos contra cinco ou seis adversários. Teríamos, fatalmente, de defrontar um (ou dois) cabeças de série (tirando Portugal, são todas equipas do primeiro mundo, a saber: Itália, França, Alemanha, Espanha, etc). Repara o que representaria, em termos de promoção, jogar contra um destes adversários...

Exemplifico-te olhando o grupo onde está inserido Portugal na próxima fase de qualificação para o "mundial":

jogamos contra a Suécia, a Dinamarca, a Hungria, a Albânia, Malta e o Cazaquistão. Se reparares, os único países que não representam mercados turísticos apetecíveis são a Albânia (felizmente, digo eu) e a terra adoptiva do Borat!

É óbvio que qualquer madeirense que se preze vai continuar a torcer afincadamente pela selecção portuguesa. E eu também. É óbvio que a "praça euro" continuará a encher de cachecóis verdes e vermelhos. É óbvio que cada jogo de Portugal irá ser seguido na Madeira em clima de algazarra colectiva.

Não me parece que a rapaziada das Ilhas Faroé queira ser independente só porque uma equipa os representa desgraçadamente em competição.

Só num país como Portugal, que atribui ao futebol uma importância que manifestamente não tem, se pode pensar que um bando de rapazes de azul e amarelo contribuirá para "minar" a unidade nacional. A unidade nacional, como saberás, meu caro amigo, não tem como pilar (ou pelo menos não deveria ter) uma selecção de futebol (que ainda por cima, em breve, mais basileiros que portugueses).

Creio que é tempo de olharmos de forma inteligente para o Desporto e para as vantagens promocionais que a associação ao fenómeno potenciam. É corrente dizer-se que o futebol é um dos meios mais eficazes para dar a conhecer todos os tipos de marcas, bens ou serviços. Mas eu acrescento que só o é para as marcas que conseguem rentabilizar de forma inteligente (desculpa a repetição) a associação ao jogo, às selecções, aos clubes ou aos agentes, canalizando os seus investimentos para os meios que melhor comuniquem os valores que cada marca individualmente comporta.

Quanto a afirmações feitas sobre o assunto em outros blogs, que nada têm a ver contigo, revelam só uma coisa: ignorancia pura sobre o que é "promoção".

Abraço, camarada. Vou deixar a caixa de comentários aberta, excepcionalmente, para ti, se quiseres responder.

Gonçalo

O espírito “pidesco”

A notícia do DN dando conta de que se fuma numa sala do Teatro Municipal, entretanto emprestada ao Club Sports Madeira, é do que há de mais serôdio no cidadão madeirense, sobretudo aquele que já fez uma viagenzinha a Londres e que tem mais do que o 12º ano.

O voyerismo para com quem fuma não tem limites. Nem o bom senso também, pois até se deram ao trabalho de, empoleirados não sei onde, tirar uma fotografia de um tipo com um cigarro na boca. Por momentos ainda vasculhei a foto a ver se não era um cigarro mas um charro, ou se se estava a passar outra “coisa” por debaixo da mesa. Mas conclui que era só um cigarrinho.

Depois, implicitamente, ainda há o argumento do incêndio. Se a sede do Club se incendiou, o teatro também se pode incendiar, já que uns “criminosos” de cigarro na mão e isqueiro no bolso a frequentam.

E por que é que esta é uma “denúncia” sorrateira e mal vinda? Primeiro, os sócios que por lá andam, que se saiba, nunca se queixaram. Segundo, o espaço, embora público, está reservado a privados. Terceiro, como bem se sabe, bridge e fumo (para quem é fumador) são como que copo e vinho.

O que devia fazer confusão, e não faz, é ver todos os fins-de-semana miúdos e miúdas de 13 e 14 anos a pedirem e a beberem todos os tipos de álcool, puros ou disfarçados, nos bares e discotecas da Madeira.

Aos jornalistas que fazem estas notícias ainda lhes vou pedir que um dia me mostrem o seu caixote do lixo.

PS: dispenso lições sobre os malefícios do tabaco bem como exemplos de políticas adoptadas nos países mais desenvolvidos.

E a bandeirinha?


Sugestão heráldica para figurar em tudo o que for imagem da futura Selecção da Madeira de Futebol. E é parecida com a da Suécia, comparação que muito nos honra e dignifica.

Federação de Futebol da Madeira? Claro que sim

Já está quase tudo dito sobre o assunto. Só acrescento que foi a melhor e a mais válida ideia dos últimos oito anos criada na Madeira. Não é independentista, não cria clivagens (porque se cinge ao desporto), poupa no dinheiro, estimula as moribundas competições regionais e o povo fica contente. Depois, põe no lugar certo a pequena especificidade etnológica, sociológica, administrativa e política da Madeira em relação ao “rectângulo”.

Ainda por cima, e à nossa escala, há uma mão cheia de exemplos pelo mundo fora: Antilhas Holandesas, Anguilha, Aruba, Bermuda, British Virgin Islands, Caiman Islands Ilhas Faroé, Montserrat, Turks and Caicos, US Virgin Islands, China Taipé, Guam, Hong Kong, Macau, Samoa, Cook Island, Nova Caledónia, Tahiti.

E agora Costa?


Quando era ministro deste Governo e tinha a tutela das autarquias António Costa proibiu o endividamento de todos os municípios. Na altura (há apenas 2 anos) António Costa pediu “imaginação” e “criatividade” financeira aos autarcas. E agora Costa, por que não puxas pela “imaginação” e pela “criatividade”?

Frase do Dia


Leio a Playboy pela mesma razão que leio a National Geographic:
Gosto de ver fotografias de lugares que sei que nunca irei visitar.


A frase não é minha, ainda assim prova que os meus gostos vão além dos musicais e das crónicas de Vasco Pulido Valente.

21.2.08

Concordo sim senhor

A ideia de criar uma Federação de Futebol da Madeira, abrindo caminho a uma representação da Região nos campeonatos do mundo e da europa, permitindo ainda às equipas regionais participar nas primeiras eliminatórias das provas da UEFA tem alguns méritos.

O principal é a mais-valia que uma representação da Madeira nas eliminatórias do "europeu" ou do "mundial" representaria para a promoção da Região.

Basta pensar que todas as selecções "grandes" - Itália, Alemanha, Inglaterra, Espanha ou França - viajam com milhares de adeptos atrás. Que cada jogo com uma dessas equipas é objecto de transmissão televisiva para os referidos países (pelo menos). Os dias anteriores e posteriores aos jogos em que participam são preenchidas com centenas (ou milhares) de reportagens para televisões, jornais, rádios, entre outros meios. E que o futebol é, de facto, um dos veículos de comunicação mais fortes para todos os tipos de marcas que a ele se associam.

Tudo é o resto na proposta acaba por ser de importância menor. Mas se calhar é fundamental para "convencer" os mais fervorosos adeptos do Marítimo, do Nacional ou do União. É que uma "ida à Europa" ali ao virar da esquina e sem grande esforço não acontece todos os dias.

Deixo apenas uma pergunta: a função de promover a Região seria, caso houvesse a federação, cumprida pela selecção. Faria sentido continuar a actual política desportiva de apoio aos clubes com o objectivo de fazerem a promoção da Região? Ou deveriam as verbas ser reduzidas para que se apostasse na formação, sendo o seleccionado uma montra para os jovens jogadores do arquipélago?

Projectos de duvidosa qualidade

O grupo SIRAM continua a sua cruzada nas Ilhas do Atlântico.

Depois de ter vendido à Madeira e aos portosantenses o inestético Colombo`s Resort da autoria do conceituado arquitecto catalão - Ricardo Bofill - o empresário Sílvio Santos aparece por detrás de um outro duvidoso projecto.

Desta vez trata-se de um uma central fotovoltaica alimentada a partir de biomassa (transformação de produtos florestais e outros detritos animais), para produzir energia - cinco megawatts segundo os estudos já realizados.

Confesso que nada percebo sobre produção de electricidade, muito menos a partir de restos de animais e de produtos da floresta.

Caso ainda não tenha acontecido o milagre da multiplicação, o Porto Santo tem meia dúzia de árvores. As bruscas alterações climáticas aconselham a manter inalterado o património natural, leia-se árvores, sobretudo num pequeno território como é o caso da Ilha.

A minha questão é simples. Como e com que é que vão alimentar a central?
Será que não existem energias mais limpas???

No caso do novo hotel, que está quase pronto, é um mau projecto de arquitectura, porque agride o meio ambiente.

Temo que a anunciada central transforme-se num outro monstro para a ilha.

A caminho da Lua


Aguardo o prometido eclipse da Lua desta noite. O fenómeno é para os resistentes. (3H01M)

Eu já estou pronto!
Não sei se vou adormecer antes, mas estou pronto para o que chegar mais cedo. Só não faço ideia se é o sono, ou o Eclipse.

Amanhã conto-vos tudo.
Clama aí!!!!

Eu disse Amanhã!!!!!!….
Que eu saiba amanhã é sexta-feira, dia 22 de Fevereiro de 2008.
Ah!
Antes do meio dia não vale a pena incomodar.
Eu não sou funcionário público, mas trabalho de acordo com os indícies de produtividade do país
Os interessados podem tirar a “senha” na caixa de mensagens e aguardar a vez na fila.
Prometo que conto tudo..
Não prometo que vou ver a Lua vermelha, mas prometo dizer algo

19.2.08

Ora, diga lá outra vez?

Expliquem-me lá como se eu fosse muito burro: como é que o desemprego não pára de crescer e o PM afirma que o governo criou 94 mil empregos?
Isto não é propaganda: é publicidade enganosa!

Jornalismo quê...?

É impressão minha, ou aquela entrevista do PM na SIC foi feita por encomenda? É que fiquei com a sensação de que as peguntas foram feitas por José Sócrates e não pelos jornalistas (?)...

2ª Epístola ao Tino

Caro Tino,


ao contrário de ti, para mim a palavra do PM não basta. Porque ele já nos habituou às promessas vãs e a desdizer-se com a mesma convicção com que antes afirma qualquer coisa (não me vais pedir exemplos, pois não?!).
Por isso não me chega o que diz Sócrates. Interessa-me a letra da lei. E no Decreto Regulamentar n.º 2/2008 nada há que consubstancie as palavras do PM e a propaganda do ME. Neste documento apenas existem ideias vagas, sem qualquer tipo de regulamentação, sem qualquer tipo de objectividade, fazendo depender a progressão da carreira docente dos humores de nomeados, sem qualquer tipo de interligação com a nova legislação que continua a sair.

E a tua (e de outros) argumentação de que os papás têm uns bitaitezinhos a mandar no processo de avaliação de desempenho dos docentes, dando como exemplo o processo democrático, serve exactamente para desconsiderar a especificidade do acto pedagógico e em última instância a própria política: o acto de votar é um dever/direito de cidadania e não exige (não deve fazê-lo, para ser completamente democrática) qualquer tipo de especificidade. As razões de cada voto são de foro íntimo e podem ser (frequentemente são) de ordem subjectiva, enquanto que o acto de avaliar o desempenho de um profissional tem de expurgar, na medida do possível, o factor subjectividade, para ser justa. Por isso é que para votar não precisas de critérios, enquanto não podes avaliar objectivamente sem definires uns quantos. Portanto, na minha opinião, o argumento que evocas não tem qualquer tipo de validade ou sustentação. Não passa de um acto de retórica que fica bem aos políticos, mas mal a quem quer discutir esta questão com a seriedade que o tema exige.

Por outro lado, sustentar que a avaliação dos alunos deve contar para a progressão na carreira dos docentes, é inverter o processo de avaliação em educação. Caso não tenhas dado por isso, qualquer professor que se preze (e os há bons e maus) não se demite do acto de educar. Numa sala de aula, quem educa são os professores e não os alunos. Já ponderaste bem as implicações que uma medida como esta pode ter dentro de uma sala de aula? A inversão da autoridade?
Dir-me-ás que na implementação de um sistema de qualidade de uma qualquer organização, é fundamental a avaliação feita pelos clientes. Absolutamente de acordo, mas esta avaliação é fundamental para avaliar o grau de satisfação pelo serviço prestado pela organização e não para avaliar as competências dos colaboradores.

Sustentas, ainda, que o resultado dos exames nacionais deverão ter maior peso na avaliação dos alunos, relativamente à avaliação feita pelos professores. Isto é negar a importância da avaliação contínua, defendida por qualquer organização nacional ou internacional e comummente aceite como o melhor modelo de avaliação em educação. O mesmo, naturalmente, aplica-se à avaliação dos docentes, uma vez que faz depender a progressão na carreira de um processo que não é pacífico (exames globais) e bastante contestado, pois um exame diz muito pouco acerca das aprendizagens. Dirá alguma coisa, mas não o fundamental.

Tudo isto é extremamente grave, mas se queres saber, nem é o que mais me preocupa. O que me vem atormentando é o mais recente Regime jurídico de autonomia, administração e gestão, que vai franquear os portões das escolas aos partidos e aos delegados políticos e que, inevitavelmente, terá consequências no processo de avaliação da carreira docente.
Como sabes, em última análise, a avaliação dos docentes será entregue aos coordenadores do departamentos curriculares e aos futuros directores das escolas que, pela entrada em vigor do Regime jurídico de autonomia e gestão, serão cargos de nomeação. E aqui estás a politizar todo o processo avaliativo. É fácil de entender: as assembleias de escola serão substituídas pelos conselhos gerais, constituídos por pessoal docente (não superior a 40%) e não docente, os pais e encarregados de educação (e também os alunos, no caso dos adultos e dos estudantes do ensino secundário), as autarquias e a comunidade local, nomeadamente as instituições, organizações e actividades económicas, sociais, culturais e científicas. De acordo com a proposta de decreto-lei, a presidência deste órgão nunca poderá ser exercida pelos professores. Assim sendo, adivinha quem é que irá presidir a estes novos conselhos? Pois é, as autarquias, uma vez qu,e por não ser remunerado, nenhum dos outros representantes terá disponibilidade para ocupá-lo. Ora, é este órgão que tem a competência de nomeação do Director que, por sua vez, irá nomear (deixam de ser eleitos) os coordenadores dos departamentos curriculares e irá presidir, por inerência, os conselho pedagógicos. Começas a perceber a trama? O que irá acontecer é que, em última análise, a avaliação será feita por boys dos partidos, colocados estrategicamente em todos os principais órgãos das escolas. E isto é que é grave. Falas tu em amiguismo no actual processo de avaliação. E este novo sistema, será o quê?
Pois é: os professores não só têm legítimas razões para estar desiludidos. Eu, se me mantivesse no ensino, estaria apavorado...

18.2.08

1ª Apóstola a Tino (que não o Isa)

Caro Tino:

sem querer ser ou parecer ofensivo, do teu texto Avaliação dos professores, publicado no dia 18 de Fevereiro, só há duas conclusões possíveis (que não se excluem obrigatoriamente): ou não reflectiste minimamente sobre a questão, ou não percebes puto de educação. Porque não existem outras conclusões, tal a quantidade e a qualidade dos dislates que proferiste (incrível que num post não tenhas conseguido acertar uma).

Mas eu disse que não te queria ofender, pelo que irei apresentar argumentos que, não minha opinião, deveriam ser desnecessários, mas pelos vistos não são.

1. Pôr um pai a avaliar o desempenho de um professor, é o mesmo que não reconhecer qualquer especificidade ao acto pedagógico. Qualquer um pode mandar uns bitaites, uma vez que todos são especialistas. Deixa-se de reconhecer portanto, necessidade de formação para o acto de ensinar e mesmo de avaliar (caso não saibas, os professores têm formação ao nível de avaliação). Esta medida, que tão acérrimamemente defendes, apenas foi introduzida para que o Governo ganhasse as federações de pais para as reformas que pretendia impor (sabendo, diante de mão, que existem mais pais do que professores);

2. Ouviste a questão colocada pelo Louçã? Pois neste caso ele está completamente certo. O novo modelo propõe a avaliação não de acordo com as qualidades do docente, mas com as qualidades da população discente, sendo efectivamente verdade que um professor colocado em escolas situadas em contextos socio-economico-culturais mais difíceis será prejudicado em relação a colegas colocados em boas escolas. Também é possível interpretar esta lei de modo a que todos os docentes sejam avaliados de igual forma, independentemente das disciplinas que leccionam;

3. Seres de opinião que as notas dos exames nacionais devem ter maior peso do que o trabalho diário feito pelos alunos revela bem o teu desconhecimento sobre o processo pedagógico e à importância que dás ao a qualidades como o trabalho, disciplina, o empenho! É tão ridículo que apenas te posso aconselhar a leitura de qualquer manualzito de segunda, para se aperceberes do absurdo da tua afirmação;

4. Ao contrário do que afirmas, este sistema irá promover o amiguismo e introduzir ainda menos rigor e exigência no ensino. Mais: sabendo à partida que os directores das escolas serão nomeados pelos futuros Conselhos de Escola (que irão substituir as Assembleias) e que estes, inevitavelmente, serão presididos pelas autarquias, estamos a permitir a entrada em cena do caciquismo e da politicazinha municipal num processo tão importante como é a avaliação de desempenho de um profissional;

5. É, efectivamente, fundamental avaliar o desempenho dos docentes. E seria tão fácil criar um instrumento mais ou menos fiável - uma vez que a avaliação é um processo sempre sujeito ao erro -, bastando pegar nas avaliações (milhares) dos estágios curriculares, promovidos pelas universidades. Mas isso, tu não sabes!

Será Timor um estado viável?

É impressão minha, ou já todos começamos a engolir a propanga australiana de que Timor Leste não é viável enquanto país (ou não estivessem c om o olho gordo em cima do petróleo timorense)? É que eu conheço países com muito menor dimensão e muito menos riquezas que não só são viáveis, como conseguem proporcionar qualidade de vida aos seus habitantes que nem de longe temos em Portugal.
Não, Timor parece-me viável e o problema não são os timorenses. O problema de Timor foi que nenhuma das duas potências coloniais (sendo que uma delas exerceu uma violência e uma repressão brutais) deixou massa crítica intelectual, antes pelo contrário. Por isso é que a política em Timor ainda recorre às relações familiares. Mas como muito bem disse o Miguel Fonseca, esta não é uma exclusividade e muito boas democracias ocidentais padecem do mesmo mal. O problema é que naquele caso, as famílias estão armadas...

O previsível futuro de Timor


Não necessariamente por esta ordem, agradeçam o estado a que Timor chegou (de resto, mais do que expectável) a Jorge Sampaio, a António Guterres, a Mário Soares, aos Trovante e a todos quantos provocaram a histeria colectiva em torno de um povo que não se sabe governar, não se quer governar, nem nunca se há de governar.

Felizmente, nunca deixei de comprar produtos da Indonésia e sempre achei que Timor ficava bem melhor com os australianos. Assim não quiseram, agora desembrulhem-se.

CGTP-OUT


Se o país está como está muito se deve à existência da CGTP. Durante anos esta união de sindicatos do terceiro mundo mais não fez do que perpetuar regalias, fomentar a improdutividade, encher o Estado de funcionários desqualificados, lutar pelo empregozinho para toda a vida e manter vivos os preconceitos contra os empresários e contra quem é empreendedor e criativo.

Em suma, e justamente, o que a CGTP sempre quis foi o bem-estar de todos os trabalhadores portugueses, mesmo que estes não quisessem trabalhar nem dar lucro ao patrão.

É certo que todos os países, até mesmo os mais desenvolvidos, têm os seus sindicatos. Mas sindicatos comunistas, na Escandinávia por exemplo, só se encontram em museus.

Para Expiação dos Meus Pecados

Expiação é um filme que expia os pecados, fatais, do realizador - joe Wright - e de um menos conseguido argumento.

Eu também expiei os meus próprios pecados para chegar a esta óbvia conclusão. Vi o filme duas vezes. Minto! Uma vez e meia, porque adormeci a meio da fita na primeira “versão”. Não satisfeito regressei este domingo à estória. Quer dizer,…o destino arrastou-me para esta inconsequente “fatalidade”.. Queria ver “O Sonho de Cassandra” de Woody Allen. Comprei o respectivo bilhete mas enganei-me na sala. Assim que observei as primeiras imagens identifiquei a obra que me tinha atirado para o lado inconsciente da vida. Pensei que era o “trailer” do filme, mas não. Tratava-se da obra completa. Como já estava confortavelmente sentado, quando despertei para este duplo pesadelo, decidi ficar. Precisava expurgar a consciência para poder dizer mal da fita.
Foi o que fiz.
Abri bem os olhos com medo de ser novamente traído pelo sono e o que vi não alterou nada do que não tinha visto, mas tinha consciência que não era bom.

Explico: o filme não precisa das cenas da guerra. Em primeiro lugar porque não acrescentam nada à história. “Expiação” poderia passar do momento em que Robbie - um azarado filho de um caseiro inglês – está algures em França, para a cena em que a “viloa” da fita – Briony Tallis – ampara a morte de um soldado ferido na cabeça. Ou seja, existem 20 a 30 minutos de rodagem perfeitamente inúteis, e caros, neste trabalho do mesmo realizador de “Orgulho e Preconceito”. Acrescentam quase nada. Além disso, o filme perde-se no meio do deslumbrante cenário belicista, mas inconsequente para o objectivo final da história. É arriscado fazer filmagens em catadupa das grandes guerras, porque existem muito bons trabalhos sobre a temática. Recordo-me de, “ O Resgate do Soldado Rayan” de Spielberg, por exemplo.

Gosto da interpretação do trio de protagonistas: - da charmosa e elegante Cecília, da irmã, que aparece com um sinal no rosto do lado esquerdo e depois passa para o direito, e do jovem mas firme actor. Ele e Cecília estão nomeados para um Óscar na categoria de Interpretação. Ao todo “Expiação” tem sete nomeações e já ganhou o Globo de Ouro de melhor filme dramático. Não comento prémios, porque são prémios. Apenas dou 3 estrelas a este ambicioso, mas falhado filme.

E agora?

The Republic of Serbia shall not tolerate such an illegal act of secession. Our Government and National Assembly will declare this action of the authorities in Pristina null and void. And we shall undertake all diplomatic, political, and economic measures designed to impede and reverse this direct and unprovoked attack on our sovereignty.

(...)

Let me be very clear. The Republic of Serbia shall never accept any violation of its territorial integrity. We shall never recognize Kosovo's independence. We shall not waiver, we shall not yield, should this cowardly act proceed unchecked. Not now. Not in a year. Not in a decade. Never. For Kosovo and Metohija shall remain a part of Serbia forever.

Excertos do discurso de Vuk Jeremic, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, na última quinta-feira no Conselho de Segurança da ONU.

Dias complicados avizinham-se, de facto. Após o Kosovo, o que impedirá os albaneses da Macedónia de tentarem semelhante "aventura"? Em algumas zonas do país são maioritários... E os sérvios da Bósnia? E os sérvios que vivem na Croácia? E os croatas da Bósnia e os...

Já agora, o terá Kosovo condições para ser independente? Tem capacidade económica de se auto-sustentar? Tem elites bem preparadas para o conduzir? Tem massa crítica capaz? Não se estará a construir mais uma espécie de zona-franca para as máfias internacionais, à semelhança daquilo que é hoje a Albânia, um estado onde o estado nada controla, dominado por grupos de crime organizado?

Terá a UE capacidade para liderar o processo em curso, ou vai ter de se socorrer do amigo americano, mais interessado em combater a influência russa na Região do que na estabilidade da zona?

Se calhar estou enganado, e os sérvios, depois da revolta inicial, acabarão por aceitar o inevitável, premiados com perspectivas de uma adesão de certo modo facilitada à UE. Mas de facto tenho as minhas dúvidas...

15.2.08

Onde é que andei este tempo todo?


Como o mundo não começa nem acaba na Madeira andei a dar umas voltas por bons sítios. E agora voltei, de faca ainda mais afiada e sempre para irritar e instruir.

13.2.08

À Espera da ASAE

Na Madeira há uns indivíduos insaciáveis por autonomia.
Não sei se em casa quem manda é a esposa, ou se a falta de exercício de poder lhes diminui o ego. Nunca percebi, nem quero entender.

Entrou em vigor a nova lei do tabaco e passados uns dias foi apanhado com a boca na botija o Presidente do Governo.
De imediato ouvi dizer que a lei não era boa e que ninguém a tinha violado.

Passados uns dias, alguém lembrou-se da autonomia. Toca reescrever o texto da lei para acertar o fato à medida dos burgos do sítio.

Penso que quem age desta forma, está mal informado.
O TABACO MATA. Eu não fumo mas já assisti a conferências proferidas por médicos, sobre o vício do cigarro e fiquei chocado.

O meu conselho é que se aproveite a autonomia para benefício da população madeirense e não desta forma.
Para fazer uma lei que nem serve gregos nem troianos.

Dia dos namorados

Reservei uma mesa e duas cadeiras nas Desertas.
Alguém está disponível ……………………….

12.2.08

Mas anda tudo grosso?...

Se fizermos um périplo pela blogosfera madeirense, facilmente nos depararemos com críticas e aplausos ao mais recente blog regional, o Madeira: Ilha de Escárnio e Maldizer . Mas será que o nome do blog e do próprio blogger não indicam já o seu posicionamento na blogosfera: gozar à grande com tudo, mas muito especialmente com a política madeirense?

Vejam as manifestações que o blog já provocou no Ultraperiferias, no Apontamentos sem nome e no Sobrevoando o território e se não é caso para perguntar se não estarão todos bêbedos, por levarem tão a sério um blog que visa divertir?

Solidariedade com Nazário

Normalmente defendo que quem é eleito por um partido deve abandoná-lo quando entre em ruptura. Contudo, no caso do Presidente da Freguesia de Gaula, verfica-se que, para poder exercer o seu mandato, que lhe foi conferido pelo eleitorado, e para fazer face a manobras de certos meios que se julgam donos do partido, e que, aliás, já provocaram no passado o afastamento de outros elementos eleitos, como se o PS tevisse assim tanto, Nazário Coelho teve de assumir apenas a condição de presidente da Freguesia de Gaula, porque cada caso é um caso, e neste, estou perfeitamente solidário com ele. O interesse dos gauleses está acima de manobras de bastidores. Sobre Santa Cruz, continuo a defender que o PS tem um candidato natural que nunca teve veleidades de vedeta.

Escrito aqui por Miguel Fonseca, militante do PS.

O clube da bisca

O Sr. Nazário foi-se. Parece que se esquecera de assinar uma carta. O Sr. Leandro já pediu desculpa aos eleitores. Não fez mais que a sua obrigação, digo eu. Até porque ao que parece andou entretido a fazer oposição a uma junta eleita pelo seu partido. A este ritmo o PS de Santa Cruz transformar-se-á numa espécie de clube da bisca. Com quatro a jogar e dois "equipa a seguir". Aguardo serenamente as cenas dos próximos capítulos. Quem joga o próximo "ás de trunfo"?

11.2.08

Agradecimento

Atingiu-se em Portugal a taxa mais alta de desemprego dos últimos 20 anos. Agradeça ao Eng. Sócrates. Mais um número que mostra o sucesso da actual governação.

10.2.08

Pérolas...

Diga lá outra vez...

Não houve manifestações internas para provocar a minha saída do partido, antes pelo contrário, até recebi muitas manifestações de apoio. A opinião pública percebeu que aquelas eleições regionais foram atípicas e serviram para referendar a Lei de Finanças, não para votar um programa de Governo e também para castigar o Governo da República. Quando a campanha é feita nestes termos, os resultados acabam por ser manifestamente negativos.

Jacinto Serrão, in DN-Madeira, 10 de Fevereiro de 2008.

Ó stôr-deputado-exlíderdopsmadeira, explique lá outra vez: se a opinião pública percebeu, porque raio é que você e o seu PS levaram aquela sova monumental? É que parece não fazer muito sentido (se é que alguma vez o seu discurso fez...)!

Não há melhor!

Seja ou não ou Avenida Hollywood, a verdade é que esta é a melhor zona da Madeira para se viver. Áh, e podem chamá-la de Alto da Poça (do Gomes), que é a sua designação tradicional... E sim, o meu sobrenome não é alheio à designação tradicional, uma vez que a minha família ali vive há pelo menos 250 anos!
PS - Falo por experiência própria. Sempre ali vivi e não vejo melhor lugar no mundo para se viver!

PS1 - Só é pena que abutres, como uns tais melins, pairem por ali. Apesar de ser defensor da fauna endémica, por mim abria já a caça a tais aves de rapinas.
PS2 - Olhem bem. Pode ser que me vejam por ali ao fundo...
Foto: DN-Madeira, 10 de Fevereiro de 2008

8.2.08

Map - Jasper Johns



I will find it.

Bom fim de semana.

É porreiro, pá

Gosto do Simplex. Principalmente "daquela parte" das 14 páginas em 8 impressos que um reformado tem de prencher para se candidatar ao Complemento Solidário Para Idosos.
Nada mais simples. Eu diria até nada mais simplex... É porreiro, pá!

Drama

Filipe quer ser independente. Nilson apoia Filipe. E se calhar repete a dose em Câmara de Lobos. Cardoso diz que há independentes que o querem no Funchal. Fonseca diz que é mas não é candidato a Santa Cruz. Se calhar quer ser. Ou não... Gouveia queixa-se de solidão. Parece que Freitas nunca mais quis ser visto com ele. Não é uma telenovela mexicana. É o PS-Madeira no seu melhor.

Bilhetes de Colares


Em boa hora a Assírio&Alvim decidiu compilar e editar em livro os "Bilhetes de Colares", crónicas assinadas em diversos jornais e revistas, durante 16 anos, pelo embaixador José Cutileiro, sob o pseudónimo A. B. Kotter.

De uma ironia refinada, os textos de Cutileiro confrontam-nos com o Portugal das décadas de 1980 e 1990. São a visão de um conservador que nos ajuda, de forma mordaz, a perceber este país que teima em querer ser moderno.

Altamente aconselhável.

7.2.08

Assembleia da República ou o lugar onde se assassina a democracia!

PS e PSD conseguiram em conjunto, sob o paterno e beneplácito olhar de Cavaco Silva, esventrar uma vez mais a democracia portuguesa, contribuindo irremediavelmente para a descredibilização da classe política. Sufragados programas que defendiam a via referendária para a aprovação do Tratado Europeu, os senhores deputados não tiveram qualquer pudor em mandar às malvas as promessas eleitorais - em nome de um qualquer bem maior, cuja evidência ainda está por demonstrar! -, envergonhando, uma vez mais, aqueles que estão na política em nome de causas. Sinceramente, com sucessivos exemplos destes, começa a custar perder tempo para ir às urnas. E acho que isto já só vai ao lugar quando o povo sair à rua e em força! Porque esta gente não tem qualquer pejo em mentir descaradamente e já não é fácil identificar partidos com causas e projectos políticos que ousem afrontar os interesses instalados, em nome de uma verdadeira democracia.
Já não é surpresa ou desilusão o que me vai dominando quando vejo este tipo de comportamento por parte de gente que deveria ser responsável. Ao ver as notícias, ainda que perfeitamente antecipáveis, não consigo evitar sentir um nauseabundo sabor a vómito!

PS - E não me venham com declaraçãozinhas de votos, como fez Júlia Caré e outros deputados. Porque a verdade é que em nome do tacho toda esta gente alinhou pela orientação das cúpulas partidárias, cujas agendas não são as mesmas dos verdadeiros democratas.

La Lista Wip

La Lista Wip poderá ser um insuportável exercício de banalidade, como alguns já lhe chamaram, mas poderá eventualmente de ser um indicador, à escala global, daquilo que os consumidores dos países desenvolvidos procuram na net. Encabeçado pela Prisa, o projecto pretende dar a conhecer a lista daqueles que são os "mais procurados" da rede, actualizada diariamente através da utilização de "robots" de busca.

Hoje, encabeçam George W. Bush, com o astronómico número de 278.161.985 referências, seguindo-se Britney Spears e Bill Gates.

No top 10 estão ainda Eminem, Paris Hilton, Elvis Presley (décadas após a sua morte, continua a ser uma das mais importantes marcas globais), Madonna, Giorgio Armani, o engenheiro informático canadiano Francisco Burzi (?) e Mariah Carey.

No top 100 estão nomes como David Beckham (13ª e segundo europeu), Putin, Blair, Bill Clinton, Pamela Anderson, Bin Laden (37º), Messi (o segundo futebolista), Berlusconi, Saddam, ou Busta Rhymes (que encerra).

Como curiosidade, a lista dos "vips" portugueses é encabeçada por três futebolistas. Luís Figo é o primeiro (163º no top mundial), Cristiano Ronaldo (num surpreendente 643º do top mundial) e Maniche (esta, confesso, foi uma surpresa ainda maior, na posição 995 global).

Curiosamente, na posição 5642 a nível global, mas em 10º lugar entre os portugueses, surge... Carlos Pereira, presidente do Marítimo.

É o segundo "madeirense" e, entre os portugueses, está à frente de Siza Vieira, Maria de Medeiros ou do... Cardeal D. Henrique.

Um caso... estranho. Mas que não deixa de ser divertido

6.2.08

Exemplos cristãos


Esta semana celebraram-se aniversários (de morte e de nascimento, respectivamente) de duas incontornáveis figuras da Igreja Portuguesa: S. João de Brito e o padre António Vieira (o primeiro foi morto no dia 4 de Fevereiro de 1693 e o segundo nasceu no dia 6 de Fevereiro de 1608). Foram contemporâneos, missionários, evangelizadores e mártires. S. João de Brito porque efectivamente foi morto ao defender o Cristianismo; pela sua fé e pela entrega à sua Igreja, o que fez de si um mártir. António Vieira porque foi perseguido, pela própria Igreja que jurou fazer crescer, pelo delito de ter ousado pensar, pela defesa de valores humanistas, que escasseavam por aquela época e porque se recusou a aceitar a inevitabilidade do sofrimento dos outros.
Sei que não teriam sido os melhores amigos: um era ortodoxo, outro progressista. Contudo, com a sua abnegação, espírito de sacrifício e entrega absoluta às suas causas, ambos contribuíram para engrandecer - e de que maneira! - a Igreja portuguesa. Mais, S. João de Brito e António Vieira mostraram aos cristãos o caminho que deve ser trilhado: uma inabalável Fé e luta pela defesa dos direitos do homem que são, afinal, valores intrínsecamente cristãos (enquanto pregados por Cristo).
São os dois exemplos de quase perfeição. Não são, portanto, fáceis de seguir. Mas acho que é nossa obrigação fazer destes dois homens exemplo para a nossa vida.
Gosto de pensar que me sinto influenciado por ambos. Tento, na minha humilde condição, seguir o exemplo que cada um deles nos legou, embora tenha perfeita noção de que estou longe do caminho indicado. Mas ainda assim, numa tão importante (para os cristãos portugueses, naturalmente) semana, gostaria de acreditar que daqui para a frente poderei fazer melhor. A ver vamos...

Life After Vegas


"Life After Vegas", dos Raindogs, data de 2001 e é, na minha opinião, um dos bons discos feitos na última década em Portugal.

Produzido por Chris Eckman (Walkabouts), o disco inclui 10 canções que, em muitos casos, nasceram das observações inscritas nos cadernos de viagem do vocalista (e letrista) Carlos Gonçalves. Um disco "de estrada", onde há melancolia, mas onde o caminho é feito na companhia de quem acredita que há sempre outra vida a começar para se viver.

Em "Life After Vegas", música e texto combinam-se na perfeição, pontuando, ainda mais que nos discos anteriores, o violino de Matt Howden.

Contextualizando, o trabalho de 2001 nasce num momento crítico para a banda. Após os sucessos (junto da crítica e no panorama musical alternativo) de "Raindogs" e de "From Today" - disco que resultou também no lançamento de "Memories of a portable CD"- o vocalista Roland Popp decide regressar à Alemanha (de onde é natural), desligando-se do agrupamento que liderara desde 1997.

Seguiu-se um período de alguma convulsão, até a entrada de Carlos Gonçalves, que deu um impulso decisivo à vida de um dos grandes grupos portugueses da primeira década do século XXI (infelizmente, pouco conhecido junto do grande público).

Escrevo sobre o disco porque está (ou estava até há pouco tempo) em promoção na FNAC. É aproveitar, minha gente.

5.2.08

O mundo, como ele é!

Os caminhos da desumanidade; o trilho que o homem do subterrâneo desenhou. Não deveria ser possível, mas retrata bem o que foi, o que é e, infelizmente, o que há-de vir!
Para reflectirmos todos. Porque o abutre que aguarda pacientemente pela carniça desta criança representa todos nós. E acho que foi esta tomada de consciência; este súbito esbofeteamento da realidade que Kevin Cartner não aguentou!


4.2.08

Quem é que o tornou bacharel???






Aqui estão os belos exemplos da engenharia socrática. E após ver tamanhas obras-primas, que reflectem toda a sua competência, ainda há quem jure que tudo isto é uma campanha montada pela SONAE. O pior cego é mesmo aquele que não quer ver...

Um... mámárrachô!


O mais emblemático entre os projectos que "engenheiro" diz serem dele... Há qualidade quanto baste.

Repare-se no bom gosto dos azulejos. Um "piscar de olho" à tradição portuguesa. Atente-se às duas janelas colocadas lado a lado, em alumínio reluzente. Admire-se a simetria das portas, a concepção volumétrica de todo o conjunto, a integração no ambiente envolvente. Urge tirar o chapéu a quem desenhou semelhante "mámárrachô". E a quem o assinou!

De facto, cada país tem o Sócrates que merece.