Na Madeira há uns indivíduos insaciáveis por autonomia.
Não sei se em casa quem manda é a esposa, ou se a falta de exercício de poder lhes diminui o ego. Nunca percebi, nem quero entender.
Entrou em vigor a nova lei do tabaco e passados uns dias foi apanhado com a boca na botija o Presidente do Governo.
De imediato ouvi dizer que a lei não era boa e que ninguém a tinha violado.
Passados uns dias, alguém lembrou-se da autonomia. Toca reescrever o texto da lei para acertar o fato à medida dos burgos do sítio.
Penso que quem age desta forma, está mal informado.
O TABACO MATA. Eu não fumo mas já assisti a conferências proferidas por médicos, sobre o vício do cigarro e fiquei chocado.
O meu conselho é que se aproveite a autonomia para benefício da população madeirense e não desta forma.
Para fazer uma lei que nem serve gregos nem troianos.
"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
13.2.08
12.2.08
Mas anda tudo grosso?...
Se fizermos um périplo pela blogosfera madeirense, facilmente nos depararemos com críticas e aplausos ao mais recente blog regional, o Madeira: Ilha de Escárnio e Maldizer . Mas será que o nome do blog e do próprio blogger não indicam já o seu posicionamento na blogosfera: gozar à grande com tudo, mas muito especialmente com a política madeirense?
Vejam as manifestações que o blog já provocou no Ultraperiferias, no Apontamentos sem nome e no Sobrevoando o território e se não é caso para perguntar se não estarão todos bêbedos, por levarem tão a sério um blog que visa divertir?
Vejam as manifestações que o blog já provocou no Ultraperiferias, no Apontamentos sem nome e no Sobrevoando o território e se não é caso para perguntar se não estarão todos bêbedos, por levarem tão a sério um blog que visa divertir?
Solidariedade com Nazário
Normalmente defendo que quem é eleito por um partido deve abandoná-lo quando entre em ruptura. Contudo, no caso do Presidente da Freguesia de Gaula, verfica-se que, para poder exercer o seu mandato, que lhe foi conferido pelo eleitorado, e para fazer face a manobras de certos meios que se julgam donos do partido, e que, aliás, já provocaram no passado o afastamento de outros elementos eleitos, como se o PS tevisse assim tanto, Nazário Coelho teve de assumir apenas a condição de presidente da Freguesia de Gaula, porque cada caso é um caso, e neste, estou perfeitamente solidário com ele. O interesse dos gauleses está acima de manobras de bastidores. Sobre Santa Cruz, continuo a defender que o PS tem um candidato natural que nunca teve veleidades de vedeta.
Escrito aqui por Miguel Fonseca, militante do PS.
Escrito aqui por Miguel Fonseca, militante do PS.
O clube da bisca
O Sr. Nazário foi-se. Parece que se esquecera de assinar uma carta. O Sr. Leandro já pediu desculpa aos eleitores. Não fez mais que a sua obrigação, digo eu. Até porque ao que parece andou entretido a fazer oposição a uma junta eleita pelo seu partido. A este ritmo o PS de Santa Cruz transformar-se-á numa espécie de clube da bisca. Com quatro a jogar e dois "equipa a seguir". Aguardo serenamente as cenas dos próximos capítulos. Quem joga o próximo "ás de trunfo"?
11.2.08
Agradecimento
Atingiu-se em Portugal a taxa mais alta de desemprego dos últimos 20 anos. Agradeça ao Eng. Sócrates. Mais um número que mostra o sucesso da actual governação.
10.2.08
Diga lá outra vez...
Não houve manifestações internas para provocar a minha saída do partido, antes pelo contrário, até recebi muitas manifestações de apoio. A opinião pública percebeu que aquelas eleições regionais foram atípicas e serviram para referendar a Lei de Finanças, não para votar um programa de Governo e também para castigar o Governo da República. Quando a campanha é feita nestes termos, os resultados acabam por ser manifestamente negativos.
Jacinto Serrão, in DN-Madeira, 10 de Fevereiro de 2008.
Ó stôr-deputado-exlíderdopsmadeira, explique lá outra vez: se a opinião pública percebeu, porque raio é que você e o seu PS levaram aquela sova monumental? É que parece não fazer muito sentido (se é que alguma vez o seu discurso fez...)!
Jacinto Serrão, in DN-Madeira, 10 de Fevereiro de 2008.
Ó stôr-deputado-exlíderdopsmadeira, explique lá outra vez: se a opinião pública percebeu, porque raio é que você e o seu PS levaram aquela sova monumental? É que parece não fazer muito sentido (se é que alguma vez o seu discurso fez...)!
Não há melhor!
Seja ou não ou Avenida Hollywood, a verdade é que esta é a melhor zona da Madeira para se viver. Áh, e podem chamá-la de Alto da Poça (do Gomes), que é a sua designação tradicional... E sim, o meu sobrenome não é alheio à designação tradicional, uma vez que a minha família ali vive há pelo menos 250 anos!PS - Falo por experiência própria. Sempre ali vivi e não vejo melhor lugar no mundo para se viver!
PS1 - Só é pena que abutres, como uns tais melins, pairem por ali. Apesar de ser defensor da fauna endémica, por mim abria já a caça a tais aves de rapinas.
PS2 - Olhem bem. Pode ser que me vejam por ali ao fundo...
Foto: DN-Madeira, 10 de Fevereiro de 2008
8.2.08
É porreiro, pá
Gosto do Simplex. Principalmente "daquela parte" das 14 páginas em 8 impressos que um reformado tem de prencher para se candidatar ao Complemento Solidário Para Idosos.
Nada mais simples. Eu diria até nada mais simplex... É porreiro, pá!
Nada mais simples. Eu diria até nada mais simplex... É porreiro, pá!
Drama
Filipe quer ser independente. Nilson apoia Filipe. E se calhar repete a dose em Câmara de Lobos. Cardoso diz que há independentes que o querem no Funchal. Fonseca diz que é mas não é candidato a Santa Cruz. Se calhar quer ser. Ou não... Gouveia queixa-se de solidão. Parece que Freitas nunca mais quis ser visto com ele. Não é uma telenovela mexicana. É o PS-Madeira no seu melhor.
Bilhetes de Colares

Em boa hora a Assírio&Alvim decidiu compilar e editar em livro os "Bilhetes de Colares", crónicas assinadas em diversos jornais e revistas, durante 16 anos, pelo embaixador José Cutileiro, sob o pseudónimo A. B. Kotter.
De uma ironia refinada, os textos de Cutileiro confrontam-nos com o Portugal das décadas de 1980 e 1990. São a visão de um conservador que nos ajuda, de forma mordaz, a perceber este país que teima em querer ser moderno.
Altamente aconselhável.
7.2.08
Assembleia da República ou o lugar onde se assassina a democracia!
PS e PSD conseguiram em conjunto, sob o paterno e beneplácito olhar de Cavaco Silva, esventrar uma vez mais a democracia portuguesa, contribuindo irremediavelmente para a descredibilização da classe política. Sufragados programas que defendiam a via referendária para a aprovação do Tratado Europeu, os senhores deputados não tiveram qualquer pudor em mandar às malvas as promessas eleitorais - em nome de um qualquer bem maior, cuja evidência ainda está por demonstrar! -, envergonhando, uma vez mais, aqueles que estão na política em nome de causas. Sinceramente, com sucessivos exemplos destes, começa a custar perder tempo para ir às urnas. E acho que isto já só vai ao lugar quando o povo sair à rua e em força! Porque esta gente não tem qualquer pejo em mentir descaradamente e já não é fácil identificar partidos com causas e projectos políticos que ousem afrontar os interesses instalados, em nome de uma verdadeira democracia.
Já não é surpresa ou desilusão o que me vai dominando quando vejo este tipo de comportamento por parte de gente que deveria ser responsável. Ao ver as notícias, ainda que perfeitamente antecipáveis, não consigo evitar sentir um nauseabundo sabor a vómito!
PS - E não me venham com declaraçãozinhas de votos, como fez Júlia Caré e outros deputados. Porque a verdade é que em nome do tacho toda esta gente alinhou pela orientação das cúpulas partidárias, cujas agendas não são as mesmas dos verdadeiros democratas.
Já não é surpresa ou desilusão o que me vai dominando quando vejo este tipo de comportamento por parte de gente que deveria ser responsável. Ao ver as notícias, ainda que perfeitamente antecipáveis, não consigo evitar sentir um nauseabundo sabor a vómito!
PS - E não me venham com declaraçãozinhas de votos, como fez Júlia Caré e outros deputados. Porque a verdade é que em nome do tacho toda esta gente alinhou pela orientação das cúpulas partidárias, cujas agendas não são as mesmas dos verdadeiros democratas.
La Lista Wip
La Lista Wip poderá ser um insuportável exercício de banalidade, como alguns já lhe chamaram, mas poderá eventualmente de ser um indicador, à escala global, daquilo que os consumidores dos países desenvolvidos procuram na net. Encabeçado pela Prisa, o projecto pretende dar a conhecer a lista daqueles que são os "mais procurados" da rede, actualizada diariamente através da utilização de "robots" de busca.
Hoje, encabeçam George W. Bush, com o astronómico número de 278.161.985 referências, seguindo-se Britney Spears e Bill Gates.
No top 10 estão ainda Eminem, Paris Hilton, Elvis Presley (décadas após a sua morte, continua a ser uma das mais importantes marcas globais), Madonna, Giorgio Armani, o engenheiro informático canadiano Francisco Burzi (?) e Mariah Carey.
No top 100 estão nomes como David Beckham (13ª e segundo europeu), Putin, Blair, Bill Clinton, Pamela Anderson, Bin Laden (37º), Messi (o segundo futebolista), Berlusconi, Saddam, ou Busta Rhymes (que encerra).
Como curiosidade, a lista dos "vips" portugueses é encabeçada por três futebolistas. Luís Figo é o primeiro (163º no top mundial), Cristiano Ronaldo (num surpreendente 643º do top mundial) e Maniche (esta, confesso, foi uma surpresa ainda maior, na posição 995 global).
Curiosamente, na posição 5642 a nível global, mas em 10º lugar entre os portugueses, surge... Carlos Pereira, presidente do Marítimo.
É o segundo "madeirense" e, entre os portugueses, está à frente de Siza Vieira, Maria de Medeiros ou do... Cardeal D. Henrique.
Um caso... estranho. Mas que não deixa de ser divertido
Hoje, encabeçam George W. Bush, com o astronómico número de 278.161.985 referências, seguindo-se Britney Spears e Bill Gates.
No top 10 estão ainda Eminem, Paris Hilton, Elvis Presley (décadas após a sua morte, continua a ser uma das mais importantes marcas globais), Madonna, Giorgio Armani, o engenheiro informático canadiano Francisco Burzi (?) e Mariah Carey.
No top 100 estão nomes como David Beckham (13ª e segundo europeu), Putin, Blair, Bill Clinton, Pamela Anderson, Bin Laden (37º), Messi (o segundo futebolista), Berlusconi, Saddam, ou Busta Rhymes (que encerra).
Como curiosidade, a lista dos "vips" portugueses é encabeçada por três futebolistas. Luís Figo é o primeiro (163º no top mundial), Cristiano Ronaldo (num surpreendente 643º do top mundial) e Maniche (esta, confesso, foi uma surpresa ainda maior, na posição 995 global).
Curiosamente, na posição 5642 a nível global, mas em 10º lugar entre os portugueses, surge... Carlos Pereira, presidente do Marítimo.
É o segundo "madeirense" e, entre os portugueses, está à frente de Siza Vieira, Maria de Medeiros ou do... Cardeal D. Henrique.
Um caso... estranho. Mas que não deixa de ser divertido
6.2.08
Exemplos cristãos

Esta semana celebraram-se aniversários (de morte e de nascimento, respectivamente) de duas incontornáveis figuras da Igreja Portuguesa: S. João de Brito e o padre António Vieira (o primeiro foi morto no dia 4 de Fevereiro de 1693 e o segundo nasceu no dia 6 de Fevereiro de 1608). Foram contemporâneos, missionários, evangelizadores e mártires. S. João de Brito porque efectivamente foi morto ao defender o Cristianismo; pela sua fé e pela entrega à sua Igreja, o que fez de si um mártir. António Vieira porque foi perseguido, pela própria Igreja que jurou fazer crescer, pelo delito de ter ousado pensar, pela defesa de valores humanistas, que escasseavam por aquela época e porque se recusou a aceitar a inevitabilidade do sofrimento dos outros.Sei que não teriam sido os melhores amigos: um era ortodoxo, outro progressista. Contudo, com a sua abnegação, espírito de sacrifício e entrega absoluta às suas causas, ambos contribuíram para engrandecer - e de que maneira! - a Igreja portuguesa. Mais, S. João de Brito e António Vieira mostraram aos cristãos o caminho que deve ser trilhado: uma inabalável Fé e luta pela defesa dos direitos do homem que são, afinal, valores intrínsecamente cristãos (enquanto pregados por Cristo).
São os dois exemplos de quase perfeição. Não são, portanto, fáceis de seguir. Mas acho que é nossa obrigação fazer destes dois homens exemplo para a nossa vida.
Gosto de pensar que me sinto influenciado por ambos. Tento, na minha humilde condição, seguir o exemplo que cada um deles nos legou, embora tenha perfeita noção de que estou longe do caminho indicado. Mas ainda assim, numa tão importante (para os cristãos portugueses, naturalmente) semana, gostaria de acreditar que daqui para a frente poderei fazer melhor. A ver vamos...
Life After Vegas

"Life After Vegas", dos Raindogs, data de 2001 e é, na minha opinião, um dos bons discos feitos na última década em Portugal.
Produzido por Chris Eckman (Walkabouts), o disco inclui 10 canções que, em muitos casos, nasceram das observações inscritas nos cadernos de viagem do vocalista (e letrista) Carlos Gonçalves. Um disco "de estrada", onde há melancolia, mas onde o caminho é feito na companhia de quem acredita que há sempre outra vida a começar para se viver.
Em "Life After Vegas", música e texto combinam-se na perfeição, pontuando, ainda mais que nos discos anteriores, o violino de Matt Howden.
Contextualizando, o trabalho de 2001 nasce num momento crítico para a banda. Após os sucessos (junto da crítica e no panorama musical alternativo) de "Raindogs" e de "From Today" - disco que resultou também no lançamento de "Memories of a portable CD"- o vocalista Roland Popp decide regressar à Alemanha (de onde é natural), desligando-se do agrupamento que liderara desde 1997.
Seguiu-se um período de alguma convulsão, até a entrada de Carlos Gonçalves, que deu um impulso decisivo à vida de um dos grandes grupos portugueses da primeira década do século XXI (infelizmente, pouco conhecido junto do grande público).
Escrevo sobre o disco porque está (ou estava até há pouco tempo) em promoção na FNAC. É aproveitar, minha gente.
5.2.08
O mundo, como ele é!
Os caminhos da desumanidade; o trilho que o homem do subterrâneo desenhou. Não deveria ser possível, mas retrata bem o que foi, o que é e, infelizmente, o que há-de vir!Para reflectirmos todos. Porque o abutre que aguarda pacientemente pela carniça desta criança representa todos nós. E acho que foi esta tomada de consciência; este súbito esbofeteamento da realidade que Kevin Cartner não aguentou!
4.2.08
Quem é que o tornou bacharel???





Aqui estão os belos exemplos da engenharia socrática. E após ver tamanhas obras-primas, que reflectem toda a sua competência, ainda há quem jure que tudo isto é uma campanha montada pela SONAE. O pior cego é mesmo aquele que não quer ver...
Um... mámárrachô!

O mais emblemático entre os projectos que "engenheiro" diz serem dele... Há qualidade quanto baste.
Repare-se no bom gosto dos azulejos. Um "piscar de olho" à tradição portuguesa. Atente-se às duas janelas colocadas lado a lado, em alumínio reluzente. Admire-se a simetria das portas, a concepção volumétrica de todo o conjunto, a integração no ambiente envolvente. Urge tirar o chapéu a quem desenhou semelhante "mámárrachô". E a quem o assinou!
De facto, cada país tem o Sócrates que merece.
2.2.08
Eu, pecador, me confesso
O homem providência, esse misto de D. Sebastião e Maria de Lurdes Modesto, anda a ser perseguido. E eu, desgraçadamente, acreditei na cabala. Ai, pobre de mim!
Garanto-vos que mandarei rezar trinta e três avé-marias pelo amado e impoluto líder. Será a parte visível do preço a pagar pelo meu pecado. E flagelar-me-ei, na cela onde me prenderem, ao som da música de Vangelis, gritando o Acto de Contrição...Ah, chorarei lágrimas de arrependimento, vil criaturinha que fui! E ensurdecerei (é o chamado efeito Vangelis)!
Obrigado, ó Cláudio, por me fazeres ver a Luz!
Garanto-vos que mandarei rezar trinta e três avé-marias pelo amado e impoluto líder. Será a parte visível do preço a pagar pelo meu pecado. E flagelar-me-ei, na cela onde me prenderem, ao som da música de Vangelis, gritando o Acto de Contrição...Ah, chorarei lágrimas de arrependimento, vil criaturinha que fui! E ensurdecerei (é o chamado efeito Vangelis)!
Obrigado, ó Cláudio, por me fazeres ver a Luz!
1.2.08
Com a cidade aos pés
Escrevo com Lisboa aos pés. Estou sentado junto à muralha do castelo de São Jorge e daqui vejo o Rossio, o casario da cidade pombalina, as feias torres das amoreiras e a ponte, a espaços a ponte, envolta numa cortina de névoa.
Daqui oiço a cidade. Ou as milhares de cidades que percorrem à pressa as avenidas.Que enchem o metro. Que correm para o rio. Que vagueiam loucas pelas esplanadas. Que cantam na rua. Que vivem devagar. Que correm. Que mentem. Que falam a verdade.
As cidades brancas que se fecham nos escritórios das Avenidas Novas. As cidades negras que inventam o sol nas periferias. As cidades ilegais que vagueiam a medo à volta do Teatro grande.
Daui vejo o Rossio...
Post-Scriptum: o tipo que inventou a net portátil é um génio...
Daqui oiço a cidade. Ou as milhares de cidades que percorrem à pressa as avenidas.Que enchem o metro. Que correm para o rio. Que vagueiam loucas pelas esplanadas. Que cantam na rua. Que vivem devagar. Que correm. Que mentem. Que falam a verdade.
As cidades brancas que se fecham nos escritórios das Avenidas Novas. As cidades negras que inventam o sol nas periferias. As cidades ilegais que vagueiam a medo à volta do Teatro grande.
Daui vejo o Rossio...
Post-Scriptum: o tipo que inventou a net portátil é um génio...
Um chico-esperto
Sócrates é um chico-esperto. Um aldrabaozeco que aproveita a seu favor as imperfeições do sistema. É a imagem fiel de um Portugal pequeno, com pouca moral e menos carácter. Uma figura a quem um conjunto de erros históricos deu a possibilidade de ser primeiro-ministro.
Sócrates limita-se a ser o rosto dos nossos males. Não a sua causa.
Post-Scriptum: quem se quiser dar ao trabalho de ler o Público de hoje constatará uma de duas coisas: ou a acusação de assinar projectos que não eram dele (Sócrates) durante dez anos é verdadeira, perfigurando-se assim uma situação de crime; ou a acusação é falsa e os ditos projectos são mesmo da autoria do engenheiro, demonstrando uma manifesta incompetência (basta olhar para as fotografias).
Sócrates limita-se a ser o rosto dos nossos males. Não a sua causa.
Post-Scriptum: quem se quiser dar ao trabalho de ler o Público de hoje constatará uma de duas coisas: ou a acusação de assinar projectos que não eram dele (Sócrates) durante dez anos é verdadeira, perfigurando-se assim uma situação de crime; ou a acusação é falsa e os ditos projectos são mesmo da autoria do engenheiro, demonstrando uma manifesta incompetência (basta olhar para as fotografias).
Evocação

Evoca-se hoje o centenário do assassinato D'El Rei D. Carlos e do Príncipe Herdeiro D. Luís Filipe. Como a História comprovou, o 1 de Fevereiro de 1908 foi um dia negro para Portugal.
Foi o passo decisivo para a implantação de um regime corrupto, que cerceou as liberdades individuais vindas, algumas, das Guerras Liberais. A Primeira Republica, com os seus excessos e desmandos, abriu as portas aos 50 anos de obscurantismo do Estado Novo.
A História não se faz com hipóteses, mas arrisco-me a dizer que com um regime monárquico, Portugal teria, muito mais rapidamente, chegado à Democracia. Não seriam necessários 65 anos de disparates.
A reabilitação da memória de D. Carlos, talvez o melhor estadista da Dinastia de Bragança, não está completa embora, 100 anos depois, a História "oficial" comece a olhar D. Carlos de forma mais correcta.
Aconselho vivamente a biografia escrita por Rui Ramos.
Deve ser impressão
O Rudy abandonou a corrida... Tal como o Jonh Edwards no lado dos democratas. É impressão minha, ou a América perdeu os seus dois melhores candidatos?
Um ministro por engano?
A história corre nos meandros políticos de Lisboa. O novo ministro da cultura é o resultado de um equívoco do gabinete do Primeiro Ministro. Parece anedota, mas não é. Eu explico:
Confirmada a saída da anterior titular, Sócrates deu ordem ao seu gabinete para contactar, e convidar para o cargo de Ministro da Cultura, António Pinto Ribeiro, antigo director artistico da Culturgeste. Pois bem, seguiram-se os inevitáveis telefonemas que, infelizmente, acabaram por ir bater ao telemóvel de um outro Pinto Ribeiro. Mais concretamente, José António Pinto Ribeiro, advogado, com poucas (ou nenhumas) ligações à Cultura, para além de ser advogado de Joe Berardo (administrador da Fundação nessa qualidade) e dos... Gato Fedorento.
Feito o convite, não houve maneira de dar a volta à situação. O bom do António Pinto Ribeiro ficou à espera de uma nova oportunidade e o advogado José António Pinto Ribeiro tornou-se, de um dia para outro, Ministro da Cultura de Portugal.
Juro-vos que esta rábula circulava hoje na Assembleia da Republica e nos círculos políticos. Mesmo aqueles mais próximos do PS.
Não sei se será verdadeira ou não. Mas lá que se fala do assunto...
Confirmada a saída da anterior titular, Sócrates deu ordem ao seu gabinete para contactar, e convidar para o cargo de Ministro da Cultura, António Pinto Ribeiro, antigo director artistico da Culturgeste. Pois bem, seguiram-se os inevitáveis telefonemas que, infelizmente, acabaram por ir bater ao telemóvel de um outro Pinto Ribeiro. Mais concretamente, José António Pinto Ribeiro, advogado, com poucas (ou nenhumas) ligações à Cultura, para além de ser advogado de Joe Berardo (administrador da Fundação nessa qualidade) e dos... Gato Fedorento.
Feito o convite, não houve maneira de dar a volta à situação. O bom do António Pinto Ribeiro ficou à espera de uma nova oportunidade e o advogado José António Pinto Ribeiro tornou-se, de um dia para outro, Ministro da Cultura de Portugal.
Juro-vos que esta rábula circulava hoje na Assembleia da Republica e nos círculos políticos. Mesmo aqueles mais próximos do PS.
Não sei se será verdadeira ou não. Mas lá que se fala do assunto...
31.1.08
Praga
Há instantes vinha para casa e estava uma chuvinha muito miudinha.
Confesso que gostava que não existisse pára-brisas no carro.
Queria que a chuva me perfumasse o rosto para sentir o calor do Inverno.
Há muitos dias que não chove!
Há meses que não oiço as gotículas de água tombar do telhado!
Neste momento para escutá-las é necessário fazer silêncio.
………………………………
……………………………………………
Caem com intervalos de horas. Nada que se aproxime das outras vezes, que corri para fugir da chuva.
Recordo-me de uma vez. Estava sentado à porta do Inverno, no início do Verão e foi bafejado com uma tromba de água.
Ainda tentei resistir, mas era tanta que desisti. Cheguei a casa molhado.
De outra vez, dei a minha mão e juntos, desviamo-nos como sapos das poças de água.
Estávamos a fugir do Inverno.
Caso, hoje fosse possível, enfrentava uma tempestade para sentir a chuva.
Infelizmente não chove, e tu não existes, para realizar o meu sonho.
Confesso que gostava que não existisse pára-brisas no carro.
Queria que a chuva me perfumasse o rosto para sentir o calor do Inverno.
Há muitos dias que não chove!
Há meses que não oiço as gotículas de água tombar do telhado!
Neste momento para escutá-las é necessário fazer silêncio.
………………………………
……………………………………………
Caem com intervalos de horas. Nada que se aproxime das outras vezes, que corri para fugir da chuva.
Recordo-me de uma vez. Estava sentado à porta do Inverno, no início do Verão e foi bafejado com uma tromba de água.
Ainda tentei resistir, mas era tanta que desisti. Cheguei a casa molhado.
De outra vez, dei a minha mão e juntos, desviamo-nos como sapos das poças de água.
Estávamos a fugir do Inverno.
Caso, hoje fosse possível, enfrentava uma tempestade para sentir a chuva.
Infelizmente não chove, e tu não existes, para realizar o meu sonho.
30.1.08
Carta aberta a Carlos Pereira
Caro colega blogger,
antes de mais, deixe que manifeste a minha estranheza pela forma como lançou o seu desafio.
Como sabe, na Conspiração às 7 existem vários bloggers, que frequentemente têm opiniões distintas sobre a realidade, pelo que o texto a que se refere apenas me compromete a mim, que o escrevi. Sabe, também, que todos os textos são assinados, pelo que me pareceu pouco urbano da sua parte não referir o nome do blogger cujos textos foram pretexto para o seu post. A referência "o conspiração" não me parece adequada, uma vez que não foi "o conspiração" que esteve activo na crítica ao governo da República. Todavia, a forma como trata os outros é uma questão que apenas lhe diz respeito a si.
Em segundo lugar, deixe que concorde consigo: efectivamente, a actividade dos outros bloggers e de outros blogs não é algo que lhe diga respeito. Mas deixe que lhe manifeste o meu prazer em registar a sua presença por cá. É sempre muito bem-vindo, ainda que para criticar e reconheço-lhe a si, como a todos os restantes leitores dos meus posts, legitimidade para comentar, fazer observações ou criticar. Tenho me situado neste horizonte teórico, na blogosfera, e ainda não tive qualquer razão para mudar.
Quanto à questão central do meu post e que motivou o seu desafio, deixe que, preliminarmente, lhe diga duas coisas:
1. a minha principal motivação foi fazer uma brincadeira com base na marca "Allgarve";
2. mantenho que esta marca foi uma das maiores patetices que vi até hoje e que apenas beneficiou a empresa que a criou.
Mas já que as razões para esta minha posição não parecem ser claras, passo a enumerar algumas:
1. A marca "Algarve" está consolidada no mercado do turismo há já muitos anos e, como sabe, é até utilizada ilegalmente por nuestros hermanos que promovem o turismo da Andaluzia com base na brand portuguesa;
2. A nova marca pode gerar confusão nos potenciais turistas;
3. Allgarve, a dizer alguma coisa, apenas o faz aos turistas britânicos, uma vez que o prefixo é um inglesismo. Nada diz aos portugueses, espanhóis, franceses e alemães, que, a par com os britânicos, constituem os principais consumidores da marca. Assim sendo, é quase ofensiva para todos estes potenciais clientes;
4. Para qualificar uma oferta ou até um conceito não é necessário reinventar a designação da marca. Todas as grandes marcas reinventam-se, sem alterarem o que as identificam verdadeiramente. Allgarve nada diz sobre a qualificação da oferta que se pretendeu fazer.
5. Apenas é necessário criar brands artificiais, quando não ainda não existe uma natural (com todo o potencial da marca Algarve);
6. Por último, corre-se o risco dos estrangeiros deixarem de (re)conhecer a designação correcta da região e acontecer o que já acontece com o Porto (Oporto), por exemplo. Não é grave, mas não me parece que devamos incentivar as incorrecções. Diz-se que a marca não muda o nome da região, mas ver-se-á o que acontecerá dentro de alguns (poucos) anos. Veremos se continuarão a escrever algarvios em vez de allgarvios.
Assim sendo, caro companheiro, não vejo em que é que a minha brincadeira crítica poderá pôr em causa o "desenvolvimento ou o bem-estar das pessoas" algarvias (ou allgarvias?!).
Quanto à sua crítica sobre a realidade da oferta turística madeirense ("se é que se pode chamar ao marasmo, aos atropelos, às lutas pessoais, às associações em pé de guerra, aos grupos empresariais sofregamente delapidando o capital turístico da região e ao desordenamento territorial, de politica!!!") deixo-lhe mais duas notas:
1. a sua descrição aplica-se soberbamente ao turismo algarvio (já lá esteve, não?);
2. reconheço a pertinência e a legitimidade de algumas observações. Agora afirmar que na Madeira há "marasmo", tenha lá paciência! Não conheço nenhuma região do país com tantos carnivals como a Madeira. Enumere-me apenas uma e ficarei satisfeito.
Por último, respondo ao seu desafio lançando-lhe outro em forma de duas perguntas:
1. diga de sua justiça qual é a mais-valia da brand Allgarve;
2. aponte objectivamente os principais problemas de que padece o turismo madeirense (mas deixe as generalidades e os lugares comuns de parte. Eu também gosto muitos deles, mas, then again, sou apenas um cidadão anónimo).
Receba os meus cordiais cumprimentos,
SG
antes de mais, deixe que manifeste a minha estranheza pela forma como lançou o seu desafio.
Como sabe, na Conspiração às 7 existem vários bloggers, que frequentemente têm opiniões distintas sobre a realidade, pelo que o texto a que se refere apenas me compromete a mim, que o escrevi. Sabe, também, que todos os textos são assinados, pelo que me pareceu pouco urbano da sua parte não referir o nome do blogger cujos textos foram pretexto para o seu post. A referência "o conspiração" não me parece adequada, uma vez que não foi "o conspiração" que esteve activo na crítica ao governo da República. Todavia, a forma como trata os outros é uma questão que apenas lhe diz respeito a si.
Em segundo lugar, deixe que concorde consigo: efectivamente, a actividade dos outros bloggers e de outros blogs não é algo que lhe diga respeito. Mas deixe que lhe manifeste o meu prazer em registar a sua presença por cá. É sempre muito bem-vindo, ainda que para criticar e reconheço-lhe a si, como a todos os restantes leitores dos meus posts, legitimidade para comentar, fazer observações ou criticar. Tenho me situado neste horizonte teórico, na blogosfera, e ainda não tive qualquer razão para mudar.
Quanto à questão central do meu post e que motivou o seu desafio, deixe que, preliminarmente, lhe diga duas coisas:
1. a minha principal motivação foi fazer uma brincadeira com base na marca "Allgarve";
2. mantenho que esta marca foi uma das maiores patetices que vi até hoje e que apenas beneficiou a empresa que a criou.
Mas já que as razões para esta minha posição não parecem ser claras, passo a enumerar algumas:
1. A marca "Algarve" está consolidada no mercado do turismo há já muitos anos e, como sabe, é até utilizada ilegalmente por nuestros hermanos que promovem o turismo da Andaluzia com base na brand portuguesa;
2. A nova marca pode gerar confusão nos potenciais turistas;
3. Allgarve, a dizer alguma coisa, apenas o faz aos turistas britânicos, uma vez que o prefixo é um inglesismo. Nada diz aos portugueses, espanhóis, franceses e alemães, que, a par com os britânicos, constituem os principais consumidores da marca. Assim sendo, é quase ofensiva para todos estes potenciais clientes;
4. Para qualificar uma oferta ou até um conceito não é necessário reinventar a designação da marca. Todas as grandes marcas reinventam-se, sem alterarem o que as identificam verdadeiramente. Allgarve nada diz sobre a qualificação da oferta que se pretendeu fazer.
5. Apenas é necessário criar brands artificiais, quando não ainda não existe uma natural (com todo o potencial da marca Algarve);
6. Por último, corre-se o risco dos estrangeiros deixarem de (re)conhecer a designação correcta da região e acontecer o que já acontece com o Porto (Oporto), por exemplo. Não é grave, mas não me parece que devamos incentivar as incorrecções. Diz-se que a marca não muda o nome da região, mas ver-se-á o que acontecerá dentro de alguns (poucos) anos. Veremos se continuarão a escrever algarvios em vez de allgarvios.
Assim sendo, caro companheiro, não vejo em que é que a minha brincadeira crítica poderá pôr em causa o "desenvolvimento ou o bem-estar das pessoas" algarvias (ou allgarvias?!).
Quanto à sua crítica sobre a realidade da oferta turística madeirense ("se é que se pode chamar ao marasmo, aos atropelos, às lutas pessoais, às associações em pé de guerra, aos grupos empresariais sofregamente delapidando o capital turístico da região e ao desordenamento territorial, de politica!!!") deixo-lhe mais duas notas:
1. a sua descrição aplica-se soberbamente ao turismo algarvio (já lá esteve, não?);
2. reconheço a pertinência e a legitimidade de algumas observações. Agora afirmar que na Madeira há "marasmo", tenha lá paciência! Não conheço nenhuma região do país com tantos carnivals como a Madeira. Enumere-me apenas uma e ficarei satisfeito.
Por último, respondo ao seu desafio lançando-lhe outro em forma de duas perguntas:
1. diga de sua justiça qual é a mais-valia da brand Allgarve;
2. aponte objectivamente os principais problemas de que padece o turismo madeirense (mas deixe as generalidades e os lugares comuns de parte. Eu também gosto muitos deles, mas, then again, sou apenas um cidadão anónimo).
Receba os meus cordiais cumprimentos,
SG
29.1.08
Ops, mais um TPC?!
Os TPCs (tempinhos para clarificar) são sempre bem-vindos, que nós cá sabemos reconhecer o magister. Ainda que por vezes a clarificação não seja dirigida a nós, mas a outros alunos da turma. E sabemos bem que isso acontece... demasiadas vezes!
Precisamos de novos dirigentes
Este Post que o Gonçalo escreveu há uns tempos causou algum alarido na blogosfera madeirense, com diversos bloggers e anónimos, de forma directa ou mais sub-reptícia, a manifestarem a sua opinião sobre a pergunta central. Genericamente, todos atribuíram a responsabilidade à governação social-democrata madeirense.
A verdade é que o problema da emigração vai muito além da realidade madeirense e dificilmente se pode atribuir a responsabilidade ao governo de Alberto João Jardim. Veja-se o exemplo dos milhares de emigrantes que procuraram em Espanha novas oportunidades, que não encontram em Portugal. Quem de nós não conhece alguém, madeirense ou não, que emigrou?
Portugal torna-se cada vez menos um local apetecível para se viver. Em Portugal escasseiam as oportunidades. Esta não é uma exclusividade madeirense, para mal de todos os nossos pecados. Se fosse, bastaria alterar a política (ou os políticos). Nem sequer estou certo que a culpa seja dos irresponsáveis governos de Guterres. Acho que o problema é mais profundo e deriva do famoso salve-se quem puder e uma certa pose de novo-riquismo tipicamente portugueses. Enquanto outros - leia-se Irlanda, Espanha e mesmo a Grécia - investiam, nós aproveitávamos os fundos europeus para plantar jipes. Outros apostavam na modernização da sua indústria, Portugal viu nascer ferraris sem paralelo a nível europeu. Desperdiçámos todas as oportunidades que nos foram dadas e hipotecámos o futuro, em benefício de meia dúzia. Aliás, apesar dos lucros estrondosos apresentados pela banca, continua o Zé Povinho a subsidiá-la, demonstrando bem que o principal óbice a algum enriquecimento do país reside na classe empresarial que temos. Não ganhamos tanto? Exija-se benefícios financeiros; baixe-se os salários; diminua-se os direitos sociais. Tem sido sempre esta a lógica do tecido empresarial. E já nem a famigerada falta de qualificação justifica, uma vez que muitos dos actuais emigrantes têm formação e outros, sem quaisquer habilitações - que em Portugal seriam desterrados para um qualquer programa tipo Novas Oportunidades - são óptimos operários em Espanha, em França, na Alemanha. O problema, o verdadeiro problema deste país é toda a classe dirigente.Tivéssemos nós os políticos britânicos, os empresários alemães e a criatividade suíça e seríamos um paraíso.
A verdade é que o problema da emigração vai muito além da realidade madeirense e dificilmente se pode atribuir a responsabilidade ao governo de Alberto João Jardim. Veja-se o exemplo dos milhares de emigrantes que procuraram em Espanha novas oportunidades, que não encontram em Portugal. Quem de nós não conhece alguém, madeirense ou não, que emigrou?
Portugal torna-se cada vez menos um local apetecível para se viver. Em Portugal escasseiam as oportunidades. Esta não é uma exclusividade madeirense, para mal de todos os nossos pecados. Se fosse, bastaria alterar a política (ou os políticos). Nem sequer estou certo que a culpa seja dos irresponsáveis governos de Guterres. Acho que o problema é mais profundo e deriva do famoso salve-se quem puder e uma certa pose de novo-riquismo tipicamente portugueses. Enquanto outros - leia-se Irlanda, Espanha e mesmo a Grécia - investiam, nós aproveitávamos os fundos europeus para plantar jipes. Outros apostavam na modernização da sua indústria, Portugal viu nascer ferraris sem paralelo a nível europeu. Desperdiçámos todas as oportunidades que nos foram dadas e hipotecámos o futuro, em benefício de meia dúzia. Aliás, apesar dos lucros estrondosos apresentados pela banca, continua o Zé Povinho a subsidiá-la, demonstrando bem que o principal óbice a algum enriquecimento do país reside na classe empresarial que temos. Não ganhamos tanto? Exija-se benefícios financeiros; baixe-se os salários; diminua-se os direitos sociais. Tem sido sempre esta a lógica do tecido empresarial. E já nem a famigerada falta de qualificação justifica, uma vez que muitos dos actuais emigrantes têm formação e outros, sem quaisquer habilitações - que em Portugal seriam desterrados para um qualquer programa tipo Novas Oportunidades - são óptimos operários em Espanha, em França, na Alemanha. O problema, o verdadeiro problema deste país é toda a classe dirigente.Tivéssemos nós os políticos britânicos, os empresários alemães e a criatividade suíça e seríamos um paraíso.
Já agora...
Para quando a substituição do árido ministro das Obras Públicas e do inábil ministro da Economia?
27.1.08
Sócrates vaiado? Não...
Não foi vaiado, não senhor. Aquilo fora e dentro da Arena eram os comunistas disfarçados de familiares dos novos formandos das Novas Oportunidades que quiseram dar uma ideia errada sobre o que pensam as populações do nosso D. Sebastião.
Tudo para fazer passar vergonha esse novo salvador da pátria que dá pelo nome de Sócrates!
Achei piada à notícia da TSF, que referiu que dentro da Arena de Évora ouviram-se aplausos. Só se foi na bancada onde se reuniram os petit socialistes locais, porque o que se ouviu foi um coro de assobios. Mas o jornalista estava distraído...
Tudo para fazer passar vergonha esse novo salvador da pátria que dá pelo nome de Sócrates!
Achei piada à notícia da TSF, que referiu que dentro da Arena de Évora ouviram-se aplausos. Só se foi na bancada onde se reuniram os petit socialistes locais, porque o que se ouviu foi um coro de assobios. Mas o jornalista estava distraído...
25.1.08
Nova Lei Eleitoral Autárquica.
Ontem, dia 24 de Janeiro, o movimento de Cidadãos por Lisboa, liderado por Helena Roseta promoveu um acção de esclarecimento acerca do projecto de lei, para a alteração da Lei Eleitoral para as Autarquias Locais, intitulada "O que vai mudar na nova Lei Autárquica?".
Foram vários os oradores convidados, a saber: Presidente da ANAFRE; o deputado do CDS/PP Nuno Melo; o deputado do BE Francisco Louçã; o deputado do PS Mota Andrade e o politólogo André Freire. Eu, como interessada pela matéria e estudiosa dos sistemas eleitorais e representação política, compareci!
As eleições têm como objectivo a conquista do voto, mecanismo principal da instituição da representação política, estabelecendo-se, por esta via a relação entre governantes e governados, permitindo o funcionamento da democracia e de tornar eficaz "a voz dos cidadãos enquanto vontade popular" (art.1º da CRP).
É com base na legislação eleitoral, que as regras do jogo da competição política são estabelecidas, e que configuram o tipo de dinâmica ao nível das estratégias da campanha eleitoral, bem como são passíveis de gerar alterações no comportamento do eleitorado.
Em relação a este projecto de lei apresentado pelo PS/PSD e já aprovado na generalidade tenho a minha opinião. Este diploma têm no âmbito da sua argumentação legislativa, a eficiência e a eficácia dos governos municipais. Ora bem, os estudos evidenciam (Manuel Meirinho Marins) que existe uma grande estabilidade e condições de governabilidade muito elevadas nos municípios: 90% dos exexutivos municipais são com a lei em vigor, maioritários; em 30 anos de Democracia, o poder local apenas registou 20 eleições entrecalares (a maioria em situações de coligação)...
As razões evocadas para alteração da Lei Autárquica ainda requerem algum rigor, na medida em que aquilo que este projecto de lei pretende introduzir é o presidencialismo do chefe do executivo, que é eleito através da lista mais votada, e depois escolhe de entre os eleitos da sua lista, os elementos que irão integrar a vereação da Câmara. O que acontece por exemplo, no munícipio de Lisboa que tem mais de 100.000 eleitores, serão eleitos 12 vereadores pela lista mais votada + o presidente da Câmara, e a oposição apenas obterá 5 mandatos que terá depois de ser distribuido entre a oposição de acordo com os resultados eleitorais.
Estes dois item são alguns dos pontos argumentativos para a mudança da lei. Em meu entender , o caminho deveria ser a parlamentarização do executivo, reforçando as atribuições e competências das Assembleias Municipais para com o executivo, e não o seu esvaziamento, por forma a uma maior responsabilização e accountability do executivo camarário.
Este projecto de lei, atribui ao governo municipal um poder discricionário enorme, permeia a desporporcionalidade do sistema eleitoral, e acima de tudo consigna um bonús na atribuição da vitória. Basta a obtenção de 30% dos votos, para obter 51% dos mandatos.
Em suma, a minha posição em relação a esta matéria é muito clara: a lista mais votada e com a respectiva maioria na Assembleia Municipal, forma o governo municipal. A assembleia Municipal, neste caso, será o garante do funcionamento e fiscalizador da actividade do executivo municipal. Espero que sejam realizados alguns ajustes em sede de especilidade, e que este projecto de lei, determine o reforço e a qualidade da democracia.
24.1.08
Não sabem? Eu explico!
Servilismo e subserviência , ou puro lambe-botismo?
Já repararam que os bloggers com actividade política gostam de manter os títulos académicos e/ou profissionais, mesmo quando escrevem para a blogosfera. Ele é Sr. Dr., ou Arqº., ou Sr Deputado, à boa moda do servilismo do Estado Novo! Só ainda não percebi se é mesmo apenas por servilismo e subserviência, se por puro lambe-botismo, não vá um dia precisarmos deles. Mas acho piada. A patetice, por vezes tem piada...
Contando, ninguém acredita!
Até há dois ou três anos pagávamos multas por ultrapassar as quotas de produção de leite atribuídas a Portugal. Hoje anunciam-se aumentos de 10 cêntimos ao litro devida à falta de produção. Ora, os versados em economia que pela blogosfera abundam expliquem-me lá que puta de economia e que puta de estratégia é esta?
22.1.08
Pateta alegre III
Não tem nada a ver, não tem nada a ver, mas a verdade é que estas notícias vão se sucedendo a um ritmo vertiginoso. Ora que é uma idosa que morre à espera da sua vez; ora são b ebés que vão nascendo nas ambulâncias; ora é uma criança que morre às portas do hospital de Anadia; ora é um doente que morre a caminho do hospital porque o SAP da sua localidade foi encerrado; ora são doentes crónicos obrigados a trabalhar, ora... Pois é, Yo no creo en brujas, pero... ...que las hay, hay!
PS - Gostava, sinceramente, de saber como sairá este ministro da Saúde com a sua consciência! Sairá tranquila?!
PS - Gostava, sinceramente, de saber como sairá este ministro da Saúde com a sua consciência! Sairá tranquila?!
Pateta alegre II
Num momento delicado para milhares de portugueses, quando o futuro não se avizinha nada fácil, éis que o presidente da República promove um roteiro da cultura. Pertinente e urgente, sem dúvida.
Mas Cavaco Silva ainda consegue fazer pior (!): vai ao encontro das populações questionar a legitimidade das manifestações contra uma política de saúde que - a bem dizer e para evitar adjectivar em demasia - não tem ponta por onde se pegue e que não responde às suas aspirações e anseios.
Apetece perguntar: em que raio de mundo anda o nosso presidente? É que a época natalícia terminou com os Reis. Vai sendo tempo de olhar para a realidade do país!
Mas Cavaco Silva ainda consegue fazer pior (!): vai ao encontro das populações questionar a legitimidade das manifestações contra uma política de saúde que - a bem dizer e para evitar adjectivar em demasia - não tem ponta por onde se pegue e que não responde às suas aspirações e anseios.
Apetece perguntar: em que raio de mundo anda o nosso presidente? É que a época natalícia terminou com os Reis. Vai sendo tempo de olhar para a realidade do país!
Pateta alegre
Quando todos os líderes de governo da Europa estão pessimistas relativamente à crise do mercado de capitais, Sócrates, qual pateta alegre, destoa e mostra-se confiante.
Será para levar a sério um primeiro-ministro como este?
Será para levar a sério um primeiro-ministro como este?
20.1.08
Afinal, não é assim tão mau!
Afinal, de acordo com a SIC (acho eu), a maior parte dos visitantes da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) elegeu a Madeira como o melhor destino turístico nacional. É uma boa notícia e acalma-me. É que estava a ficar preocupado com as opiniões veiculadas na blogosfera madeirense. De repente, parecia que o destino Madeira era o mais horrendo do mundo. Parece que, afinal, muitos portugueses não pensam assim!Roubada daqui
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