19.2.08

2ª Epístola ao Tino

Caro Tino,


ao contrário de ti, para mim a palavra do PM não basta. Porque ele já nos habituou às promessas vãs e a desdizer-se com a mesma convicção com que antes afirma qualquer coisa (não me vais pedir exemplos, pois não?!).
Por isso não me chega o que diz Sócrates. Interessa-me a letra da lei. E no Decreto Regulamentar n.º 2/2008 nada há que consubstancie as palavras do PM e a propaganda do ME. Neste documento apenas existem ideias vagas, sem qualquer tipo de regulamentação, sem qualquer tipo de objectividade, fazendo depender a progressão da carreira docente dos humores de nomeados, sem qualquer tipo de interligação com a nova legislação que continua a sair.

E a tua (e de outros) argumentação de que os papás têm uns bitaitezinhos a mandar no processo de avaliação de desempenho dos docentes, dando como exemplo o processo democrático, serve exactamente para desconsiderar a especificidade do acto pedagógico e em última instância a própria política: o acto de votar é um dever/direito de cidadania e não exige (não deve fazê-lo, para ser completamente democrática) qualquer tipo de especificidade. As razões de cada voto são de foro íntimo e podem ser (frequentemente são) de ordem subjectiva, enquanto que o acto de avaliar o desempenho de um profissional tem de expurgar, na medida do possível, o factor subjectividade, para ser justa. Por isso é que para votar não precisas de critérios, enquanto não podes avaliar objectivamente sem definires uns quantos. Portanto, na minha opinião, o argumento que evocas não tem qualquer tipo de validade ou sustentação. Não passa de um acto de retórica que fica bem aos políticos, mas mal a quem quer discutir esta questão com a seriedade que o tema exige.

Por outro lado, sustentar que a avaliação dos alunos deve contar para a progressão na carreira dos docentes, é inverter o processo de avaliação em educação. Caso não tenhas dado por isso, qualquer professor que se preze (e os há bons e maus) não se demite do acto de educar. Numa sala de aula, quem educa são os professores e não os alunos. Já ponderaste bem as implicações que uma medida como esta pode ter dentro de uma sala de aula? A inversão da autoridade?
Dir-me-ás que na implementação de um sistema de qualidade de uma qualquer organização, é fundamental a avaliação feita pelos clientes. Absolutamente de acordo, mas esta avaliação é fundamental para avaliar o grau de satisfação pelo serviço prestado pela organização e não para avaliar as competências dos colaboradores.

Sustentas, ainda, que o resultado dos exames nacionais deverão ter maior peso na avaliação dos alunos, relativamente à avaliação feita pelos professores. Isto é negar a importância da avaliação contínua, defendida por qualquer organização nacional ou internacional e comummente aceite como o melhor modelo de avaliação em educação. O mesmo, naturalmente, aplica-se à avaliação dos docentes, uma vez que faz depender a progressão na carreira de um processo que não é pacífico (exames globais) e bastante contestado, pois um exame diz muito pouco acerca das aprendizagens. Dirá alguma coisa, mas não o fundamental.

Tudo isto é extremamente grave, mas se queres saber, nem é o que mais me preocupa. O que me vem atormentando é o mais recente Regime jurídico de autonomia, administração e gestão, que vai franquear os portões das escolas aos partidos e aos delegados políticos e que, inevitavelmente, terá consequências no processo de avaliação da carreira docente.
Como sabes, em última análise, a avaliação dos docentes será entregue aos coordenadores do departamentos curriculares e aos futuros directores das escolas que, pela entrada em vigor do Regime jurídico de autonomia e gestão, serão cargos de nomeação. E aqui estás a politizar todo o processo avaliativo. É fácil de entender: as assembleias de escola serão substituídas pelos conselhos gerais, constituídos por pessoal docente (não superior a 40%) e não docente, os pais e encarregados de educação (e também os alunos, no caso dos adultos e dos estudantes do ensino secundário), as autarquias e a comunidade local, nomeadamente as instituições, organizações e actividades económicas, sociais, culturais e científicas. De acordo com a proposta de decreto-lei, a presidência deste órgão nunca poderá ser exercida pelos professores. Assim sendo, adivinha quem é que irá presidir a estes novos conselhos? Pois é, as autarquias, uma vez qu,e por não ser remunerado, nenhum dos outros representantes terá disponibilidade para ocupá-lo. Ora, é este órgão que tem a competência de nomeação do Director que, por sua vez, irá nomear (deixam de ser eleitos) os coordenadores dos departamentos curriculares e irá presidir, por inerência, os conselho pedagógicos. Começas a perceber a trama? O que irá acontecer é que, em última análise, a avaliação será feita por boys dos partidos, colocados estrategicamente em todos os principais órgãos das escolas. E isto é que é grave. Falas tu em amiguismo no actual processo de avaliação. E este novo sistema, será o quê?
Pois é: os professores não só têm legítimas razões para estar desiludidos. Eu, se me mantivesse no ensino, estaria apavorado...

18.2.08

1ª Apóstola a Tino (que não o Isa)

Caro Tino:

sem querer ser ou parecer ofensivo, do teu texto Avaliação dos professores, publicado no dia 18 de Fevereiro, só há duas conclusões possíveis (que não se excluem obrigatoriamente): ou não reflectiste minimamente sobre a questão, ou não percebes puto de educação. Porque não existem outras conclusões, tal a quantidade e a qualidade dos dislates que proferiste (incrível que num post não tenhas conseguido acertar uma).

Mas eu disse que não te queria ofender, pelo que irei apresentar argumentos que, não minha opinião, deveriam ser desnecessários, mas pelos vistos não são.

1. Pôr um pai a avaliar o desempenho de um professor, é o mesmo que não reconhecer qualquer especificidade ao acto pedagógico. Qualquer um pode mandar uns bitaites, uma vez que todos são especialistas. Deixa-se de reconhecer portanto, necessidade de formação para o acto de ensinar e mesmo de avaliar (caso não saibas, os professores têm formação ao nível de avaliação). Esta medida, que tão acérrimamemente defendes, apenas foi introduzida para que o Governo ganhasse as federações de pais para as reformas que pretendia impor (sabendo, diante de mão, que existem mais pais do que professores);

2. Ouviste a questão colocada pelo Louçã? Pois neste caso ele está completamente certo. O novo modelo propõe a avaliação não de acordo com as qualidades do docente, mas com as qualidades da população discente, sendo efectivamente verdade que um professor colocado em escolas situadas em contextos socio-economico-culturais mais difíceis será prejudicado em relação a colegas colocados em boas escolas. Também é possível interpretar esta lei de modo a que todos os docentes sejam avaliados de igual forma, independentemente das disciplinas que leccionam;

3. Seres de opinião que as notas dos exames nacionais devem ter maior peso do que o trabalho diário feito pelos alunos revela bem o teu desconhecimento sobre o processo pedagógico e à importância que dás ao a qualidades como o trabalho, disciplina, o empenho! É tão ridículo que apenas te posso aconselhar a leitura de qualquer manualzito de segunda, para se aperceberes do absurdo da tua afirmação;

4. Ao contrário do que afirmas, este sistema irá promover o amiguismo e introduzir ainda menos rigor e exigência no ensino. Mais: sabendo à partida que os directores das escolas serão nomeados pelos futuros Conselhos de Escola (que irão substituir as Assembleias) e que estes, inevitavelmente, serão presididos pelas autarquias, estamos a permitir a entrada em cena do caciquismo e da politicazinha municipal num processo tão importante como é a avaliação de desempenho de um profissional;

5. É, efectivamente, fundamental avaliar o desempenho dos docentes. E seria tão fácil criar um instrumento mais ou menos fiável - uma vez que a avaliação é um processo sempre sujeito ao erro -, bastando pegar nas avaliações (milhares) dos estágios curriculares, promovidos pelas universidades. Mas isso, tu não sabes!

Será Timor um estado viável?

É impressão minha, ou já todos começamos a engolir a propanga australiana de que Timor Leste não é viável enquanto país (ou não estivessem c om o olho gordo em cima do petróleo timorense)? É que eu conheço países com muito menor dimensão e muito menos riquezas que não só são viáveis, como conseguem proporcionar qualidade de vida aos seus habitantes que nem de longe temos em Portugal.
Não, Timor parece-me viável e o problema não são os timorenses. O problema de Timor foi que nenhuma das duas potências coloniais (sendo que uma delas exerceu uma violência e uma repressão brutais) deixou massa crítica intelectual, antes pelo contrário. Por isso é que a política em Timor ainda recorre às relações familiares. Mas como muito bem disse o Miguel Fonseca, esta não é uma exclusividade e muito boas democracias ocidentais padecem do mesmo mal. O problema é que naquele caso, as famílias estão armadas...

O previsível futuro de Timor


Não necessariamente por esta ordem, agradeçam o estado a que Timor chegou (de resto, mais do que expectável) a Jorge Sampaio, a António Guterres, a Mário Soares, aos Trovante e a todos quantos provocaram a histeria colectiva em torno de um povo que não se sabe governar, não se quer governar, nem nunca se há de governar.

Felizmente, nunca deixei de comprar produtos da Indonésia e sempre achei que Timor ficava bem melhor com os australianos. Assim não quiseram, agora desembrulhem-se.

CGTP-OUT


Se o país está como está muito se deve à existência da CGTP. Durante anos esta união de sindicatos do terceiro mundo mais não fez do que perpetuar regalias, fomentar a improdutividade, encher o Estado de funcionários desqualificados, lutar pelo empregozinho para toda a vida e manter vivos os preconceitos contra os empresários e contra quem é empreendedor e criativo.

Em suma, e justamente, o que a CGTP sempre quis foi o bem-estar de todos os trabalhadores portugueses, mesmo que estes não quisessem trabalhar nem dar lucro ao patrão.

É certo que todos os países, até mesmo os mais desenvolvidos, têm os seus sindicatos. Mas sindicatos comunistas, na Escandinávia por exemplo, só se encontram em museus.

Para Expiação dos Meus Pecados

Expiação é um filme que expia os pecados, fatais, do realizador - joe Wright - e de um menos conseguido argumento.

Eu também expiei os meus próprios pecados para chegar a esta óbvia conclusão. Vi o filme duas vezes. Minto! Uma vez e meia, porque adormeci a meio da fita na primeira “versão”. Não satisfeito regressei este domingo à estória. Quer dizer,…o destino arrastou-me para esta inconsequente “fatalidade”.. Queria ver “O Sonho de Cassandra” de Woody Allen. Comprei o respectivo bilhete mas enganei-me na sala. Assim que observei as primeiras imagens identifiquei a obra que me tinha atirado para o lado inconsciente da vida. Pensei que era o “trailer” do filme, mas não. Tratava-se da obra completa. Como já estava confortavelmente sentado, quando despertei para este duplo pesadelo, decidi ficar. Precisava expurgar a consciência para poder dizer mal da fita.
Foi o que fiz.
Abri bem os olhos com medo de ser novamente traído pelo sono e o que vi não alterou nada do que não tinha visto, mas tinha consciência que não era bom.

Explico: o filme não precisa das cenas da guerra. Em primeiro lugar porque não acrescentam nada à história. “Expiação” poderia passar do momento em que Robbie - um azarado filho de um caseiro inglês – está algures em França, para a cena em que a “viloa” da fita – Briony Tallis – ampara a morte de um soldado ferido na cabeça. Ou seja, existem 20 a 30 minutos de rodagem perfeitamente inúteis, e caros, neste trabalho do mesmo realizador de “Orgulho e Preconceito”. Acrescentam quase nada. Além disso, o filme perde-se no meio do deslumbrante cenário belicista, mas inconsequente para o objectivo final da história. É arriscado fazer filmagens em catadupa das grandes guerras, porque existem muito bons trabalhos sobre a temática. Recordo-me de, “ O Resgate do Soldado Rayan” de Spielberg, por exemplo.

Gosto da interpretação do trio de protagonistas: - da charmosa e elegante Cecília, da irmã, que aparece com um sinal no rosto do lado esquerdo e depois passa para o direito, e do jovem mas firme actor. Ele e Cecília estão nomeados para um Óscar na categoria de Interpretação. Ao todo “Expiação” tem sete nomeações e já ganhou o Globo de Ouro de melhor filme dramático. Não comento prémios, porque são prémios. Apenas dou 3 estrelas a este ambicioso, mas falhado filme.

E agora?

The Republic of Serbia shall not tolerate such an illegal act of secession. Our Government and National Assembly will declare this action of the authorities in Pristina null and void. And we shall undertake all diplomatic, political, and economic measures designed to impede and reverse this direct and unprovoked attack on our sovereignty.

(...)

Let me be very clear. The Republic of Serbia shall never accept any violation of its territorial integrity. We shall never recognize Kosovo's independence. We shall not waiver, we shall not yield, should this cowardly act proceed unchecked. Not now. Not in a year. Not in a decade. Never. For Kosovo and Metohija shall remain a part of Serbia forever.

Excertos do discurso de Vuk Jeremic, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia, na última quinta-feira no Conselho de Segurança da ONU.

Dias complicados avizinham-se, de facto. Após o Kosovo, o que impedirá os albaneses da Macedónia de tentarem semelhante "aventura"? Em algumas zonas do país são maioritários... E os sérvios da Bósnia? E os sérvios que vivem na Croácia? E os croatas da Bósnia e os...

Já agora, o terá Kosovo condições para ser independente? Tem capacidade económica de se auto-sustentar? Tem elites bem preparadas para o conduzir? Tem massa crítica capaz? Não se estará a construir mais uma espécie de zona-franca para as máfias internacionais, à semelhança daquilo que é hoje a Albânia, um estado onde o estado nada controla, dominado por grupos de crime organizado?

Terá a UE capacidade para liderar o processo em curso, ou vai ter de se socorrer do amigo americano, mais interessado em combater a influência russa na Região do que na estabilidade da zona?

Se calhar estou enganado, e os sérvios, depois da revolta inicial, acabarão por aceitar o inevitável, premiados com perspectivas de uma adesão de certo modo facilitada à UE. Mas de facto tenho as minhas dúvidas...

15.2.08

Onde é que andei este tempo todo?


Como o mundo não começa nem acaba na Madeira andei a dar umas voltas por bons sítios. E agora voltei, de faca ainda mais afiada e sempre para irritar e instruir.

13.2.08

À Espera da ASAE

Na Madeira há uns indivíduos insaciáveis por autonomia.
Não sei se em casa quem manda é a esposa, ou se a falta de exercício de poder lhes diminui o ego. Nunca percebi, nem quero entender.

Entrou em vigor a nova lei do tabaco e passados uns dias foi apanhado com a boca na botija o Presidente do Governo.
De imediato ouvi dizer que a lei não era boa e que ninguém a tinha violado.

Passados uns dias, alguém lembrou-se da autonomia. Toca reescrever o texto da lei para acertar o fato à medida dos burgos do sítio.

Penso que quem age desta forma, está mal informado.
O TABACO MATA. Eu não fumo mas já assisti a conferências proferidas por médicos, sobre o vício do cigarro e fiquei chocado.

O meu conselho é que se aproveite a autonomia para benefício da população madeirense e não desta forma.
Para fazer uma lei que nem serve gregos nem troianos.

Dia dos namorados

Reservei uma mesa e duas cadeiras nas Desertas.
Alguém está disponível ……………………….

12.2.08

Mas anda tudo grosso?...

Se fizermos um périplo pela blogosfera madeirense, facilmente nos depararemos com críticas e aplausos ao mais recente blog regional, o Madeira: Ilha de Escárnio e Maldizer . Mas será que o nome do blog e do próprio blogger não indicam já o seu posicionamento na blogosfera: gozar à grande com tudo, mas muito especialmente com a política madeirense?

Vejam as manifestações que o blog já provocou no Ultraperiferias, no Apontamentos sem nome e no Sobrevoando o território e se não é caso para perguntar se não estarão todos bêbedos, por levarem tão a sério um blog que visa divertir?

Solidariedade com Nazário

Normalmente defendo que quem é eleito por um partido deve abandoná-lo quando entre em ruptura. Contudo, no caso do Presidente da Freguesia de Gaula, verfica-se que, para poder exercer o seu mandato, que lhe foi conferido pelo eleitorado, e para fazer face a manobras de certos meios que se julgam donos do partido, e que, aliás, já provocaram no passado o afastamento de outros elementos eleitos, como se o PS tevisse assim tanto, Nazário Coelho teve de assumir apenas a condição de presidente da Freguesia de Gaula, porque cada caso é um caso, e neste, estou perfeitamente solidário com ele. O interesse dos gauleses está acima de manobras de bastidores. Sobre Santa Cruz, continuo a defender que o PS tem um candidato natural que nunca teve veleidades de vedeta.

Escrito aqui por Miguel Fonseca, militante do PS.

O clube da bisca

O Sr. Nazário foi-se. Parece que se esquecera de assinar uma carta. O Sr. Leandro já pediu desculpa aos eleitores. Não fez mais que a sua obrigação, digo eu. Até porque ao que parece andou entretido a fazer oposição a uma junta eleita pelo seu partido. A este ritmo o PS de Santa Cruz transformar-se-á numa espécie de clube da bisca. Com quatro a jogar e dois "equipa a seguir". Aguardo serenamente as cenas dos próximos capítulos. Quem joga o próximo "ás de trunfo"?

11.2.08

Agradecimento

Atingiu-se em Portugal a taxa mais alta de desemprego dos últimos 20 anos. Agradeça ao Eng. Sócrates. Mais um número que mostra o sucesso da actual governação.

10.2.08

Pérolas...

Diga lá outra vez...

Não houve manifestações internas para provocar a minha saída do partido, antes pelo contrário, até recebi muitas manifestações de apoio. A opinião pública percebeu que aquelas eleições regionais foram atípicas e serviram para referendar a Lei de Finanças, não para votar um programa de Governo e também para castigar o Governo da República. Quando a campanha é feita nestes termos, os resultados acabam por ser manifestamente negativos.

Jacinto Serrão, in DN-Madeira, 10 de Fevereiro de 2008.

Ó stôr-deputado-exlíderdopsmadeira, explique lá outra vez: se a opinião pública percebeu, porque raio é que você e o seu PS levaram aquela sova monumental? É que parece não fazer muito sentido (se é que alguma vez o seu discurso fez...)!

Não há melhor!

Seja ou não ou Avenida Hollywood, a verdade é que esta é a melhor zona da Madeira para se viver. Áh, e podem chamá-la de Alto da Poça (do Gomes), que é a sua designação tradicional... E sim, o meu sobrenome não é alheio à designação tradicional, uma vez que a minha família ali vive há pelo menos 250 anos!
PS - Falo por experiência própria. Sempre ali vivi e não vejo melhor lugar no mundo para se viver!

PS1 - Só é pena que abutres, como uns tais melins, pairem por ali. Apesar de ser defensor da fauna endémica, por mim abria já a caça a tais aves de rapinas.
PS2 - Olhem bem. Pode ser que me vejam por ali ao fundo...
Foto: DN-Madeira, 10 de Fevereiro de 2008

8.2.08

Map - Jasper Johns



I will find it.

Bom fim de semana.

É porreiro, pá

Gosto do Simplex. Principalmente "daquela parte" das 14 páginas em 8 impressos que um reformado tem de prencher para se candidatar ao Complemento Solidário Para Idosos.
Nada mais simples. Eu diria até nada mais simplex... É porreiro, pá!

Drama

Filipe quer ser independente. Nilson apoia Filipe. E se calhar repete a dose em Câmara de Lobos. Cardoso diz que há independentes que o querem no Funchal. Fonseca diz que é mas não é candidato a Santa Cruz. Se calhar quer ser. Ou não... Gouveia queixa-se de solidão. Parece que Freitas nunca mais quis ser visto com ele. Não é uma telenovela mexicana. É o PS-Madeira no seu melhor.

Bilhetes de Colares


Em boa hora a Assírio&Alvim decidiu compilar e editar em livro os "Bilhetes de Colares", crónicas assinadas em diversos jornais e revistas, durante 16 anos, pelo embaixador José Cutileiro, sob o pseudónimo A. B. Kotter.

De uma ironia refinada, os textos de Cutileiro confrontam-nos com o Portugal das décadas de 1980 e 1990. São a visão de um conservador que nos ajuda, de forma mordaz, a perceber este país que teima em querer ser moderno.

Altamente aconselhável.

7.2.08

Assembleia da República ou o lugar onde se assassina a democracia!

PS e PSD conseguiram em conjunto, sob o paterno e beneplácito olhar de Cavaco Silva, esventrar uma vez mais a democracia portuguesa, contribuindo irremediavelmente para a descredibilização da classe política. Sufragados programas que defendiam a via referendária para a aprovação do Tratado Europeu, os senhores deputados não tiveram qualquer pudor em mandar às malvas as promessas eleitorais - em nome de um qualquer bem maior, cuja evidência ainda está por demonstrar! -, envergonhando, uma vez mais, aqueles que estão na política em nome de causas. Sinceramente, com sucessivos exemplos destes, começa a custar perder tempo para ir às urnas. E acho que isto já só vai ao lugar quando o povo sair à rua e em força! Porque esta gente não tem qualquer pejo em mentir descaradamente e já não é fácil identificar partidos com causas e projectos políticos que ousem afrontar os interesses instalados, em nome de uma verdadeira democracia.
Já não é surpresa ou desilusão o que me vai dominando quando vejo este tipo de comportamento por parte de gente que deveria ser responsável. Ao ver as notícias, ainda que perfeitamente antecipáveis, não consigo evitar sentir um nauseabundo sabor a vómito!

PS - E não me venham com declaraçãozinhas de votos, como fez Júlia Caré e outros deputados. Porque a verdade é que em nome do tacho toda esta gente alinhou pela orientação das cúpulas partidárias, cujas agendas não são as mesmas dos verdadeiros democratas.

La Lista Wip

La Lista Wip poderá ser um insuportável exercício de banalidade, como alguns já lhe chamaram, mas poderá eventualmente de ser um indicador, à escala global, daquilo que os consumidores dos países desenvolvidos procuram na net. Encabeçado pela Prisa, o projecto pretende dar a conhecer a lista daqueles que são os "mais procurados" da rede, actualizada diariamente através da utilização de "robots" de busca.

Hoje, encabeçam George W. Bush, com o astronómico número de 278.161.985 referências, seguindo-se Britney Spears e Bill Gates.

No top 10 estão ainda Eminem, Paris Hilton, Elvis Presley (décadas após a sua morte, continua a ser uma das mais importantes marcas globais), Madonna, Giorgio Armani, o engenheiro informático canadiano Francisco Burzi (?) e Mariah Carey.

No top 100 estão nomes como David Beckham (13ª e segundo europeu), Putin, Blair, Bill Clinton, Pamela Anderson, Bin Laden (37º), Messi (o segundo futebolista), Berlusconi, Saddam, ou Busta Rhymes (que encerra).

Como curiosidade, a lista dos "vips" portugueses é encabeçada por três futebolistas. Luís Figo é o primeiro (163º no top mundial), Cristiano Ronaldo (num surpreendente 643º do top mundial) e Maniche (esta, confesso, foi uma surpresa ainda maior, na posição 995 global).

Curiosamente, na posição 5642 a nível global, mas em 10º lugar entre os portugueses, surge... Carlos Pereira, presidente do Marítimo.

É o segundo "madeirense" e, entre os portugueses, está à frente de Siza Vieira, Maria de Medeiros ou do... Cardeal D. Henrique.

Um caso... estranho. Mas que não deixa de ser divertido

6.2.08

Exemplos cristãos


Esta semana celebraram-se aniversários (de morte e de nascimento, respectivamente) de duas incontornáveis figuras da Igreja Portuguesa: S. João de Brito e o padre António Vieira (o primeiro foi morto no dia 4 de Fevereiro de 1693 e o segundo nasceu no dia 6 de Fevereiro de 1608). Foram contemporâneos, missionários, evangelizadores e mártires. S. João de Brito porque efectivamente foi morto ao defender o Cristianismo; pela sua fé e pela entrega à sua Igreja, o que fez de si um mártir. António Vieira porque foi perseguido, pela própria Igreja que jurou fazer crescer, pelo delito de ter ousado pensar, pela defesa de valores humanistas, que escasseavam por aquela época e porque se recusou a aceitar a inevitabilidade do sofrimento dos outros.
Sei que não teriam sido os melhores amigos: um era ortodoxo, outro progressista. Contudo, com a sua abnegação, espírito de sacrifício e entrega absoluta às suas causas, ambos contribuíram para engrandecer - e de que maneira! - a Igreja portuguesa. Mais, S. João de Brito e António Vieira mostraram aos cristãos o caminho que deve ser trilhado: uma inabalável Fé e luta pela defesa dos direitos do homem que são, afinal, valores intrínsecamente cristãos (enquanto pregados por Cristo).
São os dois exemplos de quase perfeição. Não são, portanto, fáceis de seguir. Mas acho que é nossa obrigação fazer destes dois homens exemplo para a nossa vida.
Gosto de pensar que me sinto influenciado por ambos. Tento, na minha humilde condição, seguir o exemplo que cada um deles nos legou, embora tenha perfeita noção de que estou longe do caminho indicado. Mas ainda assim, numa tão importante (para os cristãos portugueses, naturalmente) semana, gostaria de acreditar que daqui para a frente poderei fazer melhor. A ver vamos...

Life After Vegas


"Life After Vegas", dos Raindogs, data de 2001 e é, na minha opinião, um dos bons discos feitos na última década em Portugal.

Produzido por Chris Eckman (Walkabouts), o disco inclui 10 canções que, em muitos casos, nasceram das observações inscritas nos cadernos de viagem do vocalista (e letrista) Carlos Gonçalves. Um disco "de estrada", onde há melancolia, mas onde o caminho é feito na companhia de quem acredita que há sempre outra vida a começar para se viver.

Em "Life After Vegas", música e texto combinam-se na perfeição, pontuando, ainda mais que nos discos anteriores, o violino de Matt Howden.

Contextualizando, o trabalho de 2001 nasce num momento crítico para a banda. Após os sucessos (junto da crítica e no panorama musical alternativo) de "Raindogs" e de "From Today" - disco que resultou também no lançamento de "Memories of a portable CD"- o vocalista Roland Popp decide regressar à Alemanha (de onde é natural), desligando-se do agrupamento que liderara desde 1997.

Seguiu-se um período de alguma convulsão, até a entrada de Carlos Gonçalves, que deu um impulso decisivo à vida de um dos grandes grupos portugueses da primeira década do século XXI (infelizmente, pouco conhecido junto do grande público).

Escrevo sobre o disco porque está (ou estava até há pouco tempo) em promoção na FNAC. É aproveitar, minha gente.

5.2.08

O mundo, como ele é!

Os caminhos da desumanidade; o trilho que o homem do subterrâneo desenhou. Não deveria ser possível, mas retrata bem o que foi, o que é e, infelizmente, o que há-de vir!
Para reflectirmos todos. Porque o abutre que aguarda pacientemente pela carniça desta criança representa todos nós. E acho que foi esta tomada de consciência; este súbito esbofeteamento da realidade que Kevin Cartner não aguentou!


4.2.08

Quem é que o tornou bacharel???






Aqui estão os belos exemplos da engenharia socrática. E após ver tamanhas obras-primas, que reflectem toda a sua competência, ainda há quem jure que tudo isto é uma campanha montada pela SONAE. O pior cego é mesmo aquele que não quer ver...

Um... mámárrachô!


O mais emblemático entre os projectos que "engenheiro" diz serem dele... Há qualidade quanto baste.

Repare-se no bom gosto dos azulejos. Um "piscar de olho" à tradição portuguesa. Atente-se às duas janelas colocadas lado a lado, em alumínio reluzente. Admire-se a simetria das portas, a concepção volumétrica de todo o conjunto, a integração no ambiente envolvente. Urge tirar o chapéu a quem desenhou semelhante "mámárrachô". E a quem o assinou!

De facto, cada país tem o Sócrates que merece.

2.2.08

Eu, pecador, me confesso

O homem providência, esse misto de D. Sebastião e Maria de Lurdes Modesto, anda a ser perseguido. E eu, desgraçadamente, acreditei na cabala. Ai, pobre de mim!

Garanto-vos que mandarei rezar trinta e três avé-marias pelo amado e impoluto líder. Será a parte visível do preço a pagar pelo meu pecado. E flagelar-me-ei, na cela onde me prenderem, ao som da música de Vangelis, gritando o Acto de Contrição...Ah, chorarei lágrimas de arrependimento, vil criaturinha que fui! E ensurdecerei (é o chamado efeito Vangelis)!

Obrigado, ó Cláudio, por me fazeres ver a Luz!

1.2.08

Com a cidade aos pés

Escrevo com Lisboa aos pés. Estou sentado junto à muralha do castelo de São Jorge e daqui vejo o Rossio, o casario da cidade pombalina, as feias torres das amoreiras e a ponte, a espaços a ponte, envolta numa cortina de névoa.

Daqui oiço a cidade. Ou as milhares de cidades que percorrem à pressa as avenidas.Que enchem o metro. Que correm para o rio. Que vagueiam loucas pelas esplanadas. Que cantam na rua. Que vivem devagar. Que correm. Que mentem. Que falam a verdade.

As cidades brancas que se fecham nos escritórios das Avenidas Novas. As cidades negras que inventam o sol nas periferias. As cidades ilegais que vagueiam a medo à volta do Teatro grande.

Daui vejo o Rossio...

Post-Scriptum: o tipo que inventou a net portátil é um génio...

Um chico-esperto

Sócrates é um chico-esperto. Um aldrabaozeco que aproveita a seu favor as imperfeições do sistema. É a imagem fiel de um Portugal pequeno, com pouca moral e menos carácter. Uma figura a quem um conjunto de erros históricos deu a possibilidade de ser primeiro-ministro.

Sócrates limita-se a ser o rosto dos nossos males. Não a sua causa.

Post-Scriptum: quem se quiser dar ao trabalho de ler o Público de hoje constatará uma de duas coisas: ou a acusação de assinar projectos que não eram dele (Sócrates) durante dez anos é verdadeira, perfigurando-se assim uma situação de crime; ou a acusação é falsa e os ditos projectos são mesmo da autoria do engenheiro, demonstrando uma manifesta incompetência (basta olhar para as fotografias).

Evocação


Evoca-se hoje o centenário do assassinato D'El Rei D. Carlos e do Príncipe Herdeiro D. Luís Filipe. Como a História comprovou, o 1 de Fevereiro de 1908 foi um dia negro para Portugal.

Foi o passo decisivo para a implantação de um regime corrupto, que cerceou as liberdades individuais vindas, algumas, das Guerras Liberais. A Primeira Republica, com os seus excessos e desmandos, abriu as portas aos 50 anos de obscurantismo do Estado Novo.

A História não se faz com hipóteses, mas arrisco-me a dizer que com um regime monárquico, Portugal teria, muito mais rapidamente, chegado à Democracia. Não seriam necessários 65 anos de disparates.

A reabilitação da memória de D. Carlos, talvez o melhor estadista da Dinastia de Bragança, não está completa embora, 100 anos depois, a História "oficial" comece a olhar D. Carlos de forma mais correcta.

Aconselho vivamente a biografia escrita por Rui Ramos.

Deve ser impressão

O Rudy abandonou a corrida... Tal como o Jonh Edwards no lado dos democratas. É impressão minha, ou a América perdeu os seus dois melhores candidatos?

Um ministro por engano?

A história corre nos meandros políticos de Lisboa. O novo ministro da cultura é o resultado de um equívoco do gabinete do Primeiro Ministro. Parece anedota, mas não é. Eu explico:

Confirmada a saída da anterior titular, Sócrates deu ordem ao seu gabinete para contactar, e convidar para o cargo de Ministro da Cultura, António Pinto Ribeiro, antigo director artistico da Culturgeste. Pois bem, seguiram-se os inevitáveis telefonemas que, infelizmente, acabaram por ir bater ao telemóvel de um outro Pinto Ribeiro. Mais concretamente, José António Pinto Ribeiro, advogado, com poucas (ou nenhumas) ligações à Cultura, para além de ser advogado de Joe Berardo (administrador da Fundação nessa qualidade) e dos... Gato Fedorento.

Feito o convite, não houve maneira de dar a volta à situação. O bom do António Pinto Ribeiro ficou à espera de uma nova oportunidade e o advogado José António Pinto Ribeiro tornou-se, de um dia para outro, Ministro da Cultura de Portugal.

Juro-vos que esta rábula circulava hoje na Assembleia da Republica e nos círculos políticos. Mesmo aqueles mais próximos do PS.

Não sei se será verdadeira ou não. Mas lá que se fala do assunto...

31.1.08

Praga

Há instantes vinha para casa e estava uma chuvinha muito miudinha.

Confesso que gostava que não existisse pára-brisas no carro.
Queria que a chuva me perfumasse o rosto para sentir o calor do Inverno.

Há muitos dias que não chove!
Há meses que não oiço as gotículas de água tombar do telhado!
Neste momento para escutá-las é necessário fazer silêncio.
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……………………………………………

Caem com intervalos de horas. Nada que se aproxime das outras vezes, que corri para fugir da chuva.

Recordo-me de uma vez. Estava sentado à porta do Inverno, no início do Verão e foi bafejado com uma tromba de água.
Ainda tentei resistir, mas era tanta que desisti. Cheguei a casa molhado.

De outra vez, dei a minha mão e juntos, desviamo-nos como sapos das poças de água.

Estávamos a fugir do Inverno.

Caso, hoje fosse possível, enfrentava uma tempestade para sentir a chuva.

Infelizmente não chove, e tu não existes, para realizar o meu sonho.

30.1.08

Carta aberta a Carlos Pereira

Caro colega blogger,

antes de mais, deixe que manifeste a minha estranheza pela forma como lançou o seu desafio.
Como sabe, na Conspiração às 7 existem vários bloggers, que frequentemente têm opiniões distintas sobre a realidade, pelo que o texto a que se refere apenas me compromete a mim, que o escrevi. Sabe, também, que todos os textos são assinados, pelo que me pareceu pouco urbano da sua parte não referir o nome do blogger cujos textos foram pretexto para o seu post. A referência "o conspiração" não me parece adequada, uma vez que não foi "o conspiração" que esteve activo na crítica ao governo da República. Todavia, a forma como trata os outros é uma questão que apenas lhe diz respeito a si.

Em segundo lugar, deixe que concorde consigo: efectivamente, a actividade dos outros bloggers e de outros blogs não é algo que lhe diga respeito. Mas deixe que lhe manifeste o meu prazer em registar a sua presença por cá. É sempre muito bem-vindo, ainda que para criticar e reconheço-lhe a si, como a todos os restantes leitores dos meus posts, legitimidade para comentar, fazer observações ou criticar. Tenho me situado neste horizonte teórico, na blogosfera, e ainda não tive qualquer razão para mudar.

Quanto à questão central do meu post e que motivou o seu desafio, deixe que, preliminarmente, lhe diga duas coisas:
1. a minha principal motivação foi fazer uma brincadeira com base na marca "Allgarve";
2. mantenho que esta marca foi uma das maiores patetices que vi até hoje e que apenas beneficiou a empresa que a criou.

Mas já que as razões para esta minha posição não parecem ser claras, passo a enumerar algumas:
1. A marca "Algarve" está consolidada no mercado do turismo há já muitos anos e, como sabe, é até utilizada ilegalmente por nuestros hermanos que promovem o turismo da Andaluzia com base na brand portuguesa;
2. A nova marca pode gerar confusão nos potenciais turistas;
3. Allgarve, a dizer alguma coisa, apenas o faz aos turistas britânicos, uma vez que o prefixo é um inglesismo. Nada diz aos portugueses, espanhóis, franceses e alemães, que, a par com os britânicos, constituem os principais consumidores da marca. Assim sendo, é quase ofensiva para todos estes potenciais clientes;
4. Para qualificar uma oferta ou até um conceito não é necessário reinventar a designação da marca. Todas as grandes marcas reinventam-se, sem alterarem o que as identificam verdadeiramente. Allgarve nada diz sobre a qualificação da oferta que se pretendeu fazer.
5. Apenas é necessário criar brands artificiais, quando não ainda não existe uma natural (com todo o potencial da marca Algarve);
6. Por último, corre-se o risco dos estrangeiros deixarem de (re)conhecer a designação correcta da região e acontecer o que já acontece com o Porto (Oporto), por exemplo. Não é grave, mas não me parece que devamos incentivar as incorrecções. Diz-se que a marca não muda o nome da região, mas ver-se-á o que acontecerá dentro de alguns (poucos) anos. Veremos se continuarão a escrever algarvios em vez de allgarvios.

Assim sendo, caro companheiro, não vejo em que é que a minha brincadeira crítica poderá pôr em causa o "desenvolvimento ou o bem-estar das pessoas" algarvias (ou allgarvias?!).

Quanto à sua crítica sobre a realidade da oferta turística madeirense ("se é que se pode chamar ao marasmo, aos atropelos, às lutas pessoais, às associações em pé de guerra, aos grupos empresariais sofregamente delapidando o capital turístico da região e ao desordenamento territorial, de politica!!!") deixo-lhe mais duas notas:
1. a sua descrição aplica-se soberbamente ao turismo algarvio (já lá esteve, não?);
2. reconheço a pertinência e a legitimidade de algumas observações. Agora afirmar que na Madeira há "marasmo", tenha lá paciência! Não conheço nenhuma região do país com tantos carnivals como a Madeira. Enumere-me apenas uma e ficarei satisfeito.

Por último, respondo ao seu desafio lançando-lhe outro em forma de duas perguntas:
1. diga de sua justiça qual é a mais-valia da brand Allgarve;
2. aponte objectivamente os principais problemas de que padece o turismo madeirense (mas deixe as generalidades e os lugares comuns de parte. Eu também gosto muitos deles, mas, then again, sou apenas um cidadão anónimo).

Receba os meus cordiais cumprimentos,

SG

29.1.08

Ops, mais um TPC?!

Os TPCs (tempinhos para clarificar) são sempre bem-vindos, que nós cá sabemos reconhecer o magister. Ainda que por vezes a clarificação não seja dirigida a nós, mas a outros alunos da turma. E sabemos bem que isso acontece... demasiadas vezes!

Precisamos de novos dirigentes

Este Post que o Gonçalo escreveu há uns tempos causou algum alarido na blogosfera madeirense, com diversos bloggers e anónimos, de forma directa ou mais sub-reptícia, a manifestarem a sua opinião sobre a pergunta central. Genericamente, todos atribuíram a responsabilidade à governação social-democrata madeirense.
A verdade é que o problema da emigração vai muito além da realidade madeirense e dificilmente se pode atribuir a responsabilidade ao governo de Alberto João Jardim. Veja-se o exemplo dos milhares de emigrantes que procuraram em Espanha novas oportunidades, que não encontram em Portugal. Quem de nós não conhece alguém, madeirense ou não, que emigrou?
Portugal torna-se cada vez menos um local apetecível para se viver. Em Portugal escasseiam as oportunidades. Esta não é uma exclusividade madeirense, para mal de todos os nossos pecados. Se fosse, bastaria alterar a política (ou os políticos). Nem sequer estou certo que a culpa seja dos irresponsáveis governos de Guterres. Acho que o problema é mais profundo e deriva do famoso salve-se quem puder e uma certa pose de novo-riquismo tipicamente portugueses. Enquanto outros - leia-se Irlanda, Espanha e mesmo a Grécia - investiam, nós aproveitávamos os fundos europeus para plantar jipes. Outros apostavam na modernização da sua indústria, Portugal viu nascer ferraris sem paralelo a nível europeu. Desperdiçámos todas as oportunidades que nos foram dadas e hipotecámos o futuro, em benefício de meia dúzia. Aliás, apesar dos lucros estrondosos apresentados pela banca, continua o Zé Povinho a subsidiá-la, demonstrando bem que o principal óbice a algum enriquecimento do país reside na classe empresarial que temos. Não ganhamos tanto? Exija-se benefícios financeiros; baixe-se os salários; diminua-se os direitos sociais. Tem sido sempre esta a lógica do tecido empresarial. E já nem a famigerada falta de qualificação justifica, uma vez que muitos dos actuais emigrantes têm formação e outros, sem quaisquer habilitações - que em Portugal seriam desterrados para um qualquer programa tipo Novas Oportunidades - são óptimos operários em Espanha, em França, na Alemanha. O problema, o verdadeiro problema deste país é toda a classe dirigente.Tivéssemos nós os políticos britânicos, os empresários alemães e a criatividade suíça e seríamos um paraíso.

Já agora...

Para quando a substituição do árido ministro das Obras Públicas e do inábil ministro da Economia?

Sócrates vaiado? Não... II

Vaiado, não! Só assim como que uns assobios...


Via Maisevora

Correia de Campos demite-se...

... só é pena que tenha sido tão tarde!

27.1.08

Sócrates vaiado? Não...

Não foi vaiado, não senhor. Aquilo fora e dentro da Arena eram os comunistas disfarçados de familiares dos novos formandos das Novas Oportunidades que quiseram dar uma ideia errada sobre o que pensam as populações do nosso D. Sebastião.
Tudo para fazer passar vergonha esse novo salvador da pátria que dá pelo nome de Sócrates!

Achei piada à notícia da TSF, que referiu que dentro da Arena de Évora ouviram-se aplausos. Só se foi na bancada onde se reuniram os petit socialistes locais, porque o que se ouviu foi um coro de assobios. Mas o jornalista estava distraído...

Nova marca turística?


Será que depois desta ideia, no mínimo patética, de quem dirige os destinos do Turismo em Portugal, irá nascer the new tourism brand All Entejo?