14.6.06

Os professorezinhos


Em 2005 nenhum professor, classe a que pertenço por uma série coincidente de acidentes, recebeu avaliação negativa. Ou dito de outra forma, no ano lectivo passado nenhum docente português, sem nenhuma excepção, obteve uma classificação (ou menção, como capciosamente preferem) de “não satisfaz”.

Ora, só isto, mesmo que se vivesse em Marte e se desconhecesse por completo a realidade educativa, chegaria para deduzir que as coisas estão mal.

Sendo uma evidência os maus resultados dos nossos alunos, tanto entre eles, como quando comparados com os alunos estrangeiros (relatórios PISA) e , presumo, sendo em princípio “ensinados” por professores, como é possível ninguém, nem um, ser responsável por este descalabro? Por sinal, e pelo que o Diário da República publica, verdadeiramente ninguém.

Sabe-se que a “máquina educativa” está pejada de um sem número de profissionais habituados a privilégios que na Europa já não existem. Depois, claro, há uma imensa maioria de docentes ignorantes e impreparados que, não tendo tido jeito para mais nada na vida, acabaram a ensinar o que na verdade não sabem nem nunca vão saber.

Ah, mas concluíram um curso superior! Pois concluiriam, bastando-lhes para isso e sem grande esforço repetir vezes sem conta aos pedagogos “românticos” das universidades e das escolas superiores de educação frases como (e eu as ouvi) «o professor é um facilitador da aprendizagem».

Ora, tendo esta “empresa” tão maus funcionários e tão maus resultados, a nova ministra, tal como um novo gestor que pega pela primeira vez numa empresa, está a tentar arranjar forma de expurgar muitos milhares de inúteis do sistema e melhorar o produto final. O que só por si já não é mau.

Claro que há asneiras, não que o sejam na sua essência, mas porque não são simplesmente aplicáveis num país como Portugal. É o caso do contributo dos pais e encarregados de educação na avaliação final do desempenho dos professores. Como à mínima facilidade o português comum aldraba o jogo, o mais certo é haver notas negociadas, as dos alunos com as dos professores, entenda-se.

Por fim, existem todas aquelas questões típicas de um funcionalismo que premeia a antiguidade e o simples marcar presença. Como o mérito é há décadas estranho à maioria dos docentes, o mais leve indício de avaliação do seu desempenho, de comparação com os demais, de obrigação, de quotas, de produção de conhecimento e de responsabilização pelos resultados dos alunos, causa-lhes pesadelos.

Finalmente, há os sindicatos. Pelo que os vejo dizer, e fazer, pergunto-me se o país onde vivo não é realmente a Albânia.

Como, por outras bandas, sei que há melhor do que isto, e que funciona, apoio a ministra. E fim de conversa.

11 comentários:

Anónimo disse...

aproveitando toda esta febre da bola, acho que os professores deviam aprender um pouco com o nível de expectativas e exigências que o povo português tem da selecção portuguesa. aliás, isto pode-se traduzir para qualquer área da sociedade - empenho no trabalho, produtividade, bem como no ensino. aplicando essa grau de exigência de excelência a Portugal no seu todo faria com que a economia portuguesa passasse a um patamar bem superior ao seu estado actual... mas enfim, infelizmente só conseguimos concentrar esta euforia numa actitivade desportiva...


peixinho

olho de fogo disse...

Os professores não estão contra uma avaliação de mérito, mas sim contra uma avaliação dissimulada de mérito, em que na realidade constitui um sistema de barreiras administrativas para impedir a progressão na carreira. Não vamos ser ingénuos.
Pretende-se, mais do que qualquer melhoria da eficácia do sistema educativo, reduzir os custos sociais do trabalho através da hierarquização piramidal, da segregação e punição.
A grande maioria dos professores não passarão da categoria de professores simples, ou seja, dos três primeiros escalões. Porque também haverá quotas bastante restritas para a categoria de professor titular.
E anda a ministra com o «trabalho em equipa» na boca como solução para o insucesso escolar e para a indisciplina (cativa a opinião pública usar, cinicamente, estes pacotes das Ciências da Educação...), esquecendo que o sistema de avaliação que propõe vai criar um clima de competição e do salve-se quem puder, colocando professores contra professores, em que nem garante a selecção darwinista dos melhores, mais competentes e mais aptos, mas sim aqueles que conseguirem melhor manipular, melhor anular a concorrência e colocar em acção o tráfico de influências e cunhas que tanto abundam neste país. Isto é, prevalecerão não os mais competentes mas sobretudo os mais fortes, astutos e ferozes. Quem tiver menos carácter. E serão esses os bons professores...
Professores a concorrer contra professores será a morte do central trabalho em equipa. Os alunos são as primeiras vítimas. Não há como esperar uns anos para saber que milagre se operou na melhoria dos resultados. Quem já conhece os efeitos das políticas de Ronald Reagan ou de Margaret Tatcher pode antever o que se passará no nosso país com estas políticas neo-fordistas e pós-fordistas. Na Inglaterra já têm falta de professores e já os importam graças à acção da Tatcher nos anos 80.
O objectivo de Maria de Lurdes Rodrigues é precarizar, desqualificar, desprofissionalizar, dar uma boa machadada na identidade profissional docente, retirar autonomia, burocratizar a profissão, intensificar e sobrecarregar o trabalho e, acima de tudo, pagar bem menos.
Neste sentido, para captar a opinião pública, a ministra (com o secretário de estado Walter Lemos manobrando na rectaguarda) está a levar a cabo um ataque político e ideológico contra os professores sem precedentes, incluindo mentira e difamação veiculadas para a comunicação social constantemente. Com o alibi que pretende pôr na ordem os maus profissionais (como se fosse só na educação que houvesse esses reles profissionais) pretende justificar e dissimular os seus verdadeiros objectivos.
Alguns docentes, que acham a luta injustificada, apenas se vão dar conta disso demasiado tarde... Por exemplo, cabe na cabeça de alguém que qualquer docente em licença de maternidade ou paternidade veja esse período ser-lhe descontado ao tempo para progredir na carreira e ser prejudicado na avaliação?
As barreiras administrativas criadas à progressão são tantas que há imensos professores que falam já em procurar outra saída profissional. E não são os maus professores a dizer isso... Pode ser que a ministra tenha encontrado forma da má moeda expulsar a boa moeda e não o contrário... Se calhar muitos dos professores que não estão em greve hoje nem leram a proposta do Ministério. Preferem ir na conversa da ministra...

Magno Velosa disse...

Meu caro, normalmente não respondo a comentários aos meus textos, mas uma vez que se esforçou bastante resolvi abrir uma excepção.
Se olhar para os professores universitários, que também têm uma carreira, há de reparar que a sua progressão se faz exclusivamente pelo mérito e não pelos anos que lá andam a vegetar. Isto para já nem falar das empresas. Grosso modo, nos ciclos nada disto acontece.
Você diz ainda que a concorrência dos professores entre si irá "matar" o trabalho de equipa. Ora, julgava eu, e pelos vistos mal, que em 2006 fosse pouco provável encontrar alguém com esse pensamento. Para não ser malcriado recomendo-lhe que leia "A Riqueza das Nações" de Adam Smith para ver como funciona o motor de uma sociedade.

Woman Once a Bird disse...

Há quantos anos exerce, caro Magno? Há-de convir que o seu discurso parece o de um outsider (ou pelo menos, de quem aspira a ser). Já agora, leu a proposta (na íntegra)? Se acha que aquele documento prima pela procura de qualidade...

Tino disse...

O melhor seria mesmo não mexer nos professores, essas imaculadas criaturas.
Castigar os alunos que têm falta de disciplina. Castigar os pais que não têm educação e não educam.
Culpar a sociedade, que nestas coisas dos fracassos a sociedade tem sempre culpa. E já agora, que estamos com a mão na massa, pediamos a demissão de um ministro(a) da educação por mês, a ver se a coisa pega.

Os nossos professores não ganham mal, comparando com outras profissões. A abstenção, clausulas, etc. são usadas e abusadas por estes senhores e aínda se sentem ofendidos. Que denunciem os vossos colegas incompetentes e não tenham medo de ser julgados (avaliados) pelos resultados dos vossos alunos.

Woman Once a Bird disse...

Concordo plenamente. Aliás, tenho para mim que inclusivé os professores deviam fazer os exames em representação dos alunos. E já agora, abdicar do seu salário, como o resto dos portugueses que ganham mais do que a média o fazem. Até porque os professores, esses chupistas, até nem pagam impostos como todos os outros o fazem.

Tino disse...

Quando me candidatei ao ensino superior, havia umas listagens com as notas minimas dos alunos que tinham entrado no ano anterior nos respectivos cursos.
Chocou-me ver que havia uma pessoa que tinha entrado no curso de ensino de matemática com ZERO na prova especifica de Matemática.

Tenho a impressão que alguns professores teriam negativa nas provas nacionais tal como os seu alunos inevitavelmente têm.

Quanto aos professores serem chupistas, não é esta a minha opinião sobre os professores mas lá que existem alguns que não merecem metade do que ganham, lá isso há.

Woman Once a Bird disse...

Tem toda a razão. Durante alguns anos, entravam na faculdade com zero na prova... para ensino de matemática e, principalmente, para a maior parte das engenharias e afins. Mas, pelos vistos, isso só constituiu problema para o ensino, certo? Repare, incompetentes existem em todas as profissões. Mas, pelos vistos a docência é o mal de base. E toda a gente percebe de educação e toda a gente apresenta as soluções. O mais engraçado é que se fala em melhorar a qualidade de ensino sem se mexer nos factores que dão realmente problema: alguém falou em mexer nos curriculos? Alguém falou em diminuir turmas? Não, mexe-se na carreira docente (que o merecia, como é evidente, mas não com estas medidas economicistas disfarçadas de procura de excelência). E todos compram esta miragem da procura de qualidade. Pois...

olho de fogo disse...

Os argumentos não foram rebatidos, mas faço mais uma reflexão, com todo o gosto e alegria.
A escola é uma organização que não se compara a uma empresa. Nem uma escola do ensino básico se compara a uma universidade, em que as lógicas são outras.
Quem pensa que uma escola é uma empresa subverte tudo. Os fins de uma empresa são diferentes de uma escola. A escola não tem os mesmos fins, nem a mesma estrutura, nem o mesmo tipo de autoridade. A finalidade da empresa é o lucro, o da escola é conseguir formar pessoas e cidadãos livres. A estrutura da empresa é hierárquica, a da escola é participativa. A autoridade da empresa está orientada para o rendimento económico, a da escola para o crescimento dos indivíduos (formação científica, pessoal e na cidadania).
Pois, conheço essas teorias, mais antigas ou nas versões mais recentes, que defendem esse darwinismo social, em que o individualismo e o salve-se quem puder prevalecem. (Depois anda o mundo como anda, com um aumento enorme dos vícios e da vulnerabilidade psíquica e emocional, incluindo traumas ligados ao trabalho...) O sucesso do mais forte e do mais apto depende do insucesso dos outros. Tem a sua lógica, é claro, nos devidos contextos, mas a escola nunca será uma empresa num mercado selvagem, embora muitos pretendam fazer da escola um negócio como outro qualquer. No dia em que o for, morre a passa a ser uma empresa. Aí veremos como se formará pessoas e cidadãos... A missão essencial da escola não é formar consumidores e mão-de-obra barata, embora muitos também o pretendam.

Também defendo uma cultura de mérito. Mas mérito em concorrência comigo e não contra os outros, esmagando e anulando os outros, a qualquer preço, com os fins a justificar quaisquer meios.
A sociedade portuguesa, em que se inclui a madeirense, tem, por acaso, uma cultura de mérito, de rigor, de qualidade, de excelência? A que eu conheço é a cultura da cunha e do tráfico de influências de forma generalizada. Não importa o que és nem o que sabes mas sim quem conheces. Nessa medida, fazia bem aplicar-se o capitalismo selvagem de um mercado como o americano, apesar das suas desumanidades e abismos. Por cá não há abismos mas há muito lodo, muitas águas pantanosas, muitas criaturas de pântano. Havia muito boa gente em altos cargos neste momento que jamais lá chegariam. Porque a cunha e a influência (má moeda) expulsa a competência (boa moeda) numa sociedade como a nossa, tão pouco meritocrática e que despreza a competência. Que não dá oportunidades às pessoas que as devem ter.

Na escola tem de prevalecer, como muito bem diz a ministra da Educação, o trabalho em equipa, o trabalho cooperativo. O problema é depois as medidas (estrutura da carreira e avaliação) contrariarem esta crença e este objectivo, expondo as reais intenções e a retórica. (É preciso ler as propostas e comparar aos discursos, que são os factos disponíveis).
Defendo uma avaliação que favoreça a competência e o mérito, de facto, que premeie os melhores até com mais regalias e melhor vencimento, mas sem isso implicar que quem trabalha ao seu lado nunca mais progrida na carreira, por mais que se esforce e até evolua. Apenas os casos de manifesta incompetência e ausência de empenho para melhorar é que devem merecer as punições que a ministra quer estender à maioria. Não há só uma forma de avaliação do mérito, não há um pensamento ou caminho único para se avaliar os professores.
Insisto no exemplo: é justo que quem goza do direito à licença de maternidade ou paternidade veja esse tempo ser descontado ao tempo para a progressão? Nem nas empresas é assim.
Para além do Adam Smith, é importante ler outros livros. A concorrência não é só virtudes. É um conceito ambivalente. O curioso é que a concorrência e o mérito implica sempre redução dos salários, intensificação do trabalho, e despedimentos...

Magno Velosa disse...

Meu caro. Tudo o que você diz cheira a mofo e a pedagogia nascida da aberração que foi o Maio de 68. É com essa conversa dos valores, da educação para a cidadania, da pessoa humana, entre outras ideias ocas, que andámos há 30 anos. E com que resultados?
Aprenser, e ensinar, exige esforço. E quem se esforça tem mérito, e quem tem mérito é premiado. Se acha que a sociedade não premeia o mérito é porque, presumo, o meu amigo não é inteiramente bom no que faz.
Quanto à concorrência, se olhar para os países próperos há-de perceber, espero que em pouco tempo, que os benefícios são maiores do que os prejuízos. E, por favor, não me diga que os países mais prósperos só o são porque exploram os oprimidos.

olho de fogo disse...

Constato que o motivei a quebrar a regra, pela segunda vez, de responder a comentários aos seus próprios posts. Recebo essa atenção como um elogio, que motiva o meu empenho e alegria em escrever mais estas linhas.

Pois eu sei que para alguns a cidadania e a pessoa humana são realidades e valores ocos... Como se a prática da cidadania existisse aí a cada canto que já não se pudesse suportar essa existência... A realidade é que a sociedade não quer pessoas autónomas, reflexivas, a pensar pela sua cabeça... e não quer que a escola os forme.

Esquece-se que o paradigma escolar / pedagógico dominante continua a ser o modelo tradicional, com algumas virtudes que não se deve desprezar ou desaproveitar (é bom não ser fundamentalista), mesmo que seja incapaz de dar certas respostas no mundo actual. A sociedade industrial determinou o surgimento da chamada “escola fábrica”, de formação em linha de montagem – no início do século vinte assenta no modelo Fordista/Taylorista –, com o objectivo de criar mão-de-obra semi-especializada em abundância.
E são os modelos pedagógicos alternativos, em fase de afirmação muito inicial e no meio de muitas dificuldades, responsáveis pelos resultados deste modelo de linha de montagem que dura desde a Revolução Industrial? Para nem falar no conceito de «ensinar todos como se fosse um só» que vem do século dezassete. Sim, dezassete.
O cheiro a mofo está aqui e não noutro lado. A sociedade muda mas não se mudam as respostas. A população escolar mudou (será que a democratização do ensino é uma ideia com mofo?) e a escola continua mais conservadora do que nunca. Tenho um amigo que diz que a escola é mais conservadora do que a própria Igreja... Muito mofo e bolor, que vem muito antes do Maio de 68, como se constata.

Eu estou a debater ideias e a argumentar racionalmente. Não posso dizer que você esteja a fazer o mesmo. Até entrou pelo insulto pessoal (perdendo a razão) ao tirar conclusões que não pode tirar: «o meu amigo não é inteiramente bom no que faz.». A liberdade de opinar não dá direito a fulanizar as questões e ofender. Quando se sabe que a nossa sociedade premeia mais a incompetência desde que seja submissa aos directórios, que premeia mais o lambe-botismo acéfalo e obediente.
Já no primeiro comentário, quando você disse que «para não ser malcriado recomendo-lhe que leia "A Riqueza das Nações"», pressenti o azedume.
Chegou agora ao ponto em que não vale a pena dizer mais nada. Sem qualquer rancor da minha parte.
Por experiência, digo-lhe que é mais importante, num professor, a pessoa e o cidadão que é do que as habilitações científicas (que são também importantes, note-se, essa qualidade é básica e tem de estar assegurada – nada de facilitismos -, mas não é o mais importante e determinante no processo de ensino-aprendizagem). Há muitos doutos e sábios que não conseguem ensinar nada do que sabem perante alunos desmotivados. O aluno não é um mero recipiente. «As nossas escolas foram feitas segundo o modelo das linhas de montagem. Coloca o aluno na linha de montagem, vem uma professora e aparafusa Geografia, outra professora aparafusa História.» (Rubem Alves)

Ainda a propósito:
Na Vila das Aves, perto do Porto, existe a Escola da Ponte, escola pública que funciona, desde 1976, com base na pedagogia negativamente apelidada de romântica (já li o “Eduquês” de Nuno Crato...). Esteve lá uma equipa de professores da Universidade de Coimbra a avaliar a escola. Cientificamente, em termos de conhecimentos académicos, estão entre os melhores alunos do país no ranking, incluindo os alunos das escolas privadas. Sem colocar de parte os alunos com dificuldades e com necessidades educativas especiais. Além disso, têm um desenvolvimento pessoal e como cidadãos que faz inveja. Afinal, o romantismo funciona, até para dotar os alunos de bons conhecimentos académicos. Mas a Escola da Ponte é mais conhecida, apoiada e seguida no estrangeiro do que em Portugal, onde é quase ignorada. O projecto sofre, neste momento, alguns desvirtuamentos porque a sua existência e, acima de tudo, o seu MÉRITO incomoda muita gente desde o seu nascimento. O mérito nem sempre é bem vindo. A cidadania nem sempre é bem vinda.

Ah, a concorrência (e os explorados), ia esquecendo:
A Opel da Azambuja é um exemplo oportuno. Não chega ser produtivo, ter MÉRITO (neste caso reconhecido), ser excelente trabalhador, competitivo e de sucesso. Não garante nem o emprego. Nem o emprego, repito. Desde que haja algures no planeta um outro povo disposto a fazer o mesmo por menos salário, por emprego sem direitos, por uma menor qualidade de vida, por uma vida menos digna. É isto que também tem ajudado à “riqueza das nações” desenvolvidas donde é originária, por exemplo, a General Motors. Não é só graças ao esforço, conhecimento e tecnologia...
Há aqueles que acham que isto é perfeitamente natural, normal, desejável, fatal, o único pensamento e caminho possível, como numa ditadura. Há outros que se recusam a ver nisso uma fatalidade. E isso faz toda a diferença. “A riqueza (felicidade) das nações” não se fará só com dinheiro... A concorrência não é só benesses. Mas cada um pensa como quer.