30.3.11

Ternura

A partir de agora, a minha leitura matinal será o Jornal da Madeira. Ler o JM é uma injecção de moral. No JM não há crise. O JM continua a anunciar estradas novas como se tudo fosse como antes. O JM descobriu que o Aeroporto da Madeira, terra de firmeza democrática, de resistência contra o fascismo, é o melhor do mundo. O JM anunciou que a Casa do Povo de S. Roque do Faial vai ter uma sala de informática. Apesar dos anúncios das penhoras das Finanças, que o JM publica diariamente, o JM garante que nada muda e que por isso nada de mal nos pode acontecer, talvez porque o próprio JM não deixe. No fundo, as páginas do JM são como belas flores brancas que se reflectem contra o azul pálido de um céu inocentemente primaveril. Uma imagem terna e reconfortante.

25.3.11

1º Festival Literário da Madeira

O 1º Festival Literário da Madeira decorre no Funchal de 1 a 3 de Abril, organização conjunta da Booktailors - consultores editoriais e da editora Nova Delphi. O programa do primeiro dia é reservado a algumas escolas da Madeira e o restante programa decorre no Hotel Meliã Madeira Mare e tem entrada livre. Mas que melhor introdução do que este excelente vídeo?




O festival tem página no Facebook, com novidades e informações úteis, aqui.

23.2.11

Até sempre.

A minha participação neste blogue termina hoje porque decidi, entre várias outras coisas, iniciar um outro projecto a título pessoal. Agradeço a todos os que me acompanharam apesar da minha grande irregularidade na elaboração de textos. Acreditem que escrever nem sempre é fácil.

Ao Gonçalo, um obrigado especial por um dia me ter endereçado o convite. Espero de alguma maneira ter correspondido às suas expectativas.

Aos que ficam, deixo votos de muitas felicidades e que consigam manter o projecto dentro de uma qualidade aceitável e com uma maior regularidade que é, no fundo, o que dá vida a isto.

Eu vou continuar por estas andanças, mas agora apenas por outras bandas.

Mantenho-me na Liga Bolo do Caco e no meu novo projecto a solo: O Homem do Castelo Alto.

Até sempre.

Bruno Macedo

21.2.11

Idiossincrasias

Até que ponto a "abertura ao próximo" cristã não é, já, a marca indelével do Outro em mim, de Levinas?
A abertura ao próximo, porque ferida no meu corpo, é um ousado ataque ético "ao imperialismo do mesmo".
Teria sido Levinas um cristão?

Diz-me com quem andas...

Então, senhor primeiro-ministro, não quer dar uma mãozinha ao seu amigo Kadafi? É deixá-lo acampar junto aos Jerónimos, para a partir de Portugal ordenar o massacre dos manifestantes...


Quando vos quiserem falar em "real politik" com ditadores, podem vomitar-lhes em cima!

19.2.11

Aterro do Funchal

Não sei se há negociata no projecto de arquitectura e engenharia para o aterro.
Nem sequer sei se é um bom ou mau projecto.
Se me perguntarem, não me parece lá muito boa ideia transformar toda a baía do Funchal num gigantesco porto. O Funchal e a sua baía são infinitamente mais, apesar da importância do mercado de cruzeiros.
Mas isto, é apenas um ponto de vista estético. O que me preocupa, contudo, não é o meu gosto. Ou o mau gosto! O que me preocupa é o histórico de obras feitas na orla costeira madeirense. E de novo, não é o mau gosto de algumas intervenções (Ponta Gorda, por exemplo). É o desgosto que algumas obras nos provocam, como a Marina do Lugar de Baixo. Quem projecta uma obra tão mal feita, não merece crédito para outras obras com esta magnitude. Ainda para mais, quando não se assacou qualquer responsabilidade técnica e/ou política.
Posto isto, tenho muito receio que a obra projectada para o aterro (ou pelo menos anunciada) não venha a ser muito bem estudada de num ponto de vista técnico e científico. É que está muito em jogo, a começar pela vida dos munícipes funchalenses.
Não, não acho que se deva fazer referendos. O que a sociedade e as plataformas de cidadãos devem fazer é exigir à administração o cumprimento rigoroso de legislação, garantindo todos os estudos necessários a uma infra-estrutura com esta dimensão.
Se for para construir, é de mau gosto, mas estou disposto a aceitar. Mas ao menos que se faça bem feito!

17.2.11

Louçã amigo de Sócrates ou o início do partido da bicicleta?

Como já disse, qualquer oportunidade para fazer esse exercício de higiene pública que seria atirar com Sócrates para o debaixo da pedra de onde nunca deveria ter rastejado, é de aproveitar.

Por isso, a moção do BE é uma oportunidade perdida para os que verdadeiramente gostariam de ver na liderança do país mais do que um bando de indivíduos pouco recomendáveis.

Não é esse, contudo, o desejo de Louçã. Com a estultícia justificação da moção, Louçã provou que pretende ver Sócrates mais uns anos no poder, fazendo-nos duvidar da veracidade da indignação com que se nos aparece diariamente, quando fala nas trafulhices dos poderes político e económico.

Em primeiro lugar, porque convidou o PSD a votar contra quando afirmou que censurava também este partido e depois e, talvez, mais grave, porque pôs o país a falar de tontices, desviando a atenção das greves e contestação social que marcam a semana (ninguém fala na greve da CP, por exemplo). Prestou um péssimo serviço à esquerda de que se diz paladino e não sei se não iniciou a decadência do BE. Porque a verdade é que ninguém acredita que Louçã tivesse sido apenas ingénuo ou voluntarioso.

PS - Estou certo que a esquerda de luta não perdoará Louçã. Teremos partido da bicicleta?

11.2.11

Estabilidade para quê?

Tenho acompanhado divertido a forma mais ou menos esganiçada com que os comentadores do costume, mais a blogosfera socialista, têm analisado o anúncio da moção de censura feito por Louçã.

Os socialistas anunciam pragas terríveis para Portugal caso a estabilidade política seja posta em causa, como se a sacrossanta estabilidade fosse um valor em si mesmo (lembrem-se de Salazar, de Mubarak, de Fidel, de Chávez, entre tantos outros que se perpetuariam no poder).
Ora, a estabilidade política só é benéfica se houver um governo credível e competente, liderado por alguém cuja probidade não seja questionável.
Não é, manifestamente o caso do governo socialista e muito menos de José Sócrates.
Por isso, o que os socialistas chamam de estabilidade, mais não é do que o banho-maria que vai cozinhando Portugal e o futuro dos portugueses. Esta estabilidade que nos apodrece não é necessária nem nos faz bem.
É, portanto, necessário que haja instabilidade que faça ruir este governo.
Em meu entender, o único motivo que deverá fazer recuar o PSD na censura o governo poderá ser a possibilidade de não se conseguir eliminar do espectro político essa figurinha miserável que dá pelo nome de Sócrates. Em qualquer outro cenário, seria fundamental a aprovação da moção, mesmo que impregnada de máximas ideológicas.

10.2.11

Como mudando é possível mantermo-nos fiéis.

“… [a] língua portuguesa, sendo já africana na sua matriz, pelo demorado convívio com o árabe, que muito a contaminou, necessita de enegrecer ainda mais, afeiçoando-se à geografia dos lugares onde estão os seus abundosos falantes.”


José Eduardo Agualusa, Milagrário Pessoal


Oponho-me ao Acordo Ortográfico desde o início.
O meu entendimento é que havia uma submissão aos interesses do Brasil e da indústria livreira brasileira, sem que tivesse havido um acautelamento dos interesses do português falado na Europa.
Não obstante, entendia então, como entendo agora, que é fundamental uma aproximação dos vários “português”, de modo a evitar o aparecimento de uma nova língua (ou mais) com base no português (com riscos geopolíticos inerentes, como alguns dos países da CPLP deixarem de falar português ou da nossa língua deixar de ser idioma oficial da ONU, substituído por uma eventual língua “brasileira”).
Contudo, a minha opinião tem vindo a evoluir e quer me parecer que a minha resistência tinha a haver com questões estéticas e até (porque não assumi-lo?) xenófobas.
Sim, é verdade que ato, ação, fato, ator, espetáculo, para (de pára) são grafias que continuam a incomodar-me. Contudo, não me parece que a língua portuguesa (falada na Europa) perca assim tanto com esta evolução, ou que, de repente, deixemos de nos entender devido às alterações introduzidas.

Qualquer evolução de uma língua provoca resistências. Porque a língua, como a conhecemos desde sempre, embala-nos, é a nossa zona de conforto. Mas não é menos verdade que as mudanças que as línguas sofrem têm vindo, quase sempre, a constituir-se como progressos.
O caso do português é paradigmático. Imagine-se o assombro com que o erudito português terá olhado para o fim dos ph.
Ou pior, com a entrada na língua portuguesa de palavras como pitanga, ou maracujá, caipira, caboclo, jacarandá, Ipiranga – do grito, meu Deus! - (provenientes do tupi), ou abacate (castelhano), manga (índia), oxalá (árabe), batuque, cachimbo, cacimba, pipoca – a minha! – ,caçula, (africano)…
É que gosto demasiado destas palavras para não reconhecer o enriquecimento que elas vieram trazer ao português da Europa. Foram contributos dos diversos povos que falam o português que enriqueceram a nossa língua.
Por isso, parece-me de elementar justiça e até natural e normal que devamos aceitar também as evoluções que o português sofreu nesses países, por esses povos falantes e amantes da língua portuguesa.
Não é justo que a evolução de uma língua seja determinada por uns míseros 10 milhões de pessoas, quando o universo de falantes é de 220 milhões (menos de 5%), ou por apenas um país. Porque a verdade é que a língua portuguesa não é apenas património de Portugal, mas de todos os países e povos que a assumiram como sua. Não é mais dono da língua um minhoto, ou um portuense, ou um conimbricense, ou um alentejano, ou um madeirense, do que um cabo-verdiano, ou um moçambicano ou um brasileiro. É um património de todos, mas não é prerrogativa de qualquer um.
Por outro lado, há algumas curiosidades que podem ser atestadas por qualquer linguista e que até são engraçadas: por norma, são mais conservadores os que estão na periferia do que os que estão no centro, o que significa que o português que se fala em Portugal tem sofrido mais alterações do que aquele que se fala fora de Portugal. Exemplos? O gerúndio, que praticamente não é utilizado na Europa, mas continua a ser uma forma verbal corrente fora do Velho Continente.
Ora, isto levou a situações engraçadas: os portugueses enchem a boa para afirmarem-se herdeiros da língua de Camões, quando o pronúncia do português que se falava à época do poeta talvez fosse mais próxima do português brasileiro do que do português actual. Tomemos por exemplo a palavra esperança: somente no português do Brasil é que conseguimos pronunciar a palavra correctamente (em Portugal pronuncia-se esp’rança). Já viram as complicações da métrica para os sonetos de Camões?

4.2.11

Voarei sobre as vossas cabeças, como uma águia...

Agora, como há 1500 anos, hordas de vândalos do norte avançam sobre a águia imperial.

Zorrinho: roubar aos pobres para dar aos políticos

Carlos Zorrinho afirmou, na sua página de Facebook, concordar com a redução do n.º de deputados, desde que seja criado um gabinete de apoio no círculo e a remuneração seja adequada.
Ou seja, a pessoa aceita encontrar menos deputados nos Passos Perdidos, desde que a verba poupada seja utilizada em tachos locais e com mais mordomias para os senhores eleitos.
Ora, a ideia de Zorrinho não só revela uma chico-espertice saloia, como é absolutamente imoral, num momento que que o governo que integra aplica o garrote ao povo português que dá pelo nome de "medidas de austeridade".
Tenha vergonha, homem(zinho)...

2.2.11

A propósito da candidatura de Braz da Silva

Os erros de gestão desportiva de JEB são tão óbvios e absurdos que não lembram ao "Barbas", o que fará a alguém minimamente inteligente. Vender o Moutinho e o Liedson, deixando uma equipa que quer ganhar qualquer coisa (uma tacinha que seja) entregue aos postiga's e djaló's deste mundo é de um ridículo atroz e doloroso. A óbvia incapacidade de conciliar uma boa gestão desportiva e uma boa estratégia de comunicação (que, num clube de futebol, são sempre baseadas na emoção) com uma estratégia financeira eficaz é a marca de quase todos os últimos presidentes do Sporting, com excepção de Dias da Cunha. Essa incapacidade, prolongando-se no tempo, destruirá o clube, desportiva e financeiramente, porque quer se queira quer não, sem golos não há bifanas, muito menos lagosta. O próximo presidente do SCP tem obrigatoriamente de fazer sonhar os sócios e adeptos, construindo uma equipa competitiva, embora sem entrar em loucuras que depauperem ainda mais os exíguos cofres leoninos. Para isso, tem de ser inteligente e conhecer (ou rodear-se de alguém que conheça) os mercados de jogadores. Tem de inverter o discurso, vendendo sonhos realizáveis, o que é diferente de vender castelos no ar. Será Braz da Silva capaz de o fazer? Se for, bem vindo seja.

25.1.11

O "partido do Coelho"

A votação “no Coelho”, nas presidenciais de domingo, leva a duas ou três conclusões:
- A ideia de que quem “vota no Coelho nunca votaria no PSD” caiu por terra com estrondo, já que muitos dos mais de 45.000 votos no candidato apoiado pelo PND não resultaram apenas da transferência de eleitores que tradicionalmente votam na oposição. A votação parece, de facto, indicar algum descontentamento que atinge eleitores que habitualmente votam PSD, o que deverá levar a que as mudanças propostas por Jardim sejam mais rápidas do que aquilo que o próprio líder estaria a prever. Neste momento, o PSD sente uma ameaça nova, diferente de todas aquelas que já enfrentou porque não utiliza os canais e instrumentos convencionais e tem um discurso muito mais agressivo, muitas vezes semelhante ao da própria maioria. Terá de ser capaz de percebê-lo e encontrar respostas que não se devem ficar por meras operações cosméticas, devendo antes traduzir novos compromissos e mudanças efectivas nas áreas política e económica. Poderá ainda ter de enfrentar um desafio inesperado: para sobreviver, BE e PCP virarão baterias para o PND, mas poderão igualmente endurecer o discurso contra o Governo, procurando de alguma forma seguir as “pisadas de Coelho”.
- Os tradicionais partidos da oposição correm o sério risco de serem “engolidos por um Coelho”. Desde logo o BE e o PCP, mas também o PS. Nunca, em mais de 30 anos de democracia, a esquerda conseguiu congregar tantos votos quantos o candidato apoiado pelo PND . Os socialistas tentarão, como é óbvio, estabelecer “pontes” com o Partido da Nova Democracia, algo que oficiosamente alguns adversários da actual direcção socialista já faziam, mas o grande problema é de legitimidade, ou seja, Jacinto Serrão “ganhou” um partido dividido, provocou rupturas em vez de entendimentos à entrada, não podendo por isso esperar colher grande solidariedade das diversas facções. Não sei até que ponto terá o PS tempo e energia para evitar mais uma catástrofe eleitoral. Quanto ao PCP e ao BE a luta é dramática, pois está em risco a própria sobrevivência dos dois partidos. Se por um lado o PCP tem uma base de apoio que embora pequena poderá ser um conforto numa situação de crise extrema, o BE delapidou, nos últimos anos, a sua pequena falange e dificilmente sobreviverá nas próximas regionais. Deverá endurecer o discurso, tal como o PS e o PCP (que já o fez nas presidenciais, virando baterias, com muito poucos resultados, para Coelho), cercando de alguma forma o PND, mas terá pela frente um ano muito duro. Para já, o BE começou mal, dizendo que a votação no candidato presidencial do PND devia-se simplesmente ao facto de ele ser madeirense…
- Já o “partido de Coelho” tem um desafio que também não será fácil: as expectativas estão mais altas do que nunca e, muitas vezes, chegar ao topo não é difícil, a maior dificuldade consiste em manter-se. Estará no centro do debate político o que, para uma estrutura pequena, pode ter efeitos nefastos. Deverá ser alvo da oposição, que o encarava como “dor de cabeça para o PSD” e que agora o começa a encarar como “enxaqueca” para ela própria. É óbvio que o PND não terá, nas “regionais”, o número de votos que teve Coelho nas presidenciais. É claro que não é, nem nunca será, um projecto de poder. Mas pode fazer mossa e ser parte importante no novo cenário político regional que agora se parece começar a desenhar. Para isso, terá de entender cabalmente o seu papel.

8.1.11

Os clubes e a política

Os clubes desportivos da Madeira são financiados pelo erário público para cumprirem uma função desportiva e promocional e por aí se devem ficar, não se imiscuindo noutros terrenos. Em primeiro lugar porque os estatutos o proíbem. Em segundo lugar por são entidades abrangentes, que concentram em si gente dos mais diversos credos políti...cos e religiosos unida por uma causa comum que está aquém da política ou da religião, sendo que o apoio institucional a uma causa política ou religiosa causa divisões que poderão, a médio prazo, ser fatais para as próprias instituições desportivas. Em terceiro lugar, no caso concreto da Madeira, porque dão armas - por razões que não carecem de explicação - a quem defende o fim dos apoios directos da Região ao futebol profissional. Urge, de facto, separar as águas.

28.12.10

É, matem o mensageiro. E depois queixem-se do abandono do eleitorado...

Quem terá sido o energúmeno que entendeu ser boa política processar Raimundo Quintal?
Então, em vez de enfrentar os verdadeiros problemas denunciados pelo geógrafo, andam a querer matar o mensageiro (que, de resto, nisto de ordenamento do território e questões ambientais percebe mais a dormir do que todos os senhores secretários regionais e seu séquito de “especialistas”).

Sugestão ao governo regional para o ano novo: em vez de perderem tempo com tontices que apenas prejudicam a Madeira (sim, porque muitas das sugestões de Raimundo Quintal enriqueceriam, e de que maneira, a Região), oiçam o que ele tem para dizer. Pode ser que aprendam alguma coisa!

Erro histórico de Jardim

Jardim comete um erro monumental ao voltar recandidatar-se! E é um erro tão grande sob tantos pontos de vista que se torna fastidioso enumerá-los a todos. Aponto apenas um: esta recandidatura irá beneficiar todos aqueles parasitas que se alimentam do regime. E irá, senão destruir, pelo menos beliscar fortemente o legado que Jardim poderia deixar para a Madeira. Percebo a importância da decisão e do tacticismo inerente, para alguns delfins. Mas é um erro tremendo que irá prejudicar a imagem de Jardim para a posteridade e que terá consequências muito fortes no próprio futuro do PSD.

PS - Com isto, o PSD-Madeira não vai ser limpo dos cancros que por lá abundam (essa limpeza apenas será feita num processo eleitoral pós-Jardim, quando os lacraus tiverem de assumir uma posição em vez do típico beija-mão submisso, parasita e viperino), ao contrário do que afirma Jardim. Com isto, os cancros continuarão a disseminar as suas metástases, em tudo o que é carne sã.. .

Sobre uns e outros

Chegamos ao fim do ano e continuamos governados por uma escória de cretinos e criminosos. E os socialistas deste miserável país aplaudem. Merecem todo o espancamento de que venham a ser alvos.

PS – não, esta não é uma provocação ao Carlos Pereira devido à agressão de que foi alvo. Em primeiro lugar porque o ataque foi cobarde (ao menos o energúmeno que o perpetrou dissesse porque razão agredia o deputado. A cobardia nauseia-me e muito provavelmente foi cobarde o autor como um eventual mandante…), mas essencialmente porque, independentemente da discordância que mantenho da maior parte das posições que assume, tenho o Carlos Pereira por um tipo corajoso, competente e sério.

PS – Num manual de agressão a socialistas, deveria constar a obrigatoriedade de enumerar 5 razões para o acto. Sem repetições de argumentos, daria para surrar centenas…

16.12.10

O estado da nação

Os partidos políticos são o cancro do país. E os órgãos de comunicação social as metásteses…

11.12.10

Cavaco tem razão

Cavaco tem razão, sim senhor. Mas, como presidente, seja consequente e faça uso do seu magistério de influência patra fazer valer o compromisso do aumento para 500€ de salário mínimo. A ver se minimizamos essa vergonha...

10.12.10

Socialistas muito neoliberais

Há por aí uns socialistas muito neoliberais que defendem a legitimidade de empresas, como a PT, anteciparem o pagamento de dividendos, para fugir à tributação fiscal de 2011. É racional, dizem eles. Racional, mas imoral, acrescento eu, que para estes embriões de políticos a moralidade é para mandar às malvas (veja-se que não contestam o conteúdo das escutas do "querido" líder, tão só a sua legalidade).
Contudo, acrescentaria que também seria "racional" o Estado criar legislação que permitisse a tributação destes dividendos ainda em 2010. É uma mudança das regras do jogo? E daí? Que eu saiba, as regras ainda são criadas e as Democracias também têm legitimidade para repor a moral onde esta parece querer escapar.
PS - Daqui a nada estou a vê-los a defender a estapafúrdia ideia de Passos Coelho dos despedimentos por causa atendível…

CORRUPTOS? NÃM…

De repente, políticos e comentaristas ficaram estupefactos com a percepção dos portugueses relativamente à corrupção em Portugal.Com um PM que anda metido até às orelhas em casos como aquele dos casebres lá na serra; que não consegue provar ser engenheiro; e que é apanhado em tudo o que é caso de corrupção deste país (ele é Freeport, ele é PT-TVI, ele é Face Oculta), o que é que esta gente estava à espera? Que os julgássemos todos muito seritos?

PS – Já para não falar daquele deputado socialista que é apanhado a fanar uns gravadores e ainda diz-se vítima (e o partidinho a protegê-lo).

DÚVIDA

Descobriremos, algum dia, que Sócrates era sócio da JP Sá Couto?

UAU, UAU…!*

Tenho visto uns patetas socialistas masturbarem-se (é com cada manifestação orgástica) on-line pela melhoria de resultados de alunos portugueses, aferida pelo PISA 2009.
Reconheço que apesar desta melhoria apenas representar a entrada na média de resultados dos países da OCDE, ainda assim é uma melhoria, o que é de salutar. E também não vou cometer a injustiça de deixar de atribuir algum deste sucesso à equipa de Maria de Lurdes Rodrigues. Só não percebo como é que alguns relacionam os jogos matemáticos com estes resultados. Que eu saiba, os frutos da competição derivam dos méritos individuais e não de políticas educativas. Ou estou errado?

*Menos histeria, se faz favor.

Baby, I’M BACK………………..

3.12.10

"Cartita" à TMN

Há uns tempos, num dia que agora considero azarado, decidi renovar contrato com a TMN. Fi-lo porque sou um tipo de hábitos, que prefere o conforto daquilo que é conhecido ao desconforto causado pela mudança. É um defeito, mas que querem, todos temos o direito a tê-los. Quando fui à loja da operadora, um belo espaço cheio de néon azul e televisões nas quais continuamente se vê e se ouve a "Casa dos Segredos", inenarrável programa da TVI, a simpática menina que me atendeu convenceu-me a levar para casa um belo Nokia E 71 em lugar do Blackberry que eu queria. Fê-lo dizendo-me que o bendito telefone finlandês fazia exactamente a mesma coisa que o americano, ou seja, permitia telefonar e servia para receber e-mails em tempo real, uma infeliz necessidade minha. Esqueceu-se, no entanto, de um "pormenor": é que para receber as benditas mensagens no belo Nokia eu teria de pagar um serviço adicional identificado como Nokia Messaging, com um custo fixo mensal. Pormenores... Ninguém se pode lembrar de tudo e, que diabo, eu só iria descobrir o "esquema" um mês depois, no fim do período experimental do simpático serviço! Enfim, um mês depois, como era previsível, voltei à loja da TMN onde lá assumi que pagaria o tal Nokia não-sei-quantos. Reclamei da falta de informação, mas só consegui um encolher de ombros do colaborador, do género, que tenho eu a ver com isso?!. Fiz uma reclamação no livro respectivo e, uns dias depois, recebi um inútil telefonema de uma senhora da operadora que levou meia-hora a dizer que não conseguia resolver nada. Uns dias depois deixei de receber e-mails, mesmo pagando tal serviço. Lá fui eu, como se não tivesse mais nada que fazer, à loja da TMN onde um diligente colaborador divertiu-se, durante duas horas, a tentar identificar e resolver o problema. Não conseguindo fazer nenhuma das duas coisas, pediu-me para voltar no dia seguinte "entre as 10:00 e as 12:30 e entre as 14:00 e as 18:00" para ver o que conseguia fazer. Não voltei no dia seguinte, mas uns tempos depois lá fui eu ao meu calvário. Da Loja das Galerias São Lourenço mandaram-me para a Loja do Dolce Vita de onde me recambiaram, adivinhem... para as Galerias São Lourenço. Quatro (!) horas depois e mais uma reclamação no livro, o senhor da primeira loja decidiu que a culpa não era dele nem da TMN mas sim da Nokia, que pelos vistos actualizara o software sem avisar ninguém. Uns dias depois lá fui eu, com vontade de cometer um homicídio, à loja que representa os bons dos finlandeses. Lá chegado era sábado e o estabelecimento "ia fechar" daí a uns minutos e "é melhor voltar segunda-feira" com a prova de compra. Fiz então questão de oferecer um presente de Natal antecipado à menina, deixando-lhe o telemóvel para que ela fizesse bom uso do dito "equipamento". Enfim, lá me pediram para voltar na semana seguinte, "que o técnico dá um jeito mesmo sem a prova de compra". Crente como sou, voltei sem o amado documento e fui recambiado por um senhor que me garantiu que sem a prova de compra eu "ia ter de pagar". Perante o meu desabafo do género "é a última vez na vida que compro um Nokia" o colaborador, revelando um apurado sentido comercial, pediu-me para fazer o que quisesse, acompanhando a frase com o típico encolher de ombros luso. Em resumo, neste país de ficção os consumidores reais é que se lixam. Para a TMN, informar mal não é grave. Para os representantes da Nokia, tentar resolver o problema não é importante. Fundamental é fazer cumprir a burocracia. Para o estado e para as autoridades que deviam regular o mercado o Livro de Reclamações é apenas um simpático adorno que serve para as estatísticas. Aquelas que a ANACOM publica anualmente mas que ninguém, no seu perfeito juízo, lê. É por estas e por outras que se mina a confiança na economia e nas empresas e que se fomenta a ideia de que os "grandes nunca têm problemas - empresas, políticos, etc - e os pequenos é que se lixam - consumidores". Por mim, não volto a fazer contrato nenhum com a TMN e nunca mais na vida compro um Nokia. Mas é só menos um contrato e menos um "equipamento"! Faça como quiser, dizem os senhores da TMN. Faça como quiser, repetem os senhores da Nokia. Eu fa-lo-ei.

28.11.10

Quem é que diz que "Disco" é retro?

Enquanto produtor/músico/DJ, Social Disco Club, alias, Humberto Matias faz coisas destas:


Num certo estilo de música de dança que tem ajudado a criar, as suas actuações como DJ são imparáveis tratados de bom gosto. Se virem anunciada uma actuação sua por perto, não percam.

19.11.10

The Walkmen - Lisbon



Uma canção dificilmente traduz uma cidade. Uma cidade não é uma cidade, é um corpo vivo, maior do que o somatório do conjunto de cidades de quem nela habita. Para simplificar, é um ser maior do que o somatório dos percursos e das vivências diárias de cada um dos seus cidadãos, de cada um dos c...orpos que percorre as suas ruas, becos e avenidas, que ama e detesta e ri e chora e canta e nasce e morre em cada um dos seus prédios. É um ser que se transforma diariamente na medida em que é transformado todos os dias. Um ser que condiciona e é condicionado, que devora e é devorado, que nasce e morre em todas as horas. Uma canção dificilmente traduz uma cidade. Mas não custa tentar. Os The Walkmen tentaram e dedicaram uma canção, e um disco, à mãe de todas as cidades portuguesas: Lisboa. Vale a pena ouvir.

28.10.10

PS é antro de podridão!

Afinal, Manuel Godinho era mesmo amigo...
Ou será mais uma inventona?

A tragédia de Portugal

O problema do país não é a desconfiança, por parte dos cidadãos, relativamente às instituições e às elites dirigentes. O real problema do país é o facto das instituições e as elites não serem minimamente dignas e/ou merecedoras de confiança.

Presidenciais, mas pouco...

Cavaco é um mau candidato a presidente da República, mas as alternativas são bem piores. Por isso, votarei em branco.


PS - E foi um mau presidente, a exemplo dos seus antecessores.

26.10.10

Nota-se

Há um ano Sócrates tomou posse elegendo como prioridades a modernização da economia e o investimento público para criar emprego... Nota-se claramente!

22.10.10

Uma idiotia

Na Liga Europa as coisas correm bem melhor aos clubes portugueses. Três jogos, outras tantas vitórias e o primeiro lugar nos grupos, condição essencial para uma passagem tranquila. Contudo, os exageros dos comentadores de serviço não têm desculpa. Alguém me sabe dizer porque é que é impossível assistir a um jogo europeu de uma equipa portuguesa sem aqueles laivos de chauvinismo patético? Já não há paciência.

Sair de fininho

De acordo com o Correio da Manhã de ontem, numa recente deslocação à China, o Ministro Teixeira dos Santos andou, com uns quadros elaborados e rebuscados, a vender um país que não existia. Diz o jornalista, citando uma fonte, que alguns empresários portugueses e chineses até se riram, tal o embaraço da situação. Mas rir não era com certeza a melhor reacção. Com atitudes destas bom mesmo era pedir desculpa e sair.

20.10.10

Não há que enganar

O PS pode gritar, espernear e fazer toda a chantagem que quiser. Mas no essencial não há que enganar: o PSD aceitou a sua obrigação e predispôs-se viabilizar o orçamento mediante a negociação de propostas concretas. Uma negociação é isto mesmo: propor, ceder, arranjar compromissos que possam minimizar danos. O PSD está assim disposto a cumprir a sua parte. Falta saber se o PS estará disposto a cumprir com a sua.

O problema estrutural

As propostas do PSD são mais do que razoáveis e abrem uma porta importante para minimizar as consequências do descalabro socialista. Mas o problema português continuará a ser um problema de natureza estrutural e não de natureza conjuntural. Por mais que cortemos agora nos salários e aumentemos os impostos, o nosso estilo de vida continuará irremediavelmente condicionado por muitos anos, provavelmente por várias gerações, uma vez que a tendência óbvia pende para um empobrecimento generalizado, fruto da nossa incapacidade de vencer num mundo em transformação absoluta.

A geração do pós-25 de Abril, ainda não interiorizou que vai viver pior do que a geração que a antecedeu. Será assim urgente que o país, para além do equilíbrio orçamental e do restabelecimento da credibilidade no exterior, se transforme radicalmente e se adapte a um mundo complexo onde as regras rígidas do século XXI são letra morta em muitas partes do mundo.


O país precisa nestas condições, e para além destas medidas draconianas impostas por um governo autista e que mentiu deliberadamente aos portugueses durante demasiado tempo (o que se devia configurar como um caso de polícia, uma vez que agravou consideravelmente o preço da factura), de políticos corajosos e destemidos. De políticos que coloquem o país nos eixos ao mesmo tempo que as contas públicas se equilibram. Nunca como hoje foi urgente mexer na lei fundamental do país (que não deve ser em circunstância nenhuma um documento ideológico igual a um programa de governo, hermeticamente fechado e inacessível à maioria dos cidadãos) e repensar o que queremos para a educação, saúde e justiça nacionais.


O país só será viável se tiver uma educação que eduque e prepare (sem estas maleitas progressistas e idiotas que apenas criam analfabetos e uma nova estirpe de coitadinhos e incapazes), uma saúde justa (onde quem pode, paga) e uma justiça que funcione dentro de prazos mínimos razoáveis e que seja de confiança (independentemente de se meter na ordem juízes, advogados e restantes agentes judiciais). É apenas um começo depois de tanto tempo passado a assobiar para o lado e a fazer de conta que se mexia em alguma coisa.


O PSD mais cedo ou mais tarde terá esta enorme responsabilidade nas mãos. São mais medidas duras, mas são mais medidas necessárias. Porque ou safamos o doente com um plano de longo prazo que inclua uma vacinação que o imunize, ou damos-lhe um simples antibiótico que lhe combate a infecção, mas que não lhe evita a mais que provável recaída.

Ao cuidado do SIS

Ouvi, no Opinião Pública da SIC, um senhor que afirmava pertencer a um Comité Contra o PEC Inconformados. Gosto do Comité. Mas fiquei ligeiramente preocupado pelo facto do senhor garantir que o Comité tinha na sua posse dinamite e gasolina e que iria pegar fogo nalguns locais, no dia 24. Nã é que me incomode, por aí além, um fogacho na sede do PS. Mas irrita-me que tirem protagonismo à greve geral.

18.10.10

A definição de uma política cultural | DNOTICIAS.PT

A definição de uma política cultural | DNOTICIAS.PT

As eleições no Brasil

Apesar do passeio que por aí vendiam, a eleição presidencial no Brasil está quase num impasse. Relembre-se que a D. Dilma é produto do Sr. Lula, que por sua vez é resultado das políticas do Sr. Fernando Henrique Cardoso, um homem do PSDB e não do PT. Naturalmente, o Sr. Lula soube aproveitar as deixas e levar o Brasil longe. Muito longe. Agora, impedido de se recandidatar, o Sr. Lula escolheu a D. Dilma como sucessora que por sua vez julgou bastar aproveitar a boleia para ter uma eleição com pouca história. Entretanto o Sr. Serra, um político muito experiente e, dizem, de direita, tem andado a subir nas sondagens, graças em parte ao silêncio da D. Marina candidata verde que arrebatou 20% dos votos na primeira volta e que negou o apoio expresso a qualquer um dos candidatos na segunda volta.

Numa parte final que se quer digna de um filme de suspense, as tricas eleitorais pendem agora para a questão do aborto e as convicções religiosas dos candidatos, aspectos em que ou a D. Dilma mergulha num oceano de incongruências ou não tem lá grande opinião. Ou seja: quando a D. Dilma precisa de pensar pela própria cabeça, independentemente do que pense, mete os pés pelas mãos ou a cabeça na areia, factos que também beneficiam aparentemente o Sr. Serra. Pelo meio as denúncias de corrupção que de um e outro lado, deviam envergonhar e não ser motivo de arremesso.

Nesta confusão generalizada não se julgue que no Brasil estes assuntos são menores. Pelo contrário. Mas a lição importante a tirar desta história tem a ver com outra coisa. O jornalismo que antes nos vendia uma eleição sem história anda agora preso por arames. A D. Dilma até pode ganhar e até pode vir a ser presidente. Mas na política democrática não há vencedores antecipados. Nem dinastias sucessórias. O jornalismo militante pode fazer campanha disfarçada, mas no final o povo soberano é quem decide. Mesmo que a comunicação social pense o contrário e se julgue, curiosamente, no direito de puxar por quem mais, nos últimos anos, lhe tentou coarctar a liberdade de expressão. O que, convenhamos, não deixa de ser uma suave ironia. Ou, se preferirem, um agradável mistério.

Haja decoro

O senhor que trata dos refugiados na ONU, o nosso ex-primeiro António Guterres, revelou-se confiante de que os portugueses, como sempre, conseguirão ultrapassar a crise instalada. Mas não fez grandes comentários sobre a política doméstica uma vez que, segundo ele, o cargo que desempenha não lhe permite fazer declarações sobre estas matérias.

Estranha-se que haja interesse em ouvir a opinião de um senhor que um belo dia metido no pântano nos abandonou de fininho para parte incerta. Depois dele, da fuga igual do Dr. Barroso e do golpe de estado promovido pelo Dr. Sampaio, o país foi entregue a este conjunto degradante de políticos que fez do engodo, da publicidade enganosa e do delírio contagiante um estilo de governação cuja principal consequência está à vista de todos.

Como bem sabemos, falar de fora é fácil. Apelar à confiança quando se está longe e não nos chega ao bolso, é igualmente facílimo. Mas estar cá dentro, enterrado e amarrado no manicómio, é algo completamente diferente, e roça o mais puro absurdo. No caos que aí vem, seria de bom-tom que esta gente, que se destacou por fugir das responsabilidades, se limitasse ao silêncio anónimo do mais comum dos mortais. É que estas falinhas mansas para enganar simplórios são grotescas e patéticas, ainda para mais quando as mesmas até parecem uma paga de favores. Haja decoro.

Venha o FMI

Andam os defensores do PS a ameaçar com o fantasma do FMI, caso o OE não seja aprovado. Ora, por mim, que venha o FMI. Porque as medidas não são piores e pelo menos é gente merecedora de maior confiança do que esta gentalha socretina!

Quo Vadis, PS?

Com a crise, que na boca de Sócrates "é a maior de há 80 ianos", vai o PS e apresenta uma proposta de revisão constitucional que é um arrozoado de tontices, imbecilidades e inutilidades. Um fait-diver, criado pela máquina comunicacional do PS. O que nos faz questionar os caminhos que este partido trilha.
Ideias políticas, estratégia de governação: nada! Mas uma poderosa máquina de comunicação...

15.10.10