27.6.06

Coisas de que gosto I

Aeroportos

Houve tempo em que morei ao lado do Aeroporto de Lisboa. E ia frequentemente à plataforma de partidas sentar-me num café, com um jornal, só para deixar o tempo voar. Sentia-me bem por lá. Porque tinha a sensação perfeita da fugacidade de todas as coisas.

Num Aeroporto, até as noções de tempo e de espaço são inexactas. Todas as emoções são breves.

(por exemplo, conheci gente fantástica em aeroportos ou em viagens de avião. Gente com quem, durante breves momentos, estableci ligações tangíveis. E que nunca mais vi)

Nada há de sólido numa plataforma de um aeroporto. Que por isso mesmo é a mais perfeita tradução da vida.