"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
13.4.10
Totti
Caçar para ser caçado
10.4.10
Spot Festival de Cinema
http://www.youtube.com/watch?v=ID90KbkhwC0&feature=email
Festival de Cinema começa hoje
Para saber toda a programação clique em www.funchalfilmfest.com.
Se quiser estar "em cima do acontecimento", torne-se fã da página do Festival no Facebook.
Nélio Freitas
3.4.10
Mais giro
Como tudo aquilo que é novo, o novo é mais bonito, mais prático, mais funcional e tem capacidades que eu nunca utilizarei, por manifesta incompetência e óbvia falta de paciência. Foi isso que tentei explicar ao tipo da loja, defendendo-me da vontade insistente com que ele me tentou fazer proprietário de uma outra "máquina infernal", que por pouco, mas por muito pouco - creio que o programa adequado estará disponível para download dentro de semanas - não serve cafés.
Comprei um portátil novo, essa é que é essa. A minha namorada diz que é... mais giro!
2.4.10
Viver a fazer de conta
Soares Dias
Liga Record
Los Cantos de Maldoror
Extraído de Los Cantos de Maldoror. Lautreamont, conde de
31.3.10
Uma nova luta?
Evolução
30.3.10
Il Cavaliere
Tirar ilações
Uma evidência
A Viúva Negra do Cáucaso
29.3.10
Uma missão
Liga Record
25.3.10
Há uns mais iguais do que outros
Fiar-se na virgem
23.3.10
Um tabu
Qualquer um serve
Cidades femininas vs cidades masculinas, ou o elogio à idiotice
Ora, para além do absurdo que é falar em cidades masculinas e/ou femininas (a não ser de um ponto de vista metafórico), é ainda mais ridículo pensar-se que a cidade deve ser pensada e planeada com vista a um único género. Aliás, o que as senhoras jornalistas descrevem como cidades femininas não são senão cidades bem planeadas. Senão, vejamos apenas dois exemplos:
- pisos lisos e sem fissuras não interessam apenas à cidade feminina. São uma medida básica de acessibilidade, para as senhoras e aos seus saltos altos, claro que sim, mas também para todas as pessoas com mobilidade reduzida, como os que necessitam de utilizar canadianas, cadeira de rodas e até para os carrinhos dos bebés;
- cozinhas em L ou em U, para rentabilizar espaço, é uma necessidade premente das cidades que têm falta de território.
Para além de que outras propostas revelam um machismo monstruoso:
- então são necessários estacionamentos espaçosos para as mulheres, essas dondocas que não sabem conduzir;
- e cozinhas só para elas, pois como sabemos este é o seu mundo natural, não é? E eu, que sou o cozinheiro cá de casa, que tipo de cozinha é que mereço?
- acabar com os pisos escorregadios para as senhoras. Porque para idosos e crianças (e homens, porque não?), não há problema que os pisos sejam autênticos lamaçais.
Ora, o que está em causa em Seul (e na restante Coreia, como seria óbvio de observar, se as senhoras jornalistas tivessem um pingo de perspicácia) é o nascimento de um novo conceito de cidade, bastante assente nos princípios das Cidades Educadoras. Cidades humanas e humanizadas, inclusivas e acessíveis, em que o mundo líquido (homem) assume predominância sobre o mundo sólido (da pedra). É o nascimento da cidade querida. Cidade feminina é apenas um um template comunicativo com muito soundbite. Como facilmente o I se aperceberia, se não fosse tão célere em explorar qualquer coisa que pareça com feminismo, mesmo que não o seja.
22.3.10
Cozer em lume brando
Uma contrição
21.3.10
Animais
Os adeptos do Porto parecem uma horda de vândalos.
Um contentor, dez milhas de distância e 2 mil metros de profundidade para estes animais.
20.3.10
Uma "napolitana"
Uma bela "napolitana" para começar o fim de semana. Aurelio Fierro e Tu vo fa LÁmericano.
Hino da Mocidade portuguesa - Canções salazaristas
Escrito por Mário Beirão, surgiu pela primeira vez em 1937 na Revista da Mocidade, com esta letra:
"Cale-se a voz que, turbada,
Já de si mesma se espanta;
Cesse dos ventos a insânia;
Ante a clara madrugada,
Em nossas almas nascida:
E, por nós, oh Lusitânia,
-Corpo de Amor, terra santa
Pátria! serás celebrada;
E por nós serás erguida,
Erguida ao alto da Vida l
- Nau de Epopeia, a varar,
Ao longe, na praia absorta,
De novo, faze-te ao Mar!
Acesa de ébria alegria,
Soberba de Galhardia,
De novo, faze-te ao Mar,
Que o teu rumo é o verdadeiro!
Se a Morte espreita, - que importa?
«Morrer é partir primeiro»,
Como Camões anuncia !
Querer é a nossa divisa;
Querer, - palavra que vem
Das mais profundas raízes:
Deslumbra a sombra indecisa,
Transcende as nuvens de além
Querer, - palavra da Graça,
Grito das almas felizes!
Querer! Querer! E lá vamos!
- Tronco em flor, estende os ramos
À Mocidade que passa!
Lá vamos, cantando e rindo,
Levados, levados, sim,
Pela voz de som tremendo
Das tubas,- clangor sem fim . . .
Lá vamos, (que o sonho é lindo!)
Torres e torres erguendo,
Rasgões, clareiras abrindo!
-Alva da Luz imortal,
Roxas névoas despedaça,
Doira o céu de Portugal!
Querer! Querer! E lá vamos!
- Tronco em flor, estende os ramos
À Mocidade que passa!"
Crida em 1936, a Mocidade Portuguesa tinha por objectivo "estimular o desenvolvimento integral da sua capacidade física, a formação do carácter e a devoção à Pátria, no sentimento da ordem, no gosto da disciplina, no culto dos deveres morais, cívicos e militares". Objectivo, aliás, muito ao gosto das organizações fascistas da época.
O primeiro Comissário Nacional da Organização da Mocidade Portuguesa foi Nobre Guedes, que utilizou a Juventude Hiteleriana como modelo organizativo. Marcelo Caetano, 2º Comissário, aproximou a OMP da Igreja Católica, retirando-lhe o carácter militarista inicial. Lourenço Antunes foi o último Comissário, até Abril de 1974.
A Mocidade enquadrava os jovens por escalões etários, definidos como Lusitos (7-10 anos), Infantes, (10-14 anos), Vanguardistas (14 aos 17) e cadetes (17 aos 25 anos).
O Decreto-Lei que cria a OMP:
19.3.10
A 1ª Lei da Tecnologia de Melvin Kranzberg
Uma certeza
Até parece o Vieira
Ortofrenia
Não sei porquê, mas neste momento paira qualquer coisa de surrealista no ar, o que não não deixa de ser divertido.
De Cesariny, Ortofrenia
Aclamações
dentro do edifício inexpugnável
aclamações
por já termos chapéu para a solidão
aclamações
por sabermos estar vivos na geleira
aclamações
por ardermos mansinho junto ao mar
aclamações
porque cessou enfim o ruído da noite a secreta alegria por escadas
de caracol
aclamações
porque uma coisa é certa: ninguém nos ouve
aclamações
porque outra é indubitável: não se ouve ninguém
18.3.10
Um aviso
Em 3D
17.3.10
Da corrupção ou um spot para uma campanha turística.
Venha para Portugal. Aguardamos por si. Perdoamos as suas dívidas fiscais e ainda recebe prémios de produtividade.
PORTUGAL: ONDE OS LADRÕES ESTÃO EM CASA!
Liga Record
Comovente
Uma possibilidade
O maior do país
Chover no molhado
15.3.10
Canções revolucionárias
National Anthem of East Germany (DDR)
Reerguidos das ruínas
E voltados para o futuro,
Sirvamos a ti para o bem,
Alemanha, pátria unida.
Votos antigos há a renovar
E, unidos, assim faremos.
Pois apenas de nós depende
Que o sol, belo como nunca,
Brilhe sobre a Alemanha.
Conhecerás a alegria e a paz,
Alemanha, nossa pátria.
O mundo inteiro pela paz anseia,
Por isso avançai e estendei as mãos.
Quando nos unimos fraternalmente,
Derrotamos do povo o inimigo!
Brilha, luz da Paz!
Para que nenhuma mãe volte a chorar
A morte do seu filho.
Aremos, construamos;
Aprendei e trabalhai como nunca antes
E, com confiança e força,
Uma geração livre despontará.
Juventude alemã, o melhor esforço
do nosso povo concentra-se em ti;
Te tornas a nova vida da Alemanha,
E o sol, mais belo que nunca,
Brilha sobre a Alemanha.