21.6.06

Comemorações

Confesso que não vejo razão para tanto alarde, para tanta virgem ofendida, para tanto gritinho histérico, para tanto chilique atontalhado.

O Dia da Região é um dia solene, os iluminados oposicionistas aproveitavam este ensejo para o linguajar do costume, aquela cantilena monocórdica e "regasta". Ora, este ano, isso não vai acontecer, vamos, apenas seguir o modelo aplicado nos Açores (engraçado, aí ninguém barafusta, os "Rosas" não arrebitam as suas cabecinhas "esclarecidas" para protestar com tamanha falta de democracia).

São os coitados do costume, com dois pesos e duas medidas, com uma coerência fantástica, movidos pelos seus interessezinhos particulares. Não vão a Machico, batem o pé, fazem birra, amuam e mostram o beicinho. Façam o mesmo quando os Açores comemorarem o seu dia, organizem uma manifestação, invadam as ilhas nos vossos "chavelhas", queixem-se ao Presidente da Republica, à Assembleia da República, à Assembleia de Moradores, ao cão e ao gato, façam greve de fome, escrevam às Nações Unidas, mas sejam coerentes.

13 comentários:

Che disse...

Então o PSD que seja corente e que o PR.do Governo que vá à ALM para uma debate mensalcomo há nos Açores. O PSD que respeite os outros grupos parlamentares como se faz nos Açores. O Pr do Governo Regional que suspenda o seu mandato durante a campanha eleitota para as Reguinais, etc, etc.

O que não é coerente é nunca fazer o que está correcto, mesmo quando os Açores jáo faz, mas depois ir buscar o exemplo dos Açores para proteger os "seus interessezinhos particulares",para "fazerem birra, baterem o pé" e quererem serem os "donos da bola".
Esta a atitude nada tem a ver com os Açores, não é uma atitude isolada, vem na sequência do que é a visão política do PSD-M.

E manifesta-se na recusa em estejar o 25 de Abril, na arrogância e falta de educação dos Governantes e dos deputados laranjas, na continua violação grosseira das leis regulamentos, na afronta à Lei e aos Tribunais, na falta de moral e ética com que fazem a mistura entre negócios privados e interesses públicos.

Álias o seu texto prova o que é esta escola de pensamento do Jardim, mistura de Fasccismo/Salazarismo com Maoismo e simples estupidez,onde não reconhece o direito à indignação à oposição pela maneira enxovalhadora comoé tratada. Enfim, não é novo é isto o PSD-M.

Carlos Rodrigues disse...

Oh meu amigo, indigne-se à vontade, venha para a rua e marche em prol dessa democracia que defende. Agora, quando a oposição ofende dirá que apenas é um gesto reflexo, uma reacção, como qualquer ser de coragem, "pão pão, queijo queijo".

Vossa Excelência, escondido atrás desse SAUDOSO revolucionário, diga lá o que é que está correcto, essas atitudes populistas do sr. Presidente da Região Autónoma dos Açores ? Diga-me lá, que diferença faria a suspensão do mandato, acaso o PSD perderia as eleições ? Responder-me-á: não, o que conta é o sinal; ao que eu retorquirei, quão satisfeito anda o povo com tanta hipocrisia.
Vós, os paladinos da moral, da ética, dos bons costumes (como se arrogam) têm um ligeiro problema, falta-vos a coragem para dar a cara e os que aparecem espumam tanta raiva, estão de tal maneira cegos pela vontade de vingança, para chegar ao poder pelo poder, que acabam por morrer na praia, sempre na praia.

Carlos Rodrigues disse...

O debate mensal é algo importantíssimo, veja o exemplo nacional, o quanto o país avança e fica esclarecido no dia seguinte a esse evento.

Olhe que a sua adjectivação também nada de novo traz.

Anónimo disse...

Não devem barafustar por nada, certo senhor Carlos Rodrigues? Então e se a Madeira recebesse de Lisboa exactamente a mesma quantidade de dinheiro que os Açores, tinham razão para uivar?

Carlos Rodrigues disse...

Eu sou o maior defensor do barafustar. Estamos num país livre, a opinião é livre, as ideias não são censuradas e a expresão deve fluir livremente.

Por mim digam o que quiserem, quando quiserem e como quiserem. As pessoas cá estarão para avaliar.

Agora, isso é válido para eles e para mim, também tenho direito a exprimir o que penso dessas suas atitudes ... ou não ?

Vão proibir-me, vão ofender-me, vão insultar-me ? Os direitos, liberdades e garantias são universais, acho eu.

Tino disse...

Se 30 anos de Autonomia só nos deram esta democracia de merda, de facto temos poucas razões para comemorar.
Nesta democracia de partido único, não existe lugar para as diferenças de opinião (nem no próprio partido do regime).
Vivemos num totalitarismo em que todos estão controlados, desde a comunicação social até as mais simples associações de cidadãos.
Autonomia e Liberdade são palavras que nada significam na boca de certas pessoas.
Mas um dia o povo aperceberce-á do traidor que é este homem, que defende os interesses próprios e não do povo.

PS - O povo pode ser enganado durante muito tempo, mas não para sempre.

Carlos Rodrigues disse...

Confesso não perceber essa contínua opção por menosprezar o povo.

Do alto da sua arrogância intelectual, os detractores do costume justificam o seu insucesso na incapacidade das pessoas escolherem as suas opções. Não acham que 30 anos de manipulação, fraude, mentira, engano, hipocrisia (palavras vossas) são suficientes para o povo se revoltar, alterar a sua escolha, escorraçar os responsáveis por esse estado da arte ?

E, já agora, qual tem sido o contributo dos eternos sequerosos de poder que pululam nos corredores da maldicência ? Qual tem sido a sua quota parte de responsabilidade ? Serão diferentes quando chegarem ao poder, farão o contrário daquilo que acusam ?

A sua sede de vingança impedir-lhe-á de agir dessa forma. O seu rancor é tão grande que descarregarão nesse tal povo ingrato as suas frustrações e insuficiências. Aqui está a real alternância que nos aguarda

Tino disse...

Não é a vingança nem o rancor nem a maldicencia que me movem.
Se estou na oposição e se dou a cara é porque quero que outros se sintam capazes de dar a cara a favor da diferença e da luta pela prosperidade de todos os madeirenses.
Mas outros existem que dizendo-se defensores da liberdade não exitam em ameaçar e enxovalhar quem tem opiniões diferentes.
Sei também que muitos dos militantes do PSD não concordam com o modo como a política é feita cá na Madeira, mas também aí, tal como no resto da sociedade, existe o medo do confronto.

PS - Se há coisa que eu respeito é a escolha que o povo faz em cada eleição. O povo faz sempre, repito sempre, as escolhas que acha serem as melhores, no entanto o estado de controlo total da sociedade faz com que muitos não tenham um retrato fidedigno da realidade.

Anónimo disse...

Carlos, como é possível defender uma coisa como esta: aceitar que as comemorações dos 30 anos da autonomia, uma conquista iminentemente política, seja feita sem que a vontade popular - sufragada eleitoralmente - possa exprimir os seus pontos de vista. Não vou ofender, mas julgo que tu que não precisas da política para nada porque felizmente o teu pai trabalhou e conseguiu afirmar uma empresa dentro e fora da Madeira, não defenda o indefensável, apenas porque o joão jardim disse, imagine-se, que a comemoração não deve ser partidarizada. Tu que já foste deputado na AR sabes muito bem o que é normalidade democrática. Se é assim que esperas voltar a um dos parlamentos, capacita-te que na política como na vida não vale tudo.

Cherbakov

Carlos Rodrigues disse...

Pois é, há sempre qualquer coisa. Neste caso é o "controlo total que impede o retrato fidedigno".Noutros será a baixa cultura, noutros a falta de informação, nalguns a ingenuidade ou o medo ou a falta de interesse ou o egoísmo ou....

Há sempre uma justificação.

Resta saber se do confronto sairá a luz....

Porquinho Babe disse...

Oink oink!?

Carlos Rodrigues disse...

Caro Cherbakov,

Primeiro, não pretendo voltar seja onde for, se voltar, voltei. Não é um objectivo de vida. Tive essa oportunidade, aproveitei e julgo ter honrado essa oportunidade.

Segundo, dizes bem, não preciso disso para nada. O meu pai trabalhou, espero apenas garantir a continuidade desse trabalho e não desiludi-lo.

A opinião de cada um é livre de ser transmitida a qualquer hora e em qualquer lugar. O que está em causa é a forma como isso é feito. Achas que o teor das intervenções partidárias (venham de onde vierem) é condigno dessas celebrações ? Os partidos da oposição insultam e o PSD responde a preceito, não saimos deste estado das coisas. Desta forma, fala o presidente do mais alto orgão da Autonomia e pronto. O PSD organiza uma celebração própria à noite, situação que pode ser repetida pelos outros partidos, noutros formatos e com outras intervenções. Garante-se a dignidade e a solenidade que é devida ao momento.

No 10 de Junho (Dia do País) não existem discursos partidários, no Dia da Região dos Açores isso também não acontece. Porque é que aqui seria diferente ?

Porquinho Babe disse...

Oink oink!