29.9.05

A despedida

De regresso à ilha deparei-me com um espectáculo assaz comovente. O responsável máximo do Tribunal de Contas cessante, está a cumprir os últimos dias da sua espinhosa missão. Neste sentido, viajou para Madeira para a derradeira reunião com a sua secção regional. Nada disto está em causa, é legítimo. O que me chamou a atenção foi a atitude parola que rodeou este momento, a sua chegada VIP, o beijinho a todas as assitentes que se encontravam na viatura, o cumprimento a todos os passageiros que se encontravam nas seis filas vizinhas (conhecidos e, pasme-se, até os estrangeiros que por ali se encontravam), os ruídos efusivos dos colegas que o acompanhavam (parecia que viajavam de avião pela primeira vez, tal era a excitação). A juntar a este espectáculo deprimente, para minha surpresa, volto a encontrar a barulhenta delegação em faustoso almoço no Golden Gate, comportavam-se como verdadeiros adolescentes em jantar de aniversário.
Estas atitudes lamentáveis não se esgotam nos "excelsos" representantes do Tribunal de Contas, vários são os exemplos de outros trabalhadores de instituições e empresas públicas que, aquando de deslocações à Madeira, soltam o provincianismo que lhes caracteriza, prolongam as estadias para aproveitar os hotéis de 5 estrelas (a expensas da organização a que pertencem) onde ficam instalados, aproveitam para esvaziar os minibares, as tabacarias, os cabeleireiros e outros serviços extra proporcionados pelas unidades hoteleiras, não se coibindo de abandonar as mesmas, deixando esses valores por conta de outrém. este país não pode avançar quando os responsáveis pela gestão de sectores fundamentais estão impregnados desta mesquinhez. Tudo fazem por uma viagem em executiva, por uma estadia num hotel de luxo, por uma refeição melhorada para, quando chegarem aos seus círculos, brandirem esse míseros troféus.
Parolice, mesquinhez, provincianismo e, acima de tudo, desfaçatez.

6 comentários:

Anónimo disse...

Será provencianismo ir para o Fora d'horas lançar baforadas pestilentas de charuto e grunhir bem alto para que todos o possam ouvir?

Anónimo disse...

Pois é, cuida-te a imagem cnta. Parece que andas como rei na pança, cuida-te homem

Carlos Rodrigues disse...

Olha, olha. Dois palhacinhos complexados. Devem ser daqueles que passam horas à volta de um garotinho clarinho e de um copinho de água, a desfiar lamúrias, a exorcizar fantasmas, a culpar a sorte madrasta, a babujar críticas sem nexo, enfim, dois tontos.
Talvez se fumasse um SG Ventil estaria mais consonante com a ditadura proletária que os cobardezinhos anónimos me querem impor, apenas sigo os passos do galego El Comandante, esse farol da classe operária. Se Vossas Excelências se sentem incomodadas com o fuma do meu charuto ou com os grunhidos que emito têm duas hipóteses: levantam-se, enfiam o rabicho entre as pernas e, uma vez mais, fogem, ou então, resolvem ter alguma coragem, saindo do conforto do cobarde anonimato, e manifestam-se. Como sou educado e não insulto as pessoas, escondido nas neblinas dos meandros cibernéticos, provavelmente fumarei noutra direcção e falarei mais baixo, por forma a que a vossa intensa sensibilidade não seja beliscada.....Ou não.

Guardador de Porcos disse...

oink oink

A mosca disse...

Nao ando de certeza com as tusas caganças. E vaidoso fumador de charuto (e por aqui ficamos...) também não. Estamos entendidos oh rapazinho saneado? Cuida-te, olha-te ao espelho e vê se ainda te chega alguma nestas tenebrosas histórias da Câmara do Funchal...

Anónimo disse...

Carlos, nao cuspas para o ar. Controla-te filho, controla-te