7.6.07

Meninos imberbes

Na Alemanha o velhinho circo anti-globalização está montado. Reunidos na cimeira, os líderes dos países do denominado G8, enfrentam a contestação de rua dos meninos imberbes que para além de não saberem o que dizem, executam mal aquilo que fazem.

Naturalmente, o principal visado é o presidente americano, o alvo perfeito para todos os males que grassam no mundo desde a caça ilegal ao elefante ao desaparecimento, quem sabe, da Maddy.

Ironicamente, a ignorância dos meninos é um mal geral. Basta ver o papel da educação para se perceber a incapacidade de raciocínio da maioria da malta e o modo simplista como se deixa influenciar e manipular pelo profetas da demagogia do costume, senhores aliás tidos como muito intelectuais. Ora, querer fazer da América e de um acontecimento como a cimeira do G8 as razões de todas as frustrações é remédio que não serve e sapato que não se calça.

A realidade, infelizmente para eles, existe e não adianta procurar subterfúgios menores. Muita gente ainda não percebeu que a globalização não é coisa que se controle e que se apelide. Ela simplesmente existe; ela simplesmente é. Mas as ditas cabecinhas nem o mais simples percebem: que os que mais sofrem com a globalização são aqueles que estão à margem da mesma. Precisamente aqueles que, por incapacidade política e pela solidariedade que nada produz, constantemente se recusam a enfrentar o presente e a pensar no futuro. Quem disse que era fácil matar utopias?