"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
30.3.10
Uma evidência
A Viúva Negra do Cáucaso
29.3.10
Uma missão
Liga Record
25.3.10
Há uns mais iguais do que outros
Fiar-se na virgem
23.3.10
Um tabu
Qualquer um serve
Cidades femininas vs cidades masculinas, ou o elogio à idiotice
Ora, para além do absurdo que é falar em cidades masculinas e/ou femininas (a não ser de um ponto de vista metafórico), é ainda mais ridículo pensar-se que a cidade deve ser pensada e planeada com vista a um único género. Aliás, o que as senhoras jornalistas descrevem como cidades femininas não são senão cidades bem planeadas. Senão, vejamos apenas dois exemplos:
- pisos lisos e sem fissuras não interessam apenas à cidade feminina. São uma medida básica de acessibilidade, para as senhoras e aos seus saltos altos, claro que sim, mas também para todas as pessoas com mobilidade reduzida, como os que necessitam de utilizar canadianas, cadeira de rodas e até para os carrinhos dos bebés;
- cozinhas em L ou em U, para rentabilizar espaço, é uma necessidade premente das cidades que têm falta de território.
Para além de que outras propostas revelam um machismo monstruoso:
- então são necessários estacionamentos espaçosos para as mulheres, essas dondocas que não sabem conduzir;
- e cozinhas só para elas, pois como sabemos este é o seu mundo natural, não é? E eu, que sou o cozinheiro cá de casa, que tipo de cozinha é que mereço?
- acabar com os pisos escorregadios para as senhoras. Porque para idosos e crianças (e homens, porque não?), não há problema que os pisos sejam autênticos lamaçais.
Ora, o que está em causa em Seul (e na restante Coreia, como seria óbvio de observar, se as senhoras jornalistas tivessem um pingo de perspicácia) é o nascimento de um novo conceito de cidade, bastante assente nos princípios das Cidades Educadoras. Cidades humanas e humanizadas, inclusivas e acessíveis, em que o mundo líquido (homem) assume predominância sobre o mundo sólido (da pedra). É o nascimento da cidade querida. Cidade feminina é apenas um um template comunicativo com muito soundbite. Como facilmente o I se aperceberia, se não fosse tão célere em explorar qualquer coisa que pareça com feminismo, mesmo que não o seja.
22.3.10
Cozer em lume brando
Uma contrição
21.3.10
Animais
Os adeptos do Porto parecem uma horda de vândalos.
Um contentor, dez milhas de distância e 2 mil metros de profundidade para estes animais.
20.3.10
Uma "napolitana"
Uma bela "napolitana" para começar o fim de semana. Aurelio Fierro e Tu vo fa LÁmericano.
Hino da Mocidade portuguesa - Canções salazaristas
Escrito por Mário Beirão, surgiu pela primeira vez em 1937 na Revista da Mocidade, com esta letra:
"Cale-se a voz que, turbada,
Já de si mesma se espanta;
Cesse dos ventos a insânia;
Ante a clara madrugada,
Em nossas almas nascida:
E, por nós, oh Lusitânia,
-Corpo de Amor, terra santa
Pátria! serás celebrada;
E por nós serás erguida,
Erguida ao alto da Vida l
- Nau de Epopeia, a varar,
Ao longe, na praia absorta,
De novo, faze-te ao Mar!
Acesa de ébria alegria,
Soberba de Galhardia,
De novo, faze-te ao Mar,
Que o teu rumo é o verdadeiro!
Se a Morte espreita, - que importa?
«Morrer é partir primeiro»,
Como Camões anuncia !
Querer é a nossa divisa;
Querer, - palavra que vem
Das mais profundas raízes:
Deslumbra a sombra indecisa,
Transcende as nuvens de além
Querer, - palavra da Graça,
Grito das almas felizes!
Querer! Querer! E lá vamos!
- Tronco em flor, estende os ramos
À Mocidade que passa!
Lá vamos, cantando e rindo,
Levados, levados, sim,
Pela voz de som tremendo
Das tubas,- clangor sem fim . . .
Lá vamos, (que o sonho é lindo!)
Torres e torres erguendo,
Rasgões, clareiras abrindo!
-Alva da Luz imortal,
Roxas névoas despedaça,
Doira o céu de Portugal!
Querer! Querer! E lá vamos!
- Tronco em flor, estende os ramos
À Mocidade que passa!"
Crida em 1936, a Mocidade Portuguesa tinha por objectivo "estimular o desenvolvimento integral da sua capacidade física, a formação do carácter e a devoção à Pátria, no sentimento da ordem, no gosto da disciplina, no culto dos deveres morais, cívicos e militares". Objectivo, aliás, muito ao gosto das organizações fascistas da época.
O primeiro Comissário Nacional da Organização da Mocidade Portuguesa foi Nobre Guedes, que utilizou a Juventude Hiteleriana como modelo organizativo. Marcelo Caetano, 2º Comissário, aproximou a OMP da Igreja Católica, retirando-lhe o carácter militarista inicial. Lourenço Antunes foi o último Comissário, até Abril de 1974.
A Mocidade enquadrava os jovens por escalões etários, definidos como Lusitos (7-10 anos), Infantes, (10-14 anos), Vanguardistas (14 aos 17) e cadetes (17 aos 25 anos).
O Decreto-Lei que cria a OMP:
19.3.10
A 1ª Lei da Tecnologia de Melvin Kranzberg
Uma certeza
Até parece o Vieira
Ortofrenia
Não sei porquê, mas neste momento paira qualquer coisa de surrealista no ar, o que não não deixa de ser divertido.
De Cesariny, Ortofrenia
Aclamações
dentro do edifício inexpugnável
aclamações
por já termos chapéu para a solidão
aclamações
por sabermos estar vivos na geleira
aclamações
por ardermos mansinho junto ao mar
aclamações
porque cessou enfim o ruído da noite a secreta alegria por escadas
de caracol
aclamações
porque uma coisa é certa: ninguém nos ouve
aclamações
porque outra é indubitável: não se ouve ninguém
18.3.10
Um aviso
Em 3D
17.3.10
Da corrupção ou um spot para uma campanha turística.
Venha para Portugal. Aguardamos por si. Perdoamos as suas dívidas fiscais e ainda recebe prémios de produtividade.
PORTUGAL: ONDE OS LADRÕES ESTÃO EM CASA!
Liga Record
Comovente
Uma possibilidade
O maior do país
Chover no molhado
15.3.10
Canções revolucionárias
National Anthem of East Germany (DDR)
Reerguidos das ruínas
E voltados para o futuro,
Sirvamos a ti para o bem,
Alemanha, pátria unida.
Votos antigos há a renovar
E, unidos, assim faremos.
Pois apenas de nós depende
Que o sol, belo como nunca,
Brilhe sobre a Alemanha.
Conhecerás a alegria e a paz,
Alemanha, nossa pátria.
O mundo inteiro pela paz anseia,
Por isso avançai e estendei as mãos.
Quando nos unimos fraternalmente,
Derrotamos do povo o inimigo!
Brilha, luz da Paz!
Para que nenhuma mãe volte a chorar
A morte do seu filho.
Aremos, construamos;
Aprendei e trabalhai como nunca antes
E, com confiança e força,
Uma geração livre despontará.
Juventude alemã, o melhor esforço
do nosso povo concentra-se em ti;
Te tornas a nova vida da Alemanha,
E o sol, mais belo que nunca,
Brilha sobre a Alemanha.
É simples
12.3.10
Bridges
Um novo desafio
Poetring by The Poets
10.3.10
Como os pré-socráticos, sábios em geral... ou não!
Hei-de pronunciar-me sobre alguns pontos de vista, quando conseguir estruturar um discurso desapaixonado.
Para já, apenas manifesto a minha surpresa por ver "os suspeitos do costume" atribuirem a responsabilidade de tudo o que aconteceu ao PSD/Madeira.
A esse, só umas perguntinhas:
- É o PSD responsável pelo nível de pluviosidade (maior dos últimos 200 anos)?
- É o PSD responsável pela orografia madeirense?
- É o PSD responsável pela pressão demográfica e pela falta de território de que padece a nossa ilha?
- Qual a solução para a pressão demográfica: exportação?
Não compactuo com aldrabões!
Aliás, basta lermos o DN para perceber que o "povo de Sócrates" até já se dá ao ar de gente séria e ousa lançar as suspeitas sobre os outros, como se isso justificasse a infâme campanha que lançou sobre a comunicação social considerada hostil. Até Joaquim Oliveira aparece com o ar mais impoluto que se possa imaginar...
Por mim , não estou disposto a deixar cair o assunto: se o PM é mentiroso e é mais do que evidente que o é (já viram que o PEC contradiz em tudo o programa do PS e assenta sobre muitas propostas de Manuela Ferreira Leite?), não estou disposto a deixá-lo passar impune. Como diria o meu pai: há-de comer pela medida grande!
Ricardo Rodrigues e corrupção? Tudo a ver...
Ora, é de um ridículo exotismo ver este deputado numa Comissão que debate a corrupção (demonstra bem o que pretende o PS, quando um dos seus arautos do combate à clorrupção é um sujeitinho com o passado do açoriano)! Mas mais patético é o tipo ainda indignar-se. E e se fosse pastar a vaca?!
9.3.10
Estrela da Tarde
Uma das melhores canções de sempre em língua portuguesa, aqui numa interpretação sublime de Mafalda Arnauth.
5.3.10
Paris no Brasil
No Brasil, Paris Hilton protagonizou este anúncio para a cerveja Devassa. Aparentemente, a publicidade não foi bem recebida e um tal de Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária classificou-a como demasiado “sexy”, proibindo, consequentemente, a sua difusão. Confesso-vos que já vi melhores argumentos para atacar Paris Hilton, uma verdadeira celebridade feita na internet através de vídeos ousados em poses ousadas e a fazer coisas ousadas. Foi por isso que, despertado pela curiosidade, andei à procura daquilo que não batia certo neste vídeo em que a senhora é alvo de uma série de voyeurs, enquanto se bamboleia deliciada com uma lata de cerveja.
Depois de uma apurada investigação, tenho de reconhecer que o CONAR, sigla (juro-vos que é verdade) do organismo brasileiro em causa, foi demasiado brando na sua própria avaliação. Na verdade, este anúncio não é demasiado sexy, nem demasiado ousado, sequer. Este anúncio é mesmo publicidade enganosa do pior que já vi, porque se repararmos bem, há ali, e bem visível, um vestido preto a mais.
Assobiar
Certa gente devia assim encarar as críticas responsavelmente e pedir desculpa pela má prestação e pela falta de empenho de uma meia dúzia que ganha aos milhares para vestir uma camisola. Não basta apresentar resultados desportivos e não basta, certamente, fazer-se passar por virgem ofendidam como se um coro de vaias fosse uma qualquer tragédia irremediável.
Se o Dr. Madaíl, líder incontestado da seita, fosse inteligente, certamente tiraria daqui uma enorme e valiosa lição, pois manda a verdade que se diga que o povo português, pelo menos, assobia de frente. Não faz como o Dr. Madaíl e a sua horda de patetas que assobiam para o lado.
2.3.10
Claro que é boy
Não fumar
Registamos agradavelmente que Obama não sofre de diabetes, nem de nenhuma doença fulminante. O seu único problema de saúde prende-se, então, com o fumo que inala às escondidas, longe da vista dos filhos, e fora dos ambientes fechados. Ainda assim, o próprio Obama promete continuar a tentar deixar de fumar para que seja, julgamos nós, um pai exemplar, um cidadão sem vícios, um presidente candidamente puro.
Resta-nos esperar que a ansiedade natural provocada por nova tentativa não desvie as atenções dos problemas reais da América e do mundo que ela domina. E que, simultaneamente, o Presidente não se embrenhe em mais dramas e filmes desnecessários enquanto tenta encarecidamente abandonar o vício. Começar por cumprir algumas das promessas feitas pode ser um poderoso antídoto libertador da natural ansiedade. Não fará o mundo respirar melhor, mas com certeza fará o mundo respirar de alívio.
Não comer
Entretanto, o mesmo Woods perdeu alguns milhões em patrocínios vindos de marcas que não estão para vestir um adúltero ou para perfumar um tipo que não se aguenta sem meter o taco no buraco mais perto. Woods confessa-se, ainda, um viciado em sexo à procura de tratamento e garantiu que enquanto não se curar não voltará a jogar golfe.
Gostamos da reacção de Woods, na verdade um verdadeiro cavalheiro, que jamais revelou o nome das donzelas feridas, mantendo um elevado secretismo em torno de situações tidas como muito delicadas. Pena que algumas das meninas com quem Woods se envolveu não pensem do mesmo modo e se assemelhem, comportamentalmente, a prostitutas baratas que trocam a intimidade e a alma pelo vil metal, ao mesmo tempo que procuram deitar abaixo, literalmente, aquilo que antes, e efusivamente, gozavam.
Da nossa parte, apenas desejamos o rápido regresso do atleta à alta competição que domina. Afinal, o bom golfista é aquele que acerta no buraco. Ainda que no alheio.
