"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
8.1.11
Os clubes e a política
Os clubes desportivos da Madeira são financiados pelo erário público para cumprirem uma função desportiva e promocional e por aí se devem ficar, não se imiscuindo noutros terrenos. Em primeiro lugar porque os estatutos o proíbem. Em segundo lugar por são entidades abrangentes, que concentram em si gente dos mais diversos credos políti...cos e religiosos unida por uma causa comum que está aquém da política ou da religião, sendo que o apoio institucional a uma causa política ou religiosa causa divisões que poderão, a médio prazo, ser fatais para as próprias instituições desportivas. Em terceiro lugar, no caso concreto da Madeira, porque dão armas - por razões que não carecem de explicação - a quem defende o fim dos apoios directos da Região ao futebol profissional. Urge, de facto, separar as águas.
28.12.10
É, matem o mensageiro. E depois queixem-se do abandono do eleitorado...
Quem terá sido o energúmeno que entendeu ser boa política processar Raimundo Quintal?
Então, em vez de enfrentar os verdadeiros problemas denunciados pelo geógrafo, andam a querer matar o mensageiro (que, de resto, nisto de ordenamento do território e questões ambientais percebe mais a dormir do que todos os senhores secretários regionais e seu séquito de “especialistas”).
Sugestão ao governo regional para o ano novo: em vez de perderem tempo com tontices que apenas prejudicam a Madeira (sim, porque muitas das sugestões de Raimundo Quintal enriqueceriam, e de que maneira, a Região), oiçam o que ele tem para dizer. Pode ser que aprendam alguma coisa!
Então, em vez de enfrentar os verdadeiros problemas denunciados pelo geógrafo, andam a querer matar o mensageiro (que, de resto, nisto de ordenamento do território e questões ambientais percebe mais a dormir do que todos os senhores secretários regionais e seu séquito de “especialistas”).
Sugestão ao governo regional para o ano novo: em vez de perderem tempo com tontices que apenas prejudicam a Madeira (sim, porque muitas das sugestões de Raimundo Quintal enriqueceriam, e de que maneira, a Região), oiçam o que ele tem para dizer. Pode ser que aprendam alguma coisa!
Erro histórico de Jardim
Jardim comete um erro monumental ao voltar recandidatar-se! E é um erro tão grande sob tantos pontos de vista que se torna fastidioso enumerá-los a todos. Aponto apenas um: esta recandidatura irá beneficiar todos aqueles parasitas que se alimentam do regime. E irá, senão destruir, pelo menos beliscar fortemente o legado que Jardim poderia deixar para a Madeira. Percebo a importância da decisão e do tacticismo inerente, para alguns delfins. Mas é um erro tremendo que irá prejudicar a imagem de Jardim para a posteridade e que terá consequências muito fortes no próprio futuro do PSD.
PS - Com isto, o PSD-Madeira não vai ser limpo dos cancros que por lá abundam (essa limpeza apenas será feita num processo eleitoral pós-Jardim, quando os lacraus tiverem de assumir uma posição em vez do típico beija-mão submisso, parasita e viperino), ao contrário do que afirma Jardim. Com isto, os cancros continuarão a disseminar as suas metástases, em tudo o que é carne sã.. .
PS - Com isto, o PSD-Madeira não vai ser limpo dos cancros que por lá abundam (essa limpeza apenas será feita num processo eleitoral pós-Jardim, quando os lacraus tiverem de assumir uma posição em vez do típico beija-mão submisso, parasita e viperino), ao contrário do que afirma Jardim. Com isto, os cancros continuarão a disseminar as suas metástases, em tudo o que é carne sã.. .
Sobre uns e outros
Chegamos ao fim do ano e continuamos governados por uma escória de cretinos e criminosos. E os socialistas deste miserável país aplaudem. Merecem todo o espancamento de que venham a ser alvos.
PS – não, esta não é uma provocação ao Carlos Pereira devido à agressão de que foi alvo. Em primeiro lugar porque o ataque foi cobarde (ao menos o energúmeno que o perpetrou dissesse porque razão agredia o deputado. A cobardia nauseia-me e muito provavelmente foi cobarde o autor como um eventual mandante…), mas essencialmente porque, independentemente da discordância que mantenho da maior parte das posições que assume, tenho o Carlos Pereira por um tipo corajoso, competente e sério.
PS – Num manual de agressão a socialistas, deveria constar a obrigatoriedade de enumerar 5 razões para o acto. Sem repetições de argumentos, daria para surrar centenas…
PS – não, esta não é uma provocação ao Carlos Pereira devido à agressão de que foi alvo. Em primeiro lugar porque o ataque foi cobarde (ao menos o energúmeno que o perpetrou dissesse porque razão agredia o deputado. A cobardia nauseia-me e muito provavelmente foi cobarde o autor como um eventual mandante…), mas essencialmente porque, independentemente da discordância que mantenho da maior parte das posições que assume, tenho o Carlos Pereira por um tipo corajoso, competente e sério.
PS – Num manual de agressão a socialistas, deveria constar a obrigatoriedade de enumerar 5 razões para o acto. Sem repetições de argumentos, daria para surrar centenas…
16.12.10
O estado da nação
Os partidos políticos são o cancro do país. E os órgãos de comunicação social as metásteses…
11.12.10
Cavaco tem razão
Cavaco tem razão, sim senhor. Mas, como presidente, seja consequente e faça uso do seu magistério de influência patra fazer valer o compromisso do aumento para 500€ de salário mínimo. A ver se minimizamos essa vergonha...
10.12.10
Socialistas muito neoliberais
Há por aí uns socialistas muito neoliberais que defendem a legitimidade de empresas, como a PT, anteciparem o pagamento de dividendos, para fugir à tributação fiscal de 2011. É racional, dizem eles. Racional, mas imoral, acrescento eu, que para estes embriões de políticos a moralidade é para mandar às malvas (veja-se que não contestam o conteúdo das escutas do "querido" líder, tão só a sua legalidade).
Contudo, acrescentaria que também seria "racional" o Estado criar legislação que permitisse a tributação destes dividendos ainda em 2010. É uma mudança das regras do jogo? E daí? Que eu saiba, as regras ainda são criadas e as Democracias também têm legitimidade para repor a moral onde esta parece querer escapar.
PS - Daqui a nada estou a vê-los a defender a estapafúrdia ideia de Passos Coelho dos despedimentos por causa atendível…
Contudo, acrescentaria que também seria "racional" o Estado criar legislação que permitisse a tributação destes dividendos ainda em 2010. É uma mudança das regras do jogo? E daí? Que eu saiba, as regras ainda são criadas e as Democracias também têm legitimidade para repor a moral onde esta parece querer escapar.
PS - Daqui a nada estou a vê-los a defender a estapafúrdia ideia de Passos Coelho dos despedimentos por causa atendível…
CORRUPTOS? NÃM…
De repente, políticos e comentaristas ficaram estupefactos com a percepção dos portugueses relativamente à corrupção em Portugal.Com um PM que anda metido até às orelhas em casos como aquele dos casebres lá na serra; que não consegue provar ser engenheiro; e que é apanhado em tudo o que é caso de corrupção deste país (ele é Freeport, ele é PT-TVI, ele é Face Oculta), o que é que esta gente estava à espera? Que os julgássemos todos muito seritos?
PS – Já para não falar daquele deputado socialista que é apanhado a fanar uns gravadores e ainda diz-se vítima (e o partidinho a protegê-lo).
PS – Já para não falar daquele deputado socialista que é apanhado a fanar uns gravadores e ainda diz-se vítima (e o partidinho a protegê-lo).
UAU, UAU…!*
Tenho visto uns patetas socialistas masturbarem-se (é com cada manifestação orgástica) on-line pela melhoria de resultados de alunos portugueses, aferida pelo PISA 2009.
Reconheço que apesar desta melhoria apenas representar a entrada na média de resultados dos países da OCDE, ainda assim é uma melhoria, o que é de salutar. E também não vou cometer a injustiça de deixar de atribuir algum deste sucesso à equipa de Maria de Lurdes Rodrigues. Só não percebo como é que alguns relacionam os jogos matemáticos com estes resultados. Que eu saiba, os frutos da competição derivam dos méritos individuais e não de políticas educativas. Ou estou errado?
*Menos histeria, se faz favor.
Reconheço que apesar desta melhoria apenas representar a entrada na média de resultados dos países da OCDE, ainda assim é uma melhoria, o que é de salutar. E também não vou cometer a injustiça de deixar de atribuir algum deste sucesso à equipa de Maria de Lurdes Rodrigues. Só não percebo como é que alguns relacionam os jogos matemáticos com estes resultados. Que eu saiba, os frutos da competição derivam dos méritos individuais e não de políticas educativas. Ou estou errado?
*Menos histeria, se faz favor.
3.12.10
"Cartita" à TMN
Há uns tempos, num dia que agora considero azarado, decidi renovar contrato com a TMN. Fi-lo porque sou um tipo de hábitos, que prefere o conforto daquilo que é conhecido ao desconforto causado pela mudança. É um defeito, mas que querem, todos temos o direito a tê-los. Quando fui à loja da operadora, um belo espaço cheio de néon azul e televisões nas quais continuamente se vê e se ouve a "Casa dos Segredos", inenarrável programa da TVI, a simpática menina que me atendeu convenceu-me a levar para casa um belo Nokia E 71 em lugar do Blackberry que eu queria. Fê-lo dizendo-me que o bendito telefone finlandês fazia exactamente a mesma coisa que o americano, ou seja, permitia telefonar e servia para receber e-mails em tempo real, uma infeliz necessidade minha. Esqueceu-se, no entanto, de um "pormenor": é que para receber as benditas mensagens no belo Nokia eu teria de pagar um serviço adicional identificado como Nokia Messaging, com um custo fixo mensal. Pormenores... Ninguém se pode lembrar de tudo e, que diabo, eu só iria descobrir o "esquema" um mês depois, no fim do período experimental do simpático serviço! Enfim, um mês depois, como era previsível, voltei à loja da TMN onde lá assumi que pagaria o tal Nokia não-sei-quantos. Reclamei da falta de informação, mas só consegui um encolher de ombros do colaborador, do género, que tenho eu a ver com isso?!. Fiz uma reclamação no livro respectivo e, uns dias depois, recebi um inútil telefonema de uma senhora da operadora que levou meia-hora a dizer que não conseguia resolver nada. Uns dias depois deixei de receber e-mails, mesmo pagando tal serviço. Lá fui eu, como se não tivesse mais nada que fazer, à loja da TMN onde um diligente colaborador divertiu-se, durante duas horas, a tentar identificar e resolver o problema. Não conseguindo fazer nenhuma das duas coisas, pediu-me para voltar no dia seguinte "entre as 10:00 e as 12:30 e entre as 14:00 e as 18:00" para ver o que conseguia fazer. Não voltei no dia seguinte, mas uns tempos depois lá fui eu ao meu calvário. Da Loja das Galerias São Lourenço mandaram-me para a Loja do Dolce Vita de onde me recambiaram, adivinhem... para as Galerias São Lourenço. Quatro (!) horas depois e mais uma reclamação no livro, o senhor da primeira loja decidiu que a culpa não era dele nem da TMN mas sim da Nokia, que pelos vistos actualizara o software sem avisar ninguém. Uns dias depois lá fui eu, com vontade de cometer um homicídio, à loja que representa os bons dos finlandeses. Lá chegado era sábado e o estabelecimento "ia fechar" daí a uns minutos e "é melhor voltar segunda-feira" com a prova de compra. Fiz então questão de oferecer um presente de Natal antecipado à menina, deixando-lhe o telemóvel para que ela fizesse bom uso do dito "equipamento". Enfim, lá me pediram para voltar na semana seguinte, "que o técnico dá um jeito mesmo sem a prova de compra". Crente como sou, voltei sem o amado documento e fui recambiado por um senhor que me garantiu que sem a prova de compra eu "ia ter de pagar". Perante o meu desabafo do género "é a última vez na vida que compro um Nokia" o colaborador, revelando um apurado sentido comercial, pediu-me para fazer o que quisesse, acompanhando a frase com o típico encolher de ombros luso. Em resumo, neste país de ficção os consumidores reais é que se lixam. Para a TMN, informar mal não é grave. Para os representantes da Nokia, tentar resolver o problema não é importante. Fundamental é fazer cumprir a burocracia. Para o estado e para as autoridades que deviam regular o mercado o Livro de Reclamações é apenas um simpático adorno que serve para as estatísticas. Aquelas que a ANACOM publica anualmente mas que ninguém, no seu perfeito juízo, lê. É por estas e por outras que se mina a confiança na economia e nas empresas e que se fomenta a ideia de que os "grandes nunca têm problemas - empresas, políticos, etc - e os pequenos é que se lixam - consumidores". Por mim, não volto a fazer contrato nenhum com a TMN e nunca mais na vida compro um Nokia. Mas é só menos um contrato e menos um "equipamento"! Faça como quiser, dizem os senhores da TMN. Faça como quiser, repetem os senhores da Nokia. Eu fa-lo-ei.
28.11.10
Quem é que diz que "Disco" é retro?
Enquanto produtor/músico/DJ, Social Disco Club, alias, Humberto Matias faz coisas destas:
Num certo estilo de música de dança que tem ajudado a criar, as suas actuações como DJ são imparáveis tratados de bom gosto. Se virem anunciada uma actuação sua por perto, não percam.
19.11.10
The Walkmen - Lisbon
Uma canção dificilmente traduz uma cidade. Uma cidade não é uma cidade, é um corpo vivo, maior do que o somatório do conjunto de cidades de quem nela habita. Para simplificar, é um ser maior do que o somatório dos percursos e das vivências diárias de cada um dos seus cidadãos, de cada um dos c...orpos que percorre as suas ruas, becos e avenidas, que ama e detesta e ri e chora e canta e nasce e morre em cada um dos seus prédios. É um ser que se transforma diariamente na medida em que é transformado todos os dias. Um ser que condiciona e é condicionado, que devora e é devorado, que nasce e morre em todas as horas. Uma canção dificilmente traduz uma cidade. Mas não custa tentar. Os The Walkmen tentaram e dedicaram uma canção, e um disco, à mãe de todas as cidades portuguesas: Lisboa. Vale a pena ouvir.
28.10.10
A tragédia de Portugal
O problema do país não é a desconfiança, por parte dos cidadãos, relativamente às instituições e às elites dirigentes. O real problema do país é o facto das instituições e as elites não serem minimamente dignas e/ou merecedoras de confiança.
Presidenciais, mas pouco...
Cavaco é um mau candidato a presidente da República, mas as alternativas são bem piores. Por isso, votarei em branco.
PS - E foi um mau presidente, a exemplo dos seus antecessores.
PS - E foi um mau presidente, a exemplo dos seus antecessores.
26.10.10
Nota-se
Há um ano Sócrates tomou posse elegendo como prioridades a modernização da economia e o investimento público para criar emprego... Nota-se claramente!
22.10.10
Uma idiotia
Na Liga Europa as coisas correm bem melhor aos clubes portugueses. Três jogos, outras tantas vitórias e o primeiro lugar nos grupos, condição essencial para uma passagem tranquila. Contudo, os exageros dos comentadores de serviço não têm desculpa. Alguém me sabe dizer porque é que é impossível assistir a um jogo europeu de uma equipa portuguesa sem aqueles laivos de chauvinismo patético? Já não há paciência.
Sair de fininho
De acordo com o Correio da Manhã de ontem, numa recente deslocação à China, o Ministro Teixeira dos Santos andou, com uns quadros elaborados e rebuscados, a vender um país que não existia. Diz o jornalista, citando uma fonte, que alguns empresários portugueses e chineses até se riram, tal o embaraço da situação. Mas rir não era com certeza a melhor reacção. Com atitudes destas bom mesmo era pedir desculpa e sair.
20.10.10
Não há que enganar
O PS pode gritar, espernear e fazer toda a chantagem que quiser. Mas no essencial não há que enganar: o PSD aceitou a sua obrigação e predispôs-se viabilizar o orçamento mediante a negociação de propostas concretas. Uma negociação é isto mesmo: propor, ceder, arranjar compromissos que possam minimizar danos. O PSD está assim disposto a cumprir a sua parte. Falta saber se o PS estará disposto a cumprir com a sua.
O problema estrutural
As propostas do PSD são mais do que razoáveis e abrem uma porta importante para minimizar as consequências do descalabro socialista. Mas o problema português continuará a ser um problema de natureza estrutural e não de natureza conjuntural. Por mais que cortemos agora nos salários e aumentemos os impostos, o nosso estilo de vida continuará irremediavelmente condicionado por muitos anos, provavelmente por várias gerações, uma vez que a tendência óbvia pende para um empobrecimento generalizado, fruto da nossa incapacidade de vencer num mundo em transformação absoluta.A geração do pós-25 de Abril, ainda não interiorizou que vai viver pior do que a geração que a antecedeu. Será assim urgente que o país, para além do equilíbrio orçamental e do restabelecimento da credibilidade no exterior, se transforme radicalmente e se adapte a um mundo complexo onde as regras rígidas do século XXI são letra morta em muitas partes do mundo.
O país precisa nestas condições, e para além destas medidas draconianas impostas por um governo autista e que mentiu deliberadamente aos portugueses durante demasiado tempo (o que se devia configurar como um caso de polícia, uma vez que agravou consideravelmente o preço da factura), de políticos corajosos e destemidos. De políticos que coloquem o país nos eixos ao mesmo tempo que as contas públicas se equilibram. Nunca como hoje foi urgente mexer na lei fundamental do país (que não deve ser em circunstância nenhuma um documento ideológico igual a um programa de governo, hermeticamente fechado e inacessível à maioria dos cidadãos) e repensar o que queremos para a educação, saúde e justiça nacionais.
O país só será viável se tiver uma educação que eduque e prepare (sem estas maleitas progressistas e idiotas que apenas criam analfabetos e uma nova estirpe de coitadinhos e incapazes), uma saúde justa (onde quem pode, paga) e uma justiça que funcione dentro de prazos mínimos razoáveis e que seja de confiança (independentemente de se meter na ordem juízes, advogados e restantes agentes judiciais). É apenas um começo depois de tanto tempo passado a assobiar para o lado e a fazer de conta que se mexia em alguma coisa.
O PSD mais cedo ou mais tarde terá esta enorme responsabilidade nas mãos. São mais medidas duras, mas são mais medidas necessárias. Porque ou safamos o doente com um plano de longo prazo que inclua uma vacinação que o imunize, ou damos-lhe um simples antibiótico que lhe combate a infecção, mas que não lhe evita a mais que provável recaída.
Ao cuidado do SIS
Ouvi, no Opinião Pública da SIC, um senhor que afirmava pertencer a um Comité Contra o PEC Inconformados. Gosto do Comité. Mas fiquei ligeiramente preocupado pelo facto do senhor garantir que o Comité tinha na sua posse dinamite e gasolina e que iria pegar fogo nalguns locais, no dia 24. Nã é que me incomode, por aí além, um fogacho na sede do PS. Mas irrita-me que tirem protagonismo à greve geral.
18.10.10
As eleições no Brasil
Apesar do passeio que por aí vendiam, a eleição presidencial no Brasil está quase num impasse. Relembre-se que a D. Dilma é produto do Sr. Lula, que por sua vez é resultado das políticas do Sr. Fernando Henrique Cardoso, um homem do PSDB e não do PT. Naturalmente, o Sr. Lula soube aproveitar as deixas e levar o Brasil longe. Muito longe. Agora, impedido de se recandidatar, o Sr. Lula escolheu a D. Dilma como sucessora que por sua vez julgou bastar aproveitar a boleia para ter uma eleição com pouca história. Entretanto o Sr. Serra, um político muito experiente e, dizem, de direita, tem andado a subir nas sondagens, graças em parte ao silêncio da D. Marina candidata verde que arrebatou 20% dos votos na primeira volta e que negou o apoio expresso a qualquer um dos candidatos na segunda volta.
Numa parte final que se quer digna de um filme de suspense, as tricas eleitorais pendem agora para a questão do aborto e as convicções religiosas dos candidatos, aspectos em que ou a D. Dilma mergulha num oceano de incongruências ou não tem lá grande opinião. Ou seja: quando a D. Dilma precisa de pensar pela própria cabeça, independentemente do que pense, mete os pés pelas mãos ou a cabeça na areia, factos que também beneficiam aparentemente o Sr. Serra. Pelo meio as denúncias de corrupção que de um e outro lado, deviam envergonhar e não ser motivo de arremesso.
Nesta confusão generalizada não se julgue que no Brasil estes assuntos são menores. Pelo contrário. Mas a lição importante a tirar desta história tem a ver com outra coisa. O jornalismo que antes nos vendia uma eleição sem história anda agora preso por arames. A D. Dilma até pode ganhar e até pode vir a ser presidente. Mas na política democrática não há vencedores antecipados. Nem dinastias sucessórias. O jornalismo militante pode fazer campanha disfarçada, mas no final o povo soberano é quem decide. Mesmo que a comunicação social pense o contrário e se julgue, curiosamente, no direito de puxar por quem mais, nos últimos anos, lhe tentou coarctar a liberdade de expressão. O que, convenhamos, não deixa de ser uma suave ironia. Ou, se preferirem, um agradável mistério.
Numa parte final que se quer digna de um filme de suspense, as tricas eleitorais pendem agora para a questão do aborto e as convicções religiosas dos candidatos, aspectos em que ou a D. Dilma mergulha num oceano de incongruências ou não tem lá grande opinião. Ou seja: quando a D. Dilma precisa de pensar pela própria cabeça, independentemente do que pense, mete os pés pelas mãos ou a cabeça na areia, factos que também beneficiam aparentemente o Sr. Serra. Pelo meio as denúncias de corrupção que de um e outro lado, deviam envergonhar e não ser motivo de arremesso.
Nesta confusão generalizada não se julgue que no Brasil estes assuntos são menores. Pelo contrário. Mas a lição importante a tirar desta história tem a ver com outra coisa. O jornalismo que antes nos vendia uma eleição sem história anda agora preso por arames. A D. Dilma até pode ganhar e até pode vir a ser presidente. Mas na política democrática não há vencedores antecipados. Nem dinastias sucessórias. O jornalismo militante pode fazer campanha disfarçada, mas no final o povo soberano é quem decide. Mesmo que a comunicação social pense o contrário e se julgue, curiosamente, no direito de puxar por quem mais, nos últimos anos, lhe tentou coarctar a liberdade de expressão. O que, convenhamos, não deixa de ser uma suave ironia. Ou, se preferirem, um agradável mistério.
Haja decoro
O senhor que trata dos refugiados na ONU, o nosso ex-primeiro António Guterres, revelou-se confiante de que os portugueses, como sempre, conseguirão ultrapassar a crise instalada. Mas não fez grandes comentários sobre a política doméstica uma vez que, segundo ele, o cargo que desempenha não lhe permite fazer declarações sobre estas matérias.
Estranha-se que haja interesse em ouvir a opinião de um senhor que um belo dia metido no pântano nos abandonou de fininho para parte incerta. Depois dele, da fuga igual do Dr. Barroso e do golpe de estado promovido pelo Dr. Sampaio, o país foi entregue a este conjunto degradante de políticos que fez do engodo, da publicidade enganosa e do delírio contagiante um estilo de governação cuja principal consequência está à vista de todos.
Como bem sabemos, falar de fora é fácil. Apelar à confiança quando se está longe e não nos chega ao bolso, é igualmente facílimo. Mas estar cá dentro, enterrado e amarrado no manicómio, é algo completamente diferente, e roça o mais puro absurdo. No caos que aí vem, seria de bom-tom que esta gente, que se destacou por fugir das responsabilidades, se limitasse ao silêncio anónimo do mais comum dos mortais. É que estas falinhas mansas para enganar simplórios são grotescas e patéticas, ainda para mais quando as mesmas até parecem uma paga de favores. Haja decoro.
Estranha-se que haja interesse em ouvir a opinião de um senhor que um belo dia metido no pântano nos abandonou de fininho para parte incerta. Depois dele, da fuga igual do Dr. Barroso e do golpe de estado promovido pelo Dr. Sampaio, o país foi entregue a este conjunto degradante de políticos que fez do engodo, da publicidade enganosa e do delírio contagiante um estilo de governação cuja principal consequência está à vista de todos.
Como bem sabemos, falar de fora é fácil. Apelar à confiança quando se está longe e não nos chega ao bolso, é igualmente facílimo. Mas estar cá dentro, enterrado e amarrado no manicómio, é algo completamente diferente, e roça o mais puro absurdo. No caos que aí vem, seria de bom-tom que esta gente, que se destacou por fugir das responsabilidades, se limitasse ao silêncio anónimo do mais comum dos mortais. É que estas falinhas mansas para enganar simplórios são grotescas e patéticas, ainda para mais quando as mesmas até parecem uma paga de favores. Haja decoro.
Venha o FMI
Andam os defensores do PS a ameaçar com o fantasma do FMI, caso o OE não seja aprovado. Ora, por mim, que venha o FMI. Porque as medidas não são piores e pelo menos é gente merecedora de maior confiança do que esta gentalha socretina!
Quo Vadis, PS?
Com a crise, que na boca de Sócrates "é a maior de há 80 ianos", vai o PS e apresenta uma proposta de revisão constitucional que é um arrozoado de tontices, imbecilidades e inutilidades. Um fait-diver, criado pela máquina comunicacional do PS. O que nos faz questionar os caminhos que este partido trilha.
Ideias políticas, estratégia de governação: nada! Mas uma poderosa máquina de comunicação...
Ideias políticas, estratégia de governação: nada! Mas uma poderosa máquina de comunicação...
15.10.10
SCUT
O grande problema não é a cobrança de portagens nas SCUT, medida perfeitamente legítima e, na teoria, absolutamente certa. O problema é a inexistência de sistemas de transportes públicos eficazes nas periferias das cidades portuguesas que permitam optar por deixar o carro em casa sem perder a mobilidade.
13.10.10
Beatriz
Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
O nosso companheiro Sancho está de parabéns. Nasceu a Beatriz. É verdade, há dias assim, felizes. Simplesmente felizes.
Um abraço.
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
O nosso companheiro Sancho está de parabéns. Nasceu a Beatriz. É verdade, há dias assim, felizes. Simplesmente felizes.
Um abraço.
12.10.10
Bandalheira socialista
É o d'este o Estado Social que os bandalhos afirmam ser paladinos?
Perante este (mais uma vez!) tipo de decisões, o que não entendo é como é que pode haver quem persista em defender Sócrates. Já não bastava os cortes no abono, já não bastava a suspensão do cheque bebé (uma medida demagógica e meramente eleitoralista), agora até os tratamentos de fertilidade estão suspensos. É esta a política de família preconizada pela escumalha asquerosa que governa o país.
Apaude, paulo, aplaude...
Perante este (mais uma vez!) tipo de decisões, o que não entendo é como é que pode haver quem persista em defender Sócrates. Já não bastava os cortes no abono, já não bastava a suspensão do cheque bebé (uma medida demagógica e meramente eleitoralista), agora até os tratamentos de fertilidade estão suspensos. É esta a política de família preconizada pela escumalha asquerosa que governa o país.
Apaude, paulo, aplaude...
8.10.10
"Valores Repúblicanos"
Não houve jornalista ou político da nossa pobre esquerda que não tenha vindo falar, a propósito do "5 de Outubro", dessa misteriosa coisa a que por aí se chama "valores republicanos". Confesso a minha perplexidade. A que raio de "valores" se referiam eles? Suponho que posso excluir os "valores" das Republicas Socialistas Soviéticas que não gozam hoje de grande aprovação. Como posso excluir os "valores" das Repúblicas "Populares", que a URSS instalou pela Europa depois de 1945. E pressuponho que não há em Lisboa quem admire imoderadamente a história e a realidade das Repúblicas da América Latina. Dentro do óbvio, sobram assim os valores da República federalista americana que, tirando um pequeno período, nunca foram compreendidos nem estimados deste lado do mar.
Ficam, assim, como sempre, os "valores" da República francesa. Mas de qual? Não com certeza da República de Robespierre, que produziu a guilhotina e o terror e levou em pouco tempo à ditadura militar e à conquista da Europa. E com certeza que também não à II República, que Tocqueville descreve, e acabou no império, aliás grotesco, de Napoleão III e na guerra franco-prussiana, que reduziu a França a uma potência de 2ª classe. A primeira parte da III República (a "República dos Duques) não serve, obviamente, de exemplo. Ou a II República espanhola, que raramente viveu na legalidade, provocou uma guerra civil e trouxe a ditadura de Franco. Fica assim a República francesa (a III), do fim do século XIX, inteiramente corrupta, mas que, pelo menos, conseguiu separar a Igreja do estado e, com alguma brutalidade, instalar o laicismo.
O Presidente da República e outros políticos que terça-feira festejaram o "5 de Outubro" e os deputados que anteontem lhe prestaram "homenagem" no Parlamento mostraram bem a inanidade das comemorações. O Presidente da República inventou por sua conta os "valores republicanos" que na altura lhe serviam e que não existiram em Portugal, como, de resto, em sítio algum do Oriente ou do Ocidente: o espírito de compromisso, a cultura da responsabilidade, o horror à demagogia e, muito estranhamente, o primado da coesão nacional. E, no Parlamento, os deputados resolveram usar a I República portuguesa como um conto cautelar para o uso da II, que se está manifestamente a se dissolver. Não seria melhor calar daqui em diante a boca e, já agora, eliminar o feriado do "5 de Outubro"?
Vasco Pulido Valente no Público
Ficam, assim, como sempre, os "valores" da República francesa. Mas de qual? Não com certeza da República de Robespierre, que produziu a guilhotina e o terror e levou em pouco tempo à ditadura militar e à conquista da Europa. E com certeza que também não à II República, que Tocqueville descreve, e acabou no império, aliás grotesco, de Napoleão III e na guerra franco-prussiana, que reduziu a França a uma potência de 2ª classe. A primeira parte da III República (a "República dos Duques) não serve, obviamente, de exemplo. Ou a II República espanhola, que raramente viveu na legalidade, provocou uma guerra civil e trouxe a ditadura de Franco. Fica assim a República francesa (a III), do fim do século XIX, inteiramente corrupta, mas que, pelo menos, conseguiu separar a Igreja do estado e, com alguma brutalidade, instalar o laicismo.
O Presidente da República e outros políticos que terça-feira festejaram o "5 de Outubro" e os deputados que anteontem lhe prestaram "homenagem" no Parlamento mostraram bem a inanidade das comemorações. O Presidente da República inventou por sua conta os "valores republicanos" que na altura lhe serviam e que não existiram em Portugal, como, de resto, em sítio algum do Oriente ou do Ocidente: o espírito de compromisso, a cultura da responsabilidade, o horror à demagogia e, muito estranhamente, o primado da coesão nacional. E, no Parlamento, os deputados resolveram usar a I República portuguesa como um conto cautelar para o uso da II, que se está manifestamente a se dissolver. Não seria melhor calar daqui em diante a boca e, já agora, eliminar o feriado do "5 de Outubro"?
Vasco Pulido Valente no Público
Câncio: questão de opinião
Fernanda Câncio não ficou indignada com o veto da subcomissão do Conselho da Europa aos juízes indicados por Portugal para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
Ao que parece, o que irritou a escriba foi o facto de apenas Paulo Pinto de Albuquerque ter sido considerado estar em condições de ser nomeado.
Entendia, pois, a Nandinha que o jurista não revelava competências para o cargo? Não. A Nandinha acha é que a actividade político-partidária deveria ser sancionada (pela liberdade à moda das Gulag, a senhora). Não pode ser considerado o melhor, porque é do PSD.
A jornalista(!) também não gosta das posições que Paulo Pinto de Albuquerque assume e critica-o por, em questões de costumes, ter um entendimento diferente do seu.
Todos sabemos que a Nandinha é de paixões. Que defende o Diabo se estiver enrolada com ele. Sabemos, também, que na concepção enviezada e solipsista de democracia, Nandinha vê todos os que dela discordam como ineptos, néscios e mentecaptos. Ninguém é capaz, se não partilhar da sua visão do mundo ou se não estiver metido entre os seus lençóis.
Ao que parece, o que irritou a escriba foi o facto de apenas Paulo Pinto de Albuquerque ter sido considerado estar em condições de ser nomeado.
Entendia, pois, a Nandinha que o jurista não revelava competências para o cargo? Não. A Nandinha acha é que a actividade político-partidária deveria ser sancionada (pela liberdade à moda das Gulag, a senhora). Não pode ser considerado o melhor, porque é do PSD.
A jornalista(!) também não gosta das posições que Paulo Pinto de Albuquerque assume e critica-o por, em questões de costumes, ter um entendimento diferente do seu.
Todos sabemos que a Nandinha é de paixões. Que defende o Diabo se estiver enrolada com ele. Sabemos, também, que na concepção enviezada e solipsista de democracia, Nandinha vê todos os que dela discordam como ineptos, néscios e mentecaptos. Ninguém é capaz, se não partilhar da sua visão do mundo ou se não estiver metido entre os seus lençóis.
Saravá e até pró ano!
Isto de ser do Sporting poupa-nos sofrimento e mazelas físicas e mentais. Ao contrário dos outros, nós só sofremos cinco ou seis jornadas. Com o campeonato perdido à sétima, vejo calmamente as partidas, sem o atroz sofrimento daqueles que acham que ainda podem ganhar. É simpático e o futebol volta a ser aquilo que era, ou seja, um jogo.
Obrigado amigo Bettencourt. Com o teu ar de velho artista de variedades trazes-me sempre à memória o clássico "ó tempo, volta pra trás", particularmente o verso
mata as minhas esperanças vãs.
Obrigado amigo Costinha.Obrigado Sérgio, corajoso forcado amador que mesmo desfeito pelo touro volta sempre à luta.
Obrigado, camarada Patrício.
Saravá capitão do mato Liedson, por lembrares à gente que
o samba é a tristeza que balança
e a tristeza tem sempre uma esperança de um dia não ser mais triste não...,
Gracias Matias e Valdes pelas vossas fintas, tão eficazes como um charango desafinado numa Cuenca bem lançada.
Saravá Polga, tu que desmentes o Vinicius quando ele diz que a vida,
não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
tu que já tiveste mais vidas dentro do meu clube do que
essa gente que anda por aí
Brincando
Obrigado a todos. Do fundo do meu coração que graças a vós baterá alegremente até ao fim da época desportiva, sem sobressaltos.
Saravá e até pró ano!
PS: Escrito com a ajuda óbvia do grande Vinicius e do seu Samba da Benção.
Também publicado em Crónicas da Bola.
Obrigado amigo Bettencourt. Com o teu ar de velho artista de variedades trazes-me sempre à memória o clássico "ó tempo, volta pra trás", particularmente o verso
mata as minhas esperanças vãs.
Obrigado amigo Costinha.Obrigado Sérgio, corajoso forcado amador que mesmo desfeito pelo touro volta sempre à luta.
Obrigado, camarada Patrício.
Saravá capitão do mato Liedson, por lembrares à gente que
o samba é a tristeza que balança
e a tristeza tem sempre uma esperança de um dia não ser mais triste não...,
Gracias Matias e Valdes pelas vossas fintas, tão eficazes como um charango desafinado numa Cuenca bem lançada.
Saravá Polga, tu que desmentes o Vinicius quando ele diz que a vida,
não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
tu que já tiveste mais vidas dentro do meu clube do que
essa gente que anda por aí
Brincando
Obrigado a todos. Do fundo do meu coração que graças a vós baterá alegremente até ao fim da época desportiva, sem sobressaltos.
Saravá e até pró ano!
PS: Escrito com a ajuda óbvia do grande Vinicius e do seu Samba da Benção.
Também publicado em Crónicas da Bola.
A Estrada
A vida sem qualquer expectativa. Sem esperança e sem fé. Quando tudo o que resta é pegar na mão do teu filho e continuar a percorrer a estrada, mantendo a última bala na câmara para, se necessário for, o poder matar. Porque é imperioso que nós não sejamos “os maus”. É imperioso que os “portadores do fogo” permaneçam “os bons”.
A Estrada, de Cormac McCarthy é um dos mais brutais e angustiantes livros que li ultimamente.
A Estrada, de Cormac McCarthy é um dos mais brutais e angustiantes livros que li ultimamente.
7.10.10
Até que enfim!
Vargas Llosa ganhou o Nobel da Literatura. Depois dos "devaneios" dos últimos anos, a Academia voltou a consagrar um autor com obra vasta e de qualidade indiscutível. Não escondo o entusiasmo porque o chileno é dos meus romancistas favoritos há muito anos, desde que, ainda adolescente, li "Lituma nos Andes". A quem não o conhece, aconselho vivamente "A Festa do Chibo".
5.10.10
FDP
Li hoje, no DN que o governador do Banco de Portugal quer combater a crise criando mais uma agência (in)dependente para controlar a execução orçamental Ora, para além da besta pretender, uma vez mais, submeter prerrogativas políticas à economia, defende a criação de mais uma estrutura (redundante, de resto, com a Secretaria de Estado do Orçamento) que mais não será do que uma agência de emprego milionário para a clientela partidária.
Perdoem-me os puritamos, mas... Puta-que-o-pariu!
Perdoem-me os puritamos, mas... Puta-que-o-pariu!
Que mundo queremos?
Não sou republicano. Porque não estou convencido que este seja o melhor sistema político. Contudo, no momento em que se comemora o centenário da República, acho que deveriamos refectir sobre o posicionamento da política no centro do Poder. Não vou repetir tudo o que (bem) vem sendo afirmado sobre os centros de decisão de proveniência obscura. Decisores da vida das pessoas sentados em poltronas douradas do outro lado do mundo.
Mas acho que temos de pensar seriamente sobre a subversão dos tempos modernos, que transferiu o poder para o capital. Em que a política se submeteu à economia.
Por mim, que não sou republicano, estou disposto a lutar por outra via.
Mas acho que temos de pensar seriamente sobre a subversão dos tempos modernos, que transferiu o poder para o capital. Em que a política se submeteu à economia.
Por mim, que não sou republicano, estou disposto a lutar por outra via.
Palavras que deveriam ser bombas
Ao ouvir os discursos do Centenário da República sinto um desejo enorme de ver a(s) palavra(s) rebentar na boca daqueles que não a respeitam. A palavra tem sentido literal, simbólico e figurado. Não é desprovida de sentido, como fazem parecer aquelas figuras que usurpam-na. A diferença na palavra não pode ser a forma. Porque a palavra como forma não é nada.
A palavra deveria estar armadilhada, pronta a explodir sempre que dentes a rasgasse.
A palavra deveria estar armadilhada, pronta a explodir sempre que dentes a rasgasse.
30.9.10
E cortar nos governos civis, direcções regionais e centrais desnecessárias, CCDR, etc.... Isso não!
Gosta das medidas de austeridade? Então bata num socialista perto de si...
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