12.12.09

Ladrões

Benfica - 2
Porto d - 2
Arbitragem: ROUBALHEIRA

E ninguém arromba a porta?

O Magalhães é tão boommm!...

Cento e oitenta milhões de Euros foi o que Sócrates desviou da Acção Social Escolar para pagar à JP Sá Couto (deixem-se lá que engenharias financeiras elaboradas, porque o dinheiro foi lá bater). Cento e oitenta milhões desviados dos apoios sociais, das refeições e transportes escolares. Tudo em prol de uma demagogia política, de um trunfo propagandístico que, conforme se verá, não tem qualquer relevância educativa. As crianças ficaram por apoiar, as escolas continuaram por equipar, e a JP Sá Couto (e, sabe-se lá mais quantas empresas) meteram ao bolso milhões de Euros. Ora, batam lá mais palminhas ao Magalhães! É que é tão fantástico (na relação preço-qualidade, não será do piorzinho que existe no mercado?), tão boommm...

PS-Madeira a ver navio AJJ passar

Mais uma vez, Jardim dá água pelas barbas aos seus opositores, internos e externos. Não sou grande adepto da "real-politik", mas AJJ comprova que neste jogo é mestre.

E, enquanto o PSD-Madeira consegue mais esta vitória (não discuto a bondade da medida, apenas a vitória política), o PS-Madeira demonstra que é uma absoluta irrelevância política. Ñão conta para nada, nem na Madeira, nem fora dela e nem mesmo os camaradas de Lisboa se lhes passam qualquer cavaco. Elucidativo é o facto de andar a proclamar a bondade da LFR, quando está mais que visto que esta lei está moribunda. Até José Manuel Rodrigues consegue ser mais relevante politicamente do que o PS.

E assim sendo, como pode almejar ser, alguma vez, poder?

11.12.09

Público versus Privado

Há matérias que não percebo.
Há anos uns políticos - por acaso não votei neles, (vivo e voto noutro município) mas é como se tivesse depositado a minha confiança nessas pessoas - entregaram espaço público – ou seja que é de todos nós - a uma empresa privada para um novo negócio. Chama-se parcómetros.

A decisão, política, foi na altura sustentada em indicadores da economia neoliberal. Ou seja, que o sector público deve emagrecer. Apenas deve ficar com a gestão do que é essencial, como a água, a electricidade... O problema é definir o que é essencial do acessório.

Não tenho dúvidas que a responsabilidade da actual crise financeira, económica e social que atravessa o mundo, se deve, em parte, à economia neoliberal.

Passados alguns anos o munícipe que paga impostos às Câmaras Municipais, à Região Autónoma e ao Estado, volta a ser provocado. Desta vez, quem o faz é a empresa que explora os parcómetros. Anunciou que vai agir judicialmente contra os automobilistas que se atrasam 10, 15 minutos em tirar o carro do parcómetro.
O surreal da situação é quem devia reagir está calado. Pior. Não faz nada. Neste caso é a Câmara do Funchal e os municípios onde as empresas de parcómetros consideram que adquiriram “direitos” sobre o espaço público. Sustentam a posição em pareceres jurídicos



Outro assunto que me deixa triste é a decisão, uma vez mais, política, de criar guardas-nocturnos.

É um outro erro. O Estado e bem, tem polícias para garantir a segurança dos cidadãos. Se essa segurança está a falhar a solução não é fazê-la com os próprios meios. É exigir que o Estado actue sobre as polícias, para que elas executem de forma mais eficiente o respectivo trabalho.

Infelizmente existem políticos que não aprendem com os erros dos outros nem com as falhas do passado.

Nos E.U.A., por exemplo, na década de 90 vários municípios venderam a rende pública de água potável a empresas. Passados alguns anos, as câmaras foram obrigadas a readquiri-las por causa das queixas sobre o serviço.

8.12.09

Sobre LX

Texto publicado no blog do NESD há algumas semanas. A gentil convite do Eduardo.

Saí com 18 anos. De Lisboa conhecia as principais ruas e tinha as referências que curtas estadas em férias me permitiam.
Na sala de embarque tinha duas malas cheias, uma namorada de nome Paula, que veio à aventura comigo (espero que ela não leve a mal a referência, mas já passaram tantos anos…) e uma dose inacreditável de vontade de ver e viver aquilo que para mim era novo. Na Portela tinha um primo do meu pai, que simpaticamente me hospedou em Carnaxide, durante o primeiro mês de Lisboa. Fiquei agradecido pelo gesto mas com a certeza absoluta de que, não tivesse eu encontrado vaga em casa da D. Arlete, no Bairro de Alvalade, teria regressado ao Funchal de malas aviadas em dois ou três meses. O trânsito do IC 19 e os autocarros da Vimeca, para onde me atirava após as rituais correrias contra o tempo que me deixavam sem fôlego e como saudades do “44” amarelo e branco que na minha cidade me depositava à porta de casa em pouco mais de 10 minutos teriam dado cabo deste que vos escreve.
Mas providência divina não quis deixar-me desamparado. E lá surgiu, nas catacumbas do “velho” ISCTE, um anúncio de um quarto – banho diário – relativamente barato ali para os lados de Alvalade. Apaixonei-me por Lisboa na Avenida Rio de Janeiro, num prédio “rosa estado novo” encostado ao quartel de Bombeiros do
bairro construído nos terrenos do visconde que fundou o meu clube.
Foi ali que percebi que afinal Lisboa era mais pequena do que o Tejo e que se podia navegar sem bússola para quase todo o lado. Foi daquele quartel-general sólido que parti à descoberta da cidade. Primeiro timidamente. Depois avidamente, na companhia de dois dos meus mais féis e queridos amigos, o Rui e o Diogo, lisboetas empedernidos.
Como é óbvio não aguentei muito tempo as regras rígidas, quase vitorianas, da casa da D. Arlete e quando pude, uns meses depois, mudei-me para um apartamento alugado por uns compinchas do Funchal, onde me senti em casa pela primeira vez na velhinha capital do império.
Confesso o meu pecado: apaixonei-me mesmo por Lisboa (e em Lisboa, por acaso). Gosto do movimento e da sensação de anonimato relativo. Gosto do novo que se apresenta todos os dias. Gosto das manhãs frias, como aquela em que vos escrevo. Gosto da cor da cidade. Gosto do miradouro da Graça com a sua esplanada onde, com sorte, aos domingos à tarde se ouve Tom Waits e Leonard Cohen. Gosto do Bairro Alto e de Alfama. Gosto do fado da Tasca do Chico e das noites do Lux e da Kapital. Gosto dos jogos em Alvalade e dos rissóis do Tico-Tico (não conhecem? Experimentem…). Gosto da falsa eternidade da cidade. Enfim, gosto de Lisboa, onde volto sempre que posso (hoje estou cá, a propósito).
Pode parecer-vos estranho começar um texto sobre um regresso elogiando tão calorosamente o sítio de onde se parte. Pois é, meus caros leitores, mas para se perceber o ponto de chegada há que entender a casa de partida. Ou estarei errado? Digam-me vocês, que simpaticamente dedicam o tempo a ver estas linhas.
Meti-me no avião rumo ao Funchal – contrariado, confesso – no final de 1999, já lá vão dez anos. Naquele tempo, não era fácil a um finalista de Sociologia encontrar emprego na capital do império. Bem tentei, mas com o sotaque funchalense que Deus me deu - e que eu me recusei a perder - até os call-center se fecharam a sete cadeados.
Sem dinheiro, voltei para a minha cidade – por paradoxal que possa parecer, sempre considerei o Funchal como “a minha cidade”.
Podia dizer-vos que foi fácil. Que tinha saudades da sopa da minha avó, da cama feita pela minha mãe, do ténis de sábado à tarde, das espetadas e do bolo do caco. Era um belo final de texto, ou não? Previsível, como um blockbuster americano. Imaginem a cena final:
- um abraço da mãe sob o sol resplandecente de Dezembro. Amigos à espera para uma festa surpresa. Planos abertos, com uma musiquinha suave e verde, muito verde, como pano de fundo. Sobe depois o genérico. Por ordem alfabética…
Pois bem, meus caros amigos. Destruam a cena idílica. O regresso foi difícil. A sopa da avó sabia mal. Embirrava solenemente com a maneira como a minha mãe fazia a cama. No ténis, a minha esquerda deixara de funcionar e a direita entrava sempre tarde e curta. Os amigos estavam com pouca disposição para festas, uns tão desorientados como eu, outros (des)orientados de outra maneira, casados e pais de filhos, mecânicos responsáveis em belas oficinas auto.
Faltava-me o novo, a liberdade de movimentos, os desafios que a transformação operada em mim por Lisboa pedia. Lamento desiludi-los, meus caros conterrâneos, mas foram mares difíceis aqueles em que naveguei nos primeiros tempos.
Sabem, devo confessar-vos uma coisa. As cidades e os países provocam um efeito estranho em mim: o de querer a todo o custo pertencer-lhes. Não concebo as viagens senão como uma experiência de vivência e de integração. Fiz-me entender? Talvez não tenha sido tão claro como gostaria, mas citando o maior madeirense vivo (desculpem-me se ofendo alguém, não é de propósito), Herberto Helder, é uma questão de estilo. O estilo necessário para pôr em ordem a “desordem estuporada da vida”.
Bem, o facto de ter encontrado um estilo - às vezes confuso, eu sei - e a sorte que me garantiu um emprego de que gostei à partida, contribuíram para que aos poucos me voltasse a integrar na “minha cidade”.
Percebi então que se Lisboa não é maior que o Tejo, o Funchal, e a Madeira, podem ser maiores do que o Atlântico. Basta encontrar um estilo. E usar alguma imaginação.

7.12.09

Parabéns!


Fotografia: Woman once a bird, by Witkin

Segurança (Protecção) Social só para políticos e tecido empresarial?

Ora, garantem-nos os economistas; os pseudo-economistas; os tonto-economistas; os comentadores; os especialistas; os auto-denominados peritos; os fiscalistas; os políticos, entre outros que a Segurança Social não tem viabilidade financeira.
Ora, estou confuso. Então é preciso diminuir os benefícios sociais, em nome dessa sustentabilidade, mas afinal a Segurança Social consegue suportar o pagamento dos "Magalhães" à JP Sá Couto, ou 15% dos aumentos do Salário Mínimo Nacional? Então o sistema está a colapsar, mas sobra para medidas demagógicas, popularuchas e ainda para dar algum à SONAE, à Jerónimo Martins e outros quejandos?

De quê tem medo o PS?

Não percebo o histerismo que o PS tem relevado após o PSD ter anunciado uma comissão de inquérito ao “Magalhães”.
Se o processo é tão transparente quanto defendem; se não houve/há ilegalidades ou actos ilícitos; se a adjudicação à JP Sá Couto, sem concurso, observou as normas de contratação pública; se os financiamentos à Fundação para as Comunicações Móveis são claros e legítimos; se o programa e o computador são assim tão fantásticos, afinal, de quê tem medo o PS?

Louvo a iniciativa do PSD que, com toda a certeza, esclarecerá muitas das questões que sempre coloquei.

6.12.09

Não se regressa a um lugar de onde nunca se partiu!

O NESDlx desafiou-me a escrever um texto sobre a minha experiência fora da Madeira! Fi-lo. Publico-o, também, com a devida vénia ao Eduardo, pela gentileza que teve.


Contra a minha racionalidade religiosa, convivo, desde sempre, com um certo misticismo bretão, druídico, que me permite reconhecer o espírito da terra. Por isso, a Madeira para mim não é apenas uma ilha, não é apenas um local, não é uma simples referência geográfica. A Madeira que vive em mim tem uma imagem antropomórfica, tem um espírito, uma alma e uma consciência. Por ela sou uma espécie de Átis que ama e vive para a sua deusa Cibele. Submeto-me a ela com a pequenez de um humano, ante a grandeza da divindade. A Madeira é minha utopia, é a representação terrena do paraíso, é o meu delírio onírico, é a minha maior paixão.
Por tudo isto sinto que nunca saí da Madeira. É verdade que estive - e, por mais um acaso dos destino, permaneço – deslocado. Mas nunca esse deslocamento representou uma ausência. Não teria sido possível. Não para mim.E foi assim que dei comigo em Coimbra, com a esperança e optimismo que se prendem ao olhar dos 19 anos e a Madeira agarrada à voz. Não, não era apenas o sotaque que carregava e carrego comigo, como se fosse o meu bem mais precioso, que denunciava o sangue ilhéu. Quem então me conheceu – aliás, tal como agora – sabia – e sabe! – que, para mim, ser madeirense é mais do que ser natural da ilha: é um estado de alma, é a forma mais elevada de ser eu próprio.
A sombra da Madeira que o Sol do ocaso projecta sobre o Atlântico – e que suporta a lenda da Ilha de Arguim – acompanha-me desde então e não permite qualquer dúvida acerca da minha origem ou do meu destino. Quem me conhecia sabia que não havia concorrência possível, que a Madeira estava-me inscrita no sangue.
Se Coimbra contou? Se consegui libertar-me das inevitáveis amarras que nos podem atrofiar? Claro que sim! A veneração que dedico à Madeira jamais poderia ser motivo de empobrecimento pessoal, jamais poderia ser causadora de perda ou dano. Para além de que, por vezes, é preciso sair para que estejamos dentro. É preciso que nos transformemos em um outro, para que sejamos mais radicalmente nós próprios. E esta aprendizagem foi realizada. As oportunidades não foram desperdiçadas. Cresci com os outros, apreendi a grandiosidade do que é diferente. E isso apenas foi possível porque me desloquei e é a razão pela qual preconizo a saída da Ilha, como aprendizagem. É imperioso que saiamos, que nos permitamos ser desvelados perante olhares diversos.
Quando, em 2001, regressei ao Funchal, senti ter regressado a casa. Afinal, ao contrário do mito grego, não apenas o percurso era importante. Ítaca também o era, como meta, como objectivo primordial.
É verdade que o sopé do Pico da Cruz já não era o mesmo. O amontoado de bananeiras tinha sido substituído por uma floresta de betão. Os amigos já lá não estavam – não como os imaginávamos.
Mas o cheiro que se entranha em nós, a maresia impregnada de humidade que se cola, o sol derramado sobre o mar quando se esconde atrás do Cabo Girão e, sempre e acima de tudo, o horizonte, mantinham-se inalterados. E se perdia alguma coisa em termos de identificação – intelectual, acima de tudo! -, a verdade é que essa perda era compensada pela mesma matriz histórica, geográfica e cultural, que partilhava com quem então me rodeou. O ventre de onde nascemos era o mesmo. E esses são laços poderosos.
Porque o que me caracteriza não é apenas a minha formação; não é apenas a minha profissão; não são apenas os meus hóbis, ou as leituras que fiz. Não! O que eu sou é o sangue que me corre nas veias e que rasga todo o corpo. E esse confunde-se com a neblina que cobre o Pico do Areeiro, com os ribeiros que recortam a Madeira e com as levadas que a esventram. Sou o olhar que se perde na majestade das montanhas, ou na imensidão do mar.
Se foi fácil a transição? Se regressei diferente? Se tinha outras aspirações? Se sentia que as fronteiras naturais da ilha me poderiam aprisionar? Tudo isso é verdade e tudo isso é mentira. Porque, como disse, não me parece ser possível regressar a algum lugar de onde nunca se partiu. E eu, verdadeiramente, sinto que nunca parti!

4.12.09

E não lhe queima a língua?

Sócrates, uma vez mais, mostrou que não tem um pingo de vergonha. Como é que aquele tipo ainda se acha no direito de falar em ética e moral depois de todos os casos em que está metido até à medula?

O futuro do PSD e do país, num debate com elevação

Nunca fui um entusiasta da liderança de Manuela Ferreira Leite, apesar de ter defendido que no momento em que concorreu era quem melhor se perspectivava para os combates políticos que se avizinhavam.
Mantenho que esta poderá ter sido a melhor de todas as más soluções. Achava então, como acho agora, que para contrapor à vigarice propagandística de Sócrates, o PSD deveria apresentar uma imagem de rigor e de seriedade. Também defendia que as eleições seriam um laboratório interessante: imagem vs conteúdo, publicidade vs política. É certo que acabou por não ter sido bem assim, muito devido aos erros da direcção (e Cavaco ajudou à festa). Todavia, serviu para nos mostrar que os portugueses gostam da forma e a isso não há volta a dar.
Contudo, esta liderança teve o mérito de apresentar ao partido e ao país bons quadros e de revelar potencialidades que se adivinhavam mas que se mantinham ocultas. Falo de Paulo Rangel, no primeiro caso e de Aguiar Branco e Paulo Mota Pinto, no segundo.
Também é certo que serviu para mostrar os flops e acabar com dúvidas, se as houvesse, como foi o caso de António Borges, uma absoluta insignificância política.
Mas, findo este período, é essencial que o partido reflicta o futuro e se prepare para os períodos conturbados que se irão viver em Portugal. Mais, que se prepare para ser governo, porque isso poderá acontecer a curto prazo.
E por isso e porque não gosto de unanimismos ou de sebastianismos, acho que é fundamental que nas próximas eleições haja mais do que uma candidatura. O PSD precisa de fazer um debate político intenso, que envolva a sociedade e comunique com ela. Porque a verdade é que o partido tem muito dificuldade em actualizar-se a perdeu a matriz “ligeira” com que se posicionava na sociedade. Faço um mea culpa e reconheço que as proporcionalidades que existiam dentro do PSD e que lhe permitia comunicar com uma um múltiplos sector sociais, que faziam com que fosse o partido mais abrangente, perderam-se. O partido deixou de ser pragmático, sem que com essa perda tivesse algum ganho a nível programático.
Por isso, é fundamental, na minha opinião, que a próxima liderança traga alguém jovem, que saiba comunicar com a sociedade. É preciso alguém com ideias novas, arejadas. É preciso que o partido se torne mais cosmopolita e reforce a sua posição no meio urbano. Que mantenha a sua versatilidade tradicional, sustentada numa matriz ideológica clara, mas que se apresente inovador, renovador e ágil. Exige-se que sejam apresentadas soluções novas e que não se perpetue o discurso seguidista do politicamente correcto. Que recuse um partido e um país sem vontade, sem liberdade de decisão, submisso e fatalista. Não estamos condenados e é preciso que a liderança do PSD transmita essa ideia.
Para já não discuto pessoas. Haverá tempo para isso. Espero é que os putativos candidatos tenham em atenção que nesta disputa política está mais em causa do que os seus pequeninos egos. Em causa está, não apenas o partido, mas essencialmente o país, que estará de olhos postos. Exige-se, portanto, elevação de todas as partes!

1.12.09

Estou ABESBÉLICO

Existe uma razão especial para escrever.

Recebi, há instantes uma triste notícia. A minha querida amiga Sónia morreu em Agosto, de leucemia. A Sónia foi minha amiga e colega na faculdade. Era uma mulher extraordinária. Era ela que injectava energia no grupo.

É dela a palavra – “ABESBÉLICO”.
A ti, estejas onde estiveres, minha querida Sónia, desejo que estejas em paz. Tenho saudades tuas. Não me recordo da última vez que te vi. Regressei à Madeira e não me despedi. Pensamos que temos muitos anos de vida pela frente e deixamos para amanhã, aquilo que deve ser feito e dito hoje. Agora, sou confrontado com esta impossibilidade de realização.

Restam-me as palavras. Recordo-me da tua saudável loucura. Da tua forma, descontraída de viver.
Recordo que sem a tua amizade, sem a tua ajuda, talvez não tivesse concluído o curso.

Não sei o que fizeste nos últimos 11 anos. Várias vezes o Ricardo e eu falamos de ti. Em Abril deste ano, houve um almoço com colegas do curso e voltamos a perguntar por ti. Sempre quisemos saber como estavas, mas não fomos suficientemente determinados.

Eu não consegui dar-te um abraço e agradecer tudo o que fizeste por mim. O Ricardo, certamente teria outra coisa para te dizer.
Foste amiga. Nunca me disseste que não!
Amo-te SÓNIA.

Foi há 75 anos...

... que foi publicado a obra prima do maior poeta português de sempre.

FERNANDO PESSOA: A MENSAGEM!


Aleluia

Belíssima versão!


30.11.09

Quem tem medo dos minaretes?

A "velha" Europa mostrou-nos, uma vez mais, que não tem estofo para liderar o mundo na luta por valores como a tolerância e liberdade.
É preciso afirmar sem qualquer tipo de dúvidas: o referendo suiço sobre os minaretes é vergonhoso. Porque, antes de mais, é um enorme retrocesso no diálogo com o mundo islâmico, correndo mesmo o risco de ser visto como uma manifestação de xenofobia contra a fé (e o povo) muçulmana.
Por outro lado, é uma cedência a círculos extremistas (que poderá levar a extremismos da outra parte), que reúne o que de pior existe na direita conservadora cristã e na esquerda ateísta. Porque não tenhamos dúvidas, não foram apenas os conservadores que contribuíram para o resultado do referendo (que proíbe a construção de minaretes nas mesquitas). Alguns círculos ateus levaram a laicidade do estado ao extremo, abanando com o perigo da sharia, quando o que preconizam verdadeiramente é a eliminação não apenas dos símbolos religiosos dos espaços públicos, mas a própria eliminação das religiões.
Também tenho visto dois argumentos absolutamente patéticos: o primeiro tem a ver com a tradição cultural e arquitectónuica suiça, que não inclui minaretes. Por este lógica, teríamos que deitar abaixo todos o sinos das igrejas cristãs e recuperar símbolos druídas e do xamantismo.
O segundo é de que nalguns países muçulmanos não são permitidos símbolos cristãos. Ora, bonita estaria a Europa se tivesse como bitola da sua tolerância religiosa as teocracias islâmicas.
Sinceramente, um péssimo precedente que se abriu na "neutra" Suiça. E indiciador do que se perspetiva no futuro!

O dia seguinte

Sinceramente, o programa "O dia seguinte", da SIC-Notícias, é de uma imbecilidade monumental. Do Porto, convidam um tipo que é manifestamente um dos maiores mafiosos do futebol dos últimos 20 anos. Do Sporting, mandam um tipo que não consegue articular uma frase que seja perceptível ou faça sentido. Já a representar o Benfica está um desgraçado que não consegue mandar uma para a caixa. E assim vai a qualidade do comentário futebolístico em Portugal.

29.11.09

Divulgação

Aproveito, na mesma linha do Sancho, também para divulgar a conferência que se realizará dia 2 de Dezembro, pelas 17 horas na Fundação Calouste Gulbenkian (auditório 3) intitulada "Género e Participação Política: a experiência do Chile". Esta iniciativa é da autoria da União das Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) em parceria com a Embaixada do Chile em Portugal, e contará com a presença da Presidente da República do Chile, Michelle Jeria.
É mais uma oportunidade, para discutir e reflectir sobre a participação política (independentemente do género), desta vez em perspectiva comparada, com uma país da América Latina. Será certamente muito interessante.

26.11.09

Debate sobre violência doméstica

No dia 29 de Novembro haverá um debate, na Quinta-Bela de São Tiago, sobre a violência doméstica na Madeira.
Aconselho, se me é permitido, vivamente a participação. Não pela presença da deputada bloquista Helena Pinto, que pouco diz de interessante, mas porque a sua interlocutora é a minha amiga Elisa Seixas, essa sim, que diz umas coisas acertadas. Demasiadas vezes estamos em desacordo, mas não me parece que isso aconteça quando em causa está a violência doméstica.
Só uma sugestão: não esqueças, minha querida, que violência doméstica não se limita à questão de género...
Apenas lamento não poder estar presente, porque estou certo de que será esclarecedor.


Post-scriptum: é impressão minha, ou estás cada vez mais próxima do BE?

Coerente, este senhor!

Vieira da Silva, o tal ministro que classificou o processo "Face Oculta" de "espionagem política", afirmou, ontem, que o governo irá respeitar as decisões judiciais, no que toca à suspensão de José Penedos.
É bom saber que o PS respeita a independência do poder judicial e acata as suas decisões. Pena é que isso aconteça quando o visado é um José Penedos, mandando às malvas esse respeito quando em causa está José Sórates ou Paulo Pedroso (ainda lembramo-nos da execrável recepção no Parlamento.
Lamento, igualmente, que tenha sido o poder judicial a tomar a atitude que, se houvesse um pingo de decência, deveria ter sido tomada pelo governo.
Pode ser que não esteja tudo perdido...

25.11.09

Dia da Democracia

25/11

A DEMOCRACIA EM FORMA DE ESTUDO: "VENTO DE INVERNO"




Finalmente ME emenda a mão e manda o Magalhães fazer circunavegação

Há uns tempos, a ausência de concurso para a compra de portáteis à JP Sá Couto, ao abrigo do E-escolinhas, não constituía qualquer problema.
Agora, 500.000 computadores e 90.000.000€ depois, ao que parece, o Ministério da Educação reconhece a imoralidade do processo e pretende lançar concurso internacional.
Lamento o passado e - ainda que discorde do programa e mantenha reservas relativamente aos reais motivos que levaram a essa prática -, aplaudo a transparência do processo futuro.
Mas e o que dirão os lacaios, que ainda há dias batiam palminhas ao Magalhães?

E não se arranja uma vacina para o amigo?

Não me choca que os governantes sejam vacinados contra a gripe A, apesar de ter algumas reservas sobre a sua indispensabilidade ao país. Também não sei se está prevista a vacinação para os familiares dos grupos (considerados) prioritários (terá Fernanda Câncio, ou a prole de Sócrates sido vacinada?).
Seja como for, a verdade é que é execrável que os governantes façam valer dos seus cargos para benefícios pessoais. Garantir a vacinação dos seus, em prejuízo de verdadeiros grupos de risco, deveria envergonhar ao absurdo qualquer governante, de qualquer Região, proveniente de qualquer partido. E esta situação envergonha-me, como madeirense e como social-democrata!
Mais uma pedrada do charco da imoralidade da política!

24.11.09

Serão todos os economistas imbecis? É que a maior parte parece...

Hoje assisti a uma defesa cerrada das ideias de Vítor Constâncio, por parte do editor de economia da RTP. Até aqui tudo bem. O que me impressionou e impressiona, é que estes IMBECIS não conseguem vislumbrar outras alternativas. Ou seja, para estes ANORMAIS é "evidente" que o Estado dê avales à banca (por exemplo), privatize prejuízos e dê benefícios fiscais a sectores que lucram milhões diariamente (para defesa do emprego, para defesa do sistema, para defesa do raioo-que-os-parta). O que não aceitam é que, por exemplo, os funcionários públicos vivam acima do limiar da miséria. Isso é que é ofensivo.
Ou seja, para estes IDIOTAS, o normal é que o Estado esteja ao serviço da economia e não a economia ao serviço do Estado. E estão tão convencidos disto que não conseguem ver um palmo à frente e aquilo que parece óbvio a todos.
Estranho mundo, este em que vivemos....

Descrédito das instituições

Acho piada às "vestais" que se indigam contra a total falta de confiança dos portugueses relativamente às instituições.
Ora, para além das próprias instituições não demonstrarem qualquer respeito por si ou pelas restantes, com todos os casos que conhecemos, de estranhar seria se alguém confiasse. Eu, por mim, rifava o país. A minha descrença é tão grande, que acho que por aqui ninguém presta, incluindo eu próprio. Precisávamos do que eu preconizava, há uns anos, para o Brasil: uma bomba de limpasse Portugal dos portugueses.

Ora, adivinhe lá que orçamento é este?!

Orçamento quê?
Que Teixeira dos Santos pensa que o povo português é completamente imbecil, disso não tínhamos dúvidas. A novidade é que o ministro das Finanças já nem disfarça...
A que ponto vai a faltra de vergonha!

23.11.09

É para fazer propaganda? Não há problema: a Segurança Social paga!

A Sra. ministra da Educação veio anunciar a entrega de mais 100.000 Magalhães.
E mais uma vez, lá vai a Segurança Social pagar a propaganda socialista. E depois digam lá que o sistema não é sustentável...

E tu, ó povinho imbecil e desgraçado, aplaude...!

Dêem uma bebida ao homem...Cheia de veneno!

Ouvi o Governador do Banco de Portugal defender uma baixa dos salários dos funcionários públicos e o aumento dos impostos, para fazer face ao défice orçamental. Este ENERGÚMENO defendeu que eu e todos os trabalhadores contribuíssemos para pagar as vigarices dos banqueiros (que nada fez para evitar) e não se importou que o Estado pagasse toda a MERDA que os (alguns) empresários fizeram. E quer que seja, uma vez mais, eu a pagar crise. Não se arranja aí um copo de cicuta para este imbecil?

Só um completo imbecil poderá acreditar na idoneidade de Sócrates. Alguém que se acuse?

Um levantamento militar ou um movimento subversivo de guerrilha revolucionária que deite abaixo este sistema político em que vivemos em Portugal é, efectivamente o que precisamos para moralizar o país.
A atitude que o PS, o Grupo Parlamentar socialista e o próprio Governo têm assumido na defesa do líder é execrável. Não bastavam já as deploráveis declarações de Vieira da Silva, de Augusto Santos Silva, de Lacão, vem ainda Francisco Assis, de quem se esperava um mínimo de decência, falar em conspirações orquestradas para "decapitar" (!) o PS.
Ora, uma vez que apenas um completo imbecil é que poderá achar que existe uma campanha para prejudicar Sócrates - quando as escutas eventualmente comprometedoras para ele já estão apensas ao processo desde Junho, tendo passado por duas eleições sem que houvesse qualquer fuga ao segredo de Justiça -, apenas podemos interpretar estas posições do PS como uma fuga para a frente, com vista a pressionar o poder judicial e evitar males futuros. Assim um tipo de seguro, para qualquer mais alguma vigarice que venhamos a ter conhecimento.
É evidente e é paradigmático, para além de reforçar as opiniões negativas que se possam ter de Sócrates. Porque quem não deve não teme e está mais do que visto que o PM teme e muito. A forma acirrada com que a sua clientela o defende é a prova disso mesmo.E é por isso que custa-me a acreditar que isto vá lá através do jogo democrático.

20.11.09

“Face oculta” na Madeira: incêndio ou fogo-fátuo?

Para já, as denúncias de Leonel Nunes, sobre a extensão da “Face Oculta” à Madeira, mais não são do que fogo-fátuo que, ridiculamente, o PS tomou por um incêndio (vê-se bem o amadorismo e a inépcia políticas deste triste grupo parlamentar). Contudo, é estranho, efectivamente, a celeridade com que a empresa de Manuel Godinho foi licenciada. E atendendo ao histórico do empresário, são legítimas as suspeitas.
Por isso, acho que esteve bem o Governo Regional ao enviar o processo para o Ministério Público, para que não restem dúvidas. Porque à mulher de César não basta ser sério: é preciso parecer.

Ao que parece, ainda devido a este caso, Leonel Nunes pediu s suspensão da sua imunidade parlamentar. É destemido e percebo porque o faz. Mas, não deixa, igualmente, de ser desnecessário, um pouco insensato e até anti-democrático. Porque era só o que faltava que um deputado não pudesse denunciar negócios que lhe possam parecer ilegais ou suspeitos.

18.11.09

"APENAS" porque não conheço!

Ora, ainda bem que V/ Exa. regula-se por aqui que, diga-se, é bem melhor do que em muitos outros lados coordenados por camaradas seus.
Relativamente à sua questão, informo-o que coloquei "apenas" porque admito que também se passe na Madeira. Não o denuncio, ou denunciei, porque não conheço nenhum caso. V/ Exa. conhece? Faça o mesmo que eu: indigne-se!

Urbanidades

É por posições destas, de gente recta, séria e vertical, que não meto todos os socialistas madeirenses no mesmo saco.

Teixeira dos Santos mau ministro? Aumento do desemprego? Não, tudo invenções da oposição…


De acordo com o pasquim faccioso, parcial e pouco rigoroso Finantial Times, Teixeira dos Santos é o 4º pior ministro das Finanças da Europa.
Este ranking vale o que vale. Todavia, mostra bem o que pensam os europeus acerca das pequenas maravilhas que o governo socialista faz por cá.
Mas agora a sério, acho que, uma vez mais, tudo isto é invenção da oposição, que insiste em não reconhecer o extraordinário trabalho do governo liderado por Sócrates…
Prova disso mesmo foram os últimos dados libertados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), sobre o desemprego, que situa a taxa em 9,8%, o que representa 547,7 mil indivíduos desempregados (um acréscimo de 26,3%, face ao trimestre homólogo, e de 7,9% em relação ao trimestre anterior).

Como se pode ver, qualquer comparação entre a propaganda do PS e a realidade, é mera coincidência. Mas, para não criticarmos o líder, fechamos os olhos, os ouvidos e a boca com muita força e fingimos que tudo isto é um sonho mau.

17.11.09

Gestores da Refer e da CP fazem bonito com dinheiro alheio!

É bonito ver que os gestores da Refer e da CP não esquecem a ex-patroa, isto é, a anterior secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino. E foi bonito o jantar de despedida que lhe ofereceram, com a presença de mais de 50 pessoas (a ex-governante era querida). Só é pena que os senhores não tenham pago com o seu próprio dinheiro e tenham feito uso dos cartões de crédito que lhes estão consignados para despesas de representação.
Espero é que o colar, com que brindaram a ex-secretária de Estado (no valor de 2000€!) tenha sido pago com o seu próprio dinheiro, e não com o dinheiro de todos nós...

É pá, mas espera aí... Isto não deveria acontecer apenas na Madeira?
É, deve ser mais uma campanha negra contra o magnânime governo socialista...

CASAMENTOS DE 1ª A CASAMENTOS DE 2ª?

Já uma vez escrevi que entendo que o PS tem legitimidade para apresentar uma proposta de alteração à lei do casamento, permitindo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, uma vez que essa era uma proposta que integrava o seu programa eleitoral. Mantenho. Contudo, também reconheço legitimidade a qualquer partido ou plataforma cívica para exigir um referendo a esta questão. Porque, a despeito do que defendem os defensores dop casamento homossexual, a verdade é que não houve um debate na sociedade portuguesa e seria interessante ouvir o que o povo tem para dizer. E não percebo porque é que os apologistas da alteração da lei tanto temem um referendo: se é uma questão de direito (a casar), acredito que o povo pronunciar-se-á adequadamente. Mais, se o que pretendem é combater a discriminação, nada como um debate sério, racional, aprofundado, para combater esses medos irracionais.
Não obstante, admito que tal não seja feito, ainda que me cause alguma impressão que alguns que tanto apregoam a TOLERÂNCIA recusem-na àqueles que não partilham da sua visão do mundo.
(Também lamento e preocupa-me esta relativização de valores em que vamos mergulhando, mas isto seria conversa para outras “núpcias”.)
Contudo, o que não posso admitir é o logro que estão a oferecer ao povo português, no que toca à adopção, pelos futuros cônjuges. Porque a verdade é que o casamento escancara as portas à adopção. Aliás, permitir o casamento, negando a adopção, é bem capaz de ser inconstitucional, pois discrimina um casamento, em relação a outro (casamentos de 1ª e casamentos de 2ª).
Isto é um embuste e não tarda nada, os mesmos que agora dizem que é perfeitamente possível uma coisa sem a outra, na próxima legislatura (senão antes) serão os primeiros e gritarem contra esta inconstitucionalidade. Por isso, não é sério, nem honesto. E não é assim que se exerce ou defende a democracia.

Canções Revolucionárias II

L'Appel du Comintern foi escrita para celebrar o 10º Aniversário da Internacional Comunista, em 1929. É da autoria de Franz Jahnke (letra) e Hans Eisler (música). É uma canção poderosa, muito celebrada à época.

Avanti Popolo (Bandiera Rossa)

Avanti Popolo (Bandiera Rossa)

Uma das mais famosas canções revolucionárias. Avanti Popolo, também conhecida como Bandiera Rossa foi escrita por Carlo Tuzzi, tendo sido adoptada como hino não oficial do Partido Comunista Italiano.

15.11.09

Só podem estar a brincar!

Achei, no inicio, que era uma brincadeira. Mas não. O futuro treinador do Sporting é mesmo Carlos Carvalhal. O homem que, à frente do Marítimo, conseguiu a brilhante performance de 2 vitórias em 16 jogos! Que foi despedido do Braga. Que não acertou em merda de lugar nenhum...

Devem estar a gozar comigo e com os adeptos do Sporting. Só podem!

A continuar assim, estamos de facto no bom caminho...

14.11.09

INDIGNAÇÃO!


Este Estado é indecente e mostra que basta uma pressãozinha do poder político para que a Justiça perca toda a sua independência.
E alguns anormais ainda se arrogam ao direito de questionar a legalidade e ética relativamente à relação entre o PSD-Madeira e o poder económico e a Justiça na Madeira.
Para o raio que os parta!

Este Estado tem de cair, mas à bomba!

13.11.09

PS-Madeira é partido Autónomo?

Revendo um pouco a blogosfera socialista madeirense, apercebemo-nos do real problema que mina o PS-Madeira.
Antes de mais, o pior que pode acontecer ao maior partido da oposição madeirense, é o PS ser governo a nível nacional. Aliás, se vermos bem, há sempre uma diminuição da votação nos socialistas madeirense sempre que o PS é governo Porque o PS-Madeira nunca consegue (ou não quer) descolar-se das medidas dos socialistas do continente. Mesmo quando algum deputado socialista eleito pela Madeira vota contra a orientação da bancada socialista, como aconteceu na última legislatura, nunca o faz por estratégia do PS-Madeira. Ainda que algumas medidas possam ser penalizadoras para a Região, como aconteceu com a LFR. É por isso que não tenho pejo em achar que, genericamente, o PS-Madeira age como lacaio.
Esta é uma das grandes diferenças entre PS e PSD e explica parte das grandes vitórias dos social-democratas madeirenses. Porque o PSD-Madeira ousa enfrentar a estrutura nacional, sem qualquer prurido, aparecendo aos madeirenses que é em prol do seu povo que o faz.
O melhor que pode acontecer aos socialistas madeirenses é, portanto, o PSD ser governo da República. Porque só assim pode tentar encostar a estrutura regional do PSD à nacional.
É, por isso, confrangedor ler a blogosfera socialista madeirense. Criticam cá, o que elogiam lá. Maldizem cá, o que lá acreditam tratar-se de toques de Midas lá (veja-se a questão do investimento público, ou alguns negócios com algumas empresas).
E percebe-se porque é que, enquanto durar esta orientação, nunca vão conseguir sair da cepa torta. Repare-se que até os mais jovens já padecem deste mal. Parece que já não acreditam ser possível a alternância democrática na Madeira e que por isso, mas vale submeterem-se aos ditames do PS nacional. A necessitar, em minha opinião, de uma séria reflexão por parte dos socialistas madeirenses…

PS deixa de fintar a legalidade ou o fim das taxas “moderadoras”

O PS emendou a mão e vai acabar com as taxas “moderadoras” para os internamentos e cirurgia. Parece-me bem e vem repor algum rigor, porque estas nunca foram taxas moderadoras
Repare-se no ridículo: x tem um enfarte do miocárdio. É internado e tem de pagar taxas moderadoras, que têm como finalidade, moderar o acesso ao serviço nacional de saúde. Ou então, na sequência desse enfarte, o seu médico marca uma série de consultas, que se prolongarão “ad eternum”, porque há uma medicação que tem de ser prescrita mensalmente. E o Estado, por cada uma delas, cobra uma taxa “moderadora” que, na boca do ministro Silva Pereira, “visava um efeito pedagógico nas consciências”. Efeito quê? Mas as taxas moderadoras não foram criadas para fazer diminuir o acesso ao SNS por parte daqueles que não o necessitavam? Então, os médicos é que agendam os internamentos, as cirurgias e as consultas, e o utente ainda tem de pagar uma “moderação”? Isto é sério?
Sinceramente, não me choca que quem pode comparticipe o SNS. O que não me parece correcto e choca-me que os socialistas tenham ficado calados durante tanto tempo, é que se minta desta forma aos cidadãos e finte-se, assim, a legalidade.
Por último, se houvesse algum pingo de vergonha no governo, anunciavam apenas esta medida sem mais qualquer outra justificação. Porque são de uma imbecilidade monumental, as “postas de pescada arrotadas” pelo Sr. ministro da Presidência.

Sócrates deve explicações

Ora, o tipo mente com quantos dentes tem na boca, comprova-se isso mesmo, e algumas almas ingénuas continuam a achar que isto tudo são casos e casinhos inventados pelas oposições. Seria hilariante, não fosse o ridículo a que se submetem.

Mas isso é um problema dessas avestruzes que insistem em enterrar a cabecinha (cheia de …cabelo?) na areia
A questão premente, em meu entender, é a atitude que deveria ser tomada pelo primeiro-ministro, perante as informações que têm sido libertadas pela comunicação social, relativamente a este caso da “Face oculta”.
Não comento a questão jurídica, sobre a possibilidade de serem anuladas as escutas ao primeiro-ministro. Não é uma questão de opinião, é uma questão de facto, que deve ser dirimida por quem de direito (ainda que eu ache que isso não contribui nada para a imagem da justiça e da própria política, que cria estas legislações, que parecem feitas à medida para proteger o crime de colarinho branco). Mas, conforme tem defendido o PSD, há aqui matéria política e que é preciso ver esclarecida.
Ora, se Sócrates nada pode dizer acerca daquilo que não é público e sobre o qual (queremos acreditar) nada saberá, alguma explicação deve ao país relativamente às informações publicadas. Ou são mentira, e vem garanti-lo, ou não são e terá de as explicar. O que não pode acontecer é manter esta suspeita de que o primeiro-ministro mente descaradamente ao Parlamento e ao país, não em defesa de um qualquer interesse nacional, mas em benefício próprio. E isto não pode ser escamoteado.

12.11.09

"Gigante" de qualidade no Porto da Cruz"

É com enorme agrado que registo a notícia de hoje, no Jornal da Madeira. Após vários anos de trabalho e dedicação, é reconhecido o trabalho de um jovem, que cresceu nas escolas de formação da Associação Desportiva de Machico. Chama-se Adriano Martins, tem 23 anos e é o guardião da AD do Porto da Cruz. Não é fácil, num mundo globalizado e competitivo, ganhar algum destaque pelas nossas competências. Votos de bom trabalho!

11.11.09

Casamento entre pessoas do mesmo sexo

Obviamente que não faz sentido fazer um referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Obviamente que PS tem legitimidade para apresentar uma proposta legislativa, pois fazia parte do seu programa eleitoral.
Obviamente que é legítimo trazer esta questão ao debate político agora. Há problemas mais graves? Claro que há. Contudo, a política não é feita apenas de economia, justiça e educação. Tem espaço de debate para questões de costumes.
Posto isto, declaro que me oponho cabal e frontalmente a qualquer alteração jurídica que permita o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por várias razões, mas a começar pelo próprio conceito. O casamento é a união entre duas pessoas de sexo diferente, motivada por diversas razões e com várias finalidades, com características que lhe são intrínsecas. O amor entre as duas pessoas é uma delas; a reprodução é outra.
Não é por não gostarmos do nome "tangerina", que vamos passar a designá-la por "laranja": uma laranja é uma laranja; uma tangerina é uma tangerina. Gosto das duas, mas são diferentes. Faço esta (reles) analogia apenas para deixar claro que não me oponho à equiparação de direitos (alguns, pelo menos). O que não me parece rigoroso é alterarmos conceitos, que têm características muito próprias e definidas, apenas porque nos dá na gana.
Por outro lado, apesar de reconhecer que o Estado deve garantir os direitos das minorias, não me parece justo que a maioria seja completamente esquecida. Estou em crer, até pelas conversas que tenho mantido com pessoas de diferentes horizontes políticos e ideológicos, que a maioria da população portuguesa não concorda com o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E, goste-se, ou não, a democracia é a ditadura da maioria.
Para além de que não me parece que seja esta alteração à lei que vai acabar com o preconceito que ainda possa haver, a despeito do que acreditam alguns.
E sobre o preconceito, quer me parecer que está a ser empolado com o objectivo claro que pressionar o poder político. Há energúmenos que continuam a descriminar (e ofender) os homossexuais e a não entender que é possível o amor erótico entre pessoas do mesmo sexo? Claro que sim. Mas não creio que essa seja a posição da maioria, mesmo nos meios mais pequenos. Considero, portanto, idiota que acusem os que se opoêm à alteração da lei de preconceituosos. Porque, tal como do "outro lado", também "deste" existem razões racionais (passe a tautologia).

Mais campanhas negras

Começa outra campanha negra... Negríssima... Negrérrima...
Ou como o estado português está votado à bandalheira!