É inadmissível que o número um da Câmara do Funchal esteja preocupado com as horas extraordinárias dos funcionários.
O que Miguel Albuquerque não disse, mas quer dizer, é que não pode fazer mais porque a autarquia não tem dinheiro para fazer face às adversidades provocadas pelo mau tempo.
Será que é este o papel de uma Câmara Municipal, quando os munícipes mais precisam de ajuda???
"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
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21.2.08
Projectos de duvidosa qualidade
O grupo SIRAM continua a sua cruzada nas Ilhas do Atlântico.
Depois de ter vendido à Madeira e aos portosantenses o inestético Colombo`s Resort da autoria do conceituado arquitecto catalão - Ricardo Bofill - o empresário Sílvio Santos aparece por detrás de um outro duvidoso projecto.
Desta vez trata-se de um uma central fotovoltaica alimentada a partir de biomassa (transformação de produtos florestais e outros detritos animais), para produzir energia - cinco megawatts segundo os estudos já realizados.
Confesso que nada percebo sobre produção de electricidade, muito menos a partir de restos de animais e de produtos da floresta.
Caso ainda não tenha acontecido o milagre da multiplicação, o Porto Santo tem meia dúzia de árvores. As bruscas alterações climáticas aconselham a manter inalterado o património natural, leia-se árvores, sobretudo num pequeno território como é o caso da Ilha.
A minha questão é simples. Como e com que é que vão alimentar a central?
Será que não existem energias mais limpas???
No caso do novo hotel, que está quase pronto, é um mau projecto de arquitectura, porque agride o meio ambiente.
Temo que a anunciada central transforme-se num outro monstro para a ilha.
Depois de ter vendido à Madeira e aos portosantenses o inestético Colombo`s Resort da autoria do conceituado arquitecto catalão - Ricardo Bofill - o empresário Sílvio Santos aparece por detrás de um outro duvidoso projecto.
Desta vez trata-se de um uma central fotovoltaica alimentada a partir de biomassa (transformação de produtos florestais e outros detritos animais), para produzir energia - cinco megawatts segundo os estudos já realizados.
Confesso que nada percebo sobre produção de electricidade, muito menos a partir de restos de animais e de produtos da floresta.
Caso ainda não tenha acontecido o milagre da multiplicação, o Porto Santo tem meia dúzia de árvores. As bruscas alterações climáticas aconselham a manter inalterado o património natural, leia-se árvores, sobretudo num pequeno território como é o caso da Ilha.
A minha questão é simples. Como e com que é que vão alimentar a central?
Será que não existem energias mais limpas???
No caso do novo hotel, que está quase pronto, é um mau projecto de arquitectura, porque agride o meio ambiente.
Temo que a anunciada central transforme-se num outro monstro para a ilha.
27.12.07
Desígnios para 2008
Não gosto de ser pessimista, mas 2007 não foi um bom ano para a maioria dos madeirenses. O próximo não será muito diferente.
Eu, por exemplo, gastei mais 250 euros de gasóleo. Paguei mais 505 euros pela casa, em relação ao ano homólogo.
Só o ordenado é que não cresceu. O meu e o de milhares de cidadãos da minha terra. O desemprego disparou (são agora mais de 8 mil). O principal motor da economia gripou. Foi o governo quem nos últimos 20 anos, derramou dinheiro na economia, através de um forte investimento público. O turismo tenta recuperar o fôlego de outros tempos. Uma vez mais o Sr. Governo foi obrigado a intervir (paga algumas low cost para voarem para cá).
No meio deste deserto, resta-nos a Praça Financeira, mas a Europa e o Estado convivem mal com os paraísos ficais. Há quem diga que tem os dias contados (2011). O descrédito vem de dentro de algumas empresas lá instaladas.
Face aos actuais constrangimentos é urgente repensar o futuro.
Numa terra com recursos naturais limitados, como é o nosso caso, a riqueza ainda são as pessoas. É necessário formá-las. Como? Através de protocolos com instituições externas (portuguesas e estrangeiras). O IV quadro Comunitário de Apoio tem subsídios para esta área, mas considero que não vale a pena gastar o dinheiro com os formadores do costume. Alguns deles já estão em bicos de pé, como é o caso da ACIF, para ensinar. Todos nós conhecemos os nossos quadros técnicos. Todos nós, já fizemos formação e sabemos quem a dá. Com honrosas excepções, são cursos que normalmente não servem para nada. Se há dinheiro, que se invista, de forma a criar riqueza.
Eu, por exemplo, gastei mais 250 euros de gasóleo. Paguei mais 505 euros pela casa, em relação ao ano homólogo.
Só o ordenado é que não cresceu. O meu e o de milhares de cidadãos da minha terra. O desemprego disparou (são agora mais de 8 mil). O principal motor da economia gripou. Foi o governo quem nos últimos 20 anos, derramou dinheiro na economia, através de um forte investimento público. O turismo tenta recuperar o fôlego de outros tempos. Uma vez mais o Sr. Governo foi obrigado a intervir (paga algumas low cost para voarem para cá).
No meio deste deserto, resta-nos a Praça Financeira, mas a Europa e o Estado convivem mal com os paraísos ficais. Há quem diga que tem os dias contados (2011). O descrédito vem de dentro de algumas empresas lá instaladas.
Face aos actuais constrangimentos é urgente repensar o futuro.
Numa terra com recursos naturais limitados, como é o nosso caso, a riqueza ainda são as pessoas. É necessário formá-las. Como? Através de protocolos com instituições externas (portuguesas e estrangeiras). O IV quadro Comunitário de Apoio tem subsídios para esta área, mas considero que não vale a pena gastar o dinheiro com os formadores do costume. Alguns deles já estão em bicos de pé, como é o caso da ACIF, para ensinar. Todos nós conhecemos os nossos quadros técnicos. Todos nós, já fizemos formação e sabemos quem a dá. Com honrosas excepções, são cursos que normalmente não servem para nada. Se há dinheiro, que se invista, de forma a criar riqueza.
29.11.07
Uma dúvida
A novela que envolveu os deputados socialistas madeirenses na Assembleia da República parece finalmente concluir-se. Depois do jogo do empurra, de reuniões silenciosas e de acordos secretos eis que uma nova justificação para o voto favorável no Orçamento do Estado surgiu no horizonte: o Eng. Sócrates ameaçou expulsar do partido todos aqueles que não cumprissem com a rígida disciplina de voto. Pessoalmente, não sei se a coisa é legítima, mas isso pouco importa para o caso, porque uma outra dúvida, neste momento, me assalta: como é que se expulsa de um partido pessoas que não são militantes desse partido?
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