Roque Martins, ex-director da Segurança social, continua a sua cruzada.
Depois de ouvir cobras e lagartos sobre o homem. (É quase sempre assim quando alguém cai em desgraça nesta terra), disseram-me que almoçou no restaurante Clássico - Duas Torres - a semana passada.
Nada de mais, caso não partilhasse a mesa com João Carlos Gouveia – Presidente do PS-Madeira.
Roque Martins nunca negou as ligações ao Partido Socialista nacional. Dizia-se próximo de António Guterres.
Imagino o teor da conversa. Talvez passou pelos polémicos números da pobreza e pela atribulada demissão.
Roque Martins talvez tenha confessado a João Carlos Gouveia que apenas 800 idosos estavam até ao final de 2007, a receber o “Complemento Solidário para o Idoso”. As estimativas da Segurança Social liderada pelo próprio Roque apontavam para um universo bem maior de potenciais beneficiários. Estavam em condições de auferir da ajuda do Estado 30 mil madeirenses.
Caso o almoço não tenha sido regado de vinho, João Carlos Gouveia também terá sido informado que, a Madeira é das regiões do país, com a mais baixa taxa do Rendimento Social de Inserção. Nos Açores, há por exemplo, o dobro dos habitantes a receber o vulgarmente chamado rendimento mínimo garantido, apesar dos índices de pobreza, por concelho, serem idênticos nos dois arquipélagos.
A mesma pessoa que os viu disse que o líder socialista estava com um ar estupefacto. De certeza que Roque aproveitou o momento, a sós, para impressionar Gouveia. Terá dito algo do género - que a taxa de requerimentos para o Rendimento Social de Inserção não acompanhava o número de deferimentos das pessoas que pediam ajuda à segurança social.
É óbvio que os números são manipuláveis. Talvez nunca tenha existido o dito almoço. Talvez nunca se saiba o teor da conversa a dois.
"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
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16.1.08
27.12.07
Desígnios para 2008
Não gosto de ser pessimista, mas 2007 não foi um bom ano para a maioria dos madeirenses. O próximo não será muito diferente.
Eu, por exemplo, gastei mais 250 euros de gasóleo. Paguei mais 505 euros pela casa, em relação ao ano homólogo.
Só o ordenado é que não cresceu. O meu e o de milhares de cidadãos da minha terra. O desemprego disparou (são agora mais de 8 mil). O principal motor da economia gripou. Foi o governo quem nos últimos 20 anos, derramou dinheiro na economia, através de um forte investimento público. O turismo tenta recuperar o fôlego de outros tempos. Uma vez mais o Sr. Governo foi obrigado a intervir (paga algumas low cost para voarem para cá).
No meio deste deserto, resta-nos a Praça Financeira, mas a Europa e o Estado convivem mal com os paraísos ficais. Há quem diga que tem os dias contados (2011). O descrédito vem de dentro de algumas empresas lá instaladas.
Face aos actuais constrangimentos é urgente repensar o futuro.
Numa terra com recursos naturais limitados, como é o nosso caso, a riqueza ainda são as pessoas. É necessário formá-las. Como? Através de protocolos com instituições externas (portuguesas e estrangeiras). O IV quadro Comunitário de Apoio tem subsídios para esta área, mas considero que não vale a pena gastar o dinheiro com os formadores do costume. Alguns deles já estão em bicos de pé, como é o caso da ACIF, para ensinar. Todos nós conhecemos os nossos quadros técnicos. Todos nós, já fizemos formação e sabemos quem a dá. Com honrosas excepções, são cursos que normalmente não servem para nada. Se há dinheiro, que se invista, de forma a criar riqueza.
Eu, por exemplo, gastei mais 250 euros de gasóleo. Paguei mais 505 euros pela casa, em relação ao ano homólogo.
Só o ordenado é que não cresceu. O meu e o de milhares de cidadãos da minha terra. O desemprego disparou (são agora mais de 8 mil). O principal motor da economia gripou. Foi o governo quem nos últimos 20 anos, derramou dinheiro na economia, através de um forte investimento público. O turismo tenta recuperar o fôlego de outros tempos. Uma vez mais o Sr. Governo foi obrigado a intervir (paga algumas low cost para voarem para cá).
No meio deste deserto, resta-nos a Praça Financeira, mas a Europa e o Estado convivem mal com os paraísos ficais. Há quem diga que tem os dias contados (2011). O descrédito vem de dentro de algumas empresas lá instaladas.
Face aos actuais constrangimentos é urgente repensar o futuro.
Numa terra com recursos naturais limitados, como é o nosso caso, a riqueza ainda são as pessoas. É necessário formá-las. Como? Através de protocolos com instituições externas (portuguesas e estrangeiras). O IV quadro Comunitário de Apoio tem subsídios para esta área, mas considero que não vale a pena gastar o dinheiro com os formadores do costume. Alguns deles já estão em bicos de pé, como é o caso da ACIF, para ensinar. Todos nós conhecemos os nossos quadros técnicos. Todos nós, já fizemos formação e sabemos quem a dá. Com honrosas excepções, são cursos que normalmente não servem para nada. Se há dinheiro, que se invista, de forma a criar riqueza.
11.12.07
Orçamento
Há 31 anos a Madeira adquiriu o Estatuto de Região Autónoma. Tem agora poderes, próprios e entretanto reforçou as competências em matéria fiscal e económica.
31 anos depois continua a ter uma economia frágil. Baseada no turismo, nos serviços da administração pública, na construção civil e num tecido empresarial que depende da saúde do resto dos sectores de actividade para sobreviver.
Continuamos a ser financeiramente dependentes de um pai que muitas vezes mal tratamos.
O nosso dinheiro nunca chegou para pagar as nossas contas. Nos últimos anos foram ensaiadas engenharias financeiras para fintar as regras impostas por um pai forreta (continente). Criamos sociedades de desenvolvimento, a IGA, o Serviço Regional de Saúde EP e outras do género estão a ser preparadas, como uma SGPS para gerir as águas da Madeira.
É com estes constrangimentos que começa hoje mais um debate da conta da Madeira.
Os números do Governo nunca coincidem com as contas da oposição.
Os bates de orçamentos são terrenos pantanosos. Têm uma matriz matemática, mas quem melhor domina as regras da retórica é que vence a batalha dos números.
Ao Governo compete fazer a defesa das contas. À oposição, revelar a fragilidade dos valores. É este o guião do filme que vai ser rodado nos próximos 4 dias no parlamento.
No final tudo vai ficar bem.
A democracia cumpriu-se, mas a democracia, só por si, não faz milagres. Muito menos económicos.
31 anos depois continua a ter uma economia frágil. Baseada no turismo, nos serviços da administração pública, na construção civil e num tecido empresarial que depende da saúde do resto dos sectores de actividade para sobreviver.
Continuamos a ser financeiramente dependentes de um pai que muitas vezes mal tratamos.
O nosso dinheiro nunca chegou para pagar as nossas contas. Nos últimos anos foram ensaiadas engenharias financeiras para fintar as regras impostas por um pai forreta (continente). Criamos sociedades de desenvolvimento, a IGA, o Serviço Regional de Saúde EP e outras do género estão a ser preparadas, como uma SGPS para gerir as águas da Madeira.
É com estes constrangimentos que começa hoje mais um debate da conta da Madeira.
Os números do Governo nunca coincidem com as contas da oposição.
Os bates de orçamentos são terrenos pantanosos. Têm uma matriz matemática, mas quem melhor domina as regras da retórica é que vence a batalha dos números.
Ao Governo compete fazer a defesa das contas. À oposição, revelar a fragilidade dos valores. É este o guião do filme que vai ser rodado nos próximos 4 dias no parlamento.
No final tudo vai ficar bem.
A democracia cumpriu-se, mas a democracia, só por si, não faz milagres. Muito menos económicos.
14.11.07
Sobre a necessidade da dignificação da ALR
Parece que recentemente ocorreu mais um espectáculo deprimente nesse autêntico circo que dá pelo nome de Assembleia Legislativa Regional (ALR). Desta feita, opôs os deputados Baltasar Aguiar e Jaime Ramos, este último já veterano nestas coisas de falta de civilidade e urbanidade na relação que mantém com os seus colegas deputados.
Este foi mais um episódio anedótico que em nada contribui para a dignificação da instituição-símbolo da Autonomia madeirense. Na minha opinião pessoal, deveria ser caso para perda de mandato. Porque o povo não vota nestes senhores para se comportarem como garotos de calhau. Se não têm qualquer respeito pelas suas imagens, problema deles, mas quando põem em causa a dignidade da Assembleia Legislativa Regional, o problema é também nosso, eleitores.
Se houvesse um regimento ético sério, estas lamentáveis cenas não se repetiriam, com certeza, com a frequência habitual.
Por outro lado, acho que começa a ser fundamental reflectir-se sobre o estatuto de deputado à ALR. Porque em nada contribui para a dignificação da ALR haver esta quantidade brutal de deputados que paralelamente exercem inúmeras outras actividades. Que rigor, que competência, que entrega, que honestidade – porque não? – pode-se esperar de um deputado que passa duas horas na Assembleia e sete no seu escritório? Porque a verdade é que muitos deputados são mais conhecidos pelas suas actividades empresariais ou de advocacia durante os seus mandatos do que pela sua actividade política. E não se pense que chegaram a deputados devido a esse prestígio profissional. Não, muitas vezes ganham prestígio, apenas porque são deputados.
Vai sendo tempo de dizer basta!
A Assembleia Legislativa Regional precisa de ser libertada, rapidamente, dos abutres que dela se alimentam. Porque não sendo ainda cadáver, está já demasiado depenicada. Temo que qualquer dia, sem que se dê por isso, esteja irremediavelmente ferida de morte. Para prejuízo da Madeira e dos madeirenses.
Este foi mais um episódio anedótico que em nada contribui para a dignificação da instituição-símbolo da Autonomia madeirense. Na minha opinião pessoal, deveria ser caso para perda de mandato. Porque o povo não vota nestes senhores para se comportarem como garotos de calhau. Se não têm qualquer respeito pelas suas imagens, problema deles, mas quando põem em causa a dignidade da Assembleia Legislativa Regional, o problema é também nosso, eleitores.
Se houvesse um regimento ético sério, estas lamentáveis cenas não se repetiriam, com certeza, com a frequência habitual.
Por outro lado, acho que começa a ser fundamental reflectir-se sobre o estatuto de deputado à ALR. Porque em nada contribui para a dignificação da ALR haver esta quantidade brutal de deputados que paralelamente exercem inúmeras outras actividades. Que rigor, que competência, que entrega, que honestidade – porque não? – pode-se esperar de um deputado que passa duas horas na Assembleia e sete no seu escritório? Porque a verdade é que muitos deputados são mais conhecidos pelas suas actividades empresariais ou de advocacia durante os seus mandatos do que pela sua actividade política. E não se pense que chegaram a deputados devido a esse prestígio profissional. Não, muitas vezes ganham prestígio, apenas porque são deputados.
Vai sendo tempo de dizer basta!
A Assembleia Legislativa Regional precisa de ser libertada, rapidamente, dos abutres que dela se alimentam. Porque não sendo ainda cadáver, está já demasiado depenicada. Temo que qualquer dia, sem que se dê por isso, esteja irremediavelmente ferida de morte. Para prejuízo da Madeira e dos madeirenses.
20.9.07
Conspirar
No meu país as crianças nascem em ambulâncias.
A justiça, existe, mas é lenta, ou funciona mal.
A democracia tem apenas 33 anos.
Na minha terra, só conheço dois bispos e um presidente.
A social-democracia é uma espécie de ópio oferecido ao povo.
Como contra partida, garantem que tenho sol todo o ano. Que dificilmente serei assaltado, apesar do Funchal ser uma das cidades do país, (a terceira) onde o furto mais cresceu.
Ao conceito, há quem chame qualidade de vida.
A justiça, existe, mas é lenta, ou funciona mal.
A democracia tem apenas 33 anos.
Na minha terra, só conheço dois bispos e um presidente.
A social-democracia é uma espécie de ópio oferecido ao povo.
Como contra partida, garantem que tenho sol todo o ano. Que dificilmente serei assaltado, apesar do Funchal ser uma das cidades do país, (a terceira) onde o furto mais cresceu.
Ao conceito, há quem chame qualidade de vida.
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29.7.07
Obcecados
Gouveia continua obcecado pelo funcionamento do aparelho de justiça na Madeira. Augusto Santos Silva revelou obsessão por Jardim e Alberto João continua obcecado com o Primeiro-Ministro.
12H30 TECNOPOLO
No primeiro discurso como presidente do PS, João Carlos Gouveia (o deputado a quem o PSD pediu que fosse realizado um exame à sanidade mental) deixou de fora importantes pormenores para quem aspirava, mas agora é o responsável pelo principal partido da oposição na Madeira.Da boca de Gouveia não saiu uma palavra de esperança para os 250 mil habitantes do Porto Santo e da Madeira. Principalmente para os mais desfavorecidos. Os que devido à condição social e económica em que já viviam, não conseguiram apanhar o comboio do desenvolvimento dos últimos 10 anos.
Ausente também estiveram os 8 mil desempregados. Não se ouviu uma ideia, ou uma crítica sobre este flagelo social, nem como o PS tenciona ajudar o Governo a ultrapassá-lo.
O estado da economia da região, não foi criticado, nem mereceu de Gouveia um reparado de como o Governo pode incentivar o investimento privado.
14H30 CHÃO DA LAGOA
Foi a vez de Jardim subir ao palco para proferir mais uma série de clássicos.
Fê-lo com pompa e circunstância.
Da comunicação social (pró-Governo), às ex-colónias (Angola), das empresas do Estado (TAP) ao Partido Socialista e respectivo líder. Foram todos referenciados por Jardim.Até o novíssimo “senhor Pinto de Sousa” é outro dos clássicos do líder madeirense. Quem não ser recorda do Senhor Silva (Cavaco Silva). O mesmo a quem solicitou que interviesse duas vezes: primeiro alertou o Presidente da República para estar atento ao alegado “separatismo” provocado pelo “Senhor Pinto de Sousa, também chamado José Sócrates”. Em causa, a ainda polémica lei das Finanças Regionais e a respectiva novela. O outro motivo para Cavaco Silva intervir tem a ver com a proposta de lei do PS sobre a titularidade dos órgãos de comunicação social. Pediu aos partidos da oposição para votarem contra. Caso a lei seja aprovada o Governo Regional é, por exemplo, obrigado a desfazer-se do Jornal da Madeira.
Depois foi a vez de Mendes subir ao escaldante Chão da Lagoa para revelar o quanto estava absbélico com a festa.Caso dúvidas houvesse, deixou claro porque é que vai perder o partido.
Muito antes, mas no ar condicionado do Tecnopolo Augusto Santos Silva já tinha tratado de atacar Mendes. A vinda à Madeira de Mendes era para o Ministro socialista uma “humilhação” para ganhar votos no partido. De fora não ficou Jardim. Provocou-o ao dizer que na região há uma espécie de “carrossel de inaugurações. Já não se inaugura curvas, mas parte de curvas.”Duas horas depois e no Chão da Lagoa ninguém respondeu. Nem a estreante Nivalda Gonçalves demonstrou estar atenta aos discursos dos socialistas.
12H30 TECNOPOLO
No primeiro discurso como presidente do PS, João Carlos Gouveia (o deputado a quem o PSD pediu que fosse realizado um exame à sanidade mental) deixou de fora importantes pormenores para quem aspirava, mas agora é o responsável pelo principal partido da oposição na Madeira.Da boca de Gouveia não saiu uma palavra de esperança para os 250 mil habitantes do Porto Santo e da Madeira. Principalmente para os mais desfavorecidos. Os que devido à condição social e económica em que já viviam, não conseguiram apanhar o comboio do desenvolvimento dos últimos 10 anos.
Ausente também estiveram os 8 mil desempregados. Não se ouviu uma ideia, ou uma crítica sobre este flagelo social, nem como o PS tenciona ajudar o Governo a ultrapassá-lo.
O estado da economia da região, não foi criticado, nem mereceu de Gouveia um reparado de como o Governo pode incentivar o investimento privado.
14H30 CHÃO DA LAGOA
Foi a vez de Jardim subir ao palco para proferir mais uma série de clássicos.
Fê-lo com pompa e circunstância.
Da comunicação social (pró-Governo), às ex-colónias (Angola), das empresas do Estado (TAP) ao Partido Socialista e respectivo líder. Foram todos referenciados por Jardim.Até o novíssimo “senhor Pinto de Sousa” é outro dos clássicos do líder madeirense. Quem não ser recorda do Senhor Silva (Cavaco Silva). O mesmo a quem solicitou que interviesse duas vezes: primeiro alertou o Presidente da República para estar atento ao alegado “separatismo” provocado pelo “Senhor Pinto de Sousa, também chamado José Sócrates”. Em causa, a ainda polémica lei das Finanças Regionais e a respectiva novela. O outro motivo para Cavaco Silva intervir tem a ver com a proposta de lei do PS sobre a titularidade dos órgãos de comunicação social. Pediu aos partidos da oposição para votarem contra. Caso a lei seja aprovada o Governo Regional é, por exemplo, obrigado a desfazer-se do Jornal da Madeira.
Depois foi a vez de Mendes subir ao escaldante Chão da Lagoa para revelar o quanto estava absbélico com a festa.Caso dúvidas houvesse, deixou claro porque é que vai perder o partido.
Muito antes, mas no ar condicionado do Tecnopolo Augusto Santos Silva já tinha tratado de atacar Mendes. A vinda à Madeira de Mendes era para o Ministro socialista uma “humilhação” para ganhar votos no partido. De fora não ficou Jardim. Provocou-o ao dizer que na região há uma espécie de “carrossel de inaugurações. Já não se inaugura curvas, mas parte de curvas.”Duas horas depois e no Chão da Lagoa ninguém respondeu. Nem a estreante Nivalda Gonçalves demonstrou estar atenta aos discursos dos socialistas.
Vassalagem e subserviência
Até no acto de despedida da liderança do PS-Madeira, Jacinto Serrão foi patético. Definitivamente, um final à altura para aquele que foi o pior líder do PS na Região.
Aquela exigência de intervenção do Estado na autonomia madeirense demonstra toda a subserviência e espírito servil que Serrão queria para a Madeira e para os madeirenses. E é sintomática do reconhecimento da sua incompetência e incapacidade para fazer frente ao PSD-Madeira. Por isso, exige que seja o Governo da República a fazer aquilo que a oposição nunca conseguiu: afastar o PSD-Madeira da governação.
É patético, mas não deixa de ser grave. Ouvir disparates como esse por parte de continentais não é agradável, mas até é compreensível, atendendo à total ignorância e/ou desconsideração que muitos continentais revelam relativamente às autonomias. Agora, não posso aceitar que um político madeirense se preste a um papel de vassalo, que pensávamos erradicado da Madeira, e solicite a intervenção do poder central para "repor" a normalidade democrática na Região, sem qualquer tipo de respeito pelas instituições autonómicas.E é tanto mais grave, porque esta subserviência começa a fazer eco no continente. O editorial do Público de hoje é disso elucidativo. Não me admirava nada que qualquer dia se exija o bombardeamento da Quinta Vigia e a imposição de um Governador.
É, igualmente, grave, uma vez que outros madeirenses começam mesmo a achar que é preferível submeter-se à Lisboa, renegando a autonomia legitimamente reivindicada ao longo de séculos, desde que com isso se consiga afastar Alberto João Jardim. Tristes tempos, os nossos. Pensava eu que nenhum madeirense aceitaria vergar-se de novo perante o poder central. Que a alma de escravo estava morta. Pelos vistos, estava enganado!
Aquela exigência de intervenção do Estado na autonomia madeirense demonstra toda a subserviência e espírito servil que Serrão queria para a Madeira e para os madeirenses. E é sintomática do reconhecimento da sua incompetência e incapacidade para fazer frente ao PSD-Madeira. Por isso, exige que seja o Governo da República a fazer aquilo que a oposição nunca conseguiu: afastar o PSD-Madeira da governação.
É patético, mas não deixa de ser grave. Ouvir disparates como esse por parte de continentais não é agradável, mas até é compreensível, atendendo à total ignorância e/ou desconsideração que muitos continentais revelam relativamente às autonomias. Agora, não posso aceitar que um político madeirense se preste a um papel de vassalo, que pensávamos erradicado da Madeira, e solicite a intervenção do poder central para "repor" a normalidade democrática na Região, sem qualquer tipo de respeito pelas instituições autonómicas.E é tanto mais grave, porque esta subserviência começa a fazer eco no continente. O editorial do Público de hoje é disso elucidativo. Não me admirava nada que qualquer dia se exija o bombardeamento da Quinta Vigia e a imposição de um Governador.
É, igualmente, grave, uma vez que outros madeirenses começam mesmo a achar que é preferível submeter-se à Lisboa, renegando a autonomia legitimamente reivindicada ao longo de séculos, desde que com isso se consiga afastar Alberto João Jardim. Tristes tempos, os nossos. Pensava eu que nenhum madeirense aceitaria vergar-se de novo perante o poder central. Que a alma de escravo estava morta. Pelos vistos, estava enganado!
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25.7.07
Que falta de decência! E ninguém escapou.
Começa a ser tempo de Jaime Ramos ter algum tento na língua. As afirmações proferidas mais do que envergonharem o parlamento, deveriam envergonhar o próprio. Não defendo hipocrisias como as que existem na Assembleia da República (aquela do terem medo de chamar os bois pelos nomes "mata-me"), mas é imperioso que os deputados à Assembleia Legislativa Regional respeitem a instituição máxima da Autonomia. Sob pena da sua total e inapelável desacreditação.
Para além disso, os argumentos apresentados por Jaime Ramos são absurdos. Como se o homem deixasse de receber os lucros no final do ano apenas por não ser administrador ou gerente de empresas que todos sabemos serem dele. Haja decência!
Miguel de Sousa também não ficou nada bem na fotografia, por não ter acabado com aquele regabofe logo de início. E foi pior a emenda do que o soneto, quando fez a sua defesa. É que autocrítica por autocrítica, até não lhe ficava nada mal alguma!
Estranhei também foi a compreensão de Victor Freitas em relação às afirmações de Jaime Ramos. Então é normal um deputado "perder a cabeça" e proferir as barbaridades que o líder da bancada parlamentar do PSD - Madeira proferiu? Então Victor, andas a preparar alguma, é?...
Para além disso, os argumentos apresentados por Jaime Ramos são absurdos. Como se o homem deixasse de receber os lucros no final do ano apenas por não ser administrador ou gerente de empresas que todos sabemos serem dele. Haja decência!
Miguel de Sousa também não ficou nada bem na fotografia, por não ter acabado com aquele regabofe logo de início. E foi pior a emenda do que o soneto, quando fez a sua defesa. É que autocrítica por autocrítica, até não lhe ficava nada mal alguma!
Estranhei também foi a compreensão de Victor Freitas em relação às afirmações de Jaime Ramos. Então é normal um deputado "perder a cabeça" e proferir as barbaridades que o líder da bancada parlamentar do PSD - Madeira proferiu? Então Victor, andas a preparar alguma, é?...
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