Sinceramente não sei o que está mal. Apenas faço eco do que oiço e vejo.
Vejo cada vez mais pessoas com dificuldades e oiço, quem poderia fazer alguma coisa, falar de tudo, menos do que nos afecta.
Vivemos numa espécie de circo, onde uns palhaços fazem - palhaçadas - é óbvio, e o auditório aplaude.
Esta peça já tem anos, para não dizer, décadas. Sai de cena um palhaço, entra outro, e continua a palhaçada. Até à data, vi poucos preocupados com o que realmente interessa.
"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
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10.4.09
Páscoa
19.5.08
Saga Aérea
Já antevia que a liberalização do transporte aéreo para a Madeira seria um desastre.
As razões são óbvias: Na prática só voa para a região a companhia de bandeira. A SATA não tem músculo para fazer sombra à Tap. Além disso, são companhias parceiras de negócio – partilham aviões e lugares, na rota Funchal, continente. A Portugália é um sonho. Ainda voam os aviões, mas a empresa já não existe. Foi “engolida” pela Tap.
Só com base nestes três pressupostos é fácil perceber que não existiam, como ainda não existem condições para deixar o mercado funcionar. Nesta e noutras áreas, como é o caso do petróleo, ou dos cereais, por exemplo, quem fixa os preços é quem tem o poder.
A Tap agora cobra uma taxa por tudo e por nada: 50 EUROS, para quem mexer na data da passagem. Se não avisar com antecedência são mais 50 EUROS (100 euros) e no caso de não existirem lugares disponíveis na classe do bilhete, o passageiro é obrigado a desembolsar mais o acerto.
Exemplo prático: Viagem Funchal-Lisboa em classe económica 242,63. Foi necessário alterar o regresso + 50 euros de penalização + 42 euros porque não existiam vagas na classe adquirida . Total 334,63.
Em Portugal quem tem autoridade para fiscalizar este abuso de poder???? O Instituto Nacional de Aviação Civil? A polémica ASAE?? A Autoridade da Concorrência????
Será que os nosso governos (Madeira e Continente) – preocuparam-se em saber se existia concorrência na linha, antes de abrir o mercado??????
É um tema que dá pano para fazer muitos fatos.
Nem falo da hora que perdi entre os CTT; a agência de viagem onde comprei o bilhete e o balcão da Tap, que agora chama-se Groundforce. A minha sorte é que, as três entidades, não distavam uma da outra, mais de 15 metros. Levantei o subsídio no Aeroporto.
As razões são óbvias: Na prática só voa para a região a companhia de bandeira. A SATA não tem músculo para fazer sombra à Tap. Além disso, são companhias parceiras de negócio – partilham aviões e lugares, na rota Funchal, continente. A Portugália é um sonho. Ainda voam os aviões, mas a empresa já não existe. Foi “engolida” pela Tap.
Só com base nestes três pressupostos é fácil perceber que não existiam, como ainda não existem condições para deixar o mercado funcionar. Nesta e noutras áreas, como é o caso do petróleo, ou dos cereais, por exemplo, quem fixa os preços é quem tem o poder.
A Tap agora cobra uma taxa por tudo e por nada: 50 EUROS, para quem mexer na data da passagem. Se não avisar com antecedência são mais 50 EUROS (100 euros) e no caso de não existirem lugares disponíveis na classe do bilhete, o passageiro é obrigado a desembolsar mais o acerto.
Exemplo prático: Viagem Funchal-Lisboa em classe económica 242,63. Foi necessário alterar o regresso + 50 euros de penalização + 42 euros porque não existiam vagas na classe adquirida . Total 334,63.
Em Portugal quem tem autoridade para fiscalizar este abuso de poder???? O Instituto Nacional de Aviação Civil? A polémica ASAE?? A Autoridade da Concorrência????
Será que os nosso governos (Madeira e Continente) – preocuparam-se em saber se existia concorrência na linha, antes de abrir o mercado??????
É um tema que dá pano para fazer muitos fatos.
Nem falo da hora que perdi entre os CTT; a agência de viagem onde comprei o bilhete e o balcão da Tap, que agora chama-se Groundforce. A minha sorte é que, as três entidades, não distavam uma da outra, mais de 15 metros. Levantei o subsídio no Aeroporto.
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10.4.08
E o mau tempo chegou.................
É inadmissível que o número um da Câmara do Funchal esteja preocupado com as horas extraordinárias dos funcionários.
O que Miguel Albuquerque não disse, mas quer dizer, é que não pode fazer mais porque a autarquia não tem dinheiro para fazer face às adversidades provocadas pelo mau tempo.
Será que é este o papel de uma Câmara Municipal, quando os munícipes mais precisam de ajuda???
O que Miguel Albuquerque não disse, mas quer dizer, é que não pode fazer mais porque a autarquia não tem dinheiro para fazer face às adversidades provocadas pelo mau tempo.
Será que é este o papel de uma Câmara Municipal, quando os munícipes mais precisam de ajuda???
29.2.08
Os Carrascos da RTP
O PSD arrisca-se a ser o carrasco da Televisão Pública Portuguesa.
Luís Filipe Menezes, o líder da oposição, com aspirações a Primeiro-Ministro, na primeira grande entrevista que deu, afirmou que o partido, o PSD, vai acabar com a publicidade na RTP.
Está demonstrado, se não estava ficou, quais são as prioridades deste homem caso consiga chegar ao poder. Eu e a larga maioria dos portugueses esperava ouvir da boca do líder do maior partido da oposição outras propostas. Como vai emagrecer o desemprego, baixar a despesa pública, modernizar o país e a administração do Estado, fazer de Portugal uma nação moderna e competitiva da EU.
Infelizmente o que ficou dessa entrevista, mas não foi dito, é que pretende retirar mais dinheiro dos contribuintes para pagar o serviço público de televisão.
Ao acabar com a publicidade das duas uma: - Ou os canais públicos (RTP; RTP-Madeira e Açores; RTP2, África e Internacional) conseguem prestar o mesmo serviço de televisão com idêntica qualidade, mas com menos dinheiro, ou o Governo terá que injectar, via orçamento de Estado, o que hoje a RTP obtém com a venda de publicidade na RTP1.
É isto que Luís Filipe Menezes não disse aos Portugueses. De certeza que jantou, ou almoçou nos últimos dias com Pinto Balsemão, o patrão da SIC. É o Social-Democrata e magnata da comunicação, que há pelo menos 10 anos, oiço defender esta tese que Menezes subscreve.
Em França Nicolas Sarkozy tem uma proposta idêntica, mas não se compare o incomparável. São países com índices de riqueza díspares.
Quando Cavaco era Primeiro-Ministro também alienou os transmissores (antenas) da RTP. Vendou à PT a preço de saldos. Agora Menezes pretende ficar na história da televisão em Portugal, como o Presidente do PSD, que entrega sem contrapartidas às estações privadas, uma fatia do bolo da publicidade.
Luís Filipe Menezes, o líder da oposição, com aspirações a Primeiro-Ministro, na primeira grande entrevista que deu, afirmou que o partido, o PSD, vai acabar com a publicidade na RTP.
Está demonstrado, se não estava ficou, quais são as prioridades deste homem caso consiga chegar ao poder. Eu e a larga maioria dos portugueses esperava ouvir da boca do líder do maior partido da oposição outras propostas. Como vai emagrecer o desemprego, baixar a despesa pública, modernizar o país e a administração do Estado, fazer de Portugal uma nação moderna e competitiva da EU.
Infelizmente o que ficou dessa entrevista, mas não foi dito, é que pretende retirar mais dinheiro dos contribuintes para pagar o serviço público de televisão.
Ao acabar com a publicidade das duas uma: - Ou os canais públicos (RTP; RTP-Madeira e Açores; RTP2, África e Internacional) conseguem prestar o mesmo serviço de televisão com idêntica qualidade, mas com menos dinheiro, ou o Governo terá que injectar, via orçamento de Estado, o que hoje a RTP obtém com a venda de publicidade na RTP1.
É isto que Luís Filipe Menezes não disse aos Portugueses. De certeza que jantou, ou almoçou nos últimos dias com Pinto Balsemão, o patrão da SIC. É o Social-Democrata e magnata da comunicação, que há pelo menos 10 anos, oiço defender esta tese que Menezes subscreve.
Em França Nicolas Sarkozy tem uma proposta idêntica, mas não se compare o incomparável. São países com índices de riqueza díspares.
Quando Cavaco era Primeiro-Ministro também alienou os transmissores (antenas) da RTP. Vendou à PT a preço de saldos. Agora Menezes pretende ficar na história da televisão em Portugal, como o Presidente do PSD, que entrega sem contrapartidas às estações privadas, uma fatia do bolo da publicidade.
4.2.08
Um... mámárrachô!

O mais emblemático entre os projectos que "engenheiro" diz serem dele... Há qualidade quanto baste.
Repare-se no bom gosto dos azulejos. Um "piscar de olho" à tradição portuguesa. Atente-se às duas janelas colocadas lado a lado, em alumínio reluzente. Admire-se a simetria das portas, a concepção volumétrica de todo o conjunto, a integração no ambiente envolvente. Urge tirar o chapéu a quem desenhou semelhante "mámárrachô". E a quem o assinou!
De facto, cada país tem o Sócrates que merece.
3.2.08
1.2.08
Um ministro por engano?
A história corre nos meandros políticos de Lisboa. O novo ministro da cultura é o resultado de um equívoco do gabinete do Primeiro Ministro. Parece anedota, mas não é. Eu explico:
Confirmada a saída da anterior titular, Sócrates deu ordem ao seu gabinete para contactar, e convidar para o cargo de Ministro da Cultura, António Pinto Ribeiro, antigo director artistico da Culturgeste. Pois bem, seguiram-se os inevitáveis telefonemas que, infelizmente, acabaram por ir bater ao telemóvel de um outro Pinto Ribeiro. Mais concretamente, José António Pinto Ribeiro, advogado, com poucas (ou nenhumas) ligações à Cultura, para além de ser advogado de Joe Berardo (administrador da Fundação nessa qualidade) e dos... Gato Fedorento.
Feito o convite, não houve maneira de dar a volta à situação. O bom do António Pinto Ribeiro ficou à espera de uma nova oportunidade e o advogado José António Pinto Ribeiro tornou-se, de um dia para outro, Ministro da Cultura de Portugal.
Juro-vos que esta rábula circulava hoje na Assembleia da Republica e nos círculos políticos. Mesmo aqueles mais próximos do PS.
Não sei se será verdadeira ou não. Mas lá que se fala do assunto...
Confirmada a saída da anterior titular, Sócrates deu ordem ao seu gabinete para contactar, e convidar para o cargo de Ministro da Cultura, António Pinto Ribeiro, antigo director artistico da Culturgeste. Pois bem, seguiram-se os inevitáveis telefonemas que, infelizmente, acabaram por ir bater ao telemóvel de um outro Pinto Ribeiro. Mais concretamente, José António Pinto Ribeiro, advogado, com poucas (ou nenhumas) ligações à Cultura, para além de ser advogado de Joe Berardo (administrador da Fundação nessa qualidade) e dos... Gato Fedorento.
Feito o convite, não houve maneira de dar a volta à situação. O bom do António Pinto Ribeiro ficou à espera de uma nova oportunidade e o advogado José António Pinto Ribeiro tornou-se, de um dia para outro, Ministro da Cultura de Portugal.
Juro-vos que esta rábula circulava hoje na Assembleia da Republica e nos círculos políticos. Mesmo aqueles mais próximos do PS.
Não sei se será verdadeira ou não. Mas lá que se fala do assunto...
20.1.08
Afinal, não é assim tão mau!
Afinal, de acordo com a SIC (acho eu), a maior parte dos visitantes da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) elegeu a Madeira como o melhor destino turístico nacional. É uma boa notícia e acalma-me. É que estava a ficar preocupado com as opiniões veiculadas na blogosfera madeirense. De repente, parecia que o destino Madeira era o mais horrendo do mundo. Parece que, afinal, muitos portugueses não pensam assim!Roubada daqui
16.1.08
A Caça ao Subsídio
Há poucos dias foi apresentada com pompa uma nova associação.
Chama-se AICA – Associação de Investigação Científica do Atlântico.
Para meu espanto, possui um quadro científico tecnicamente fraco. 99% dos membros fundadores estão ligados ao ensino, mas não basta dar aulas para fazer investigação, muito menos, boa investigação.
Estes senhores, em troca de alguns milhares de euros da União Europeia, (IV quadro de apoio 2007-2013) vão apresentar estudos nas áreas do turismo, dos transportes, da saúde, do ambiente, das novas tecnologias da Informação, etc., etc.
O resultado dos trabalhos é para o poder político encetar o tal novo ciclo, na economia da Madeira.
Suspeito dos seus nobres objectivos. Mais me parecem um bando de esfomeados de euros, à procura de uma esmola, para melhorarem a qualidade económica de vida.
Estavam lá os agentes do costume. Os doutores que narraram os 588 anos da história da Madeira e um bando de novos carreiristas.
Não me parece que seja este o caminho.
À boa maneira portuguesa, vamos gastar o dinheiro e não vamos ver resultados.
Chama-se AICA – Associação de Investigação Científica do Atlântico.
Para meu espanto, possui um quadro científico tecnicamente fraco. 99% dos membros fundadores estão ligados ao ensino, mas não basta dar aulas para fazer investigação, muito menos, boa investigação.
Estes senhores, em troca de alguns milhares de euros da União Europeia, (IV quadro de apoio 2007-2013) vão apresentar estudos nas áreas do turismo, dos transportes, da saúde, do ambiente, das novas tecnologias da Informação, etc., etc.
O resultado dos trabalhos é para o poder político encetar o tal novo ciclo, na economia da Madeira.
Suspeito dos seus nobres objectivos. Mais me parecem um bando de esfomeados de euros, à procura de uma esmola, para melhorarem a qualidade económica de vida.
Estavam lá os agentes do costume. Os doutores que narraram os 588 anos da história da Madeira e um bando de novos carreiristas.
Não me parece que seja este o caminho.
À boa maneira portuguesa, vamos gastar o dinheiro e não vamos ver resultados.
9.1.08
Tratado sobre a mentira
Sócrates e o referendo, ou o mais descarado mentiroso primeiro-ministro.
“É essencial”, Outubro de 2004;
“Desta vez tem de haver”, Dezembro de 2004;
“Vai haver”, Fevereiro 2005,
“O Governo defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular”, Março 2005 (Programa do Governo);
“Mantenho”, Dezembro 2006 (em resposta à pergunta “mantém o objectivo de referendar o Tratado qualquer que seja o resultado deste processo institucional?”);
"O PS tinha um compromisso com o Tratado Constitucional. Agora é o Tratado de Lisboa, que não existia na altura. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. As circunstâncias alteraram-se completamente. É um tratado diferente", Janeiro de 2008.
Mas ele não mente. É Manoelinho, os burros somos nós! Devemos ser...
Informação retirada Mais Évora
“É essencial”, Outubro de 2004;
“Desta vez tem de haver”, Dezembro de 2004;
“Vai haver”, Fevereiro 2005,
“O Governo defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular”, Março 2005 (Programa do Governo);
“Mantenho”, Dezembro 2006 (em resposta à pergunta “mantém o objectivo de referendar o Tratado qualquer que seja o resultado deste processo institucional?”);
"O PS tinha um compromisso com o Tratado Constitucional. Agora é o Tratado de Lisboa, que não existia na altura. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. As circunstâncias alteraram-se completamente. É um tratado diferente", Janeiro de 2008.
Mas ele não mente. É Manoelinho, os burros somos nós! Devemos ser...
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27.12.07
Desígnios para 2008
Não gosto de ser pessimista, mas 2007 não foi um bom ano para a maioria dos madeirenses. O próximo não será muito diferente.
Eu, por exemplo, gastei mais 250 euros de gasóleo. Paguei mais 505 euros pela casa, em relação ao ano homólogo.
Só o ordenado é que não cresceu. O meu e o de milhares de cidadãos da minha terra. O desemprego disparou (são agora mais de 8 mil). O principal motor da economia gripou. Foi o governo quem nos últimos 20 anos, derramou dinheiro na economia, através de um forte investimento público. O turismo tenta recuperar o fôlego de outros tempos. Uma vez mais o Sr. Governo foi obrigado a intervir (paga algumas low cost para voarem para cá).
No meio deste deserto, resta-nos a Praça Financeira, mas a Europa e o Estado convivem mal com os paraísos ficais. Há quem diga que tem os dias contados (2011). O descrédito vem de dentro de algumas empresas lá instaladas.
Face aos actuais constrangimentos é urgente repensar o futuro.
Numa terra com recursos naturais limitados, como é o nosso caso, a riqueza ainda são as pessoas. É necessário formá-las. Como? Através de protocolos com instituições externas (portuguesas e estrangeiras). O IV quadro Comunitário de Apoio tem subsídios para esta área, mas considero que não vale a pena gastar o dinheiro com os formadores do costume. Alguns deles já estão em bicos de pé, como é o caso da ACIF, para ensinar. Todos nós conhecemos os nossos quadros técnicos. Todos nós, já fizemos formação e sabemos quem a dá. Com honrosas excepções, são cursos que normalmente não servem para nada. Se há dinheiro, que se invista, de forma a criar riqueza.
Eu, por exemplo, gastei mais 250 euros de gasóleo. Paguei mais 505 euros pela casa, em relação ao ano homólogo.
Só o ordenado é que não cresceu. O meu e o de milhares de cidadãos da minha terra. O desemprego disparou (são agora mais de 8 mil). O principal motor da economia gripou. Foi o governo quem nos últimos 20 anos, derramou dinheiro na economia, através de um forte investimento público. O turismo tenta recuperar o fôlego de outros tempos. Uma vez mais o Sr. Governo foi obrigado a intervir (paga algumas low cost para voarem para cá).
No meio deste deserto, resta-nos a Praça Financeira, mas a Europa e o Estado convivem mal com os paraísos ficais. Há quem diga que tem os dias contados (2011). O descrédito vem de dentro de algumas empresas lá instaladas.
Face aos actuais constrangimentos é urgente repensar o futuro.
Numa terra com recursos naturais limitados, como é o nosso caso, a riqueza ainda são as pessoas. É necessário formá-las. Como? Através de protocolos com instituições externas (portuguesas e estrangeiras). O IV quadro Comunitário de Apoio tem subsídios para esta área, mas considero que não vale a pena gastar o dinheiro com os formadores do costume. Alguns deles já estão em bicos de pé, como é o caso da ACIF, para ensinar. Todos nós conhecemos os nossos quadros técnicos. Todos nós, já fizemos formação e sabemos quem a dá. Com honrosas excepções, são cursos que normalmente não servem para nada. Se há dinheiro, que se invista, de forma a criar riqueza.
19.12.07
Virgens ofendidas
Alguma blogosfera mostra a sua indignação pelo facto do Tribunal Judicial do Funchal levar a julgamento Armando Baptista-Bastos, devido às alegadas ofensas a Alberto João Jardim, feitas num artigo de opinião publicado a 8 de Julho de 2005, no Jornal de Negócios.
Ora, era só o que faltava um governante não poder processar um comentador (atenção, foi um artigo de opinião), caso entenda que a sua honra foi ofendida. E Baptista-Bastos já é bem velhinho (porque o homem já é velho, não é apenas crescido) para saber que o seu artigo traria consequências, de resto, inevitáveis.
Mas acho especial piada aos paladinos da justiça que aplaudiram a vergonhosa recepção de Paulo Pedroso na Assembleia da República, após a sua libertação, ou que nada tiveram a opinar sobre o processo interposto por José Sócrates a António Balbino Caldeira, do Portugal Profundo, que denunciou toda aquela trapaça da Universidade Independente, mas que agora: aqui-del-rei, que Jardim é um fascista e que persegue os jornalistas.
Como diria o meu bom amigo Gonçalo, bordamerda convosco!
É mais do que legítimo que qualquer cidadão que sinta a sua honra ofendida processe o autor destas alegadas injúrias. Tal como quem as faz, tem que ser coerente e enfrentá-las sem subrefúgios.
PS - Por mim, estaria disposto a ir a tribunal por todos os adjectivos com que já mimei o governo da República. Porque gostaria de repeti-los todos.
Ora, era só o que faltava um governante não poder processar um comentador (atenção, foi um artigo de opinião), caso entenda que a sua honra foi ofendida. E Baptista-Bastos já é bem velhinho (porque o homem já é velho, não é apenas crescido) para saber que o seu artigo traria consequências, de resto, inevitáveis.
Mas acho especial piada aos paladinos da justiça que aplaudiram a vergonhosa recepção de Paulo Pedroso na Assembleia da República, após a sua libertação, ou que nada tiveram a opinar sobre o processo interposto por José Sócrates a António Balbino Caldeira, do Portugal Profundo, que denunciou toda aquela trapaça da Universidade Independente, mas que agora: aqui-del-rei, que Jardim é um fascista e que persegue os jornalistas.
Como diria o meu bom amigo Gonçalo, bordamerda convosco!
É mais do que legítimo que qualquer cidadão que sinta a sua honra ofendida processe o autor destas alegadas injúrias. Tal como quem as faz, tem que ser coerente e enfrentá-las sem subrefúgios.
PS - Por mim, estaria disposto a ir a tribunal por todos os adjectivos com que já mimei o governo da República. Porque gostaria de repeti-los todos.
Ó Grande Abdallah!
O Abdallah é um gajo porreiro. Uma alma piedosa. Um lamechas, no fundo. Vai daí, indultou uma mulher que após ter sofrido uma violação colectiva foi condenada a 200 chicotadas e a seis meses de prisão...
Oh, grande Abdallah! Quão Misericordioso consegues ser! Se não fosse heresia, até te considerava um verdadeiro humanista, ó Abdallah!
Oh, grande Abdallah! Quão Misericordioso consegues ser! Se não fosse heresia, até te considerava um verdadeiro humanista, ó Abdallah!
10.12.07
Real politik vs ética
Robert Mugabe é um ditador, responsável por um desgoverno absoluto que está a arruinar o Zimbabwe. Não tem qualquer respeito pelos direitos mais elementares do homem. Dos homens. Dos negros como ele e que jurou defender. Tem razão Brown para não querer sentar à mesa deste déspota, apesar dos motivos serem errados. Porque não passa do orgulho ferido e porque o império britânico foi prejudicado com a tomada de poder de Mugabe. Não se trata da defesa efectiva dos direitos do homem, por parte do PM inglês (todos sabemos que é uma questão de política interna). Porque o governo britânico não tem pruridos em sentar à mesa de outras ditaduras tão ou mais violentas que a do Zimbabwe, como a Arábia Saudita.
Há algumas semanas, o governo português acolheu com honras de Estado o cacique-aspirante-a-ditador Hugo Chávez. Na altura, reconhecia a pertinência de termos de engolir este sapo: a comunidade portuguesa na Venezuela é demasiado grande e o governo português tem o dever de zelar pelos seus interesses.
Parece, contudo, que o principal motivo do encontro não foi a defesa da comunidade portuguesa, mas garantir negócios chorudos para a Galp. E sinceramente, senti um amargo de boca!
Este fim-de-semana, recebemos com pompa e circunstância Muammar Kadhafi, líder do regime opressivo que governa a Líbia. Aliás, vimos Sócrates de mão dada com o Líder Supremo líbio e todo ele era sorrisos. O motivo para tanta alegria era a garantia de outros negócios chorudos para a Galp e para outras empresas portuguesas. Que são levadas para a Líbia atraídas pelos dinares líbios, sem qualquer tipo de preocupação com essas questões humanistas.
Uma vez mais, todo um povo vergou-se aos interesses económicos de meia dúzia.
A isto chamam de real politik: eu chamaria de hipocrisia. E a mim, custou-me a engolir ver o PM do meu país a fazer acordos com um líder de um governo que não tem qualquer respeito pelos direitos do homem. A fazer acordos económicos. A vender a dignidade de um país aos interesses de alguns!
Não me admiro nada que qualquer dia estejamos à mesa de negociações com terroristas, conforme propunha, num rasgo invulgar de imbecilidade, Mário Soares. Já estivemos mais longe!
Há algumas semanas, o governo português acolheu com honras de Estado o cacique-aspirante-a-ditador Hugo Chávez. Na altura, reconhecia a pertinência de termos de engolir este sapo: a comunidade portuguesa na Venezuela é demasiado grande e o governo português tem o dever de zelar pelos seus interesses.
Parece, contudo, que o principal motivo do encontro não foi a defesa da comunidade portuguesa, mas garantir negócios chorudos para a Galp. E sinceramente, senti um amargo de boca!
Este fim-de-semana, recebemos com pompa e circunstância Muammar Kadhafi, líder do regime opressivo que governa a Líbia. Aliás, vimos Sócrates de mão dada com o Líder Supremo líbio e todo ele era sorrisos. O motivo para tanta alegria era a garantia de outros negócios chorudos para a Galp e para outras empresas portuguesas. Que são levadas para a Líbia atraídas pelos dinares líbios, sem qualquer tipo de preocupação com essas questões humanistas.
Uma vez mais, todo um povo vergou-se aos interesses económicos de meia dúzia.
A isto chamam de real politik: eu chamaria de hipocrisia. E a mim, custou-me a engolir ver o PM do meu país a fazer acordos com um líder de um governo que não tem qualquer respeito pelos direitos do homem. A fazer acordos económicos. A vender a dignidade de um país aos interesses de alguns!
Não me admiro nada que qualquer dia estejamos à mesa de negociações com terroristas, conforme propunha, num rasgo invulgar de imbecilidade, Mário Soares. Já estivemos mais longe!
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7.12.07
Who killed Bambi?
Who killed Bambi?
Murder murder murder
Someone should be angry
The crime of the century
Who shot little Bambi
Never trust a hippie
'Cause I love punky Bambi
I'll kill to find the killer
In that rotten roll army
All the spikey punkers
Believers in the ruins
With one big shout
They all cry out
Who killed Bambi?
Sex Pistols
(Se alguém me conseguir explicar como é que a meio da tarde de trabalho surgiu-me na cabeça a letra de uma canção que não oiço há mais de dez anos, agradeço...)
Murder murder murder
Someone should be angry
The crime of the century
Who shot little Bambi
Never trust a hippie
'Cause I love punky Bambi
I'll kill to find the killer
In that rotten roll army
All the spikey punkers
Believers in the ruins
With one big shout
They all cry out
Who killed Bambi?
Sex Pistols
(Se alguém me conseguir explicar como é que a meio da tarde de trabalho surgiu-me na cabeça a letra de uma canção que não oiço há mais de dez anos, agradeço...)
26.11.07
¿Por qué no te callas?
"Pedro Moutinho, líder da Juventude Centrista, apontou o presidente do Grupo Parlamentar do PCP, Bernardino Soares, como um dos principais protagonistas dos "distúrbios revolucionários" do Verão Quente de 1975, altura em que Soares tinha apenas quatro anos. Ontem, no almoço que assinalou a operação militar do 25 de Novembro de 1975, Moutinho disse que é preciso "apontar com frontalidade" alguns dos principais responsáveis por actos como os "sequestros e incêndios às sedes do CDS-PP logo após a revolução de Abril de 1974". E enumerou alguns nomes: "Falo do actual presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que mais tarde se renderia às virtudes do capitalismo. Falo também das bombas das FP 25 de Abril e políticos actuais como Francisco Louçã, Luís Fazenda, Jerónimo de Sousa, Odete Santos e Bernardino Soares." Lusa
Bernardino até poderá ser perigoso, mas desconfio que com 4 anos não teria muito jeito para terrorista de esquerda. Mas o líder da JC lá saberá do que fala. Afinal, o rapazinho é líder uma de organização partidária...
Bernardino até poderá ser perigoso, mas desconfio que com 4 anos não teria muito jeito para terrorista de esquerda. Mas o líder da JC lá saberá do que fala. Afinal, o rapazinho é líder uma de organização partidária...
31.10.07
Turismo fechado a cadeado
Numa terra que vende segurança, faz algumn sentido que o edificio da Secretaria Regional do Turismo, em pleno centro do Funchal, esteja rodeado, à noite, por um gradeamento semelhante aqueles que se vêem em Caracas ou Joanesburgo?
É uma questão de imagem, senhora Secretária...
É uma questão de imagem, senhora Secretária...
26.10.07
25.10.07
O crime perfeito
A partir de ontem, sinto-me mais português.
O assalto à ourivesaria “David Rosas”, no Funchal, espalhou o medo na Madeira e trouxe o mal (português) que faltava para a região.
No continente, os últimos meses foram trágicos. Nunca o país foi alvo de tantos e tão orquestrados assaltos à mão armada.
O método é idêntico lá e cá: - roubam um carro, chegam em pleno dia ao local do crime e, em menos de dois minutos, desaparecem sem que ninguém os “veja”. São crimes perfeitos.
Até há sensivelmente 4 anos os continentais só ouviam dizer que um banco, bomba de gasolina, ou uma ourivesaria tinham sido assaltados. Agora acreditam que o crime aconteça a qualquer hora e local. Do mesmo receiam os madeirenses. Julgavam que a região era imune ao crime, mas ele aconteceu. Para já sem “feridos” ou mortes, é verdade, mas caso fosse necessário fazer sangue, não tenho a menor dúvida que os “bandidos” tinham semeado o terror na região, em vez do actual estado de medo.
Nesta história a polícia não está isenta de culpa. Como é que um carro roubado, não tenha sido encontrado 12 horas depois? A Madeira tem 741 km quadrados e é uma ilha.
Quais foram as diligencias executadas pela PSP para localizar o veículo?
A outra questão, é que ninguém acredita que os “bandidos” sejam madeirenses. Até nisto somos portugueses. Pois eu receio que, pelo menos um, senão todos, é de cá.
O que vão agora fazer, caso não sejam identificados? Guardar o material e aos poucos, introduzi-lo nos mercados externos.
Quando é o próximo assalto?
O assalto à ourivesaria “David Rosas”, no Funchal, espalhou o medo na Madeira e trouxe o mal (português) que faltava para a região.
No continente, os últimos meses foram trágicos. Nunca o país foi alvo de tantos e tão orquestrados assaltos à mão armada.
O método é idêntico lá e cá: - roubam um carro, chegam em pleno dia ao local do crime e, em menos de dois minutos, desaparecem sem que ninguém os “veja”. São crimes perfeitos.
Até há sensivelmente 4 anos os continentais só ouviam dizer que um banco, bomba de gasolina, ou uma ourivesaria tinham sido assaltados. Agora acreditam que o crime aconteça a qualquer hora e local. Do mesmo receiam os madeirenses. Julgavam que a região era imune ao crime, mas ele aconteceu. Para já sem “feridos” ou mortes, é verdade, mas caso fosse necessário fazer sangue, não tenho a menor dúvida que os “bandidos” tinham semeado o terror na região, em vez do actual estado de medo.
Nesta história a polícia não está isenta de culpa. Como é que um carro roubado, não tenha sido encontrado 12 horas depois? A Madeira tem 741 km quadrados e é uma ilha.
Quais foram as diligencias executadas pela PSP para localizar o veículo?
A outra questão, é que ninguém acredita que os “bandidos” sejam madeirenses. Até nisto somos portugueses. Pois eu receio que, pelo menos um, senão todos, é de cá.
O que vão agora fazer, caso não sejam identificados? Guardar o material e aos poucos, introduzi-lo nos mercados externos.
Quando é o próximo assalto?
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