18.9.06

Estejam mas é quietos!

O jogo de Andebol do Estádio de Alvalade mostrou porque razão são os próprios árbitros a recusar a profissionalização.

Recusam-na porque disfrutam de um estatuto de impunidade único, podendo cometer os erros que quiserem sem serem punidos.

Ficam assim livres para fazerem os favores que lhes são pedidos pelos "reis" do Pontapé na Bola. Em troca de "meninas" ou "meninos" - depende das preferências - nos quartos de hotel, de viagens, de relógios ou de outras coisas que tais.

No futebol existem coincidências no mínimo estranhas. Se não vejamos: Foi o presidente do Benfica (honra lhe seja feita) que ressuscitou o Apito Dourado.

Logo no primeiro jogo da época, no Estádio do Bessa, frente ao Boavista, calhou aos encarnados que o árbitro fosse um tal de João Ferreira, por sinal fortemente indiciado no processo.No Bessa, a arbitragem dessa personagem foi claramente tendenciosa, prejudicando o Benfica.

Curiosamente, uma semana depois o presidente do Sporting falou pela primeira vez sobre o Apito Dourado.

No fim de semana, chegou a Alvalade um tipo que não só deixou passar um golo com a mão, como não viu um penálti claro na área do Paços de Ferreira e como se enganou sistematicamente - ele e os assistentes - na marcação de foras de jogo. E para não destoar, ainda permitiu que os jogadores do Paços de Ferreira simulassem lesões, demorassem tempo excessivo na reposição de bola e fizessem inúmeras faltas sem que lhes fosse mostrados cartões amarelos. Sabem quem era o “rapazinho”? Pois, chamava-se João Ferreira e é mais conhecido por ser um dos "meninos do major".

A mim, parece-me que a Liga, com o que resta do seu poder, enviou um aviso claro às duas equipas de Lisboa: Estejam quietos, porque os João Ferreiras deste mundo podem cair-vos em cima!