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25.7.07

Bom senso? até aplaudo!

Ao contrário da mensagem que se tenta fazer passar, o "caso Charrua" não terminou bem para o professor. O processo foi arquivado, mas Fernando Charrua não volta à Direcção Regional de Educação do Norte. Que aliás era uma das suas pretensões. Já para Margarida Moreira, a vida continua igual àquilo que sempre foi. Resumindo: o bom senso da ministra tem que se lhe diga!

20.7.07

L'État c'est moi

Todos os partidos da oposição acusaram hoje o governo do bacharel Sócrates de tiques de autoritarismo. Tiques? Tiques, não! Autoritarismo puro e duro, à boa moda dos ditadorzecos de pacotilha.

Mas achei piada ao primeiro-ministro hoje no debate da nação, onde garantia não receber lições de democracia de ninguém, qual paladino da liberdade - quase que o vejo cavalgando as serranias seguindo as pegadas de Viriato na defesa da liberdade do povo.
O que o primeiro-ministro ainda não percebeu é que aquela figura de prima dona, de virgem ofendida, já não pega.
E bem podem pregar os socialistas que a situação económica é fantástica, que o governo fez maravilhas, mas já não conseguem disfarçar o mal-estar que se vive a nível nacional. Pode o próprio primeiro-ministro acusar o PCP de manipulação e de organização de manifestações - 'tadinho, ele que o povo ama e que é tão maltratado pelos malvadões da oposição -, que a verdade é que a rua já não está com ele. Sócrates ameça mesmo tornar-se personna non grata em Portugal. Por mim digo-o desde já: esse senhor na minha casa não entraria!

4.7.07

Rua com eles



Absolutamente deplorável. E mais uma vez, incomoda-me que este ministro não seja responsabilizado pela sua atitude absolutamente anti-democrática!
Mas é esta a lógica do governo do bacharel Sócrates (venham lá agora acusar-me de apenas querer ofender Sua Excelência!).
A atitude do senhor foi tão absurda que até incomodou o Comissário Europeu!
Vergonhoso.

19.6.07

Chamem a polícia...

Desde as últimas eleições, temos assistido a um fenómeno preocupante na blogosfera madeirense.
Em blogs assumidamente anti-PSD (nalguns, pelo menos, porque continuam a existir boas excepções) temos visto as críticas às políticas serem substituídas pela propagação da ideia de que no governo e nas autarquias madeirenses apenas existem corruptos (que controlam o poder judicial e a comunicação social, está bom de ser ver).
Aliás, houve um blog que arriscou mesmo que a única forma de derrotar o PSD é pela via legalista (para quê debate político, é preciso é que eles vão presos).
Inicialmente, até achei piada porque - pareceu-me - reflectia o desespero que afectava alguma oposição. Neste momento já não me diverte tanto, porque indicia um tempo em que não se fará combate político, mas tão-só caça às bruxas. Não sei se por orientação da cúpula nacional partidária, se já por efeito da candidatura de João Carlos Gouveia à liderança do PS, a verdade é que deixámos de ler discursos políticos, que foram substituídos por discursos legalistas.
Mas a gravidade até nem tem a ver com o facto de tentarem vender a ideia de que o PSD só se perpetua no poder porque a repressão judicial e a comunicação social não funcionam na Madeira. A isso, acho que o Povo madeirense já respondeu nas últimas eleições.
É grave, porque revela que alguma oposição já deixou de o ser, isto é, já não quer fazer oposição política. Demonstra que o debate está a ser substituído pela denúncia judiciária, que já não existem assuntos políticos, mas tão-só assuntos criminais. Não me admirava nada que, mais dia menos dia, a frase mais ouvida pelas inúmeras assembleias madeirenses seja: "Chamem a polícia..."
Isto parece brincadeira, mas é efectivamente preocupante. Porque a estratégia mudou e não augura nada de bom.

15.6.07

Coerência ou falta dela

Não percebo os socialistas da Madeira. Tão zelosos que são na denúncia dos atentados à democracia madeirense, mas continuam calados que nem ratos relativamente à prepotência da camarada de partido directora da DREN. Coerências!

11.6.07

A chibadela

Um professor, talvez por acaso ex-deputado do PSD, a título particular, teceu um comentário jocoso relativamente à licenciatura inexistente do primeiro-ministro. A piada, inocente nos dias que correm e dita em off, foi entretanto utilizada por quem a ouviu, para denegrir e penalizar o referido professor, através de uma queixa à chefe do serviço, uma senhora pouco mais que idiota, curiosamente promovida muito recentemente por bom comportamento.

A política da chibadela começa a dar infelizmente os seus frutos. Desde que se prometeu fazer de 700 mil funcionários públicos os pilares do combate à corrupção através da denúncia (que muitas vezes é um outro nome para inveja, má língua e outros adjectivos de igual calibre) que este país se apressou a entrar na moda pidesca, de que a futura caça aos fumadores e a actual aos jornalistas (patrocinada por um ministro sinistro e muito perigoso) são apenas dois outros pequeninos exemplos. É por estas alturas que me lembro sempre daquela história muito velhinha: primeiro vieram buscar o meu vizinho, mas eu não liguei porque não era nada comigo.

Por mim, antes que a praga alastre, faço aqui uma singela sugestão: apliquem o processo disciplinar ao contrário, ou seja, condenem já o delator e a sua subserviente directora, aplicando-lhes 50 chibatadas que sirvam de exemplo e de travão a outros oportunistas e engraçadinhos. Acham demasiado? Por favor: substituam o chicote por um bom vime. Faz menos mossa, mas a marca, no lombo, permanecerá inesquecível.