Já antevia que a liberalização do transporte aéreo para a Madeira seria um desastre.
As razões são óbvias: Na prática só voa para a região a companhia de bandeira. A SATA não tem músculo para fazer sombra à Tap. Além disso, são companhias parceiras de negócio – partilham aviões e lugares, na rota Funchal, continente. A Portugália é um sonho. Ainda voam os aviões, mas a empresa já não existe. Foi “engolida” pela Tap.
Só com base nestes três pressupostos é fácil perceber que não existiam, como ainda não existem condições para deixar o mercado funcionar. Nesta e noutras áreas, como é o caso do petróleo, ou dos cereais, por exemplo, quem fixa os preços é quem tem o poder.
A Tap agora cobra uma taxa por tudo e por nada: 50 EUROS, para quem mexer na data da passagem. Se não avisar com antecedência são mais 50 EUROS (100 euros) e no caso de não existirem lugares disponíveis na classe do bilhete, o passageiro é obrigado a desembolsar mais o acerto.
Exemplo prático: Viagem Funchal-Lisboa em classe económica 242,63. Foi necessário alterar o regresso + 50 euros de penalização + 42 euros porque não existiam vagas na classe adquirida . Total 334,63.
Em Portugal quem tem autoridade para fiscalizar este abuso de poder???? O Instituto Nacional de Aviação Civil? A polémica ASAE?? A Autoridade da Concorrência????
Será que os nosso governos (Madeira e Continente) – preocuparam-se em saber se existia concorrência na linha, antes de abrir o mercado??????
É um tema que dá pano para fazer muitos fatos.
Nem falo da hora que perdi entre os CTT; a agência de viagem onde comprei o bilhete e o balcão da Tap, que agora chama-se Groundforce. A minha sorte é que, as três entidades, não distavam uma da outra, mais de 15 metros. Levantei o subsídio no Aeroporto.
"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
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19.5.08
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13.2.08
À Espera da ASAE
Na Madeira há uns indivíduos insaciáveis por autonomia.
Não sei se em casa quem manda é a esposa, ou se a falta de exercício de poder lhes diminui o ego. Nunca percebi, nem quero entender.
Entrou em vigor a nova lei do tabaco e passados uns dias foi apanhado com a boca na botija o Presidente do Governo.
De imediato ouvi dizer que a lei não era boa e que ninguém a tinha violado.
Passados uns dias, alguém lembrou-se da autonomia. Toca reescrever o texto da lei para acertar o fato à medida dos burgos do sítio.
Penso que quem age desta forma, está mal informado.
O TABACO MATA. Eu não fumo mas já assisti a conferências proferidas por médicos, sobre o vício do cigarro e fiquei chocado.
O meu conselho é que se aproveite a autonomia para benefício da população madeirense e não desta forma.
Para fazer uma lei que nem serve gregos nem troianos.
Não sei se em casa quem manda é a esposa, ou se a falta de exercício de poder lhes diminui o ego. Nunca percebi, nem quero entender.
Entrou em vigor a nova lei do tabaco e passados uns dias foi apanhado com a boca na botija o Presidente do Governo.
De imediato ouvi dizer que a lei não era boa e que ninguém a tinha violado.
Passados uns dias, alguém lembrou-se da autonomia. Toca reescrever o texto da lei para acertar o fato à medida dos burgos do sítio.
Penso que quem age desta forma, está mal informado.
O TABACO MATA. Eu não fumo mas já assisti a conferências proferidas por médicos, sobre o vício do cigarro e fiquei chocado.
O meu conselho é que se aproveite a autonomia para benefício da população madeirense e não desta forma.
Para fazer uma lei que nem serve gregos nem troianos.
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24.1.08
Contando, ninguém acredita!
Até há dois ou três anos pagávamos multas por ultrapassar as quotas de produção de leite atribuídas a Portugal. Hoje anunciam-se aumentos de 10 cêntimos ao litro devida à falta de produção. Ora, os versados em economia que pela blogosfera abundam expliquem-me lá que puta de economia e que puta de estratégia é esta?
10.10.07
Liberdade ou a falta dela
É, nem toda a gente convive bem com a liberdade de expressão.Desta vez, uns senhores deputados à Assembleia de Freguesia da Madalena do Mar resolveram apresentar um voto de protesto na dita Assembleia contra António Spínola, vulgo amsf.
Motivo apresentado? Passada meia hora e depois de algumas releituras, ainda não percebi que raio pretendiam os seus subscritores e que motivo evocam.
Protesto contra o quê? Contra a liberdade deste cidadão que lhe permite expressar a sua opinião, ainda que seja constituída maioritariamente por palermices?
Na minha modesta opinião, o amsf assume posições um bocado esquizofrénicas (sem querer ofender os doentes), por vezes tem alguma dificuldade de compreensão, diria até que demonstra algum desiquilíbrio, mas isso, per se, não justifica o voto de protesto. Porque se é para impedir a propagação de dislates e alarvidades, então teríamos que apresentar votos de protesto contra os elementos que apresentaram o dito cujo e contra 99% dos homens e mulheres que fazem política neste país. Áh e já agora, teríamos de fechar quase todos os blogues, a começar pela Conspiração.
Se me permitem, deixo aqui um conselho aos senhores deputados: caros senhores, não sei se o senhor António Spínola é tão difícil de aturar quanto o amsf. Mas se for, ainda assim, gramem-no! Porque a liberdade que os senhores exigem para escrever este voto de protesto algo sui generis, deverá ser exactamente aquela que têm que reconhecer ao senhor Spínola de, livremente, expressar a sua opinião na blogosfera.
Ao amsf: as oportunidades não serão abundantes. Mas sempre que em causa estiver a sua liberdade, poderá contar com a minha solidariedade.
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9.10.07
Socretinices
Bem pode pregar o primeiro-ministro, mas são já demasiadas manifestações para serem todas imputadas aos comunistas. Eu ainda não marquei presença em nenhuma, mas não perco a próxima que ocorra nas proximidades. Porque é preciso gritar alto e em bom som contra este (des)governo.
Gostei mesmo foi da sua naturalidade: enfrentar os sindicatos? Pelo amor de Deus, não, pá...
Mas o homem estava tão á-vontade que até a pronúncia serrana o traiu: trinta ianos.
Alguém que informe o senhor bacharel Sócrates - como, de resto, alguém o aconselhou a não virar as costas às câmaras de TV -, que para ser primeiro-ministro em Portugal não é necessário ser engenheiro, mas já agora convém saber falar português...
Mas temos que dizer isto baixinho. É que a bufaria anda por aí!
Gostei mesmo foi da sua naturalidade: enfrentar os sindicatos? Pelo amor de Deus, não, pá...
Mas o homem estava tão á-vontade que até a pronúncia serrana o traiu: trinta ianos.
Alguém que informe o senhor bacharel Sócrates - como, de resto, alguém o aconselhou a não virar as costas às câmaras de TV -, que para ser primeiro-ministro em Portugal não é necessário ser engenheiro, mas já agora convém saber falar português...
Mas temos que dizer isto baixinho. É que a bufaria anda por aí!
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4.10.07
Sem-vergonha elevado ao cubo
Agora foi o primeiro-ministro que não achou importante dar uma palavrinha aos portugueses sobre as acusações de João Cravinho.
Será que esta gente fez um pacto de silêncio? Compreendo que não tenham nada de interessante para dizer, mas ia sendo tempo de darem algumas justificações ao país. Ao que parece, acham que não têm esse dever. Democratas, estes senhores...
Será que esta gente fez um pacto de silêncio? Compreendo que não tenham nada de interessante para dizer, mas ia sendo tempo de darem algumas justificações ao país. Ao que parece, acham que não têm esse dever. Democratas, estes senhores...
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3.10.07
Bons exemplos continuam
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1.10.07
Sem vergonha
O ministro da Administração Interna, numa bela demonstração do seu espírito democrático, comenta a manifestação da ASPP com um contundente: "Muito obrigado e muito boa tarde!"
É impressão minha, ou a sem-vergonhice deste governo começa a utrapassar os limites do tolerável?
É impressão minha, ou a sem-vergonhice deste governo começa a utrapassar os limites do tolerável?
25.9.07
A culpa é do Cavaco!
O PSD é alvo, demasiadas vezes, de críticas injustas e encomendadas, provenientes da intelligentsia de esquerda que domina os meios de comunicação social nacionais.
Por isso, tento não me deixar influenciar pelos fazedores de opinião, sempre tão hostis ao PSD, recorrendo a outras fontes de informação.
Todavia - e nos últimos anos acontece com demasiada frequência -, às vezes o PSD não só merece a crítica, como também a exige.
É o que acontece com toda esta trapalhada da eleição do próximo líder. Independentemente dos jogos políticos que Luís Filipe Menezes e Marques Mendes possam estar a fazer - que são patetas e suicidários, uma vez que apenas prejudicam os próprios e o PSD -, a verdade é que o partido deveria ter muito bem definidos os procedimentos relativamente às eleições directas. E o facto de ser a primeira vez que se realizam directas no PSD não atenua a trapalhada. Num partido minimamente organizado, com regras de funcionamento claras, não existiriam dúvidas sobre quem poderia ou não votar, sempre tão prejudiciais e potenciadoras da suspeita. E a culpa do processo poder vir a arrastar-se para os dias seguintes ao dia 29 de Setembro, não será do candidato derrotado - seja quem for, nunca se poderá exigir muito mais, ou sequer que ponha os interesses do partido acima dos interesses pessoais, uma vez que ambos já demonstraram não ter capacidade para tal -, será da própria máquina que não soube antecipar e dissipar as dúvidas.
A verdade verdadinha, é que o PSD está à beira da ruptura. Passados 12 anos, sofre ainda do cavaquismo (veja-se que todos os líderes, desde 1995, foram membros dos governos de Cavaco) e do que de pior deixou no partido: uma classe política interesseira que nem profissional soube ser. Aliás, um mal que mina o PS há anos e ao qual o PSD ia resistindo.
Na minha modesta opinião, apenas quando toda esta "tralha cavaquista" (desculpa lá Vicente Jorge Silva, mas a expressão é boa!) estiver arredada da esfera do poder do PSD é que o partido se poderá regenerar e renovar. Porque o que sobra em quadros técnicos de qualidade, falta em oportunidades.
Por isso, tento não me deixar influenciar pelos fazedores de opinião, sempre tão hostis ao PSD, recorrendo a outras fontes de informação.
Todavia - e nos últimos anos acontece com demasiada frequência -, às vezes o PSD não só merece a crítica, como também a exige.
É o que acontece com toda esta trapalhada da eleição do próximo líder. Independentemente dos jogos políticos que Luís Filipe Menezes e Marques Mendes possam estar a fazer - que são patetas e suicidários, uma vez que apenas prejudicam os próprios e o PSD -, a verdade é que o partido deveria ter muito bem definidos os procedimentos relativamente às eleições directas. E o facto de ser a primeira vez que se realizam directas no PSD não atenua a trapalhada. Num partido minimamente organizado, com regras de funcionamento claras, não existiriam dúvidas sobre quem poderia ou não votar, sempre tão prejudiciais e potenciadoras da suspeita. E a culpa do processo poder vir a arrastar-se para os dias seguintes ao dia 29 de Setembro, não será do candidato derrotado - seja quem for, nunca se poderá exigir muito mais, ou sequer que ponha os interesses do partido acima dos interesses pessoais, uma vez que ambos já demonstraram não ter capacidade para tal -, será da própria máquina que não soube antecipar e dissipar as dúvidas.
A verdade verdadinha, é que o PSD está à beira da ruptura. Passados 12 anos, sofre ainda do cavaquismo (veja-se que todos os líderes, desde 1995, foram membros dos governos de Cavaco) e do que de pior deixou no partido: uma classe política interesseira que nem profissional soube ser. Aliás, um mal que mina o PS há anos e ao qual o PSD ia resistindo.
Na minha modesta opinião, apenas quando toda esta "tralha cavaquista" (desculpa lá Vicente Jorge Silva, mas a expressão é boa!) estiver arredada da esfera do poder do PSD é que o partido se poderá regenerar e renovar. Porque o que sobra em quadros técnicos de qualidade, falta em oportunidades.
24.9.07
País progressista, com abortos e tudo
Aos poucos, a mentira começa a cair. Afinal, em 2 meses de completa liberalização, foram praticados em Portugal cerca de 1400 abortos (muito longe dos 60.000 abortos anuais que nos quiseram impingir), e apenas 5 foram feitos em grávidas com idades inferior a 15 anos.
Aliás, 67% (947) dos abortos praticados desde a entrada em vigor da nova legislação, foram realizados em mulheres com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos.
Posso estar a exagerar, mas estou convencido que se fizéssemos uma análise às condições socio-economicas das grávidas que abortaram, constataríamos que afinal não são provenientes das classes sociais mais desprivilegiadas.
Por enquanto, manda-nos a prudência aguardar. Mas veremos no futuro, quando algum estudo verdadeiramente sério for feito.
Se bem que nessa altura, o aborto será já tido como um método contraceptivo perfeitamente normal e legítimo e não um procedimento de excepção que deva er combatido. E isso é o que mais me revolta!
Aliás, 67% (947) dos abortos praticados desde a entrada em vigor da nova legislação, foram realizados em mulheres com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos.
Posso estar a exagerar, mas estou convencido que se fizéssemos uma análise às condições socio-economicas das grávidas que abortaram, constataríamos que afinal não são provenientes das classes sociais mais desprivilegiadas.
Por enquanto, manda-nos a prudência aguardar. Mas veremos no futuro, quando algum estudo verdadeiramente sério for feito.
Se bem que nessa altura, o aborto será já tido como um método contraceptivo perfeitamente normal e legítimo e não um procedimento de excepção que deva er combatido. E isso é o que mais me revolta!
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18.9.07
Retrato de família
No hotel CS Madeira a família PS também ficou mal na fotografia. Nunca deveria ter aprovado qualquer construção. Sobretudo, acima da cota da estrada monumental.
A família PSD, autárquica, borrou o resto do retrato. Permitiu que o promotor violasse o projecto inicial. Pior do que isso, deixou a obra, irregular, avançar.
Agora não tem coragem para mandar demolir. Vai legalizar, o ilegal.
PS – A entrevista de Albuquerque ao DN-M foi, no mínimo, parabólica.
A família PSD, autárquica, borrou o resto do retrato. Permitiu que o promotor violasse o projecto inicial. Pior do que isso, deixou a obra, irregular, avançar.
Agora não tem coragem para mandar demolir. Vai legalizar, o ilegal.
PS – A entrevista de Albuquerque ao DN-M foi, no mínimo, parabólica.
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17.9.07
Ideias lunares
Apesar de algum retardamento, não posso deixar de passar algumas das afirmações do Jerónimo de Sousa, antes e pós Festa do Avante. Então não é que o homem continua a achar que na China existe uma sociedade socialista, que as FARC são um grupo de ches guevaras sequiosos de liberdade e que o Chávez é o ícone da libertação sul-americana. Eu às vezes pergunto-me onde raio é que vivem os comunistas portugueses. Na lua?!
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25.7.07
Que falta de decência! E ninguém escapou.
Começa a ser tempo de Jaime Ramos ter algum tento na língua. As afirmações proferidas mais do que envergonharem o parlamento, deveriam envergonhar o próprio. Não defendo hipocrisias como as que existem na Assembleia da República (aquela do terem medo de chamar os bois pelos nomes "mata-me"), mas é imperioso que os deputados à Assembleia Legislativa Regional respeitem a instituição máxima da Autonomia. Sob pena da sua total e inapelável desacreditação.
Para além disso, os argumentos apresentados por Jaime Ramos são absurdos. Como se o homem deixasse de receber os lucros no final do ano apenas por não ser administrador ou gerente de empresas que todos sabemos serem dele. Haja decência!
Miguel de Sousa também não ficou nada bem na fotografia, por não ter acabado com aquele regabofe logo de início. E foi pior a emenda do que o soneto, quando fez a sua defesa. É que autocrítica por autocrítica, até não lhe ficava nada mal alguma!
Estranhei também foi a compreensão de Victor Freitas em relação às afirmações de Jaime Ramos. Então é normal um deputado "perder a cabeça" e proferir as barbaridades que o líder da bancada parlamentar do PSD - Madeira proferiu? Então Victor, andas a preparar alguma, é?...
Para além disso, os argumentos apresentados por Jaime Ramos são absurdos. Como se o homem deixasse de receber os lucros no final do ano apenas por não ser administrador ou gerente de empresas que todos sabemos serem dele. Haja decência!
Miguel de Sousa também não ficou nada bem na fotografia, por não ter acabado com aquele regabofe logo de início. E foi pior a emenda do que o soneto, quando fez a sua defesa. É que autocrítica por autocrítica, até não lhe ficava nada mal alguma!
Estranhei também foi a compreensão de Victor Freitas em relação às afirmações de Jaime Ramos. Então é normal um deputado "perder a cabeça" e proferir as barbaridades que o líder da bancada parlamentar do PSD - Madeira proferiu? Então Victor, andas a preparar alguma, é?...
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Havia de ser bonito se houvesse quotas. Com deputadas deste nível...
Com deputadas do calibre de Rafaela Fernandes, pelo menos com a qualidade de afirmações como aquela que proferiu no debate do dia 24, só apetece mesmo dizer: volta Célia, estás perdoada!
Permitam-me um pequeno aparte: é inacreditável a quantidade de energúmenos que os aparelhos partidários, e muito concretamente as jotas, conseguem produzir. Tenho certeza que ao nível da produção de clientela e de carreiristas, os partidos portugueses batem recordes de produtividade!
Permitam-me um pequeno aparte: é inacreditável a quantidade de energúmenos que os aparelhos partidários, e muito concretamente as jotas, conseguem produzir. Tenho certeza que ao nível da produção de clientela e de carreiristas, os partidos portugueses batem recordes de produtividade!
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20.7.07
L'État c'est moi
Todos os partidos da oposição acusaram hoje o governo do bacharel Sócrates de tiques de autoritarismo. Tiques? Tiques, não! Autoritarismo puro e duro, à boa moda dos ditadorzecos de pacotilha.
Mas achei piada ao primeiro-ministro hoje no debate da nação, onde garantia não receber lições de democracia de ninguém, qual paladino da liberdade - quase que o vejo cavalgando as serranias seguindo as pegadas de Viriato na defesa da liberdade do povo.
O que o primeiro-ministro ainda não percebeu é que aquela figura de prima dona, de virgem ofendida, já não pega.
E bem podem pregar os socialistas que a situação económica é fantástica, que o governo fez maravilhas, mas já não conseguem disfarçar o mal-estar que se vive a nível nacional. Pode o próprio primeiro-ministro acusar o PCP de manipulação e de organização de manifestações - 'tadinho, ele que o povo ama e que é tão maltratado pelos malvadões da oposição -, que a verdade é que a rua já não está com ele. Sócrates ameça mesmo tornar-se personna non grata em Portugal. Por mim digo-o desde já: esse senhor na minha casa não entraria!
Mas achei piada ao primeiro-ministro hoje no debate da nação, onde garantia não receber lições de democracia de ninguém, qual paladino da liberdade - quase que o vejo cavalgando as serranias seguindo as pegadas de Viriato na defesa da liberdade do povo.
O que o primeiro-ministro ainda não percebeu é que aquela figura de prima dona, de virgem ofendida, já não pega.
E bem podem pregar os socialistas que a situação económica é fantástica, que o governo fez maravilhas, mas já não conseguem disfarçar o mal-estar que se vive a nível nacional. Pode o próprio primeiro-ministro acusar o PCP de manipulação e de organização de manifestações - 'tadinho, ele que o povo ama e que é tão maltratado pelos malvadões da oposição -, que a verdade é que a rua já não está com ele. Sócrates ameça mesmo tornar-se personna non grata em Portugal. Por mim digo-o desde já: esse senhor na minha casa não entraria!
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10.7.07
Watch again!
Hoje em dia, "sociedade civil" é sinónimo de "Compromisso Portugal". E é ver a comunicação social portuguesa (especialmente aquela especialista em economia que também se julga especialista em política) embevecida a olhar os seus paladinos... Que é como quem diz, os defensores do neo-liberalismo. Patético, se não fosse tão perigoso!
22.6.07
À distância de um século
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.(…)
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, "Pátria".
Querem aplicar o texto à Madeira? Estejam à vontade. Mas não se esqueçam de aplicá-lo todo o território tuga. Porque na Madeira não se passa nada que não estejamos já habituados a ver por terras rectangulares.
E não vale assobiar e olhar para o ar, como certamente gostariam muitos socialistas madeirenses.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, "Pátria".
Querem aplicar o texto à Madeira? Estejam à vontade. Mas não se esqueçam de aplicá-lo todo o território tuga. Porque na Madeira não se passa nada que não estejamos já habituados a ver por terras rectangulares.
E não vale assobiar e olhar para o ar, como certamente gostariam muitos socialistas madeirenses.
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20.6.07
Porque outros dizem melhor do que eu (2)
Vai fazer um ano que aqui exprimi pela primeira vez as minhas dúvidas sobre a súbita febre de Ota que atacou o Governo (“Foi você que pediu um aeroporto?”). Passado um ano, em que tudo li, ouvi e consultei sobre o assunto, as minhas dúvidas de então transformaram-se todas em certezas ou quase certezas. E, as que restam, passaram de dúvidas a desconfianças.
Tenho hoje a quase certeza de que a Portela não está saturada, ao contrário do que dizem, inocentemente ou não. Não está saturada hoje e não estará se e quando houver TGV e ele vier retirar à Portela uma grossa fatia de passageiros com origem ou destino no Porto e Madrid. E tenho a certeza de que as dificuldades de estacionamento na Portela se resolveriam com a anexação dos terrenos de Figo Maduro.
Tenho a certeza de que a melhor solução para Lisboa, no caso de saturação a prazo da Portela, seria a sua manutenção a par de um aeroporto alternativo, modesto e fácil de pôr em funcionamento, como sucede em todas as cidades europeias com grande movimento aéreo. A “Portela+1” seria a solução mais fácil, mais rápida de executar, que melhor servia os interesses da cidade e dos seus habitantes e de longe a mais barata para os contribuintes.
Tenho a quase certeza de que, se a solução “Portela+1” não foi contemplada no estudo da CIP nem no período de reflexão concedido pelo Governo, tal se ficou a dever a um acordo entre a CIP e José Sócrates. E tenho a certeza de que essa solução, justamente porque sairia infinitamente mais barata, é a que menos interessa ao sector financeiro, às sociedades de advocacia de negócios e de influências e ao sector empresarial que está habituado a só fazer grandes negócios quando eles envolvem grandes obras públicas. Não custa a perceber que o Governo do PS tenha aceite este compromisso com a CIP, desde que de fora ficasse a solução mais simples, e que o PSD não tenha esboçado um protesto por não se falar na hipótese da terceira solução. Estão em jogo os interesses dos grandes financiadores do “Bloco Central” – essa eterna tratação entre dinheiros públicos e interesses privados, que traz cativa, de há muito, a capacidade de desenvolvimento do país. Não percam tempo a tentar perceber se há mais “interesses” envolvidos na Ota ou em Alcochete: bilião a mais ou a menos, o que os interesses querem é um novo aeroporto, megalómano, de raiz e tão caro quanto possível.
Tenho a certeza, obviamente, de que entre a Ota e Alcochete – (e confirmando-se a inexistência de danos ambientais incomportáveis em Alcochete) – só mesmo um inimputável é que escolheria a Ota para um aeroporto internacional de Lisboa. Basta um olhar ao mapa para perceber que Alcochete fica mais perto, tem acessibilidades mais fáceis e está alinhado com o TGV para Madrid. Deve custar um terço da Ota e tem a inestimável vantagem de apenas envolver terrenos públicos – ao contrário da Ota, que tem alimentado intermináveis boatos e especulações sobre as jogadas com a propriedade dos terrenos. É ainda mais seguro em termos de navegação aérea, mais fácil e mais rápido de fazer e sem prazo de vida.
Mas também tenho enormes desconfianças sobre o fundamento sério desta súbita decisão governamental de ir estudar agora a alternativa Alcochete. É óbvio que, para já, ela salva do descalabro a campanha autárquica de António Costa, que vegeta sem nenhuma ideia nem projecto dignos desse nome. É óbvio também que a ‘pausa’ serve para não abrir um conflito com o Presidente e visa demonstrar que a célebre teimosia de Sócrates não é insensível à opinião da sociedade civil e à busca da melhor solução para o ‘interesse público’. Pois... mas, se assim fosse, se ambas as soluções estivessem afinal em aberto, não se percebe que continue em funções o ministro que há quinze dias jurava que na margem sul «jamais, jamais» (em francês), e que passou o último ano a pregar a política do facto consumado e do capricho pessoal. Em vez disso, e como vimos, logo no dia seguinte, Mário Lino recebeu, com o maior dos à-vontades, o lóbi autárquico da Ota, para lhe dizer que continuava com eles e que contassem com ele.
Há um ano, Mário Lino e José Sócrates diziam que tinham feito todos os estudos e que não havia dúvida alguma de que Lisboa precisava urgentemente de um novo aeroporto e que isso só podia ser na Ota. Depois, foi-se descobrindo que, afinal, os estudos não estavam feitos mas no início (o de impacto ambiental só agora começou), e que alguns deles, como o de engenharia, desmentiam a excelência da Ota. Descobre-se que nenhuma alternativa tinha sido seriamente estudada e algumas, como Alcochete, nem sequer tinham sido consideradas. Descobre-se que a “certeza” do esgotamento iminente da Portela não levava em consideração factores como a entrada em funcionamento do TGV e baseava-se em previsões de crescimento do número de turistas verdadeiramente mirabolantes. Descobre-se que a solução que o Governo quis impor à força é a mais cara, a mais incómoda para os passageiros, a mais insegura, a mais difícil de executar, a que menos interessa a Lisboa e a de menos futuro. E foi assim que foi tratada a obra pública mais importante das últimas e próximas décadas.
Tal como sucedeu com a regionalização, também agora os socialistas quiseram impor ao país um facto consumado, com “estudos” feitos e sem necessidade de discussão pública. Eu só espero que, como então sucedeu, também agora o país lhes dê a resposta que merecem. E que ninguém se deixe iludir por esta possível manobra de “pedimos desculpa por esta interrupção, a Ota segue dentro de momentos”.
Miguel Sousa Tavares, 18 de Junho de 2007 8:00 por Expresso Multimedia.
Poucas vezes concordo com MST. Desta feita, subscrevo integralmente as suas afirmações. E tiro-lhe o chapéu...
Tenho hoje a quase certeza de que a Portela não está saturada, ao contrário do que dizem, inocentemente ou não. Não está saturada hoje e não estará se e quando houver TGV e ele vier retirar à Portela uma grossa fatia de passageiros com origem ou destino no Porto e Madrid. E tenho a certeza de que as dificuldades de estacionamento na Portela se resolveriam com a anexação dos terrenos de Figo Maduro.
Tenho a certeza de que a melhor solução para Lisboa, no caso de saturação a prazo da Portela, seria a sua manutenção a par de um aeroporto alternativo, modesto e fácil de pôr em funcionamento, como sucede em todas as cidades europeias com grande movimento aéreo. A “Portela+1” seria a solução mais fácil, mais rápida de executar, que melhor servia os interesses da cidade e dos seus habitantes e de longe a mais barata para os contribuintes.
Tenho a quase certeza de que, se a solução “Portela+1” não foi contemplada no estudo da CIP nem no período de reflexão concedido pelo Governo, tal se ficou a dever a um acordo entre a CIP e José Sócrates. E tenho a certeza de que essa solução, justamente porque sairia infinitamente mais barata, é a que menos interessa ao sector financeiro, às sociedades de advocacia de negócios e de influências e ao sector empresarial que está habituado a só fazer grandes negócios quando eles envolvem grandes obras públicas. Não custa a perceber que o Governo do PS tenha aceite este compromisso com a CIP, desde que de fora ficasse a solução mais simples, e que o PSD não tenha esboçado um protesto por não se falar na hipótese da terceira solução. Estão em jogo os interesses dos grandes financiadores do “Bloco Central” – essa eterna tratação entre dinheiros públicos e interesses privados, que traz cativa, de há muito, a capacidade de desenvolvimento do país. Não percam tempo a tentar perceber se há mais “interesses” envolvidos na Ota ou em Alcochete: bilião a mais ou a menos, o que os interesses querem é um novo aeroporto, megalómano, de raiz e tão caro quanto possível.
Tenho a certeza, obviamente, de que entre a Ota e Alcochete – (e confirmando-se a inexistência de danos ambientais incomportáveis em Alcochete) – só mesmo um inimputável é que escolheria a Ota para um aeroporto internacional de Lisboa. Basta um olhar ao mapa para perceber que Alcochete fica mais perto, tem acessibilidades mais fáceis e está alinhado com o TGV para Madrid. Deve custar um terço da Ota e tem a inestimável vantagem de apenas envolver terrenos públicos – ao contrário da Ota, que tem alimentado intermináveis boatos e especulações sobre as jogadas com a propriedade dos terrenos. É ainda mais seguro em termos de navegação aérea, mais fácil e mais rápido de fazer e sem prazo de vida.
Mas também tenho enormes desconfianças sobre o fundamento sério desta súbita decisão governamental de ir estudar agora a alternativa Alcochete. É óbvio que, para já, ela salva do descalabro a campanha autárquica de António Costa, que vegeta sem nenhuma ideia nem projecto dignos desse nome. É óbvio também que a ‘pausa’ serve para não abrir um conflito com o Presidente e visa demonstrar que a célebre teimosia de Sócrates não é insensível à opinião da sociedade civil e à busca da melhor solução para o ‘interesse público’. Pois... mas, se assim fosse, se ambas as soluções estivessem afinal em aberto, não se percebe que continue em funções o ministro que há quinze dias jurava que na margem sul «jamais, jamais» (em francês), e que passou o último ano a pregar a política do facto consumado e do capricho pessoal. Em vez disso, e como vimos, logo no dia seguinte, Mário Lino recebeu, com o maior dos à-vontades, o lóbi autárquico da Ota, para lhe dizer que continuava com eles e que contassem com ele.
Há um ano, Mário Lino e José Sócrates diziam que tinham feito todos os estudos e que não havia dúvida alguma de que Lisboa precisava urgentemente de um novo aeroporto e que isso só podia ser na Ota. Depois, foi-se descobrindo que, afinal, os estudos não estavam feitos mas no início (o de impacto ambiental só agora começou), e que alguns deles, como o de engenharia, desmentiam a excelência da Ota. Descobre-se que nenhuma alternativa tinha sido seriamente estudada e algumas, como Alcochete, nem sequer tinham sido consideradas. Descobre-se que a “certeza” do esgotamento iminente da Portela não levava em consideração factores como a entrada em funcionamento do TGV e baseava-se em previsões de crescimento do número de turistas verdadeiramente mirabolantes. Descobre-se que a solução que o Governo quis impor à força é a mais cara, a mais incómoda para os passageiros, a mais insegura, a mais difícil de executar, a que menos interessa a Lisboa e a de menos futuro. E foi assim que foi tratada a obra pública mais importante das últimas e próximas décadas.
Tal como sucedeu com a regionalização, também agora os socialistas quiseram impor ao país um facto consumado, com “estudos” feitos e sem necessidade de discussão pública. Eu só espero que, como então sucedeu, também agora o país lhes dê a resposta que merecem. E que ninguém se deixe iludir por esta possível manobra de “pedimos desculpa por esta interrupção, a Ota segue dentro de momentos”.
Miguel Sousa Tavares, 18 de Junho de 2007 8:00 por Expresso Multimedia.
Poucas vezes concordo com MST. Desta feita, subscrevo integralmente as suas afirmações. E tiro-lhe o chapéu...
19.6.07
Chamem a polícia...
Desde as últimas eleições, temos assistido a um fenómeno preocupante na blogosfera madeirense.
Em blogs assumidamente anti-PSD (nalguns, pelo menos, porque continuam a existir boas excepções) temos visto as críticas às políticas serem substituídas pela propagação da ideia de que no governo e nas autarquias madeirenses apenas existem corruptos (que controlam o poder judicial e a comunicação social, está bom de ser ver).
Aliás, houve um blog que arriscou mesmo que a única forma de derrotar o PSD é pela via legalista (para quê debate político, é preciso é que eles vão presos).
Inicialmente, até achei piada porque - pareceu-me - reflectia o desespero que afectava alguma oposição. Neste momento já não me diverte tanto, porque indicia um tempo em que não se fará combate político, mas tão-só caça às bruxas. Não sei se por orientação da cúpula nacional partidária, se já por efeito da candidatura de João Carlos Gouveia à liderança do PS, a verdade é que deixámos de ler discursos políticos, que foram substituídos por discursos legalistas.
Mas a gravidade até nem tem a ver com o facto de tentarem vender a ideia de que o PSD só se perpetua no poder porque a repressão judicial e a comunicação social não funcionam na Madeira. A isso, acho que o Povo madeirense já respondeu nas últimas eleições.
É grave, porque revela que alguma oposição já deixou de o ser, isto é, já não quer fazer oposição política. Demonstra que o debate está a ser substituído pela denúncia judiciária, que já não existem assuntos políticos, mas tão-só assuntos criminais. Não me admirava nada que, mais dia menos dia, a frase mais ouvida pelas inúmeras assembleias madeirenses seja: "Chamem a polícia..."
Isto parece brincadeira, mas é efectivamente preocupante. Porque a estratégia mudou e não augura nada de bom.
Em blogs assumidamente anti-PSD (nalguns, pelo menos, porque continuam a existir boas excepções) temos visto as críticas às políticas serem substituídas pela propagação da ideia de que no governo e nas autarquias madeirenses apenas existem corruptos (que controlam o poder judicial e a comunicação social, está bom de ser ver).
Aliás, houve um blog que arriscou mesmo que a única forma de derrotar o PSD é pela via legalista (para quê debate político, é preciso é que eles vão presos).
Inicialmente, até achei piada porque - pareceu-me - reflectia o desespero que afectava alguma oposição. Neste momento já não me diverte tanto, porque indicia um tempo em que não se fará combate político, mas tão-só caça às bruxas. Não sei se por orientação da cúpula nacional partidária, se já por efeito da candidatura de João Carlos Gouveia à liderança do PS, a verdade é que deixámos de ler discursos políticos, que foram substituídos por discursos legalistas.
Mas a gravidade até nem tem a ver com o facto de tentarem vender a ideia de que o PSD só se perpetua no poder porque a repressão judicial e a comunicação social não funcionam na Madeira. A isso, acho que o Povo madeirense já respondeu nas últimas eleições.
É grave, porque revela que alguma oposição já deixou de o ser, isto é, já não quer fazer oposição política. Demonstra que o debate está a ser substituído pela denúncia judiciária, que já não existem assuntos políticos, mas tão-só assuntos criminais. Não me admirava nada que, mais dia menos dia, a frase mais ouvida pelas inúmeras assembleias madeirenses seja: "Chamem a polícia..."
Isto parece brincadeira, mas é efectivamente preocupante. Porque a estratégia mudou e não augura nada de bom.
16.6.07
País de matraquilhos (2)
António Balbino Caldeira, do blogue Portugal Profundo foi constituído arguido num processo relacionado com a (falta de) licenciatura do bacharel Sócrates.
Depois do caso da DREN, depois do caso da Associação de Professores de Matemática, depois do receio demonstrado por alguns empresários, depois das tentativas do gabinete do PM tentar controlar os media, este é mais um sinal de que todos os democratas terão qu estar muito atentos. Porque esta gente não é só incompetente e oportunista. É perigosa!
Depois do caso da DREN, depois do caso da Associação de Professores de Matemática, depois do receio demonstrado por alguns empresários, depois das tentativas do gabinete do PM tentar controlar os media, este é mais um sinal de que todos os democratas terão qu estar muito atentos. Porque esta gente não é só incompetente e oportunista. É perigosa!
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