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7.11.08

MEDO.... !

Estamos perante factos! Mas este entendimento não é comum na sociedade madeirense.
Ao lermos hoje a imprensa regional, parece que tudo não passou de um equívoco, e que o palco deste espectáculo não foi a Assembelia Legislativa Regional da Madeira. A RTP-M, também negligenciou esta realidade fáctica. O "caso Madeira" teve mais tempo de antena no quadro nacional, quer na sua exposição, análise e comentário do que no seu espaço natural...
Como é possível, com a gravidade de toda esta situação, por um lado de desrespeito pelas regras e convivência democrática, branqueamento de ilegalidades e inconstitucionalidades, que os agentes sociais madeirenses, adoptem uma atitude de incumbentes?
Neste momento a blogosfera madeirense sobrepoem-se a qualquer veículo de informação regional, com credibilidade e seriedade na inferência dos factos (causas e efeitos). Mais um "promenor" que merece reflexão!

19.5.08

Saga Aérea

Já antevia que a liberalização do transporte aéreo para a Madeira seria um desastre.
As razões são óbvias: Na prática só voa para a região a companhia de bandeira. A SATA não tem músculo para fazer sombra à Tap. Além disso, são companhias parceiras de negócio – partilham aviões e lugares, na rota Funchal, continente. A Portugália é um sonho. Ainda voam os aviões, mas a empresa já não existe. Foi “engolida” pela Tap.

Só com base nestes três pressupostos é fácil perceber que não existiam, como ainda não existem condições para deixar o mercado funcionar. Nesta e noutras áreas, como é o caso do petróleo, ou dos cereais, por exemplo, quem fixa os preços é quem tem o poder.

A Tap agora cobra uma taxa por tudo e por nada: 50 EUROS, para quem mexer na data da passagem. Se não avisar com antecedência são mais 50 EUROS (100 euros) e no caso de não existirem lugares disponíveis na classe do bilhete, o passageiro é obrigado a desembolsar mais o acerto.

Exemplo prático: Viagem Funchal-Lisboa em classe económica 242,63. Foi necessário alterar o regresso + 50 euros de penalização + 42 euros porque não existiam vagas na classe adquirida . Total 334,63.


Em Portugal quem tem autoridade para fiscalizar este abuso de poder???? O Instituto Nacional de Aviação Civil? A polémica ASAE?? A Autoridade da Concorrência????
Será que os nosso governos (Madeira e Continente) – preocuparam-se em saber se existia concorrência na linha, antes de abrir o mercado??????

É um tema que dá pano para fazer muitos fatos.

Nem falo da hora que perdi entre os CTT; a agência de viagem onde comprei o bilhete e o balcão da Tap, que agora chama-se Groundforce. A minha sorte é que, as três entidades, não distavam uma da outra, mais de 15 metros. Levantei o subsídio no Aeroporto.

19.2.08

Ora, diga lá outra vez?

Expliquem-me lá como se eu fosse muito burro: como é que o desemprego não pára de crescer e o PM afirma que o governo criou 94 mil empregos?
Isto não é propaganda: é publicidade enganosa!

Jornalismo quê...?

É impressão minha, ou aquela entrevista do PM na SIC foi feita por encomenda? É que fiquei com a sensação de que as peguntas foram feitas por José Sócrates e não pelos jornalistas (?)...

13.2.08

À Espera da ASAE

Na Madeira há uns indivíduos insaciáveis por autonomia.
Não sei se em casa quem manda é a esposa, ou se a falta de exercício de poder lhes diminui o ego. Nunca percebi, nem quero entender.

Entrou em vigor a nova lei do tabaco e passados uns dias foi apanhado com a boca na botija o Presidente do Governo.
De imediato ouvi dizer que a lei não era boa e que ninguém a tinha violado.

Passados uns dias, alguém lembrou-se da autonomia. Toca reescrever o texto da lei para acertar o fato à medida dos burgos do sítio.

Penso que quem age desta forma, está mal informado.
O TABACO MATA. Eu não fumo mas já assisti a conferências proferidas por médicos, sobre o vício do cigarro e fiquei chocado.

O meu conselho é que se aproveite a autonomia para benefício da população madeirense e não desta forma.
Para fazer uma lei que nem serve gregos nem troianos.

29.1.08

Precisamos de novos dirigentes

Este Post que o Gonçalo escreveu há uns tempos causou algum alarido na blogosfera madeirense, com diversos bloggers e anónimos, de forma directa ou mais sub-reptícia, a manifestarem a sua opinião sobre a pergunta central. Genericamente, todos atribuíram a responsabilidade à governação social-democrata madeirense.
A verdade é que o problema da emigração vai muito além da realidade madeirense e dificilmente se pode atribuir a responsabilidade ao governo de Alberto João Jardim. Veja-se o exemplo dos milhares de emigrantes que procuraram em Espanha novas oportunidades, que não encontram em Portugal. Quem de nós não conhece alguém, madeirense ou não, que emigrou?
Portugal torna-se cada vez menos um local apetecível para se viver. Em Portugal escasseiam as oportunidades. Esta não é uma exclusividade madeirense, para mal de todos os nossos pecados. Se fosse, bastaria alterar a política (ou os políticos). Nem sequer estou certo que a culpa seja dos irresponsáveis governos de Guterres. Acho que o problema é mais profundo e deriva do famoso salve-se quem puder e uma certa pose de novo-riquismo tipicamente portugueses. Enquanto outros - leia-se Irlanda, Espanha e mesmo a Grécia - investiam, nós aproveitávamos os fundos europeus para plantar jipes. Outros apostavam na modernização da sua indústria, Portugal viu nascer ferraris sem paralelo a nível europeu. Desperdiçámos todas as oportunidades que nos foram dadas e hipotecámos o futuro, em benefício de meia dúzia. Aliás, apesar dos lucros estrondosos apresentados pela banca, continua o Zé Povinho a subsidiá-la, demonstrando bem que o principal óbice a algum enriquecimento do país reside na classe empresarial que temos. Não ganhamos tanto? Exija-se benefícios financeiros; baixe-se os salários; diminua-se os direitos sociais. Tem sido sempre esta a lógica do tecido empresarial. E já nem a famigerada falta de qualificação justifica, uma vez que muitos dos actuais emigrantes têm formação e outros, sem quaisquer habilitações - que em Portugal seriam desterrados para um qualquer programa tipo Novas Oportunidades - são óptimos operários em Espanha, em França, na Alemanha. O problema, o verdadeiro problema deste país é toda a classe dirigente.Tivéssemos nós os políticos britânicos, os empresários alemães e a criatividade suíça e seríamos um paraíso.

Correia de Campos demite-se...

... só é pena que tenha sido tão tarde!

22.1.08

Pateta alegre III

Não tem nada a ver, não tem nada a ver, mas a verdade é que estas notícias vão se sucedendo a um ritmo vertiginoso. Ora que é uma idosa que morre à espera da sua vez; ora são b ebés que vão nascendo nas ambulâncias; ora é uma criança que morre às portas do hospital de Anadia; ora é um doente que morre a caminho do hospital porque o SAP da sua localidade foi encerrado; ora são doentes crónicos obrigados a trabalhar, ora... Pois é, Yo no creo en brujas, pero... ...que las hay, hay!

PS - Gostava, sinceramente, de saber como sairá este ministro da Saúde com a sua consciência! Sairá tranquila?!

Pateta alegre II

Num momento delicado para milhares de portugueses, quando o futuro não se avizinha nada fácil, éis que o presidente da República promove um roteiro da cultura. Pertinente e urgente, sem dúvida.
Mas Cavaco Silva ainda consegue fazer pior (!): vai ao encontro das populações questionar a legitimidade das manifestações contra uma política de saúde que - a bem dizer e para evitar adjectivar em demasia - não tem ponta por onde se pegue e que não responde às suas aspirações e anseios.
Apetece perguntar: em que raio de mundo anda o nosso presidente? É que a época natalícia terminou com os Reis. Vai sendo tempo de olhar para a realidade do país!

Pateta alegre

Quando todos os líderes de governo da Europa estão pessimistas relativamente à crise do mercado de capitais, Sócrates, qual pateta alegre, destoa e mostra-se confiante.
Será para levar a sério um primeiro-ministro como este?

19.1.08

Augusto Santos Silva, ou ...


Diz que é uma espécie de Goebbels... mas sem a inteligência, a capacidade retórica, a cultura e a eficácia do ministro da propaganda nazi. De semelhante, apenas o facto de ambos tentarem defender o indefensável!

16.1.08

Bem prega frei Tomás...

Este Armando Vara não foi aquele gestor socialista de elite que se formou nesse outro Palácio da Sabedoria que deu pelo nome de Universidade Independente? Com dois tão nobres ex-alunos (Sócrates e Vara), porque é que fecharam aquela soberba instituição de ensino?

PS - Mas atentem à notícia. O homem saía apenas se fosse eleito. Que é como quem diz, se não há uma mama, há outra! Este gajo tem mérito? Não brinquem comigo...

Menos pobres?! Ninguém diria!

Só não é de levar às lágrimas, porque é de pessoas que estamos a falar. Mais uma vez, a puta da estatística a trabalhar para negar uma evidência. Há cada vez mais pobres em Portugal e hoje mesmo muitos cidadãos que trabalham estão votados à pobreza. Algo que não acontecia há 25 anos. Tudo o resto não passa de engenharia de números. Tudo o resto é pura demagogia... treta para pacóvios ouvirem!

E o burro sou eu?!

A culpa deve ser minha, mas por vezes não entendo que altos desígnios nacionais exigem que a palermice e a estupidez sejam a matriz de algumas tomadas de decisão do PSD. Hoje critica-se, amanhã assobiamos para o ar. Quase que começo a achar que a solução para este país não reside em nenhum dos partidos do centrão. É que dá vontade de radicalizar...

10.1.08

Mapa de portugal em actualização

Se este já não é o mapa de Portugal segundo a versão de Mário Lino, qual será?!

País de matraquilhos....again!

Num país sério, Mário Lino teria ido embora perante tamanha desautorização. Ou teria sido demitido, por tamanha incompetência e ofensa à minoria tuaregue portuguesa. Mas não: em Portugal, este ser pavoneia-se pelas televisões, multiplicando-se em explicações tão estapafúrdias quanto as razões que evocava para não equacionar a possibilidade de um futuro aeroporto ficar situado na margem sul do Tejo.

Gostaria também de saber o que pensa Almeida Santos sobre esta decisão do governo. É que o perigo de um ataque terrorista às pontes sobre o Tejo coloca-se cada vez com mais acuidade.
Já o disse, já o repeti, já criei um rótulo, mas não me canso de afirmar: tudo isto se passa, apenas temos este governo fantoche e pateta, porque efectivamente somos um país de matraquilhos!

Que bem falam os outros

"Mas o Lino além de transfuga é um pobre diabo, do ponto de vista intelectual. Jamais ou "jamé" não tem importância nenhuma. Hoje está tudo histérico porque o Grande Engenheiro, qual Imperador do Japão, com um gesto como Luís XIV, como O Imperador da China até 1911,como o Czar Vermelho Estaline até 1953, apontou Alcochete para o local do Aeroporto. Fez um movimento de extensão do antebraço sobre o braço direito, movimento de supinação, extensão do indicador direito em força e apontou para um mapa na sala do trono, no imenso palácio, rodeado por todos os cortesãos. E disse baixo e sibilinamente: Ali! Bocejou e retirou-se para os aposentos privados. Estamos muito obrigados a Sua Excelência. E a todo o governo do aumento da carcaça".

Daqui

9.1.08

Tratado sobre a mentira

Sócrates e o referendo, ou o mais descarado mentiroso primeiro-ministro.

É essencial”, Outubro de 2004;
Desta vez tem de haver”, Dezembro de 2004;
Vai haver”, Fevereiro 2005,
O Governo defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular”, Março 2005 (Programa do Governo);
Mantenho”, Dezembro 2006 (em resposta à pergunta “mantém o objectivo de referendar o Tratado qualquer que seja o resultado deste processo institucional?”);
"O PS tinha um compromisso com o Tratado Constitucional. Agora é o Tratado de Lisboa, que não existia na altura. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. As circunstâncias alteraram-se completamente. É um tratado diferente", Janeiro de 2008.

Mas ele não mente. É Manoelinho, os burros somos nós! Devemos ser...

Informação retirada Mais Évora

23.12.07

De estado de graça, para estado desgraçado!

Esta semana foi profícua na desconstrução dos mitos da governação socialista. Primeiro foram os juízes do Palácio Ratton que chumbaram a Lei de Vínculos, Carreiras e Remunerações da Função Pública, depois foi o Tribunal de Contas que mostrou a sua desconfiança sobre rigor, veracidade e credibilidade das contas do Estado apresentadas pelo governo de José Sócrates.
É, aos poucos a máscara vai caindo. E as instituições voltam a começar a funcionar. Vamos esperar a ver o nos guarda o ano que se aproxima!

Ideias idiotas (passe a tautologia)

Parece que para Luís Filipe Menezes a solução para todos os problemas de Portugal passaria pela privatização de sectores como o ambiente, as comunicações, os transportes, os portos, passando a prestação do Estado Social ser contratualizada com os privados, acabando com o monopólio na saúde, educação e segurança social (Menezes dixit).
Até nem me parceria mal, se não soubéssemos que entregar o ambiente a empresas privadas seria estar a promover a promiscuidade (ou colocar a raposa a guardar as galinhas) - veja-se a vergonha das empresas de certificação de qualidade, que certificam qualquer treta desde que as tranches financeiras sejam feitas a tempo -; se não tivéssemos a experiência de que os transportes não mais eficientes por estarem nas mãos de privados (não têm menos desperdícios), que não são mais eficazes (não prestam um melhor serviço) e que, definitivamente, não mais mais baratos para os consumidores (todos conhecemos as propostas absurdas de aumentos e os pactos que se estabelecem entre empresas). Estaria tudo bem se não tivéssemos conhecimento de doentes postos à porta das clínicas por terem expirado os títulos de seguros (a denúncia é feita pela Ordem dos Médicos) e que estas empresas fogem como o diabo da cruz quando se trata de pagar (não teremos já todos passado pelo martírio que as seguradoras nos submetem para obtermos aquilo que é nosso por direito?!); se não conhecêssemos a falta de qualidade gritante de muitos colégios privados e das empresas de formação (estas então passam certificados a metro, sem qualquer rigor ou exigência).
Portanto, a ideia não é má, se o tecido empresarial português fosse minimamente credível. Mas todas trapaças no BCP (entre outras, que ao nível de aldrabice o BCP não é caso único), demonstra bem a grau de confiança que poderemos ter nas empresas portuguesas. Assim sendo, caro Luís, e que tal se fosses pregar para outra freguesia e me desamparasses a loja?!