22.9.09

Rídiculo

Golpe de estado em curso!? Se não fosse rídiculo até tinha graça... Meu caro, golpe de estado foi o que fez Sampaio, que esperou até o PS estar pronto para demitir SEM RAZÃO, um Governo maioritário... Esse foi um golpe de estado. O resto são patacoadas...

20.9.09

Canções de resistência

Le Chant des Partizans, de Joseph Kessel e Maurice Druon, interpretada, originalmente, por Anna Marly surgiu em 1943, tndo sido transmitida, pela primeira vez, pela BBC.

Canções de resistência

Não encontrei outra versão deste "Song For The French Partizan". A canção foi escrita ainda durante a II Guerra Mundial por Emmanuel d'Astier de la Vigerie e era cantada sob a denominação francesa "La complainte du Partisan", com música de Anna Marly. Após a libertação, tornou-se uma canção popular nas rádios francesas no final da década de 1940 e no início da década seguinte. Em 1969, Leonard Cohen decidiu fazê-la sair do esquecimento em que se encontrava, adaptando a letra para inglês, gravando-a e incluíndo-a no álbum Songs From a Room.

18.9.09

OS IDIOTAS*

Nas minhas deambulações por aí (como o outro), tenho visto muita gente a esfregar as mãos de contente pelas duas últimas “bombas” que surgiram na Comunicação Social.
A primeira tem a ver com a alegada compra de votos no PSD. A segunda tem a ver com o caso das escutas ao Presidente da República que, alega agora o pasquim do PS, vulgo Diário de Notícias, partiu do próprio Cavaco Silva.
Ora, os mesmos tipos que aqui há uns tempos benziam-se e juravam a pés juntos que todas as trafulhices que pendiam sobre Sócrates não passavam de uma campanha negra, são os mesmos idiotas que agora vêm, com o ar mais sério e compungido do mundo, manifestar a sua indignação pelas falcatruas que eventualmente ocorreram dentro do PSD. Mais, a imbecilidade deste tipos, que há dois anos gabavam a “cooperação institucional”, chega mesmo ao ponto de lançarem a suspeita de que foi Cavaco Silva que “inventou” a questão das escutas, não se apercebendo, ou querendo ocultar, que esta notícia, ao vir a público, revela que alguém anda, efectivamente, a espiar não apenas órgãos de soberania, como também órgãos de comunicação social.
Mas vamos por partes. Quanto à alegada compra de votos, parece-me que a notícia surge numa altura muito jeitosinha para o PS. Mas como não sou hipócrita, sou de opinião que, independentemente do timming, se há suspeitas, deve-se investigar.
Quanto às escutas, há, aqui questões muito graves que importa ver respondidas rapidamente. Primeiro, os factos. Se o Presidente acha que está a ser alvo de espionagem por parte do Governo ou por parte do PS, tem de denunciar isso publicamente e às instâncias próprias. E o Procurador da República não pode fazer ouvidos de mouco. Tem de tomar uma atitude.
Por outro lado, se o PS acha que isto é uma inventona, deve apresentar queixa, porque uma suspeita destas não pode ficar por assim mesmo, a pender sobre a sua transparência, enquanto partido detentor de uma maioria parlamentar e que corre o risco de ganhar as próximas eleições. Se não o fizer assume, tacitamente, que é verdade que anda a promover espionagem.
Quanto à notícia, a ser verdadeira (eu duvido de qualquer notícia do DN), isto é, que foi encomendada por um assessor do PR, é completamente irrelevante, se a suspeita de espionagem for genuína. O que é grave é que a Presidência tenha querido ocultar essa suspeita.
Mas há ainda uma outra questão: como é que os jornalistas do DN tiveram acesso à troca de e-mails? Ou foi entregue por um dos envolvidos (e, neste caso, os jornalistas do Público devem ser chamados à pedra), ou José Manuel Fernandes tem razão e foi o SIS que violou o sistema informático do Público, sendo esta possibilidade tão grave como a suspeita de que o PR está a ser alvo de escutas. Seria, para mim e para qualquer democrata, impensável que uma força de segurança portuguesa andasse a violar o sistema informático de um órgão de comunicação social. A ter ocorrido, apenas poderá ter sido feita a pedido do primeiro-ministro, superior hierárquico directo do responsável pela organização, o que configura uma situação de absoluto desrespeito pela democracia. Não seria apenas asfixia democrática. Seria a própria morte da democracia.
Por isso é que estranho a alegria destes tipos. E por isso é que os adjectivo de idiotas, porque apenas idiotas é que poderiam estar felizes com uma violência deste tamanho.

*Título que poderia muito bem ter sido roubado a Lars Von Trier

14.9.09

As modernas campanhas eleitorais

A natureza das campanhas eleitorais, como todos os fenómenos políticos, têm evoluído e sofisticado também o processo de competição política. As suas transformações encontram-se intimamente ligadas às próprias transformações da democracia. O período pré-moderno(classificado commumente entre os investigadores) das campanhas eleitorais caracterizou-se por ser um processo de iniciativas de baixo custo, com uma organização descentralizada, e dependentes da boa vontade e disponibilidade dos intervenientes, e acima de tudo muito localizada no tempo. Os canais de comunicação circunscreviam-se à imprensa partidária, aos cartazes; aos panfletos e aos programas de rádio. A segunda fase do desenvolvimento das campanhas eleitorais, identifica-se com o período moderno, com um caracter organizativo nacional, gerida por profissionais (professional managed campaign), com longos períodos de preparação e com alguma cobertura televisiva. Esta fase coincidiu com o surgimento dos partidos catch-all-parties que teve como consequência directa a perda de importância da ideologia da comunicação política e o desalinhamento no conteúdo da mensagem.
Na nossa contemporaneidade, as campanhas têm um carácter permanente, o fim do período legal do desenvolvimento da campanha eleitoral, é procedido por uma nova "campanha" de exercício ou de manutenção do poder. Hoje o modelo de organização e execução das campanhas eleitorais, está baseado na incorporação do capital intensivo, do saber intensivo e de uma comunicação intensiva, que obdece a uma lógica de gestão proffissionalizada.
Todas estas transformações, foram acompanhadas também pelas mudanças operadas no sector dos meios de comunicação de massas. A reconfiguração da imprensa, o desenvolvimento da indústria televisiva e a aparecimento de novas ferramentas de comunicação interpessoal (internet), fortaleceram a sociedade de informação, por onde também passam, as estratégias de comunicação política e eleitoral.
A competição no mercado eleitoral é muito abrangente, não são só os candidatos que procuram o voto dos eleitores, também os media competem no mercado eleitoral, com estratégias de capturas de audiências, apesar de lutarem por activos diferentes, trabalham sob a mesma lógica de withinputs.

13.9.09

PND apresenta queixa à CNE

Deixa-me rir...

Sobre os debates

Na minha opinião, à partida para os debates, havia três campeonatos distintos: a Liga dos Campeões, composta do Paulo Portas e Francisco Louçã; o "intrometido" do Sócrates que ficava ao centro e a Liga dos Últimos, composta por Jerónimo de Sousa e Manuela Ferreira Leite.

O formato dos debates também não parecia ser o mais adequado para o esclarecimento dos eleitores.

Ora, antes de mais, e ao contrário do que me pareceu inicialmente, acho que estes debates serviram muito bem para mostrar os horizontes ideológicos onde cada candidato se situa, bem como para revelar quem tem propostas para o país (e que propostas) e quem não sai da retórica, como única forma de estar na política. Neste sentido, acho que há um grande derrotado, que é Franscico Louçã. Apesar da sua qualidade argumentativa, nunca conseguiu libertar-se do discurso do contra e revelou fragilidades enormes quando foi chamado a apresentar propostas (aliás, tirando algumas boas ideias, o programa do BE é mau, mau, mau!). Perdeu em toda a linha, porque não conseguiu impor as suas qualidades de bom tribuno e ficou exposto na sua (e do BE) fragilidade de conteúdos e na falta de boas propostas de governação.

Ao invés, Portas foi, em minha opinião, o grande vencedor. Dono de uma qualidade argumentativa e de comunicação únicas no panorama político português, com uma agilidade de raciocínio estonteante, Portas ganhou todos os debates onde participou. Foi encostado às cordas algumas vezes, mas conseguiu, "por acumulação de pontos", vencer todos os "jogos". Para tal contribuiu não apenas as suas qualidades retóricas e de homem da comunicação e da "forma", mas também as propostas que apresentou. Em todas as áreas em que se pronunciou, apresentou propostas que, concordando-se ou não, estavam relativamente bem fundamentadas. Portas, em minha opinião, é bem o rosto do PP, composto por gente muito trabalhadora, o que se notou nos debates.

Parece-me que em "ex-aequo" ficam Manuela Ferreira Leite, Jerónimo de Sousa e Sócrates. O secretário-geral do PS porque não foi cilindrado em nenhum debate, quando era muito fácil fazê-lo (mais, nem sequer foi o "bombo da festa" nos restantes debates, o que me pareceu uma má aposta do oposição - mas essa é a só a minha opinião!). Não sendo brilhante, conseguiu que os temas mais incómodos não o fossem assim tanto. Não sei é se este "novo" Sócrates, dulcíssimo conforme se viu ontem à noite, convencerá o eleitorado.

Por outro lado, Jerónimo de Sousa conseguiu mostrar que as bases programáticas do PCP não são assim tão radicais e que à excepção de uma incompreensível lealdade perante a bandeira comunista, o PCP não é igual aos comunistas da Cuba, ou da Coreia, nem sequer parecido ao PC soviético antes de Glasnost. A seu favor contou ainda com a simpatia. Se em cima do acontecimento parecia que ele tinha perdido o(s) debate(s), na memória das pessoas perdurará o seu olhar franco e o seu sorriso honesto. Contra si, pesou a sua manifesta impreparação para discutir aprofundadamente política. Parece-me que ele é quase um senador da ortodoxia (que não é, obrigatoriamente mau, pois garante os valores fundamentais), mas falta-lhe capacidade - até intelectual, porque não dizê-lo? - para discutir programas eleitorais.

Por último, Manuela Ferreira Leite. Esteve razoável em todos os debates. Curiosamente e ao contrário da adjectivação dos socialistas, foi aquela que melhor fez passar as bases programáticas do seu programa, deixando claro que tem substância e que é um programa "de verdade". Os seus opositores, por tanto insistirem no que não estava lá, conseguiram que ela evidenciasse a lacuna dessas argumentações, esvaziando-as. Quer me parecer que dos cinco, Manuela Ferreira Leite foi quem melhor conseguiu passar as propostas que servirão de base à governação. E mostrou que entre o programa e aquilo que diz há uma perfeita sintonia e coerência.
Por tanto lhe querem colar esses rótulos, ficou patente que ela nem é uma neo-liberal, nem é ultra-conservadora. Mais, subrepticiamente, passou a ideia de que o programa do PSD é o único que foge à demagogia tão tentadora em tempo de eleições.

Quanto ao debate entre ela e Sócrates, ao contrário do que ouvi ontem, não me parece que ela o tenha perdido. Bem pelo contrário: conseguiu evitar bem as questões embaraçosas e conseguiu ser transparente. Sócrates bem que tentou apanhá-la nas curvas, mas acho que, na maioria das vezes, saiu o tiro pela culatra, como na questão da economia, da fiscalidade, das questões sociais e segurança social, da saúde, da educação. Tirando o "fait-diver" do caso da Madeira, que o PS agarrou-se com unhas e dentes por manifesta incapacidade para criar uma dinâmica de vitória, a verdade é que na generalidade quem passou algum conteúdo foi Manuela Ferreira Leite. Como prova disto, basta tentarmos lembrar-nos de uma proposta que José Sócrates tenha apresentado ontem à noite. Lembram-se de alguma?
E mesmo com as manifestas dificuldades que MFL tem em comunicar (ao contrário de Sócrates), a verdade é que ela desmontou cabalmente a argumentação de Sócrates, que na forma é melhor, mas muito parca em conteúdos.
Não gosto muito de quantificar, mas se tivesse que avaliar, daria 58 pontos a MFL, contra 42 de Sócrates.

PS - Não é curioso que a Madeira esteja no centro destas eleições? E com tanta subordinação aos interesses do PS nacional, os socialistas madeirenses ainda se perguntam porque não conseguem ultrapassar a mediocridade, nos seus resultados eleitorais. Acho que têm um longo caminho a percorrer e enquanto não ousarem manter-se de pé com honra e dignidade, jamais serão alternativa credível ao tal "polvo" laranja!

Empresários sem quaisquer escrúpulos

Contaram-me, recentemente, que algumas empresas de construção civil ao serviço do Estado, no final das obras chamam o SEF para identificação dos trabalhadores imigrantes ilegais. Porque não tenho certeza desta informação, para já não direi em que empresa isto, alegadamente, se passou. Ao que parece, o motivo para esta vilania inominável tem a ver com o valor das multas. É mais barato pagar a multa, do que pagar aos operários.
Isto, a ser verdade, revela bem a filha-da-putice que trespassa o país!

Reciprocidade, ou hipocrisia?

Este teu texto, mais o teu comentário, demonstram bem que não só te falta humildade (ainda te lembras que achar que estarias em melhor posição para encabeçar uma lista do PS às autárquicas do Funchal, do que Rui Caetano?), como revela o material hipócrita de que és feito. E digo-o claramente, que não gosto de subrefúgios!
E cansa-me argumentar com hipócritas. Assim sendo, dou por encerrada esta troca de galhardetes!

10.9.09

É preciso tê-lo...Tino!

Há dias que desaTino. Ultimamente, então, acontece com frequência.
Sei que isto da blogosfera não passa de uma massagem ao ego de todos nós - em que nos julgamos muito lidos, muito queridos, muito odiados, muito comentados. Razão que me faz, constatemente, recordar que o que por aqui se escreve não passa de meia dúzia de opiniões passageiras, por vezes nem bem pensadas e, frequentemente, parcas de argumentação e fundamentação. "A espuma dos dias"... (para citar tipo da Erva Vermelha (?!), um tal de Boris Vian - para introduzir aqui um laivo intelectualóide).
Por isso, contra o meu narcisismo e vaidade, que me gritam elogios, impõe-se a razão e o discernimento: tudo isto são balelas, que se perdem na infinitude do ciberespaço.
Contudo, se tento não me levar a sério, por vezes não consigo evitar levar os outros com seriedade (sim, eu sei, é um defeito que tenho). Mesmo quando escrevem tontices mais tontas do que aquelas tontices que eu escrevo (perdoem-me a redundância, que não passa de uma tentativa falhada de criar um pleonasmo). E perco ainda mais o Tino, quando vejo o dito sem ele. Que é o que tem acontecido com muita frequência nos últimos tempos quando leio as tiradas dasaustinadas e desaTinadas, superficiais e balofas, acerca da educação, de democracia, de política (mas quem é que disse que havia Tino para a política? Quem criou essa fantasia, sem qualquer Tino?).
Hoje, voaram farpas da Madeira, que me acusaram de falar do que não sei. Frequentemente o faço. E, não obstante a tal louca e vã vaidade, tenho disso consciência. O que já é bem mais do que se pode gabar o Tino (que o tem sequestrado, pois não se vê), que para além de não saber, escreve acerca disso, como se isso desconhecesse.
Mas, apesar do meu desaTino, e porque quero manter algum (ou, pelo menos, continuar iludido de que não sendo, tenho - ser ou ter?, eis a questão), deixo aqui uma sugestão com (penso eu) algum Tino: ousarmos ler aquilo que se comenta (e nem sequer é preciso hermenêutica) ajudaria a não pensarmos ou escrevermos as tais tontices, das quais não conseguimos fugir. Que é como quem aconselha: volta lá atrás e lê o que escrevi. Repara agora nas interrogações do terceiro parágrafo. E, se não achares muito cansativo, lê mais qualquer coisinha lá para a frente. Agora, relê o que escreveste. Percebes o que tento insinuar, ou é preciso um desenho?

Posto isto, uma pergunta: porque raio isso apenas aconteceu com o PS?

9.9.09

Primas-donas, democracia, atrasos ou o que vale o nosso voto!|

Vejo, infelizmente sem surpresa, o histerismo dos socialistas relativamente a pequenos “fait-divers” da campanha eleitoral.
A rapaziada acotovela-se para denunciar a “infâmia” dos demais membros de uma junta de freguesia não fazerem o favor de esperar que um (alto) representante socialista se dignasse a aparecer na reunião agendada para as 18h00. Esta mesma reunião que agora parece fundamental ao sistema democrático, mas que para o tal representante não deveria ser assim tão importante, atendendo ao atraso.
Neste caso, onde falta muito a esclarecer (quando é que o senhor chegou? a que horas terminou a reunião? poderia a reunião ter-se realizado sem a presença de todos?), também não fica bem o DN-Madeira. A notícia fala em juntas, no plural, mas o único caso relatado é o do Estreito da Calheta. O resto, é pura especulação (“ao que tudo indica”; “não foi possível confirmar”). Por outro lado, também não deixa de ter alguma piada a acusação de fraude eleitoral, feita ao PSD. Admito que a atitude, a ser legal, pode até ser demasiado intransigente. Mas daí até se achar que os autarcas do PSD fizeram-no para manipular os resultados eleitorais, vai uma longa distância. É que tenham lá um pouco de paciência e não se exponham, assim, a este ridículo. Que medo poderá ter o PSD de um partido que, eleitoralmente, vale 15%?
A rapaziada também anda histérica com a boleia que Manuela Ferreira Leite recebeu do presidente do Governo Regional, para uma inauguração que seria feita pelo presidente do Governo Regional, onde iria participar a convite do presidente do Governo Regional. Parece óbvio, não é? Mas deixo, ainda, mais uma pergunta: quantas vezes já não terá andado a jornalista do DN, que corajosamente denunciou esta ignomínia, à boleia de veículos oficiais?
O terceiro motivo para o histerismo é o “fuck them” de Alberto João Jardim. Este sim, desproporcionado, despropositado e desnecessário.
A curiosidade disto tudo é que as damas que ora se mostram ofendidas, são as mesmas que não vêem problema nenhum na ingerência do PS na informação de uma televisão; a quem não incomoda que o primeiro-ministro inaugure hospitais de onde as camas são retiradas; que empreenda negócios ruinosos para o país, a favor de amigos, como o caso das autoestradas; ou do ajuste directo para o Porto de Lisboa; ou da Galp, ou o do BPN. A estas prima-donas, não lhes incomoda que o candidato a PM seja suspeito de corrupção; ou que não consiga explicar que raio de curso, afinal tem (provar as habilitações literárias deveria ser a coisa mais simples do mundo mas, curiosamente, Sócrates não o consegue fazer); ou que esteja envolvido em licenciamentos manhosos e outros processos muito pouco transparentes; ou que, pateticamente, afirme que nem sabia que Pina Moura já tinha saído da Prisa; que mentiu e fez promessas vãs nas últimas eleições e que se prepara para fazer o mesmo agora.
As mesmas damas, que estiveram caladinhas ao longo de 4 anos, perante as atitudes mais prepotentes e anti-democráticas assumidas pelos dos caciques e capitães locais que o PS espalhou pelo país, eriçam-se todas, agora, por uma boleia no carro do presidente do Governo Regional e esse parece ser o tema mais importante da campanha.
É assim, meus amigos, que se vê a coerência desta gente. Assim é que se vê o que esta gente vale e o que vale o nosso voto, nas suas mãos.

6.9.09

Iggy Pop/Goran Bregovic - In the Death Car

Uma canção fantástica.

Goran Bregovic

O Bregovic está na TV Conspiração. Merece, acho eu...

A minha observação mantem-se

Bem, o senhor diz que não é membro da Comissão Política do PS. Só da Comissão Política do PS de Santa Cruz. Fica feita a correcção. Quanto ao resto, meu caro, no essêncial a minha observação mantem-se. Você confunde o fim abrupto e inexplicável de um telejornal (será que assim fica mais claro?) de dimensão nacional (o mais visto, aliás) com a suspensão, em período eleitoral, de um programa de opinião numa televisão regional. Programa, aliás, que você criticou várias vezes, tendo-lhe até dedicado muitos posts seguidos. Em resumo, confunde o inconfundível. O problema não é um dos conteúdos ser nacional e outro regional. O problema é que um deles é informação, quer você queira quer não, e o outro é opinião. Quanto às suas mudanças de posição, creio que os seus camaradas do Farpas poderão, como o fizeram há uns tempos, expô-las. E dou por fim a minha participação nesta troca de argumentos.

5.9.09

A um membro da Comissão Política do PS-M que confunde opinião com informação

Simplório, Miguel? Simplório é confundir Opinião com Informação...

Confundir opinião com informação

O Miguel Fonseca, membro da Comissão Política Regional do PS-M, muda de opinião muitas vezes. Tem todo o direito de fazê-lo. Só não muda quem não evolui. Ou quem não tem motivações para mudar. Mas para justificar algumas das mudanças utiliza argumentos com uma carga demagógica considerável.

Desta vez, depois ter passado meses a criticar o Dossier de Imprensa e o painel que corporiza um dos espaços de opinião da televisão regional, vem clamar contra a suspensão do programa, comparando-a ao encerramento abrupto e até agora inexplicável do Jornal Nacional da TVI.

Para o Miguel, suspender um programa de OPINIÃO, numa televisão regional, em período eleitoral, é igual a suspender um ESPAÇO DE INFORMAÇÃO, ou melhor, O MAIOR ESPAÇO DE INFORMAÇÃO DA TELEVISÃO NACIONAL. O Miguel, membro da Comissão Política Regional do PS-M, confunde OPINIÃO com INFORMAÇÃO, o que não me parece lá muito correcto. Enfim...

4.9.09

Não consigo

O "caso Freeport" aproxima-se ainda mais de Sócrates. Ou a conspiração está muito bem urdida ou...

Honestamente, gostaria de acreditar que o primeiro-ministro não tem nada a ver com o assunto. Mas não consigo.

Liberdade de expressão

Eu não gosto do estilo de Manuela Moura Guedes. Nem da informação da TVI. Mas estas permissas não me levariam, em circunstância alguma, a querer ver suspenso o serviço noticioso apresentado, semanalmente, por Guedes.

Ao contrário daquilo que defendem alguns comentadores anónimos que por cá pululam, não me parece que deve ser o poder político ou económico a definir aquilo que é bom, ou mau, jornalismo. Essa definção compete, pura e simplesmente, aos cidadãos. Todos os dados conhecidos revelam que o Jornal Nacional da TVI emitido à sexta-feira era o espaço noticioso mais visto no país, ou seja, era avalizado pelo público.

O cancelamento do programa não é, por isso, uma decisão "de gestão empresarial", como alguns tentam fazer crer, porque do ponto de vista de gestão empresarial não faz qualquer sentido. Curiosamente, é o próprio Sócrates a admiti-lo quando, "atropelando" o ministro com a tutela, Augusto Santos Silva, diz querer a situação clarificada. Ora nenhum primeiro-ministro, em circunstâncias normais, apela a uma empresa privada para que clarifique uma qualquer decisão de gestão, a não ser que a mesma tenha impactos económicos e sociais significativos.

Não tendo sido uma decisão motivada por interesses empresariais imediatos, pode assumir-se então que foi tomada por interesses políticos e económicos mais alargados.

E é esse o cerne da discussão. A liberdade de expressão foi condicionada pelas altas esferas do poder político e económico. Só que desta vez não se tratou da habitual pressão para que uma determinada peça não seja emitida, ou para que um qualquer assunto seja abordado de uma maneira mais, ou menos, favorável - situação já de si condenável e atentatória do direito à informação.

Parece-me claro que os maiores interessados na matéria são o PS e José Sócrates. A linha editorial do Jornal Nacional era claramente marcada por uma feroz oposição ao poder (no sentido lato do termo) e, durante meses, o primeiro-ministro e o Governo não foram poupados.

A estratégia seguida pelos socialistas foi esta: é melhor causar ondas de choque agora, a três semanas das eleições, do que esperar que, semanalmente, o Governo e a candidatura do PS sejam desgastados por notícias que condicionariam, obviamente, o debate político e o curso da campanha eleitoral. Como defendia Maquiavel, o mal foi feito de uma vez.

Sócrates calculou mal a intensidade da "onda de choque" que provocou, pois a ser bem aproveitado pela oposição o tema marcará a campanha eleitoral e contribuirá para minar a já depauperada credibilidade do primeiro-ministro e candidato do PS. Foi um erro de cáculo...

Como se sabe, o Grupo Prisa tem fortes ligações ao PSOE, do "amigo" Zapatero. Como se sabe, a área dos media e das comunicações está em constante mutação, surgindo oportunidades de negócio quase diárias. Um Governo "amigo" facilita certamente a pressecução de alguns desses negócios.

Se Sócrates ganhar as eleições ver-se-á, na próxima legislatura, quais são os negócios em que os grupos Prisa e Media Capital entrarão. E de que forma entrarão. Eu tenho os meus palpites...

O certo é que, mais uma vez, o poder político, aliado ao poder económico, violentaram a liberdade de expressão e o direito à informação. Eu não hesito em atribuir esse ónus a Sócrates.

Post-Scriptum: A posição de alguns jornalistas da Madeira face a este tema é, no mínimo, curiosa: definem como normal aquilo que se passou, dizem que o caso levantado assume laivos de hipocrisia e avançam com a ideia peregrina de que o Jornal Nacional não tinha padrões de qualidade e de credibilidade, esquecendo-se de que o os cidadãos são, e devem ser, os juizes da questão.

São opiniões e devem ser respeitadas como tal. Mas manter-se-ão quando as lutas locais de reacenderem?

3.9.09

Claro que o PS teve a ver com a suspensão do Jornal Nacional. Tudo o resto é música de embalar...

Os socialistas, quais virgens ofendidas, querem convencer-nos que Sócrates não seria burro ao ponto de intervir no cancelamento do Jornal Nacional, de Manuela Moura Guedes. Mais, dizem mesmo que a suspensão apenas serve à oposição.
A verdade é que o histórico de Sócrates com a TVI indicia dedo socialista neste caso. É que não acreditamos em bruxas, mas...
Por outro lado, são estes mesmos socialistas que há 4 anos gritavam a plenos pulmões que Santana Lopes era o responsável pela saída de Marcelo Rebelo de Sousa da (mesma) TVI. Ou seja, os argumentos que utilizavam há 4 anos, agora não servem.
E se fossem todos para aquele lugar?

Ecos de um debate sem qualquer interesse?

Se fizermos um périplo pela blogosfera socialista madeirense, vemos que a maioria dos bloggers resume o debate Sócrates-Portas às diferentes formas de tratamento utilizadas pelos opositores. Alguns chegam ao ridículo de garantir que Sócrates ganhou o debate porque tratou Portas por Sr. Dr., enquanto este divergiu na forma como tratou o candidato socialista. Para além do provincianismo que estes ecos do debate manifestam, demonstram, igualmente, o que alguns socialistas madeirenses valorizam na política: a forma.
Muito pouco, para quem nos quer convencer que Sócrates é o melhor candidato a Primeiro-Ministro. Ridiculamente hipócrita, se atendermos à forma como costumam dirigir-se aos seus opositores políticos.

2.9.09

Festa do Avante 2009

O primeiro fim -de- semana de Setembro cumpro sempre um "ritual litúrgico", a festa do Avante, no Seixal. Mais do que uma festa do PCP, é uma actividade cultural, um movimento espontâneo de massas, muitas das vezes sem qualquer identificação partidária. É o culminar para muitos jovens dos "festivais de verão", para os militantes do PCP a "reentré política", que neste ano em particular, assume uma crucial importância, mas acima de tudo, significa o amadurecimento da nossa sociedade política.
Faz parte da minha liturgia ir à Festa do Avante, porque permite, atenuar as saudades de casa, com a "tasquinha" da Madeira; comprar os charutos "havana" no expositor Cubano para os festejos do fim-de-ano na Madeira; apreciar toda a divulgação cultural (apresentação de livros, divulgação de novos artitas musicais, literários, exposições...) e por último, assistir às intervenções políticas. É um exercício muito interessante, e às vezes muito revelador do espiríto democrático português, que nem sempre passa nos meios de comunicação social.
Mais um ano, mais um dever que se cumprirá!

O TGV e o interior alentejano

Vejo alguns autarcas do interior alentejano genuinamente preocupados com a possibilidade de não haver TGV. E compreendo o seu drama: presidem a municípios completamente deprimidos, sem qualquer actividade económica e sem perspectivas de futuro. Agarram-se, portanto, ao TGV como uma última oportunidade de desenvolvimento, como outrora se agarraram à classificação de Património da Humanidade com que Évora foi distinguida; ou à Barragem do Alqueva. De cada vez, ouvem-se suspiros esperançosos: agora é que é.
Fazem lembrar mesmo aquelas pessoas que acreditam que a vida melhorará quando alcançarem os desejos que vão vendo sempre adiados. Têm certeza que se os atingirem serão felizes. Aí sim, é que a vida vai verdadeiramente começar. Mas quando isso acontece, nada muda. Continuam a não ser felizes, pois percebem que o problema não se coloca a partir do exterior, mas antes derivam de conjunturas internas, por vezes porque não há alternativas, por vezes devido a idiossincrasias que têm de ser combatidas de dentro.
Salvo as devidas proporções, é isto que se passa com estes autarcas. E terão que se consciencializar que a salvação para os seus municípios não passa por lá passar mais uma auto-estrada, ou uma linha de comboio ou, por absurdo, por ser sobrevoada por aviões.
No caso concreto do TGV ainda é mais evidente: como poderá o comboio de alta velocidade contribuir para o desenvolvimento de Moura, ou Fronteira ou Redondo, ou Mora, ou Alter? Numa palavra: em nada. Mesmo que o comboio pare em Évora - que apesar de ser do meu interesse pessoal, não me parece de todo uma boa aposta (já viram o ridículo que é um TGV parar em todas as estações e apeadeiros?) -, apenas esta cidade irá beneficiar, tal como apenas Évora beneficiou com a A6 (e o litoral alentejano, que é a praia da população de Badajoz - ainda que não necessitasse dessa benesse - e, ainda, os espanhóis da raia, que assim "ganharam" um acesso fantástico à costa - que ficava a centenas de km.).
Portanto, apesar de perceber e ser solidário com a tragédia desses autarcas, o TGV não traz mais-valia nenhuma para o Alentejo. Com o eventual prejuízo de ainda tirar os turistas que entram por Elvas.

NOTA: a vermelho encontram-se alterações feitas ao texto original.

Sócrates dixit

“O PSD está mais à direita”.
Se ao menos isso fosse verdade…

“Existem diferenças, ao nível dos sistemas de valores e atitudes”.
Claro que existem: uma tem um sistema de valores e outro não! Uma tem atitudes dignas e o outro é suspeito de imensas trafulhices. Já só faltava dizer: os portugueses conhecem-me, para nós acrescentarmos: ui, ui, de ginjeira

O que pretende Miguel Fonseca?

O Miguel Fonseca, à boa maneira castratofista com que o PS quer que a população portuguesa encare as eleições legislativas, apresenta o que ele mesmo designa por cenário dantesco, em que o PSD é o partido mais votado, mas a esquerda é maioritária no parlamento, inviabilizando assim a constituição de um governo de Ferreira Leite. Ora, esta é uma visão que interessa ao PS pois promove o voto útil nos socialistas: maioria de esquerda no parlamento, logo o PSD não consegue constituir governo. Onde votam, então, os indecisos da esfera do poder? No PS, ora pois, que, ainda com maioria relativa, garante uma solução de governo. Isto, ainda como estratégia eleitoral.
Para o pós eleições, esta visão pretende impor ao PSD a constituição de um bloco central ou, no limite, desvirtuar o voto dos cidadãos, colocando nas mãos do Presidente da República o odioso de convidar a esquerda para constituir governo, ainda que o PSD possa ser o partido mais votado.
Esta é uma visão que tem como único objectivo enganar os eleitores, preparando terreno para uma golpada, que seria o PSD ter maioria relativa, sem que pudesse constituir governo, indo este cair, por obra e graça do Espírito Santo, ao colo do PS.
Ora, o que o Miguel Fonseca e os socialistas não querem que vejamos é que é possível uma solução de governo do PSD, com uma maioria parlamentar de esquerda. É possível ao PSD obter consensos à esquerda, conforme demonstram imensos exemplos por esse país fora, sendo Coimbra o caso mais paradigmático (entre o PSD e a CDU).
Esta visão demonstra, até, um certo desprezo pelo voto dos cidadãos e, consequentemente, pela democracia, e uma profunda descrença na responsabilidade dos partidos políticos portugueses.
Não tenho o Miguel por lacaio socialista e é dos poucos que ousa pensar pela sua própria cabeça e não se limite a repetir o gasto verbo da propaganda. Por isso estranho este ardil proposto naquele texto manhoso? O que pretendes tu, caro amigo? Ou é caso para dizer: Tu quoque, Brutus, fili mi?

31.8.09

Sobre a revitalização dos miradouros do Funchal ou como alguns socialistas até fazem boas propostas

O baby_boy_swim (BBS) desafiou-me a comentar a proposta de instalação de uma estátua a Cristiano Ronaldo junto ao Pico dos Barcelos, apresentada pela candidatura socialista à Câmara Municipal do Funchal. Como não me furto a desafios, ainda por cima pejado de provocação (com certeza pelos elogios que já fiz a esta candidatura), aqui vai.
Ora, uma estátua de cera sem mais é, obviamente de um absurdo atroz, bem sujeito à ridicularização que o amigo BBS sugeriu. Mas como não tenho o Rui Caetano, nem o Duarte Gouveia por burros (do pouco que conheço deles), também não acredito que essa fosse a sua ideia. Sinto-me tentado a concordar que a proposta seria para criação de um centro dedicado ao CR7, como ilustrou o Miguel Fonseca. E esta proposta, sinceramente, não me parece má. Acho que até poderia ter efeitos benéficos para o Funchal.
No máximo, poderia-se dizer que a competência da promoção do turismo não é da autarquia funchalense, mas do Governo, logo que esta seria uma boa proposta para as legislativas regionais e não para as autárquicas. Não me parece, contudo ser um absurdo.
Como também não me parece desjustada a ideia de um provedor do munícipe, ou outras propostas apresentadas pela mesma candidatura. Aliás, talvez como nunca antes, os socialistas apresentam aos funchalenses uma boa equipa, com boas ideias, exequíveis e com potencial.
Não quer, contudo, isto dizer que esta equipa me pareça mais capaz do que aquela que foi apresentada pelo PSD, nem que o Rui tenha garantido o meu voto. Porque ideologicamente, sinto-me muito mais próximo de Miguel Albuquerque e do PSD do que do Rui Caetano e dos socialistas. Todavia, isto não impede-me de ver a qualidade da equipa e das propostas (o que demonstra bem que as críticas que surgiram dentro do PS a esta candidatura, são não apenas injustas, como demonstram despeito e falta de humildade, por parte de uns senhores cuja capacidade política esgota-se na repetição exaustiva da propaganda de Sócrates. Síndromes de pobres...).

Diferenças entre programas do PS e do PSD, ou como ainda (não) se engolem as patranhas de sempre

Tenho visto por aí muitos socialistas activos na crítica ao Programa Eleitoral do PSD.
É normal, legítimo e até saudável, na dialéctica política das democracias. Aliás, algumas das críticas até serão pertinentes e possibilitam a revisão de algumas políticas propostas, valorizando um eventual futuro programa de governo.
Mas, para serem justos e rigorosos, terão esses críticos que reconhecer que este é provavelmente o mais realista e verdadeiro programa eleitoral alguma vez apresentado pelos partidos do denominado “centrão”. É verdadeiro, porque não prevê metas não só impossíveis de atingir, mas acima de tudo, impossíveis de antecipar. Prometer 150 mil empregos, ou quantificar o crescimento do PIB é não apenas demagógico, como irresponsável.
Por outro lado, e conforme tem sido muito bem defendido pelo PSD, um programa eleitoral tem de indicar políticas devidamente enquadradas em matrizes ideológicas. Não tem de definir medidas concretas.
É realista porque não são prometidas soluções mágicas para a resolução dos problemas de que Portugal e a população portuguesa padecem. É um programa responsável e comedido, de quem conhece as prioridades para o país.
E acima de tudo não embarga em eleitoralismos baratos, como casamentos entre pessoas do mesmo sexo, nem em demagogias bacocas e imbecis, como a promessa do cheque de 150€(?) para recém-nascidos.
Se não houvesse outras razões, apenas a leitura e comparação dos programas eleitorais do PS e do PSD bastariam para a decidir em quem votar. Porque um é efectivamente um compromisso de verdade enquanto o outro é o mais básico e brejeiro panfleto propagandístico. Com a agravante de termos já certeza de que na boca de Sócrates, as promessas são levadas pelo vento!

25.8.09

Ou uma versão sem AJJ...

Porque parece que muitos madeirenses não conhecem o hino da Madeira...




Do vale à montanha e do mar à serra,
Teu povo humilde, estóico e valente
Entre a rocha dura te lavrou a terra,
Para lançar, do pão, a semente:
Herói do trabalho na montanha agreste,
Que se fez ao mar em vagas procelosas:
Os louros da vitória, em tuas mãos calosas
Foram a herança que a teus filhos deste.
Por esse Mundo além
Madeira teu nome continua
Em teus filhos saudosos
Que além fronteiras
De ti se mostram orgulhosos.
Por esse Mundo além,
Madeira, honraremos tua História
Na senda do trabalho
Nós lutaremos
Alcançaremos
Teu bem-estar e glória.


PS - Canto-o com orgulho e de mão no peito!

Bom, mau e assim-assim...

A redução do abandono escolar é uma boa notícia. Demonstra que a aposta nos cursos EFA, cursos técnicos e tecnológicos e na formação profissional que vem sendo feita, está correcta. E apesar da aposta ser anterior à chegada de Sócrates ao Governo, para que não me acusem de desonestidade intelectual, admito que foi o actual governo que deu um impulso forte e este ensino. Curiosamente, o mesmo PS (ou outro?) que contribuiu para o maior retrocesso que se viu na educação em Portugal, que foi a extinção das escolas comerciais e industriais, em nome de uma suposta democratização do ensino. Mas isso são já águas passadas…
Mas se valorizo a aposta no ensino profissional – a sociedade não vive apenas de doutores e é fundamental que o ensino público dê também competências profissionais aos nossos jovens -, a verdade é que seria irresponsável que não se exigisse que este ensino tenha o mesmo rigor e grau de exigência que o ensino regular. Se queremos que este ensino seja credível, de qualidade e útil, é fundamental submeter os alunos aos exames nacionais para que as classificações correspondam à aprendizagem. Porque caso contrário não só este sistema não será credível, como se criarão distorções graves no sistema educativo, com repercussões a vários níveis (por exemplo, alunos vindos de cursos EFA, cujo grau de exigência intelectual é muito limitado, poderem aceder ao ensino superior em condições bem mais favoráveis do que os que frequentam o ensino regular).
Portanto, têm razão os que afirmam que o abandono diminui porque o nível de exigência também diminui, mas não está errada a política, se se inserir no sistema reguladores das distorções e injustiças que provoca.
Já relativamente ao sucesso escolar, vamos lá ter um pouco de moderação. Não serve ao país que a taxa de insucesso tenha diminuído para 7% se as competências não são atingidas. E a verdade é que foi implementada, como nunca se viu, uma cultura de facilitismo. Só os idiotas chapados, ou servis lacaios do PS, é que não vêem esta evidência. E é imbecil argumentar que as aulas de susbtituição foram um factor importante. Porque não estou a ver como é que um professor de português pode ajudar a combater o insucesso na matemática, apenas por ter substituído o professor desta disciplina uma vez...
Aliás, a maior prova disto está nos gráficos apresentados pelo Ministério de Educação. Se atentarmos na evolução da taxa de retenção no ensino básico, verificamos que há uma diminuição sustentada e consistente (desde 2001) até ao ano passado, em que houve uma ruptura absoluta (passou-se de 1% em cada ano, para 2%). Não me venham com a história das medidas...
Já no caso do secundário, ainda é mais evidente. A queda é abrupta a partir do ano lectivo 2005/2006 o que significa que, das duas, uma: ou foram as políticas do governo anterior que começaram a dar resultados, ou foi o grau de exigência dos exames que começou a diminuir. Porque na educação não há milagres!

Pôr este blog a funcionar

Está mais do que visto que as coisas não estão a funcionar neste blog. Há quem não escreva há semanas ou há meses. Eu, honestamente, começo a ficar farto de ver nomes na coluna da direita que não participam nisto. Faço então um apelo a todos aqueles que, supostamente, ainda escrevem por cá: ou querem continuar, e assumem-no escrevendo, pelo menos, um post por semana, ou não o querem fazer e o nome é retirado. Preciso de respostas para a caixa de comentários deste post.

19.8.09

Prima-donas ou um hino à hipocrisia!

Andam por aí umas “prima-donas” muito indignadas com a eventual colaboração que alguns elementos do staff do Presidente da República possam estar a dar para a elaboração do programa eleitoral do PSD.
A estas “prima-donas” não incomoda a eventualidade do PS estar a “vigiar” Belém (situação que, a comprovar-se é de uma gravidade extrema). Isso está tudo muito bem e justifica-se para saber o que anda a fazer o Presidente. O que lhes faz prurido é a possibilidade de militantes social-democratas estarem a colaborar na definição do programa do Partido Social-democrata.
Para além do absurdo que é esta suposta (e idiota) indignação – que eu saiba, o órgão de Presidente da República é unipessoal, pelo que não me parece haver incompatibilidades com outros órgãos de soberania -, demonstra o quão transparentes são as suas intenções. A eles, não lhes incomoda que ministros estejam já a trabalhar no programa eleitoral do PS. Não lhes faz pruridos que o “seu” primeiro-ministro ande em campanha, enquanto devia governar. Não parece importar que Sócrates escreva escritinhos na imprensa, quando a ERC determina o fim das colaborações com órgãos de comunicação social por parte de candidatos. O que lhes incomoda mesmo é que alguns elementos próximos de Cavaco Silva estejam a colaborar na definição do programa eleitoral do PSD. O que temem, afinal? Que venha a ser um bom programa? Ou pura e simplesmente é hipocrisia que os orienta?

Como diria um amigo transmontano: bão mas é pastar a baca!

Publicidade ou propaganda?

Sócrates anda por aí a anunciar o maior investimento jamais feito na requalificação do parque escolar português.
Ora, é verdade que aquela empresa manhosa criada pelos socialistas (Parque escolar) anda a investir muito na requalificação das escolas secundárias do país. O que me parece bem, ainda que nalguns casos esse investimento seja feito sem qualquer critério (não se conhecem as prioridades dos investimentos). Mas é mentira que este seja o maior investimento de sempre na reabilitação do parque escolar. Já desde 2000 que as autarquias andam a investir milhões na requalificação do parque escolar, nomeadamente na educação pré-escolar e no 1º ciclo (requalificação e construção), em projectos financiados pelo III Quadro Comunitário de Apoio (programas operacionais). Aliás, não me dei o trabalho de pesquisar, mas estou mesmo convencido que entre 2000 e 2006 (período de vigência do III QCA) foi feito um investimento muito maior do que aquele que se prevê para a requalificação das secundárias.
É, portanto, publicidade enganosa, aquela que Sócrates anda a promover pelo país fora. É propaganda, da mais abjecta que pode haver.

Say what?!

Há já alguns anos que decidi não ler o Diário de Notícias. Não só pelo fraca qualidade do pasquim, mas também porque o DN, sob a capa da isenção, sempre foi um instrumento dos governos para a sua própria propaganda política – e nisto os socialistas sempre bateram o PSD aos pontos.
Todavia, recentemente tornei-me cliente de um café que recebe diariamente o matutino. E como é o único que lá está e porque gosto de acompanhar o café de uma leitura, costumo “passar os olhos” pelo Diário. O que, normalmente nem é assim tão mau, porque tem aos artigos de opinião do Ferreira Fernandes que, por si só, valem já a sua leitura.
Mas, se ainda se notam claramente as influências do PS na definição da matriz editorial do Diário, a verdade é que parecia que o jornal estava menos tendencioso. Pelo menos, até ontem, dia 18 de Agosto.
Ao que parece, criaram uma rubrica nova dedicada às eleições autárquicas, onde são comparados os dois mais fortes candidatos. A edição de ontem foi dedicada a algumas das mais importantes autarquias do país. Ora, na cabeça de algumas luminárias do DN, a reeleição de Fernando Seara para presidente do Município de Sintra não está garantida – parece que a candidata Ana Gomes é “forte”. Por si só, este é já um motivo para rir às gargalhadas e deitar por terra qualquer esperança de isenção e credibilidade que o DN poderia almejar. Mas, não satisfeitos, as mesmas luminárias acrescentam que a eleição de Rui Rio no Porto “não são favas contadas”. Parece que o alegado facto da Elisa Ferreira “falar a mesma linguagem” de Rio pode revelar-se fundamental para inverter a tendência de voto, que situa Rio na casa do 60% e o PS na casa das vintenas. Isto mesmo defendem os “génios” do DN, ainda que o Rui Rio tenha feito um trabalho fantástico reconhecido pela maioria dos portuenses, ainda que a Elisa Ferreira não seja uma candidata “forte”, ainda que a concelhia do PS tenha mandado esta candidatura às malvas e tenha anunciado que com Elisa Ferreira, mais vale não contar com a estrutura.
É verdade, O DN defende que Elisa Ferreira tem hipóteses de ser eleita presidente do município do Porto!
E assim sendo, o que virá mais, pergunto eu? Que o PSD corre o risco de perder Coimbra, ou Cascais? Que Albuquerque pode não ganhar o Funchal? Que Alberto João Jardim pode perder as legislativas na Madeira?

Ora, ontem, os senhores do DN recordaram-me porque é que eu, há já muitos anos, deixei de ler as patetices que escrevem. Que me sirva de lição!

17.8.09

A king at night - Bonnie 'Prince' Billy

Este senhor - Bonnie "Prince" Billy - tem, de facto, muita graça. Mais uma excelente canção.

Kind of Blue - So What Miles Davis

Continua a ser um dos temas jazz de que mais gosto. So What é a primeira faixa de Kind of Blue, de Miles Davis, o disco de jazz que mais vendeu até hoje.

Foi lançado há exactamente 50 anos, a 17 de Agosto de 1959.

16.8.09

The National - Fake Empire

Excelente. Uma descoberta recente.

Margem de erro mínima

Ver os primeiros 70 minutos do Sporting ontem na Choupana foi um suplício. Alguém entendido na matéria é capaz de explicar porque ráio de carga de água aquele rapaz Marques foi titular a defesa-esquerdo? Alguém sabe porque ráio de carga de água o Djaló jogou a extremo direito e o Vukcevic ficou de fora? Alguém percebe porque é o Postiga é titular? Alguém sabe com que táctica entrámos em campo? Alguém entende o que se passa na cabeça do Paulo Bento neste momento? Quando o Vuc e o Matias Fernandez entraram em campo, que diferença! Passámos a dominar o jogo, criámos mais oportunidades em 25 minutos do que criáramos nos 65 anteriores, caimos em cina dos rapazes da montanha e podíamos ter ganho o jogo. Então, para quê dar 65 minutos de avanço ao adversário? Alguém entende?

Na época que agora começou, em três jogos empatámos 3. Não marcámos um único golo (os adversários encarregaram-se de fazê-lo por nós). A defesa, nomeadamente o Polga e o Marques, cometem erros atrás de erros. As bolas paradas defensivas são quase penáltis. Em resumo, das duas uma, ou o Paulo Bento e restantes senhores que compõem a equipa técnica encontram soluções, ou perdem a confiança de todos os sportinguistas. A margem de manobra começa a encurtar e o pior é que vêm aí Fiorentina e Sporting de Braga.

14.8.09

Pressão alta

O presidente do Nacional queixou-se, imagine-se, de falta de apoio do Governo Regional. Sem apoio, garantiu Rui Alves, o clube não fará a promoção da Madeira na primeira eliminatória da Taça Europa. Logo na Rússia, um mercado que, a ser bem explorado, pode vir a ser um bom emissor de visitantes.

Alves é, por norma, tenaz a defender as suas cores. É óbvio que a posição que assumiu tem tudo a ver com o inicio das obras nos “Barreiros” e com o arranque de um campeonato em que será muito dificil ao Nacional repetir os resultados recentes.

Se quisermos utilizar linguagem futebolistica, Rui Alves está a fazer “pressão alta” à espera de uma “bola perdida” para iniciar o contra-ataque.

Sendo o Nacional o clube mais beneficiado pelas verbas públicas uma vez que, sem o peso social que tem o Marítimo não sobreviveria nos campeonatos profissionais sem o dinheiro do GR, a tal “pressão alta” deveria ter uma resposta, que não terá obviamente.

Mais, parece-me que Rui Alves se aproveitou de uma “lacuna”: é que, aposto o que os meus caros amigos quiserem, nenhuma das “cabeças” da Sociedade de Promoção ou da Secretaria Regional do Turismo idealizou uma acção de promoção para ser desenvolvida em São Petesburgo.

13.8.09

PJ ouve 31 da Armada

Ao que parece, os senhores da PJ não têm bandidos para perseguir ou casos de corrupção para investigar e como não gostam de de estar sem nada para fazer, vai de ouvir dois bloggers do 31 da Armada.
É uma atitude persecutória, absurda, desproporcionada e ridícula e só não é hilariante porque é reveladora da miséria em que Portugal caiu.
Agradeça a um socialista perto de si!

9.8.09

Bonnie 'Prince' Billy - No Bad News

Do-it-yourself punk aesthetic and blunt honesty.

É assim Bonnie Prince Billy, ou aliás, Will Oldham, ou Palace Brothers, ou Palace Songs ou Palace ou Palace Music...

Num fim-de-semana um bocado inútil...

7.8.09

Smog - Bill Callahan

O senhor Bill Callahan tem um novo disco. Esta faixa é de um anterior porque não consegui encontrar nada de "Somethimes I Wish We Were an Eagle". Mas deliciem-se com este "Rock Bottom Riser". É o meu presente de fim-de-semana.

Uma canção revolucionária chilena

No tempo de Pinochet, cantava-se assim, às escondidas, no Chile. De Carlos Puebla.

Miguel Enriquez foi secretário-geral do Movimeinto de Izquierda Revolucionaria entre 1967 e 1974, ano da sua morte, quando fez explodir uma granada ao ver a sua casa cercada por agentes da DINA, polícia secreta de Pinochet.

Ainda hoje, Henriquez é homenageado como um dos "heróis" da luta revolucionária mundial.

Um camarada hipopotamo

Um hipopotamo revolucionário... Também os há, pelos vistos...