Já antevia que a liberalização do transporte aéreo para a Madeira seria um desastre.
As razões são óbvias: Na prática só voa para a região a companhia de bandeira. A SATA não tem músculo para fazer sombra à Tap. Além disso, são companhias parceiras de negócio – partilham aviões e lugares, na rota Funchal, continente. A Portugália é um sonho. Ainda voam os aviões, mas a empresa já não existe. Foi “engolida” pela Tap.
Só com base nestes três pressupostos é fácil perceber que não existiam, como ainda não existem condições para deixar o mercado funcionar. Nesta e noutras áreas, como é o caso do petróleo, ou dos cereais, por exemplo, quem fixa os preços é quem tem o poder.
A Tap agora cobra uma taxa por tudo e por nada: 50 EUROS, para quem mexer na data da passagem. Se não avisar com antecedência são mais 50 EUROS (100 euros) e no caso de não existirem lugares disponíveis na classe do bilhete, o passageiro é obrigado a desembolsar mais o acerto.
Exemplo prático: Viagem Funchal-Lisboa em classe económica 242,63. Foi necessário alterar o regresso + 50 euros de penalização + 42 euros porque não existiam vagas na classe adquirida . Total 334,63.
Em Portugal quem tem autoridade para fiscalizar este abuso de poder???? O Instituto Nacional de Aviação Civil? A polémica ASAE?? A Autoridade da Concorrência????
Será que os nosso governos (Madeira e Continente) – preocuparam-se em saber se existia concorrência na linha, antes de abrir o mercado??????
É um tema que dá pano para fazer muitos fatos.
Nem falo da hora que perdi entre os CTT; a agência de viagem onde comprei o bilhete e o balcão da Tap, que agora chama-se Groundforce. A minha sorte é que, as três entidades, não distavam uma da outra, mais de 15 metros. Levantei o subsídio no Aeroporto.
"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
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19.5.08
Saga Aérea
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26.2.08
Portos da Madeira
Segundo uma cadeia de supermercados, nacional a operar na Madeira, os produtos são 15% mais caros na região.Nem a diferença do da taxa do IVA (continente 21%; região 15%), esbate o custo da operação portuária.
Contas feitas, quer isto dizer que estamos perante uma inflação da ordem dos 21%. (15% - custo a mais para o transporto das mercadorias marítimas + 6% que é a diferença do IVA).
Até quando????????????
Um dos melhores debates na Assembleia, senão é o melhor e o mais oportuno.
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25.10.07
O crime perfeito
A partir de ontem, sinto-me mais português.
O assalto à ourivesaria “David Rosas”, no Funchal, espalhou o medo na Madeira e trouxe o mal (português) que faltava para a região.
No continente, os últimos meses foram trágicos. Nunca o país foi alvo de tantos e tão orquestrados assaltos à mão armada.
O método é idêntico lá e cá: - roubam um carro, chegam em pleno dia ao local do crime e, em menos de dois minutos, desaparecem sem que ninguém os “veja”. São crimes perfeitos.
Até há sensivelmente 4 anos os continentais só ouviam dizer que um banco, bomba de gasolina, ou uma ourivesaria tinham sido assaltados. Agora acreditam que o crime aconteça a qualquer hora e local. Do mesmo receiam os madeirenses. Julgavam que a região era imune ao crime, mas ele aconteceu. Para já sem “feridos” ou mortes, é verdade, mas caso fosse necessário fazer sangue, não tenho a menor dúvida que os “bandidos” tinham semeado o terror na região, em vez do actual estado de medo.
Nesta história a polícia não está isenta de culpa. Como é que um carro roubado, não tenha sido encontrado 12 horas depois? A Madeira tem 741 km quadrados e é uma ilha.
Quais foram as diligencias executadas pela PSP para localizar o veículo?
A outra questão, é que ninguém acredita que os “bandidos” sejam madeirenses. Até nisto somos portugueses. Pois eu receio que, pelo menos um, senão todos, é de cá.
O que vão agora fazer, caso não sejam identificados? Guardar o material e aos poucos, introduzi-lo nos mercados externos.
Quando é o próximo assalto?
O assalto à ourivesaria “David Rosas”, no Funchal, espalhou o medo na Madeira e trouxe o mal (português) que faltava para a região.
No continente, os últimos meses foram trágicos. Nunca o país foi alvo de tantos e tão orquestrados assaltos à mão armada.
O método é idêntico lá e cá: - roubam um carro, chegam em pleno dia ao local do crime e, em menos de dois minutos, desaparecem sem que ninguém os “veja”. São crimes perfeitos.
Até há sensivelmente 4 anos os continentais só ouviam dizer que um banco, bomba de gasolina, ou uma ourivesaria tinham sido assaltados. Agora acreditam que o crime aconteça a qualquer hora e local. Do mesmo receiam os madeirenses. Julgavam que a região era imune ao crime, mas ele aconteceu. Para já sem “feridos” ou mortes, é verdade, mas caso fosse necessário fazer sangue, não tenho a menor dúvida que os “bandidos” tinham semeado o terror na região, em vez do actual estado de medo.
Nesta história a polícia não está isenta de culpa. Como é que um carro roubado, não tenha sido encontrado 12 horas depois? A Madeira tem 741 km quadrados e é uma ilha.
Quais foram as diligencias executadas pela PSP para localizar o veículo?
A outra questão, é que ninguém acredita que os “bandidos” sejam madeirenses. Até nisto somos portugueses. Pois eu receio que, pelo menos um, senão todos, é de cá.
O que vão agora fazer, caso não sejam identificados? Guardar o material e aos poucos, introduzi-lo nos mercados externos.
Quando é o próximo assalto?
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12.9.07
Um dia Depois
“Senhor Presidente, e os ladrões? Eram 10 bandidos!”
Rui Marote deputado Municipal do CDS
Pouco mais há a dizer sobre a reunião, extra, do município.
Apenas que não apareceu Ricardo Vieira e Costa Neves. Não deixa de ser sintomático. Principalmente a ausência do vereador com o pelouro do Ambiente e Salubridade da autarquia. Na altura dos factos, fazia parte da equipa de Albuquerque.
Ricardo Vieira também já demonstrou a ordem de prioridades: em primeiro lugar está o dinheiro, só depois a cidade.
O resto é ruído.
Rui Marote deputado Municipal do CDS
Pouco mais há a dizer sobre a reunião, extra, do município.
Apenas que não apareceu Ricardo Vieira e Costa Neves. Não deixa de ser sintomático. Principalmente a ausência do vereador com o pelouro do Ambiente e Salubridade da autarquia. Na altura dos factos, fazia parte da equipa de Albuquerque.
Ricardo Vieira também já demonstrou a ordem de prioridades: em primeiro lugar está o dinheiro, só depois a cidade.
O resto é ruído.
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30.7.07
A frágil Imagem da PSP

Os portugueses nunca tiveram uma boa imagem da Polícia de Segurança Pública. O problema confunde-se com a própria fundação da PSP.
Infelizmente já passaram muitos anos e a falta de orgulho da nação lusitana na polícia não se alterou.
Entretanto, foram ministrados vários paliativos. Uma deles foi a criação de uma escola de raiz para formar os novos agentes. O conceito da polícia de proximidade também avançou, e as esquadras de bairro surgiram como cogumelos pelo país.
De nada serviram. O problema de fundo mantém-se. A PSP continua com um défice de credibilidade juntos dos cidadãos.
Basta olhar para o número de coimas, orgulhosamente reveladas pelos responsáveis da PSP na Madeira, para explicar a xenofobia à polícia.
O problema não está nos cidadãos, está na PSP. A polícia nunca actuou como força de prevenção. Prefere a repressão. Em linguagem mais popular, a caça à multa.
O Funchal surge como a cidade do país com o maior número de cidadãos violadores da lei por metro quadrado. É lamentável esta postura de uma instituição pública que há muito subverteu a sua génese.
Enquanto os conceitos se mantiverem, adulterados, nada mudará na polícia e na sociedade.
Nota: fonte DN-Madeira 29-07-2007
Infelizmente já passaram muitos anos e a falta de orgulho da nação lusitana na polícia não se alterou.
Entretanto, foram ministrados vários paliativos. Uma deles foi a criação de uma escola de raiz para formar os novos agentes. O conceito da polícia de proximidade também avançou, e as esquadras de bairro surgiram como cogumelos pelo país.
De nada serviram. O problema de fundo mantém-se. A PSP continua com um défice de credibilidade juntos dos cidadãos.
Basta olhar para o número de coimas, orgulhosamente reveladas pelos responsáveis da PSP na Madeira, para explicar a xenofobia à polícia.
O problema não está nos cidadãos, está na PSP. A polícia nunca actuou como força de prevenção. Prefere a repressão. Em linguagem mais popular, a caça à multa.
O Funchal surge como a cidade do país com o maior número de cidadãos violadores da lei por metro quadrado. É lamentável esta postura de uma instituição pública que há muito subverteu a sua génese.
Enquanto os conceitos se mantiverem, adulterados, nada mudará na polícia e na sociedade.
Nota: fonte DN-Madeira 29-07-2007
26.7.07
Lúxuria e impressos do IRS
Comnprar casa é a maior trapalhada em que já me meti na vida. Honestamente, nunca andei com tantos papéis debaixo do braço. Embrulho-me, rigorosamente, em papel. Sonho com papéis. Com impressos. Com atestados. Com certificados. Com senhoras das Finanças, senhoras de cinquenta anos e burocráticos óculos de massa e fatos completos. Ah, lúxuria transcendente sobre uma secretária atafulhada de impressos do IRS! (e isto é que me parece grave!)
E nunca gastei tanto dinheiro em merdas desnecessárias, maneiras (pouco) encapotadas do Estado português me meter a mão no bolso. Ainda hoje desembolsei a "módica" quantia de 500 euros para fazer um pré-registo. Que me vai chegar a casa depois da escritura estar feita, em resumo, que não serve para absolutamente nada. O resto do mês devo passá-lo a pão e água, ou coisa que o valha...
Para além de torrar a massa, ainda constatei, "in loco", a tremenda eficácia das duas senhoras do registo predial, que trabalham a pouco mais de vinte à hora (em dias bons como o de hoje), olham de alto para os desgraçados dos mortais que, como eu, estacionam uma hora na bicha, e competem para ver qual delas faz mais salamaleques aos advogados que por lá circulam e que, sem se perceber bem porquê, têm direito a passar a frente de toda a gente. Da próxima vez, juro que te telefono, Barata. Pago-te um copo e vamos lá os dois. Sempre ganho uma hora de vida...
E nunca gastei tanto dinheiro em merdas desnecessárias, maneiras (pouco) encapotadas do Estado português me meter a mão no bolso. Ainda hoje desembolsei a "módica" quantia de 500 euros para fazer um pré-registo. Que me vai chegar a casa depois da escritura estar feita, em resumo, que não serve para absolutamente nada. O resto do mês devo passá-lo a pão e água, ou coisa que o valha...
Para além de torrar a massa, ainda constatei, "in loco", a tremenda eficácia das duas senhoras do registo predial, que trabalham a pouco mais de vinte à hora (em dias bons como o de hoje), olham de alto para os desgraçados dos mortais que, como eu, estacionam uma hora na bicha, e competem para ver qual delas faz mais salamaleques aos advogados que por lá circulam e que, sem se perceber bem porquê, têm direito a passar a frente de toda a gente. Da próxima vez, juro que te telefono, Barata. Pago-te um copo e vamos lá os dois. Sempre ganho uma hora de vida...
13.6.07
Sorte
Mais uma vez, Bush mostrou o pouco que conhece do mundo. Entusiasmado com o único banho de multidão que teve nos últimos anos - sem que a multidão estivesse lá para o apedrejar, como é óbvio - resolveu misturar-se com aqueles que o aplaudiam. Esqueceu-se de um pequeno detalhe: estava na Albânia, sítio parecido ao Casal Ventoso, mas para pior. Resumido: "gamaram-lhe o relógio". Uma mísera máquina, é verdade. Uma reles imitação que custa 50 dólares, também é verdade. Mas quem, no seu perfeito juízo, se mistura com uma multidão de albaneses? Já ter ficado com os sapatos foi uma sorte do caraças...
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