Acordei a meio da noite – no meio de um sonho. Estava a sonhar com a Lua. Uma Lua negra, com um decote branco. Não acreditava naquele imagem. Era uma espécie de mulher e de Deusa. Uma espécie de loucura e doçura. Só me dei conta deste sonho, quando já estava com sono.
Despertei para a realidade. Abri os olhos para sentir o coração. Fiquei sereno. Batia ao ritmo da rotação da terra. Troquei aquele instante, pelo mundo. Afinal, tenho a Lua tão perto. Ela surgiu do nada e desapareceu no negro da noite. Foi a Lua, talvez tenha sido um sonho. Talvez sejas tu. Talvez não exista nada.
Não sei por que escrevo. Não tenho por hábito mentir, mas também não sei. Talvez seja verdade. Talvez não existas. Sei que não toquei. Vi; mas não cheguei a sentir o cheiro.
Nunca ninguém disse que a Lua tinha cheiro. Falam do relevo, da densidade do ar, ou falta dele. Ocupam-se de coisas difíceis de medir, mas das simples, como o cheiro, ninguém diz nada. Julgo que a primeira viagem à Lua foi em 1969... A minha foi mais tarde. Realizei-a há instantes. Caso tivesses chegado mais cedo, ainda me vias descer do foguetão. Se fosse uns segundos, antes, talvez espreitavas a Lua.
Sou assim, aquilo que escrevo, mas estou longe do que pareço. Sou massa de ar quente, num estado morno. Há momentos, era fogo em chamas. Como vês, é a primeira descrição humana, de alguém que foi à Lua.
Ela sabe do que falo, porque ela viajou comigo.
Dedicado à Lua!
"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
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10.4.09
8.4.08
Espreitar a chuva
O dia está frondoso.
Consigo ver através da minha janela a chuva. Em simultâneo oiço-a cair na terra.
Apetece agasalhar-me no refúgio de um tecto e contemplar a queda livre da água que vem do espaço. Cai como meteoritos. Só não dizima espécies, como aconteceu há milhões de anos. Eu não estava lá. Nem agora sei se estou cá. Apenas sinto que existo, mas não consigo medir o tamanho da minha dimensão face ao universo. Também não importa.
Imagino que a chuva já tenha feito estragos. Imagino que a esta hora, já existam danos colaterais nos sapatos de muitas mulheres. Talvez no cabelo. Talvez nas calças. Também não importa.
Há muito tempo que não chovia. Pelo menos assim.
Há muito tempo que não escrevia. Pelo menos assim. Acho que estive de férias. Acho que me assaltaram o cofre das letras. Quando parar de chover, vou iniciar a busca. Se entretanto, alguém encontrar palavras entre os destroços da água, avise.
Podem ser minhas.
Consigo ver através da minha janela a chuva. Em simultâneo oiço-a cair na terra.
Apetece agasalhar-me no refúgio de um tecto e contemplar a queda livre da água que vem do espaço. Cai como meteoritos. Só não dizima espécies, como aconteceu há milhões de anos. Eu não estava lá. Nem agora sei se estou cá. Apenas sinto que existo, mas não consigo medir o tamanho da minha dimensão face ao universo. Também não importa.
Imagino que a chuva já tenha feito estragos. Imagino que a esta hora, já existam danos colaterais nos sapatos de muitas mulheres. Talvez no cabelo. Talvez nas calças. Também não importa.
Há muito tempo que não chovia. Pelo menos assim.
Há muito tempo que não escrevia. Pelo menos assim. Acho que estive de férias. Acho que me assaltaram o cofre das letras. Quando parar de chover, vou iniciar a busca. Se entretanto, alguém encontrar palavras entre os destroços da água, avise.
Podem ser minhas.
28.2.08
E agora?
E agora, que farão (e que dirão e que escreverão) aqueles que tanto atacam a RTP-M ao constatarem que, afinal, até têm mais tempo de antena que o partido que sustenta o Governo e que o próprio Executivo?
O estudo hoje apresentado pelo Diário é revelador. Mas reina um silêncio pela blogosfera... Nada condizente com o discurso de vitimização que é feito há uns tempos.
O estudo hoje apresentado pelo Diário é revelador. Mas reina um silêncio pela blogosfera... Nada condizente com o discurso de vitimização que é feito há uns tempos.
21.2.08
A caminho da Lua

Aguardo o prometido eclipse da Lua desta noite. O fenómeno é para os resistentes. (3H01M)
Eu já estou pronto!
Não sei se vou adormecer antes, mas estou pronto para o que chegar mais cedo. Só não faço ideia se é o sono, ou o Eclipse.
Amanhã conto-vos tudo.
Clama aí!!!!
Eu disse Amanhã!!!!!!….
Que eu saiba amanhã é sexta-feira, dia 22 de Fevereiro de 2008.
Ah!
Antes do meio dia não vale a pena incomodar.
Eu não sou funcionário público, mas trabalho de acordo com os indícies de produtividade do país
Os interessados podem tirar a “senha” na caixa de mensagens e aguardar a vez na fila.
Prometo que conto tudo..
Não prometo que vou ver a Lua vermelha, mas prometo dizer algo
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12.2.08
Solidariedade com Nazário
Normalmente defendo que quem é eleito por um partido deve abandoná-lo quando entre em ruptura. Contudo, no caso do Presidente da Freguesia de Gaula, verfica-se que, para poder exercer o seu mandato, que lhe foi conferido pelo eleitorado, e para fazer face a manobras de certos meios que se julgam donos do partido, e que, aliás, já provocaram no passado o afastamento de outros elementos eleitos, como se o PS tevisse assim tanto, Nazário Coelho teve de assumir apenas a condição de presidente da Freguesia de Gaula, porque cada caso é um caso, e neste, estou perfeitamente solidário com ele. O interesse dos gauleses está acima de manobras de bastidores. Sobre Santa Cruz, continuo a defender que o PS tem um candidato natural que nunca teve veleidades de vedeta.
Escrito aqui por Miguel Fonseca, militante do PS.
Escrito aqui por Miguel Fonseca, militante do PS.
O clube da bisca
O Sr. Nazário foi-se. Parece que se esquecera de assinar uma carta. O Sr. Leandro já pediu desculpa aos eleitores. Não fez mais que a sua obrigação, digo eu. Até porque ao que parece andou entretido a fazer oposição a uma junta eleita pelo seu partido. A este ritmo o PS de Santa Cruz transformar-se-á numa espécie de clube da bisca. Com quatro a jogar e dois "equipa a seguir". Aguardo serenamente as cenas dos próximos capítulos. Quem joga o próximo "ás de trunfo"?
8.2.08
Drama
Filipe quer ser independente. Nilson apoia Filipe. E se calhar repete a dose em Câmara de Lobos. Cardoso diz que há independentes que o querem no Funchal. Fonseca diz que é mas não é candidato a Santa Cruz. Se calhar quer ser. Ou não... Gouveia queixa-se de solidão. Parece que Freitas nunca mais quis ser visto com ele. Não é uma telenovela mexicana. É o PS-Madeira no seu melhor.
10.1.08
Nos gostamos do Pinóquio!
Que Sócrates mente facilmente todos sabemos. Agora o que me custa perceber é a facilidade com que este bom povo de Portugal engole um Primeiro Ministro destes.
A propósito, alguém é capaz de me explicar que ráio é a "ética da responsabilidade", um dos argumentos que Sócrates utilizou para inviabilizar o referendo?
A propósito, alguém é capaz de me explicar que ráio é a "ética da responsabilidade", um dos argumentos que Sócrates utilizou para inviabilizar o referendo?
9.1.08
Tratado sobre a mentira
Sócrates e o referendo, ou o mais descarado mentiroso primeiro-ministro.
“É essencial”, Outubro de 2004;
“Desta vez tem de haver”, Dezembro de 2004;
“Vai haver”, Fevereiro 2005,
“O Governo defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular”, Março 2005 (Programa do Governo);
“Mantenho”, Dezembro 2006 (em resposta à pergunta “mantém o objectivo de referendar o Tratado qualquer que seja o resultado deste processo institucional?”);
"O PS tinha um compromisso com o Tratado Constitucional. Agora é o Tratado de Lisboa, que não existia na altura. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. As circunstâncias alteraram-se completamente. É um tratado diferente", Janeiro de 2008.
Mas ele não mente. É Manoelinho, os burros somos nós! Devemos ser...
Informação retirada Mais Évora
“É essencial”, Outubro de 2004;
“Desta vez tem de haver”, Dezembro de 2004;
“Vai haver”, Fevereiro 2005,
“O Governo defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular”, Março 2005 (Programa do Governo);
“Mantenho”, Dezembro 2006 (em resposta à pergunta “mantém o objectivo de referendar o Tratado qualquer que seja o resultado deste processo institucional?”);
"O PS tinha um compromisso com o Tratado Constitucional. Agora é o Tratado de Lisboa, que não existia na altura. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. As circunstâncias alteraram-se completamente. É um tratado diferente", Janeiro de 2008.
Mas ele não mente. É Manoelinho, os burros somos nós! Devemos ser...
Informação retirada Mais Évora
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23.12.07
Um rato (que não é cozinheiro)
Ainda a propósito do BCP. Ninguém vai perguntar nada ao Dr. Constâncio, do Banco de Portugal?
Mas então nunca ninguém percebeu que a "coisa" ia mal no Banco Comercial Português? Os auditores que andaram pelo BCP em 2005 eram cegos? Vedaram-lhes os olhos, querem ver...
O Dr. Constâncio tem por hábito nunca se justificar. Não se sente obrigado a isso, de facto. E desta vez, vai continuar calado que nem rato, à espera que passe o mau tempo.
Mas então nunca ninguém percebeu que a "coisa" ia mal no Banco Comercial Português? Os auditores que andaram pelo BCP em 2005 eram cegos? Vedaram-lhes os olhos, querem ver...
O Dr. Constâncio tem por hábito nunca se justificar. Não se sente obrigado a isso, de facto. E desta vez, vai continuar calado que nem rato, à espera que passe o mau tempo.
O chapéu do Sr. Sócrates
O BCP é privado, ou não?
Se é, qual a legitimidade do Governo do Sr. Sócrates para tomar partido por uma qualquer facção entre as que disputam o poder no banco?
A "salvaguarda" do interesse nacional" é um chapéu onde cabe tudo, de facto...
Se é, qual a legitimidade do Governo do Sr. Sócrates para tomar partido por uma qualquer facção entre as que disputam o poder no banco?
A "salvaguarda" do interesse nacional" é um chapéu onde cabe tudo, de facto...
A prenda
Sou uma espécie de vagabundo.
Um ser convalescente a caminho da felicidade.
Trabalho para resgatá-la.
Tenciono e quero ser feliz ao teu lado.
Não sei como te chamas.
Nunca vi a cor dos teus olhos, nem observei as curvas do teu rosto.
Apenas sei que existes.
Sinto-o, ainda distante, mas o teu pulsar caminha em direcção do meu.
Juntos seremos uma estrela.
Deixa tudo o que estás a fazer e sai.
Procura-me no infinito que estou, algures, à tua espera.
Trás contigo o teu ser, o teu sorriso. O resto, eu tenho.
Caminha sem medo, rumo ao desconhecido.
A segurança chega depois.
Trás contigo os teus tesouros e não te esqueças do coração.
Um ser convalescente a caminho da felicidade.
Trabalho para resgatá-la.
Tenciono e quero ser feliz ao teu lado.
Não sei como te chamas.
Nunca vi a cor dos teus olhos, nem observei as curvas do teu rosto.
Apenas sei que existes.
Sinto-o, ainda distante, mas o teu pulsar caminha em direcção do meu.
Juntos seremos uma estrela.
Deixa tudo o que estás a fazer e sai.
Procura-me no infinito que estou, algures, à tua espera.
Trás contigo o teu ser, o teu sorriso. O resto, eu tenho.
Caminha sem medo, rumo ao desconhecido.
A segurança chega depois.
Trás contigo os teus tesouros e não te esqueças do coração.
16.12.07
Rica democracia, gritam os socialistas
"(...) Sócrates não quer hipotecar o seu contributo «histórico» para o projecto europeu, rompendo o compromisso com os restantes líderes europeus para que o Tratado seja rapidamente ratificado, evitando consultas populares (...)."
SOL
Quando a merda de um pseudo-prestígio vale mais do que o interesse de uma Nação.
Não será este um acto de traição?!
SOL
Quando a merda de um pseudo-prestígio vale mais do que o interesse de uma Nação.
Não será este um acto de traição?!
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12.12.07
Jardim sucede a Jardim
Estou em crer que todas as recentes movimentações conduzem a um caminho... Jardim sucederá a Jardim em 2011... Sou capaz de apostar um jantar, até porque já vi este filme antes... São testados vários cenários e depois...
Post-Scriptum: Não tenho nada contra ou a favor, uma vez que, não sendo militante do PSD (ou de qualquer outro partido), os assuntos internos "laranja" não me dizem respeito.
Post-Scriptum: Não tenho nada contra ou a favor, uma vez que, não sendo militante do PSD (ou de qualquer outro partido), os assuntos internos "laranja" não me dizem respeito.
10.12.07
Real politik vs ética
Robert Mugabe é um ditador, responsável por um desgoverno absoluto que está a arruinar o Zimbabwe. Não tem qualquer respeito pelos direitos mais elementares do homem. Dos homens. Dos negros como ele e que jurou defender. Tem razão Brown para não querer sentar à mesa deste déspota, apesar dos motivos serem errados. Porque não passa do orgulho ferido e porque o império britânico foi prejudicado com a tomada de poder de Mugabe. Não se trata da defesa efectiva dos direitos do homem, por parte do PM inglês (todos sabemos que é uma questão de política interna). Porque o governo britânico não tem pruridos em sentar à mesa de outras ditaduras tão ou mais violentas que a do Zimbabwe, como a Arábia Saudita.
Há algumas semanas, o governo português acolheu com honras de Estado o cacique-aspirante-a-ditador Hugo Chávez. Na altura, reconhecia a pertinência de termos de engolir este sapo: a comunidade portuguesa na Venezuela é demasiado grande e o governo português tem o dever de zelar pelos seus interesses.
Parece, contudo, que o principal motivo do encontro não foi a defesa da comunidade portuguesa, mas garantir negócios chorudos para a Galp. E sinceramente, senti um amargo de boca!
Este fim-de-semana, recebemos com pompa e circunstância Muammar Kadhafi, líder do regime opressivo que governa a Líbia. Aliás, vimos Sócrates de mão dada com o Líder Supremo líbio e todo ele era sorrisos. O motivo para tanta alegria era a garantia de outros negócios chorudos para a Galp e para outras empresas portuguesas. Que são levadas para a Líbia atraídas pelos dinares líbios, sem qualquer tipo de preocupação com essas questões humanistas.
Uma vez mais, todo um povo vergou-se aos interesses económicos de meia dúzia.
A isto chamam de real politik: eu chamaria de hipocrisia. E a mim, custou-me a engolir ver o PM do meu país a fazer acordos com um líder de um governo que não tem qualquer respeito pelos direitos do homem. A fazer acordos económicos. A vender a dignidade de um país aos interesses de alguns!
Não me admiro nada que qualquer dia estejamos à mesa de negociações com terroristas, conforme propunha, num rasgo invulgar de imbecilidade, Mário Soares. Já estivemos mais longe!
Há algumas semanas, o governo português acolheu com honras de Estado o cacique-aspirante-a-ditador Hugo Chávez. Na altura, reconhecia a pertinência de termos de engolir este sapo: a comunidade portuguesa na Venezuela é demasiado grande e o governo português tem o dever de zelar pelos seus interesses.
Parece, contudo, que o principal motivo do encontro não foi a defesa da comunidade portuguesa, mas garantir negócios chorudos para a Galp. E sinceramente, senti um amargo de boca!
Este fim-de-semana, recebemos com pompa e circunstância Muammar Kadhafi, líder do regime opressivo que governa a Líbia. Aliás, vimos Sócrates de mão dada com o Líder Supremo líbio e todo ele era sorrisos. O motivo para tanta alegria era a garantia de outros negócios chorudos para a Galp e para outras empresas portuguesas. Que são levadas para a Líbia atraídas pelos dinares líbios, sem qualquer tipo de preocupação com essas questões humanistas.
Uma vez mais, todo um povo vergou-se aos interesses económicos de meia dúzia.
A isto chamam de real politik: eu chamaria de hipocrisia. E a mim, custou-me a engolir ver o PM do meu país a fazer acordos com um líder de um governo que não tem qualquer respeito pelos direitos do homem. A fazer acordos económicos. A vender a dignidade de um país aos interesses de alguns!
Não me admiro nada que qualquer dia estejamos à mesa de negociações com terroristas, conforme propunha, num rasgo invulgar de imbecilidade, Mário Soares. Já estivemos mais longe!
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6.12.07
O homem voltou à carga
O "bom" do Chávez voltou ao normal... Já insultou quem venceu, já garantiu que voltará à carga com a mesma proposta (só não disse quando), enfim... Vai ser um martírio...
3.12.07
Venezuela
A Venezuela deu ontem um enorme exemplo a todo o mundo, e aos vizinhos da América Latina em particular, de comportamento civilizado e democrático.
Mas é importante não esquecer que a sociedade venezuelana está profundamente dividida. E que, embora social e culturalmente o povo da Venezuela seja avesso aos conflitos (basta lembrar que é o único país da zona que nunca se envolveu numa guerra dentro ou fora de portas), uma pequena fagulha pode acender um rastilho com consequências imprevisíveis.
Ontem, o discurso de Chávez foi muito interessante. Ponderado, reconheceu a derrota e a consequente impossibilidade de levar a efeito as reformas que pretendia introduzir. Apelou à unidade nacional e serenou os ânimos quer dos seus apoiantes, quer da oposição. O Chávez que ontem assumiu que tinha perdido foi radicalmente diferente do Chávez habitual, que ataca desenfreadamente todos aqueles que a ele se opõem, quer no plano interno quer no plano externo, criando dessa forma clivagens dispensáveis. A confirmar-se e a manter-se o tom e o conteúdo, as tenções poderão acalmar. Mas não acabam certamente, já que o exercício efectivo do poder não deve sofrer alterações visíveis. Para além do mais, com Chávez deve desconfiar-se sempre...
Não creio que a derrota implique uma viragem política na Venezuela ou nas relações do país com o exterior. Hugo Chávez manterá, internamente, uma praxis política populista, que a curto prazo poderá atenuar superficialmente as desigualdades, mas que médio e longo prazo será um desastre para a Venezuela. Vai continuar a desconfiar do sector privado da Economia, impondo medidas restritivas. Vai insistir no projecto de silenciar a oposição e os média por esta influênciados ou controlados. Não desistirá da ideia peregrina de perpetuar-se no poder.
A nível externo, continuará a perseguir a criação de uma espécie de bloco latino-americano que se afirme por oposição política aos Estados Unidos e à União Europeia (opção condenada ao fracasso devido à óbvia resistência do Brasil ou da Argentina, as maiores economias da zona, em juntar-se àquela espécie de "guerra santa").
Enfim, embora mais controlado, Chávez tentará, até à sua extinção (que agora me parece mais ou menos inevitável), continuar a marcar a agenda política mundial.
Mas é importante não esquecer que a sociedade venezuelana está profundamente dividida. E que, embora social e culturalmente o povo da Venezuela seja avesso aos conflitos (basta lembrar que é o único país da zona que nunca se envolveu numa guerra dentro ou fora de portas), uma pequena fagulha pode acender um rastilho com consequências imprevisíveis.
Ontem, o discurso de Chávez foi muito interessante. Ponderado, reconheceu a derrota e a consequente impossibilidade de levar a efeito as reformas que pretendia introduzir. Apelou à unidade nacional e serenou os ânimos quer dos seus apoiantes, quer da oposição. O Chávez que ontem assumiu que tinha perdido foi radicalmente diferente do Chávez habitual, que ataca desenfreadamente todos aqueles que a ele se opõem, quer no plano interno quer no plano externo, criando dessa forma clivagens dispensáveis. A confirmar-se e a manter-se o tom e o conteúdo, as tenções poderão acalmar. Mas não acabam certamente, já que o exercício efectivo do poder não deve sofrer alterações visíveis. Para além do mais, com Chávez deve desconfiar-se sempre...
Não creio que a derrota implique uma viragem política na Venezuela ou nas relações do país com o exterior. Hugo Chávez manterá, internamente, uma praxis política populista, que a curto prazo poderá atenuar superficialmente as desigualdades, mas que médio e longo prazo será um desastre para a Venezuela. Vai continuar a desconfiar do sector privado da Economia, impondo medidas restritivas. Vai insistir no projecto de silenciar a oposição e os média por esta influênciados ou controlados. Não desistirá da ideia peregrina de perpetuar-se no poder.
A nível externo, continuará a perseguir a criação de uma espécie de bloco latino-americano que se afirme por oposição política aos Estados Unidos e à União Europeia (opção condenada ao fracasso devido à óbvia resistência do Brasil ou da Argentina, as maiores economias da zona, em juntar-se àquela espécie de "guerra santa").
Enfim, embora mais controlado, Chávez tentará, até à sua extinção (que agora me parece mais ou menos inevitável), continuar a marcar a agenda política mundial.
15.11.07
9.10.07
Socretinices
Bem pode pregar o primeiro-ministro, mas são já demasiadas manifestações para serem todas imputadas aos comunistas. Eu ainda não marquei presença em nenhuma, mas não perco a próxima que ocorra nas proximidades. Porque é preciso gritar alto e em bom som contra este (des)governo.
Gostei mesmo foi da sua naturalidade: enfrentar os sindicatos? Pelo amor de Deus, não, pá...
Mas o homem estava tão á-vontade que até a pronúncia serrana o traiu: trinta ianos.
Alguém que informe o senhor bacharel Sócrates - como, de resto, alguém o aconselhou a não virar as costas às câmaras de TV -, que para ser primeiro-ministro em Portugal não é necessário ser engenheiro, mas já agora convém saber falar português...
Mas temos que dizer isto baixinho. É que a bufaria anda por aí!
Gostei mesmo foi da sua naturalidade: enfrentar os sindicatos? Pelo amor de Deus, não, pá...
Mas o homem estava tão á-vontade que até a pronúncia serrana o traiu: trinta ianos.
Alguém que informe o senhor bacharel Sócrates - como, de resto, alguém o aconselhou a não virar as costas às câmaras de TV -, que para ser primeiro-ministro em Portugal não é necessário ser engenheiro, mas já agora convém saber falar português...
Mas temos que dizer isto baixinho. É que a bufaria anda por aí!
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4.10.07
Principado da Pontinha
Ó Renato, onde é que arranjas essa droga? É que eu também quero!Para quem se assustar com o tamanho do texto, apenas um aperitivo: o bom do Renato quer criar um principado no Forte de São José.
Se quiser juntar-se à causa, ou simplesmente conhecer o local, clique aqui. Aconselho vivamente a visita virtual.
Assim que for possível, eu estarei na linha da frente na defesa deste novo país. Afinal, considero-me cidadão do principado, uma vez que já lá quase vivi (ou dormi!). Sou um Cavaleiro do Amor de pleno direito!
Liberdade para o Principado da Pontinha. Já!
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