Já antevia que a liberalização do transporte aéreo para a Madeira seria um desastre.
As razões são óbvias: Na prática só voa para a região a companhia de bandeira. A SATA não tem músculo para fazer sombra à Tap. Além disso, são companhias parceiras de negócio – partilham aviões e lugares, na rota Funchal, continente. A Portugália é um sonho. Ainda voam os aviões, mas a empresa já não existe. Foi “engolida” pela Tap.
Só com base nestes três pressupostos é fácil perceber que não existiam, como ainda não existem condições para deixar o mercado funcionar. Nesta e noutras áreas, como é o caso do petróleo, ou dos cereais, por exemplo, quem fixa os preços é quem tem o poder.
A Tap agora cobra uma taxa por tudo e por nada: 50 EUROS, para quem mexer na data da passagem. Se não avisar com antecedência são mais 50 EUROS (100 euros) e no caso de não existirem lugares disponíveis na classe do bilhete, o passageiro é obrigado a desembolsar mais o acerto.
Exemplo prático: Viagem Funchal-Lisboa em classe económica 242,63. Foi necessário alterar o regresso + 50 euros de penalização + 42 euros porque não existiam vagas na classe adquirida . Total 334,63.
Em Portugal quem tem autoridade para fiscalizar este abuso de poder???? O Instituto Nacional de Aviação Civil? A polémica ASAE?? A Autoridade da Concorrência????
Será que os nosso governos (Madeira e Continente) – preocuparam-se em saber se existia concorrência na linha, antes de abrir o mercado??????
É um tema que dá pano para fazer muitos fatos.
Nem falo da hora que perdi entre os CTT; a agência de viagem onde comprei o bilhete e o balcão da Tap, que agora chama-se Groundforce. A minha sorte é que, as três entidades, não distavam uma da outra, mais de 15 metros. Levantei o subsídio no Aeroporto.
"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
Mostrar mensagens com a etiqueta circo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta circo. Mostrar todas as mensagens
19.5.08
Saga Aérea
Etiquetas:
Albânia,
assaltos à mão armada,
Aterrar noutro planeta,
circo,
é a economia estúpido;,
Eclipse,
País dos matraquilhos,
pôr-se a milhas,
Surrealismo
29.2.08
Os Carrascos da RTP
O PSD arrisca-se a ser o carrasco da Televisão Pública Portuguesa.
Luís Filipe Menezes, o líder da oposição, com aspirações a Primeiro-Ministro, na primeira grande entrevista que deu, afirmou que o partido, o PSD, vai acabar com a publicidade na RTP.
Está demonstrado, se não estava ficou, quais são as prioridades deste homem caso consiga chegar ao poder. Eu e a larga maioria dos portugueses esperava ouvir da boca do líder do maior partido da oposição outras propostas. Como vai emagrecer o desemprego, baixar a despesa pública, modernizar o país e a administração do Estado, fazer de Portugal uma nação moderna e competitiva da EU.
Infelizmente o que ficou dessa entrevista, mas não foi dito, é que pretende retirar mais dinheiro dos contribuintes para pagar o serviço público de televisão.
Ao acabar com a publicidade das duas uma: - Ou os canais públicos (RTP; RTP-Madeira e Açores; RTP2, África e Internacional) conseguem prestar o mesmo serviço de televisão com idêntica qualidade, mas com menos dinheiro, ou o Governo terá que injectar, via orçamento de Estado, o que hoje a RTP obtém com a venda de publicidade na RTP1.
É isto que Luís Filipe Menezes não disse aos Portugueses. De certeza que jantou, ou almoçou nos últimos dias com Pinto Balsemão, o patrão da SIC. É o Social-Democrata e magnata da comunicação, que há pelo menos 10 anos, oiço defender esta tese que Menezes subscreve.
Em França Nicolas Sarkozy tem uma proposta idêntica, mas não se compare o incomparável. São países com índices de riqueza díspares.
Quando Cavaco era Primeiro-Ministro também alienou os transmissores (antenas) da RTP. Vendou à PT a preço de saldos. Agora Menezes pretende ficar na história da televisão em Portugal, como o Presidente do PSD, que entrega sem contrapartidas às estações privadas, uma fatia do bolo da publicidade.
Luís Filipe Menezes, o líder da oposição, com aspirações a Primeiro-Ministro, na primeira grande entrevista que deu, afirmou que o partido, o PSD, vai acabar com a publicidade na RTP.
Está demonstrado, se não estava ficou, quais são as prioridades deste homem caso consiga chegar ao poder. Eu e a larga maioria dos portugueses esperava ouvir da boca do líder do maior partido da oposição outras propostas. Como vai emagrecer o desemprego, baixar a despesa pública, modernizar o país e a administração do Estado, fazer de Portugal uma nação moderna e competitiva da EU.
Infelizmente o que ficou dessa entrevista, mas não foi dito, é que pretende retirar mais dinheiro dos contribuintes para pagar o serviço público de televisão.
Ao acabar com a publicidade das duas uma: - Ou os canais públicos (RTP; RTP-Madeira e Açores; RTP2, África e Internacional) conseguem prestar o mesmo serviço de televisão com idêntica qualidade, mas com menos dinheiro, ou o Governo terá que injectar, via orçamento de Estado, o que hoje a RTP obtém com a venda de publicidade na RTP1.
É isto que Luís Filipe Menezes não disse aos Portugueses. De certeza que jantou, ou almoçou nos últimos dias com Pinto Balsemão, o patrão da SIC. É o Social-Democrata e magnata da comunicação, que há pelo menos 10 anos, oiço defender esta tese que Menezes subscreve.
Em França Nicolas Sarkozy tem uma proposta idêntica, mas não se compare o incomparável. São países com índices de riqueza díspares.
Quando Cavaco era Primeiro-Ministro também alienou os transmissores (antenas) da RTP. Vendou à PT a preço de saldos. Agora Menezes pretende ficar na história da televisão em Portugal, como o Presidente do PSD, que entrega sem contrapartidas às estações privadas, uma fatia do bolo da publicidade.
Etiquetas:
assaltos à mão armada,
Aterrar noutro planeta,
Axe - poder de atracção (ou qualquer coisa do género),
circo
13.2.08
À Espera da ASAE
Na Madeira há uns indivíduos insaciáveis por autonomia.
Não sei se em casa quem manda é a esposa, ou se a falta de exercício de poder lhes diminui o ego. Nunca percebi, nem quero entender.
Entrou em vigor a nova lei do tabaco e passados uns dias foi apanhado com a boca na botija o Presidente do Governo.
De imediato ouvi dizer que a lei não era boa e que ninguém a tinha violado.
Passados uns dias, alguém lembrou-se da autonomia. Toca reescrever o texto da lei para acertar o fato à medida dos burgos do sítio.
Penso que quem age desta forma, está mal informado.
O TABACO MATA. Eu não fumo mas já assisti a conferências proferidas por médicos, sobre o vício do cigarro e fiquei chocado.
O meu conselho é que se aproveite a autonomia para benefício da população madeirense e não desta forma.
Para fazer uma lei que nem serve gregos nem troianos.
Não sei se em casa quem manda é a esposa, ou se a falta de exercício de poder lhes diminui o ego. Nunca percebi, nem quero entender.
Entrou em vigor a nova lei do tabaco e passados uns dias foi apanhado com a boca na botija o Presidente do Governo.
De imediato ouvi dizer que a lei não era boa e que ninguém a tinha violado.
Passados uns dias, alguém lembrou-se da autonomia. Toca reescrever o texto da lei para acertar o fato à medida dos burgos do sítio.
Penso que quem age desta forma, está mal informado.
O TABACO MATA. Eu não fumo mas já assisti a conferências proferidas por médicos, sobre o vício do cigarro e fiquei chocado.
O meu conselho é que se aproveite a autonomia para benefício da população madeirense e não desta forma.
Para fazer uma lei que nem serve gregos nem troianos.
Etiquetas:
circo,
Liberdades,
País dos matraquilhos,
pôr-se a milhas,
Provocações,
Viver em Cuba deve ser maravilhoso
25.10.07
O crime perfeito
A partir de ontem, sinto-me mais português.
O assalto à ourivesaria “David Rosas”, no Funchal, espalhou o medo na Madeira e trouxe o mal (português) que faltava para a região.
No continente, os últimos meses foram trágicos. Nunca o país foi alvo de tantos e tão orquestrados assaltos à mão armada.
O método é idêntico lá e cá: - roubam um carro, chegam em pleno dia ao local do crime e, em menos de dois minutos, desaparecem sem que ninguém os “veja”. São crimes perfeitos.
Até há sensivelmente 4 anos os continentais só ouviam dizer que um banco, bomba de gasolina, ou uma ourivesaria tinham sido assaltados. Agora acreditam que o crime aconteça a qualquer hora e local. Do mesmo receiam os madeirenses. Julgavam que a região era imune ao crime, mas ele aconteceu. Para já sem “feridos” ou mortes, é verdade, mas caso fosse necessário fazer sangue, não tenho a menor dúvida que os “bandidos” tinham semeado o terror na região, em vez do actual estado de medo.
Nesta história a polícia não está isenta de culpa. Como é que um carro roubado, não tenha sido encontrado 12 horas depois? A Madeira tem 741 km quadrados e é uma ilha.
Quais foram as diligencias executadas pela PSP para localizar o veículo?
A outra questão, é que ninguém acredita que os “bandidos” sejam madeirenses. Até nisto somos portugueses. Pois eu receio que, pelo menos um, senão todos, é de cá.
O que vão agora fazer, caso não sejam identificados? Guardar o material e aos poucos, introduzi-lo nos mercados externos.
Quando é o próximo assalto?
O assalto à ourivesaria “David Rosas”, no Funchal, espalhou o medo na Madeira e trouxe o mal (português) que faltava para a região.
No continente, os últimos meses foram trágicos. Nunca o país foi alvo de tantos e tão orquestrados assaltos à mão armada.
O método é idêntico lá e cá: - roubam um carro, chegam em pleno dia ao local do crime e, em menos de dois minutos, desaparecem sem que ninguém os “veja”. São crimes perfeitos.
Até há sensivelmente 4 anos os continentais só ouviam dizer que um banco, bomba de gasolina, ou uma ourivesaria tinham sido assaltados. Agora acreditam que o crime aconteça a qualquer hora e local. Do mesmo receiam os madeirenses. Julgavam que a região era imune ao crime, mas ele aconteceu. Para já sem “feridos” ou mortes, é verdade, mas caso fosse necessário fazer sangue, não tenho a menor dúvida que os “bandidos” tinham semeado o terror na região, em vez do actual estado de medo.
Nesta história a polícia não está isenta de culpa. Como é que um carro roubado, não tenha sido encontrado 12 horas depois? A Madeira tem 741 km quadrados e é uma ilha.
Quais foram as diligencias executadas pela PSP para localizar o veículo?
A outra questão, é que ninguém acredita que os “bandidos” sejam madeirenses. Até nisto somos portugueses. Pois eu receio que, pelo menos um, senão todos, é de cá.
O que vão agora fazer, caso não sejam identificados? Guardar o material e aos poucos, introduzi-lo nos mercados externos.
Quando é o próximo assalto?
Etiquetas:
Albânia,
assaltos à mão armada,
Aterrar noutro planeta,
Axe - poder de atracção (ou qualquer coisa do género),
Chuchar no dedo,
circo
15.10.07
O princípio do mal.
O mal chegou disfarçado de mosquito.
Instalou-se na freguesia onde vive o número um do governo e em silêncio aterroriza a capital.
Desde a chegada dos incómodos insectos, já foi julgado um autarca por corrupção, (caso Lobo) foi aberto o livro das negociatas da Câmara do Funchal, ficou a nu o licenciamento do hotel CS Madeira e instalou-se a dúvida sobre o poder judicial na Madeira.
Em simultâneo o mosquito provoca o medo e estragos na carteira dos cidadãos picados. O pior é que alguns médicos já não sabem o que receitar.
Quer isto dizer uma coisa muito simples: quer num caso – o dos mosquitos – quer no outro – o da corrupção – o problema foi e está a ser subavaliado.
Há um estudo sobre as alterações climáticas, coordenado pelo professor Filipe Duarte Santos, (climaat II) e já apresentado no Funchal (2006) pela Secretaria do Ambiente, que é claro: - alerta para a falta de água e para as doenças subtropicais nos próximos anos; décadas, na Madeira.
A pergunta é simples. Do que é que estão à espera? Que a praga dos mosquitos chegue a toda a região?
Num Estado Norte-Americano, o mesmo mosquito foi extinto. Porque é que aqui aumenta? Mais. Dizem alguns entendidos na matéria, que caso seja picado um imigrante brasileiro ou africano, portador da doença de dengue ou febre-amarela, o problema torna-se grave.
Quanto ao poder judicial na Madeira, acho que a questão é de âmbito nacional. Nos últimos anos e na sequência do processo “Casa Pia” multiplicaram-se os exemplos de inoperacionalidade da justiça em Portugal.
Se ela não funciona ou funciona mal é fácil concluir o que penso sobre a corrupção na Madeira e no meu país. Aliás, há estudos internacionais que são claros sobre esta matéria, no mundo e nos países latinos.
Instalou-se na freguesia onde vive o número um do governo e em silêncio aterroriza a capital.
Desde a chegada dos incómodos insectos, já foi julgado um autarca por corrupção, (caso Lobo) foi aberto o livro das negociatas da Câmara do Funchal, ficou a nu o licenciamento do hotel CS Madeira e instalou-se a dúvida sobre o poder judicial na Madeira.
Em simultâneo o mosquito provoca o medo e estragos na carteira dos cidadãos picados. O pior é que alguns médicos já não sabem o que receitar.
Quer isto dizer uma coisa muito simples: quer num caso – o dos mosquitos – quer no outro – o da corrupção – o problema foi e está a ser subavaliado.
Há um estudo sobre as alterações climáticas, coordenado pelo professor Filipe Duarte Santos, (climaat II) e já apresentado no Funchal (2006) pela Secretaria do Ambiente, que é claro: - alerta para a falta de água e para as doenças subtropicais nos próximos anos; décadas, na Madeira.
A pergunta é simples. Do que é que estão à espera? Que a praga dos mosquitos chegue a toda a região?
Num Estado Norte-Americano, o mesmo mosquito foi extinto. Porque é que aqui aumenta? Mais. Dizem alguns entendidos na matéria, que caso seja picado um imigrante brasileiro ou africano, portador da doença de dengue ou febre-amarela, o problema torna-se grave.
Quanto ao poder judicial na Madeira, acho que a questão é de âmbito nacional. Nos últimos anos e na sequência do processo “Casa Pia” multiplicaram-se os exemplos de inoperacionalidade da justiça em Portugal.
Se ela não funciona ou funciona mal é fácil concluir o que penso sobre a corrupção na Madeira e no meu país. Aliás, há estudos internacionais que são claros sobre esta matéria, no mundo e nos países latinos.
4.10.07
Sem-vergonha elevado ao cubo
Agora foi o primeiro-ministro que não achou importante dar uma palavrinha aos portugueses sobre as acusações de João Cravinho.
Será que esta gente fez um pacto de silêncio? Compreendo que não tenham nada de interessante para dizer, mas ia sendo tempo de darem algumas justificações ao país. Ao que parece, acham que não têm esse dever. Democratas, estes senhores...
Será que esta gente fez um pacto de silêncio? Compreendo que não tenham nada de interessante para dizer, mas ia sendo tempo de darem algumas justificações ao país. Ao que parece, acham que não têm esse dever. Democratas, estes senhores...
Etiquetas:
assaltos à mão armada,
Aterrar noutro planeta,
circo,
Doidos;,
Meninos mimados;,
País dos matraquilhos,
Patetices; Socretinices,
politica,
política,
pôr-se a milhas,
Portugal
1.10.07
Circo II
Já vejo futebol há alguns anos, mas o "pontapé na bola lusitano" consegue sempre surpreender-me. É que nunca tinha visto um árbitro anular uma decisão de um auxiliar sem ter visto o lance. O inacreditável aconteceu no Benfica-Sporting e beneficiou os mesmos que, dias antes, tinham evitado a eliminação da Taça da Liga com um pénalti que só o assistente viu e que o árbitro assinalou, como de resto lhe competia... Confuso? Não, é Portugal e o futebol português...
Estamos conversados
"Em televisão é necessário ritmo. “Galopar” para não chatear o telespectador. Revelam as audiências, dizem os manuais do audiovisual".
A frase foi retirada da resposta do Angel. Foi escrita por ele. E demonstra claramente a nossa diferença de concepções: Eu ainda acho que o jornalismo de qualidade não se deve guiar pelo "nível" de audiências previsível de uma determinada peça ou de uma determinada matéria, mas sim pela importância e relevância das mesmas. O Angel acha o contrário. Estamos conversados.
A frase foi retirada da resposta do Angel. Foi escrita por ele. E demonstra claramente a nossa diferença de concepções: Eu ainda acho que o jornalismo de qualidade não se deve guiar pelo "nível" de audiências previsível de uma determinada peça ou de uma determinada matéria, mas sim pela importância e relevância das mesmas. O Angel acha o contrário. Estamos conversados.
27.9.07
Bem vindos ao circo
Ao contrário daquilo que escreve o Angel, eu concordo em absoluto com a postura de Santana Lopes, ontem, na SIC Notícias.
O critério jornalístico (particularmente nas televisões) é um desgraçado prisioneiro das audiências. Se quisermos, sobrevive quase exclusivamente como figura de estilo. É óptimo utilizar-se o conceito para desculpar todas as idiotices com que se abrem os telejornais, sejam elas o pontapé do "Marco na Marta" - parece ficção, mas creio que alguns de vocês ainda se lembram desta autêntica pérola do jornalismo que abriu um Jornal Nacional da TVI, com direito a psicólogo no estúdio e tudo - um assalto a um banco em Moimenta da Beira que rendeu 150 euros aos "perigosos meliantes", o último episódio da novela ou a chegada de um treinador de futebol ou de uma equipa de basquetebol ou rugby.
Eu não creio que as televisões devam formar. Mas creio que devem informar com um mínimo de qualidade e rigor. O que implica a adopção de critérios jornalísticos que se sobreponham à guerra de audiências. Por definição, o "critério jornalístico" não é aquela "coisa vaga" atrás da qual se escudam os órgãos de comunicação social e os jornalistas para esconderem falhas ou omissões (propositadas ou não).
Se quisermos, e partindo da definição clássica, "critério jornalístico" deverá ter sempre em conta as seguintes condicionantes:
A notícia é:
- Importante?
- Afectará a maioria da audiência?
- É interessante?
- É nova?
- Ocorreu longe ou perto?
- É verdadeira?
- É exclusiva?
- Está de acordo com a política editorial?
Em resumo, a grelha ajuda a perceber que, actualmente, cometem-se muitas idiotices à sombra de qualquer coisa que não é, definitivamente, "critério jornalístico".
Atente-se aos exemplos do "caso Mourinho":
Dois dias depois do despedimento, a RTP abriu o telejornal e dedicou 17 minutos a Mourinho (sem que o próprio tivesse pronunciado uma só palavra). Os 17 minutos incluiram um directo de Londres que nada teve de relevante. Nesse tempo de emissão, não trouxe nada de novo ao conhecimento público. A notícia não era nova, não era exclusiva não afectava a maioria da audiência, em resumo, na grelha acima proposta (e que é consensual entre a maioria dos investigadores clássicos), nunca seria motivo para abertura de Telejornal. Muito menos com 17 minutos de emissão.
Ontem, o treinador chegava ao Aeroporto da Portela. O que era novo? a chegada, só se for. E aquele espectáculo deprimente de "fans" a acenar, a chorar desalmadamente e a dizer alarvidades pela boca fora.
A notícia não era exclusiva (estavam lá todas as televisões). Não era nova. Não era importante. Não afectava a maioria da audiência. Em resumo, não merecia, de facto, um directo.
Falando só de jornalismo, a SIC, e a audiência da SIC, perderia alguma coisa se visse a chegada do Mourinho em indeferido, alguns minutos depois de ter acontecido? Havia algo de tão relevante que obrigasse a um directo? Mourinho ia suicidar-se em público? Ia anunciar a candidatura à presidencia do Benfica? Ia dizer qualquer coisa de novo?
Segundo a definição de "critério jornalístico", o assunto mais relevante do momento a nível nacional serão as "directas" do PSD. Porque a política, quer se queira quer não, afecta a maioria - se não a totalidade - da audiência, sendo por isso interessante. Para além do mais, a entrevista de Santana era um exclusivo, tendo obviamente matéria nova para analisar e ser analisada. Em resumo, preencheria mais entradas da grelha acima colocada, para aqueles que querem fazer uma análise qualitativa.
A atitude de Santana Lopes é assim, à luz daquilo que aprendi sobre jornalismo, perfeitamente legitima e pertinente. Tanto que vai sucitar algum debate. Tal como a resposta de Ricardo Costa.
A mim, caro Angel, o que me deixa "absbélico" é a forma como alguns agentes de comunicação (sejam jornalistas, editores, chefes ou directores) permitem que o Jornalismo se transforme numa espécie de circo, que diverte mas não informa.
O critério jornalístico (particularmente nas televisões) é um desgraçado prisioneiro das audiências. Se quisermos, sobrevive quase exclusivamente como figura de estilo. É óptimo utilizar-se o conceito para desculpar todas as idiotices com que se abrem os telejornais, sejam elas o pontapé do "Marco na Marta" - parece ficção, mas creio que alguns de vocês ainda se lembram desta autêntica pérola do jornalismo que abriu um Jornal Nacional da TVI, com direito a psicólogo no estúdio e tudo - um assalto a um banco em Moimenta da Beira que rendeu 150 euros aos "perigosos meliantes", o último episódio da novela ou a chegada de um treinador de futebol ou de uma equipa de basquetebol ou rugby.
Eu não creio que as televisões devam formar. Mas creio que devem informar com um mínimo de qualidade e rigor. O que implica a adopção de critérios jornalísticos que se sobreponham à guerra de audiências. Por definição, o "critério jornalístico" não é aquela "coisa vaga" atrás da qual se escudam os órgãos de comunicação social e os jornalistas para esconderem falhas ou omissões (propositadas ou não).
Se quisermos, e partindo da definição clássica, "critério jornalístico" deverá ter sempre em conta as seguintes condicionantes:
A notícia é:
- Importante?
- Afectará a maioria da audiência?
- É interessante?
- É nova?
- Ocorreu longe ou perto?
- É verdadeira?
- É exclusiva?
- Está de acordo com a política editorial?
Em resumo, a grelha ajuda a perceber que, actualmente, cometem-se muitas idiotices à sombra de qualquer coisa que não é, definitivamente, "critério jornalístico".
Atente-se aos exemplos do "caso Mourinho":
Dois dias depois do despedimento, a RTP abriu o telejornal e dedicou 17 minutos a Mourinho (sem que o próprio tivesse pronunciado uma só palavra). Os 17 minutos incluiram um directo de Londres que nada teve de relevante. Nesse tempo de emissão, não trouxe nada de novo ao conhecimento público. A notícia não era nova, não era exclusiva não afectava a maioria da audiência, em resumo, na grelha acima proposta (e que é consensual entre a maioria dos investigadores clássicos), nunca seria motivo para abertura de Telejornal. Muito menos com 17 minutos de emissão.
Ontem, o treinador chegava ao Aeroporto da Portela. O que era novo? a chegada, só se for. E aquele espectáculo deprimente de "fans" a acenar, a chorar desalmadamente e a dizer alarvidades pela boca fora.
A notícia não era exclusiva (estavam lá todas as televisões). Não era nova. Não era importante. Não afectava a maioria da audiência. Em resumo, não merecia, de facto, um directo.
Falando só de jornalismo, a SIC, e a audiência da SIC, perderia alguma coisa se visse a chegada do Mourinho em indeferido, alguns minutos depois de ter acontecido? Havia algo de tão relevante que obrigasse a um directo? Mourinho ia suicidar-se em público? Ia anunciar a candidatura à presidencia do Benfica? Ia dizer qualquer coisa de novo?
Segundo a definição de "critério jornalístico", o assunto mais relevante do momento a nível nacional serão as "directas" do PSD. Porque a política, quer se queira quer não, afecta a maioria - se não a totalidade - da audiência, sendo por isso interessante. Para além do mais, a entrevista de Santana era um exclusivo, tendo obviamente matéria nova para analisar e ser analisada. Em resumo, preencheria mais entradas da grelha acima colocada, para aqueles que querem fazer uma análise qualitativa.
A atitude de Santana Lopes é assim, à luz daquilo que aprendi sobre jornalismo, perfeitamente legitima e pertinente. Tanto que vai sucitar algum debate. Tal como a resposta de Ricardo Costa.
A mim, caro Angel, o que me deixa "absbélico" é a forma como alguns agentes de comunicação (sejam jornalistas, editores, chefes ou directores) permitem que o Jornalismo se transforme numa espécie de circo, que diverte mas não informa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)