Já antevia que a liberalização do transporte aéreo para a Madeira seria um desastre.
As razões são óbvias: Na prática só voa para a região a companhia de bandeira. A SATA não tem músculo para fazer sombra à Tap. Além disso, são companhias parceiras de negócio – partilham aviões e lugares, na rota Funchal, continente. A Portugália é um sonho. Ainda voam os aviões, mas a empresa já não existe. Foi “engolida” pela Tap.
Só com base nestes três pressupostos é fácil perceber que não existiam, como ainda não existem condições para deixar o mercado funcionar. Nesta e noutras áreas, como é o caso do petróleo, ou dos cereais, por exemplo, quem fixa os preços é quem tem o poder.
A Tap agora cobra uma taxa por tudo e por nada: 50 EUROS, para quem mexer na data da passagem. Se não avisar com antecedência são mais 50 EUROS (100 euros) e no caso de não existirem lugares disponíveis na classe do bilhete, o passageiro é obrigado a desembolsar mais o acerto.
Exemplo prático: Viagem Funchal-Lisboa em classe económica 242,63. Foi necessário alterar o regresso + 50 euros de penalização + 42 euros porque não existiam vagas na classe adquirida . Total 334,63.
Em Portugal quem tem autoridade para fiscalizar este abuso de poder???? O Instituto Nacional de Aviação Civil? A polémica ASAE?? A Autoridade da Concorrência????
Será que os nosso governos (Madeira e Continente) – preocuparam-se em saber se existia concorrência na linha, antes de abrir o mercado??????
É um tema que dá pano para fazer muitos fatos.
Nem falo da hora que perdi entre os CTT; a agência de viagem onde comprei o bilhete e o balcão da Tap, que agora chama-se Groundforce. A minha sorte é que, as três entidades, não distavam uma da outra, mais de 15 metros. Levantei o subsídio no Aeroporto.
"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
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19.5.08
Saga Aérea
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29.2.08
Os Carrascos da RTP
O PSD arrisca-se a ser o carrasco da Televisão Pública Portuguesa.
Luís Filipe Menezes, o líder da oposição, com aspirações a Primeiro-Ministro, na primeira grande entrevista que deu, afirmou que o partido, o PSD, vai acabar com a publicidade na RTP.
Está demonstrado, se não estava ficou, quais são as prioridades deste homem caso consiga chegar ao poder. Eu e a larga maioria dos portugueses esperava ouvir da boca do líder do maior partido da oposição outras propostas. Como vai emagrecer o desemprego, baixar a despesa pública, modernizar o país e a administração do Estado, fazer de Portugal uma nação moderna e competitiva da EU.
Infelizmente o que ficou dessa entrevista, mas não foi dito, é que pretende retirar mais dinheiro dos contribuintes para pagar o serviço público de televisão.
Ao acabar com a publicidade das duas uma: - Ou os canais públicos (RTP; RTP-Madeira e Açores; RTP2, África e Internacional) conseguem prestar o mesmo serviço de televisão com idêntica qualidade, mas com menos dinheiro, ou o Governo terá que injectar, via orçamento de Estado, o que hoje a RTP obtém com a venda de publicidade na RTP1.
É isto que Luís Filipe Menezes não disse aos Portugueses. De certeza que jantou, ou almoçou nos últimos dias com Pinto Balsemão, o patrão da SIC. É o Social-Democrata e magnata da comunicação, que há pelo menos 10 anos, oiço defender esta tese que Menezes subscreve.
Em França Nicolas Sarkozy tem uma proposta idêntica, mas não se compare o incomparável. São países com índices de riqueza díspares.
Quando Cavaco era Primeiro-Ministro também alienou os transmissores (antenas) da RTP. Vendou à PT a preço de saldos. Agora Menezes pretende ficar na história da televisão em Portugal, como o Presidente do PSD, que entrega sem contrapartidas às estações privadas, uma fatia do bolo da publicidade.
Luís Filipe Menezes, o líder da oposição, com aspirações a Primeiro-Ministro, na primeira grande entrevista que deu, afirmou que o partido, o PSD, vai acabar com a publicidade na RTP.
Está demonstrado, se não estava ficou, quais são as prioridades deste homem caso consiga chegar ao poder. Eu e a larga maioria dos portugueses esperava ouvir da boca do líder do maior partido da oposição outras propostas. Como vai emagrecer o desemprego, baixar a despesa pública, modernizar o país e a administração do Estado, fazer de Portugal uma nação moderna e competitiva da EU.
Infelizmente o que ficou dessa entrevista, mas não foi dito, é que pretende retirar mais dinheiro dos contribuintes para pagar o serviço público de televisão.
Ao acabar com a publicidade das duas uma: - Ou os canais públicos (RTP; RTP-Madeira e Açores; RTP2, África e Internacional) conseguem prestar o mesmo serviço de televisão com idêntica qualidade, mas com menos dinheiro, ou o Governo terá que injectar, via orçamento de Estado, o que hoje a RTP obtém com a venda de publicidade na RTP1.
É isto que Luís Filipe Menezes não disse aos Portugueses. De certeza que jantou, ou almoçou nos últimos dias com Pinto Balsemão, o patrão da SIC. É o Social-Democrata e magnata da comunicação, que há pelo menos 10 anos, oiço defender esta tese que Menezes subscreve.
Em França Nicolas Sarkozy tem uma proposta idêntica, mas não se compare o incomparável. São países com índices de riqueza díspares.
Quando Cavaco era Primeiro-Ministro também alienou os transmissores (antenas) da RTP. Vendou à PT a preço de saldos. Agora Menezes pretende ficar na história da televisão em Portugal, como o Presidente do PSD, que entrega sem contrapartidas às estações privadas, uma fatia do bolo da publicidade.
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26.2.08
Portos da Madeira
Segundo uma cadeia de supermercados, nacional a operar na Madeira, os produtos são 15% mais caros na região.Nem a diferença do da taxa do IVA (continente 21%; região 15%), esbate o custo da operação portuária.
Contas feitas, quer isto dizer que estamos perante uma inflação da ordem dos 21%. (15% - custo a mais para o transporto das mercadorias marítimas + 6% que é a diferença do IVA).
Até quando????????????
Um dos melhores debates na Assembleia, senão é o melhor e o mais oportuno.
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7.2.08
Assembleia da República ou o lugar onde se assassina a democracia!
PS e PSD conseguiram em conjunto, sob o paterno e beneplácito olhar de Cavaco Silva, esventrar uma vez mais a democracia portuguesa, contribuindo irremediavelmente para a descredibilização da classe política. Sufragados programas que defendiam a via referendária para a aprovação do Tratado Europeu, os senhores deputados não tiveram qualquer pudor em mandar às malvas as promessas eleitorais - em nome de um qualquer bem maior, cuja evidência ainda está por demonstrar! -, envergonhando, uma vez mais, aqueles que estão na política em nome de causas. Sinceramente, com sucessivos exemplos destes, começa a custar perder tempo para ir às urnas. E acho que isto já só vai ao lugar quando o povo sair à rua e em força! Porque esta gente não tem qualquer pejo em mentir descaradamente e já não é fácil identificar partidos com causas e projectos políticos que ousem afrontar os interesses instalados, em nome de uma verdadeira democracia.
Já não é surpresa ou desilusão o que me vai dominando quando vejo este tipo de comportamento por parte de gente que deveria ser responsável. Ao ver as notícias, ainda que perfeitamente antecipáveis, não consigo evitar sentir um nauseabundo sabor a vómito!
PS - E não me venham com declaraçãozinhas de votos, como fez Júlia Caré e outros deputados. Porque a verdade é que em nome do tacho toda esta gente alinhou pela orientação das cúpulas partidárias, cujas agendas não são as mesmas dos verdadeiros democratas.
Já não é surpresa ou desilusão o que me vai dominando quando vejo este tipo de comportamento por parte de gente que deveria ser responsável. Ao ver as notícias, ainda que perfeitamente antecipáveis, não consigo evitar sentir um nauseabundo sabor a vómito!
PS - E não me venham com declaraçãozinhas de votos, como fez Júlia Caré e outros deputados. Porque a verdade é que em nome do tacho toda esta gente alinhou pela orientação das cúpulas partidárias, cujas agendas não são as mesmas dos verdadeiros democratas.
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16.1.08
A Caça ao Subsídio
Há poucos dias foi apresentada com pompa uma nova associação.
Chama-se AICA – Associação de Investigação Científica do Atlântico.
Para meu espanto, possui um quadro científico tecnicamente fraco. 99% dos membros fundadores estão ligados ao ensino, mas não basta dar aulas para fazer investigação, muito menos, boa investigação.
Estes senhores, em troca de alguns milhares de euros da União Europeia, (IV quadro de apoio 2007-2013) vão apresentar estudos nas áreas do turismo, dos transportes, da saúde, do ambiente, das novas tecnologias da Informação, etc., etc.
O resultado dos trabalhos é para o poder político encetar o tal novo ciclo, na economia da Madeira.
Suspeito dos seus nobres objectivos. Mais me parecem um bando de esfomeados de euros, à procura de uma esmola, para melhorarem a qualidade económica de vida.
Estavam lá os agentes do costume. Os doutores que narraram os 588 anos da história da Madeira e um bando de novos carreiristas.
Não me parece que seja este o caminho.
À boa maneira portuguesa, vamos gastar o dinheiro e não vamos ver resultados.
Chama-se AICA – Associação de Investigação Científica do Atlântico.
Para meu espanto, possui um quadro científico tecnicamente fraco. 99% dos membros fundadores estão ligados ao ensino, mas não basta dar aulas para fazer investigação, muito menos, boa investigação.
Estes senhores, em troca de alguns milhares de euros da União Europeia, (IV quadro de apoio 2007-2013) vão apresentar estudos nas áreas do turismo, dos transportes, da saúde, do ambiente, das novas tecnologias da Informação, etc., etc.
O resultado dos trabalhos é para o poder político encetar o tal novo ciclo, na economia da Madeira.
Suspeito dos seus nobres objectivos. Mais me parecem um bando de esfomeados de euros, à procura de uma esmola, para melhorarem a qualidade económica de vida.
Estavam lá os agentes do costume. Os doutores que narraram os 588 anos da história da Madeira e um bando de novos carreiristas.
Não me parece que seja este o caminho.
À boa maneira portuguesa, vamos gastar o dinheiro e não vamos ver resultados.
9.1.08
Tratado sobre a mentira
Sócrates e o referendo, ou o mais descarado mentiroso primeiro-ministro.
“É essencial”, Outubro de 2004;
“Desta vez tem de haver”, Dezembro de 2004;
“Vai haver”, Fevereiro 2005,
“O Governo defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular”, Março 2005 (Programa do Governo);
“Mantenho”, Dezembro 2006 (em resposta à pergunta “mantém o objectivo de referendar o Tratado qualquer que seja o resultado deste processo institucional?”);
"O PS tinha um compromisso com o Tratado Constitucional. Agora é o Tratado de Lisboa, que não existia na altura. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. As circunstâncias alteraram-se completamente. É um tratado diferente", Janeiro de 2008.
Mas ele não mente. É Manoelinho, os burros somos nós! Devemos ser...
Informação retirada Mais Évora
“É essencial”, Outubro de 2004;
“Desta vez tem de haver”, Dezembro de 2004;
“Vai haver”, Fevereiro 2005,
“O Governo defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular”, Março 2005 (Programa do Governo);
“Mantenho”, Dezembro 2006 (em resposta à pergunta “mantém o objectivo de referendar o Tratado qualquer que seja o resultado deste processo institucional?”);
"O PS tinha um compromisso com o Tratado Constitucional. Agora é o Tratado de Lisboa, que não existia na altura. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. As circunstâncias alteraram-se completamente. É um tratado diferente", Janeiro de 2008.
Mas ele não mente. É Manoelinho, os burros somos nós! Devemos ser...
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19.12.07
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Cada vez mais estou convencido de que a "Operação Noite Branca" foi apenas uma manifestação de força da PJ do Porto e do MP lá do sítio face à Procuradoria. A precipitação pode sair cara. Se não, como é que se explica que cinco dos 11 suspeitos de associação criminosa, homicídio voluntário, tráfico de estupefacientes, receptação e detenção de armas proibidas saiam em liberdade, com medidas de coacção como "termo de identidade e residência" - três casos - ou "apresentações períodicas"?
Eu, de justiça, percebo pouco. Mas como leigo na matéria, custa-me a entender como é que alguém que é suspeito de semelhantes crimes sai em liberdade após o interrogatório. Na minha opinião, o "pessoal" do norte decidiu mostrar serviço antes de tempo. E não sei se não deu cabo da investigação.
Eu, de justiça, percebo pouco. Mas como leigo na matéria, custa-me a entender como é que alguém que é suspeito de semelhantes crimes sai em liberdade após o interrogatório. Na minha opinião, o "pessoal" do norte decidiu mostrar serviço antes de tempo. E não sei se não deu cabo da investigação.
16.12.07
Rica democracia, gritam os socialistas
"(...) Sócrates não quer hipotecar o seu contributo «histórico» para o projecto europeu, rompendo o compromisso com os restantes líderes europeus para que o Tratado seja rapidamente ratificado, evitando consultas populares (...)."
SOL
Quando a merda de um pseudo-prestígio vale mais do que o interesse de uma Nação.
Não será este um acto de traição?!
SOL
Quando a merda de um pseudo-prestígio vale mais do que o interesse de uma Nação.
Não será este um acto de traição?!
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10.12.07
Real politik vs ética
Robert Mugabe é um ditador, responsável por um desgoverno absoluto que está a arruinar o Zimbabwe. Não tem qualquer respeito pelos direitos mais elementares do homem. Dos homens. Dos negros como ele e que jurou defender. Tem razão Brown para não querer sentar à mesa deste déspota, apesar dos motivos serem errados. Porque não passa do orgulho ferido e porque o império britânico foi prejudicado com a tomada de poder de Mugabe. Não se trata da defesa efectiva dos direitos do homem, por parte do PM inglês (todos sabemos que é uma questão de política interna). Porque o governo britânico não tem pruridos em sentar à mesa de outras ditaduras tão ou mais violentas que a do Zimbabwe, como a Arábia Saudita.
Há algumas semanas, o governo português acolheu com honras de Estado o cacique-aspirante-a-ditador Hugo Chávez. Na altura, reconhecia a pertinência de termos de engolir este sapo: a comunidade portuguesa na Venezuela é demasiado grande e o governo português tem o dever de zelar pelos seus interesses.
Parece, contudo, que o principal motivo do encontro não foi a defesa da comunidade portuguesa, mas garantir negócios chorudos para a Galp. E sinceramente, senti um amargo de boca!
Este fim-de-semana, recebemos com pompa e circunstância Muammar Kadhafi, líder do regime opressivo que governa a Líbia. Aliás, vimos Sócrates de mão dada com o Líder Supremo líbio e todo ele era sorrisos. O motivo para tanta alegria era a garantia de outros negócios chorudos para a Galp e para outras empresas portuguesas. Que são levadas para a Líbia atraídas pelos dinares líbios, sem qualquer tipo de preocupação com essas questões humanistas.
Uma vez mais, todo um povo vergou-se aos interesses económicos de meia dúzia.
A isto chamam de real politik: eu chamaria de hipocrisia. E a mim, custou-me a engolir ver o PM do meu país a fazer acordos com um líder de um governo que não tem qualquer respeito pelos direitos do homem. A fazer acordos económicos. A vender a dignidade de um país aos interesses de alguns!
Não me admiro nada que qualquer dia estejamos à mesa de negociações com terroristas, conforme propunha, num rasgo invulgar de imbecilidade, Mário Soares. Já estivemos mais longe!
Há algumas semanas, o governo português acolheu com honras de Estado o cacique-aspirante-a-ditador Hugo Chávez. Na altura, reconhecia a pertinência de termos de engolir este sapo: a comunidade portuguesa na Venezuela é demasiado grande e o governo português tem o dever de zelar pelos seus interesses.
Parece, contudo, que o principal motivo do encontro não foi a defesa da comunidade portuguesa, mas garantir negócios chorudos para a Galp. E sinceramente, senti um amargo de boca!
Este fim-de-semana, recebemos com pompa e circunstância Muammar Kadhafi, líder do regime opressivo que governa a Líbia. Aliás, vimos Sócrates de mão dada com o Líder Supremo líbio e todo ele era sorrisos. O motivo para tanta alegria era a garantia de outros negócios chorudos para a Galp e para outras empresas portuguesas. Que são levadas para a Líbia atraídas pelos dinares líbios, sem qualquer tipo de preocupação com essas questões humanistas.
Uma vez mais, todo um povo vergou-se aos interesses económicos de meia dúzia.
A isto chamam de real politik: eu chamaria de hipocrisia. E a mim, custou-me a engolir ver o PM do meu país a fazer acordos com um líder de um governo que não tem qualquer respeito pelos direitos do homem. A fazer acordos económicos. A vender a dignidade de um país aos interesses de alguns!
Não me admiro nada que qualquer dia estejamos à mesa de negociações com terroristas, conforme propunha, num rasgo invulgar de imbecilidade, Mário Soares. Já estivemos mais longe!
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4.12.07
Taxas de estacionamento no aeroporto: um roubo!
Preços de parque no Aeroporto crescem 25%
Ano e meio após actualizar as tarifas, a ANAM fixa novos preços para estacionar
Data: 04-12-2007
Estacionar nos parques do Aeroporto da Madeira passou a ser mais caro desde sexta-feira. Os aumentos, por fracção de 15 minutos, passam de 0,30 para 0,40 euros no parque 0 (+25%), e entram em vigor com as novas taxas aplicadas pela ANAM - Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira. Estão incluídos o aluguer de equipamentos, a prestação de serviços, os consumos (água e luz, por exemplo), o depósito de bagagem, os cacifos de bagagem, a fotografia e filmagem, os equipamentos diversos para formação e, como referido, os parques de estacionamento de viaturas. Em todos há aumentos, nalguns casos residuais, noutros ascendem a centenas de euros (os elevadores pneumáticos, que passam de 11.000 euros por dia, para 11.550 euros). A alteração de tarifas, justificada no despacho mandado publicar pela Secretaria Regional do Turismo e Transportes (n.º17/2007) no Jornal Oficial (JORAM), pelo facto de a última actualização de 'Outras Taxas de Natureza Comercial' ter sido feita efectuada a 11 de Junho de 2005. Ou seja, "importa proceder à respectiva actualização de acordo com a taxa de inflação verificada nos últimos dois anos", diz o documento. No entanto, há cerca de ano e meio, aplicando a lei nacional que obriga a fraccionar por cada 15 minutos os períodos de estacionamento, a então Secretaria do Equipamento Social e Transportes alterara os preçários. Antes era cobrado um euro à hora no parque 0, passando para 0,30 euros por cada 15 minutos. Ou seja, de 1,20 euro por hora. Agora são 1,60. Nos outros parques, mais afastados, vai de 0,30 a 0,20 euros. 'Negócios não aviação' lucrativos Nos últimos relatórios e contas da ANAM a importância da exploração dos espaços comerciais dos aeroportos da Madeira e do Porto Santo no saldo final é cada vez maior. Do retalho ao imobiliário, da publicidade ao rent-a-car, passando pelos parques de estacionamento, as actividades tiveram "nos últimos anos um grande incremento", com um crescimento global de 16,1% em 2005 (5,4 milhões de euros) e de 6,2% em 2006 (5,7 milhões).As receitas dos parques de estacionamento no Aeroporto da Madeira foram de 450 mil euros em 2004, de 498 mil em 2005 (+10,6%) e 544 mil em 2006 (+9,3%). Receitas que representam pouco se contar os mais de 36,8 milhões de euros de proveitos arrecadados em 2006. DN Madeira, Francisco José Cardoso
Depois de ler uma notícia destas nó apetece gritar: LADRÕES!
Parece ainda que a actual Secretaria Regional de Transportes e Turismo ou não sabe fazer contas, ou mente descaradamente, com a agravante de publicar as mentiras no JORAM!
Haja decência!
Ano e meio após actualizar as tarifas, a ANAM fixa novos preços para estacionar
Data: 04-12-2007
Estacionar nos parques do Aeroporto da Madeira passou a ser mais caro desde sexta-feira. Os aumentos, por fracção de 15 minutos, passam de 0,30 para 0,40 euros no parque 0 (+25%), e entram em vigor com as novas taxas aplicadas pela ANAM - Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira. Estão incluídos o aluguer de equipamentos, a prestação de serviços, os consumos (água e luz, por exemplo), o depósito de bagagem, os cacifos de bagagem, a fotografia e filmagem, os equipamentos diversos para formação e, como referido, os parques de estacionamento de viaturas. Em todos há aumentos, nalguns casos residuais, noutros ascendem a centenas de euros (os elevadores pneumáticos, que passam de 11.000 euros por dia, para 11.550 euros). A alteração de tarifas, justificada no despacho mandado publicar pela Secretaria Regional do Turismo e Transportes (n.º17/2007) no Jornal Oficial (JORAM), pelo facto de a última actualização de 'Outras Taxas de Natureza Comercial' ter sido feita efectuada a 11 de Junho de 2005. Ou seja, "importa proceder à respectiva actualização de acordo com a taxa de inflação verificada nos últimos dois anos", diz o documento. No entanto, há cerca de ano e meio, aplicando a lei nacional que obriga a fraccionar por cada 15 minutos os períodos de estacionamento, a então Secretaria do Equipamento Social e Transportes alterara os preçários. Antes era cobrado um euro à hora no parque 0, passando para 0,30 euros por cada 15 minutos. Ou seja, de 1,20 euro por hora. Agora são 1,60. Nos outros parques, mais afastados, vai de 0,30 a 0,20 euros. 'Negócios não aviação' lucrativos Nos últimos relatórios e contas da ANAM a importância da exploração dos espaços comerciais dos aeroportos da Madeira e do Porto Santo no saldo final é cada vez maior. Do retalho ao imobiliário, da publicidade ao rent-a-car, passando pelos parques de estacionamento, as actividades tiveram "nos últimos anos um grande incremento", com um crescimento global de 16,1% em 2005 (5,4 milhões de euros) e de 6,2% em 2006 (5,7 milhões).As receitas dos parques de estacionamento no Aeroporto da Madeira foram de 450 mil euros em 2004, de 498 mil em 2005 (+10,6%) e 544 mil em 2006 (+9,3%). Receitas que representam pouco se contar os mais de 36,8 milhões de euros de proveitos arrecadados em 2006. DN Madeira, Francisco José Cardoso
Depois de ler uma notícia destas nó apetece gritar: LADRÕES!
Parece ainda que a actual Secretaria Regional de Transportes e Turismo ou não sabe fazer contas, ou mente descaradamente, com a agravante de publicar as mentiras no JORAM!
Haja decência!
26.10.07
Sim, senhor comandante...
O Sr. Comandante da PSP na Madeira, figura de quem nem o nome fixei, protagonizou ontem um dos momentos mais ridiculos de que há memória nos últimos tempos.
Convidado a falar sobre o assalto à mão armada da última quarta-feira arengou, textualmente, que cenas violentas como aquela, que aconteceu em plena zona turística, à hora de ponta, são fruto do... "desenvolvimento".
"São crimes típicos de uma sociedade desenvolvida", desculpou-se... Se não fosse grave até tinha graça.
Pior foi quando amarfanhou a ideia de que a segurança dos cidadãos depende... dos cidadãos, ou seja, no caso em apreço, segundo a lógica que se depreende de semelhante arenga, o cidadão proprietário da ourivesaria deveria estar armado com uma BAZUCA, aguardando serenamente os assaltantes...
Segundo o comandante, a percepção de insegurança na Região é maior do que a própria insegurança. Temos de convir que é verdade. Agora o que também é verdade é que quem deve combater a insegurança, ajudando ao mesmo tempo a diminuir as "más percepções", é a própria força policial que ele comanda. E como? prendendo bandidos, é mais ou menos básico... Para isso, talvez seja importante dedicar menos tempo a operações stop, a multas nos parcómetros, entre outras actividades relevantes. Digo eu...
Às vezes, para minorar a sensação de que "isto tá a ficar perigoso" são necessárias acções como mais policiamento de proximidade, mais comunicação com a população por parte dos agentes, mais comunicação com os media dando conta de "casos bem resolvidos", etc.
Para além do mais, parece-me básico perceber que a insegurança se mede através da percepção, e não de outra coisa qualquer.
Ontem, o comandante perdeu uma bela ocasião para se explicar. Não explicou, ou ninguém lhe perguntou, por exemplo, como é que numa ilha com mais ou menos 700 km um carro topo de gama teve 12 horas desaparecido sem ninguém dar conta dele. Se calhar, se não tivesse havido aquele laxismo do género "há-de-aparecer-daqui-não-sai-pa-lado-nenhum-porque-carros-ainda-não-sabem-nadar", a PSP tinha acabado com um bando possivelmente perigoso sem sequer se aperceber disso.
Não explicou, ou ninguém lhe perguntou, porque é que o recente assalto violento à bomba de gasolina do Campanário não foi resolvido.
Não explicou porque é que nas Madalenas, há assaltos diários a apartamentos, e que medidas toma a PSP para minorar a situação.
Não disse sequer aquilo que deveria ter dito no caso em apreço, ou seja, foi um assalto que nos colheu de surpresa (aceitável) e tudo vamos fazer para o solucionar.
Enfim, se a ideia era diminuir a sensação de insegurança, a verdade é que o comandante contribuiu para ampliá-la...
Convidado a falar sobre o assalto à mão armada da última quarta-feira arengou, textualmente, que cenas violentas como aquela, que aconteceu em plena zona turística, à hora de ponta, são fruto do... "desenvolvimento".
"São crimes típicos de uma sociedade desenvolvida", desculpou-se... Se não fosse grave até tinha graça.
Pior foi quando amarfanhou a ideia de que a segurança dos cidadãos depende... dos cidadãos, ou seja, no caso em apreço, segundo a lógica que se depreende de semelhante arenga, o cidadão proprietário da ourivesaria deveria estar armado com uma BAZUCA, aguardando serenamente os assaltantes...
Segundo o comandante, a percepção de insegurança na Região é maior do que a própria insegurança. Temos de convir que é verdade. Agora o que também é verdade é que quem deve combater a insegurança, ajudando ao mesmo tempo a diminuir as "más percepções", é a própria força policial que ele comanda. E como? prendendo bandidos, é mais ou menos básico... Para isso, talvez seja importante dedicar menos tempo a operações stop, a multas nos parcómetros, entre outras actividades relevantes. Digo eu...
Às vezes, para minorar a sensação de que "isto tá a ficar perigoso" são necessárias acções como mais policiamento de proximidade, mais comunicação com a população por parte dos agentes, mais comunicação com os media dando conta de "casos bem resolvidos", etc.
Para além do mais, parece-me básico perceber que a insegurança se mede através da percepção, e não de outra coisa qualquer.
Ontem, o comandante perdeu uma bela ocasião para se explicar. Não explicou, ou ninguém lhe perguntou, por exemplo, como é que numa ilha com mais ou menos 700 km um carro topo de gama teve 12 horas desaparecido sem ninguém dar conta dele. Se calhar, se não tivesse havido aquele laxismo do género "há-de-aparecer-daqui-não-sai-pa-lado-nenhum-porque-carros-ainda-não-sabem-nadar", a PSP tinha acabado com um bando possivelmente perigoso sem sequer se aperceber disso.
Não explicou, ou ninguém lhe perguntou, porque é que o recente assalto violento à bomba de gasolina do Campanário não foi resolvido.
Não explicou porque é que nas Madalenas, há assaltos diários a apartamentos, e que medidas toma a PSP para minorar a situação.
Não disse sequer aquilo que deveria ter dito no caso em apreço, ou seja, foi um assalto que nos colheu de surpresa (aceitável) e tudo vamos fazer para o solucionar.
Enfim, se a ideia era diminuir a sensação de insegurança, a verdade é que o comandante contribuiu para ampliá-la...
25.10.07
O crime perfeito
A partir de ontem, sinto-me mais português.
O assalto à ourivesaria “David Rosas”, no Funchal, espalhou o medo na Madeira e trouxe o mal (português) que faltava para a região.
No continente, os últimos meses foram trágicos. Nunca o país foi alvo de tantos e tão orquestrados assaltos à mão armada.
O método é idêntico lá e cá: - roubam um carro, chegam em pleno dia ao local do crime e, em menos de dois minutos, desaparecem sem que ninguém os “veja”. São crimes perfeitos.
Até há sensivelmente 4 anos os continentais só ouviam dizer que um banco, bomba de gasolina, ou uma ourivesaria tinham sido assaltados. Agora acreditam que o crime aconteça a qualquer hora e local. Do mesmo receiam os madeirenses. Julgavam que a região era imune ao crime, mas ele aconteceu. Para já sem “feridos” ou mortes, é verdade, mas caso fosse necessário fazer sangue, não tenho a menor dúvida que os “bandidos” tinham semeado o terror na região, em vez do actual estado de medo.
Nesta história a polícia não está isenta de culpa. Como é que um carro roubado, não tenha sido encontrado 12 horas depois? A Madeira tem 741 km quadrados e é uma ilha.
Quais foram as diligencias executadas pela PSP para localizar o veículo?
A outra questão, é que ninguém acredita que os “bandidos” sejam madeirenses. Até nisto somos portugueses. Pois eu receio que, pelo menos um, senão todos, é de cá.
O que vão agora fazer, caso não sejam identificados? Guardar o material e aos poucos, introduzi-lo nos mercados externos.
Quando é o próximo assalto?
O assalto à ourivesaria “David Rosas”, no Funchal, espalhou o medo na Madeira e trouxe o mal (português) que faltava para a região.
No continente, os últimos meses foram trágicos. Nunca o país foi alvo de tantos e tão orquestrados assaltos à mão armada.
O método é idêntico lá e cá: - roubam um carro, chegam em pleno dia ao local do crime e, em menos de dois minutos, desaparecem sem que ninguém os “veja”. São crimes perfeitos.
Até há sensivelmente 4 anos os continentais só ouviam dizer que um banco, bomba de gasolina, ou uma ourivesaria tinham sido assaltados. Agora acreditam que o crime aconteça a qualquer hora e local. Do mesmo receiam os madeirenses. Julgavam que a região era imune ao crime, mas ele aconteceu. Para já sem “feridos” ou mortes, é verdade, mas caso fosse necessário fazer sangue, não tenho a menor dúvida que os “bandidos” tinham semeado o terror na região, em vez do actual estado de medo.
Nesta história a polícia não está isenta de culpa. Como é que um carro roubado, não tenha sido encontrado 12 horas depois? A Madeira tem 741 km quadrados e é uma ilha.
Quais foram as diligencias executadas pela PSP para localizar o veículo?
A outra questão, é que ninguém acredita que os “bandidos” sejam madeirenses. Até nisto somos portugueses. Pois eu receio que, pelo menos um, senão todos, é de cá.
O que vão agora fazer, caso não sejam identificados? Guardar o material e aos poucos, introduzi-lo nos mercados externos.
Quando é o próximo assalto?
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16.10.07
Rua com esta gente
Se não fosse tão grave, seria para nos rirmos a bandeiras despregadas.
Mas vamos lá à estória, de modo a que se este post for lido por alguém que resida fora de Portugal, entenda bem o estapafúrdio da situação e o inverosímil governo que desgoverna esta nação.
Tudo começa na semana passada, quando os senhores primeiro-ministro e ministro das Finanças convocaram, às pressas, uma conferência de imprensa, a decorrer à hora dos noticiários do almoço onde, pomposamente, anunciaram que a meta dos 3% de défice seria cumprida e que em 2008 os funcionários públicos não voltariam a perder poder de compra, o que para os leigos em questões económicas significa que os aumentos salariais seriam superiores à taxa de inflação. Note-se que este anúncio - o dos aumentos salariais - foi feito efusivamente, como se de um grande benefício para os servidores do estado se tratasse.
Ora, apenas 5 dias depois... Repito em voz alta: 5 DIAS DEPOIS, aparece o mesmo senhor ministro das finanças a anunciar que a proposta do governo para a actualização salarial para 2008 seria de 2,1%, igual à taxa prevista (pelo governo) de inflação. É verdade: este inenarrável personagem que alguém nomeou ministro das finanças, e aqueloutro que fizeram primeiro-ministro ("foge cão, que te fazem barão") gozam desta rica e descarada maneira com os milhares de trabalhadores cujo esforço permitiu que o défice fosse substancialmente reduzido.
Isto, num país a sério, seria para uma revolta em massa. Num país a sério, o povo jamais aceitaria ser gozado desta forma por figurinhas deste calibre. Decididamente, esta gente não um pingo de vergonha na cara.
Mas vamos lá à estória, de modo a que se este post for lido por alguém que resida fora de Portugal, entenda bem o estapafúrdio da situação e o inverosímil governo que desgoverna esta nação.
Tudo começa na semana passada, quando os senhores primeiro-ministro e ministro das Finanças convocaram, às pressas, uma conferência de imprensa, a decorrer à hora dos noticiários do almoço onde, pomposamente, anunciaram que a meta dos 3% de défice seria cumprida e que em 2008 os funcionários públicos não voltariam a perder poder de compra, o que para os leigos em questões económicas significa que os aumentos salariais seriam superiores à taxa de inflação. Note-se que este anúncio - o dos aumentos salariais - foi feito efusivamente, como se de um grande benefício para os servidores do estado se tratasse.
Ora, apenas 5 dias depois... Repito em voz alta: 5 DIAS DEPOIS, aparece o mesmo senhor ministro das finanças a anunciar que a proposta do governo para a actualização salarial para 2008 seria de 2,1%, igual à taxa prevista (pelo governo) de inflação. É verdade: este inenarrável personagem que alguém nomeou ministro das finanças, e aqueloutro que fizeram primeiro-ministro ("foge cão, que te fazem barão") gozam desta rica e descarada maneira com os milhares de trabalhadores cujo esforço permitiu que o défice fosse substancialmente reduzido.
Isto, num país a sério, seria para uma revolta em massa. Num país a sério, o povo jamais aceitaria ser gozado desta forma por figurinhas deste calibre. Decididamente, esta gente não um pingo de vergonha na cara.
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15.10.07
O princípio do mal.
O mal chegou disfarçado de mosquito.
Instalou-se na freguesia onde vive o número um do governo e em silêncio aterroriza a capital.
Desde a chegada dos incómodos insectos, já foi julgado um autarca por corrupção, (caso Lobo) foi aberto o livro das negociatas da Câmara do Funchal, ficou a nu o licenciamento do hotel CS Madeira e instalou-se a dúvida sobre o poder judicial na Madeira.
Em simultâneo o mosquito provoca o medo e estragos na carteira dos cidadãos picados. O pior é que alguns médicos já não sabem o que receitar.
Quer isto dizer uma coisa muito simples: quer num caso – o dos mosquitos – quer no outro – o da corrupção – o problema foi e está a ser subavaliado.
Há um estudo sobre as alterações climáticas, coordenado pelo professor Filipe Duarte Santos, (climaat II) e já apresentado no Funchal (2006) pela Secretaria do Ambiente, que é claro: - alerta para a falta de água e para as doenças subtropicais nos próximos anos; décadas, na Madeira.
A pergunta é simples. Do que é que estão à espera? Que a praga dos mosquitos chegue a toda a região?
Num Estado Norte-Americano, o mesmo mosquito foi extinto. Porque é que aqui aumenta? Mais. Dizem alguns entendidos na matéria, que caso seja picado um imigrante brasileiro ou africano, portador da doença de dengue ou febre-amarela, o problema torna-se grave.
Quanto ao poder judicial na Madeira, acho que a questão é de âmbito nacional. Nos últimos anos e na sequência do processo “Casa Pia” multiplicaram-se os exemplos de inoperacionalidade da justiça em Portugal.
Se ela não funciona ou funciona mal é fácil concluir o que penso sobre a corrupção na Madeira e no meu país. Aliás, há estudos internacionais que são claros sobre esta matéria, no mundo e nos países latinos.
Instalou-se na freguesia onde vive o número um do governo e em silêncio aterroriza a capital.
Desde a chegada dos incómodos insectos, já foi julgado um autarca por corrupção, (caso Lobo) foi aberto o livro das negociatas da Câmara do Funchal, ficou a nu o licenciamento do hotel CS Madeira e instalou-se a dúvida sobre o poder judicial na Madeira.
Em simultâneo o mosquito provoca o medo e estragos na carteira dos cidadãos picados. O pior é que alguns médicos já não sabem o que receitar.
Quer isto dizer uma coisa muito simples: quer num caso – o dos mosquitos – quer no outro – o da corrupção – o problema foi e está a ser subavaliado.
Há um estudo sobre as alterações climáticas, coordenado pelo professor Filipe Duarte Santos, (climaat II) e já apresentado no Funchal (2006) pela Secretaria do Ambiente, que é claro: - alerta para a falta de água e para as doenças subtropicais nos próximos anos; décadas, na Madeira.
A pergunta é simples. Do que é que estão à espera? Que a praga dos mosquitos chegue a toda a região?
Num Estado Norte-Americano, o mesmo mosquito foi extinto. Porque é que aqui aumenta? Mais. Dizem alguns entendidos na matéria, que caso seja picado um imigrante brasileiro ou africano, portador da doença de dengue ou febre-amarela, o problema torna-se grave.
Quanto ao poder judicial na Madeira, acho que a questão é de âmbito nacional. Nos últimos anos e na sequência do processo “Casa Pia” multiplicaram-se os exemplos de inoperacionalidade da justiça em Portugal.
Se ela não funciona ou funciona mal é fácil concluir o que penso sobre a corrupção na Madeira e no meu país. Aliás, há estudos internacionais que são claros sobre esta matéria, no mundo e nos países latinos.
4.10.07
Sem-vergonha elevado ao cubo
Agora foi o primeiro-ministro que não achou importante dar uma palavrinha aos portugueses sobre as acusações de João Cravinho.
Será que esta gente fez um pacto de silêncio? Compreendo que não tenham nada de interessante para dizer, mas ia sendo tempo de darem algumas justificações ao país. Ao que parece, acham que não têm esse dever. Democratas, estes senhores...
Será que esta gente fez um pacto de silêncio? Compreendo que não tenham nada de interessante para dizer, mas ia sendo tempo de darem algumas justificações ao país. Ao que parece, acham que não têm esse dever. Democratas, estes senhores...
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3.10.07
Não se lhe pode dar uma marretada?!
Desemprego? Onde?!
O senhor ministro, que não se sabe bem o que anda a fazer, continua a desvalorizar a subida da taxa de desemprego. Porque para o senhor ministro, são apenas uns 8%.
O que senhor ministro não sabe, é que 8% significa quase 500 mil pessoas desempregadas. Pessoas que são pais e mães de família. Quem têm contas para pagar no final do mês.
O senhor ministro parece, também, não saber que a taxa só não é maior, porque os dados do IEFP e do INE não têm em conta os estagiários e os POC, que representam uma força de trabalho sem a qual o país parava. Parece, também, não saber, este senhor que alguém fez ministro, que dos restantes empregados, são às centenas de milhar aqueles que têm vínculos laborais precários. Mas para este senhor, nós vivemos no melhor dos mundos... Afinal, a taxa de emprego está apenas nos 8,4%!
O senhor ministro, que não se sabe bem o que anda a fazer, continua a desvalorizar a subida da taxa de desemprego. Porque para o senhor ministro, são apenas uns 8%.
O que senhor ministro não sabe, é que 8% significa quase 500 mil pessoas desempregadas. Pessoas que são pais e mães de família. Quem têm contas para pagar no final do mês.
O senhor ministro parece, também, não saber que a taxa só não é maior, porque os dados do IEFP e do INE não têm em conta os estagiários e os POC, que representam uma força de trabalho sem a qual o país parava. Parece, também, não saber, este senhor que alguém fez ministro, que dos restantes empregados, são às centenas de milhar aqueles que têm vínculos laborais precários. Mas para este senhor, nós vivemos no melhor dos mundos... Afinal, a taxa de emprego está apenas nos 8,4%!
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25.9.07
A culpa é do Cavaco!
O PSD é alvo, demasiadas vezes, de críticas injustas e encomendadas, provenientes da intelligentsia de esquerda que domina os meios de comunicação social nacionais.
Por isso, tento não me deixar influenciar pelos fazedores de opinião, sempre tão hostis ao PSD, recorrendo a outras fontes de informação.
Todavia - e nos últimos anos acontece com demasiada frequência -, às vezes o PSD não só merece a crítica, como também a exige.
É o que acontece com toda esta trapalhada da eleição do próximo líder. Independentemente dos jogos políticos que Luís Filipe Menezes e Marques Mendes possam estar a fazer - que são patetas e suicidários, uma vez que apenas prejudicam os próprios e o PSD -, a verdade é que o partido deveria ter muito bem definidos os procedimentos relativamente às eleições directas. E o facto de ser a primeira vez que se realizam directas no PSD não atenua a trapalhada. Num partido minimamente organizado, com regras de funcionamento claras, não existiriam dúvidas sobre quem poderia ou não votar, sempre tão prejudiciais e potenciadoras da suspeita. E a culpa do processo poder vir a arrastar-se para os dias seguintes ao dia 29 de Setembro, não será do candidato derrotado - seja quem for, nunca se poderá exigir muito mais, ou sequer que ponha os interesses do partido acima dos interesses pessoais, uma vez que ambos já demonstraram não ter capacidade para tal -, será da própria máquina que não soube antecipar e dissipar as dúvidas.
A verdade verdadinha, é que o PSD está à beira da ruptura. Passados 12 anos, sofre ainda do cavaquismo (veja-se que todos os líderes, desde 1995, foram membros dos governos de Cavaco) e do que de pior deixou no partido: uma classe política interesseira que nem profissional soube ser. Aliás, um mal que mina o PS há anos e ao qual o PSD ia resistindo.
Na minha modesta opinião, apenas quando toda esta "tralha cavaquista" (desculpa lá Vicente Jorge Silva, mas a expressão é boa!) estiver arredada da esfera do poder do PSD é que o partido se poderá regenerar e renovar. Porque o que sobra em quadros técnicos de qualidade, falta em oportunidades.
Por isso, tento não me deixar influenciar pelos fazedores de opinião, sempre tão hostis ao PSD, recorrendo a outras fontes de informação.
Todavia - e nos últimos anos acontece com demasiada frequência -, às vezes o PSD não só merece a crítica, como também a exige.
É o que acontece com toda esta trapalhada da eleição do próximo líder. Independentemente dos jogos políticos que Luís Filipe Menezes e Marques Mendes possam estar a fazer - que são patetas e suicidários, uma vez que apenas prejudicam os próprios e o PSD -, a verdade é que o partido deveria ter muito bem definidos os procedimentos relativamente às eleições directas. E o facto de ser a primeira vez que se realizam directas no PSD não atenua a trapalhada. Num partido minimamente organizado, com regras de funcionamento claras, não existiriam dúvidas sobre quem poderia ou não votar, sempre tão prejudiciais e potenciadoras da suspeita. E a culpa do processo poder vir a arrastar-se para os dias seguintes ao dia 29 de Setembro, não será do candidato derrotado - seja quem for, nunca se poderá exigir muito mais, ou sequer que ponha os interesses do partido acima dos interesses pessoais, uma vez que ambos já demonstraram não ter capacidade para tal -, será da própria máquina que não soube antecipar e dissipar as dúvidas.
A verdade verdadinha, é que o PSD está à beira da ruptura. Passados 12 anos, sofre ainda do cavaquismo (veja-se que todos os líderes, desde 1995, foram membros dos governos de Cavaco) e do que de pior deixou no partido: uma classe política interesseira que nem profissional soube ser. Aliás, um mal que mina o PS há anos e ao qual o PSD ia resistindo.
Na minha modesta opinião, apenas quando toda esta "tralha cavaquista" (desculpa lá Vicente Jorge Silva, mas a expressão é boa!) estiver arredada da esfera do poder do PSD é que o partido se poderá regenerar e renovar. Porque o que sobra em quadros técnicos de qualidade, falta em oportunidades.
22.9.07
Bom fim-de-semana
Às vezes penso que tenho cara de anjo, (Angel) ou que sou uma espécie de Dalai Lama do ocidente.
Um dia destes desloquei-me a um evento desportivo. Sai do carro, dei meia dúzia de passos e aproveitei o declive do terreno, para observar o local da prova (zona para onde pretendia ir).
Nisto, vira-se um puto para mim, e pergunta se podia fazer uma chamada para a mãe, do meu telemóvel. Não tinha como negar! Trazia o telefone na mão esquerda. Tinha-o acabado de retirar do carro, para colocá-lo no bolso das calças.
Senti que tinha acabado de ser encostado à parede. Entreguei o telemóvel e aproveitei o instante, para tirar o retrato ao miúdo. O objectivo era certificar-me da pinta do artista. Tinha entre 10 a 13 anos. As sapatilhas foram o que mais me despertou a atenção. Eram umas nyke, azuis escuras brilhantes. Caso fosse necessário correr, para apanhá-lo, seria difícil. Pensei eu.
Entretanto, o rapaz afasta o meu telemóvel do rosto, e diz que não era aquele número. Precisava de fazer outra chamada. Desta vez para um amigo.
As suspeitas aumentaram.
No entanto, fiquei ali, à espera do meu telemóvel.
O miúdo não tinha aspecto de ladrão. A não ser que as sapatilhas fossem roubadas. Nisto ouvi as segundas palavras do jovem. A primeira conversa com o meu telemóvel. Disse que estava a chamar de um telefone de um senhor e que era para o amigo ir buscá-lo à porta. Não tinha bilhete para entrar…
Pati, patátá……….e eu ali. Aguardava o fim da chamada. Ainda por cima, estava duplamente condicionado: não podia afastar-me, para não ouvir a conversa e não podia ausentar-me, por causa do telemóvel.
Três minutos depois, (parece que foram 30) devolveu-me o telefone. Mais tarde, ainda ligou a mãe do rapaz e eu lá tive que explicar a história.
Não é a única.
Uns dias depois, ia tomar um “copo” numa festa, quando outro jovem, (ente os 18 e os 22 anos) pergunta se não me importava de pedir duas bebidas, com o meu cartão? Uma para ele e outra para o amigo. Para tranquilizar-me, e, o negócio avançar, tirou 10 euros do bolso. Face à prova, porque não? Lá dei o meu cartão. Eles pediram as bebidas (2 vodkas) e de imediato o rapaz meteu-me os 10 euros na mão. 5 cada bebida.
Um dia destes desloquei-me a um evento desportivo. Sai do carro, dei meia dúzia de passos e aproveitei o declive do terreno, para observar o local da prova (zona para onde pretendia ir).
Nisto, vira-se um puto para mim, e pergunta se podia fazer uma chamada para a mãe, do meu telemóvel. Não tinha como negar! Trazia o telefone na mão esquerda. Tinha-o acabado de retirar do carro, para colocá-lo no bolso das calças.
Senti que tinha acabado de ser encostado à parede. Entreguei o telemóvel e aproveitei o instante, para tirar o retrato ao miúdo. O objectivo era certificar-me da pinta do artista. Tinha entre 10 a 13 anos. As sapatilhas foram o que mais me despertou a atenção. Eram umas nyke, azuis escuras brilhantes. Caso fosse necessário correr, para apanhá-lo, seria difícil. Pensei eu.
Entretanto, o rapaz afasta o meu telemóvel do rosto, e diz que não era aquele número. Precisava de fazer outra chamada. Desta vez para um amigo.
As suspeitas aumentaram.
No entanto, fiquei ali, à espera do meu telemóvel.
O miúdo não tinha aspecto de ladrão. A não ser que as sapatilhas fossem roubadas. Nisto ouvi as segundas palavras do jovem. A primeira conversa com o meu telemóvel. Disse que estava a chamar de um telefone de um senhor e que era para o amigo ir buscá-lo à porta. Não tinha bilhete para entrar…
Pati, patátá……….e eu ali. Aguardava o fim da chamada. Ainda por cima, estava duplamente condicionado: não podia afastar-me, para não ouvir a conversa e não podia ausentar-me, por causa do telemóvel.
Três minutos depois, (parece que foram 30) devolveu-me o telefone. Mais tarde, ainda ligou a mãe do rapaz e eu lá tive que explicar a história.
Não é a única.
Uns dias depois, ia tomar um “copo” numa festa, quando outro jovem, (ente os 18 e os 22 anos) pergunta se não me importava de pedir duas bebidas, com o meu cartão? Uma para ele e outra para o amigo. Para tranquilizar-me, e, o negócio avançar, tirou 10 euros do bolso. Face à prova, porque não? Lá dei o meu cartão. Eles pediram as bebidas (2 vodkas) e de imediato o rapaz meteu-me os 10 euros na mão. 5 cada bebida.
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12.9.07
Um dia Depois
“Senhor Presidente, e os ladrões? Eram 10 bandidos!”
Rui Marote deputado Municipal do CDS
Pouco mais há a dizer sobre a reunião, extra, do município.
Apenas que não apareceu Ricardo Vieira e Costa Neves. Não deixa de ser sintomático. Principalmente a ausência do vereador com o pelouro do Ambiente e Salubridade da autarquia. Na altura dos factos, fazia parte da equipa de Albuquerque.
Ricardo Vieira também já demonstrou a ordem de prioridades: em primeiro lugar está o dinheiro, só depois a cidade.
O resto é ruído.
Rui Marote deputado Municipal do CDS
Pouco mais há a dizer sobre a reunião, extra, do município.
Apenas que não apareceu Ricardo Vieira e Costa Neves. Não deixa de ser sintomático. Principalmente a ausência do vereador com o pelouro do Ambiente e Salubridade da autarquia. Na altura dos factos, fazia parte da equipa de Albuquerque.
Ricardo Vieira também já demonstrou a ordem de prioridades: em primeiro lugar está o dinheiro, só depois a cidade.
O resto é ruído.
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