"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
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16.1.08
Redundância
Se o povo madeirense quiser independência, será o povo a solicitá-la e que lutará por ela! É o que acontece com qualquer povo que exige a sua autodeterminação.
14.11.07
Sobre a necessidade da dignificação da ALR
Parece que recentemente ocorreu mais um espectáculo deprimente nesse autêntico circo que dá pelo nome de Assembleia Legislativa Regional (ALR). Desta feita, opôs os deputados Baltasar Aguiar e Jaime Ramos, este último já veterano nestas coisas de falta de civilidade e urbanidade na relação que mantém com os seus colegas deputados.
Este foi mais um episódio anedótico que em nada contribui para a dignificação da instituição-símbolo da Autonomia madeirense. Na minha opinião pessoal, deveria ser caso para perda de mandato. Porque o povo não vota nestes senhores para se comportarem como garotos de calhau. Se não têm qualquer respeito pelas suas imagens, problema deles, mas quando põem em causa a dignidade da Assembleia Legislativa Regional, o problema é também nosso, eleitores.
Se houvesse um regimento ético sério, estas lamentáveis cenas não se repetiriam, com certeza, com a frequência habitual.
Por outro lado, acho que começa a ser fundamental reflectir-se sobre o estatuto de deputado à ALR. Porque em nada contribui para a dignificação da ALR haver esta quantidade brutal de deputados que paralelamente exercem inúmeras outras actividades. Que rigor, que competência, que entrega, que honestidade – porque não? – pode-se esperar de um deputado que passa duas horas na Assembleia e sete no seu escritório? Porque a verdade é que muitos deputados são mais conhecidos pelas suas actividades empresariais ou de advocacia durante os seus mandatos do que pela sua actividade política. E não se pense que chegaram a deputados devido a esse prestígio profissional. Não, muitas vezes ganham prestígio, apenas porque são deputados.
Vai sendo tempo de dizer basta!
A Assembleia Legislativa Regional precisa de ser libertada, rapidamente, dos abutres que dela se alimentam. Porque não sendo ainda cadáver, está já demasiado depenicada. Temo que qualquer dia, sem que se dê por isso, esteja irremediavelmente ferida de morte. Para prejuízo da Madeira e dos madeirenses.
Este foi mais um episódio anedótico que em nada contribui para a dignificação da instituição-símbolo da Autonomia madeirense. Na minha opinião pessoal, deveria ser caso para perda de mandato. Porque o povo não vota nestes senhores para se comportarem como garotos de calhau. Se não têm qualquer respeito pelas suas imagens, problema deles, mas quando põem em causa a dignidade da Assembleia Legislativa Regional, o problema é também nosso, eleitores.
Se houvesse um regimento ético sério, estas lamentáveis cenas não se repetiriam, com certeza, com a frequência habitual.
Por outro lado, acho que começa a ser fundamental reflectir-se sobre o estatuto de deputado à ALR. Porque em nada contribui para a dignificação da ALR haver esta quantidade brutal de deputados que paralelamente exercem inúmeras outras actividades. Que rigor, que competência, que entrega, que honestidade – porque não? – pode-se esperar de um deputado que passa duas horas na Assembleia e sete no seu escritório? Porque a verdade é que muitos deputados são mais conhecidos pelas suas actividades empresariais ou de advocacia durante os seus mandatos do que pela sua actividade política. E não se pense que chegaram a deputados devido a esse prestígio profissional. Não, muitas vezes ganham prestígio, apenas porque são deputados.
Vai sendo tempo de dizer basta!
A Assembleia Legislativa Regional precisa de ser libertada, rapidamente, dos abutres que dela se alimentam. Porque não sendo ainda cadáver, está já demasiado depenicada. Temo que qualquer dia, sem que se dê por isso, esteja irremediavelmente ferida de morte. Para prejuízo da Madeira e dos madeirenses.
29.7.07
Vassalagem e subserviência
Até no acto de despedida da liderança do PS-Madeira, Jacinto Serrão foi patético. Definitivamente, um final à altura para aquele que foi o pior líder do PS na Região.
Aquela exigência de intervenção do Estado na autonomia madeirense demonstra toda a subserviência e espírito servil que Serrão queria para a Madeira e para os madeirenses. E é sintomática do reconhecimento da sua incompetência e incapacidade para fazer frente ao PSD-Madeira. Por isso, exige que seja o Governo da República a fazer aquilo que a oposição nunca conseguiu: afastar o PSD-Madeira da governação.
É patético, mas não deixa de ser grave. Ouvir disparates como esse por parte de continentais não é agradável, mas até é compreensível, atendendo à total ignorância e/ou desconsideração que muitos continentais revelam relativamente às autonomias. Agora, não posso aceitar que um político madeirense se preste a um papel de vassalo, que pensávamos erradicado da Madeira, e solicite a intervenção do poder central para "repor" a normalidade democrática na Região, sem qualquer tipo de respeito pelas instituições autonómicas.E é tanto mais grave, porque esta subserviência começa a fazer eco no continente. O editorial do Público de hoje é disso elucidativo. Não me admirava nada que qualquer dia se exija o bombardeamento da Quinta Vigia e a imposição de um Governador.
É, igualmente, grave, uma vez que outros madeirenses começam mesmo a achar que é preferível submeter-se à Lisboa, renegando a autonomia legitimamente reivindicada ao longo de séculos, desde que com isso se consiga afastar Alberto João Jardim. Tristes tempos, os nossos. Pensava eu que nenhum madeirense aceitaria vergar-se de novo perante o poder central. Que a alma de escravo estava morta. Pelos vistos, estava enganado!
Aquela exigência de intervenção do Estado na autonomia madeirense demonstra toda a subserviência e espírito servil que Serrão queria para a Madeira e para os madeirenses. E é sintomática do reconhecimento da sua incompetência e incapacidade para fazer frente ao PSD-Madeira. Por isso, exige que seja o Governo da República a fazer aquilo que a oposição nunca conseguiu: afastar o PSD-Madeira da governação.
É patético, mas não deixa de ser grave. Ouvir disparates como esse por parte de continentais não é agradável, mas até é compreensível, atendendo à total ignorância e/ou desconsideração que muitos continentais revelam relativamente às autonomias. Agora, não posso aceitar que um político madeirense se preste a um papel de vassalo, que pensávamos erradicado da Madeira, e solicite a intervenção do poder central para "repor" a normalidade democrática na Região, sem qualquer tipo de respeito pelas instituições autonómicas.E é tanto mais grave, porque esta subserviência começa a fazer eco no continente. O editorial do Público de hoje é disso elucidativo. Não me admirava nada que qualquer dia se exija o bombardeamento da Quinta Vigia e a imposição de um Governador.
É, igualmente, grave, uma vez que outros madeirenses começam mesmo a achar que é preferível submeter-se à Lisboa, renegando a autonomia legitimamente reivindicada ao longo de séculos, desde que com isso se consiga afastar Alberto João Jardim. Tristes tempos, os nossos. Pensava eu que nenhum madeirense aceitaria vergar-se de novo perante o poder central. Que a alma de escravo estava morta. Pelos vistos, estava enganado!
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1.7.07
Dia da Região
Do vale à montanha e do mar a serra,
Teu povo humilde, estóico e valente
Entre a rocha dura te lavrou a terra,
Para lançar, do pão, a semente:
Herói do trabalho na montanha agreste,
Que se fez ao mar em vagas procelosas:
Os louros da vitória, em tuas mãos calosas
Foram a herança que a teus filhos deste.
Por esse Mundo além
Madeira teu nome continua
Em teus filhos saudosos
Que além fronteiras
De ti se mostram orgulhosos.
Por esse Mundo além,
Madeira, honraremos tua História
Na senda do trabalho
Nós lutaremos
Alcançaremos
Teu Bem-estar e Glória.
Teu povo humilde, estóico e valente
Entre a rocha dura te lavrou a terra,
Para lançar, do pão, a semente:
Herói do trabalho na montanha agreste,
Que se fez ao mar em vagas procelosas:
Os louros da vitória, em tuas mãos calosas
Foram a herança que a teus filhos deste.
Por esse Mundo além
Madeira teu nome continua
Em teus filhos saudosos
Que além fronteiras
De ti se mostram orgulhosos.
Por esse Mundo além,
Madeira, honraremos tua História
Na senda do trabalho
Nós lutaremos
Alcançaremos
Teu Bem-estar e Glória.
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