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17.9.07

Eu não sei, mas disseram

É delicioso o agradecimento de Bush a Sócrates, relativamente à intervenção da GNR no Iraque. Aquele thank you soou-me mais a fuck you very much. Mas pode ter sido impressão minha!

31.8.07

Provocações

Na minha webring tenho acompanhado um curioso desfile de filmes. Ou melhor, um desfile de listas de filmes.
Esta coisa de "listas de..." tem sempre muito que se lhe diga. Porque são minimalistas, porque a imposição de numerus clausus é redutora, enfim...
Tudo isto é muito certo, mas a mim, que sou um gajo comichoso, as listinhas causam-me sempre algum prurido. Ainda para mais quando tenho a sensação que se está a fazer um concurso para ver quem é capaz de apresentar mais filmes que nunca ninguém viu. Ora este, que apresenta o filme do realizador x, ícone de uma subcultura de Hong-Kong, ou aquele que gosta mesmo é dos filmes de uma produtora (dita) independente fantástica do Paquistão, ora ainda aqueleoutro cujo ideal cinéfilo é representado pelo realizador Y, bastante conhecido por quatro gajos que se encontram na Praça Vermelha, uma vez por semana, para discutir a arte russa no 1º Lénine.

Mas se por um lado sou comichoso, por outro sou invejoso. Por isso também apresento aqui a minha lista de filmes favoritos. E como quero ser inovador, a minha lista tem 2 e 3/4 filmes. Ora, aqui vai:

Rambo - A fúria do herói. Um épico a não perder!
Garganta funda. Histórico e magnânime.
3/4º Herbie, um carocha dos diabos. De morrer a rir.

Vejam e deliciem-se!

29.7.07

Vassalagem e subserviência

Até no acto de despedida da liderança do PS-Madeira, Jacinto Serrão foi patético. Definitivamente, um final à altura para aquele que foi o pior líder do PS na Região.
Aquela exigência de intervenção do Estado na autonomia madeirense demonstra toda a subserviência e espírito servil que Serrão queria para a Madeira e para os madeirenses. E é sintomática do reconhecimento da sua incompetência e incapacidade para fazer frente ao PSD-Madeira. Por isso, exige que seja o Governo da República a fazer aquilo que a oposição nunca conseguiu: afastar o PSD-Madeira da governação.
É patético, mas não deixa de ser grave. Ouvir disparates como esse por parte de continentais não é agradável, mas até é compreensível, atendendo à total ignorância e/ou desconsideração que muitos continentais revelam relativamente às autonomias. Agora, não posso aceitar que um político madeirense se preste a um papel de vassalo, que pensávamos erradicado da Madeira, e solicite a intervenção do poder central para "repor" a normalidade democrática na Região, sem qualquer tipo de respeito pelas instituições autonómicas.E é tanto mais grave, porque esta subserviência começa a fazer eco no continente. O editorial do Público de hoje é disso elucidativo. Não me admirava nada que qualquer dia se exija o bombardeamento da Quinta Vigia e a imposição de um Governador.
É, igualmente, grave, uma vez que outros madeirenses começam mesmo a achar que é preferível submeter-se à Lisboa, renegando a autonomia legitimamente reivindicada ao longo de séculos, desde que com isso se consiga afastar Alberto João Jardim. Tristes tempos, os nossos. Pensava eu que nenhum madeirense aceitaria vergar-se de novo perante o poder central. Que a alma de escravo estava morta. Pelos vistos, estava enganado!

25.7.07

Critérios...

Não percebo os critérios jornalísticos do Tolentino Nóbrega. Mediatiza um discurso cujo único ponto de interesse foi a citação de Natália Correia - com o ridículo de citar uma intervenção por demais conhecida -, proferida por um deputado que nem tem grupo parlamentar e esquece da posição do MPT? Afinal, este partido também tem um deputado.
Isto, para já não falar da intervenção do líder da bancada socialista, remetido lá para o finalzinho do texto. Que raio de critério é este?
Deve ser este o jornalismo rasgadinho que o Paulo Barata tanto se refere.