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10.2.08

Diga lá outra vez...

Não houve manifestações internas para provocar a minha saída do partido, antes pelo contrário, até recebi muitas manifestações de apoio. A opinião pública percebeu que aquelas eleições regionais foram atípicas e serviram para referendar a Lei de Finanças, não para votar um programa de Governo e também para castigar o Governo da República. Quando a campanha é feita nestes termos, os resultados acabam por ser manifestamente negativos.

Jacinto Serrão, in DN-Madeira, 10 de Fevereiro de 2008.

Ó stôr-deputado-exlíderdopsmadeira, explique lá outra vez: se a opinião pública percebeu, porque raio é que você e o seu PS levaram aquela sova monumental? É que parece não fazer muito sentido (se é que alguma vez o seu discurso fez...)!

Não há melhor!

Seja ou não ou Avenida Hollywood, a verdade é que esta é a melhor zona da Madeira para se viver. Áh, e podem chamá-la de Alto da Poça (do Gomes), que é a sua designação tradicional... E sim, o meu sobrenome não é alheio à designação tradicional, uma vez que a minha família ali vive há pelo menos 250 anos!
PS - Falo por experiência própria. Sempre ali vivi e não vejo melhor lugar no mundo para se viver!

PS1 - Só é pena que abutres, como uns tais melins, pairem por ali. Apesar de ser defensor da fauna endémica, por mim abria já a caça a tais aves de rapinas.
PS2 - Olhem bem. Pode ser que me vejam por ali ao fundo...
Foto: DN-Madeira, 10 de Fevereiro de 2008

30.1.08

Carta aberta a Carlos Pereira

Caro colega blogger,

antes de mais, deixe que manifeste a minha estranheza pela forma como lançou o seu desafio.
Como sabe, na Conspiração às 7 existem vários bloggers, que frequentemente têm opiniões distintas sobre a realidade, pelo que o texto a que se refere apenas me compromete a mim, que o escrevi. Sabe, também, que todos os textos são assinados, pelo que me pareceu pouco urbano da sua parte não referir o nome do blogger cujos textos foram pretexto para o seu post. A referência "o conspiração" não me parece adequada, uma vez que não foi "o conspiração" que esteve activo na crítica ao governo da República. Todavia, a forma como trata os outros é uma questão que apenas lhe diz respeito a si.

Em segundo lugar, deixe que concorde consigo: efectivamente, a actividade dos outros bloggers e de outros blogs não é algo que lhe diga respeito. Mas deixe que lhe manifeste o meu prazer em registar a sua presença por cá. É sempre muito bem-vindo, ainda que para criticar e reconheço-lhe a si, como a todos os restantes leitores dos meus posts, legitimidade para comentar, fazer observações ou criticar. Tenho me situado neste horizonte teórico, na blogosfera, e ainda não tive qualquer razão para mudar.

Quanto à questão central do meu post e que motivou o seu desafio, deixe que, preliminarmente, lhe diga duas coisas:
1. a minha principal motivação foi fazer uma brincadeira com base na marca "Allgarve";
2. mantenho que esta marca foi uma das maiores patetices que vi até hoje e que apenas beneficiou a empresa que a criou.

Mas já que as razões para esta minha posição não parecem ser claras, passo a enumerar algumas:
1. A marca "Algarve" está consolidada no mercado do turismo há já muitos anos e, como sabe, é até utilizada ilegalmente por nuestros hermanos que promovem o turismo da Andaluzia com base na brand portuguesa;
2. A nova marca pode gerar confusão nos potenciais turistas;
3. Allgarve, a dizer alguma coisa, apenas o faz aos turistas britânicos, uma vez que o prefixo é um inglesismo. Nada diz aos portugueses, espanhóis, franceses e alemães, que, a par com os britânicos, constituem os principais consumidores da marca. Assim sendo, é quase ofensiva para todos estes potenciais clientes;
4. Para qualificar uma oferta ou até um conceito não é necessário reinventar a designação da marca. Todas as grandes marcas reinventam-se, sem alterarem o que as identificam verdadeiramente. Allgarve nada diz sobre a qualificação da oferta que se pretendeu fazer.
5. Apenas é necessário criar brands artificiais, quando não ainda não existe uma natural (com todo o potencial da marca Algarve);
6. Por último, corre-se o risco dos estrangeiros deixarem de (re)conhecer a designação correcta da região e acontecer o que já acontece com o Porto (Oporto), por exemplo. Não é grave, mas não me parece que devamos incentivar as incorrecções. Diz-se que a marca não muda o nome da região, mas ver-se-á o que acontecerá dentro de alguns (poucos) anos. Veremos se continuarão a escrever algarvios em vez de allgarvios.

Assim sendo, caro companheiro, não vejo em que é que a minha brincadeira crítica poderá pôr em causa o "desenvolvimento ou o bem-estar das pessoas" algarvias (ou allgarvias?!).

Quanto à sua crítica sobre a realidade da oferta turística madeirense ("se é que se pode chamar ao marasmo, aos atropelos, às lutas pessoais, às associações em pé de guerra, aos grupos empresariais sofregamente delapidando o capital turístico da região e ao desordenamento territorial, de politica!!!") deixo-lhe mais duas notas:
1. a sua descrição aplica-se soberbamente ao turismo algarvio (já lá esteve, não?);
2. reconheço a pertinência e a legitimidade de algumas observações. Agora afirmar que na Madeira há "marasmo", tenha lá paciência! Não conheço nenhuma região do país com tantos carnivals como a Madeira. Enumere-me apenas uma e ficarei satisfeito.

Por último, respondo ao seu desafio lançando-lhe outro em forma de duas perguntas:
1. diga de sua justiça qual é a mais-valia da brand Allgarve;
2. aponte objectivamente os principais problemas de que padece o turismo madeirense (mas deixe as generalidades e os lugares comuns de parte. Eu também gosto muitos deles, mas, then again, sou apenas um cidadão anónimo).

Receba os meus cordiais cumprimentos,

SG

24.1.08

Não sabem? Eu explico!

Sobre este, este e este post e as perguntas que neles constam, apenas uma resposta: estão em S. Bento, enviados pelo PS-Madeira (se bem que um já retornou à base, não foi?)

Servilismo e subserviência , ou puro lambe-botismo?

Já repararam que os bloggers com actividade política gostam de manter os títulos académicos e/ou profissionais, mesmo quando escrevem para a blogosfera. Ele é Sr. Dr., ou Arqº., ou Sr Deputado, à boa moda do servilismo do Estado Novo! Só ainda não percebi se é mesmo apenas por servilismo e subserviência, se por puro lambe-botismo, não vá um dia precisarmos deles. Mas acho piada. A patetice, por vezes tem piada...

20.1.08

Afinal, não é assim tão mau!

Afinal, de acordo com a SIC (acho eu), a maior parte dos visitantes da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) elegeu a Madeira como o melhor destino turístico nacional. É uma boa notícia e acalma-me. É que estava a ficar preocupado com as opiniões veiculadas na blogosfera madeirense. De repente, parecia que o destino Madeira era o mais horrendo do mundo. Parece que, afinal, muitos portugueses não pensam assim!

Roubada daqui

16.1.08

Redundância

Se o povo madeirense quiser independência, será o povo a solicitá-la e que lutará por ela! É o que acontece com qualquer povo que exige a sua autodeterminação.

13.1.08

Ou é do malho, ou é do malhadeiro!


Muito frequentemente vejo críticas feitas pela oposição madeirense à comunicação social regional, mais concretamente ao Jornal da Madeira e à RTP-Madeira. Porque conheço profissionais (e sou amigo de alguns) quer de um, quer de outro órgão - bem como de outros órgãos de comunicação -, sei que a sua idoneidade, profissionalismo, isenção e competência situa-se ao nível dos melhores, provocando-me alguma urticária a crítica gratuita. Se é verdade que por vezes existe algum condicionalismo e mesmo auto-censura - afinal, a pior das limitações à liberdade de expressão -, situação que, estou certo, serão os próprios profissionais os primeiros a reconhecerem, não me parece justo que reiteradamente estes profissionais sejam sempre o alvo a abater, quando a dita oposição não é tão mediática quanto gostaria. Mais, não conheço nenhuma cidade do país onde exista tanta pluralidade de órgãos de comunicação social local, ou que as oposições sejam tão mediatizadas quanto acontece na Madeira.
Na minha infância aprendi um ditado que dizia o seguinte: quanto o ferro quente não se molda, ou é do malho, ou é do malhadeiro. E sinceramente parece-me que é isso que acontece na Madeira. Porque se a oposição é célere a criticar a comunicação social, ofendendo profissionais íntegros, tem alguma resistência em reconhecer a sua falta de capacidade de criar eventos/acções que captem o interesse dos cidadãos e que sejam mediático/mediatizáveis. Por outro lado, também existe muita falta de humildade por parte de alguma oposição: chegamos ao ridículo de ver um deputado queixar-se por aparecer sempre de costas (ó homem, quer aparecer de frente, vire-se para onde está o cameramen... não é assim tão difícil nem me parece que o pobre do homem passe o tempo todo a correr para apenas apanhar o seu costado - por mais fotogénico que seja). Ou então, acharem que uma acção que reúne três pessoas, à volta de 4 dirigentes, para denunciar o furo numa levada, mereça honras de abertura do jornal.
Para concluir, se é verdade que o poder político e económico tenta reiteradamente manipular a comunicação social (realidade que acontece no Funchal, em Lisboa, em Londres e nos jardins da Madre Teresa de Calcutá); se é verdade que muitos profissionais fazem uma espécie de auto-censura; se é verdade que existe pressão por parte do governo (e acredito que assim é) e de algum poder económico; se é verdade que por vezes as c hefias são submissas e não defendem a isenção dos órgãos para os quais trabalham; se é verdade que muitos profissionais estão/sentem-se condicionados, por motivos de ordem pessoal, ideológica, conjuntural; também é verdade que muitas das coisas que diz a oposição não tem qualquer tipo de interesse, logo não merecendo qualquer cobertura mediática. Em grande parte dos casos, nem os assuntos são verdadeiramente políticos, nem quem os apresenta aprendeu a fazê-lo convenientemente. Sinceramente, para a oposição que temos, no que ao nível de comunicação social diz respeito, já se vai muito bem...

PS1 - Alguém sabe o que se passa com o site do DN-Madeira? É que não consigo aceder a nenhuma notícia...

PS2 - Para que fique claro, acho um absurdo o que o governo regional gasta com o Jornal da Madeira. E ainda mais absurdas as explicações dadas.

7.1.08

Miguel Fonseca

Conheço o Miguel Fonseca há já pelo menos 16 anos. Conheci-o quando ele estagiou na EBS Gonçalves Zarco e foi meu professor de Latim. Nesse ano convivemos fora do âmbito escolar e tornamo-nos amigos. Foi o primeiro professor a quem eu tratei por tu. Nessa altura, a intimidade relativa que gozávamos permitiu-me descobrir um amigo que permaneceu e um professor que aprendi a admirar. Tenho-o por pessoa séria, inteligente e honesta. Nunca me deu razões para duvidar. Em determinada altura, sem qualquer prurido, manifestou enfaticamente a imbecilidade de uma decisão que eu pretendia tomar e que efectivamente tomei. Foi o único a fazê-lo e fê-lo efusivamente, com alguns adjectivos pouco abonatórios a meu respeito pelo meio. Por isso, reconheço também a sua frontalidade.
Assim sendo, não posso deixar de estranhar toda esta trapalhada em que está metido, relativamente a uma hipotética candidatura à Câmara Municipal de Santa Cruz, pelo PS-Madeira. Mas não tenho qualquer dúvida que se isto tudo não deriva de uma série de mal-entendidos e interpretações difusas e se alguém está efectivamente a mentir, não será, com toda a certeza o Miguel Fonseca.
Pela amizade que nutro por ele, entendi que deveria manifestar aqui a minha solidariedade. Até porque o Miguel foi alvo de um ataque canalha e ignóbil, numa carta do leitor do DN-Madeira, por um tal Andrade que desconfio ser um pseudónimo de algum ressabiado dentro do PS-Madeira!

PS - Não tendo nada a ver com o caso, acho sinceramente que o Miguel Fonseca tem qualidade para disputar e ocupar qualquer cargo político na Região (bem mais do que muitos dos instalados). Entre eles, naturalmente, o de presidente do executivo santacruzense. Não tenho dúvidas que seria um óptimo candidato e um melhor presidente!

6.1.08

Esquecimentos

Leio com frequência o Urbanidades da Madeira, blog de Rui Caetano, dirigente do PS-Madeira. Gosto da sua escrita escorreita e dos temas que aborda, mesmo que na maioria das vezes não concorde com as suas opiniões. Até ao momento, reconhecia-lhe verticalidade nas posições assumidas. Todavia, recentemente, o Rui publicou um post infeliz (classificação minha, naturalmente) e que me leva a questionar essa sua verticalidade.
Já por diversas vezes afirmei que à mulher de César não basta ser séria, é preciso parecer. E este é mais um caso que não parece nada sério. O Rui aproveita-se das críticas do líder da Quercus à política para o litoral (ou falta dela) do Governo Regional, para elogiar (o que em casa própria parece sempre mal, mas adiante que esta é uma questão de chá) João Carlos Gouveia e a acusação feita ao Procurador da República pelo PS-Madeira, sobre alegados indícios de corrupção.
Em primeiro lugar, é desonesto porque interpretações distintas a planos de ordenamento não implicam obrigatoriamente procedimentos criminais. Em segundo lugar e mais importante ainda, é que Helder Spínola, dirigente da Quercus é irmão de Vitor Freitas, Vice-Presidente do PS-Madeira e líder da sua bancada parlamentar à Assembleia Legislativa Regional. E estes são factos que Rui Caetano esqueceu de enunciar e que são importantes para a interpretação do seu texto, por parte dos seus leitores. Omitiu uma informação relevante, que poderia fazer ruir a sua teoria. É desonesto por parte de Rui Caetano.

PS - Curioso este esquecimento (estou certo que não passou disso, porque a relevância da informação é por demais evidente), num momento em que outros socialistas madeirenses dissertam tanto sobre a qualidade dos profissionais de comunicação social madeirense.

19.12.07

Virgens ofendidas

Alguma blogosfera mostra a sua indignação pelo facto do Tribunal Judicial do Funchal levar a julgamento Armando Baptista-Bastos, devido às alegadas ofensas a Alberto João Jardim, feitas num artigo de opinião publicado a 8 de Julho de 2005, no Jornal de Negócios.
Ora, era só o que faltava um governante não poder processar um comentador (atenção, foi um artigo de opinião), caso entenda que a sua honra foi ofendida. E Baptista-Bastos já é bem velhinho (porque o homem já é velho, não é apenas crescido) para saber que o seu artigo traria consequências, de resto, inevitáveis.

Mas acho especial piada aos paladinos da justiça que aplaudiram a vergonhosa recepção de Paulo Pedroso na Assembleia da República, após a sua libertação, ou que nada tiveram a opinar sobre o processo interposto por José Sócrates a António Balbino Caldeira, do Portugal Profundo, que denunciou toda aquela trapaça da Universidade Independente, mas que agora: aqui-del-rei, que Jardim é um fascista e que persegue os jornalistas.
Como diria o meu bom amigo Gonçalo, bordamerda convosco!
É mais do que legítimo que qualquer cidadão que sinta a sua honra ofendida processe o autor destas alegadas injúrias. Tal como quem as faz, tem que ser coerente e enfrentá-las sem subrefúgios.


PS - Por mim, estaria disposto a ir a tribunal por todos os adjectivos com que já mimei o governo da República. Porque gostaria de repeti-los todos.

4.12.07

Taxas de estacionamento no aeroporto: um roubo!

Preços de parque no Aeroporto crescem 25%
Ano e meio após actualizar as tarifas, a ANAM fixa novos preços para estacionar
Data: 04-12-2007
Estacionar nos parques do Aeroporto da Madeira passou a ser mais caro desde sexta-feira. Os aumentos, por fracção de 15 minutos, passam de 0,30 para 0,40 euros no parque 0 (+25%), e entram em vigor com as novas taxas aplicadas pela ANAM - Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira. Estão incluídos o aluguer de equipamentos, a prestação de serviços, os consumos (água e luz, por exemplo), o depósito de bagagem, os cacifos de bagagem, a fotografia e filmagem, os equipamentos diversos para formação e, como referido, os parques de estacionamento de viaturas. Em todos há aumentos, nalguns casos residuais, noutros ascendem a centenas de euros (os elevadores pneumáticos, que passam de 11.000 euros por dia, para 11.550 euros). A alteração de tarifas, justificada no despacho mandado publicar pela Secretaria Regional do Turismo e Transportes (n.º17/2007) no Jornal Oficial (JORAM), pelo facto de a última actualização de 'Outras Taxas de Natureza Comercial' ter sido feita efectuada a 11 de Junho de 2005. Ou seja, "importa proceder à respectiva actualização de acordo com a taxa de inflação verificada nos últimos dois anos", diz o documento. No entanto, há cerca de ano e meio, aplicando a lei nacional que obriga a fraccionar por cada 15 minutos os períodos de estacionamento, a então Secretaria do Equipamento Social e Transportes alterara os preçários. Antes era cobrado um euro à hora no parque 0, passando para 0,30 euros por cada 15 minutos. Ou seja, de 1,20 euro por hora. Agora são 1,60. Nos outros parques, mais afastados, vai de 0,30 a 0,20 euros. 'Negócios não aviação' lucrativos Nos últimos relatórios e contas da ANAM a importância da exploração dos espaços comerciais dos aeroportos da Madeira e do Porto Santo no saldo final é cada vez maior. Do retalho ao imobiliário, da publicidade ao rent-a-car, passando pelos parques de estacionamento, as actividades tiveram "nos últimos anos um grande incremento", com um crescimento global de 16,1% em 2005 (5,4 milhões de euros) e de 6,2% em 2006 (5,7 milhões).As receitas dos parques de estacionamento no Aeroporto da Madeira foram de 450 mil euros em 2004, de 498 mil em 2005 (+10,6%) e 544 mil em 2006 (+9,3%). Receitas que representam pouco se contar os mais de 36,8 milhões de euros de proveitos arrecadados em 2006.
DN Madeira,
Francisco José Cardoso

Depois de ler uma notícia destas nó apetece gritar: LADRÕES!
Parece ainda que a actual Secretaria Regional de Transportes e Turismo ou não sabe fazer contas, ou mente descaradamente, com a agravante de publicar as mentiras no JORAM!
Haja decência!

28.11.07

Sobre a subjectividade do Tribunal Constitucional

Não sou jurista, nem me reconheço competência para analisar o acórdão 581/2007, em que este órgão se pronuncia sobre o pedido de inconstitucionalidade do Orçamento de Estado de 2007, feito pela Assembleia Legislativa Regional. Não estou, portanto, habilitado e emitir uma opinião devidamente fundamentada sobre as interpretações da legislação.

Contudo, depois de o ler com algum cuidado, fiquei com a nítida sensação de que as próprias interpretações do TC são arbitrárias e extremamente subjectivas. Vejamos este exemplo:

(...) Não basta, pois, invocar a redução de verbas transferidas para a Região Autónoma da Madeira, ainda quando acompanhada de uma alteração de sentido inverso, no que se refere à Região Autónoma dos Açores, para fundar a violação daquele princípio. Independentemente do juízo que, em termos de apreciação política, essa opção mereça, do estrito ponto de vista da conformidade constitucional só uma redução manifestamente irrazoável e arbitrariamente desproporcionada se mostraria incompatível com os parâmetros que decorrem da Lei Fundamental.

Para além de análises éticas que não me parecem ser competência deste tribunal, o que é que os senhores juízes consideram uma redução irrazoável e desproporcionada? Qual é a medida? Qual seria o valor?

Falo apenas neste caso, que me parece simples de entender por qualquer leigo nas doutíssimas (como diria Umberto Eco) coisas das leis. Mas muitas outras podem ser encontradas no acordão, o que me faz pensar que, efectivamente, o Tribunal Constitucional julga ao gosto do freguês. É que análises subjectivas e interpretações arbitrárias são como os chapéus: há muitos!

27.11.07

Anda cá que eu não te aleijo...

Será impressão minha, ou estará João Carlos Gouveia a enviar as raposas para dentro da capoeira?!

Despotismo e fogueiras

Que grande favor à democracia madeirense (e mesmo ao PSD-Madeira) faria Jaime Ramos se se retirasse, de vez, da política.
Parece que a prepotência e a falta de urbanidade atinge já deputados do PSD. Pode ser o início de uma pequenita revolução. Necessária, de resto...

PS - Gostei do destaque da notícia e do relançamento de Manuel António para o delfinato. Só não percebi se é para o beneficiar se é para queimá-lo de vez... Mas todos sabemos das próprias divisões internas no Diário de Notícias e das preferências dos pequenos grupos que pela redacção proliferam. Aguardam-se desenvolvimentos...

15.11.07

Memórias que não se apagam




Parece ser um bom filme, com argumento e realização de Dinarte Freitas e produção de Eduardo Costa. Para já, gostei muito dos arranjos musicais, do tom sépia e da fotografia (especialmente das paisagens). Parece que as interpretações também estão boas. O argumento não é genial ou original, mas pode estar bem trabalhado (não conheço o guião). Aguardo por poder vê-lo e desejo os maiores sucessos à equipa. Parabéns, por mais que não seja, pelo arrojo e coragem!
Fica, ainda, aqui uma entrevista ao realizador e ao produtor.

PS - Já estreou, ou não? De acordo com o Jornal da Madeira já, mas de acordo com a entrevista apenas estreou o trailer. Alguém pode me esclarecer?