5.8.05

Estranho

Gostava, francamente, de perceber o que se passou com os posts do Bruno. Mas não consigo.

O único tipo que aqui poderia apagar o que quer que fosse era eu. E escrevi "poderia" porque nunca tal me passou pela cabeça, em circunstância alguma.

Mas que é estranho é. Particularmente porque os ditos nem nos arquivos estão, ou seja, desapareceram do mapa. Literalmente.

Um fenómeno. Comparável às aberrações produzidas no Entroncamento e nas reuniões do Conselho de Ministros. Comparável, mesmo, à hipotética candidatura de Soares. Estranho...

4.8.05

Sem camisola

Se alguém muda de partido e usa, maliciosamente, informação privilegiada para favorecer o "adversário", na verdade o que é que está a pedir?

Não tenho nada contra o rapaz nem sequer contra a sua “carreira” de treinador que desconheço inteiramente. Mas se, só a título de exemplo, a "traição" acontecesse no PCP, não tenho dúvidas que as represálias seriam bem maiores e seriam de toda a espécie, embora, como se sabe, com menos alarido e comprazimento.

Agora, alguns bem intencionados parolos deram para ver totalitarismo em tudo, como se eles próprios não fossem capazes das maiores irracionalidades perante o facto da traição. Seja ela qual for.

Os meus posts continuam desaparecidos. Falei com o administrador deste blogue que me disse não saber de nada. Sendo assim, o mistério continua. Se todos os mistérios da vida fossem estes...

Relendo Hayek

Quando a autoridade se apresenta disfarçada de organização exibe atractivos suficientemente fascinantes para transformar comunidades de pessoas livres em Estados totalitários."

The Times, in “O Caminho para a Servidão”, Frederico Hayek, Teoremas, Lisboa, 1977, Capítulo XIII, p. 279.

Assim de repente, lembrei-me da União Europeia. Mas não sei porquê.

3.8.05

O dia do táxi

A AITRAM (Associação dos Industriais de Táxi da Região Autónoma da Madeira) está em polvorosa. E a cabeça do presidente foi a primeira a rolar. Motivo singelo: pediu maior fiscalização por parte da polícia para que certos colegas deixem de abusar da sorte. Claro que a coisa não caiu bem entre os associados, habituados a outro tipo de mordomia e consideração, que não perdoaram a traição e a denúncia. Transparência para quê? Dignidade para que serve? Rigor? Disciplina? Coisas de outro mundo certamente.
Entretanto as listas para a eleição da nova direcção da AITRAM já mexem. A RTP/Madeira foi à caça dos candidatos a presidente das três listas já existentes e conseguiu entrevistar dois deles que rapidamente prometeram o céu na terra enquanto lavavam as mãos dos erros anteriores.
Uma das listas aposta, por exemplo, numa mudança estatutária por forma a prever situações que “não estão previstas”. Não sei se aqui se prevê alguma nova regra que impeça o futuro presidente de exigir maior fiscalização por exemplo.
Mas verdadeiramente inédita foi a ideia apresentada pelo ex-Vice-Presidente da anterior direcção que agora também é candidato a presidente. A ideia é, nada mais nada menos, do que o dia do Táxi associado a uma festa. Razão argumentada (por favor, não rir e ler até ao fim): se o PSD/Madeira tem o dia da sua festa, o táxi também pode ter a sua. Se o ridículo matasse...
Desconheço que tipo de gente vota em senhores com estas ideias, mas o que mais me preocupa nesta eleição é o prenúncio. O prenúncio para onde caminha a democracia.

Posts desaparecidos

Desapareceram cinco posts meus. Dão-se alvíssaras.

Chamar os bois pelos nomes

Uma alemã matou, ao longo dos anos, nada mais nada menos, do que nove filhos recém-nascidos. O crime é hediondo e abjecto. E não merece qualquer perdão ou tolerância, como é bom elucidar.
Geralmente nestas coisas várias justificações saltam à vista. Ou é consequência da nossa indiferença ou é problema nítido de distúrbio mental ou é ainda resultado da sociedade desigual que construímos. Muita gente adora este tipo de retórica. Sabe bem, cai bem e, sobretudo, iliba-nos confortavelmente dos crimes praticados por outros, criando à volta uma espécie de legitimação. Mas outro tipo de explicação existe ou tem fundamento. Trata-se da maldade humana; ou do mal que o homem pode fazer aos seus semelhantes. Claro que a esquerda, e muitos positivistas, abominam esta ideia radical e fundamentalista (sem cabimento no pós-modernismo e no actual relativismo), crentes que são que a sociedade perfeita gera homens perfeitos.
Talvez fosse bom parar para pensar e dizer as coisas tal como elas são. No fundo, em qualquer sociedade, em qualquer lugar, há gente má que faz e pratica o mal gratuitamente e sem precisar de nenhuma legitimação mental ou social. O caso desta alemã é um exemplo nítido. Não tenhamos medo de chamar os bois pelos nomes.

31.7.05

O velho gágá

Depois de algumas semanas de silêncio voltei. Voltei justamente para vomitar num velho gágá que querem fazer presidente da República. Um ancião que não tem uma só ideia que condiga com um país moderno.

É anti-globalização, é anti-americano (primário), é anti-militar, é anti-capitalista e, pior do que tudo, é adepto praticante do estado-previdência.

Depois, na personalidade, tem tudo o que não gosto de ver num governante. É bajulador (no estrangeiro e com as senhoras), é subserviente (aos franceses e aos negros e a todas as imensas minorias), é altivo (no andar) e é “esperto” (de esperteza saloia).

Depois ainda, tem a “estória” do seu suposto grande prestígio fora de Portugal. Quem já fez pelo menos duas viagens além dos Pirinéus conclui facilmente que isso é uma anedota e que de facto o seu prestígio (ou aquele que dizem ter) não é maior do que o de um chefe de estado da Bulgária ou da Hungria, de quem geralmente não se conhece o nome nem o rosto.

Juro por Deus que se o velho for eleito vou para Jersey vender cerveja.

Magno Velosa

28.7.05

... os 13 magníficos

Um manifesto publicado por 13 economistas de renome levantou celeuma porque desmontou a impraticabilidade e a inutilidade das mais recentes grandes obras anunciadas pelo Governo de Sócrates. O Governo, por seu turno, tremeu, meteu os pés pelas mãos e respondeu timidamente à provocação lançada garantindo que não era bem assim e que as coisas estavam devidamente pensadas e planeadas. Perante a trapalhada, a desconfiança naturalmente disparou.

Pergunta: porque raio não consegue um governo justificar politicamente as decisões que toma? Resposta simples: por nítida e manifesta incompetência, ademais aprofundadas pela falta de preparação de muitos dos seus quadros e pela cobardia de um primeiro-ministro incapaz de dar a cara pelos projectos que aparentemente apadrinha nos conselhos de governo. O problema por isso, meus caros, não é financeiro. É antes de tudo, político.

Os 12 magníficos + ...

De acordo com notícia saída no DN, 12 notáveis do PS/Madeira subscreveram uma petição a apoiar a candidatura de Mário Soares. Fazem-no totalmente “desalinhados” da actual direcção, na qual não se revêem e da qual não gostam. Percebo-os perfeitamente: o Dr. Serrão não inspira confiança e a primeira linha daquela bancada é de duvidosa capacidade e educação.
Mas o Dr. Soares não vale o esforço. Aliás, nem o Dr. Cavaco, homem austero com fama de mastigar com a boca aberta. Para quê o drama, então? Para nada. Por nada. Apenas por protagonismo fácil e demagogia barata. Ganhe quem ganhar, o sistema está falido e o país também. A única vantagem do Dr. Soares relativamente ao Dr. Cavaco é que o primeiro acelera o processo, enquanto que o segundo, adia-o. Seja como for, o circo assentou arraiais na silly season. A luta promete? Não. A luta continua.

PS: já estou a imaginar o Dr. Soares, algures montado numa tartaruga gigante negociando com Bin Laden de AK-47 na mão.

PS2: Tenho de pedir desculpa: uma manchete do Expresso afinal parece que se vai concretizar...

PS3: Socorro!

27.7.05

Independência

Uma colectânea independente de ideias absurdas:

- Colocar portagens à entrada do Funchal para controlar excesso de tráfego.

- Criar um corpo de Polícia Municipal com 32 elementos a pagar com o orçamento camarário.

- Fazer um Parque de estacionamento subterrâneo no Largo do Colégio.

E viva a independência...

Drama Box

Estive de férias. E mudei de emprego (nada de especial). E marco o regresso com uma sugestão.

"Drama Box", assim se chama o novo disco de Mísia. Boleros, tangos e fados. Canções escritas por Vasco Graça Moura (poeta magnífico e romancista desastrado), José Saramago (romancista magnífico e poeta desastrado), Natália Correia, José Luís Peixoto, Armando Manzanero, entre outros.

Só para abrir o apetite deixo-vos um excerto de "Fogo Preso", de Graça Moura:

"Quando se ateia em nós um fogo preso
o corpo a corpo em que ele vai girando
faz o meu corpo arder no teu acesso
e nos calcina e assim nos vai matando"

Digam lá se não foi um bom regresso...

Boa notícia

A candidatura de Soares é um sinal de desespero de uma esquerda que apesar de ser poder não se consegue renovar. E provavelmente, o último acto da comédia em que se transformou este regime.

Só por isso é uma boa notícia.

26.7.05

A campanha independente, dita socialista.

Recordo-me, aquando do aparecimento do candidato independente à Câmara do do Funchal, que foi enviada uma carta ao actual Presidente da CMF, apelando ao civismo, à elevação do debate, à focagem na mensagem, à luta de ideias e ao esgrimir de projectos.
Estas eram as intenções. Assim se quedaram, intenções. Todos os dias assistimos ao candidato independente a subir o nível da ofensa e a surpreender pelo incipiente e fraco produto. Confesso que esperava um outro tipo de prestação, a imagem vendida ao longo destes anos correspondia a um diferente grau de desenvolvimento e qualidades pessoais. Nem mesmo o esforço abnegado do Diário de Notícias (que tanto preza a sua equidistância, desde sempre mal disfarçada) consegue esconder a sensaboria desta candidatura independente.
Convenhamos, apresentar uma ideia por dia, durante 120 dias, constitui uma tarefa hercúlea. Só está ao alcance de poucos, daí a profusão de rabiscos pouco pensados, atirados sobre o anfiteatro, quais asas delta que, impreterivelmente, terminam o seu voo na praia.

Rescaldo

A festa foi bonita, pá!

Normas, provérbios e aforismos de Woody Allen

O leão e a gazela poderão jazer juntos, mas a gazela não há-de dormir muito bem.

Aquele que não perecer pela espada ou pela fome perecerá pela peste. Porquê fazer a barba?

É impossível experimentar objectivamente a própria morte e continuar a assobiar uma musiquinha.

Não só Deus não existe, mas tentem lá arranjar um canalizador num fim-de-semana.

I want to be immortal by not dying.

E se tudo for uma ilusão e nada existir? Nesse caso, não há dúvida que paguei demais por aquela carpete.

23.7.05

Cantona

Notícia interessante: um jogo de futebol de praia, entre as selecções de França e de Portugal, não acaba. Ou por outra, acaba em batalha campal. Ou em batalha no areal, para ser mais preciso. Quem começou a contenda aqui pouco importa e é irrelevante para o caso. Quem tem memória, lembra-se que estas duas selecções vivem pegadas seja na praia, seja nos torneios de jovens onde partimos os balneários, seja por causa das mãos do Abel Xavier (ou do bigode do José Romão, para exagerar um pouco). Mas no meio de tudo isto, uma coisa chama-me à atenção: o seleccionador francês atende pelo nome de Eric Cantona.
Num assombro, lembro-me dele e do futebol de eleição que praticava no Manchester United. Já não há jogadores assim: com este carisma, com esta determinação, com esta desenvoltura, com esta elegância. Já não há jogadores deste calibre; jogadores que olhavam para o jogo como um movimento estético que tinha de resultar ou em poesia ou em tragédia. Eric, o homem que corria de cabeça erguida feito locomotiva, de gola levantada e pronto a fintar o adversário que enfrentava, foi provavelmente o último grande jogador do século XX (sim, de acordo, não me posso esquecer desse extraordinário Zidane, mas esse ainda entra no início deste século). Para Cantona, o jogo tinha um mínimo de regras e daí que tudo nele fosse verdadeiramente imprevisível e imponderável.
Cantona treina agora a selecção de futebol de praia do seu país, o que é quase uma despromoção, reconheça-se. Está um pouco mais gordo. Cantona, filho de artistas, também conhecido por Dieu (Deus) ou Eric, o Terrível, nos tempos áureos em que espalhava magia e rebeldia pelos relvados ingleses, era um romântico, um sonhador e um poeta. Vê-lo é como ver um mito. Um mito vivo, que fez do futebol a sua arte e a sua causa. Espero que ele continue igual a si próprio e que seja enquanto treinador o mesmo que foi enquanto jogador: genial, acima de tudo. E espero também que ele nunca mude porque fazem falta ao futebol, os românticos, os sonhadores e os poetas. Como ele foi. Como eu espero que ele ainda seja.

O Expresso

Como me dizia, há pouco tempo, um amigo meu, pior que as manchetes do mundo da bola, só mesmo as do Expresso. A desta semana é a todos os títulos notável: “Candidatura de Soares iminente”. Até agora, caros leitores, são 23h30 e não houve novidades. Mas de acordo com o jornal do Dr. Saraiva, tudo é possível. Literalmente, tudo.

Este blogue definha. Já o disse. Dos seis elementos que fazem supostamente esta casa, três mudaram recentemente de emprego (será por isso que não têm tempo?), um ganhou um torneio de golfe (será que já anda no circuito profissional?) e outro vai ocupar um cargo na Associação de Andebol (que espero que não lhe roube tempo que o impeça de continuar a escrever).
O próprio moço que fez esta ideia avançar também anda desaparecido, algures entre a fronteira que separa o Funchal e Câmara de Lobos. Sinais dos tempos.

20.7.05

Podia repetir ?

O que é que Francisco Anacleto Louçã e banda dirão desta IDEIA PROGRESSISTA ?

Maratona.

Que a corrida para a Câmara do Funchal é longa e intensa, já sabíamos. Não é aí que reside a questão fulcral.
Determinante é saber se os "atletas" se revestem das características ideais. Não há causa de fracasso maior do que um fundista a correr os 100 metros rasos ou, pelo contrário, um velocista a correr a maratona.
É, pois, estranho que já se ouçam justificações, análises a sondagens (antes de serem conhecidas) e que se balbuciem comentários desajeitados.
De uma alternativa espera-se vigor, novidade, diferença, segurança e confiança. Não se muda para pior ou para o menos mal. Titubear nada conquista, bom, talvez a comiseração.

19.7.05

Sai Tomasson, entre Pandiani

A acreditar na manchete do Record, depois de Tomasson, Pandiani é o senhor que se segue. A gargalhada é geral.

Lavar a alma...

A silly season avança confortavelmente país adentro. Nada pára a desavergonhada. Depois dos avisos à navegação, mais areia, da fina e da grossa, para os olhos dos portugueses, entretidos a discutir coisas menores e desinteressantes como novos aeroportos, linhas de comboio e TGVs e, pasme-se, originalidade suprema, energia eólica. São estes os novos desígnios a bem da nação e dos portugueses. Isso e uma coisa com o sinistro nome de Programa de Investimentos em Infra-estruturas Prioritárias, que promete 25 mil milhões de euros de bandeja para distribuir por aí.
Entretanto, não muito longe daqui, o eng. Sócrates, que não leu nem conhece Maquiavel, prepara-se, sorrateiramente, para lançar nova vaga de austeridade lá para Outubro, de preferência depois de perdidas, por pouco, as eleições. Já nada espanta. Os sinais contraditórios já são tantos, que toda a gente está resignada, mesmo que ministros e primeiro-ministro falem linguagens diferentes e nada incomode verdadeiramente as criaturas, embrenhadas num animalesco carnaval de asneiras, de demagogia e da pior espécie de ruído.
Também ao longe, saindo do intenso nevoeiro, um novo D. Sebastião toma forma e ganha peso. Adoptou aliás táctica já por si municiada (com relativo insucesso): a do tabu. Cavaco, esse homem luminoso, esse profeta, que nos fez entrar a Europa casa adentro e que forjou o novo indígena (como foi brilhantemente descrito por Vasco Pulido Valente), é o senhor que se segue. Provavelmente, por dez anos. Por dez longos anos.
Ao olhar para isto, pergunto-me, que futuro nos resta? Quanta desilusão é possível aguentar? Bem sei que o calor (e esta maldita humidade) aperta, mas já nem um banho de mar me lava a alma ou me dá alento. Estou cansado. Hoje sinto-me cansado.

18.7.05

Duas formas de ver as coisas.
















De facto, há sempre duas formas de ver as coisas, o problema é quando as duas visões partem da mesma entidade. São critérios, alguns dirão, jornalísticos. Outros chamarão preconceitos.

Saul Bellow


Um dos meus escritores favoritos. Infelizmente, já desaparecido.

Visões opostas do mundo...

Heraclito (544-484 a. C.): Nada permanece; tudo muda.

Parménides (515-440 a. C.): Nada muda; tudo é constante.

A função é mais importante

Uma das principais diferenças entre Carlos Pereira e Miguel Albuquerque tem a ver com uma coisa muito simples: enquanto que o primeiro está mais preocupado com a constituição da Câmara, o segundo está mais empenhado na função da Câmara. Oakeshott no seu “Moralidade e Política na Europa Moderna” explicou esta enorme diferença.

As novelas continuam

Tomasson assinou pelo Estugarda. Como é óbvio, para o senhor Veiga, que alimentou tão grandiosa odisseia, a culpa foi do jogador que começou a exigir demais.
Aguardam-se pedidos de desculpas. As contratações seguem dentro de momentos.

PS: O Miguel já voltou?

Sobre as elites

A ler, o artigo de António Barreto no Público. Infelizmente sem ligação.

Este blogue definha em lume brando...

13.7.05

Mais três !!!

Os corajosos guerreiros de Allah mataram mais três inocentes.
Utilizando os habituais métodos rasteiros, espalharam a dor, o terror e a morte. A reinvindicação do assassinato anuncia a luta até à destruição do Estado de Israel.
Numa altura em que os governantes israelitas fazem um esforço feroz para cumprir o acordado, acabar com os colonatos em Gaza, estes complexados vêm e tudo comprometem. Negociar com seres assim torna-se frustrante.
Resta a abnegação, a força, a energia e a fé de um povo, o povo escolhido mas, também e se calhar por isso, o povo perseguido. Essa força, que tive o privilégio de testemunhar, vencerá, sempre e no fim, o fanatismo.
A cara e a história das vítimas.
As notícias.
Três gerações estavam lá.

7.7.05

Londres 7-7-2005






De novo.

Os cobardes atacam de novo. Os terroristas (que alguns cúmplices chamam de militantes ou insurgentes) voltam a direccionar as suas acções animalescas para os inocentes, os civis.
Venham agora defender o fim de Guantanamo, venham agora defender o fim da intervenção no Iraque e no Afeganistão. Talvez o diletante Fernando Rosas queira negociar com os facínoras, talvez os estúpido-pacifistas do Bloco estejam dispostos a integrar uma Comissão de Reconciliação com estes hordas de destituidos. Talvez a sra. Deputada Ana Drago, a exemplo das asneiras que produziu em relação ao arrastão, venha dizer que nada se passsou no mítico Tube, que foi tudo fruto da nossa imaginação.
Esta gente (a muito custo que lhes chamo gente) sem escrúpulos merece, apenas, o nosso asco, o nosso desprezo. O único caminho possível é a luta sem tréguas, o combate decidido, até à eliminação destes fenómenos. Não existe negociação possível, nada se acorda com criminosos sem princípios.
Sinto dor e raiva perante as imagens que se sucedem nos diversos media, sentimentos que se acentuam quando recordo afirmações condescendentes e contemporizadoras em relação a estas matilhas de torcionários.
Uma última palavra de sentida e sincera solidariedade com os londrinos em particular e com os britânicos em geral.

6.7.05

Cadeia com eles (penas não inferiores a 5 anos) !!!

Energúmenos, vadios, bandidos, cobardes, vândalos, estúpidos, palermas, ignorantes, selvagens, bárbaros, idiotas, preguiçosos, arruaceiros, ocos, criminosos e diminuidos.

Os bandalhos do costume manifestam-se na Escócia. Desrespeitam e agridem os agentes da autoridade, destroem a propriedade privada, uivam e grunhem pelas ruas, conspurcam os espaços públicos, violam a lei, tudo em nome da defesa dos países pobres. Esta gentalha sem escrúpulos, a maioria indigentes vadios, julga-se no direito de reclamar alguma coisa. Poderiam estar com a razão absoluta mas o seu comportamento infra-humano retira-lhes qualquer laivo de legitimidade. Julgam ser detentores de uma superioridade moral acima de qualquer crítica (os portugueses dessa laia foram, memoravelmente, barrados à entrada em Espanha, quando se preparavam para asneirar em terras de Castela).

É, pois, importante que as autoridades britânicas não cedam e não tenham qualquer tipo de complacência. Urge dissuadir e, acima de tudo, castigar exemplarmente estas atitudes desprezíveis.

Era, talvez, altura dos países pobres mostrarem o seu repúdio pelos "apoios" que estes reles meliantes lhes estendem.

4.7.05

O Sr. Vieira

No seu insistente périplo pelo país, o Sr. Vieira do Benfica vai alimentando uma espécie de fantasia só possível, e praticável, por se aproveitar desse enigmático mundo do futebol e da gente ignorante que por lá abunda. O Sr. Vieira, personagem ainda hoje muito estranha e ambígua, está convencido que o Benfica pode tornar-se num clube de topo a nível mundial num curto espaço de tempo. Ele apoia-se na recente conquista do campeonato, numa campanha que quer atingir os 300 mil sócios e em discursos inflamados que visam inimigos imaginários. Já não vale a diligência. Criar ilusões para manter vivo um “gigante” há muito decadente, é uma manifesta ousadia que um dia lhe sairá caro. Por enquanto, o Sr. Vieira vai disfarçando a fragilidade e desorientação com a ridícula conquista de um campeonato atípico, ainda para mais convenientemente adornada por uma efusiva campanha popular. Mas na época que se avizinha, e presente numa Liga dos Campeões altamente competitiva arbitrada pelos melhores da Europa, sem qualquer espaço para falhas e sem pressões do Sr. Veiga (outro personagem de um filme de terror), o Sr. Vieira vai perceber porque é que o Benfica (tal como todos os outros clubes portugueses) não passa de uma nulidade evidente na Europa do futebol e porque é que os seus jogadores, para além de esforçados, são, na sua grande maioria, medíocres.

PS: Zenden, jogador mediano que foi dado como reforço do Benfica várias vezes, vai assinar pelo Liverpool, pondo fim a mais uma novela alimentada pelo Sr. Vieira e pelos jornais que adoram enganar papalvos.
Se houvesse um índice que medisse a quantidade de asneiras que saem nos jornais, não havia quem batesse os jornais desportivos.

2.7.05

"Atarrachador"

A RTP-Madeira coloca no ar mais um regionalismo. Suspense imenso mas, voilá, mistério desfeito, a escolha recai sobre “atarrachador” (sic), uma palavra tão banal aqui como em Trás-os-Montes ou no Alentejo.
Desconheço se houve mudança de orientação na rubrica ou ordens para perguntar banalidades. Mas uma coisa é certa: sem querer a RTP-Madeira inaugurou uma nova secção de regionalismos. Passou dos regionalismos falados para os, novidade suprema, regionalismos escritos. Só isso explica que nenhuma alma caridosa tenha percebido que é "atarraxador" e não “atarrachador”, como qualquer dicionário minimamente decente explica.

30.6.05

A natureza do mal

Infelizmente, o mal tem sempre muitos nomes científicos.

Contradições

O Diário de Notícias da Madeira despediu um funcionário alegando que os textos por ele escritos num blogue ponham em causa o bom nome da empresa. É a primeira vez, em Portugal, que tal sucede.

Curiosamente, o Diário de Notícias apregoa, há mais de 100 anos, a liberdade de imprensa que, como é óbvio, se devia traduzir em liberdade de expressão. Contradições...

Um abraço solidário ao Bento.

Perguntas (legítimas)

Se ganhar as eleições para a CMF, onde é que Carlos Pereira vai colocar as barreiras que impedirão a entrada gratuita de veículos no centro no Funchal? Ou haverá outro sistema - género video-vigilância ou "olho"-vigilância (com a colaboração da PSP e de uma qualquer PM)?

Sei lá, eu também, sempre que vou a Londres, lembro-me do Funchal. São cidades tão parecidas...

29.6.05

Bem prega Frei Tomás...

...fazei como ele diz, não como ele faz.

Mais papista que o Papa

No Parlamento Regional, um deputado do PS pavoneia-se em loas às famigeradas medidas apresentadas por Sócrates para combater o défice e colocar na ordem as contas do país. A sua intervenção incide essencialmente no fim de algumas regalias, há muito instituídas, dos funcionários públicos e no anúncio da austeridade e de uma espécie de nova ditadura que transforma tudo em números., em índices e em estatísticas. No caso em particular, Ricardo Freitas, o deputado em questão, referia-se ao congelamento das progressões automáticas nas carreiras e à passagem da reforma para os 65 anos, entre outras coisas (como o extraordinário aumento do IVA) que têm o objectivo supremo e ignóbil de culpar os suspeitos do costume.
Tudo muito bem. Nada que não se esperasse de um parlamentar da bancada que tem a mesma cor partidária do governo da República e que faz do seu discurso uma tentativa, vã e efémera, de legitimação da actual acção política de um executivo há demasiado tempo à deriva.
Mas o extraordinário nisto tudo, e espantem-se, é que o referido deputado é, para além de deputado pelo Partido Socialista, presidente do Sindicato Democrático da Função Pública na Madeira. Isso mesmo, leram bem: presidente do Sindicato da Função Pública na Madeira. Ora, neste cenário absurdo, não estaremos perante um caso gritante de incompatibilidade política? Como se sentirão os associados deste sindicato ao verem um presidente que não os defende e que não é com eles solidário? É para isto que servem os sindicatos? Bem fez Roberto Almada, deputado pelo Bloco de Esquerda, ao anunciar no hemiciclo que ia cessar imediatamente a sua inscrição neste sindicato e distribuir cópias do referido discurso pelos trabalhadores do mesmo. Se eu fosse sindicalizado, faria o mesmo.

27.6.05

Amuo da Esquerdalha

O circo está a pegar fogo. O Barnabé arde bem ....é como a palha.

Acabou-se o pavonear burguês da esquerda queque. Era de prever, falta-lhes a consistência e a fibra necessárias para qualquer projecto de médio/longo prazo. Vivem do e para o momento, da chama fugaz, da faísca.

O regresso de Mohammed Saeed al-Sahaf


Ele fez história. E deixou seguidores:
Kumba Ialá garante que não perdeu as eleições.
A dupla Daniel Oliveira/Ana Drago garante que não houve arrastão e que os assaltos na praia de Carcavelos foram provocados pelo pânico de uma carga policial.
Saddam Hussein garante que ainda é presidente do Iraque.
Eu, perante o delírio, não garanto nada.