4.11.09

Desculpa lá, Gonçalo...

Estava o Jorge Jesus, antes de um jogo com o Sporting, a falar com os jogadores nos balneários:- - "Eu sei que é uma chatice, mas temos que jogar contra eles...Faz parte do calendário, o que é que querem?
O Luisão responde:
-"Mas, oh mister, é preciso irmos todos?"
Então, o Di Maria levanta-se e diz:
-"Não é preciso! Eu vou jogar sozinho contra eles. Vocês podem ir descansar."
E Jorge Jesus lá concordou:
- "Ok, Di Maria. Então vai lá dar cabo deles."

O Jorge Jesus e os restantes jogadores foram até um café ali ao lado do estádio e começaram a jogar snooker. Estavam eles entretidos até que um se lembra de ir ver o resultado do jogo ao intervalo. O marcador assinalava: Benfica 1 (Di Maria aos 10m) - Sporting 0. Voltou à mesa de snooker e contou como estava o jogo. Passada uma hora, decidem ir todos ver o resultado final: Benfica 1 (Di Maria aos 10m) -Sporting 1 (Liedson aos 89m). Ficaram surpresos e Jorge Jesus dirigiu-se ao balneário onde estava o Di Maria com as mãos na cabeça e muito chateado.
- "Então Di Maria, o que é que aconteceu? ", perguntou Jorge Jesus.
- "O cabrão do árbitro expulsou-me aos 11 minutos ..."

2.11.09

PTE - boa prática com procedimentos pouco transparentes?

Portugal não é um país normal. Essa é uma constatação que não precisa de confirmação empírica. E neste país um pouco anormal, a verdade é que por vezes somos tentados a não termos, nós próprios, atitudes normais.
Ora, serve este preâmbulo para dizer que de tanto denunciar os esquemas, as falhas, as incompetências, às más políticas, as manhosices do governo de Sócrates, sentimo-nos tentados a calar quando tomamos conhecimento de outros processos muito mal explicados.
É o que acontece comigo: por tanto tentar pôr a nu algumas trapalhadas associadas ao Plano Tecnológico da Educação (PTE), começo a sentir-me o Velho do Restelo. Mas como a situação parece-me grave, entendo ter o dever de escrever sobre aquilo que a maioria dos portugueses desconhece.
Ora, para quem não sabe, no âmbito do PTE, as infra-estruturas de rede das EB2, 3 e Secundárias estão a ser substituídas para permitir internet de alta velocidade. Sim, não está apenas a ser actualizada, está a ser integralmente substituída. Mas, apesar de estarem a ser desperdiçados muitos milhões, ainda se aceitaria, se a coisa se ficasse por aqui. Mas não: aqui vai o role daquilo que me parece um esquema muito pouco transparente, que me deixa, como deveria acontecer com todos os democratas, muitas dúvidas, senão legais, pelo menos éticas:
- Todo o equipamento terminal está a ser colocado pela Cisco, que coloca equipamento, em qualidade e em quantidade, bem acima do necessário; (com custos bastante elevados);
- A Cisco tem como Director Internacional para o Sector Público (?) Diogo Vasconcelos, antigo presidente da UMIC e “pai” do “e-government” português, que veio desaguar no Plano Tecnológico (coincidência?) – para que não me venham acusar de sectarismo, este é um ilustre militante do PSD;
- O serviço de comunicação de dados e internet foi entregue em monopólio à PT, sem qualquer possibilidade dos “donos” das linhas (aqueles que as vão pagar) poderem optar por outras empresas, com a agravante de que qualquer alteração à rede tem de ser autorizada pela PT que, naturalmente, cobrará o serviço;
- Imposição destas negociatas às autarquias apesar de, entretanto, terem recebido todas as competências (e encargos) relacionadas com os edifícios escolares;
- Sub-empreitadas que não observam a lei em vigor, nomeadamente inexistência de projectos técnicos;
- Inexistência de comunicação e total ausência de informação para escolas e autarquias;
- Colocação de redes estruturadas sobre outras redes já existentes, violando, assim, toda e qualquer regra de remodelação.

Mas no âmbito da relação entre Educação e tecnologia, ainda há mais:
- Todo o software que está a ser produzido para o ME é suportado pela Beltrão Coelho, a mesma empresa que já havia recebido o monopólio dos quadros interactivos para as EB2, 3 (Interwrite), apesar de não serem nem os melhores nem os mais baratos do mercado;
- A manutenção do monopólio da JP Sá Couto, relativamente ao programa E-escolinhas. Não há aqui uma violação clara das regras da contratação pública e das leis da concorrência?

Não me oponho, naturalmente, ao PTE. Mas por concordar com a medida, não posso calar situações e procedimentos que me parecem muito questionáveis. E isto não tem a ver com partidos. Tem a ver com a qualidade da própria Democracia que me parece estar a ser posta em causa diariamente. Veremos se algum dia todo este processo será alvo de alguma investigação judiciária.
E depois digam lá que é perseguição!

Conferência Internacional do Funchal apresentada

A II Conferência Internacional do Funchal foi esta manhã apresentada, pelo vereador com o pelouro da Cultura, Pedro Calado, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A 6 e 7 de Novembro a capital debaterá temas de interesse para as sociedades actuais, como a Cidade, a mudança de paradigma energético, a criação de sociedades mais solidárias, as vulnerabilidades do sistema financeiro global ou a crise da democracia e da participação dos cidadãos.

São conferencistas Adriano Moreira, Virginio Bettini, Sérgio Gonçalves do Cabo, Oliveira Fernandes e Viriato Soromenho-Marques, director científico das conferências.

A inscrição é gratuita e pode ser feita, de forma simples, em

www.conferenciainternacionalfunchal.com.

No hotel CS Madeira, durante dois dias, debater-se-ão algumas das grandes temáticas da actualidade.

É preciso discutir?

Não é uma teoria. É um facto provado: quanto mais forte é a oposição, quanto mais capacidade crítica e de intervenção tiverem os partidos concorrentes ao poder, melhor é o Governo. Parece-me tão óbvio que acaba por ser um tema sem discussão possível.

31.10.09

E xanax, não?

E um Xanax, Paulo, não?

Só te consigo responder com duas sugestões. Primeiro Xanax. Dizem que acalma.

Depois, um remédio para a azia: "A um copo com água junta-se açucar e bicarbonato de sódio. Bebe de uma vez, senão, vem tudo para fora. E boa sorte".

Bom fim de semana.

30.10.09

Uma rara resposta

O Paulo teve um ataque de fúria semelhante àqueles que os candidatos à liderança do PS têm um contra o outro. Os ânimos estão mesmo exaltados para aquelas bandas, o que leva apoiantes e candidatos a perderem a noção daquilo que é razoável.

Chamar "debate democrático" à luta interna dos socialistas madeirenses só pode ser uma brincadeira. Os combates democráticos fazem-se de argumentos que devem traduzir ideias, não de acusações, insinuações, trocas de insultos. Nos combates democráticos não se usa a tribuna da AR para beneficiar um candidato em detrimento de outro. Não se "contam as espingardas" publicamente.

Basta ler os blogues afectos ao PS para perceber a dimensão catastrófica que a tal "discussão democrática" atingiu.

No texto publicado no "Farpas", o Paulo utiliza o tipo de linguagem que diz detestar, insultando quem acha que a "luta de galos" no seio do PS-Madeira chegou a patamares indecorosos. Utiliza ainda o tipo de argumentos que diz repudiar. A leitura do seu texto fez-me recordar algumas passagens de "O Triunfo dos Porcos". Vá lá saber-se porquê...

Post-Scriptum: Sempre disse e escrevi que uma oposição forte, corporizada pelo PS-M ou por outra força qualquer, beneficiaria a Madeira e os madeirenses, beneficiando ainda, por paradoxal que possa parecer, o PSD-M e o Governo Regional. A julgar pelo que se tem visto neste tal... "combate democrático" no interior do PS-M, esse dia está muito longe.

História

A 6 de Abril do ano da graça de 1453 os turcos otomanos cercaram Constantinopla. Nesse e nos dias seguintes, os homens de Maomé II e de Constantino XI lutaram furiosamente nas muralhas da capital do império romano do oriente, bastião da cristandade e da civilização. Enquando o faziam, a cidade recebia um concílio que discutia, não menos furiosamente, uma questão teológica: qual seria o sexo dos anjos. Uma lição de História para o PS-M.

29.10.09

Face oculta revela rostos socialistas

A "face oculta" revelou (gosto de oximoros) os rostos de Armando Vara, de Paulo Penedos, de José Penedos numa rede tentacular de corrupção e tráfico de influências. Coincidências entre eles: serem actuais ou antigos administradores de empresas públicas; serem ex-governantes; serem ex-dirigentes partidários. Ah e serem militantes do PS.
Que dirão agora as "prima-donas" que de forma acintosa e empedernida faziam colar a imagem do PSD às trafulhices de Dias Loureiro? Têm as madames alguma coisa a acrescentar?

Eleições no PS - de uns e de outros

Escrevi dois textos sobre o processo eleitoral do PS que foram merecedores de algumas reacções interessantes. Umas, pelo humor inteligente e pela capacidade que alguns têm em ver o absurdo em que por vezes estão(mos) mergulhados - a tal capacidade crítica que diferencia o bestial da besta. Outras pelo teor raivoso e estilo agressivo e manifesta incapacidade para reconhecer o esgar irascível que projectam no espelho.
Estes dois tipos de reacção mostram bem as diferenças entre uns e outros. Uns têm consciência da imagem que a hostilidade entre as facções do PS transmitem à sociedade. Os outros mostram a forma rancorosa, zangada, como enfrentam a vida e a política. Aliás, nada de estranhar, se atendermos que estes últimos fazem do congresso do PS um ajuste de contas pessoal, em vez de um debate político sério e rigoroso. Porque continuam sem perceber que foram relegados para segundo plano nalguns actos eleitorais porque não são detentores de direitos divinos que fazem de si eternos candidatos, ainda que tenham péssimos resultados eleitorais; ainda que sejam políticos medíocres; ainda que o seu trabalho cívico não tenha a grandiosidade com que gostam de imaginar.
Com quadros mentais desta natureza, não deixa de ter piada que projectem nos outros algumas das suas principais características.
Contudo, apesar disto tudo, espero que o debate no PS suba de nível e que os seus contendores revelem maior elevação. Porque a Madeira precisa de um PS forte. Ainda que me pareça que não será com gente da laia dos segundos que isso acontecerá.
But, then again, esse é um problema dos socialistas.

28.10.09

Democracia, aquela briga de cães em que se transformou a luta pela liderança do PS-Madeira?! Mas estamos em África?!

Os socialistas madeirenses dizem horrores de si próprios; os socialistas madeirenses ofendem-se e acusam-se das maiores enormidades; os socialistas madeirenses, na refrega política, fazem jus à miserável expressão "já chegamos à Madeira?". Mas os socialistas madeirenses, que não demonstram qualquer elevação mesmo nos debates internos, que comportam-se como um bando de cães atirados a um reles osso, não gostam que se denuncie essa luta de galos. Uns tentam desviar as atenção, com manobras à Jardim (irónico, não é?). Outros, acusam, os que comentam aquela briga de rua em que se transformou a luta pela liderança do PS/Madeira, de desconhecerem a democracia. Democracia, aquilo?! Só mesmo quando se está demasiado próximo aos hábitos tribais é que pode pensar (e dizer!) barbaridades destas.

27.10.09

Liberdades individuais vs saúde da população

Há uns meses atrás, o Portugal gay e o Portugal politicamente correcto ficaram ofendidíssimos quando o presidente do Instituto do Sangue defendeu a exclusão dos homossexuais da dádiva de sangue. Na opinião de Gabriel Olim, esta exclusão justificar-se-ia pelo facto dos “homens que têm sexo com homens terem, geralmente, uma prevalência da infecção maior”. Infecção de HIV, leia-se.
Logo apareceram os do costume a acusarem o Instituto de promover práticas discriminatórias, alegando que hoje “já não existem grupos de risco”. Ora, numa atitude profundamente demagógica, preferiam perpetuar um procedimento de risco, ao invés de assumir uma atitude defensiva e preventiva. Na mente destes senhores, era mais importante garantir os “direitos” dos homossexuais, do que privilegiar a integridade do banco de sangue nacional. Em troca de uma alegada defesa das liberdades individuais de uns poucos, ponha-se em causa a saúde de milhões.
Não sei se os que defendiam a tese da discriminação eram possuidores de toda a informação científica até então ao dispor. Mas a verdade é que passados apenas um par de meses, vem a epidemiologista Teresa Paixão alertar para o crescimento da infecção de HIV entre os homossexuais. De acordo com a investigadora, este é um dos “grupos vulneráveis” o que, na minha interpretação, significa dizer que são um grupo de risco.
Por norma e por princípio, tenho como axioma ético opor-me a qualquer forma de proselitismo. Contudo, como qualquer pessoa, também eu tenho estabelecida uma hierarquia de valores, que parte de um(s) imperativo(s) categórico(s), onde a vida e a saúde da maioria está antes dos direitos e liberdades individuais. Portanto, também sou apologista que havendo evidências de que se mantêm “grupos de risco”, como parece vir defender a médica, devem as instituições públicas intervir no sentido de minimizarem os riscos para a população. E, em minha opinião, foi isso que se limitou a fazer Gabriel Olim.
Mas isto levanta ainda uma outra questão que é para mim relevante: alguns movimentos cívicos portugueses têm vindo a assumir posições aparentemente progressistas relativamente a uma série de questões (que alguém colocou na ordem do dia). E quando alguém ousa questionar a eficácia destas posições, aqui d’el rei, que se está a ser sectário, que é-se retrógrado, entre muitos outros mimos com que se é distinguido. Este caso revela como por vezes essas atitudes ditas progressistas são imprudentes e questionáveis moralmente. Porque no alto da sua arrogância, esta pseudo-intelectualidade urbana não consegue ver que a defesa de valores tradicionais pode ter como único objectivo a defesa de outros direitos comuns, bem acima, numa escala de valor, do que algumas pequenas liberdades individuais, que mais não servem do que para afagar o nosso egozinho!

26.10.09

II Conferência Internacional do Funchal

Inscreva-se, e saiba toda a programação da II Conferência Internacional do Funchal aqui. Uma organização da Câmara Municipal do Funchal.

25.10.09

PS-Madeira quer ser poder? Deus nos livre...

Atendendo à gravidade de algumas afirmações, será possível a pacificação do PS-Madeira - se houver um mínimo de coerência e seriedade? Será que Serrão e seus apoiantes, ou Freitas e seu séquito, poderão "perdoar-se" uns aos outros? É que dizem coisas entre si, que nunca ousaram dizer do PSD-Madeira (conhecem-se bem!).
Mas não deixa de ser demonstrativo do que vale o PS. E apesar das minhas interrogações iniciais, não tenho dúvidas que quando houver possibilidade de partilhar a gamela, todos eles portar-se-ão como se de melhores amigos se tratassem.
Em jeito de síntese, a verdade é que reconheço a muito pouco gente do PS-Madeira, a qualidade, cada vez mais rara, de ser séria. E definitivamente não o reconheço aos dois candidatos e seus principais seguidores e mais aguerridos paladinos.

23.10.09

Inacreditável

A luta política no PS-M atingiu proporções inacreditáveis...Quantos anos demorará o maior partido da oposição a recuperar? Até às "regionais" de 2011 não creio, mas enfim...

Para consumo interno

A ideia de que o PSD-M pode votar favoravelmente o Orçamento de Estado (OE), caso a Lei das Finanças Regionais seja revista, não deixa de ter graça. Uma simples operação matemática leva a constatações, no mínimo, originais. Se não vejamos:

Se o PSD decidir abster-se, ou votar a favor do documento, Sócrates não tem qualquer problema. Caso o CDS decida aprovar o OE, bastam os seus 21 deputados para, juntamente com os 97 do PS, fazer a maioria. Estamos assim esclarecidos quanto à direita.

Já à esquerda, Sócrates necessitaria de uma "mãozinha" de Jardim. É fácil fazer as contas: Caso toda a oposição, com excepção do BE, decida reprovar o Orçamento, ficariam a faltar 3 deputados para a maioria. Poderiam, obviamente, ser os do PSD-M.

Caso fosse só a CDU a aliar-se a Sócrates e ao PS, ficariam a faltar quatro eleitos. O número de Jardim.

Com outros cenários que incluíssem mais abstenções ou alianças os deputados da Madeira não fariam qualquer diferença.

Não deixaria de ter graça um OE aprovado, por exemplo, pelo PS, pelo BE e pelo PSD-M...

Parece-me, de facto, um cenário improvável, pelo que a declaração política de Jardim deve ser levada em consideração no cenário da luta política regional, ou seja, é uma forma de dizer, aos eleitores da Madeira, qualquer coisa como isto:

"Eu estendi a mão, mas Sócrates não aceitou a oferta"...

22.10.09

Pronto, pronto, José... Leva a bicicleta

Apetece dizer, como se faz aos chatos: pronto, pronto, José, podes levar a bicicleta!

Não questiono as opções de Saramago. Não leio nem deixo de ler os seus livros por ele ser ateu, comunista ou outra coisa qualquer. Leio alguma coisa daquilo que publica porque o considero um escritor talentoso. Só isso.

Saramago não necessita do exagero para vender livros. Não precisa de ofender durante mais de uma semana quem se revê na Bíblia para fazer subir as vendas no Modelo e no Continente. Mas é aquilo que está a fazer, deliberadamente, numa espécie de campanha de marketing pela negativa. Começo por isso a perder a paciência. E o respeito pela personagem.

O livro que escreveu deve ser julgado pelo seu valor literário. Somente pelo seu valor literário. Ou será que Saramago esqueceu o facto de ser escritor de ficção?

Acredito piamente que os criadores devem ter total liberdade para abordar todos os aspectos da vida nas suas obras. Isso leva-me a não questionar aquilo que Saramago escreveu. Questiono é o exagero de pregador com que Saramago tem insistido na sua tese.

Percebo

Percebo a posição do deputado Carlos Pereira face ao voto favorável da sua bancada à proposta de alteração da LFR. Pelo menos é coerente, coisa que parece faltar a muitos militantes ou dirigentes do PS-M.

21.10.09

II Conferência Internacional do Funchal

A II Conferência Internacional do Funchal será um espaço aberto de debate e reflexão sobre o mundo contemporâneo. O programa será divulgado em breve.

Tipo-ideal definição

Tipo-Ideal: O tipo ideal é construído pela abstracção e combinação de um indefinido número de elementos que, embora presentes na realidade, nunca, ou só muito raramente, são descobertos nessa forma específica... Um tipo ideal não é uma descrição de um aspecto definido da realidade, ou uma hipótese; Pode, contudo, ajudar tanto na descrição como na explicação. Um tipo ideal não é ideal no sentido normativo - não traz a conotação de que sua realização seja desejável -. Um tipo ideal é puro no sentido lógico e não exemplar... A criação de tipos ideais não é um fim em si mesmo... construí-lo mentalmente deve ter como objectivo a análise de factos empíricos.

Tipo-ideal

Miguel defendeu João Carlos. Miguel fala do desnorte da liderança de João Carlos. Miguel não gosta de Serrão. Miguel, agora, gosta de Vítor. Miguel não existe. É só o tipo-ideal (no sentido weberiano do termo) de um militante do PS-M.

20.10.09

Surpresa? Mas qual surpresa?

Os deputados do PS votaram a favor da alteração à LFR um dia depois de terem anunciado que iriam optar pela abstenção... Estranho? Não. Tudo normal numa nau que está à deriva, com um capitão desorientado, imediatos que querem saltar pela borda fora o mais rapidamente que lhes for possível e marinheiros refugiados no convés à espera de uma tábua que os salve depois do naufrágio.

Alguns deputados do PS, contudo, devem ter passado um... mau bocado. Caso não acredite caro leitor, dedique algum tempo a ler isto...

19.10.09

Saramago: ateu fundamentalista, ou combatente da idiotice?

Naturalmente que me estou a marimbar para o que o senhor Saramago pensa acerca do cristianismo.
Não me incomoda, portanto, que o senhor, no exercício da sua liberdade criativa, escreva sobre personagens bíblicas. Ou, sequer, que use da sua escrita para difamar o Livro Sagrado, ou que se sirva dela para ofender todos os crentes (curioso que o senhor seja mais fundamentalista do que a maior parte daqueles que crêem em Deus).
O que me incomoda em Saramago, tal como me incomodou em Dan Brown, é que o escritor abuse da ignorância de outrem para questionar os fundamentos da fé cristã.
Quando afirma que se limita “a levantar as pedras e a mostrar esta realidade escondida atrás delas”, assume que a fantasia/ficção que criou para o livro é uma verdade hermenêutica. É, portanto, desonesto da sua parte, pois o objectivo é levar os mais incautos a tomar a ficção por realidade.
Estas afirmações têm, contudo, o condão de evidenciar a agenda de Saramago, bem como de outros ateus militantes: o que pretendem é promover uma evangelização ao contrário que é como quem diz, promover o ateísmo, como crença dominante. E assim se percebe quem é que é fundamentalista, nesta dicotomia religião-laicidade.

PS - Não se arranja para aí um fundamentalista do mesmo nível que lhe lance uma fatwa?

16.10.09

Neantilizar o ser?

Por falar em feministas, tomei conhecimento, via WOAB, de uma associação (não sei se legalmente constituída) que dá pelo nome de Feminist Philosophers.
Posso estar enganado, mas parece-me que esta é uma impossibilidade ontológica: como pode ser a filosofia alguma vez feminista? Ou machista?
A filosofia, como eu a concebo e, de resto, como acho que a própria WOAB a pensa, não pode estar amarrada a estas caracterizações de conveniência e circunstanciais. Basta, para isso lembrarmo-nos de Nietzche. Tentar colar à sua filosofia o rótulo de nazi é não só errado, como injusto e abusivo.
Aliás, radicalmente, este é um oximoro pois são dois conceitos inconciliáveis. É assim tipo a invenção de Sartre acerca do nada: como neantilizar o ser?
Assim sendo, não percebo como pode aceitar a minha amiga WOAB esta simplificação e subordinação da filosofia a um conceito (que não chega a ser sistema).

Elza Pais: feminista empedernida ou machista disfarçada?

Gostei de ver Elza Pais, presidente da Comissão para a Igualdade de Género e grande defensora da lei da paridade, nas suas novas funções de deputada, eleita pelo PS, defender o seu partido relativamente ao incumprimento da própria lei, da qual é tão zelosamente defensora. Antes, era vê-la a vociferar contra os partidos que colocavam mulheres nas listas apenas por ser conveniente e por parecer politicamente correcto. Agora, como deputada por um partido que objectivamente não cumpre as quotas (tem 29% de mulheres, quando deveria ser 33%), vemo-la, com igual zelo, defender o PS. Mas fantástica é a justificação: uma vez que os partidos apenas têm de cumprir com a quota dos 33%, apenas estão obrigados a colocar uma mulher em cada 3 candidatos. E pode acontecer serem eleitos apenas 2 (e nenhuma mulher) ou 5 (com apenas uma mulher) ou 8 (com duas mulheres), etc.
Ora, na cabeça da senhora, que tanto se bateu por esta lei (que é uma insanidade, digo eu!), desde que a aparência seja satisfeita, está tudo bem. Em rigor, para a senhora, todas as deputadas até poderiam renunciar aos seus mandatos, sendo substituídas por homens, que não haveria problema nenhum. Porque importante, foi obrigar os partidos a integrar 33% de mulheres nas listas. Ora, atitude mais machista, não poderia haver!

Câncio e o DN

Desde as eleições legislativas que o PS tem tentado fazer um ajuste de contas com o Público e com o seu director. E para quem está atento ao fenómeno noticioso, é óbvio que o Diário de Notícias tem sido o paladino desta vendetta.
O último episódio é o artigo de opinião de Fernanda Câncio, publicado hoje naquele matutino, onde a mais-que-tudo de Sócrates, ainda sobre o caso das escutas, aparece a disparar para todo o lado. Para todo o lado, alto lá! Apenas para aqueles malvados que tentaram tramar o bonzinho do Sócrates.
Ora, não me choca que o PS esteja a reclamar a cabeça de José Manuel Fernandes: era previsível, expectável e, convenhamos, o director do Público pôs-se a jeito. Também não me choca que estejam a tentar descredibilizar o jornal. A tentativa sistemática de descredibilizar aqueles que julgam ser seus opositores tem sido uma imagem de marca dos governos de Sócrates e desta gente que por ora domina o PS. Continua a ser grave, mas não é estranho.
O que me choca é que um jornal como o Diário de Notícias se preste a este papel. Na tentativa de arrasar com um órgão de comunicação social concorrente, o Diário de Notícias mostra o que vale e ao que vem. Demonstra que palavras como ética e deontologia não fazem parte do livro de estilo do jornal e foram banidas do léxico dos seus profissionais, a começar pelo seu director (será Ferreira Fernandes a única e honrosa excepção?).
Só assim se pode compreender como é que o Diário de Notícias continua a dar visibilidade a alguém como Fernanda Câncio, que faz uso da tribuna do DN para se auto-promover, para falar apenas de si própria e se auto-elogiar e para, abjectamente, fazer a defesa acrítica de todas as tontices de Sócrates, ou a apologia de todas as iniciativas políticas do PS. A senhora não é isenta, não é rigorosa, não é imparcial. A senhora mais não é do que um veículo da propaganda socialista, a lança do PS cravada na comunicação social.
Estaria tudo bem, não fosse eu ter achado, em alguma fase da minha vida que o DN até era um bom jornal. E enoja-me que esteja mergulhado nesta imundície.

15.10.09

O melhor seria dar à exploração

Apesar do que vai apregoando a máquina de propaganda socialista, a verdade é que Portugal vai sair desta crise mais tarde - e em pior estado - do que a maioria dos países europeus. E desta feita, não podemos culpar a crise internacional. A responsabilidade é inteiramente nossa.
A coisa só não será pior porque o “PS prudente” (felizmente, o PS não é apenas esta “cambada” que, pontualmente, se apoderou do partido) não permitirá os devaneios de Sócrates e impedirá a realização de todos aqueles mega-empreendimentos que prometeu durante a campanha. Apesar de serem mais promessas por cumprir, melhor assim, porque se as cumprisse seria o descalabro.
E ao contrário do que afirmam os instalados subservientes e a clientela socialista, não é com satisfação que os opositores deste governo constatam o óbvio. Lamento profundamente que Portugal não saia da cepa torta e aplaudiria qualquer governo que nos tirasse deste buraco para onde nos arrastaram. O que nos aflige – pelo menos a mim – é que não reconheço qualquer competência a Sócrates e aos seus apaniguados para nos conseguirem libertar dos grilhões da grise estrutural em que estamos mergulhados.
Ontem ouvia, na Rádio Clube, Vítor Espadinha que alto dos seus 70 anos afirmava que o melhor que havia a fazer por Portugal seria dar a possibilidade às multinacionais para fazerem um leasing: explorar durante 30 anos, com possibilidade de compra. Esta ideia naturalmente contrasta com aqueloutra de fazer um concurso público internacional para concessão da exploração, mas ambas coincidem no essencial: os portugueses não são capazes de administrar este país. E é com muita tristeza que cada vez mais constato que os “idiotas” que pariram estas “ideias absurdas” são bem capazes de ter razão!

8.10.09

Eleições em Lisboa

Posso estar enganado, mas estou convencido que Santa Lopes irá mesmo retirar António Costa da presidência da Câmara Municipal de Lisboa (o que acaba por soar a justiça poética: Santana Lopes saiu de Lisboa para ir para um governo de onde foi retirado com forte ajuda de António Costa. Este último abandonou o governo, para ir para a Câmara Municipal de Lisboa, de onde será posto fora pelo mesmo Santana Lopes).
Mas mesmo que o (sempre) renascido Pedro Santana Lopes não vença em Lisboa, a verdade é que a sua candidatura colocou António Costa e o PS em sentido. Prova disso é o absoluto desnorte do candidato socialista, político normalmente sereno e previdente, mas que tem demonstrado um histerismo invulgar. Aliás, a sua campanha mais não é do quem uma correria desenfreada atrás de Pedro Santana Lopes, que marca, definitivamente, a agenda política.
E nem aquelas medidas desesperadas de última hora, como a reunião que o (ainda) edil manteve com o movimento cívico contra o alargamento do terminal de contentores do Porto de Lisboa safam António Costa. Não tome cuidado e o descalabro pode ainda ser maior, pois o carácter eleitoralista e demagógico é por demais evidente!
Mas, se há alguma vitória antecipada é, neste momento, para os habitantes de Lisboa. Por pressão do candidato social-democrata, António Costa viu-se obrigado a assumir alguns compromissos que se traduzirão em benefícios para a capital. E, se mais não houvesse, essa seria razão de sobra para a candidatura de Santa Lopes já ter valido a pena!

Ao que chegámos....

Não sei, nem tenho palavras para classificar, a situação que se verificou ontem na inauguração, junto ao Tecnopólo. Mais uma vez a história repete-se. A cada acto eleitoral, a cada inauguração. São as consequências da entrada do Partido da Nova Democracia (PND) no espectro partidário madeirense.
Como é possível depois de 34 de regime democrático? Cidadão impossibilitados de "ver a obra feita"? Impedidos por quem? Por elementos de segurança privada? Agressões? Porquê? Qual o papel da PSP? Do Ministério Público? Do Presidente da República? Ninguém intervém? É isto que alguns classificam de "normalidade democrática"?
Eu, enquanto madeirense sinto-me completamente envergonhada e triste...
É caso para dizer, "Já Chegámos à Madeira!".

7.10.09

Is that for real?!

Ouvi Elisa Ferreira a prometer tripas para toda a gente, caso seja eleita. Tripas à moda do Porto, ora pois, mas também à tripa-forra, passe a redundância. Boas ideias, tem esta senhora. Percebe-se a sua escolha para dois cargos. Iluminada e com uma mente tão arejada, tem mesmo que estar no Parlamento Europeu.
Curiosa é a dimensão profética da afirmação. Elisa Ferreira, dissimuladamente, promete aos eleitores do Porto que, a exemplo do resto do país, terão de fazer das tripas coração, para sobreviverem sob a governação socialista. O que parecendo uma tontice, acaba por ser um bom serviço prestado à população do Porto, que avisado para o que aí vem (de Sócrates), não cometerá o mesmo erro duas vezes.

Is that for real?! II

Parece anedota mas não é.
Então não é que após o BE ter escarrapachado no seu programa eleitoral a proposta imbecil de acabar com os rodeos – atentado gravíssimo aos direitos dos animais, que, como se sabe, afecta particularmente Portugal - , não é que a presidente de Salvaterra de Magos, única autarquia do BE, autoriza a realização de um… rodeo, dentro dos limites do seu município! E clama coerência, o Louçã.
Valha-nos Deus!
É que este bocado de terra onde vivemos já não é um país: é uma anedota!

6.10.09

Típico

Sócrates começou o jogo do empurra, tentando "mandar" para as costas da oposição a obrigação de criar condições para governar. É típico.

Catástrofe anunciada?

Por onde anda a campanha do PS na "corrida" à Câmara do Funchal?

Não tenho nada contra o Rui Caetano, um tipo simpático que me merece respeito, no entanto, creio que é o mais fraco dos candidatos apresentados pelo PS à maior autarquia da Região.

O PS perderá, certamente, um vereador, arriscando-se mesmo a um resultado catastrófico no qual ficará sem dois eleitos. Domingo veremos...

29.9.09

Afinal, não será o partido vencedor responsável pela criação de condições de governabilidade?

Os socialistas reclamam que a vitória eleitoral foi deles e não compreendem porque é que a comunicação social (alegadamente) a subestima.
Nem sempre acontece, mas desta vez até estou de acordo com Sócrates. Foi uma vitória importante, sim senhor. Não percebo é porque raio o primeiro-ministro não informa Augusto Santos Silva e outros notáveis e ministeriáveis do seu partido acerca dessa vitória “estrondosa”. É que ao ouvir o ainda ministro dos Assuntos Parlamentares ficamos com a sensação que todos os restantes partidos foram vencedores. Confuso? Eu explico.
Alguns socialistas, preparando o choradinho do costume com o objectivo de condicionar as tomadas de posição dos restantes partidos, têm responsabilizado toda a oposição pela governabilidade do país. Parece que o PSD, ou CDS, ou o BE ou a CDU é que são responsáveis por formarem governo.
Ora, se algum partido tem a responsabilidade acrescida de garantir as condições de governabilidade, esse partido é o PS. Uma vez que será convidado a formar governo, tem de atender à realidade política do país, de forma a respeitar a vontade de todos os eleitores, porque será governo de Portugal. Não podem os socialistas assacarem responsabilidades aos outros partidos, demitindo-se das suas. Nem pode o PS exigir que a oposição respeite o voto dos eleitores que em si votaram e não atender que cerca de 60% dos votos fugiram para a oposição. E se o PS quer que respeitem os seus votos, tem de respeitar os votos dos outros. Porque não são menos legítimos, nem menos importantes, nem menos democráticos.
Deve o PS submeter-se aos ditames de partidos menos votados? Não sei, esse é um problema que o PS terá de resolver. O que os portugueses esperam do partido mais votado é que forme governo e aja responsavelmente. Terá de ceder? Provavelmente, mas isso é o que se exige a um bom governante. Saber governar em democracia implica saber negociar, implica interagir com os outros e não assumir atitudes arrogantes e prepotentes como o PS fez nos últimos 4 anos. O que não pode, o que não é democrático é que tendo a maioria parlamentar venha agora responsabilizar os partidos menos votados pela governabilidade do país. Porque isso sim, seria inverter o ónus da responsabilidade e essa é que seria a atitude dos que crêem que o PS não foi o verdadeiro vencedor das eleições.

28.9.09

Reequacionar prioridades

Bernardo Trindade é o principal responsável pela derrota (mais uma) do PS-M nas eleições de ontem. Foi ele quem fez a campanha. Foi ele quem escolheu a equipa. Foi ele quem ocupou o espaço mediático dedicado aos socialistas.

João Carlos Gouveia (antecipando o desastre?) esteve ausente durante 15 dias, dando todo o tempo do mundo a Trindade, com o resultado catastrófico que se conhece. E agora Bernardo? Há que reequacionar uma série de prioridades. Ou não?

Post-Scriptum 1: Na Madeira, a agenda dos meios de comunicação social não coincide, de facto com as preocupações do povo. O resultado de Bernardo Trindade é mais uma prova.

Post-Scriptum 2: A conferência de imprensa do líder do PS-M após os resultados eleitorais terem sido conhecidos entra no campo do surrealismo...

Parabéns a Rodrigues

Não posso deixar passar em claro a eleição de José Manuel Rodrigues para a Assembleia da República. Um prémio para a forma tranquila e segura como o líder centrista encara a política, fazendo uma oposição firme mas clarividente.

E agora, José?*

E agora, José? Ontem ganhaste. Mas em relação a 2005 perdeste votos, mandatos... uma maioria absoluta que viste escapar por entre os dedos, como grãos de areia no deserto em que ameaçaças transformar Portugal inteiro. Serás obrigado a governar sozinho, em minoria, com um presidente da Republica que, apesar de apregoar a estabilidade, nunca será teu aliado.

À esquerda é impossível fazer maiorias José, o que em princípio inviabilizará uma camaleónica viragem política. Repara que muito que cante vitória, Louçã ficou longe do estatuto que queria para si e para os seus: o de chefe de um partido capaz de influenciar, de forma decisiva, a governação.

Maioria, José, só com CDS ou com o PSD. Portas está numa posição invejável, com uma amplitude de movimentos e uma margem de manobra muito confortáveis. O tipo é um bom negociante, José. Gere, como mais ninguém na política portuguesa, a agenda mediática. Veremos até que ponto consegue que cedas em matérias que são caras ao eleitorado de direita, tais como a segurança, a imigração ou o Rendimento Mínimo de Inserção.

Oh, José, assim terás um problema: Se cederes ao CDS, em temáticas nas quais Bloco e PC têm uma visão quase coincidente, e radicalmente oposta à posição da direita, terás contra ti a extrema esquerda e a tua própria esquerda interna... Que dilema, José!

Já agora, enquanto Manuela Ferreira Leite liderar o PSD enfrentarás uma oposição firme, porém responsável. Depois...

A teu favor jogam os "timings" legais e políticos que condicionam Cavaco. Diz a Constituição que o Parlamento não pode ser destituído nos primeiros seis meses de uma legislatura e no último semestre de um mandato presidencial.

As contas são fáceis, José, mesmo para ti. Até Março ninguém te pode fazer mal e, como o Sr. Silva irá a votos em Janeiro/Fevereiro de 2011, estás seguro a partir de Julho do ano anterior. Complicado? Nem por isso. Se fosse inglês técnico...

Para acrescentar mais peças ao puzzle digo-te claramente que é mais fácil ser eleito contra ti do que a teu favor, ou seja, é impensável que te tirem o tapete em Belém antes de Cavaco garantir uma calma e tranquila reeleição. Terás de assistir calmamente ao processo, empurrando para a frente, alegremente, um qualquer candidato, e assobiando a internacional para o lado direito.

Terás dois anos e meio de segurança, embora com alguns sobressaltos prometidos. Mas depois de Cavaco ganhar tudo pode mudar, José... Estarás preparado?

O que eu duvido é que Portugal aguente mais três anos contigo. Talvez Nossa Senhora de Fátima ajude... Mas tu não crês, pois não?

São os dilemas de uma vitória, José...

* Título roubado a Carlos Drummond de Andrade

Duas razões para ter votado em Sócrates

Estas foram as duas razões que mais ouvi da boca de eleitores de Sócrates:

  1. Ela (Manuela Ferreira Leite) é muito velha.
  2. Com aquela idade e com aquela cara representa mal o país l á fora. Pelo menos ele tem boa re(a)presentação.

E estes são os motivos que levaram os portugueses a eleger Sócrates.

Como diz o ditado, cada povo tem o governo que merece!

What we've got here is failure com to communicate (...)!*

O povo português é
IMBECIL!
* Cool hand luke

25.9.09

Votem bem!

Até ao dia das eleições, não voltarei a escrever nenhum post. Espero que todos os democratas deste país votem bem, que é como quem diz, votem contra Sócrates!
Não podemos privar o mundo da engenharia portuguesa de tão notável profissional!

Concerto dos Xutos no Restelo!

Amanhã estarei lá, a comemorar 30 anos!

Toupeira no Público é madeirense?

Ouvi dizer que a notícia do DN sobre a alegada “inventona” das escutas ao presidente da República foi cozinhada na Madeira. Curioso que a Madeira tenha estado no centro destas eleições, desde o seu início. E ainda mais curioso que o PS não tenha querido fazer a campanha dos casos…
Mas a verdade é que tenha lá partido de onde quer que seja, se as mensagens de correio electrónico foram entregues aos vários órgãos de comunicação social por um jornalista do Público, isso revela uma PULHICE monumental e uma falta de carácter absoluta. E espero que tenha repercussões não apenas profissionais, como legais. Roma não pode pagar a traidores! Tenham lá os eles que rostos tiverem!

23.9.09

Epístola a Tino

Sei que o Tino não gosta de rótulos (curioso que utilize epítetos como “besta”, “cão”, “pulhas” entre outros, o que demonstra que ao nível de vernáculo, embora não goste, não lhe falta vocabulário), mas as vezes eles – os rótulos - são úteis para classificar. Eu cá gosto e sou generoso a distribui-los.
E assim sendo e atendendo ao post que demonstra uma virgindade e uma elevação únicas (pergunta lá o que pensam dessa tua elevação os alvos das tuas invectivas, aquando da escolha de Rui Caetano para encabeçar a lista do PS à CM do Funchal!), cá estou eu para, generosamente, atribuir mais uns.
Antes de mais, permite-me esclarecer que se algum dos conspiradores tem falta de elevação sou eu. Não generalizes a todos os meus companheiros de blog. Alguns até demonstram uma grande elevação, com escritos impolutos e não devem ser confundidos com o meu estilo brigão. Aliás, como de resto não o faço com o Farpas, porque os adjectivos com que te mimo não são, automaticamente, extensíveis aos teus colegas de blog. E repara que apenas te mimo com eles em algumas situações, o que, para uma discussão intelectualmente séria, é fundamental ter presente.
Posto isto, é óbvio que só posso considerar um absurdo defender a pureza de comportamentos do PS de Sócrates. Como também só posso considerar néscio alguém que defende a inocência deste governo. Como, igualmente, só pode me parecer palermice defender-se a democraticidade de um governo que quer (e consegue) controlar a comunicação social, as empresas e todos os demais sectores da sociedade (não percebo essa tua coerência, que varia de acordo com os pontos cardeais – e não me venhas acusar do mesmo, porque só demonstraria que nunca entendeste nada do que escrevi). Como obrigatoriamente tenho de considerar lacaio quem não se distancia dos comportamentos que este governo já nos habituou.
Assim sendo, reconheço muita importância aos adjectivos.
Mas, caro colega, não se pode exigir discussão de ideias aos outros quando nos convém, esquecendo que discutimos carácteres quando nos apetece. E tu fá-lo muitas vezes! Tu, e outros.
Existe, contudo, uma diferença: é que eu assumo tudo o que escrevo, sem me refugiar no anonimato, ao contrário do que se passa com muito boa gente que pulula na blogosfera, ora assumindo a sua identidade quando quer apresentar uma postura digna, ora tecendo ofensas anónimas, quando lhe falta em coragem o que sobra em imbecilidade. E tenho certeza de que conheces, como eu, muitos casos destes.
Quanto às ideias, olha que parece que apenas lês aquilo que te interessa. E não vou perder tempo e "apanhar" links. Mas dando de barato que não discuto ideias, também era só o que faltava. No blog para onde fui gentilmente convidado a escrever, faço-o sobre o que me der na real gana. E se apenas me apetecer distribuir bordoada, é isso que faço. Com estilo de rua, por vezes, é certo. Mas sempre devidamente identificado, o que pelo mundo da blogosfera é já uma qualidade rara!

PS – Não me elevo rebaixando ninguém. Porque apesar de me ter em boa conta (e, curiosamente, os meus sogros também!), tenho perfeita noção da minha dimensão (e jamais me consideraria um bom candidato para encabeçar qualquer lista, de qualquer partido, a qualquer município)!

22.9.09

Vitimização

Pelos vistos, os senhores do "Farpas" acreditam piamente que todos os posts aqui colocados lhes dizem respeito. Vai daí crêem - é uma crença - que o texto abaixo, intitulado "criaturas", é-lhes dirigido... Bem cada um acredita no que quer mas eu, honestamente, não tenho paciência para a vitimização.

Eu sei que é moda mas a sério, poupem-me. Como diz o povo, vão sem mim que eu vou lá ter...

Post-Scriptum: Curiosamente, são autoproclamadas vítimas que intitulam um post de "presidencial filha da putice", que chamam "tontos" a quem lhes enche a caixa de comentários, que chamam à Madeira "Xafarica", que acusam quem aqui escreve de "cegueira", "incoerência", classificando posts como "asneiradas".

As criaturas

O PS pressupõe que Cavaco esteve na base do "caso das escutas". Mais uma vez, vitimiza-se, fazendo de um facto não provado uma verdade absoluta. E critica a alegada "entrada" na campanha do Presidente da República. Esquecem-se, as criaturas, de que Sócrates só está no poder porque Sampaio, o socialista Sampaio, demitiu um Governo maioritário, sem razões que o justificassem, dando o poder, de mão beijada, ao engenheiro... Se não fosse dramático até tinha graça!