"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
5.11.05
Clichy
O norte assemelha-se cada vez mais a uma fortaleza sitiada. E se não conseguir corrigir as desigualdades internas, contribuíndo também para minorar as desigualdades entre povos ricos e pobres, arrisca-se a implodir..
A questão não é de esquerda ou de direita. É de consciência.
Cara Legal
4.11.05
Coisas do outro mundo

FALTAM 24 HORAS PARA O ARRANQUE DO FESTIVAL
Primeiro foi um ciclo de cinema….
Depois 7 dias 7 filmes
Agora, o Festival.
Li na imprensa continental que Marisa Cruz, Victoria Abril são as estrelas desta primeira gala do cinema do Atlântico.
Na tela vão passar grandes nomes, excelentes actores como Robert de Niro, num dos papeis mais interesssantes. Imaginem, faz de arcebispo do Peru, no thrilher dramático – “A Ponte de São Luís Rey”.
Neste mesmo filme vamos ainda encontrar Gabriel Byrne, Harvey Keitel e Géraldine Chaplin. A obra é a adaptação para cinema do Romance Homónimo (1927), de Thorton Wilder, vencedor do prémio Prémio Pullitzer.
3.11.05
Pouco democrático
2.11.05
Arte recomendada e recomendação
A Arte Povera (Arte Pobre) recebeu as influências da Arte Conceptual e apareceu quase como uma reacção à "assepsia" minimalista. Utilizando materiais precários, como metal corroído pela ferrugem, detritos ou pedras, questiona as propriedades intrínsecas dos mesmos, que podem mudar de características com o tempo oe ganhar qualidades estéticas absolutamente inesperadas, ou seja, entende que os materiais não são objectos passivos da criação artística. Antes contribuem activamente na mesma. O movimento questiona ainda os valores da moderna economia de mercado.
Pelo caminho, vejam as fotografias de Thomas Joshua Cooper (Fim do Mundo) e de Agusto Alves da Silva (trabalho encomendado pela Companhia Nacional de Bailado).
Já agora, uma recomendação a quem de direito: por favor, mudem a iluminação das salas de exposições da Casa das Mudas. É ridículo, por exemplo, olhar para uma fotografia de Cooper na qual pervalece o negro e ver o reflexo de uma luz de néon que ganha uma cor verde-vómito.
Legitimação
Questão importante
Esperemos que esclarecida esta importante questão se comece a discutir o país.
31.10.05
Como avança a democracia portuguesa
O Dr. Anacleto avançou porque o camarada Jerónimo antecipou-se.
O Dr. Soares avançou para evitar que o Dr. Cavaco andasse em passeio pela avenida.
O Dr. Alegre avançou porque se chateou com os amigos.
O Dr. Cavaco avançou porque ninguém na realidade lhe pode fazer frente.
Toda a gente devia ler este senhor
A moeda má, por Vasco Pulido Valente (Público, 30/10/2005)
"Parece que 20 por cento dos licenciados, que o país recentemente produziu, resolveram emigrar e, a julgar pelo passado, nunca mais cá voltam. Mas ficaram ainda mais de 40.000 no desemprego, incluindo muita gente com o mestrado e o doutoramento. Pior do que nós... só o Haiti e a Jamaica. E depois perguntam como Portugal chegou ao que chegou. Chegou assim: com políticas de uma inimaginável estupidez, conduzidas por meia dúzia de indivíduos que ignoravam militantemente a história e a realidade do país e se aplicavam a imitar o que se fazia lá fora e, em particular, o que se fazia na "Europa". Os responsáveis são conhecidos. Pela parte "técnica", Veiga Simão, Fraústo da Silva, Roberto Carneiro e Marçal Grilo e, agora, Mariano Gago. Pela parte do governo, Cavaco e António Guterres, que envenenou tudo em que tocou. Infelizmente nem perante o desastre se aprendeu a lição. De Cavaco a Sócrates, com uma persistência que roça o patológico, o regime continua a repetir que Portugal precisa antes de mais nada de "qualificação" e "formação".
Já se percebeu há quase meio século que não vale a pena "sobre-educar" sociedades com um mercado de emprego semi-arcaico, porque as "competências", sejam elas quais forem, de facto desnecessárias, desandam para onde as podem usar e, naturalmente, lhes pagam bem. Na prática, o contribuinte português paga hoje a "qualificação" e a "formação" de uma pequena parte dos "recursos", que por aí se chamam "humanos", da América e do Canadá, da Inglaterra e da França, da Espanha e do Brasil. E paga também a "qualificação" e a "formação" de 5.000 pessoas por ano, que o Estado enganou e condenou a uma vida para sempre frustrada.
E a história não acaba aqui. O Estado criou ou permitiu que se criasse uma enorme e abstrusa máquina, que vai do pré-escolar ao ensino superior oficial (hoje irremediavelmente degradado) e do "colégio" católico com subsídio por cabeça ao comércio vil de "universidades" privadas que são uma vergonha nacional. E, como o produto dessa máquina é largamente inútil, o Estado, para disfarçar a calamidade que ele próprio promoveu, mete inúteis num funcionalismo público igualmente inútil, que nos levou à calamidade maior da crise orçamental e da estagnação económica. A moral a tirar desta comédia sem desculpa é a de que o dr. Cavaco tem razão: nós gostamos mesmo da moeda má."
Humor negro
Frase tirada do MSN de um amigo meu.
Novo slogan da luta contra a gripe das aves: “Isto não será canja”.
Para afugentar as bruxas
Demos, transnos e diaños, espiritos das nevoadas veigas.
Corvos, transnos e meigas,
feitizos das meciñeiras.
Podres cañotas furadas, fogar dos vermes e alimañas.
Lume das Santas Compañas,
mal de ollo, negros meigallos, cheiro dos mortos, tronos e ráios.
Oubeo do can, prégon da morte.
Fuciño da sátira e pé do coello.
Pecadora língua da mala muller casada cum home vello.
Averno de Satán e Belcebú,
lumos dos cadavres ardentes,
corpos mutilados dos indecentes,
peidos dos infernais cús,
muxido do mar embravescido.
Barriga inútil da muller solteira,
falar dos gatos que andan a xaneira,
guedella porca da cabra mal parida.
Con este fol levantarei as chamas deste lume que semella às do Inferno,
e fuxirán as bruxas a cabalo das súas escobas,
indose bañar na praia das areas gordas.
!Oíde, oíde! os ruxidos que dan as que non poden deixar de queimarse na aguardente
quedando así purificadas.
E cando este berebaxe baixe polas nosas gorxas,
quedaremos libres dos males da nosa ialma
e de todo embruxamento
Forzas do ar, terra mar e lume,
a vos fago esta chamada:
- sé verdade que tendes mais poder que a humana xente,
enquí e agora,
facede que os espirítos dos amigos que están fora
parcipen con nós desta Queimada"
Parte do rito galego para afugentar Bruxas, que para além da oração acima transcrita, inclui a Queimada.
No original porque o Galego é das línguas mais místicas que conheço.
28.10.05
Festival Internacional de Cinema
Concentrando as actividades na Sala de Espectáculos do Teatro, no Café do Teatro e no Auditório do Jardim Municipal e aliando a 7ª a outras artes como a música, contribuirá para criar momentos únicos na baixa da cidade.
Trará, até ao Funchal, bons filmes, entre os quais se destaca, logo na sessão de abertura, "In To The Blue", película que muitos críticos apontam como forte candidata a finalista na corrida ao Óscar para o melhor filme estrangeiro.
Apostará na cinematografia espanhola, através da "Festa do Cinema Espanhol", projectando algumas obras clássicas do cinema de "nuestros hermanos".
No espaço Animarte, destinado a um público jovem, apresentará filmes como "A Floresta Mágica", primeira película de animação a 3D feita na Europa, pela produtora galega Dygra Films, como "Dragon Hill", de Ángel Izquierdo, ou "El Cid", fitas premiadas com os prémios Goya para os melhores filmes espanhóis de animação, respectivamente em 2003 e 2004. Ou como "Back To Gaya", escrito pelos argumentistas de "Bug's Live" e "Hércules".
Finalmente homenageará Cunha Telles, um dos mais importantes produtores (e realizadores) portugueses, nascido na Madeira. Uma figura relevante. Como o são Virgílio Pereira, o actor. Ou José Maria da Silva, o entusiasta, fundador do Cine Fórum do Funchal e homem de cultura. Creio, contudo, que nas próximas edições estes nomes estarão, seguramente, entre os homenageados pela organização.
Não se pode esperar é que de um momento para outro o Funchal se transforme numa espécie de Hollywood a meio do Atlântico. Que Brad Pit, Tom Cruise, De Niro, Di Caprio, Angelina, Mônica ou outros desembarquem no Aeroporto da Madeira de mala às costas. É perfeitamente patético pensar que isso poderia acontecer. É não ter sequer a noção da nossa realidade.
O Festival Internacional de Cinema do Funchal estrear-se-á este ano. Certamente, as próximas edições serão maiores. Mas há que ter a noção das coisas. Para já, é importante que se fale de cinema, que se veja cinema e que se viva o cinema. E se isso acontecer, estaremos já perante um sucesso.
Post-Scriptum: A programação completa do evento que, como já foi anunciado, decorrerá entre 5 e 13 de Novembro, já está disponível nos sítios do Funchal 500 Anos e do Festival. A consultar.
27.10.05
Dave Matthews
Francamente, não me recordo quem me ofereceu, como presente de passagem, DMB. Pouco importa, porque no caso em apreço a música foi mais importante do que tudo o resto. A prova é que sobreviveu.
Depois de "Under The Table And Dreaming" viajei por "Before These Crowded Streets", "Live at The Red Rocks" ou Busted Stuff". Parei breves períodos em "Listener Supported" e em "Some Devil". Agora, aterrei num álbum ao vivo, gravado em 1999 no Central Park.
Hoje, após anos de trabalho, DMB é um verdadeiro sucesso nos EUA, vendendo merchandising na mesma proporção que vende música. Vendendo até cruzeiros "Dave Matthews Band and Frieds Cruise" . Na Europa, particularmente em Portugal, a banda safa-se bem (apesar de ter tocado muito poucas vezes no velho continente). E na Internet corre uma petição "portuguesa" para a trazer ao Rock In Rio 2006. É a ordem natural das coisas.
Se quiser assine a petição. Eu fico com "Dancing Nancies". E dou a garantia de que se DMB vier ao "Rock In Rio" tentarei lá estar.
Dancing Nancies
(Under The Table And Dreaming, RCA Records, 1994 )
Could I have been
A parking lot attendant
Could I have been
A millionaire in bel air
Could I have been
Lost somewhere in paris
Could I have been
Your little brother
Could I have been anyone other than me
Could I have been oh, anyone other than me
Could I have been anyone
He stands touch his hair his shoes untied Tongue gaping stare
Could I have been a magnet for money
Could I have been anyone other than me
Twenty three
I’m so tired of life
Such a shame to throw it all away
The images grow darker still
Could I have been anyone other then me?
Then i Look up at the sky
My mouth is open wide, like and taste
What’s the use in worrying, what’s the use in hurrying
Turn turn we almost become dizzy
I am who I am who I am well who am i
Requesting some enlightenment
Could I have been anyone other than me?
And then i’ll
Sing and dance and
I’ll play for you tonight
The thrill of it all
Dark clouds may hang on me sometimes
But I’ll work it ou
tAnd then i Falling out of a world of lies
Could I have been dancing nancy
Dancing nancy
Could I have been anyone other than me?
Para reflectir
Ainda a propósito do famoso ranking das escolas, preocupa-me como cidadão, alguns aspectos do nosso sistema de ensino:- Numa das escolas que frequentei, o conselho directivo é 15 anos depois, ocupado pelas mesmas pessoas.
- A maioria dos professores do continente que vêm para a Madeira dar aulas, só o faz, porque não consegue colocação no resto do país. São os estudantes que têm as notas mais baixas quando saem das universidades. Caso contrário, davam aulas na santa terrinha..
- Curiosamente são os mesmos docentes que, após três anos de trabalho na Madeira, conseguem a desejada vinculação ao Ministério. Era pelo menos o que acontecia até há bem pouco tempo. Não sei se ainda assim é?
Mal obtêm o vínculo, agradecem e vão embora.
Quero com isto dizer, em primeiro lugar, que estamos perante um corpo docente instável. É mau para as escolas, péssimo para os alunos. Não podem desenvolver programas a médio e longo prazo. Em segundo lugar, existe uma nítida falta de rotatividade dos conselhos directivos das escolas. Se alguns são bons, outros existem que perdem o folgo com os anos.
É necessário injectar sangue novo nas direcções das nossas escolas, para criar novas dinâmicas. Basta estar atento ao que se passa no resto da sociedade. No entanto, alguns conselhos directivos julgam que a direcção das escolas é uma herança que lhes foi entregue. É necessário e urgente, colocar um ponto final nestas situações. São propícias a amizades, indesejáveis, para uma vida saudável, nos estabelecimentos de ensino.
De certeza que não é a solução, que vai acabar com as más notas, mas alguma coisa, terá que mudar.
26.10.05
Assinalando a efeméride
Desde ontem que um órgão de soberania anda a brincar às greves. Já estamos assim. Já falta pouco.
A presidencialização
Direito ao contraditório
Hadera



Há pouco mais de duas horas cairam mais cinco vítimas CIVIS em Eretz Israel. Cinco vítimas INOCENTES que se passeavam no mercado da cidade mediterrânica de Hadera.
Este ignóbil atentado foi reinvindicado pela Jihad Islâmica como forma de retaliação pela morte do seu líder militar Luay Sa'adi (notícias afirmam que o suicida tinha acabado de ser libertado de uma prisão israelita, no âmbito de uma troca de prisioneiros). Na prática a eliminação de um terrorista, inimigo militar e facínora deverá ser compensada pela eliminação de cinco vítimas CIVIS e INOCENTES, conta mais do justa dirão os anónimos que aqui costumam pastar.
Confirmo o Bento, sou Pró-semita (em face destes factos, que outra coisa poderia ser ?), quanto ao "Monstro", "Belo", "Jarbas" ou "Operacional", serão contas de outro rosário ..... dizer essas coisas é um estilo, uma forma de estar na vida, quem sou eu para contariá-lo.
E a confusão, perdão, a procissão ainda vai no adro
Uma delas, e porventura aquela em que maior desconhecimento o candidato revelou sobre a actualidade, surgiu a propósito da questão relativa ao referendo à despenalização do aborto - actualmente dependente de uma iminente decisão do Tribunal Constitucional.
Soares afirmou que "a questão está neste momento a ser discutida na Assembleia da República" - o que não acontece - e que "não se sabe se o Presidente da República manda ou não manda [o diploma] para o Tribunal Constitucional" - quando, de facto, Jorge Sampaio enviou há mais de quinze dias o diploma para o TC, cujo acórdão está para muito breve.
Numa outra situação, ficou por perceber se afinal Mário Soares tem ou não o cartão de militante do PS. O candidato a Presidente da República começou por dizer que tinha entregue o seu cartão de militante ao presidente do PS, na altura em que este partido era dirigido por António Macedo [há cerca de 20 anos] e que mais tarde, quando regressou à vida civil e António Guterres, numa cerimónia pública, lho quis entregar de novo, não o aceitara.
"Eu não aceitei. Não vale a pena, disse", recordou Soares, para logo a seguir afirmar: "Não voltei à militância, mas conservo o cartão que me deram, que é agora o de militante número um [por falecimento de António Macedo]. E se vier a ser eleito, como espero, nessa altura devolverei o cartão."
Também o tempo que permaneceu à frente do Partido Socialista ficou por esclarecer. Se numa primeira intervenção Soares disse ter sido secretário-geral do PS durante onze anos, mais adiante esse período estendeu-se a 13 anos.
Alguma dificuldade de concentração ficou patente, quando uma jornalista colocou ao candidato duas questões diversas. A primeira foi se iria suspender a militância no PS e a segunda por que razão pensava que os portugueses iriam desta vez pôr todos os ovos no mesmo cesto, retomando aliás uma expressão que em tempos foi usada pelo próprio Soares. Por três vezes, o candidato pediu: "Pode repetir a pergunta?"
Por lapso, o candidato confundiu as funções de Nuno Severiano Teixeira, chamando-lhe mandatário, quando o ex-ministro da Administração Interna é, na realidade, seu porta-voz de campanha. O seu mandatário é Vasco Vieira de Almeida, que estava sentado um pouco atrás." in Público, 26-10-2005 (sem ligação disponível)
Diálogo
Não se espera nada de bom deste diálogo.
Procurações Irrevogáveis
Gente remediada, que num dia para o outro enriqueceu. Empresários mais ou menos bem sucedidos, que deram passos maiores do que as pernas. Enfim, confesso que tenho assistido nos últimos anos, a uma série de fenómenos económicos inexplicáveis.
Até já comprei alguns manuais de alguns gurus da economia como, Joseph Stiglitz, Adam Smith ou John Keynes. (Este último é o ideólogo do modelo económico seguido por Alberto João Jardim).
Inclusive, cheguei a pensar que o problema era meu, que nunca fiz nada na vida, para ganhar dinheiro fácil.
Vivi assim até uns largos dias atrás. Altura em que alguém me perguntou se já tinha ouvido falar em, Procurações Irrevogáveis?
Empresários que para sobreviveram nesta micro economia, foram obrigados a passar procurações irrevogáveis a pessoas influentes, das respectivas empresas. Alguns desses documentos dão plenos poderes aos procuradores. Quem os passou são os chamados “testas de ferro”. São os homens que dão a cara. Os outros são os denominados “patrões sombra”. Não podem aparecer porque é eticamente e moralmente condenável, devido aos cargos públicos, que ocupam.
Apesar deste raciocínio parecer-me lógico, não acredito de ânimo leve, em tudo o que me sopram aos ouvidos. Daí que solicite, a vossa preciosa ajuda. Quem são os “patrões sombra” das nossas empresas?
25.10.05
Citação
Já todos sabemos como é Mário Soares na Presidência da República. Em contrapartida, se Cavaco for eleito, ninguém sabe com o que poderá contar."
Isto (esta máxima brilhante, de uma inteligência acutilante, reveladora de um cérebro fascinante e, quem sabe, de uma diarreia lacinante) foi tirada daqui. Não sendo cavaquista (já somos dois neste blog), cada vez que leio o que estes senhores escrevem convenço-me mais de que é necessário votar Cavaco. Nem que para isso seja necessário tapar os olhos com a mão esquerda...
Post-Scriptum: Boa sorte, caro amigo Carlos.
Ninguém quer saber
Se eu fosse jornalista, garanto-vos que tentaria saber, junto da Secretaria e das Escolas, se havia algum grupo de trabalho a estudar a situação. E garanto-vos que a resposta seria NÃO. Um belo, redondo, e taxativo não. O que explicaria alguns dos contornos do problema.
Mais uma vez, ninguém quer saber...
Festival de Cinema
A não Perder
24.10.05
Os sósias
O que têm em comum Cavaco, Soares, Alegre, Louçã ou Jerónimo? São todos conservadores. De direita ou de esquerda, são todos conservadores.
Esclarecimento
23.10.05
Texto em Construção
Nunca foi nem nunca será fácil escrever.

Ontem tinha esta ideia, hoje vivo com uma certeza.
É precisamente a partir deste terreno vazio, que quero fazer um post.
Quero, mas nem tudo o que quis fazer ao longo desta passagem, demasiado, atlântica, consegui. Aliás, deixei para trás muita coisa por fazer, enquanto outras coisas , acabei por fazê-las, mas não como queria.
Optei por começar a escrever assim, como poderia “vomitar” (que os leitores mais sensíveis não se impressionem) ideias. Não costumo ser nojento. Às vezes saem-me da boca palavras bonitas. Tão bonitas que, alguém alerta-me para o que digo. Já houve quem chegasse ao cúmulo de repeti-las. Coisas do género: - foda-se, cabrão, filho-da-puta. Sinceramente, se é para não dizer, para quê repeti-las?
22.10.05
Palavras para quê?
Aproxima-se o dia C.Pela primeira vez, perto da sua casa.
Grandes filmes, inéditas obras, actores que você nunca mais vai esquecer...
Reserve o seu balde de pipocas. E Não se esqueça!
Troque o telemóvel pela sua avó. Ela faz-lhe melhor companhia.
Grandes emoções, Grandes planos: - de lado, de pé......de cima, de baixo. Lentos, longos e...
Condição indespensável para sentir o máximo prazer. Tudo com a luz apagada.
FALTAM 14 DIAS
20.10.05
A Dama de Ferro
Gosto muito de ouvir falar os nossos políticos.De vez enquanto, fazem uns discursos muito interessantes.
A Secretária dos Assuntos Sociais anunciou avaliações para os centros de saúde. foto roubada
Confesso que gostei da atitude da mulher. Não sei se alguém já lhe chamou, Dama de Ferro? Se ninguém ainda se atreveu, digo-vos que estão a cometer uma grande injustiça. Reparem no pormenor. Deu posse aos senhores Doutores dos Centros de Saúde….e na mesma cerimónia exigiu-lhe, dedicação, trabalho, responsabilidade, inovação e profissionalismo. A eles e aos restantes subordinados. Disse mais! Se bate à porta dos Centros de Saúde pessoas cujo problema não é única e exclusivamente do foro médico, não lhes devem virar as costas. Têm o dever de encaminhá-los para as instituições certas.
A Estudante é de facto uma mulher com – (que me perdoem as senhoras) tomates.
Quer que os centros de Saúde façam avaliações internas dos serviços. Além disso, garantiu a execução de exames, externos, para aferir a qualidade das respectivas unidades de saúde.
É de louvar numa terra como esta, a coragem desta mulher.
No entanto, existe um, pequeno, pormenor. Uma daquelas coisas sem importância, no meio desta boa vontade “britânica” que me intriga.
Foram nomeados 13 directores de centros de saúde. Destes, apenas dois, estão a ler bem, dois, é que mudam de local de trabalho. Agora a pergunta é a seguinte: como pode a Senhora Secretária exigir mudanças, quando o que está a pedir é aos mesmos que já lá estavam? Os tais que vão manter à frente dos respectivos serviços, o senhor B, Y e Z. Os três crónicos, que não vão para o trabalho. Saem da casa para o emprego.
Se não acredita Senhora Secretária, eu dou-lhe um exemplo, que se passou comigo. Um dia destes dirigir-me ao Centro de Saúde para levantar o Cartão electrónico de utente, com uma carta do Serviço Regional, na mão. A funcionária que me atendeu recusou fazer a entrega. Disse que era necessário apresentar um talão. Um papel com mais de um ano, que me foi entregue na altura em que fiz o pedido. Ainda lhe perguntei se era mesmo necessário? Se a carta não era suficiente. Para não me chatear vim embora.
Se é a contar com esta gente que reconduziu que espera fazer a revolução, é melhor repensar o discurso e rever os objectivos.
Já estou curioso para ver o ranking dos centros de saúde da região.
Angelino Mata Câmara
Diálogos surpreendentes
- É. Obviamente que sim!
- Ah! Era só para saber...
- Então porquê? A que se deve esse teu súbito interesse?
- Estive a ver o currículo do novo Director Regional e por momentos quis-me parecer que não era.
- Pois...
O BES sabe (e o Millenium também)
Mais uma vez, o nome da "Praça" da Madeira é colocado na praça pública. E por razões pouco edificantes. "Já falaste com o teu banco? Não. falei com o teu. O BES sabe". Mais uma vez. Mas desta vez, o Millenium também. E sabe-se lá quem mais...
19.10.05
A blogosfera está a crescer.
Assim, quero destacar um blogue humorístico, outro sobre o absurdo e ainda outro sobre fantasias e delírios. Reparem que o primeiro post em qualquer um deles apareceu às 00h05.
[Adenda]: Parece que a mesma notícia também é referida no JN e no DN.
Farmácias
Miguel "The Snif" Sousa Tavares
Esse ser de conduta abjecta, na linguagem de carroceiro a que já nos habituou, mentiu, insultou e asneou revelando os seus complexos e invejas. Faccioso como ninguém, tendencioso como poucos e malcriado por excelência (tem a quem saia) não hesitou em desferir comentários eivados de raiva irreprimida e excitação misteriosa (para alguns).
Talvez esteja na altura de se sujeitar a um apoio psiquiátrico, confesso que à medida que as suas idiotices se avolumam a minha estranheza quanto aos seus reais objectivos cresce.
Ivan voltou
Na crista da onda, Ivan Nunes atacou brutalmente o então presidente da Republica, Mário Soares, num artigo estampado no Público. Tempos depois, engolido pela voragem de Louçã, Portas, Rosas e sus muchachos, desapareceu da cena política.
Durante uns anos limitou-se a preencher com idiotices um blog que nunca aqueceu nem arrefeceu. Atravessou o deserto. Não foi tido nem achado.
Mas como dizia a minha avó, "não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe". E Ivan Nunes reapareceu. Na Comissão Política da candidatura de Mário Soares. E num blog de nome Super Mário, no qual contracena, entre outros, com Vital Moreira. É caso para dizer que o Ivan, tal como o mundo, dá muitas voltas.
18.10.05
Finalmente!
Já agora, só para ver se esta época ainda se salvava alguma coisa, a ideia de contratar Camacho não é má. Ou ele, ou Paul Le Guen, um dos melhores treinadores franceses. Temo, no entanto, que nos apresentem uma "solução da casa" do género Manuel Fernandes ou outro do mesmo tipo.
Venha quem vier terá uma missão dificil: reconstruír uma equipa onde abunda o talento (Moutinho, Custódio, Liedson, Douala, Pinilla, Varela, Nani) mas à qual faltam referências. A dispensa absurda de Pedro Barbosa destituíu o balneário de um verdadeiro líder (Beto, está mais do que visto, não tem e nunca terá essa dimensão. Só um treinador perfeitamente descontrolado permitiu que mantivesse o estatuto de capitão após a bárbara agressão a um colega de equipa).
Vamos esperar que venham Dias melhores.
Curiosamente, nem o FC Porto nem o Benfica podem respirar tranquilos: os primeiros parecem percorrer o mesmo trilho que percorreram a época passada; os segundos vêem recuperando de um começo desastrado. Mas conhecendo a tradição recente, um precalço singular pode deitar tudo abaixo.











