"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
6.8.09
Boas atitudes (actualizado)
Mas não julgues, caro Rui, que ganhaste um eleitor...!
Quero também aqui enaltecer a entrada na política activa de uma jovem blogger madeirense, a Luísa Gouveia.
É n.º 3 da candidatura do CDS ao Município do Funchal. Merecem reconhecimento os candidatos que sabem que o único tacho que terão é trabalho. Como também é salutar a entrada de jovens na política, que não provenham do carreirismo das jotas (que prestam um péssimo serviço à democracia). Bem visto por Lino Abreu.
Boa sorte!
PS - Para quem passou por cá antes da actualização deixo a pergunta: terá sido um acto falhado?
Más atitudes
Como espero que o PS/Madeira tenha algum pingo de vergonha e não se tente aproveitar politicamente de um acto cujo julgamento deve ser apenas judicial!
5.8.09
Entregues à bicharada ou mais uma boa razão para não votar em Sócrates!
A Opus Gay tem consistentemente defendido que os partidos deveriam apresentar nas suas listas eleitorais candidatos homossexuais, que defendendo ideias sociais e proprias, possam reflectir as diferentes sensibilidades desta comunidade LGBT plural.
Neste sentido, vimos congratular-nos com a escolha do PS na pessoa do Dr.Miguel Vale de Almeida, pois certamente será um excelente suporte para a defesa dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, que a direcçao do Partido Socialista prometeu levar a bom termo na próxima legislatura.
Nao podemos, portanto, senão apoiar vivamente esta escolha e incentivar os outros partidos a que também enveredem pelo mesmo caminho.
A Direcção da Opus Gay
Antonio Serzedelo
PS - Idiota, puramente idiota, para além de preconceituosa, a apologia que esta organização faz da inclusão de homossexuais nas listas dos partidos, pela simples condição de serem... homossexuais. Dizem estes gajos que apenas querem que lhes sejam reconhecidos os mesmos direitos! Pois a mim parece-me que o que pretendem é espalhar a boa nova gay. Aviso desde já: contra essa doença, estou vacinado!
Sinceramente, há com cada uma neste mundo...
Sobre as listas do PSD
Antes de mais, o respeito pelas estruturas locais não significa cedência ao caciquismo. A líder do PSD tem o dever de ouvir as distritais mas não está, de modo algum, refém dos nomes que essas estruturas indicam. Aliás, na Madeira, conhecemos bem o que aconteceu quando a liderança do PS deixou-se manipular pelas concelhias, permitindo a golpada que levou alguns ao poder (e que não mais de lá foram arredados).
É, portanto, perfeitamente legítimo que Manuela Ferreira Leite indique para as listas pessoas que lhe estão próximas e que lhe garantam alguma estabilidade. Ainda para mais, porque o PSD pode vir a ser poder em governo minoritário e tem de se precaver contra a possibilidade de terrorismo interno (que alguns poderiam ter a tentação de implementar). Posto isto, é legítima a exclusão de Pedro Passos Coelho e de Miguel Relvas das listas. Reconheço a qualidade de ambos, bem como o facto de poderem constituir-se como mais-valias eleitorais. Mas percebo a opção; é legítima e democrática. E do ponto de vista eleitoral, esta até pode vir a ser uma medida que colha junto do eleitorado porque demonstra a sua resiliência, obstinação e inflexibilidade às vontades dos caciques.
Tenho mais algumas resistências relativamente à inclusão de Helena Lopes da Mota e António Preto nas listas. Acho que Marques Mendes havia implementado um bom princípio de que suspeito de corrupção e arguido não é candidato. Este é um retrocesso enorme do ponto de vista democrático, da transparência e da moralidade e terá consequências eleitorais, para além de causar algum incómodo a Manuela Ferreira Leite. Mais, é que a opção nem se justifica pela qualidade de ambos que, em minha opinião, deixa muito a desejar.
Por outro lado, também não percebo a inclusão de Nogueira Pinto. A esta reconheço qualidade, mas não percebo como se pode premiar alguém que apoia António Costa para Lisboa, nem o que espera ganhar Manuela Ferreira Leite. É que, a valer alguma coisa eleitoralmente, Nogueira Pinto vale à direita e não é com essa que o PSD tem de se preocupar. Por isso, apesar de achar que os partidos não devem ser agências de emprego para os carreiristas, percebo alguma revolta interna na distrital de Lisboa.
Ah ganda Patricío!

4.8.09
Ainda as inconstitucionalidades do Estatuto Político-Administrativo dos Açores
Por isso é que os partidos que aprovaram o documento demonstraram uma aparente incapacidade política, quando se sujeitaram a enfrentar o Presidente numa temática em que a lei estava manifestamente ao lado de Cavaco.
E falo em “aparente” porque a inépcia não pode ser assim tão grande! Então os deputados não sabiam, como Cavaco sabia, que este diploma iria parar inevitavelmente em cima da mesa dos juízes do Palácio Ratton? E não estavam informados, como Cavaco estava, acerca das inconstitucionalidades? E não antecipavam, como Cavaco o fez, que o Tribunal Constitucional as iria mandar retirar? Ou, por outro lado, sabiam de tudo isto e aprovaram o documento apenas para contentar os partidos e o povo açorianos, num aparente recontro com o Presidente, como se fosse paladinos da autonomia, contra o centralismo de Cavaco, sabendo, contudo, que, mais tarde ou mais cedo, aquelas normas seriam retiradas?
Sinceramente, sinto-me mais inclinado para esta versão porque estou convencido que as cúpulas partidárias – da esquerda à direita – de Lisboa são centralistas e não vêem com bons olhos o aprofundamento das autonomias. E apenas fazem a sua apologia por razões eleitoralistas, para contento das estruturas partidárias regionais e porque receiam a emergência de um real separatismo por parte das populações insulares.
Se os partidos políticos que aprovaram o Estatuto Político-Administrativo dos Açores fossem, efectivamente, favoráveis ao aprofundamento das autonomias, esperavam pela revisão constitucional – existia consenso partidário na Assembleia que permitia alterar a Constituição - de forma a fazer passar as normas declaradas inconstitucionais. A questão é que não as queriam ver aprovadas e esta foi uma óptima forma de saírem airosamente.
E eram assim tão importantes essas normas, para o aprofundamento da autonomia dos Açores? Não, mas eram simbólicas e eram equilibradas. Especialmente o artigo 114º, que consagrava a obrigação do chefe de Estado de ouvir todos os órgãos regionais, antes de dissolver a Assembleia Legislativa Regional, ou o artigo 140 que limitava a intervenção da Assembleia da República no que ao Estatuto dizia respeito. Estas são duas normas simbólicas que, se aprovadas, revelavam confiança nas autonomias e na capacidade dos povos insulares decidirem o seu futuro.
Os juízes do Tribunal Constitucional fizeram os que lhes competia e estiveram bem. Cavaco deu o peito e mostrou a sua posição e esteve bem. Mas aos partidos que se auto-intitulam de defensores das autonomias outra forma de estar. Pedia-se menos miopia, menos pequenez, menos politicazinha de trazer por casa, menos estratégia partidária de pequenos interesses. Estiveram mal e, tentando esconder, mostraram a sua verdadeira face.
Justifica-se
Má vontade de quem, camarada Isalto? Da população? da justiça? Dos media? De todos em conunto e de nenhum em particular?
É assim, a atirar para todos os lados, que Isaltino anuncia uma recandidatura surrealista a mais um mandato na Câmara de Oeiras. Condenado em primeira instância a 7 anos de prisão efectiva, tendo o tribunal dado como provados 4 dos 7 crimes de que vinha acusado, o camarada Isalto vitimiza-se e enfeuda-se no seu município da periferia de Lisboa. Curiosamente, o país, através dos seus políticos, permite que isso aconteça. De facto, se há má vontade contra os detentores de cargos públicos, casos como o de Isaltino só vêem comprovar que a péssima imagem de que gozam os mesmos é perfeitamente justificável.
3.8.09
Melhor Benfica dos últimos anos?!
Sinceramente estou a gostar deste meu “novo” Benfica. Chegaram jogadores de indelével qualidade – como são os casos de Saviola, Javi Garcia e Ramires - e alguns dos talentos que por lá andavam apagados rejuvenesceram – como acontece com Aimar, Di Maria e Cardozo.A equipa não só demonstra um melhor futebol, como encara os jogos com uma garra que há muito andava alheada da Luz.
Parece, portanto, que Jorge Jesus é o homem certo no lugar certo. E até eu começo a ficar convencido que, talvez, o JJ seja, afinal, treinador para o Benfica. A diferença da qualidade do futebol praticado e da entrega dos jogadores indicia isso mesmo, ainda que reconheça que todos estes jogos têm sido a “feijões” – tendo, contudo, já defrontado alguns adversários difíceis.
Estou, portanto, satisfeito e optimista relativa mente à época futebolística que se avizinha.
Só que, à boa maneira portuguesa, ando cá com uma “pulga atrás da orelha”: estranho algumas contratações, algumas dispensas e algumas permanências.
Vamos, antes de mais às contratações. Para quê ter garantido o empréstimo de Keirrison, que custa 3.5 milhões de Euros/época, se já vimos que não será titular e que talvez nem seja segunda escolha? Não está em causa o talento do jogador – que eu, de resto, nem conheço – mas pagar 3.5 milhões em ordenados para um jogador que não sabemos o que vale, parece-me demais. Ainda por cima, se ele jogar e valorizar-se, quem beneficiará com isso é sempre o Barcelona!
Por outro lado, temos a insistência na contratação de César Peixoto. Qual a necessidade de o contratar, se ainda este ano contratámos o Schaffer (para titular, presumo eu) e tínhamos o Jorge Ribeiro e o Sepsi para eventuais suplentes no lado esquerdo da defesa? Isto para já não falar de David Luiz que, como vimos na época passada, pode perfeitamente fazer o lugar.
Também não percebo a contratação de Júlio César. Então vamos ao mercado buscar um terceiro guarda-redes? Que falta faz? Para terceiro, não poderia ficar o Moretto?
Quanto às dispensas, naturalmente que discordo do empréstimo de Sepsi até porque tenho dúvidas que Peixoto seja mais jogador que o romeno.
Relativamente às permanências, então temos agora 6 (!) avançados e vamos ainda ficar com o Mantorras? Para quê? É que nem para peças ele já serve e o Benfica não é a Santa Casa da Misericórdia. Tenho pena do que lhe aconteceu, mas como benfiquista acho que só deve ficar no plantel quem estiver em condições de jogar à bola. E nem o empolgamento que o angolano provoca do Terceiro Anel justifica a sua permanência e o seu ordenado.
Por tudo isto, tenho algum receio que a política de contratações do Benfica não esteja apenas a ter em conta as reais necessidades desportivas da equipa. Que outros interesses mais obscuros estejam por detrás de algumas escolhas. Como acontece, frequentemente, com o FCP e que eu desejaria que não se replicasse no meu “Benfas”.
Despedimentos no DN, ou a hipocrisia de alguns políticos madeirenses
Posto isto, partilho da visão do Nélio de Sousa no que toca aos motivos evocados para estes despedimentos. O Diário de Notícia das Madeira sempre foi um jornal “arregimentado” e todos sabemos que os choques com o governo regional mais não são do que “arrufos de namorados”. E por isso, nunca o Diário foi prejudicado relativamente à publicidade institucional. Para já não falar nas cachas que era/são dadas ao Diário por todos os governantes madeirenses, mesmo ao mais alto nível, bem como pelos empresários.
Assim sendo, tenho algumas dúvidas que as quebras de receitas advenham de uma alegada concorrência desleal por parte do Jornal da Madeira. Porque a verdade é que o Diário de Notícias de hoje não é o mesmo de há 10 anos. E acho que a empresa deverá reflectir muito bem a cerca do futuro da publicação. Porque apesar de ter sido sempre um jornal de regime, isso nunca impediu que a informação fosse isenta, rigorosa e de qualidade. E talvez seja exactamente a qualidade editorial (ou a falta dela) que leva o Diário perder leitores (e estará a perder?!).
Por outro lado, indigna-me profundamente que uns palhaços se aproveitem desta situação para fazer a política mais rasteira e imbecil, atribuindo estes despedimentos ao governo regional da Madeira, por financiar um órgão de comunicação social concorrente. Conforme tenho visto, alguns destes energúmenos colocam o ar mais choroso e lamentam os despedimentos, como se estivessem realmente preocupados com as pessoas. Daqui a nada estarei mesmo a vê-los a pedir uns apoios para a empresa. Mas não tiveram/têm o mínimo pejo em exigir os despedimentos de algumas dezenas de funcionários do Jornal da Madeira, caso este encerre, conforme defendem. Então, só incomoda se os despedidos forem do Diário de Notícias, porque se forem do Jornal não há problema, é?!
Conforme dizia a minha avó, vão mais é ser hipócritas lá para o raio-que-os-parta!
2.8.09
Pensar antes ajuda, ou não?
Let Your Light Shine On Me
Blind Willie Johnson, músico de blues e gospel nascido no século XIX interpreta aqui este fabuloso Let Your Light Shine On Me, uma canção de cariz religioso (como a maioria daquelas que cantou). Deleitem-se.
1.8.09
Um abraço solidário
Quero, contudo, deixar um abraço solidário a todos aqueles que saem e, em particular, a algumas pessoas com quem trabalhei durante anos e com quem partilhei alguns dos meus dias mais gratos no jornalismo.
São os casos do Spínola e da Teresa, dois excelentes reporteres fotográficos, cuja perda vai, certamente, empobrecer as edições do Diário. É também o caso da Paulinha, uma jornalista tenaz e dedicada, com a qual, enquando assessor de imprensa da Funchal 500 Anos, lidava quase diariamente. É o caso do Márcio, um dos tipos que conheço que melhor escreve e com quem passei excelentes dias no Porto Santo, nos tempos em que eu publicava no Diário e ele no NM. É o caso da Teresa Florença, cujos textos eram sinónimo de credibilidade. Com estes privei mais, trabalhei mais. A estes conheço melhor.
Extendo, como é óbvio, a minha solidariedade à Rosário Martins, ao Filipe, ao Saturnino, ao Emanuel Pestana, ao Artur e a todos os outros.
Creio que todos eles, pela qualidade do seu trabalho, vão encontrar soluções para o seu futuro profissional. Depois do desânimo que uma notícia destas provoca, há que tentar encontrar um caminho novo. Não é fácil, mas é possível.
Quanto ao DN, creio que nos próximos tempos as saídas de alguns destes profissionais vão fazer-se sentir na qualidade das edições.
31.7.09
Bobby Robson
28.7.09
26.7.09
The Beautiful South - Rotterdam
Não me perguntem porquê, mas esta é uma das minhas canções pop preferidas há anos. Rotterdam está incluída no álbum Blue is the Color, de 1996.
A lata do senhor é notável
A pré-época de Sócrates
Só que o "craque" mantém contrato com o BE e recusou. Para não piorar as relações com o Bloco, Sócrates negou a tentativa de "contratação". Joana, qual "vedeta" com sotaque do Brasil, continua a afirmar ter sido "contactada".
Podia ou não podeia ser uma notícias de A Bola?. É lindo!
24.7.09
Canções revolucionárias
Esta é, indiscutivelmente, uma das mais conhecidas. Hasta Siempre Comandante Che Guevara. Composta em 1965, por Carlos Puebla, o texto corresponde a uma espécie de resposta à carta de despedida de Guevara.
A canção já foi gravada por mais de 20 músicos ou bandas, sendo a versão mais conhecida a de Company Segundo, utilizada no Buena Vista Social Club, em 2003.
Che Guevara é uma espécie de estrela pop do comunismo, adorada post mortem por gerações que desconhecem a biografia no mínimo questionável do "comandante". Esta canção contribuíu para a mitificação. Tal como a fotografia de Alberto Korda utilizada em milhares de adereços impingidos pela tão odiada sociedade de consumo aos fiéis guevarianos.
Em que ficamos?
Melhor... só na Coreia do Norte!
A direcção do Benfica não se demarcou, como deveria ter feito, dos animais que causaram os disturbios, dizendo, pasme-se, que a culpa era da entidade organizadora do jogo porque não prevera a possibilidade dos referidos incidentes, ou seja, a culpa não era de quem, delibradamente, colocara a integridade física de milhares de pessoas em risco, mas sim dos ofendidos.
Curiosamente, a dita Federação Portuguesa de Futebol diz o mesmo, quando pune o ofendido na mesma medida em que pune o ofensor. No caso em apreço, com uma derrota a cada uma das equipas. Melhor só na Coreia do Norte, acho eu!
O trabalho e a dedicação compensa...
23.7.09
ALICE IN WONDERLAND, de Tim Burton, sai em 2010
Sai em 2010 a versão cinematográfica de Tim Burton de Alice In Wonderland. O "teaser" já anda a circular pela net.
20.7.09
Welcome to North Korea by Peter Tetteroo and Raymond Feddema / Documentary Educational Video
Um bom documentário sobre a Coreia do Norte. Feito em 2001, não está assim tão ultrapassado, uma vez que o regime não se alterou e as condições de vida não mudaram. Para quem tiver pachorra. São 60 minutos mas vale a pena.
Choson University - North Korean Students song
Uma canção revolucionária da Coreia do Norte, louvando um regime que é, efectivamente, um dos mais imbecis do mundo.
8.7.09
Desnorte do PS
O que não percebo é se a inteligência que não dá para mais, ou se é mesmo o branqueamento (salvo seja, que o tipo não é o Michael Jackson) do amiguinho Vítor Constâncio.
Também absurdo é este vai-que-não-vais-mas-vai do PS sobre a proibição de candidaturas simultâneas. Não me parece mal que o PS copie esta boa medida do PSD. O que não percebo é porque é que isto aconteceu só agora. E, como bem alega Alegre, porque é que não tem efeitos retroactivos às eleições europeias.
Por outro lado, também reconheço legitimidade aos que se opõem à medida, alegando que o "jogo vai a meio". Efectivamente, a direcção do PS não foi correcta com quem, por vezes em situações difíceis, aceitou o desafio para o combate autárquico, sem os esclarecer que não poderiam ser candidatos às Legislativas.
Mas tudo isto é elucidativo do desnorte absoluto que vai na cabeça dos socialistas.
PS - Curioso, também, é que à maioria dos comentadores, esta pareça uma má medida. Anda esta gente a exigir transparência aos políticos e quando os partidos, anormalmente, dão bons exemplos, vai de criticá-los. Mas será que alguém os percebe?
6.7.09
Nacho Vegas - Morir o Matar (El Manifiesto Desastre)
É dificil deixar de ouvir. Esta é do último álbum, El Manifiesto Desastre, lançado em Dezembro de 2008 e que contribuíu para colocar Nacho Vegas entre os bons cantores e escritores de canções a nível internacional. Esta é, indiscutivelmente, uma belissíma canção. Para comprar o disco por cá, só encomendando na net.
5.7.09
Nacho Vegas
Y de dónde crees que vienes?
Preguntaba el viejo al verme marchar
Muerto de hambre y sed
Si no tienes rumbo Chico, estás perdido
Yo le respondí voy hacia el sol
Y vengo del camino
No hay nada nuevo bajo el sol
No pretendas más que recordar (...)
Dime, si la novedad
No era más que un olvido
Dime qué más tengo que temer
El resto del camino (...)
Nacho Vegas
4.7.09
Canções para Lenin
Vejam o pequeno documentário. Feito em 1934, é genial na sua forma e linguagem.
Contém ainda três canções para Lenine.
Calma
Era óptimo que o PSD não entoasse já a Marcha Triunfal. Até às “legislativas nacionais” muita água vai correr e a máquina de comunicação do PS é forte. Muito forte.
O pior é que me parece ver alguma euforia em certos sectores do partido a nível nacional.
Interessa sobretudo continuar a trabalhar.
Nota final: Quanto ao ministro Pinho, creio que, tal como dizia ontem um amigo meu, a sua saída é óptima para o país (peca por estar 3 anos atrasada) mas é péssima para o anedotário nacional. E agora, camaradas e amigos, vamos rir de quê?
A Marcha Triunfal de Verdi
Porque há quem diga melhor que eu, justificando o facto de Verdi estar cá associado, de alguma forma, a Mussolini, cá fica o texto de Il Messaggero, postado na caixa de comentários do post dedicado a Wagner:
"Na mesma óptica, a música de Verdi desempenhou um importante papel na reunificação italiana, algo que mais tarde desembocou no fascismo italiano (se bem que neste caso a relação seja bem mais ténue).
Agora é indesmentível que a produção musical de ambos os compositores, olhando ao contexto vivido no séc. XIX, era claramente nacionalista. Aliás, a relação é muito estudada por especialistas dessa época".
Obrigado, camarada.
3.7.09
Pinho queimado é que é bom!
Na minha modesta opinião, não é supreendente o gesto do Pinho. É, apenas, mais um acto idiota, de um ser que não deve nada à competência ou habilidade política, que se junta a tantos outros.Surpreendente é que a comunicação social e a maioria dos analistas políticos tenham sido sugados por este "fait-diver" e não tenham "visto" o jeitão que o acto do Pinho deu ao primeiro-ministro e ao partido que suporta o governo. Dando ares de gente séria, com pose de estado, e (a)parecendo o paradigma da honestidade, honorabilidade e transparência, Sócrates "limpou" o governo de uma das suas principais nódoas. Isolou Pinho e deste modo actuou como se este fosse um episódio isolado, ilibando-se a si próprio do clima que criou e que leva a este tipo de comportamento, mas também o governo e o Partido Socialista.
O Pinho é um bode expiatório confesso. E Sócrates, que é "macaco", aproveitou para tentar limpar a imagem. Isso mesmo é claro pela rapidez com que tratou da demissão e da sua substituição (o país paralisaria se aguardássemos um ou dois dias?) e a calma com que falou aos jornalistas é disso denunciador.
Se havia alternativa? Se é uma boa notícia para Portugal? Claro que não havia e claro que é uma boa notícia para Portugal. Mas é também uma boa notícia para o PS que assim se vê livre das trapalhadas do Manuel Pinho que era, afinal, um risco permanente para a campanha e cujas fragilidades seriam aproveitadas pelas oposições.
E que jeito daria ainda que o Mário Lino fizesse aquilo com o dedo, ou Maria de Lurdes Rodrigues mostrasse a língua ou ainda que o ministro da Agricultura "manguitasse". Fazia-se a remodelação que Sócrates está desesperado para fazer, sem parecer que essa fosse a intenção. Actos isolados, gritariam os socialistas!
Por mim, estou contente. Como venho defendendo há algum tempo, o Pinho deveria ser queimado porque só assim é que ele poderia ser útil (em tempo de crise de combustíveis, teria dado cá um jeitão durante o inverno...). Portanto, por mim é um "vá, mas não volte".
PS - Estranho algumas reacções, especialmente de socialistas cá do burgo, que tentam minimizar e até desculpabilizar o acto do Manuel Pinho. Mas denuncia a coerência desta gente!
Taedonggang Beer
Documentário sobre a mais famosa cerveja da Coreia do Norte, emitido, realizado e produzido pela televisão estatal (e única) do país. "Isto" parece ter saído de uma linha de montagem de televisão dos anos 50, embora tenha sido feito muito recentemente.
Wanger - o favorito de Hitler
Não será correcto associar-se Wagner, um dos mais geniais compositores da História da humanidade, a qualquer coisa relacionada com o fascismo, ou com o nacional socialismo alemão. Mas a verdade é que, infelizmente para a memória daquele que foi o expoente máximo do romantismo, diz-se que Hitler se inspirava ao som de Wagner e das suas áreas grandiosas, incluídas em óperas baseadas na tradição e na mitologia germânica, de que esta "Cavalgada das Valquírias" é um exemplo clássico.
2.7.09
29.6.09
Jantar de bloggers madeirenses
28.6.09
Pecador me confesso
http://www.youtube.com/watch?v=hOj5H5W9zYo
Gosto de versões originais, mas a permissão foi retirada do youtube.

