15.2.10

A propósito de nada (e nada a propósito)

Confesso-vos: não gosto de datas assinaladas. Nem daquilo que se assume ser politicamente correcto. Nem do acordo ortográfico e das frases feitas.Isto vem a proposito de tudo, de nada, das reportagens do Dia dos Namorados e do facto de estar a chover hoje. Enfim, a propósito de nada... Ou nada a propósito.

14.2.10

Amor, Morangos, 'Champagne' e Inveja...

Pequena homenagem aos que estão, estiveram ou gostavam de estar...



Independentemente da idade, género, raça ou orientação sexual (procurem ou descubram, se for importante...), sigam o conselho do Raúl:
Façam o Favor de Ser Felizes!

13.2.10

Os despertadores...



O Gigante acordou!

PS - Apesar do Belenenses ter feito hoje um grande jogo.

Socialistas de cabeça perdida ou um hino à patetice

Lembram-se do ministro da Informação do Iraque, que garantia a vitória da Saddam já as tropas americanas dominavam Bagdad?
Pois, é dele que me tenho lembrado quando vejo os socialistas continuarem a defender a inocência de Sócrates. Quando é mais do que óbvio que o tipo estava metido até aos cabelos no esquema, continuam uns "anjos" a garantir que ele está a ser vítima de perseguição. A imbecilidade é tão grande, que até querem "matar" o mensageiro (classificando de mau o jornalismo de Felícia Cabrita, tão só a melhor jornalista de investigação em Portugal).
Ridículo, mas não totalmente supreendente. Um autêntico hino patetice por parte daqueles que já nos habituaram as maiores tonterias possíveis.

12.2.10

Isto é gravissímo

Com providências cautelares, o PS tenta cercear a liberdade de expressão (espero que ninguém se tenha esquecido de que o senhor que interpôs a dita é membro da Comissão Permanente do partido, formado na JS e o "querubim" de Sócrates na PT), criando um precedente gravissímo.

Imagine-se que, a partir de agora, qualquer cidadão, empresa ou instituição visado numa notícia menos agradável pode interpôr uma providência cautelar impedindo a publicação da peça jornalística. É fácil de fazê-lo basta, após o contacto do jornalista para o contraditório que a deontologia obriga, contactar um advogado!

Este PS, e este primeiro ministro, elouqueceram!

11.2.10

PS continua a perseguir imprensa

E a perseguição a órgãos de comunicação social continua.
Liberdade de expressão? Liberdade de imprensa? Tudo isso são causas menores para os socialistas, face ao princípio de defesa do chefe.
E uns patetas assobiam para o ar e dizem que isto são tudo hipóteses, que Sócrates e o seu governo não querem cercear a liberdade de imprensa... Não sei se é apenas palermice, se é mesmo imbecilidade!

Uma aspirina

A candidatura de Paulo Rangel parece-me uma notícia razoável para o PSD. Mas se Aguiar Branco insistir em avançar, o partido será entregue a Pedro Passos Coelho.

Dito isto, continuo a acreditar que o problema do PSD não é de liderança. É de espaço político, ou antes, de falta dele. Neste momento, o partido não tem grande espaço de afirmação e de intervenção na sociedade portuguesa. Em termos programaticos, pouco o separa do PS, que ocupa todo o centro. À direita, o (justo) crescimento e a solidez do CDS-PP cortaram um dos caminhos de fuga.

O centro-direita português (e o PSD) só tem uma real hipótese de sobrevivência política a médio/longo prazo: constituir-se num grande e único bloco que agrupe o PSD e o CDS-PP.

O problema do PSD e da direita moderada não é de liderança. Paulo Rangel será, neste momento, uma espécie de "aspirina" que acalmará o mal. Poderá até, num caso extremo (e desejável), chegar ao poder. Mas a derrota de Sócrates e a subida do PSD (mesmo que coligado com o CDS-PP) não resolverá o drama, ou seja, não constituirá, por si, um verdadeiro projecto de transformação da sociedade portuguesa. É isso que urge fazer.

À direita, só a fusão entre PSD e CDS, criando um bloco capaz de mobilizar sectores importantes das esferas social, económica e cultural portuguesas será capaz de levar a cabo o desiderato.

Relação

Que relação terá O Homem que comia névoa com o 5º império?

Fado Tropical

Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril

Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo ( além da sífilis, é claro)
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora...


Com avencas na catinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do Alentejo
De quem numa bravata
Arrebata um beijo

Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa
Mas meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa


Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre Trás-os-Montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo

Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial

A banda sonora do 5º império?

Fado tropical - Chico Buarque e Carlos do Carmo.

8.2.10

Ricas dívidas

O governo português vai deixar de penhorar os bens a contribuintes que tenham dívidas ao Fisco superiores a 51 mil €.
Se dever 100€, pode ver a sua casa penhorada.
Estado bonzinho, este! Ou então é uma espécie de Robin dos Bosques ao contrário: roubar aos pobres (que são muitos) para dar aos ricos (que são pouchinhos...)!
Que nojo de país.

No Reino da Seriedade Socialista!


Nomeia, desnomeia e louva. Como se vê. Há gente muito competente!..

Nojo!

Fiquei absolutamente enojado quando li o artigo do Sol sobre o "Face Oculta".
O que ali está descrito é muito grave e Sócrates não se pode safar com a estafada fuga para a frente. O tipo tem de responder pelo que fez, porque é mais do que claro que ele sabia o que a escumalha (leia-se Vara, Penedos e o outro da PT) andava a preparar e o plano contava com a sua anuência.
De um ponto de vista político, o homenzinho não tem quaisquer condições para governar. Em qualquer país, ele já teria sido forçado a demitir-se, pelos seus próprios pares. E não percebo como é que existem socialistas que não exigem a cabeça deste tipo, que é desonesto até à medula.

Petição e manifestação “pela liberdade” em marcha na Internet - Política - PUBLICO.PT

Petição e manifestação “pela liberdade” em marcha na Internet - Política - PUBLICO.PT

Todos pela liberdade - petição pública

Pretendo Assinar a Petição TODOS PELA LIBERDADE

Eu já assinei.

Bem dito

Não se pode enganar toda a gente todo o tempo: é por isso que Sócratres preferiu entricheira-se a tentar desmentir o conteúdo das escutas.

José Manuel Fernandes no Facebook.

Sócrates nomeia que se farta!

(Mais) um belissímo exemplo de rigor e contenção...

Questões

No meio desta merda toda, e após ler o "integral" das escutas publicadas pelo Sol, gostava de saber o papel do Procurador Geral da República no meio disto tudo. Porque ráio de carga de água, após ter lido os despachos do procurador distrital de Aveiro e do Juiz, que diziam claramente haver suspeitas da práctica de um crime grave mandou arquivar o processo?

Curiosa foi a postura do PS que, ontem, tentou uma investida mediática para anular os efeitos da notícia do Sol: ninguém negou o teor das conversas. Condenaram, isso sim, o "jornalismo do buraco da fechadura" - Sócrates dixit. Ou seja, não é importante o que vem relatado mas sim a forma como foi obtido.

Se Sócrates soubesse um "pedacinho" sequer de História, saberia que existiu um caso Watergate, que levou à saída de um presidente dos EUA... Por exemplo. Se o homem classifica a investigação do Sol como jornalismo do buraco da fechadura, como classificaria a investigação do Watergate? Mas o senhor já deu provas de que é um perfeito ignorante, como se poderia pedir que soubesse de História...

O que me custa a perceber é a razão pela qual este pobre povo continua não conseguir indignar-se, prisioneiro das tácticas dos partidos (todos) e de um medo medonho, que salvo raras excepções condicionou a nossa História.

Patrick Watson - Take Away Show - concert de rue Part 1

Cada vez gosto mais deste conceito.

5.2.10

O meu maninho tem um blog

Zarco Scripts. É assim que se chama o blog do meu maninho mais novo. O miúdo escreve bem. Vai ser o orgulho da família... Passem por lá.

Até o Sol

Isto é cabala atrás de cabala, valha-me Deus! Coitado do senhor Sócrates... Agora é o Sol (e não é aquele que ultimamente tem andado escondido)...

Vou ali e já venho

Sócrates, seguindo o exemplo de Guterres, ameaça fugir do pântano que criou e usa a Lei das Finanças Regionais como pretexto. Só que ao contráro de Guterres, um homem honesto, o actual pimeiro-ministro tenta uma manobra do género "vou ali e já venho". Eu, honestamente, acharia que a demissão de semelhante figura seria uma benção para o país. Mas temo o "efeito dramatização".

Nota de rodapé: O facto do Governo utilizar a LFR como pretexto para abrir uma crise política baseia-se na crença de que a opinião pública nacional apoia a posição de força. O que nos deve fazer pensar sobre algumas questões relacionadas connosco.

4.2.10

Basta que Sim que o Miguel tem piada

Dois dos posts mais divertidos que li na blogosfera madeirense, pelo meu amigo e ex-professor Miguel.
Leia aqui e aqui.

Piada do ano

Aquele que é considerado como o pior ministro das Finanças da União Europeia fala em credibilidade externa.
Um humorista, este Teixeira dos Santos!

Uma dúvida

Depois de tanto escândalo envolvendo jornalistas e órgãos de comunicação social, folga-se apurar que pelos vistos o poder político é sempre inocente e que nunca pratica coacção sobre nada. Para tal conclusão basta ler os defensores oficiosos e irredutíveis do governo da República, que vêem no executivo apenas pessoas íntegras, honestas e que nunca, mas mesmo nunca, exercem a sua influência ou poder. Lamentavelmente, alguém andará muito errado por aqui. E não sei mesmo o que será mais grave: se a arrogância de tentar minimizar a gravidade dos factos e das evidências, se a ignorância manifesta sobre o que é a verdadeira natureza do homem.

3.2.10

Mais uma cabala. É a vida!

Mário Crespo é, indiscutivelmente, um dos jornalistas de referência da televisão portuguesa. É um profissional sério e competente.

Se as duas frases escritas acima fossem publicadas há duas semanas neste blog, a "caixa de correio" teria recebido uma série de comentários elogiosos do género

devia era haver mais como ele

aquilo é que é um jornalista

etc.

Curiosamente, após o jornalista ter denunciado uma atitude no mínimo questionável desse arauto da democracia que é o "primeiro" Sócrates, a dita caixa deverá receber comentários inflamados a referir mais uma terrível cabala contra aquela espécie de "madre Teresa", aquele poço de virtudes e de qualidades, aquele exemplo de honestidade e de rectidão chamado José Sócrates.

É a vida, como diria o Toneca do Contra-Informação... É a vida, de facto.

Depois, há quem queira ser levado a sério quando denuncia pressões políticas na Madeira. É a vida!

Post-Scriptum: Acompanho há muitos anos o trabalho de Mário Crespo enquanto jornalista, por isso mesmo desafio quem quiser, com o mínimo de bom-senso, a denunciar qualquer laivo de parcialidade naquilo que escreve, diz ou publica.

Chamar "operação de marketing" a uma denúncia que pode pôr em risco a carreira de Mário Crespo enquanto jornalista é risível.

Creio é que a denúncia deveria servir para que todos nós pensássemos sobre a qualidade da nossa democracia - inclusive sobre a qualidade da democracia na Madeira - e sobre o clima de fim de regime que paira sobre este desgraçado país, com as instituições (quase todas elas) desacreditadas.

Post-Scriptum 2: Tenho o prazer de conhecer pessoalmente Mário Crespo, com quem já estive por mais de uma vez. Dele, tenho a melhor das impressões e não hesito em classificá-lo como uma das pessoas mais educadas que conheço.

Vai ser preciso esperar muito mais?

Gostava de perceber algumas coisas:

- Que ráio se passou na cabeça de José Eduardo Bettencourt (JBB) para contratar o actual treinador do Sporting?

- Que ráio se passou na cabeça de JBB para dar 6,5 milhões por um senhor de nome Pongolle, quando o Ruben Micael foi para o Porto por menos de metade? Já agora, para continuar a jogar aquele rapaz que dá pelo nome de Saleiro, cheio de boa vontade. Mas só de boa vontade...

- Vamos ter de aturar por muito mais tempo os polgas, grimis, adriens, abeis e djalós deste mundo?

- Porque ráio de carga de água o Varela joga no Porto e o Djaló no Sporting?

- Por quanto tempo mais vamos ter de aturar uma política de contratações imbecil, uma política desportiva desastrosa e uma política financeira que, a julgar pelos números recentes, também não é famosa?

Se quiserem transformar o Sporting numa espécie de Belenenses, pelo menos assumam. Que merda, é humilhação atrás de humilhação!

Rokia Traoré - kèlè mandi

Ets senhora é uma benção. Remédio santo para os dias agitados.

2.2.10

Uma evidência

Em mais um repasto dominical, o Dr. Alegre, em adiantada e precipitada campanha, declarou três coisas: que não é candidato em nome de nenhum partido, que não é candidato para governar e que não é candidato para criar condições para demitir o governo. O Dr. Alegre achou por bem esclarecer a malta quanto aos seus intuitos que, pelos vistos, não resumem nada de tenebroso ou que ponha em causa a vidinha quotidiana da nossa tão estimada pátria.

Não fosse a nossa assumida capacidade para a prestidigitação e não conseguiríamos entender as evidentes entrelinhas de tão brilhante e inesquecível momento. O Dr. Alegre já percebeu que o único partido que por agora o apoia não é o seu e que há muita gente que desconfia das suas verdadeiras intenções quando ele aparece de braço dado com o Dr. Louçã, um profeta para quem a democracia é um notório incómodo. É necessário então que ele diga alguma coisa que descanse as cúpulas que mandam e que não assuste, ou abane, em demasia o sistema.

Mas, e lamentavelmente para o Dr. Alegre, o Eng. (?) Sócrates sabe bem o que a casa gasta e o modo como a política doméstica funciona. É por isso que neste momento esfrega as mãos de contente, perante a rifa que lhe coube em sorte: ao pé do putativo candidato da esquerda, revolucionário imprevisível e cheio de amizades inoportunas, o outro previsível candidato, o Prof. Cavaco, não passa de um conservador moderado com algumas ideias fixas, que o primeiro-ministro não admira, mas que inevitavelmente suporta.

Num tempo já de si incerto, e entre o conhecido e o desconhecido, o Eng. (?) Sócrates já não tem qualquer dúvida e definiu claramente a sua opção: mais vale um Cavaco que dê a mão, que um Alegre em permanente jantar.

Goebbels e lacaios

E Goebbels volta a atacar. Pensávamos que o tipo estava desterrado no Afeganistão, mas não. Ainda anda por aí dizer as alarvidades que lhes conhecemos.

PS - Alguém da blogosfera madeirense questionava se é lacaio quem defende Sócrates nesta questão com o Mário Crespo. Não, só lacaio, não! Pateta, imbecil, servil, energúmeno, são, assim, umas características que me recordo rapidamente.

Marítimo financia Braga?

Li hoje, no jornal A Bola, que o Marítimo emprestou o Olberdam. Sim, é verdade, emprestou um titular: não vendeu o passe; não trocou por outro jogador; não negociou. Emprestou, pura e simplesmente, porque fazia falta ao Braga um substituto ao Vandinho!
Ou seja, o Marítimo não beneficia das mais-valias desportivas, nem do potencial económico do jogador. E não me admirava nada que o dispensassem, a título definitivo, no final da época, em benefício do Braga, sem qualquer tipo de compensação, como fizeram ao Marcinho… Ou ao Mossoró, ou ao Evaldo, ou…
Sinceramente, esta política de gestão de jogadores do Marítimo começa a roçar o absurdo. Carlos Pereira nem consegue dar qualquer estabilidade ao plantel (ou aos treinadores e depois põe-se a vociferar), nem consegue mais-valias financeiras para o clube (se ao menos as saídas compensassem!). Tem uma estratégia ziguezagueante, sem qualquer nexo e começo a suspeitar que não é em benefício do Marítimo. Aliás, estaremos atentos para ver se o Marítimo será ressarcido deste empréstimo (que ricos que somos, para emprestar jogadores ao líder do campeonato…).
Nisto, estou com o BBS: é tempo de agradecer a mandar o Sr. Carlos Pereira à sua vidinha… E rapidamente, antes que ele dê cabo do clube!

O Amazongate

Entretanto, a floresta amazónica sofre igualmente com o aquecimento global ou com as ideias teóricas sobre o aquecimento global. De acordo com projecções pouco optimistas, entre 30 a 40% desta floresta é sensível à alteração na precipitação o que pode transformá-la numa savana talvez não em 2035, mas muito perto disso.

A tese foi desenvolvida e incluída num imenso relatório que, entrementes, também, já foi desmontado e desmentido por nítida falha de cálculos e de referência a fontes. Uma vez mais se vê que anda toda a gente a brincar com o assunto. E uma vez mais se prova que ou querem tornar mentiras em dogmas ou teorias em verdadeiras inconveniências.

Quando cientistas e políticos abraçam uma ideologia que não admite o contraditório, estão eles próprios a cavar a inevitabilidade do seu destino quando se depararem com falsos argumentos ou com informação não controlada ou evidentemente manipulada.

Depois da enorme crença ambiental no aquecimento global, que arrastou milhões de fiéis, há agora um evidente mal-estar provocado pelas manipulações em nome da causa. Não vale a pena se queixarem agora que do outro lado da barricada surgiu uma falange disposta a usar os mesmos métodos, o mesmíssimo tipo de argumentos e idêntica escala de propaganda. Errar uma vez, acontece. Errar duas vezes, ainda pode ser. Errar sistematicamente, só pode ser brincar. Com o ambiente, como é óbvio.

O Glacier Gate

Depois das estatísticas enviesadas, chegou a vez dos Himalaias. De acordo com estudos publicados, os Himalaias iam derreter por obra divina ou do aquecimento global, até 2035. Entretanto, descobriu-se que 2035 era um mais que evidente exagero e corrigiu-se a projecção para uma janela temporal de 300 anos. 25 ou 300 anos é, na prática, para alguns cientistas, quase a mesma coisa. 12 vezes mais para ser justo e preciso. Continuamos sem saber com quem estes tipos aprendem a fazer contas e projecções, mas convém que pelo menos não se dediquem, por enquanto, à construção de pontes ou de incineradoras. Em nome do ambiente, e de alguma gente inocente, já era qualquer coisa de muito útil.

O Climategate

Depois de o mundo quase ter terminado por várias vezes nos últimos anos, os ambientalistas de pacotilha, viram-se metidos numa embrulhada que meteu falsificação de estatísticas e omissão de informação relevante. A bomba estourou quase em plena Cimeira de Copenhaga, num momento em que a humanidade, ao que juram, não podia adiar mais o seu futuro. Ou o seu presente. Já não me lembro bem.

Claro está que omitir e escamotear informação não costuma ser processo que dê grande resultado, pelo que a cimeira acabou por redundar numa espécie de fracasso anunciado, ao mesmo tempo que abalava a credibilidade de alguns estudiosos que vêem o fim dos tempos em cada esquina deste mundo. Como é natural, a mentira teve perna curta e aos poucos as pessoas vão abrindo os olhos e vão percebendo as balelas que resumem uma gigantesca manipulação e um método que devia envergonhar gente crescida.

Agora, por causa do fundamentalismo de certas opiniões e da manipulação grosseira e (in)conveniente de estudos e estatísticas voltamos praticamente à estaca zero e sem sabermos bem qual é, na verdade, a gravidade da situação. Tudo o que se fez até agora pode resumir bem o espírito do tempo: quente e/ou frio, seco e/ou chuvoso. No fundo, apenas imprevisível. Com ligeiras abertas ao fim da tarde.

1.2.10

Mais uma tirada (so)cretina!

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Mário Crespo

Ora, venham de novo dizer que é mentira, que Sócrates não convive mal com a imprensa livre e com os jornalistas que se atrevem a pensar pela sua cabeça e que ousam fazer aquilo que lhes compete, que é o escrutínio da coisa pública.
E venham acusar Mário Crespo de jornalismo de "sarjeta", como fez Sócrates à Manuela Moura Guedes.
A verdade é que Sócrates, que para grande infelicidade nossa, é PM deste país, é um psicopata com manias de perseguição, que representa um sério perigo para Portugal. E quanto mais tempo este tipo estiver no governo, mais riscos corremos...

31.1.10

Crusade (Choir) - Immediate Music (Kingdom of Heaven)

Comemoram-se 100 anos sobre a implantação da republica, sistema de Governo imposto e nunca referendado. Não seria uma boa oportunidade para discuti-lo?

Deixem ficar. Vamos passar o ano a ouvir falar dos "grandes ideais" da republica. "Coisa bonita de se dizer, viu"!

Os discursos desta manhã são premonitórios do que aí vem. Discutir abertamente o regime e a forma de Governo?! Perguntar ao povo aquilo que o Povo quer?! Que sacrilégios... Vá de (metro) Santanás que eu até sou ateu!

Fiquemos com a música.

identidade (cantada)

António Manuel Couto Viana cantado por José Campos e Sousa.

Um poema "dedicado" à Republica

Identidade

O que diz Pátria mas não diz glória
Com um silêncio de cobardia,
E ardendo em chamas, chamou vitória,
Ao medo e à morte daquele dia
A esse eu quero negar-lhe a mão,
Negar-lhe o sangue da minha voz,
Que foi ferida pela traição
E teve o nome de todos nós

O que diz Pátria sem ter vergonha
E faz a guerra pela verdade
Que ama o futuro, constrói e sonha Pão e poesia para a cidade
A esse eu quero chamar irmão
Sentir-lhe o ombro junto do meu
Ir a caminho de um coração
Que foi de todos e se perdeu


António Manuel Couto Viana

Lamentável!

Se dúvidas me sobrassem, este happening da APF (é, auto-intitulam-se de Associação para o Planeamento da Família (???), mas apenas se lhes reconhece contributos para a aprovação da lei do aborto e activismo da causa gay) mostra bem que tipo de participação querem ter na sociedade.
Lamentável é que a CMF dê cobertura e financie manifestações deste tipo, quando falta dinheiro para acções bem mais relevantes (lembro-me da celeuma que deu a parceria estabelecida com a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas).
Uma política cultural muito sui generis, não haja dúvidas!