Os técnicos estiveram a reparar a máquina.Quer isto dizer que, está pronta para novas conspirações.
"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro




Alegre vota em Soares... na segunda volta.
Tão amigos que eles são. E nada hipócritas, já agora.


Só mesmo neste país!
Alvalade XXI. Ontem à noite. Vitória magra. Jogo sofrido. Assobios. Lenços brancos. Piropos sortidos. Desespero.
O ano passado houve um campeão que mantinha toda a gente satisfeita com penaltis e livres inexistentes, jogos de qualidade duvidosa e vitórias quase sempre tangenciais. Valia tudo. E valeu tudo. Inclusive promover jogos no Algarve.
Mas do outro lado da segunda circular moram adeptos mais exigentes, mais refinados, e que sabem bem quanto custa ver ao vivo um desafio de futebol. Vai daí exigem: e exigem qualidade, exigem espectáculo, exigem coragem, exigem fantasia. Esta é a grande diferença. Pena que todos os adeptos do mundo não sejam iguais aos do Sporting. Como diria o outro: "habituem-se". Afinal, já não basta ganhar. E depois?
""Desde há três décadas que a Alemanha é vítima de uma implosão demográfica de características suicidas", escreveu em Die Welt o historiador Michael Stürmer, antigo conselheiro de Helmut Kohl. Cita o francês Yves-Marie Laulan, autor de Allemagne, chronique d"une mort annoncée (2004), que profetiza: "Este país está em vias de morrer, como economia, como nação, como povo. Mas não o sabe. Nem os vizinhos. Porque o mal é invisível. É um desmoronamento demográfico velho de trinta anos, que corrói a economia, as capacidades de defesa, as forças vivas e a sua vontade de viver."
O problema é europeu, mas particularmente agudo na Alemanha, Itália, Grécia e Europa de Leste, que já registam saldos demográficos negativos. Se a globalização é o mais aparente factor de crise, a demografia é a grande ameaça do Continente."
"A Alemanha soube adaptar-se à globalização. Reemergiu no ano passado como primeiro exportador do mundo. Graças às deslocalizações. Mas produz mil desempregados por dia. A taxa de desemprego atinge 12 por cento da população activa. A política de reformas precoces ou o "despedimento temporário" aos 50 anos criou milhões de inactivos. Hoje, afirma William Drozdiak, do Council on Foreign Relations, apenas estão a trabalhar 26 milhões de alemães, suportando um país com uma população de 82 milhões. É insustentável."
"À escala da UE, o número de pessoas em idade laboral por pensionista desceria de 3,5 em 2000 para 1,8 em 2050. Por si só, a mudança demográfica impõe a reforma do estado-providência, tal como políticas de natalidade e de integração dos imigrantes.
O problema não é apenas europeu. Também o Japão registou em 2004 um saldo demográfico negativo. Os Estados Unidos são quem melhor resiste, através de uma imigração selectiva: 11 por cento dos cidadãos americanos nasceram no estrangeiro."
Excertos do artigo de Jorge de Almeida Fernandes, no Público (apenas para assinantes) de 25 de Setembro de 2005