15.10.05

Trabalho Extraordinário

Os técnicos estiveram a reparar a máquina.

Quer isto dizer que, está pronta para novas conspirações.

14.10.05

Partido Kleenex

"O CDS-PP não pode continuar a ser visto pelo PSD como o partido Kleenex, que se usa e deita fora".

Pires de Lima em O Estado da Nação - debate RTP1.

Uma frase brilhante. Saberá o Dr. Pires de Lima o que é um Kleenex?

Círculo dos 47

Imaginem que "aquela" do "círculo dos 47" era uma notícia muito bem feita. Na qual o PSD simulava, através do presidente do partido, aceitar o acordo. A Comissão Política e os deputados tomavam posição contrária.

(vendiam-se jornais)

Nos dias seguintes ver-se-iam os restantes capítulos: Jardim recuaria porque o partido não queria a solução acordada. O acordo seria quebrado. O PS exasperaria. O PSD ganharia tempo. O "círculo dos 47" iria para o balde do lixo. O PSD apareceria com uma outra solução "mais consensual" dentro do partido. Recomeçariam as negociações...

(vendiam-se jornais)

É que há poucos dias revi a Teoria da Conspiração" - filme brilhante, de resto. E apeteceu-me vaguear no meu labirinto interior.

Mas não fui só eu. É que, pelo amor de Deus, não se escrevem asneiras destas:

"Soubemos também que as desavenças entre o líder e a "máquina" do partido estão relacionadas com o método de escolha dos futuros candidatos que irão incorporar a lista única dos 47 nomes. É que, a partir de agora, as concelhias deixam de ter tanto peso na escolha dos candidatos e será a sede da rua dos Netos a decidir quem vai ocupar os lugares elegíveis. Uma manobra de Jardim que vai obrigar a que muitos corram mais depressa e que mostrem o que realmente valem."

Mesmo que o recado fique dado, o PSD-Madeira não tem concelhias há anos. E os deputados são escolhidos, desde sempre, pela Comissão Política e na maioria das vezes por Jardim.

(vendem-se jornais)

13.10.05

dEus


dEUS. Tom Barman. excelente fotografia de Carlo Verfaille. retirada daqui.

E ao anoitecer

E ao anoitecer

"e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão

deixas viver sobre a pela uma criança de lume

e na fria lava da noite ensinas ao corpo

a paciência o amor o abandono das palavras

o silêncio

e a difícil arte da melâncolia"

Al Berto

um dos maiores poetas (portugueses) do século XX

Arame farpado


O arame farpado não nos vai proteger eternamente.

É urgente agir. Pensar em fórmulas que permitam diminuir as desigualdades. O Governo de Marrocos propõe uma espécie de "Plano Marshal" para Àfrica subsariana. É uma ideia. Que merece ser estudada. Porque o arame farpado não nos vai proteger eternamente, mas sobretudo porque do outro lado do muro estão seres humanos. Que deveriam ter os mesmos direitos que nós.

12.10.05

Bom senso

Não tenho nada pessoal contra o Dr. José António Cardoso, pessoa que tenho por ser simpática e séria. Mas creio que a entrevista que hoje deu ao Jornal da Madeira não contribuíu em nada para a luta que diz travar. Quer na forma, quer no conteúdo, Cardoso é excessivo e isso permitirá que a outra parte se vitimize.

Pior ainda foi a escolha do meio. Dar a entrevista ao Jornal da Madeira - não está em causa a qualidade do trabalho jornalístico, que fique claro - permite várias leituras políticas. Que não são nada abonatórias para o antigo líder do PS. E que jogam contra ele.

A posição de Jacinto Serrão está fragilizada. É óbvio. Não adianta, ao actual líder do PS, dizer que subiu em número de votos e de mandatos quando os principais objectivos a que se propôs cairam por terra. Jacinto Serrão dizia querer ganhar a Câmara do Funchal. O que se vê é que o PS, para além de ter descido no número de votos, perdeu a totalidade dos vereadores, entregando o lugar a três independentes. Serrão dizia que iria ganhar a Ponta do Sol. E perdeu. Dizia que queria ganhar Machico. E perdeu claramente. Dizia que queria ganhar São Vicente. Perdeu. Enfim, perdeu uma óptima oportunidade. Até de estar calado. No entanto, não é com atitudes como aquela que teve o Dr. Cardoso - homem a quem não abunda o faro político - que os socialistas de bom senso se livram de Serrão e companhia. Até porque, caso houvesse agora um Congresso, estou convencido que o actual líder ganharia.

Blogs que se vão descobrindo

Uma viagem ao abrupto levou-me a descobrir o industrias culturais. Um blog para quem se interessa por assuntos de média e comunicação.

A ler

No "Ponto de Ordem" hoje publicado no Diário, a Sónia Gonçalves sintetiza aquilo que penso sobre blogs e sobretudo sobre a utilização de nicks ou do anonimato para andar pela blogosfera. A ler.

11.10.05

Passeio pelo contador de visitas


Tipos da Austrália vieram cá uma vez. E alguém de Viseu, que procurava "mamas grandes" no Google, foi p'rá aqui redireccionado. Que mistérios esconderá a capa de humores dos motores de busca?

Os Abutres


Os abutres espreitam, Dr. Serrão. Não lhes sente ainda o cheiro? Não os vê limpando as penas? Não os ouve cantar vitória? E agora, Dr. Serrão? Vão os seus deixá-lo só? Se calhar levantam-no mais uma vez. A última vez! Mas os abutres, ah os abutres já sentem a morte e não o largarão. Acompanhá-lo-ão até que caia, Dr. Serrão. Porque têm tempo, Dr. Serrão. Porque têm tempo...

Why?


Why did i dream of you last night?
Why did I dream of you last night?

Now morning is pushing back hair with grey light
Memories strike home, like slaps in the face;
Raised on elbow, I stare at the pale fog
beyond the window.

So many things I had thought forgotten
Return to my mind with stranger pain:
- Like letters that arrive addressed to someone
Who left the house so many years ago.

Philip Larkin

EU sou o Conquistador, Conquistador...


Num destes dias, algures numa ilha do Oceano Atlântico, alguém no seu jardim cantarolava.

Eu sou o conquistador, o conquistador, conquistdor,............quem é que não acha?
Que eu sou o conquistador, conquistador, que põe o
PSD em Marcha!?


Nota: explicação da letra

Se dúvidas ainda existissem, elas foram eliminadas nestas eleições autárquicas.

Depois da vitória de “Rui Marques”, na Ponta do Sol, ou a de Humberto Vasconcelos em São Vicente, o PSD-Madeira já se pode dar ao luxo de escolher, os mais mal preparados, para não chamar nomes aos candidatos.

De Certeza que não vão ter dificuldades, em eleger novas estranhas figuras.

Acho que é esta a leitura a retirar, depois da trigésima nona vitória de Alberto João Jardim. Perdão! Do Partido Social-democrata da Madeira.

É por esta e por outras, que já não me espanta, se no num futuro acto eleitoral, aparecer nas listas do PSD alguém como: - o senhor invisual que toca acordeão, (Com todo o respeito que tenho por este ícone da cidade) nas ruas do Funchal; ou aquele ilustre rapaz que participou num dos “Big Brothers”.

No PSD-M tudo já é possível. Nada já espanta. Basta que o carismático líder faça campanha. É esta a única, condição, para continuar a ser um partido ganhador.


Como a oposição, ESFORÇA-SE; ESFORÇA-SE, mas continua a dar tiros nos pés,
nem merece um único comentário.

10.10.05

39ª

O PSD ganha as eleições autárquicas. Grande resultado, 11-0/50-4. Aguentámos a Ponta de Sol (para muitos inexoravelmente perdida), vencemos de forma convincente todas as outras.
A arrogância e a ambição desmedida perderam a batalha da capital insular. Confesso que temia uma aproximação considerável, tal não aconteceu.
Em primeiro lugar, pela forma abnegada e dedicada com que os militantes do PSD enfrentaram esta campanha, face uma ameaça que parecia grande, a união e a entrega, a humildade e o trabalho triunfaram.
Em segundo lugar, a inépcia e os erros estratégicos do PS foram gritantes, diria mesmo, grosseiros: a utilização de um discurso de baixa política, eivado de insultos e difamações, lançando suspeitas, num frenesim enervado e sem prova sustentável; a apresentação de propostas incoerentes; a dificuldade de comunicação; a incapacidade de interagir. Foi tão mau que, sou levado a dizer que o resultado apresenta-se lisonjeiro.
Os desgraçados que insistem em teorias conspirativas, virão com as tiradas fantásticas do costume. Jamais perceberão, jamais respeitarão a inteligência das pessoas, insistirão na desqualificação intelectual dos cidadãos. Apre, que são burros!!!
Grande partido este, capaz de encontrar uma energia adicional, uma força extraordinária.
Avancemos para a 40ª.

Tabac


Tabac. Jean-Michel Basquiat, 1984.
Galerie Bruno Bischofberger, Zurich

Estou a deixar de fumar. Ando irritável. Intratável (ou nervosamente afável).

Uma proeza

A RTP-Madeira perdeu ontem uma belíssima oportunidade. Aos madeirenses, os resultados que mais interessavam eram evidentemente aqueles que diziam respeito às autarquias do arquipélago, sendo por isso de esperar que a "televisão da gente", por uma vez que fosse, correspondesse àquelas que eram as necessidades dos seus telespectadores e apresentasse, por exemplo, sondagens à "boca da urna" referentes aos concelhos mais disputados. Ou apontamentos de reportagem que fugissem ao "lugar comum" das eleições. Ou outra coisa qualquer!

Só que não o fez. E conseguiu o impossível: que a esmagadora maioria dos espectadores, farta da conversa do painel de convidados, mudasse para os canais nacionais. E assistisse, contrariada, às declarações de vitória de Carmona, Felgueiras, Rio, entre outros.

Foi uma proeza, de facto...

Pergunta do dia


E agora, Dr. Serrão?

Gostei

Do guisado da minha mãe;

Da vitória de Albuquerque no Funchal;

Da vitória de Rio no Porto;

Da derrota de Carrilho Guimarães em Lisboa;

Da eleição de Maria José Nogueira Pinto em Lisboa;

Da vitória de Moita Flores em Santarém (quem conhece a cidade entende perfeitamente);

Da derrota de Avelino em Amarante (do mal o menos. Pensei que o "quarteto fantástico" ia fazer o pleno);

Dos resultados globalmente positivos do PCP (em contraste com a semi-desilusão "bloco");

Da derrota clara e global do PS, sobretudo da ala que apoia o Governo de Sócrates;

Da vitória do PSD, sobretudo de Marques Mendes;

Das derrotas socialistas em Aveiro e no Barreiro;

Do discurso final de Marques Mendes;

Da tarde de chuva. E da declaração de Soares. E do guisado da minha mãe;

8.10.05

Pormenor

Consta que uma câmara do norte da ilha, - não quer dizer nortenha,- apresentou na última semana o troço da via-expresso que passa pelo concelho.

Para satisfação dos munícipes, praticamente não é necessário fazer expropriações. O traçado escolhido coincide com o vale de um ribeiro. Evitam-se chatices e proprietários furiosos com o governo.

O engraçado nesta estória, é que a sessão pública de esclarecimento aconteceu na respectiva Câmara Municipal, à revelia do dono da obra. Na Secretaria Regional do Equipamento social, ninguém tem conhecimento do tal novo projecto de execução da via-expresso.

Porque será que isto acontece?

7.10.05

Pergunta

Porque razão para alguns "entendidos" as sondagens só são boas quando dão a vitória aos "seus"?

É que eu não vi ninguém questionar as sondagens do DN quando, há meses, davam vantagens confortáveis ao PS em concelhos como São Vicente ou Ponta do Sol.

6.10.05

Bob Dylan

“Neighborhood Bully”

Well, the neighborhood bully, he's just one man,
His enemies say he's on their land.
They got him outnumbered about a million to one,
He got no place to escape to, no place to run.
He's the neighborhood bully.

The neighborhood bully just lives to survive,
He's criticized and condemned for being alive.
He's not supposed to fight back, he's supposed to have thick skin,
He's supposed to lay down and die when his door is kicked in.
He's the neighborhood bully.

The neighborhood bully been driven out of every land,
He's wandered the earth an exiled man.
Seen his family scattered, his people hounded and torn,
He's always on trial for just being born.
He's the neighborhood bully.

Well, he knocked out a lynch mob, he was criticized,
Old women condemned him, said he should apologize.
Then he destroyed a bomb factory, nobody was glad.
The bombs were meant for him.He was supposed to feel bad.
He's the neighborhood bully.

Well, the chances are against it and the odds are slim
That he'll live by the rules that the world makes for him,
'Cause there's a noose at his neck and a gun at his back
And a license to kill him is given out to every maniac.
He's the neighborhood bully.

He got no allies to really speak of.
What he gets he must pay for, he don't get it out of love.
He buys obsolete weapons and he won't be denied
But no one sends flesh and blood to fight by his side.
He's the neighborhood bully.

Well, he's surrounded by pacifists who all want peace,
They pray for it nightly that the bloodshed must cease.
Now, they wouldn't hurt a fly.To hurt one they would weep.
They lay and they wait for this bully to fall asleep.
He's the neighborhood bully.

Every empire that's enslaved him is gone,
Egypt and Rome, even the great Babylon.
He's made a garden of paradise in the desert sand,
In bed with nobody, under no one's command.
He's the neighborhood bully.

Now his holiest books have been trampled upon,
No contract he signed was worth what it was written on.
He took the crumbs of the world and he turned it into wealth,
Took sickness and disease and he turned it into health.
He's the neighborhood bully.

What's anybody indebted to him for?
Nothin', they say.He just likes to cause war.
Pride and prejudice and superstition indeed,
They wait for this bully like a dog waits to feed.
He's the neighborhood bully.

What has he done to wear so many scars?
Does he change the course of rivers?
Does he pollute the moon and stars?
Neighborhood bully, standing on the hill,
Running out the clock, time standing still,
Neighborhood bully.

Source: Copyright © 1983 by Special Rider Music. All rights reserved. International copyright secured. Reprinted by permission.

Terrorismo Político

Investigue-se e divulgue-se os resultados.
É estranho o que está a acontecer em São Vicente.

Primeiro, foi o roubo de uma vaca. Levaram o animal, deixaram a cabeça. Macabro, não é?

Há algum tempo, foram cortadas numa propriedade, 350 videiras. Curiosamente, o agricultor tomou no dia anterior, uns copos de sercial, na respectiva residência, com João Carlos Gouveia.

Depois, foi o misterioso incêndio do carro do candidato. Agora, é o derrube de uma viatura, de um apoiante de campanha….

É demasiada violência, não concordam? Ou será coincidência?

Também corre , entre alguns políticos do PSD, a teoria de que tudo não passa de uma conspiração, do próprio João Carlos Gouveia, ou de alguém próximo do candidato.


Agora também vou conspirar. O incêndio, uma única pessoa provoca. (As investigações perliminares da polícia judiciária, de imediato afastaram, a hipótese de curto-circuito). O que uma pessoa já não consegue fazer, é virar um carro, sozinha, para dentro de uma ribanceira. Tal como matar uma vaca e deixar a cabeça; ou cortar 350 parreiras.

Aliás, a estória da vaca e as videiras, aconteceram após a eleição, para deputado, de Gouveia, nas últimas regionais.

O que também é público, em São vicente, é que a influente família Drumond, está dividida. Uma parte continua fiel ao PSD, a outra, está com o PS.

Investigue-se

As situações ocorridas em São Vicente em nada beneficiam o PSD-Madeira, diz Alberto João Jardim. E é verdade. Eu pessoalmente não acredito que a estrutura regional, ou mesmo as estruturais locais do partido em São Vicente tenham qualquer tipo de relação com aquilo que se vem passando na campanha a norte. Mas também tenho dificuldade em acreditar na "teoria das conspiração", segundo a qual os candidatos socialistas têm "martirizado" os seus próprios automóveis para tirar dividendos eleitorais. Era demasiado rebuscado. Compete por isso à PJ investigar e descobrir os culpados. Ontem, alguém dizia-me que a norte ainda há muitas "remeniscências da Flama". Será?

4.10.05

Roubos e trogloditas

A Liga que já não é Super começou há pouco tempo e, como já deu para perceber, mantém intactas as "qualidades" de anos anteriores.

Na Madeira, o melhor Marítimo que se viu este ano (será sol de pouca dura, ou será sintoma de uma melhoria efectiva?) viu-se privado da vitória por um árbitro que fez vista grossa a um penálti maior do que a torre da Sé e anulou mal um golo mais limpo do que as casas de banho do Vaticano.

De facto, o senhor Dr. Gomes, madeirense de nascimento e advogado de profissão, teve uma noite má. Só que, como habitualmente, errou em favor de um grande. Que por coincidência era o Porto. Equipa de Pinto da Costa, homem que faz e desfaz árbitros, elevando-os à categoria de internacionais ou relegando-os para os jogos de júniores do distrito de Viana do Castelo.

Curiosamente, o Dr. Gomes, que até trabalha no escritório de Hugo Velosa, deputado do PSD-Madeira na Assembleia da Republica (será este penalizado por albergar aquele que, nas palavras de Alberto João Jardim, é um "madeirense frustrado"?) e maritimista convicto, é um dos mais recentes internacionais do apito português.

Se na Madeira o jogo soube a "roubo", em Lisboa um Vitória de Guimarães em recuperação viu um dos seus melhores e mais promissores atletas ser substituído com suspeitas de uma lesão grave, motivada por uma entrada assassina daquele que é um dos piores e mais inestéticos jogadores de futebol da actualidade, Petit de seu nome.

Esse verdadeiro troglodita dos relvados (confesso que se eu fosse árbitro aplicava o conceito de justiça preventiva e dava cartão vermelho ao tipo antes mesmo de ele entrar em campo) ficou, como habitualmente, impune. E lá prosseguiu o Benfica com Petit, de sarrafada em sarrafada até à vitória final.

Apesar de tudo, não alinho na "Teoria da Conspiração Sistémica". Não que o "sistema" seja uma invenção da mente dilacerada de Dias da Cunha, mas porque não há teoria que resista a um Peseiro no banco.

11-0

Para o PSD, 11-0 será o pior resultado possível. Porque não permitirá corrigir situações que devem ser corrigidas. E porque há quem não mereça ganhar. E 11-0 não permitirá fazer triagens.

Vira o disco e toca o mesmo

O Dr. C. Pereira resolveu voltar atrás, apresentando as propostas que apresentara há dois meses, há um mês, há quinze dias. E fugindo, como o Diabo da Cruz, a concretizar as insinuações que vinha fazendo. Se o fizesse, ficariamos todos a ganhar. Resumindo, "vira o disco e toca o mesmo".

O pior é que a música sai desafinada. E mesmo assim fará as delícias dos meninos e das meninas da capital do império. É só esperar pela data da partida, uns meses depois do "9 de Outubro".

Quem já não está a gostar muito da valsa é o Dr. Serrão. Que pensa na melhor maneira de se manter na pista de dança por mais uns tempos. Principalmente se os onze músicos que diz comandar falharem (cenário perfeitamente previsível, já que até os metais de Machico estão a entrar fora de tempo).

Em resumo, "vira o disco e toca o mesmo".

Por estas (e por outras)

A Drª. Violante quer transportes públicos gratuitos no centro do Funchal. Boa ideia. Principalmente quando proposta por alguém que afiança estarem as finanças do município em muito mau estado. É por estas e por outras...

3.10.05

Boa notícia

A criação de uma caixa de correio para o blogue é uma boa notícia.

Contudo, penso que o endereço correcto da mesma é conspiracaoassete@hotmail.com e não www.conspiracaoassete@hotmail.com.

Amor com amor se paga

Soares vota em Alegre... na segunda volta.

Alegre vota em Soares... na segunda volta.

Tão amigos que eles são. E nada hipócritas, já agora.

Cartazes de outros mundo











































Retirados daqui.

Comentários e caixa de Correio

A partir de hoje, os meus posts deixam de permitir comentários. Digam o que quiserem, achem o que quiserem, o problema é vosso. E a decisão é minha. Ponto final.

Aos leitores que restarem, a "conspiração" passa a disponibilizar uma caixa de correio electrónio: conspiracaoassete@hotmail.com .

Se quiser envie textos, comentários, anedotas ou aquilo que lhe apetecer para o endereço acima referido. Nós publicaremos no blog tudo aquilo que acharmos minimamente interessante.

Quanto aos outros participantes da Conspiração, são livres de permitirem, ou não, comentários nos seus posts.

"Qué Flô?"

Nos meus tempos de Lisboa existiam personagens fantásticos que entravam nos bares do Bairro Alto e da "24" para vender flores. Indianos e paquistaneses de bigode e restos de smoking que distribuiam rosas vermelhas a troco de 500 escudos.

"Qué Flô? - quinhentos escudo!"

diziam, enquanto abriam a boca num sorriso de dentes amarelos roubado aos galãs de Bollywood.

"Qué Flô? - quinhentos escudo. Flô boa pá minina. Mininas gosta de flô! Só quinhentos escudo!"

insistiam, enquanto olhavam para o balcão, enquanto esperavam o inevitável aparecimento do gerente da tasca e os inevitáveis empurrões em direcção à porta da rua.

Eram personagens fascinantes. Que às vezes também vendiam relógios, erva, telemóveis, colares e quinquilharia de toda a espécie. E que nunca chegaram à Madeira.

Curiosamente, sábado passado fui surprendido numa discoteca do Funchal por um tipo de smoking e sorriso plastificado, que distribuia rosas vermelhas a quem se lhe atravessava ao caminho.

Não era um "qué flô", mas sim um figurante contratado pela candidatura do Dr. C. Pereira.

"Qué flô? - troco por um voto!",

parecia dizer, sorriso de plástico que assustava as meninas com quem se cruzava.

"Qué flô? - troco por um voto",

parecia dizer, sorriso copiado dos personagens massificados pelos cartazes de plástico do Dr. C. Pereira.

"Qué flô? - troco por um voto",

parecia dizer, sorriso de plástico copiado ao Dr. C. Pereira.

"Qué flô? É de plástico. Como a campanha do Dr. C. Pereira".

Senti falta dos indianos.

2.10.05

O Clone Albuquerque



O recandidato do PSD à Câmara do Funchal está em euforia. Com a reeleição quase certa, Miguel Albuquerque passa de delfim a Dom Sebastião.

Até nos tiques, já está a ficar igual a Alberto João Jardim. Chega, “DISPARA” (despeja recados aos jornalistas) e avança, por entre a população, com beijos e abraços.

É também homem para, avançar com obra, sem dinheiro. O que interessa é mostrar trabalho à população, porque o povo, já não vai em cantigas. À boa maneira do líder, em vésperas de eleições, a Câmara do Funchal, se não tem obra para inaugurar, inventa alguma coisa, para aparecer na comunicação social. Se não é por causa do índice da recolha de lixo, é por causa da abertura de uma exposição, sobre ambiente, no átrio do Município. Se não é por causa do programa para a terceira idade - A Falar é que a Gente se Entende - é por causa de uma visita ao Parque Ecológico do Funchal. Uma semana o Parque, na outra, uma conferência sobre os burros.

Depois, Albuquerque bate desalmadamente em Lisboa, tal como o carismático líder. Envia bocas à oposição, discorda das leis dos municípios, etc., etc…

Enfim, começo a desconfiar que no PSD, já fazem clones.

30.9.05

As ameaças

Os comentários ao meu post anterior sucedem-se. Num tom inaceitavelmente ameaçador, procuram condicionar a minha forma de estar. Não me conhecendo, insultam-me, "aconselham-me" (alguns consiglieri não fariam melhor, um dia destes acordo com a cabeça de um cavalo ao lado, ou serei agraciado com um peixe morto envolto em papel de jornal) e ameaçam.
Se não quisesse ser comentado teria retirado a opção, não o fiz porque não me incomodam opiniões acerca do que escrevo (ainda que críticas e opostas). No entanto, gostaria de perceber o alcance dos comentários que alguns visitantes sistemáticos ?
Quererão impor regras e condutas ?
Serão guardiães de costumes ?
Queixam-se do sistema vigente na Madeira mas têm comportamentos só observados nos tempos das denúncias matreiras (observação sorrateira, postura dissimulada, mensagens de aviso veladas, ameaças envergonhadas). São livres de continuarem com esse rumo sendo que, com essa atitude provam a vossa insignificância e incapacidade de andarem de cabeça erguida e de consciência tranquila.
Não tenho por hábito cuspir, seja para onde for. Não tenho vergonha de quem sou, nem vou alterar seja o que for. Se acharem que estão correctos e que a vossa atitude deve continuar, por favor, não parem (ao contrário do que procuram insinuar e da vossa forma de agir, respeito muito todas as opiniões, posturas e formas de estar na vida, posso não concordar, mas respeito).
Peço apenas uma coisa, concretizem as insinuações e ameaças (se disso forem capazes).

Caro Colega

Compreendo a tua observação, mas não sinto necessidade de me identificar com este ou aquele partido. Mesmo na blogosfera, onde o rigor profissional, é uma quimera. A opinião e o humor negro são do meu ponto de vista, dois dos pilares fundamentais do sucesso dos blogues.

Também posso dizer-te, que através da leitura de “A Construção Social da Realidade” de Peter I. Berger e Thomas Luckmann, – (dois excelentes teóricos que escreveram este livrinho, sobre a sociologia do conhecimento) respondem, em parte, às tuas dúvidas. Não à questão.

Acima de tudo, e já deves ter reparado, cultivo a liberdade. Os partidos são, segundo o meu olhar crítico, construtores de realidades. Uma espécie de máquinas aglutinadoras do, pensamento livre, do ser humano.

Pecam neste aspecto. No entanto, têm a virtude de unir vontades, dispersas, na luta de uma causa. Nem sempre lutam pelas causas mais justas, mas isso, é outro pormenor, que me afasta do partidarismo.

Sou portanto, uma espécie de “outsider”. Que mais poderia fazer um anjo na terra?



Nota: resposta a um texto publicado na http://www.esquina-do-mundo.blogspot.com/. da autoria de Emanuel Bento com o título “O Repugnante “Salsicha Isidoro”

Naufrágio anunciado

A administração do Sporting arrisca-se a seguir viagem com o treinador. Manter Peseiro, neste momento, é injustificável. O homem já deu mostras mais que suficientes de que não está minimamente à altura de treinar a equipa principal do clube. Tem os sócios contra ele e, pior, a equipa que gere não o apoia. Se a administração da SAD não perceber rapidamente o que se está a passar, será a principal culpada pelo naufrágio. E terá de suportar as consequências.

Muito gel e poco cabelo

Parece que a carta do Dr. C. Pereira, afinal, não chegou ao destino (Conselho de Administração da RTP). Ou não foi enviada (o mais provável), ou foi mandada para outro endereço (hipótese ainda assim pláusivel).

A rábula em torno da televisão pública, com cartas prometidas e protestos anunciados nos jornais, é cada vez mais a imagem da candidatura socialista: muito espectáculo mediático e poucas ideias. Ou como diria alguém que conheço, "muito gel e pouco cabelo". O que para o caso se adequa perfeitamente.

29.9.05

A despedida

De regresso à ilha deparei-me com um espectáculo assaz comovente. O responsável máximo do Tribunal de Contas cessante, está a cumprir os últimos dias da sua espinhosa missão. Neste sentido, viajou para Madeira para a derradeira reunião com a sua secção regional. Nada disto está em causa, é legítimo. O que me chamou a atenção foi a atitude parola que rodeou este momento, a sua chegada VIP, o beijinho a todas as assitentes que se encontravam na viatura, o cumprimento a todos os passageiros que se encontravam nas seis filas vizinhas (conhecidos e, pasme-se, até os estrangeiros que por ali se encontravam), os ruídos efusivos dos colegas que o acompanhavam (parecia que viajavam de avião pela primeira vez, tal era a excitação). A juntar a este espectáculo deprimente, para minha surpresa, volto a encontrar a barulhenta delegação em faustoso almoço no Golden Gate, comportavam-se como verdadeiros adolescentes em jantar de aniversário.
Estas atitudes lamentáveis não se esgotam nos "excelsos" representantes do Tribunal de Contas, vários são os exemplos de outros trabalhadores de instituições e empresas públicas que, aquando de deslocações à Madeira, soltam o provincianismo que lhes caracteriza, prolongam as estadias para aproveitar os hotéis de 5 estrelas (a expensas da organização a que pertencem) onde ficam instalados, aproveitam para esvaziar os minibares, as tabacarias, os cabeleireiros e outros serviços extra proporcionados pelas unidades hoteleiras, não se coibindo de abandonar as mesmas, deixando esses valores por conta de outrém. este país não pode avançar quando os responsáveis pela gestão de sectores fundamentais estão impregnados desta mesquinhez. Tudo fazem por uma viagem em executiva, por uma estadia num hotel de luxo, por uma refeição melhorada para, quando chegarem aos seus círculos, brandirem esse míseros troféus.
Parolice, mesquinhez, provincianismo e, acima de tudo, desfaçatez.

Para rir

«Não vale a pena cumprir o PDM no Funchal», clama o candidato socialista Luís Vilena. E tem razão, sim senhor. É o próprio arquitecto Luís Vilena que o confirma, quando assina alguns projectos.

Já sei, coitado do rapaz, sendo socialista-novo é um santo. Tem é falta de vista e enganou-se a ler os índices de construção permitidos. Pois, é o que dá não usar óculos! Aliás, será que a candidatura contra Albuquerque não tem nada a ver com uma birra antiga, com índices de construção à mistura? Eu não sei, por isso pergunto...

E já agora, será que o candidato C. Pereira não tem já garantido um lugar em Lisboa, prometido por Maximiano, estando-se por isso mesmo a borrifar para os resultados, dizendo em privado que se ganhar é uma seca? Eu cá pergunto. Observo. E depois rio.

28.9.05

La opinion

No Diário (www.dnoticias.pt), João Isidoro, deputado do PS-Madeira na Assembleia Legislativa Regional, escreve isto sobre a candidatura do PS-Madeira à Câmara Municipal do Funchal:

"(...) as propostas dos candidatos das listas do PS-M são excessivamente despesistas e de cumprimento quase impossível;

(...) o ridículo de que se cobre quem propõe a criação de comunidades terapêuticas para toxicodependentes, sabendo-se de antemão que nenhuma Câmara Municipal tem essa vocação ou terá condições financeiras para as concretizar;

(...) a insistente demagogia com a promessa de criar mil empregos por ano através da Câmara do Funchal;

(...) a sistemática suspeição, lançada pelo líder do Partido e pelo candidato do Funchal, em relação a tudo e a todos, distribuindo acusações de corrupção sobre autarcas, empresários, funcionários da Câmara e outros cidadãos, sublinhando desse modo, uma campanha negativa que não prestigia os seus autores nem mobiliza o eleitorado para as tarefas do futuro, enfim, sobre tudo aquilo que continuo a considerar constituírem aspectos que vêm afectando perigosamente uma campanha que eu e muitos socialistas preferiam civilizada, responsável e voltada para o futuro
."

Mais palavras para quê?

Dúvida sistemática II

Era uma vez... yaU! yaU!
Só mesmo neste país!

Como é possível Portugal e a Madeira deixar fugir a Yahoo?
Como?
Como se deixa escapar um gigante da informática mundial, quando a região precisa de investimento, credível, como de pão para a boca?
Como?
Se hoje existe no território nacional uma empresa que se chama AutoEuropa, foi porque, alguém criou na altura, as condições ideais para captar o investimento.

Recordo que a AutoEuropa é actualmente responsável por 5% das exportações portuguesas. Além disso, só o volume de negócios da construtora automóvel, representa 1,2% do PIB nacional. A multinacional dá ainda trabalho a 6 mil portugueses, entre empregos directos e indirectos.

Há anos que os ilustres políticos deste país, atacam sistematicamente, o Centro Internacional de Negócios da Madeira. As críticas são de todos os partidos. Começam no BE e encerram, à boca pequena, no CDS/PP. Infelizmente, nunca perceberam que ao atacarem a praça madeirense, estão a dar tiros nos pés.

É só fazer as contas. Com a não fixação da Yahoo na Madeira, Portugal acaba de perder 70 milhões de Euros, só em impostos directos. Nesta estimativa não estão contabilizadas as perdas de postos de trabalho, as mais valias da fixação de mão-de-obra, altamente qualificada; o fluxo de negócio que uma empresa como, a yahoo gera na economia, etc., etc.

Desconheço se houve um real, interesse, em o gigante Norte-americano fixar-se na Madeira. Mas, se existiu, é imperdoável que por causa de uma diferença de, mais 2% do IVA, o milionário negócio tenha sido abortado. Ou a história está mal contada, ou, é melhor fechar o país para obras.

Quem ganha com esta asneira?
Neste caso específico, a praça luxamburguesa. Nos outros investimentos não executados na Madeira? Todas as restantes praças, por uma simples razão. Se o negócio não for realizado em Portugal, é noutro; -( gosto desta expressão) - denominado paraíso fiscal, qualquer, que existe no mundo.

27.9.05

Dúvida sistemática I


Gostava que alguém explicasse, porque é que este Verão, praticamente, só “pegou lume” no concelho da Calheta?
Mais concretamente na Fajã da Ovelha. Cerca de 50% da área desta localidade, foi completamente consumida pelas chamas. As telecomunicações foram curtas. Faltou a electricidade e algumas casas estiveram em perigo.

Quase ninguém soube. Apenas os que sofreram na pele, o drama das chamas.

O mais engraçado é que isto aconteceu, na área de actuação – concelho - do “presidente da liga portuguesa dos bombeiros madeirenses”, ou algo do género. Além deste, importante cargo, tem outros. São tantos, que é difícil acertar na nomenclatura correcta.

26.9.05

Habituem-se

Alvalade XXI. Ontem à noite. Vitória magra. Jogo sofrido. Assobios. Lenços brancos. Piropos sortidos. Desespero.
O ano passado houve um campeão que mantinha toda a gente satisfeita com penaltis e livres inexistentes, jogos de qualidade duvidosa e vitórias quase sempre tangenciais. Valia tudo. E valeu tudo. Inclusive promover jogos no Algarve.
Mas do outro lado da segunda circular moram adeptos mais exigentes, mais refinados, e que sabem bem quanto custa ver ao vivo um desafio de futebol. Vai daí exigem: e exigem qualidade, exigem espectáculo, exigem coragem, exigem fantasia. Esta é a grande diferença. Pena que todos os adeptos do mundo não sejam iguais aos do Sporting. Como diria o outro: "habituem-se". Afinal, já não basta ganhar. E depois?

Divagando sobre a Joana

Parece nítida a aproximação de Joana Amaral Dias (JAD) ao PS. Desde que saiu de deputada, atirada para uma difícil eleição em Santarém, que JAD anda um pouco afastada da política e da súcia bloquista. A excepção é o blogue que mantém com Medeiros Ferreira e Bettencourt Resendes, mecanismo sempre útil para não se ser esquecido principalmente quando se anda pelo estrangeiro. Mário Soares pode por isso representar o seu patrono na entrada para a ala mais radical do PS onde prontifica um dos seus delfins, Sérgio Sousa Pinto, actual deputado europeu, compagnon de route e co-autor de um inenarrável “diálogo [de surdos] de gerações”.

A Alemanha

""Desde há três décadas que a Alemanha é vítima de uma implosão demográfica de características suicidas", escreveu em Die Welt o historiador Michael Stürmer, antigo conselheiro de Helmut Kohl. Cita o francês Yves-Marie Laulan, autor de Allemagne, chronique d"une mort annoncée (2004), que profetiza: "Este país está em vias de morrer, como economia, como nação, como povo. Mas não o sabe. Nem os vizinhos. Porque o mal é invisível. É um desmoronamento demográfico velho de trinta anos, que corrói a economia, as capacidades de defesa, as forças vivas e a sua vontade de viver."
O problema é europeu, mas particularmente agudo na Alemanha, Itália, Grécia e Europa de Leste, que já registam saldos demográficos negativos. Se a globalização é o mais aparente factor de crise, a demografia é a grande ameaça do Continente."

"A Alemanha soube adaptar-se à globalização. Reemergiu no ano passado como primeiro exportador do mundo. Graças às deslocalizações. Mas produz mil desempregados por dia. A taxa de desemprego atinge 12 por cento da população activa. A política de reformas precoces ou o "despedimento temporário" aos 50 anos criou milhões de inactivos. Hoje, afirma William Drozdiak, do Council on Foreign Relations, apenas estão a trabalhar 26 milhões de alemães, suportando um país com uma população de 82 milhões. É insustentável."

"À escala da UE, o número de pessoas em idade laboral por pensionista desceria de 3,5 em 2000 para 1,8 em 2050. Por si só, a mudança demográfica impõe a reforma do estado-providência, tal como políticas de natalidade e de integração dos imigrantes.
O problema não é apenas europeu. Também o Japão registou em 2004 um saldo demográfico negativo. Os Estados Unidos são quem melhor resiste, através de uma imigração selectiva: 11 por cento dos cidadãos americanos nasceram no estrangeiro."

Excertos do artigo de Jorge de Almeida Fernandes, no Público (apenas para assinantes) de 25 de Setembro de 2005