Confesso que não compreendo a condecoração do Presidente da República ao jornalista Tolentino de Nóbrega.
É no mínimo um paradoxo.
Sempre que foi necessário intervir na vida pública, regional, Jorge Sampaio evitou entrar em confronto com o poder local.
Agora atribui uma condecoração a quem?
Ao profissional, às notícias, ou à coragem em escrever o que mais nenhum outro jornalista publicou?
A outra interpretação, possível, é que ao atribuir esta condecoração Sampaio dá o dito pelo não dito.
Faz uma espécie de meia culpa.
Pode ser lida como um reconhecimento, ainda que implícito, de que algo vai menos bem na vida pública regional.
Será?
"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
2.3.06
Condecoração
Tolentino Nóbrega será condecorado pelo Presidente da República. Mandam as regras da boa educação que o felicite, pois bem, as minhas felicitações.
As razões que levaram a este acto dizem respeito ao Presidente mas, também, a todos nós, representados pela mais alta figura do Estado. Neste contexto tenho apenas uma crítica a fazer, crítica essa que se prende com o teor das notícias por ele produzidas. A sua independência será inquestionável, pelo menos quero acreditar que assim seja e deve ser esta a premissa da minha análise, no entanto, já não consigo ver a sua equidistância. Com efeito, este jornalista foi sempre incapaz de construir uma notícia que relevasse qualquer aspecto positivo que tenha tido origem na Madeira. Todas as suas notícias, daqui enviadas, reflectiram, única e simplesmente, os aspectos menos positivos da vida regional. Esta minha afirmação resulta da tristeza que sinto quando, ao abrir as páginas do Público, vejo o nome da Madeira associado, apenas, a situações negativas. Não que essas devam ser branqueadas ou esquecidas, o que seria aceitavável e tolerável é que os assuntos regionais fossem tratados com a justiça e imparcialidade que deve reger a actividade jornalística.
A condecoração será merecida, fica o amargo resultante da incapacidade de se abstrair de aspectos pessoais e de motivações tendenciosas. O trabalho teria sido melhor se mais justo e real. Não são só desgraças, nem crimes, nem problemas, nem faltas de respeito, nem vícios. Faltaram os bons exemplos, as inovações, as antecipações e os progressos. Teria sido mais interessante se o quadro transmitido fosse mais completo.
As razões que levaram a este acto dizem respeito ao Presidente mas, também, a todos nós, representados pela mais alta figura do Estado. Neste contexto tenho apenas uma crítica a fazer, crítica essa que se prende com o teor das notícias por ele produzidas. A sua independência será inquestionável, pelo menos quero acreditar que assim seja e deve ser esta a premissa da minha análise, no entanto, já não consigo ver a sua equidistância. Com efeito, este jornalista foi sempre incapaz de construir uma notícia que relevasse qualquer aspecto positivo que tenha tido origem na Madeira. Todas as suas notícias, daqui enviadas, reflectiram, única e simplesmente, os aspectos menos positivos da vida regional. Esta minha afirmação resulta da tristeza que sinto quando, ao abrir as páginas do Público, vejo o nome da Madeira associado, apenas, a situações negativas. Não que essas devam ser branqueadas ou esquecidas, o que seria aceitavável e tolerável é que os assuntos regionais fossem tratados com a justiça e imparcialidade que deve reger a actividade jornalística.
A condecoração será merecida, fica o amargo resultante da incapacidade de se abstrair de aspectos pessoais e de motivações tendenciosas. O trabalho teria sido melhor se mais justo e real. Não são só desgraças, nem crimes, nem problemas, nem faltas de respeito, nem vícios. Faltaram os bons exemplos, as inovações, as antecipações e os progressos. Teria sido mais interessante se o quadro transmitido fosse mais completo.
1.3.06
Hipotecar a consciência
No PSD-Madeira, o professor Virgílio Pereira faz parte do restrito grupo daqueles que pensam pela própria cabeça e, sobretudo, dizem publicamente aquilo que lhes vai na alma, mesmo que, por vezes, isso seja entendido como uma “ameaça” à suposta integridade do partido.
Pereira não é, nem nunca foi, homem de jogos de bastidores. Diz pela frente aquilo que outros teimam em dizer pelas costas. Fala de forma desassombrada, porque não teme mais que a sua própria consciência.
Ao contrário de alguns que conspiram nos bastidores - ratos que abandonarão o barco ao primeiro sinal de naufrágio - Virgílio Pereira assume claramente posições que, por vezes, são incómodas. Mas fá-lo de forma honesta.
Ao contrário de outros, o professor Virgílio não é “fonte anónima” de notícias prejudiciais ao partido e a companheiros de partido.
Não promove intrigas junto de destacados membros da oposição nos corredores do Parlamento.
Não diz mal, em festas “semi-privadas” - ou “semi-públicas” como se queira - do líder do partido.
Não põe negócios à frente dos interesses do PSD-Madeira.
Alerta para situações que, se não forem corrigidas, darão cabo do partido, para contentamento de alguns que por enquanto ainda andam por lá.
Não é, enfim, sabujo praticante do oficial lambebotismo.
Pereira não é, nem nunca foi, homem de jogos de bastidores. Diz pela frente aquilo que outros teimam em dizer pelas costas. Fala de forma desassombrada, porque não teme mais que a sua própria consciência.
Ao contrário de alguns que conspiram nos bastidores - ratos que abandonarão o barco ao primeiro sinal de naufrágio - Virgílio Pereira assume claramente posições que, por vezes, são incómodas. Mas fá-lo de forma honesta.
Ao contrário de outros, o professor Virgílio não é “fonte anónima” de notícias prejudiciais ao partido e a companheiros de partido.
Não promove intrigas junto de destacados membros da oposição nos corredores do Parlamento.
Não diz mal, em festas “semi-privadas” - ou “semi-públicas” como se queira - do líder do partido.
Não põe negócios à frente dos interesses do PSD-Madeira.
Alerta para situações que, se não forem corrigidas, darão cabo do partido, para contentamento de alguns que por enquanto ainda andam por lá.
Não é, enfim, sabujo praticante do oficial lambebotismo.
Por isso, a ideia de “dispensá-lo” é, ela própria, o hipotecar da consciência do partido.
Gonçalo Nuno Santos
Post-Scriptum
Colaboro, com muito prazer e muita honra, a convite do Professor Virgílio Pereira, no Projecto Funchal 500 Anos. E fá-lo-ei enquanto ele me quiser por lá. Este texto nada tem a ver com essa colaboração, é apenas uma manifestação de respeito e simpatia para com uma figura que aprendi sempre a admirar e a respeitar. Sei que alguns, à falta de melhores argumentos, dirão o contrário. Sinceramente, estou-me a cagar para eles…
Coimbra, a Estética e a Casa da Madeira
Estive em Coimbra e conheci (salvo seja, porque apenas jantei na mesma mesa) Mário Perniola, professor da Universidade de Roma que apresentou a edição portuguesa do seu livro “O Sex-Appeal do Inorgânico”, editado pelo meu amigo João Diogo (http://www.ariadne-editora.com). A curiosidade filosófica voltou a manifestar-se e irei ler o livro deste pensador contemporâneo. Não é que a Estética seja uma disciplina que me agrade muito, não é! Mas gosto do título (às vezes é assim que descobrimos alguma coisa que gostamos).
Felicito, desde aqui, o João. É necessário coragem para publicar livros que poucos lêem. O trabalho de mediador do conhecimento não é fácil. Acredito que provoque algumas insónias. Mas vale a pena. Pelo menos para ele!
Aproveitei a minha estadia e visitei a Casa da Madeira de Coimbra e sinceramente fiquei desiludido com o que vi. O bar, um dos ex-libris da noite conimbricence continua fechado, passados 5 anos. Compreendo que o processo de (re)legalização não seja fácil (iniciei-o, portanto sei bem do que falo), mas já passaram 5 anos. E o governo regional até já disponibilizou dinheiro para as intervenções necessárias, mas segundo me disseram, faltou o projecto.
Outra coisa que me entristeceu foi a atitude de um dirigente que conheci à porta. Nunca foi fácil gerir esta associação. O pessoal é jovem, tem outros interesses, nem sempre está disposto a abdicar da sua vida em nome da Casa. Mas fico seriamente preocupado quando o vice-presidente responde da seguinte forma a algumas questões: “eu tenho exame de medicina legal no sábado, portanto até lá não sei de nada”.
Não sei quem é o rapaz! Acredito até que tenha boa-vontade. Mas convenhamos que esta não é uma resposta que se dê a um sócio (será porque não pago as quotas de sócio correspondente?). Porque se o rapazola não tem tempo, podia bem não ter aceite integrar a direcção.
Não é que este tipo de atitude seja novo. Sempre houve membros dos órgãos sociais que não se entregaram à causa. O que é novo é a forma como é assumida a atitude. Nunca tinha ouvido da boca de um dirigente, de forma tão clara e inequívoca, que se estava a marimbar para a Casa da Madeira.
Porventura é devido a esta nova forma de ser dirigente associativo que se chegou ao total abandono do bar da Casa da Madeira de Coimbra. Causa-me tristeza o facto deste espaço estar cada vez mais afastado da comunidade de madeirenses de Coimbra e até da comunidade onde se insere. O bar já foi um ponto de encontro e de partilha entre madeirenses e restante comunidade. Já foi um local de promoção da inter-culturalidade. Neste momento está morto e o óbito é atestado nos exames de medicina legal.
Espero que surja uma nova direcção, com uma nova atitude e já agora com novas pessoas. Que não se estejam a marimbar para a Casa da Madeira, só porque têm um exame de Direito.
Felicito, desde aqui, o João. É necessário coragem para publicar livros que poucos lêem. O trabalho de mediador do conhecimento não é fácil. Acredito que provoque algumas insónias. Mas vale a pena. Pelo menos para ele!
Aproveitei a minha estadia e visitei a Casa da Madeira de Coimbra e sinceramente fiquei desiludido com o que vi. O bar, um dos ex-libris da noite conimbricence continua fechado, passados 5 anos. Compreendo que o processo de (re)legalização não seja fácil (iniciei-o, portanto sei bem do que falo), mas já passaram 5 anos. E o governo regional até já disponibilizou dinheiro para as intervenções necessárias, mas segundo me disseram, faltou o projecto.
Outra coisa que me entristeceu foi a atitude de um dirigente que conheci à porta. Nunca foi fácil gerir esta associação. O pessoal é jovem, tem outros interesses, nem sempre está disposto a abdicar da sua vida em nome da Casa. Mas fico seriamente preocupado quando o vice-presidente responde da seguinte forma a algumas questões: “eu tenho exame de medicina legal no sábado, portanto até lá não sei de nada”.
Não sei quem é o rapaz! Acredito até que tenha boa-vontade. Mas convenhamos que esta não é uma resposta que se dê a um sócio (será porque não pago as quotas de sócio correspondente?). Porque se o rapazola não tem tempo, podia bem não ter aceite integrar a direcção.
Não é que este tipo de atitude seja novo. Sempre houve membros dos órgãos sociais que não se entregaram à causa. O que é novo é a forma como é assumida a atitude. Nunca tinha ouvido da boca de um dirigente, de forma tão clara e inequívoca, que se estava a marimbar para a Casa da Madeira.
Porventura é devido a esta nova forma de ser dirigente associativo que se chegou ao total abandono do bar da Casa da Madeira de Coimbra. Causa-me tristeza o facto deste espaço estar cada vez mais afastado da comunidade de madeirenses de Coimbra e até da comunidade onde se insere. O bar já foi um ponto de encontro e de partilha entre madeirenses e restante comunidade. Já foi um local de promoção da inter-culturalidade. Neste momento está morto e o óbito é atestado nos exames de medicina legal.
Espero que surja uma nova direcção, com uma nova atitude e já agora com novas pessoas. Que não se estejam a marimbar para a Casa da Madeira, só porque têm um exame de Direito.
Ventos de mudança
Como as coisas mudam...
Hoje, quase que me emocionei. Realmente, aquilo que senti foi uma espécie surpresa e embaraço. Quase inexplicável, ver o "Grande Educador da Classe Operária" a viajar da forma mais burguesa possível: na primeira fila da primeira classe. (Já agora, eu, grande aproveitador da dita mamadeira regional, sabujo ignorante cuja empresa não presta embora já exista há mais de 30 anos e, que eu saiba, só estou metido nestas coisas da política há sete, viajava em classe económica).
O paladino dos direitos do proletariado, a Joana d'Arc do PREC, aquele que empunhava o estandarte dos direitos dos trabalhadores, rendido ao capitalismo primário. Faz-nos pensar.
Não vejo nenhum atentado em defender os direitos dos que são oprimidos e que menos têm e, simultaneamente, gozar os confortos e prazeres que a vida proporciona. É uma questão de confronto de princípios, de moralidade, no mínimo estranha para quem como eu não faria algo semelhante. Que dirão aqueles que por ele foram "educados", todos os que, religiosamente, beberam as suas palavras eivadas de ódio e romantismo, os milhares que acreditaram ser possível concretizar a utopia ?
Estando nos antípodas do pensamento político por ele defendido, abominando a forma e a substância da sua luta, não deixo de sentir um certo deslento e uma mágoa contida por assistir a este fim das coisas. É testemunhar a derrota de um sonho, por muito errado que ele possa estar, um sonho por tantos acalentado.
Importa perceber o que se passou, será que ele desistiu da sua luta, julgou-a inconsequente ? ou, por outro lado, concluiu que esteve errado este tempo todo ? Baixou os braços ou viu a luz ?
Só o próprio poderá responder. As motivações de cada um só a ele dizem respeito e julgá-las leva a conclusões estúpidas e, muito raramente, acertadas.
Fica a desilusão para os seus seguidores de outrora e a frieza da constatação de que a História e o Tempo tudo corrigem e acertam.
Hoje, quase que me emocionei. Realmente, aquilo que senti foi uma espécie surpresa e embaraço. Quase inexplicável, ver o "Grande Educador da Classe Operária" a viajar da forma mais burguesa possível: na primeira fila da primeira classe. (Já agora, eu, grande aproveitador da dita mamadeira regional, sabujo ignorante cuja empresa não presta embora já exista há mais de 30 anos e, que eu saiba, só estou metido nestas coisas da política há sete, viajava em classe económica).
O paladino dos direitos do proletariado, a Joana d'Arc do PREC, aquele que empunhava o estandarte dos direitos dos trabalhadores, rendido ao capitalismo primário. Faz-nos pensar.
Não vejo nenhum atentado em defender os direitos dos que são oprimidos e que menos têm e, simultaneamente, gozar os confortos e prazeres que a vida proporciona. É uma questão de confronto de princípios, de moralidade, no mínimo estranha para quem como eu não faria algo semelhante. Que dirão aqueles que por ele foram "educados", todos os que, religiosamente, beberam as suas palavras eivadas de ódio e romantismo, os milhares que acreditaram ser possível concretizar a utopia ?
Estando nos antípodas do pensamento político por ele defendido, abominando a forma e a substância da sua luta, não deixo de sentir um certo deslento e uma mágoa contida por assistir a este fim das coisas. É testemunhar a derrota de um sonho, por muito errado que ele possa estar, um sonho por tantos acalentado.
Importa perceber o que se passou, será que ele desistiu da sua luta, julgou-a inconsequente ? ou, por outro lado, concluiu que esteve errado este tempo todo ? Baixou os braços ou viu a luz ?
Só o próprio poderá responder. As motivações de cada um só a ele dizem respeito e julgá-las leva a conclusões estúpidas e, muito raramente, acertadas.
Fica a desilusão para os seus seguidores de outrora e a frieza da constatação de que a História e o Tempo tudo corrigem e acertam.
28.2.06
Se o rídiculo matasse...
Pedro Emanuel, um sofrível defesa central do FC Porto, admitiu estar "orgulhoso" por poder representar a selecção de Angola no próximo Campeonato do Mundo.
O homem, que apenas em caso de evidente calamidade seria convocado à selecção portuguesa, nasceu em Angola e veio para Portugal com 3 anos, em 1974. E nunca mais regressou à terra onde, por acidente, veio ao mundo. Mesmo assim, diz que não se esquece das origens.
Se o ridículo matasse, o bom do Emanuel caía redondo...
O homem, que apenas em caso de evidente calamidade seria convocado à selecção portuguesa, nasceu em Angola e veio para Portugal com 3 anos, em 1974. E nunca mais regressou à terra onde, por acidente, veio ao mundo. Mesmo assim, diz que não se esquece das origens.
Se o ridículo matasse, o bom do Emanuel caía redondo...
Quo Vadis?
Para onde caminha Isidoro? Para o PSD não é de certeza, porque Roma não paga a traidores...
Muro das lamentações
As cartas de leitor do DN transformaram-se no muro das lamentações dos deputados e dirigentes do PS-Madeira. O português de alguns, contudo, deixa muito a desejar....
27.2.06
Código Da Vinci
Dan Brow vai a tribunal, acusado de plágio. Não me comove particularmente. Ainda se tivesse copiado qualquer coisita de melhor qualidade...
24.2.06
Tendências
Uma esplanada sobre o mar. Uma tarde de sol. Um bom livro e uma cerveja. Cenário agradável. Destruído repentinamente por Música pimba ao gritos. Ivete não sei das quantas aos berros. Porra às vezes despertam em mim tendências homicidas...
23.2.06
O Gosto Pelo Poder
Todos nós já percebemos que existem certas coisas que vão mal neste terra. O que jamais esperava era a luta pelo “pelo poleiro” na Associação de Mulheres Empresárias.
Porque se será que são raros os que querem deixar o poder?
Porque é que não dão oportunidade às instituições para se reinventarem?
Infelizmente quando instalados, querem perpetuar ideias e métodos, a maioria das vezes ultrapassados, custe o que custar.
Nem sempre os pais génitos são os que melhor desenvolvem os filhos. Julgo que a senhora Vignolo está a cometer idêntico pecado.
Porque se será que são raros os que querem deixar o poder?
Porque é que não dão oportunidade às instituições para se reinventarem?
Infelizmente quando instalados, querem perpetuar ideias e métodos, a maioria das vezes ultrapassados, custe o que custar.
Nem sempre os pais génitos são os que melhor desenvolvem os filhos. Julgo que a senhora Vignolo está a cometer idêntico pecado.
A realidade existe
O Comité Central do PCP, de acordo com uma notícia saída ontem no Público, entende que no caso das caricaturas de Maomé o que está em causa “não é a liberdade de imprensa e de expressão, mas acções provocatórias de carácter racista e xenófobo que insultando e identificando o islão com o terrorismo procuram atiçar a tensão, alimentar e explorar acções radicais que possam servir de pretexto para o prosseguimento da estratégia de agressão e guerra imperialista contra países soberanos e a criminalização das forças e povos que lhe resistem”. Mas como delirar não paga imposto e a asneira (liberdade de expressão) é livre, o Comité Central vê ainda “motivações” e uma “ofensiva mais geral do grande capital e do imperialismo”, interessado em propagar e em semear o ódio e a violência. A táctica não é nova. Aliás, está putrefacta de tanto ser utilizada. Daqui a pouco, o camarada Jerónimo dirá que o Presidente americano, himself, é o autor moral dos desenhos porque está interessado no petróleo e na instabilidade na região e que foi ele próprio que financiou o concurso. Pelo meio, os sionistas também entrarão em cena com uma série de métodos pouco ortodoxos e tenebrosos. No fim, surgirá como complemento a globalização predadora. O camarada Jerónimo, como se vê, é mais um caso perdido. Com o fim do comunismo (prática política), o discurso marxista (teoria) virou-se para o cinismo e para a má-fé, numa clara acção de desespero demonstrativa da sua impotência política. No seu discurso seráfico, e saudosista, o Camarada Jerónimo não vê que lá fora a realidade existe.
22.2.06
A sorte é que são socialistas
Mais duas notícias fabulosas, provenientes daquele verdadeiro manicómio socialista a que chamamos governo.
1ª - Todos nós vamos financiar a compra da PT, pela SONAE. Ficamos hoje a saber que o grupo de Belmiro de Azevedo, caso obtenha luz verde para a aquisição a Telecom portuguesa, com certeza não pagará IRC durante muitos aninhos, pois apresentará prejuízos ano após ano. E o mesmo governo que pede ao coitado que ganha 500€/mês para fazer sacrifícios em nome do bem comum, vai fazer este favorzinho ao Sr. Belmiro. Anualmente, a perda de receita ficará à volta dos 3 mil milhões de Euros. Coisa pouca, portanto, mas que era capaz de dar um jeitão ao Fundo de Pensões (aquele que o Sr. Ministro das Finanças teme que venha a falir).
Desde já aviso: também quero a minha quota parte nos lucros da PT e da SONAE, já que estou a financiá-las. E também quero poder apresentar resultados anuais negativos – o que de resto nem é difícil, porque a miséria que ganho chega para as despesas, mas muito à justa –, logo tendo direito à totalidade do que paguei ao IRS.
2ª - O Sr. ministro dos Negócios Estrangeiros, depois de despedir 39 funcionários do Ministério, nomeou amigos para cargos importantes e acima de tudo bem remunerados. Cada um dos amigos vai receber cerca de 13.000,00€. Diz-se que dois deles foram indicados pelo “diamond man”, mais conhecido por “bochechas”. Mas podem apenas as más-línguas e o miserabilismo, tipicamente português, a falar. Gostei foi da explicação para a contratação do conselheiro da UNESCO em Paris: “O dr. Martins Goulart é professor catedrático de Filosofia e corresponde à filosofia da UNESCO”. Bem, com esta explicação, vou que me colocar a jeito. Pode ser que necessitem de mais alguns profs de filosofia. E é verdade que não sou catedrático, mas também sou mais barato (uns quaisquer 4 mil Euros resolviam a questão).
1ª - Todos nós vamos financiar a compra da PT, pela SONAE. Ficamos hoje a saber que o grupo de Belmiro de Azevedo, caso obtenha luz verde para a aquisição a Telecom portuguesa, com certeza não pagará IRC durante muitos aninhos, pois apresentará prejuízos ano após ano. E o mesmo governo que pede ao coitado que ganha 500€/mês para fazer sacrifícios em nome do bem comum, vai fazer este favorzinho ao Sr. Belmiro. Anualmente, a perda de receita ficará à volta dos 3 mil milhões de Euros. Coisa pouca, portanto, mas que era capaz de dar um jeitão ao Fundo de Pensões (aquele que o Sr. Ministro das Finanças teme que venha a falir).
Desde já aviso: também quero a minha quota parte nos lucros da PT e da SONAE, já que estou a financiá-las. E também quero poder apresentar resultados anuais negativos – o que de resto nem é difícil, porque a miséria que ganho chega para as despesas, mas muito à justa –, logo tendo direito à totalidade do que paguei ao IRS.
2ª - O Sr. ministro dos Negócios Estrangeiros, depois de despedir 39 funcionários do Ministério, nomeou amigos para cargos importantes e acima de tudo bem remunerados. Cada um dos amigos vai receber cerca de 13.000,00€. Diz-se que dois deles foram indicados pelo “diamond man”, mais conhecido por “bochechas”. Mas podem apenas as más-línguas e o miserabilismo, tipicamente português, a falar. Gostei foi da explicação para a contratação do conselheiro da UNESCO em Paris: “O dr. Martins Goulart é professor catedrático de Filosofia e corresponde à filosofia da UNESCO”. Bem, com esta explicação, vou que me colocar a jeito. Pode ser que necessitem de mais alguns profs de filosofia. E é verdade que não sou catedrático, mas também sou mais barato (uns quaisquer 4 mil Euros resolviam a questão).
Eis a Casa do ARTISTA


Por questões técnicas, ( o computador esteve constipado) só agora revelo a casa dos artistas. Levei desta vez a máquina ao Laboratório de Engenharia Regional . Como não há outro laboratório.
Quer dizer,... até existe um pr`os lados do Campo da Barca, mas acho que está como estas imagens ( fora de prazo). No tal Laboratório(o de Engenharia) disseram-me para não me preocupar.
Garantem que não é estripe mais perigosa,... o tal HN1.
Estou, por isso, mais descansado.
Os leitores podem continuar a blogar....
É esta a explicação para a exagerada, demora, mas como qualquer artista, o verdadeiro tem destas coisas, ou esta não fosse a verdadeira casa de que tanto se falou, mas nunca se viu, nas últimas 3 semanas.
21.2.06
Comentar o quê?
Estive ausente por uns dias. Comecei de férias e, francamente, tenho tido muito pouca pachorra para comentar o que quer que seja. Particularmente quando o assunto mais em foco nesta santa terra é o estratégico passo atrás do vice-presidente que, aprecebendo-se da inevitabilidade da continuidade de Jardim, se antecipou inteligentemente àquilo que poderia ser a sua morte política.
De resto, parece reinar a santa concórdia por cá. E até o deputado Gouveia tem aproveitado os "quinze minutos de fama" para dar entrevistas. Souto Moura antecipou-se ao estranho marasmo do Procurador da terra e anunciou que ia processar o socialista. Nada de novo, portanto.
Em Lisboa, o Governo fez um ano. Sócrates atrapalhou-se várias vezes, não cumpriu rigorosamente nada do que prometera na campanha e anunciou uma OTA antes da OPA de Belmiro. Pelo meio, deu um choque no choque tecnológico e recebeu Gates com honras de chefe de estado, pondo vários ministros de cócoras ao mesmo tempo perante o senhor da Microsoft. E perdeu duas eleições, embora uma das derrotas tenha dado tremendo jeito...
E até o campeonato de futebol continua calmo e tranquilo, com o meu Sporting a demonstrar uma capacidade inesperada para dar luta aos do norte.
Enfim, nada de novo a norte deste Equador...
Por isso, comentar o quê?
De resto, parece reinar a santa concórdia por cá. E até o deputado Gouveia tem aproveitado os "quinze minutos de fama" para dar entrevistas. Souto Moura antecipou-se ao estranho marasmo do Procurador da terra e anunciou que ia processar o socialista. Nada de novo, portanto.
Em Lisboa, o Governo fez um ano. Sócrates atrapalhou-se várias vezes, não cumpriu rigorosamente nada do que prometera na campanha e anunciou uma OTA antes da OPA de Belmiro. Pelo meio, deu um choque no choque tecnológico e recebeu Gates com honras de chefe de estado, pondo vários ministros de cócoras ao mesmo tempo perante o senhor da Microsoft. E perdeu duas eleições, embora uma das derrotas tenha dado tremendo jeito...
E até o campeonato de futebol continua calmo e tranquilo, com o meu Sporting a demonstrar uma capacidade inesperada para dar luta aos do norte.
Enfim, nada de novo a norte deste Equador...
Por isso, comentar o quê?
Bem aparecido
Gosto que o Sancho esteja aqui. Independentemente da sua cor política/ideológica que, de resto, não é chamada para rigorosamente nada.
Já o tinha pensado convidar antes. Desde que o blog apareceu, mais concretamente. Por uma razão ou por outra, que nada têm a ver com a qualidade do que o Sancho escreve, ou com a amizade que sinto por ele, só o convidei agora.
Creio que tornará este espaço mais dinâmico e plural.
Tenho pena é que um ou dois imbecis, sem o conhecerem de lado nenhum, lhe coloquem rótulos à partida.
Saravá, Sancho. Estou á tua espera para tomar um copo na Páscoa.
Já o tinha pensado convidar antes. Desde que o blog apareceu, mais concretamente. Por uma razão ou por outra, que nada têm a ver com a qualidade do que o Sancho escreve, ou com a amizade que sinto por ele, só o convidei agora.
Creio que tornará este espaço mais dinâmico e plural.
Tenho pena é que um ou dois imbecis, sem o conhecerem de lado nenhum, lhe coloquem rótulos à partida.
Saravá, Sancho. Estou á tua espera para tomar um copo na Páscoa.
Altruísmo
Recentemente, li que o dignissímo presidente da Junta de Gaula resolveu fazer uma comissão para comemorar os não sei quantos anos da freguesia. É saudável e salutar. Gostei, particularmente das declarações que fez, anunciando solenemente que "não queria rivalizar com a Comissão dos 500 anos da Cidade do Funchal". Ufa, que alívio, senhor presidente da Junta. A Comissão do V Centenário agradece embevecida o seu gesto altruísta...
Souto Moura: louco ou visionário?
Ainda não percebi o nosso Procurador Geral da República. Estou em dúvida acerca da personalidade do homem. Ou é um esquizofrénico perigoso ou um Robin Hood, que irá fazer revelações estrondosas no final do mandato, que justifiquem toda esta loucura que tem sido o seu reinado. Até lá, continuo na dúvida e não me atrevo a emitir qualquer juízo. Porque como a situação está, é sempre demasiado perigoso...
África
Quando se fala na pobreza em África é importante desmontar duas ideias, ou fantasias, falaciosas: o colonialismo acabou, mas continua responsável por aquilo que acontece em África (primeira ideia); a liberalização do comércio aumentou as desigualdades e, consequentemente, a pobreza em África (segunda ideia).
Entre 1960 e 1997 o continente africano recebeu qualquer coisa como o equivalente a seis planos Marshall. Resultado: um enorme e indescritível desastre. África está hoje muito pior do que estava, há quarenta anos atrás. Um exemplo particular: a esperança de vida no Zimbabwe passou de 56 para 33 anos. Vários outros exemplos gerais: metade da sua população vive com menos de um dólar; a fome mata anualmente milhões; a esperança de vida está nos 46 anos; uma em cada seis crianças morre antes de atingir os 5 anos; há 25 milhões de infectados (projecções simpáticas) com o HIV sendo que dois milhões sucumbiram à pandemia apenas em 2005. Problema central: o mundo perante a catástrofe evidente, alicerçado num forte sentimento de culpa (ocidental, sobretudo), decidiu doar rios de dinheiro que mais não serviram do que para encher os bolsos ou de políticos corruptos ou de senhores da guerra. Em qualquer das hipóteses, tratou-se sempre de gente pouco recomendável, que na maioria larga dos casos dedicou-se afincadamente à destruição física, e maciça, dos recursos disponíveis. Como lamento, a grande massa dos europeus convenceu-se de que doar dinheiro apagava o desconforto das imagens que corriam mundo e eliminava, da sua consciência, os dramas e as tragédias individuais e colectivas que entravam, via televisão, casa adentro. Por isso, nada como puxar do livro de cheques e comprar alguma leveza de consciência. Erro crasso, claro está. A maioria dos fundos disponibilizados acabou em parte incerta. Aliás, 80 cêntimos de cada dólar, para ser mais exacto. E claro que a caridade não desenvolveu as estruturas económicas nem deu azo ao desenvolvimento efectivo de uma classe média empreendedora capaz de solidificar alguma coisa de concreto que pudesse avalizar um qualquer futuro. O dinheiro mandou. Logo, o dinheiro comprou, por exemplo, as armas necessárias para amansar o povo e eliminar os adversários, principalmente os incómodos, em troca do forjar de algo levemente parecido com eleições.
Depois da Guerra Fria, situação complexa que não pode ser avaliada fora do contexto específico da época e dos blocos divididos por um muro, restou um único culpado: a América imperial, mais os falcões da sua administração (do passado e do presente, com especial ressonância na administração Reagan, afinal aquela que fez o muro ruir gerando um ódio evidente), responsáveis pelo arrastar das situações devido à sua política geoestratégica expansionista e predatória dos recursos terrestres ou mesmo devido à falta de interesse da região em questão. Outro grave, e roliço, engano. E explicação demasiado simplista para ser levada a sério. Os primeiros responsáveis da grave situação africana são os seus governantes, mesmo que educados nas melhores universidades americanas, inglesas, russas ou francesas e sob influência do “ocidente”. É preciso dizer as coisas como elas são. Usar o colonialismo, ou mesmo o pós-colonialismo, como justificação e desculpabilização pelo terror instituído e diversificado, não ajuda a resolver a situação porque, é preciso que se diga, boa parte dos líderes africanos são déspotas da pior espécie e, em alguns casos, notórios serial killers. Tudo o resto, é defender o indefensável e ser conivente com quem diariamente trai o seu povo, não criando uma única infra-estrutura que possa fazer crescer um país.
Quanto ao argumento da liberalização do comércio é preciso dizer que este é, e quanto a mim, um não argumento. Porque sucede precisamente o contrário: o problema africano resulta do excessivo proteccionismo de alguns mercados e não da liberalização do comércio ou da globalização em si. Basta ver a vergonha da União Europeia e das suas políticas agrícolas, o proteccionismo alfandegário e aduaneiro de blocos comerciais antagónicos e o recente falhanço da Organização Mundial de Comércio. O problema é estar, e continuar, à margem da globalização. Não é estar na globalização. O problema é que gostamos demasiado do nosso bem-estar e aceitamos que líderes africanos continuem impunes. O problema é que passar o raio do cheque é bem mais fácil. E dá menos chatices.
B. Macedo
Entre 1960 e 1997 o continente africano recebeu qualquer coisa como o equivalente a seis planos Marshall. Resultado: um enorme e indescritível desastre. África está hoje muito pior do que estava, há quarenta anos atrás. Um exemplo particular: a esperança de vida no Zimbabwe passou de 56 para 33 anos. Vários outros exemplos gerais: metade da sua população vive com menos de um dólar; a fome mata anualmente milhões; a esperança de vida está nos 46 anos; uma em cada seis crianças morre antes de atingir os 5 anos; há 25 milhões de infectados (projecções simpáticas) com o HIV sendo que dois milhões sucumbiram à pandemia apenas em 2005. Problema central: o mundo perante a catástrofe evidente, alicerçado num forte sentimento de culpa (ocidental, sobretudo), decidiu doar rios de dinheiro que mais não serviram do que para encher os bolsos ou de políticos corruptos ou de senhores da guerra. Em qualquer das hipóteses, tratou-se sempre de gente pouco recomendável, que na maioria larga dos casos dedicou-se afincadamente à destruição física, e maciça, dos recursos disponíveis. Como lamento, a grande massa dos europeus convenceu-se de que doar dinheiro apagava o desconforto das imagens que corriam mundo e eliminava, da sua consciência, os dramas e as tragédias individuais e colectivas que entravam, via televisão, casa adentro. Por isso, nada como puxar do livro de cheques e comprar alguma leveza de consciência. Erro crasso, claro está. A maioria dos fundos disponibilizados acabou em parte incerta. Aliás, 80 cêntimos de cada dólar, para ser mais exacto. E claro que a caridade não desenvolveu as estruturas económicas nem deu azo ao desenvolvimento efectivo de uma classe média empreendedora capaz de solidificar alguma coisa de concreto que pudesse avalizar um qualquer futuro. O dinheiro mandou. Logo, o dinheiro comprou, por exemplo, as armas necessárias para amansar o povo e eliminar os adversários, principalmente os incómodos, em troca do forjar de algo levemente parecido com eleições.
Depois da Guerra Fria, situação complexa que não pode ser avaliada fora do contexto específico da época e dos blocos divididos por um muro, restou um único culpado: a América imperial, mais os falcões da sua administração (do passado e do presente, com especial ressonância na administração Reagan, afinal aquela que fez o muro ruir gerando um ódio evidente), responsáveis pelo arrastar das situações devido à sua política geoestratégica expansionista e predatória dos recursos terrestres ou mesmo devido à falta de interesse da região em questão. Outro grave, e roliço, engano. E explicação demasiado simplista para ser levada a sério. Os primeiros responsáveis da grave situação africana são os seus governantes, mesmo que educados nas melhores universidades americanas, inglesas, russas ou francesas e sob influência do “ocidente”. É preciso dizer as coisas como elas são. Usar o colonialismo, ou mesmo o pós-colonialismo, como justificação e desculpabilização pelo terror instituído e diversificado, não ajuda a resolver a situação porque, é preciso que se diga, boa parte dos líderes africanos são déspotas da pior espécie e, em alguns casos, notórios serial killers. Tudo o resto, é defender o indefensável e ser conivente com quem diariamente trai o seu povo, não criando uma única infra-estrutura que possa fazer crescer um país.
Quanto ao argumento da liberalização do comércio é preciso dizer que este é, e quanto a mim, um não argumento. Porque sucede precisamente o contrário: o problema africano resulta do excessivo proteccionismo de alguns mercados e não da liberalização do comércio ou da globalização em si. Basta ver a vergonha da União Europeia e das suas políticas agrícolas, o proteccionismo alfandegário e aduaneiro de blocos comerciais antagónicos e o recente falhanço da Organização Mundial de Comércio. O problema é estar, e continuar, à margem da globalização. Não é estar na globalização. O problema é que gostamos demasiado do nosso bem-estar e aceitamos que líderes africanos continuem impunes. O problema é que passar o raio do cheque é bem mais fácil. E dá menos chatices.
B. Macedo
19.2.06
O futebol de domingo
Costumo dizer que o futebol em Portugal é demasiado mau. Na verdade, quanto a mim, esta é uma evidência sem necessidade de grande comprovação. Ainda há pouco, o líder da prova entrou em campo com um tal de Ivanildo, um desastroso Alan, um inexistente Adriano, um ridículo Bosingwa e com um central mais conhecido na luta livre do que no futebol. Pelo meio, jogou ainda esse extraordinário Jorginho, candidato a pior jogador da liga das apostas. E o Marítimo, claro, ajudando à festa, conseguiu perder um jogo parecido com um filme de terror: mau demais para ser verdade. Há alguns anos atrás, uma equipa destas seria impossível num clube que lutasse pelo título. Hoje é uma prática recorrente e a fazer escola. Ao contrário do que muitos pensaram (eu inclusive) os holandeses que aterraram em Portugal no último defeso não trouxeram consigo nada de novo ou sequer de inovador. Trouxeram absurdos inexplicáveis disfarçados de tácticas e ilusões escondidas na suposta notoriedade dos seus currículos. Porto e Benfica são consequentemente erros de casting profundos que sobrevivem mais pelo peso das suas camisolas do que propriamente pela qualidade do seu futebol de todo inexistente. O futebol em Portugal piora a olhos vistos. Só não vê quem não quer. Mas continua-se a acreditar em milagres.
B. Macedo
B. Macedo
Vivas ao país dos matraquilhos!
Definitivamente cada vez mais me convenço que vivemos num país de matraquilhos. O jornalista do Público que fez a investigação ao caso Eurominas e desencadeou a Comissão Parlamentar fez hoje, de novo, revelações que implicam directamente o ex-ministro António Vitorino no caso. Enquanto ministro, porque como advogado já estava provado que o seu escritório foi responsável pela defesa da empresa canadiana. Ora, temos um ministro que inicia o processo de restituir a uma empresa uns terrenos que tinham sido “emprestados” pelo Estado, enquanto a fábrica laborasse por estas bandas. Isto depois de um antigo Primeiro-Ministro ter decidido, de acordo com a legislação, que os terrenos eram públicos e que não havia direito a qualquer indemnização. Atropela uma antiga decisão do Governo Português e decide salvar a empresa da falência, propondo o pagamento de uns meros milhões por parte da EDP que cometeu o “crime” de cortar a energia eléctrica à empresa, por falta de pagamento da facturinha mensal. Como se não bastasse, vai que também decide resolver o processo fora dos tribunais, alegando interesse nacional (a razão evocada prendia-se com a ínfima possibilidade do Estado ser condenado ao pagamento da indemnização). Como em Portugal a justiça anda a passo de caracol, passam-se uns aninhos e o senhor sai do Governo, voltando, por um período fugaz, à sua actividade de advogado. Por mera coincidência, a empresa em litígio com o Estado, contrata os préstimos do escritório do “D. Sebastião” socialista, para a representar nesse mesmo diferendo. O Dr. António Vitorino não fica com o processo, logo não há qualquer problema. E o Estado paga uma pipa de massa e a empresa fica contente e o antigo Secretário de Estado que tinha negociado com a empresa como governante e que (pasme-se) também era sócio do escritório de advocacia que negoceia com o Estado em nome da empresa, fica satisfeito e o Dr. António Vitorino fica satisfeito. Todos ficam satisfeitos! Passam-se uns anos, tudo isto torna-se público e a classe política, na generalidade, fica calada. Mas como a indignação de uns poucos é um bocadito para o grande, cria-se uma comissão de inquérito, omite-se as incongruências das explicações, aparecem como virgens ofendidas uns senhores que teriam muito que explicar, chega-se à conclusão que não se pode provar nenhuma ilegalidade, manda-se às malvas a ética e ficam as coisas assim. E não há nenhuma revolta e o povo não exige decência e o Presidente da República não diz nada e a vida continua. E é provável que o Dr. Vitorino ainda volte a ocupar uma cadeirinha, bem remunerada, no Estado e os portugueses, amestradinhos como estão e como bons matraquilhos que são, uma vez mais, comem e calam. E é este o quotidiano nacional. E é no meio desta indecência que temos que viver.
18.2.06
Porque a primeira vez é a mais difícil...
Pois é. Existe mais um conspirador das 7. Ou às 7! Ou então mais um, para ver se chega aos 7. Ou, por outro lado, a ideia é reunir 7 tolos a ver se chegam a sábios. Pode ser que daqui a algum tempo decidam(os) fazer algo em vez de discutir. Mas como acredito no diálogo, no debate, no confronto de ideias – às vezes sério, outras nem por isso – prontamente aceitei o convite que o Gonçalo, gentilmente, me endereçou (do qual, com certeza, já se arrependeu). Aqui está, portanto, um tolo à vossa disposição.
Neste espaço procurarei deixar algumas preocupações que tenho. Por vezes de forma sistematizada, outras de forma mais emotiva, logo subjectiva e legitimamente sujeita à crítica e ao contraditório. Portanto não se inibam: critiquem, contradigam. Tentarei, na medida do possível, responder. Sejam anónimos, estejam identificados, sejam de Direita ou de Esquerda. Pertençam ao Bloco ou ao CDS (não esquecendo os do intervalo). Estou aberto e preparado até para a ofensa, coisa que, acredito, não acontecerá frequentemente, pois sei que a maioria dos leitores deste blog gosta de discutir ideias.
Alerto, contudo, para o facto de não residir no Funchal. É possível, portanto, não comentar muitos assuntos de interesse puramente regional. Acompanho, com a disponibilidade que tenho, a vida da minha terra. Leio com frequência a imprensa regional (até o Furabardos, vejam só!). Mas perdoem-me por nem sempre me sentir suficientemente informado para opinar sobre o quotidiano madeirense. Com isto não quero dizer que os meus posts serão de completo desinteresse para os madeirenses. Pelo menos assim espero, porque como todos nós, adoro ouvir-me falar (escrever, neste caso), mas também gosto de um bocadito de atenção. E isso, sei bem, só acontecerá se postar sobre assuntos de interesse para a maioria dos que cá vêm.
Esta é a minha primeira incursão opinativa na blogosfera, como blogger. Espero que corra bem!
Sancho Gomes
PS – Ainda pensei em comentar a proposta “socialista” do nosso Ministro da Saúde, a quem parece que a única forma de resolver os problemas financeiros do seu Ministério é cobrar mais a quem menos tem. Mas como acredito que todos os portugueses estão devidamente elucidados…
Neste espaço procurarei deixar algumas preocupações que tenho. Por vezes de forma sistematizada, outras de forma mais emotiva, logo subjectiva e legitimamente sujeita à crítica e ao contraditório. Portanto não se inibam: critiquem, contradigam. Tentarei, na medida do possível, responder. Sejam anónimos, estejam identificados, sejam de Direita ou de Esquerda. Pertençam ao Bloco ou ao CDS (não esquecendo os do intervalo). Estou aberto e preparado até para a ofensa, coisa que, acredito, não acontecerá frequentemente, pois sei que a maioria dos leitores deste blog gosta de discutir ideias.
Alerto, contudo, para o facto de não residir no Funchal. É possível, portanto, não comentar muitos assuntos de interesse puramente regional. Acompanho, com a disponibilidade que tenho, a vida da minha terra. Leio com frequência a imprensa regional (até o Furabardos, vejam só!). Mas perdoem-me por nem sempre me sentir suficientemente informado para opinar sobre o quotidiano madeirense. Com isto não quero dizer que os meus posts serão de completo desinteresse para os madeirenses. Pelo menos assim espero, porque como todos nós, adoro ouvir-me falar (escrever, neste caso), mas também gosto de um bocadito de atenção. E isso, sei bem, só acontecerá se postar sobre assuntos de interesse para a maioria dos que cá vêm.
Esta é a minha primeira incursão opinativa na blogosfera, como blogger. Espero que corra bem!
Sancho Gomes
PS – Ainda pensei em comentar a proposta “socialista” do nosso Ministro da Saúde, a quem parece que a única forma de resolver os problemas financeiros do seu Ministério é cobrar mais a quem menos tem. Mas como acredito que todos os portugueses estão devidamente elucidados…
17.2.06
Fatwa à "vilhão"
Alguns comentários, invariavelmente anónimos, levaram-me a responder desta maneira. É tão fácil dizer mal, asnear, vilipendiar, acusar, denegrir, inventar, quando nos escondemos atrás de um qualquer anonimato, quando não podemos ser responsabilizados, ainda por cima com o desprízel argumento da protecção, do medo de ser prejudicado. Revela bem a estrutura desta gente, da vontade que têm em mudar aquilo que julgam estar mal. São tão esquizofrénicos e encolhidos que, mesmo nas eleições (lembrem-se que o voto é secreto), escolhem manter o "status quo".
Disparam verdades absolutas e ameaçam com os ventos de mudança e as alterações correctivas que o futuro nos reserva. Ameaçam, fazem juras de vingança, esperam ansiosamente que tudo mude, embora não contribuam, minimamente, para isso.
Muito bem, todos os filhos de dirigentes´, de governantes, de militantes do PSD, de simpatizantes do PSD, de funcionários públicos, de amigos de governantes, de familiares de governantes, de amigos de membros da oposição que, por acaso, são amigos ou familiares de governantes, de conhecidos de governantes, de empregados de governantes, DEIXEM A MADEIRA.
De acordo com os guardiães acobardados, que vivem à sombra da tal mamadeira que tanto criticam, que não têm coragem para assumir as suas críticas, que sugam o mais que podem, que babujam em torno do regime que desprezam, que rastejam subservientes, que fazem vénias exageradas à passagem dos respectivos superiores hierárquicos, decretaram que a atribuição de lugares na função pública aos referidos no parágrafo anterior está absolutamente proibida.
Emigrem, fujam, a espada justiceira pende sobre as vossas cabeças, os invertebrados que se julgam donos da verdade preparam-se para o julgamento final, nada, nem ninguém lhes escapará.
Disparam verdades absolutas e ameaçam com os ventos de mudança e as alterações correctivas que o futuro nos reserva. Ameaçam, fazem juras de vingança, esperam ansiosamente que tudo mude, embora não contribuam, minimamente, para isso.
Muito bem, todos os filhos de dirigentes´, de governantes, de militantes do PSD, de simpatizantes do PSD, de funcionários públicos, de amigos de governantes, de familiares de governantes, de amigos de membros da oposição que, por acaso, são amigos ou familiares de governantes, de conhecidos de governantes, de empregados de governantes, DEIXEM A MADEIRA.
De acordo com os guardiães acobardados, que vivem à sombra da tal mamadeira que tanto criticam, que não têm coragem para assumir as suas críticas, que sugam o mais que podem, que babujam em torno do regime que desprezam, que rastejam subservientes, que fazem vénias exageradas à passagem dos respectivos superiores hierárquicos, decretaram que a atribuição de lugares na função pública aos referidos no parágrafo anterior está absolutamente proibida.
Emigrem, fujam, a espada justiceira pende sobre as vossas cabeças, os invertebrados que se julgam donos da verdade preparam-se para o julgamento final, nada, nem ninguém lhes escapará.
16.2.06
Um projecto ainda "verde"
A luta continua no parlamento.
Desta vez a polémica nasceu pelas mãos do deputado da CDU.
Edgar Silva denunciou negócios ilícitos na empresa “Ilhas Verdes”.
Segundo o parlamentar houve gestão “danosa” de dinheiro públicos.
Curiosamente, o testa de ferro do projecto empresarial é também deputado, mas não estava no parlamento quando o deputado comunista denunciou a alegada corrupção.
Desta vez a polémica nasceu pelas mãos do deputado da CDU.
Edgar Silva denunciou negócios ilícitos na empresa “Ilhas Verdes”.
Segundo o parlamentar houve gestão “danosa” de dinheiro públicos.
Curiosamente, o testa de ferro do projecto empresarial é também deputado, mas não estava no parlamento quando o deputado comunista denunciou a alegada corrupção.
Atentado contra a liberdade de expressão
Portugal continua a resvalar para um Estado de direito, com poucos direitos.
O que se passou, ontem na redacção do jornal 24 HORAS é um atentado contra a liberdade de expressão.
Na ausência de um bode expiatório, a justiça aponta armas aos jornalistas.
Nada melhor par justificar a ineficácia de um aparelho há anos desfuncional.
O que se passou, ontem na redacção do jornal 24 HORAS é um atentado contra a liberdade de expressão.
Na ausência de um bode expiatório, a justiça aponta armas aos jornalistas.
Nada melhor par justificar a ineficácia de um aparelho há anos desfuncional.
A mais cara
15.2.06
Eficiência
A justiça portuguesa é, no mínimo "sui generis". Há um mês, Sampaio deu um prazo de trinta dias para se saber exactamente o que se passara. Hoje, a PJ entrou por uma redacção dentro a vasculhar computadores. Rápida e eficiente. Como sempre, aliás...
Não se pode transigir com o novo totalitarismo
O totalitarismo tem de ser combatido sem medos e sem cedências. De qualquer espécie. Não se negoceia com quem defende valores opostos aos da liberdade. Se por comparação (num exercício meramente prático) quisermos analisar o valor da liberdade na nossa sociedade em comparação com outras, não podemos ter qualquer dúvida: a nossa sociedade é superior (é preciso dizer as coisas como elas são) porque é a liberdade que nos garante esta nossa enorme diversidade política, cultural, económica e social. É a liberdade, por exemplo, que nos permite alimentar esta nossa polémica nas páginas de internet do nosso blogue. Isso valoriza-nos.
Quem massacra à pedrada, pratica excisões em crianças, apedreja a mulher adúltera, nega o holocausto ou se deixa explodir num mercado cheio de crianças não é gente recomendável nem gente que eu convide para ir ao café ou para comer em minha casa. Eu sei que são afirmações perigosas, mas perigosos são também os tempos. Nenhum de nós gosta de fascistas.
A história, infelizmente, não nos deixa outro remédio que não seja o não transigir perante a chantagem, o terror ou a intolerância de gente que não quer ou que não sabe ver ou aceitar o que está verdadeiramente em causa: o nosso estilo de vida, a nossa liberdade, a nossa pluralidade. Devemos por isso resistir em nome de todos aqueles que sofreram na pele as arbitrariedades de doutrinas totalitárias, como o fascismo e o comunismo, e à luta que muitos outros travaram para impedir que nós não sofrêssemos hoje na pele a arbitrariedade total do homem sobre o homem, hasteada em nome da utopia e da sociedade perfeita, gritada em nome do sonho tornado pesadelo, num mundo onde a única pergunta - o porquê? - nunca teve uma única ou singular resposta. Recordar Primo Levi e Soljenitsin deve ser suficiente.
Algures por aí se falou na instrumentalização de imagens desenterradas quatro meses depois com intuitos dúbios. Algures por aí foi afirmado que existiriam interesses obscuros por parte da extrema-direita interessada em fazer renascer esta polémica (que muito sinceramente não é polémica coisíssima nenhuma) com objectivos, quiçá pró-americanos, devido à situação explosiva que se vive no Médio Oriente. Sinceramente, o argumento de tanto usado está gasto. É o mesmo que justifica a guerra no Iraque com o petróleo e exactamente o mesmo que afirma que o Katrina é consequência da globalização predadora. Mas ainda assim poderíamos colocar a questão ao contrário: porquê só agora? Que obscuros interesses estarão por trás das agendas políticas dos fundamentalistas? Sim: porque não colocar a questão ao contrário? Porque é que apenas um lado é capaz de ser conspirativo? Por acaso não haverá islâmicos com vontade própria?
Outra coisa que não podemos estar constantemente a utilizar é o maldito sentimento de culpa pelo passado. Fizemos muitas asneiras, fizemos muitas matanças, e em nome de valores e dos nossos deuses e de outros santos promovemos uma sangrenta Inquisição. Tudo isto foi feito pelo Ocidente apostado em demonstrar, então, a sua superioridade militar, cultural, económica e social. Com resultados desastrosos, diga-se em abono da verdade. Mas isso não pode desculpar nem permitir que outros se aproveitem desse sentimento de culpa para explorar a nossa permanente boa vontade, alicerçada na tentação do diálogo e na busca de soluções de compromisso. Sintomática a situação africana, continuamente injectada com donativos que se limitam a encher chorudas contas bancárias em bancos suíços enquanto os seus dirigentes se sucedem por golpe de Estado ou por conivência política, deixando populações inteiras na miséria e na fome, enquanto assobiamos para o lado ou para o ar. Mas por mais concertos que se façam, com Geldoff e Bono à frente da trupe, a situação não se vai alterar nunca se não houver a coragem de colocar um travão a este nefasto vício que não ajuda os povos que necessitam: apenas apela a um dos nossos sentimentos menos nobres, o da compaixão, traduzida na nossa consciência tranquila de dever cumprido, como a esmola que damos aos mendigos que encontramos nas ruas das nossas cidades.
Mas o problema destes países e destas regiões não é também a globalização (ou o suposto novo império), como muita gente maravilhada e hipnotizada por Chomsky e Negri por aí arenga. O problema é precisamente o contrário: o problema é estar fora e à margem dessa globalização (que ao contrário do que muitos julgam tem regras) porque tudo lhes passa ao lado. Literalmente ao lado. Isto pouca gente quer entender. Ou confortavelmente prefere não entender. Olhem para o exemplo indiano e também para o chinês, e vejam o seu crescimento. Mas como povos de potências “neocoloniais”, que exploraram os mais fracos e que disso se aproveitaram para enriquecer, parece que mais uma geração inteira de europeus terá que pagar as facturas (em atraso?) do passado, como forma de ultrapassar os incómodos do presente. Tudo em nome daquilo que outros, noutros tempos fizeram e projectaram. Desculpem, mas não carrego cruzes de outros, nem aceito que se viva com estes fantasmas. Nem tolero, ainda, que me imponham um sentimento de compaixão que acho repugnante porque essa é a forma mais fácil de cruzar os braços e de não encontrar solução cabal para as coisas. Definitivamente.
Acredito que este conflito, infelizmente, não terminará tão cedo. É latente e parece apenas precisar de um ligeiro rastilho para deflagrar em maior escala (se é que já não deflagrou). Só que ceder em caricaturas ou em simples desenhos, é meio caminho andado para ceder em tudo o resto: na literatura, na pintura, na fotografia, na roupa, na linguagem, nos usos e nos costumes porque podemos ofender a dignidade do profeta ou de outro qualquer ser. Dispensa-se uma nova Idade Média.
Derrotamos há seis décadas o fascismo. Mais recentemente derrotamos o comunismo embora este sobreviva por todo o lado, sem legitimidade política face ao desastre dos resultados, implantado nas nossas universidades e nos meios de comunicação social que deliram com imaginativas teorias e com um conjunto de teses que se pautam, mais pela irresponsabilidade e facilitismo do que propriamente por uma análise séria das coisas. Agora, devemos derrotar este novo totalitarismo (o islamismo radical) que não gosta de nós, do nosso modo de viver e que está disposto a massacrar o que for preciso para impor uma sociedade sem liberdade, ancorada no medo, na escuridão e em dogmas religiosos. Passados estes anos todos, pensei que o totalitarismo fosse coisa sem argumentação ou justificação possíveis. Enganei-me redondamente.
Finalmente, outro aspecto que quanto a mim também é perceptível é que quem promove o choque civilizacional são aqueles que não toleram que outros, nos seus países, tenham liberdade de expressão, queimando, agredindo e matando em nome dessa intolerância. Uma coisa é o direito à indignação (legítima); outra, totalmente diferente, é usar como escudo essa indignação para espalhar e semear a violência gratuita, pilhando, violentando e matando e instrumentalizando (sim, porque os manifestantes nem sabem a cor das caricaturas) ódios com fins políticos. Não pode haver benevolência nem branqueamento de semelhantes comportamentos. Contemporizar, ou deferir, neste particular é voltar atrás. E é um verdadeiro retrocesso civilizacional. Não só da nossa civilização como também de todas as outras que primam pela tolerância e pelo direito à liberdade e à diferença e que procuram um mundo equilibrado onde seja possível haver, apesar das nossas diferenças culturais evidentes, uma só raça de homens: a dos homens livres.
Quem massacra à pedrada, pratica excisões em crianças, apedreja a mulher adúltera, nega o holocausto ou se deixa explodir num mercado cheio de crianças não é gente recomendável nem gente que eu convide para ir ao café ou para comer em minha casa. Eu sei que são afirmações perigosas, mas perigosos são também os tempos. Nenhum de nós gosta de fascistas.
A história, infelizmente, não nos deixa outro remédio que não seja o não transigir perante a chantagem, o terror ou a intolerância de gente que não quer ou que não sabe ver ou aceitar o que está verdadeiramente em causa: o nosso estilo de vida, a nossa liberdade, a nossa pluralidade. Devemos por isso resistir em nome de todos aqueles que sofreram na pele as arbitrariedades de doutrinas totalitárias, como o fascismo e o comunismo, e à luta que muitos outros travaram para impedir que nós não sofrêssemos hoje na pele a arbitrariedade total do homem sobre o homem, hasteada em nome da utopia e da sociedade perfeita, gritada em nome do sonho tornado pesadelo, num mundo onde a única pergunta - o porquê? - nunca teve uma única ou singular resposta. Recordar Primo Levi e Soljenitsin deve ser suficiente.
Algures por aí se falou na instrumentalização de imagens desenterradas quatro meses depois com intuitos dúbios. Algures por aí foi afirmado que existiriam interesses obscuros por parte da extrema-direita interessada em fazer renascer esta polémica (que muito sinceramente não é polémica coisíssima nenhuma) com objectivos, quiçá pró-americanos, devido à situação explosiva que se vive no Médio Oriente. Sinceramente, o argumento de tanto usado está gasto. É o mesmo que justifica a guerra no Iraque com o petróleo e exactamente o mesmo que afirma que o Katrina é consequência da globalização predadora. Mas ainda assim poderíamos colocar a questão ao contrário: porquê só agora? Que obscuros interesses estarão por trás das agendas políticas dos fundamentalistas? Sim: porque não colocar a questão ao contrário? Porque é que apenas um lado é capaz de ser conspirativo? Por acaso não haverá islâmicos com vontade própria?
Outra coisa que não podemos estar constantemente a utilizar é o maldito sentimento de culpa pelo passado. Fizemos muitas asneiras, fizemos muitas matanças, e em nome de valores e dos nossos deuses e de outros santos promovemos uma sangrenta Inquisição. Tudo isto foi feito pelo Ocidente apostado em demonstrar, então, a sua superioridade militar, cultural, económica e social. Com resultados desastrosos, diga-se em abono da verdade. Mas isso não pode desculpar nem permitir que outros se aproveitem desse sentimento de culpa para explorar a nossa permanente boa vontade, alicerçada na tentação do diálogo e na busca de soluções de compromisso. Sintomática a situação africana, continuamente injectada com donativos que se limitam a encher chorudas contas bancárias em bancos suíços enquanto os seus dirigentes se sucedem por golpe de Estado ou por conivência política, deixando populações inteiras na miséria e na fome, enquanto assobiamos para o lado ou para o ar. Mas por mais concertos que se façam, com Geldoff e Bono à frente da trupe, a situação não se vai alterar nunca se não houver a coragem de colocar um travão a este nefasto vício que não ajuda os povos que necessitam: apenas apela a um dos nossos sentimentos menos nobres, o da compaixão, traduzida na nossa consciência tranquila de dever cumprido, como a esmola que damos aos mendigos que encontramos nas ruas das nossas cidades.
Mas o problema destes países e destas regiões não é também a globalização (ou o suposto novo império), como muita gente maravilhada e hipnotizada por Chomsky e Negri por aí arenga. O problema é precisamente o contrário: o problema é estar fora e à margem dessa globalização (que ao contrário do que muitos julgam tem regras) porque tudo lhes passa ao lado. Literalmente ao lado. Isto pouca gente quer entender. Ou confortavelmente prefere não entender. Olhem para o exemplo indiano e também para o chinês, e vejam o seu crescimento. Mas como povos de potências “neocoloniais”, que exploraram os mais fracos e que disso se aproveitaram para enriquecer, parece que mais uma geração inteira de europeus terá que pagar as facturas (em atraso?) do passado, como forma de ultrapassar os incómodos do presente. Tudo em nome daquilo que outros, noutros tempos fizeram e projectaram. Desculpem, mas não carrego cruzes de outros, nem aceito que se viva com estes fantasmas. Nem tolero, ainda, que me imponham um sentimento de compaixão que acho repugnante porque essa é a forma mais fácil de cruzar os braços e de não encontrar solução cabal para as coisas. Definitivamente.
Acredito que este conflito, infelizmente, não terminará tão cedo. É latente e parece apenas precisar de um ligeiro rastilho para deflagrar em maior escala (se é que já não deflagrou). Só que ceder em caricaturas ou em simples desenhos, é meio caminho andado para ceder em tudo o resto: na literatura, na pintura, na fotografia, na roupa, na linguagem, nos usos e nos costumes porque podemos ofender a dignidade do profeta ou de outro qualquer ser. Dispensa-se uma nova Idade Média.
Derrotamos há seis décadas o fascismo. Mais recentemente derrotamos o comunismo embora este sobreviva por todo o lado, sem legitimidade política face ao desastre dos resultados, implantado nas nossas universidades e nos meios de comunicação social que deliram com imaginativas teorias e com um conjunto de teses que se pautam, mais pela irresponsabilidade e facilitismo do que propriamente por uma análise séria das coisas. Agora, devemos derrotar este novo totalitarismo (o islamismo radical) que não gosta de nós, do nosso modo de viver e que está disposto a massacrar o que for preciso para impor uma sociedade sem liberdade, ancorada no medo, na escuridão e em dogmas religiosos. Passados estes anos todos, pensei que o totalitarismo fosse coisa sem argumentação ou justificação possíveis. Enganei-me redondamente.
Finalmente, outro aspecto que quanto a mim também é perceptível é que quem promove o choque civilizacional são aqueles que não toleram que outros, nos seus países, tenham liberdade de expressão, queimando, agredindo e matando em nome dessa intolerância. Uma coisa é o direito à indignação (legítima); outra, totalmente diferente, é usar como escudo essa indignação para espalhar e semear a violência gratuita, pilhando, violentando e matando e instrumentalizando (sim, porque os manifestantes nem sabem a cor das caricaturas) ódios com fins políticos. Não pode haver benevolência nem branqueamento de semelhantes comportamentos. Contemporizar, ou deferir, neste particular é voltar atrás. E é um verdadeiro retrocesso civilizacional. Não só da nossa civilização como também de todas as outras que primam pela tolerância e pelo direito à liberdade e à diferença e que procuram um mundo equilibrado onde seja possível haver, apesar das nossas diferenças culturais evidentes, uma só raça de homens: a dos homens livres.
Desabafo (terceiro e último)
Estou a ver as notícias da tarde. E a ficar farto do discurso politicamente correcto do “relativismo cultural”. Como diria um amigo meu, “à borda merda com o relativismo cultural”!
OPA, HOTIL, SOBRE A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Informo-o que esta é uma ideia original, ao contrário do que já possa estar a pensar. O tio Belmiro apenas foi mais rápido do que eu. Eu também só tenho na minha conta bancária uns míseros cêntimos. O “retalhista” (é como AJJ lhe chama) tem milhões. Ele não tem dinheiro para comprar a PT, mas não o impediu de lançar uma OPA sobre a PT. Eu também, não tenho, mas vou fazer o mesmo. Vou lançar uma OPA, hostil, sobre a Assembleia.
Já explico porque é que levei tantos dias a prepará-la.
Devido à complexidade da operação, foi necessário consultar, antes, o banco.
Não ia avançar para uma OPA, sem a necessária cobertura financeira.
Ao contrário de Belmiro de Azevedo, a minha proposta não cobre toda a Assembleia. Existem sectores, políticos, que a minha oferta pública deixa de fora.
Em conversa com o meu Banco. Nada de confundir com o BES - (O meu opera na Zona Franca e só tem um escritório no Funchal) aconselhou-me a só adquirir 10% do grupo Parlamentar do PSD.
Mas como?
É simples meu caro amigo!
Disse a administração da Instituição Financeira para mim.
O resto não produz nada. Só vão à assembleia levantar o dedo. Você vai substitui-los por computadores.
E os deputados do PS. Interessam?
Bom… Sabe que não dão votos. Explico. Em linguagem económica também não podemos considerar que são rentáveis.
Todos?
Não! Você compra-os. É óbvio que vai ter que vender alguns. Os que financeiramente não interessam. O Fernão Freitas fala de mais. O João Carlos quando fala o país ouve-o. O Jacinto fala mas poucos o ouvem. O outro Freitas, não fala mas é um perigo…. Está a perceber.
Mais ou menos..
E os pequenos partidos?
Você vai reciclá-los. Como?
Vai criar uma nova esquerda à esquerda da esquerda que já existe.
É simples. O BE quer exterminar a CDU. A CDU sonha em acabar com BE.
Está a ver. É simples.
E o CDS-PP?
Já não é a mesma coisa…. Desde que “morreu” o Paulinho das feiras… e como sabe, o presidente dirige o partido a partir de Bruxelas…
Está bem. Mas é economicamente, interessante?
Com tantas contas já duvido do real valor das coisas.
Claro que sim. Se não fosse interessante o próprio PSD-M já teria acabado com ele.
Já explico porque é que levei tantos dias a prepará-la.
Devido à complexidade da operação, foi necessário consultar, antes, o banco.
Não ia avançar para uma OPA, sem a necessária cobertura financeira.
Ao contrário de Belmiro de Azevedo, a minha proposta não cobre toda a Assembleia. Existem sectores, políticos, que a minha oferta pública deixa de fora.
Em conversa com o meu Banco. Nada de confundir com o BES - (O meu opera na Zona Franca e só tem um escritório no Funchal) aconselhou-me a só adquirir 10% do grupo Parlamentar do PSD.
Mas como?
É simples meu caro amigo!
Disse a administração da Instituição Financeira para mim.
O resto não produz nada. Só vão à assembleia levantar o dedo. Você vai substitui-los por computadores.
E os deputados do PS. Interessam?
Bom… Sabe que não dão votos. Explico. Em linguagem económica também não podemos considerar que são rentáveis.
Todos?
Não! Você compra-os. É óbvio que vai ter que vender alguns. Os que financeiramente não interessam. O Fernão Freitas fala de mais. O João Carlos quando fala o país ouve-o. O Jacinto fala mas poucos o ouvem. O outro Freitas, não fala mas é um perigo…. Está a perceber.
Mais ou menos..
E os pequenos partidos?
Você vai reciclá-los. Como?
Vai criar uma nova esquerda à esquerda da esquerda que já existe.
É simples. O BE quer exterminar a CDU. A CDU sonha em acabar com BE.
Está a ver. É simples.
E o CDS-PP?
Já não é a mesma coisa…. Desde que “morreu” o Paulinho das feiras… e como sabe, o presidente dirige o partido a partir de Bruxelas…
Está bem. Mas é economicamente, interessante?
Com tantas contas já duvido do real valor das coisas.
Claro que sim. Se não fosse interessante o próprio PSD-M já teria acabado com ele.
Desabafo (mais preocupado)
Espero que este blog não chegue à comunidade muçulmana, caso contrário, ainda levo com uma fatwa em cima. E cheira-me que por cá não serei só eu…
Desabafo (absolutamente desnecessário)
Se eu vivesse num país quente onde nem uma cervejita pudesse entornar, onde as mulheres passassem vestidas dos pés à cabeça, apesar dos quarenta graus à sombra, onde tivesse de rezar três ou quatro vezes por dia virado para uma cidade mais poeirenta que a minha e onde a melhor música que podia ouvir era o chamamento do muezzin, garanto-vos que também deixava a barba crescer e queimava bandeiras da Dinamarca e corria cidade fora com um carregamento de bombas a fazer de cinto! Garanto-vos…
14.2.06
Esquecimentos.
O embaixador do Irão em Portugal foi entrevistado. De forma solene, afirmou que a melhor resposta do Ocidente em relação à questão das caricaturas foi dada por Portugal, através do comunicado do MNE (verdadeira peça de cobardia política, complementada pela declarações ridículas do ministro, em Évora).
O valor desta opinião, por pouco que fosse, desaparece completamente quando o tonto avança com as suas teorias acerca do Holocausto, citando "Visitei Auschwitz e Birkenau duas vezes e, fazendo as minhas contas, cheguei à conclusão que para matar 6 milhões de judeus, os alemães precisariam de 15 anos.".
A estupidez desta afirmação impediria qualquer comentário, no entanto, só para os mais incautos diria o seguinte: Auschwitz-Birkenau (complexo de trabalho forçado e extermínio) foi apenas um (o mais terrível, é certo) dos "palcos" da fúria ariana, esqueceu-se, o senhor embaixador, de Treblinka, Belzec, Sobibor, Majdanek, Chelmno, Mathausen, Sachsenhausen, Dachau, Buchenwald, Theresienstadt (este, considerado um paraíso quando com os outros comparado), dos guetos de Varsóvia, Lublin, Lodz, Lvov, Cracóvia, dos Einsatzgruppen, dos comboios de transporte de gado, dos fuzilamentos, da eutanásia, das experiências de Mengele, da organização de Eichmann, tanta ignomínia esquecida pelo senhor embaixador.
De forma subserviente, já estou a ver um telegrama de agradecimento do MNE, pelas palavras amáveis e doutas do senhor embaixador (da célebre escola humanista de Teerão).
O valor desta opinião, por pouco que fosse, desaparece completamente quando o tonto avança com as suas teorias acerca do Holocausto, citando "Visitei Auschwitz e Birkenau duas vezes e, fazendo as minhas contas, cheguei à conclusão que para matar 6 milhões de judeus, os alemães precisariam de 15 anos.".
A estupidez desta afirmação impediria qualquer comentário, no entanto, só para os mais incautos diria o seguinte: Auschwitz-Birkenau (complexo de trabalho forçado e extermínio) foi apenas um (o mais terrível, é certo) dos "palcos" da fúria ariana, esqueceu-se, o senhor embaixador, de Treblinka, Belzec, Sobibor, Majdanek, Chelmno, Mathausen, Sachsenhausen, Dachau, Buchenwald, Theresienstadt (este, considerado um paraíso quando com os outros comparado), dos guetos de Varsóvia, Lublin, Lodz, Lvov, Cracóvia, dos Einsatzgruppen, dos comboios de transporte de gado, dos fuzilamentos, da eutanásia, das experiências de Mengele, da organização de Eichmann, tanta ignomínia esquecida pelo senhor embaixador.
De forma subserviente, já estou a ver um telegrama de agradecimento do MNE, pelas palavras amáveis e doutas do senhor embaixador (da célebre escola humanista de Teerão).
Freitas outra vez
O Ministro Freitas, com as suas despropositadas declarações de domingo, voltou a demonstrar que tem um ódio visceral aos americanos e aos restantes aliados tradicionais de Portugal. Resta saber – e para isso alguém vai ter de lhe perguntar – se fala em nome individual ou em nome do Governo.
Se Freitas faz considerações como as do passado domingo em nome individual, comete um erro gravíssimo, porque não se pode esquecer, em circunstância alguma, de que é Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, cargo que, de resto não permite espaço para grandes considerandos próprios. Nesse caso, deveria ser demitido.
Se o Ministro diz aquilo que diz em nome do Governo, seria bom que Sócrates assumisse a mudança na posição estratégica de Portugal. E explicasse as vantagens e desvantagens da mesma.
A bem de todas as famílias…
Se Freitas faz considerações como as do passado domingo em nome individual, comete um erro gravíssimo, porque não se pode esquecer, em circunstância alguma, de que é Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, cargo que, de resto não permite espaço para grandes considerandos próprios. Nesse caso, deveria ser demitido.
Se o Ministro diz aquilo que diz em nome do Governo, seria bom que Sócrates assumisse a mudança na posição estratégica de Portugal. E explicasse as vantagens e desvantagens da mesma.
A bem de todas as famílias…
O blog dos leitores - Homenagem a Agostinho da Silva
Porque hoje, 13 de Feveiro, se fosse vivo, Agostinho Baptista da Silva, fazia cem anos.
Porque vale a pena mantê-lo vivo.
Tânia Spínola
"Erros meus, má Fortuna.
Amor ardente em minha perdição se conjuraram,
os Erros e Fortuna sobejaram que para mim
bastava Amor somente."
"Se para ti bastava Amor somente
amor em mim não chega para nada
pois preciso inventar o que hei-de amar
pensando que é a vida que o inventa
já que juntos nós vamos percorrendo um tempo
que também é irreal
o não ser de que é tudo a mim me anima
me recria no espaço que não há não haver
nada é tudo por que anseio para me erguer
não sendo o reteimar que verdadeiro amor é mesmo amar
pois que nunca a ninguém apraz não ser."
Agostinho Baptista da Silva
Porque vale a pena mantê-lo vivo.
Tânia Spínola
"Erros meus, má Fortuna.
Amor ardente em minha perdição se conjuraram,
os Erros e Fortuna sobejaram que para mim
bastava Amor somente."
"Se para ti bastava Amor somente
amor em mim não chega para nada
pois preciso inventar o que hei-de amar
pensando que é a vida que o inventa
já que juntos nós vamos percorrendo um tempo
que também é irreal
o não ser de que é tudo a mim me anima
me recria no espaço que não há não haver
nada é tudo por que anseio para me erguer
não sendo o reteimar que verdadeiro amor é mesmo amar
pois que nunca a ninguém apraz não ser."
Agostinho Baptista da Silva
O blog dos leitores- Nunca
[Ficar em casa] NUNCA!! Deixar de ver a cara de babados que os chamados "humanos" têm nesse dia?? É uma oportunidade a nunca perder! OM, CHRIM, KRIM, GHRIM...
Luz Lira
Referente ao texto 14
Luz Lira
Referente ao texto 14
O blog dos leitores
Caro Gonçalo,
Pode até ser que haja uma excessiva comercialização do dia.
No entanto, devo lembrar-lhe que há muitos homens com memória curta e também mulheres.
Por isso, é sempre bom celebrar.
beijos,
Marisa Frade
Referente ao texto 14
Pode até ser que haja uma excessiva comercialização do dia.
No entanto, devo lembrar-lhe que há muitos homens com memória curta e também mulheres.
Por isso, é sempre bom celebrar.
beijos,
Marisa Frade
Referente ao texto 14
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