Agora foi o primeiro-ministro que não achou importante dar uma palavrinha aos portugueses sobre as acusações de João Cravinho.
Será que esta gente fez um pacto de silêncio? Compreendo que não tenham nada de interessante para dizer, mas ia sendo tempo de darem algumas justificações ao país. Ao que parece, acham que não têm esse dever. Democratas, estes senhores...
"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
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4.10.07
20.9.07
Meio anjo, meio pateta.

Ouvi e li hoje a entrevista de Miguel Albuquerque ao DN-Madeira.
Patético, no mínimo. Definitivamente, quem não tem nada para dizer, deve ficar calado. E o presidente da edilidade funchalense perdeu uma daquelas belíssimas oportunidades...
Senhor presidente, você já sabe e não deveria ser necessário gritar-lhe aos ouvidos: À MULHER DE CÉSAR NÃO BASTA SER SÉRIA, É PRECISO PARECER. E toda aquela trapalhada com o seu amigo Carlos Saraiva não parece. Não basta soprar para o ar.
Portanto, se não quer continuar a servir de saco de pancada do seu correlegionário, não se ponha a jeito. Defenda-se, proteja-se. Seja rigoroso e transparente. Seja e pareça sério. Não deixe espaço aos seus detractores. Porque senão, engolem-no!
PS - Eu sei que hoje estou para os clichés, mas quando outros já disseram melhor que nós...
25.7.07
Que falta de decência! E ninguém escapou.
Começa a ser tempo de Jaime Ramos ter algum tento na língua. As afirmações proferidas mais do que envergonharem o parlamento, deveriam envergonhar o próprio. Não defendo hipocrisias como as que existem na Assembleia da República (aquela do terem medo de chamar os bois pelos nomes "mata-me"), mas é imperioso que os deputados à Assembleia Legislativa Regional respeitem a instituição máxima da Autonomia. Sob pena da sua total e inapelável desacreditação.
Para além disso, os argumentos apresentados por Jaime Ramos são absurdos. Como se o homem deixasse de receber os lucros no final do ano apenas por não ser administrador ou gerente de empresas que todos sabemos serem dele. Haja decência!
Miguel de Sousa também não ficou nada bem na fotografia, por não ter acabado com aquele regabofe logo de início. E foi pior a emenda do que o soneto, quando fez a sua defesa. É que autocrítica por autocrítica, até não lhe ficava nada mal alguma!
Estranhei também foi a compreensão de Victor Freitas em relação às afirmações de Jaime Ramos. Então é normal um deputado "perder a cabeça" e proferir as barbaridades que o líder da bancada parlamentar do PSD - Madeira proferiu? Então Victor, andas a preparar alguma, é?...
Para além disso, os argumentos apresentados por Jaime Ramos são absurdos. Como se o homem deixasse de receber os lucros no final do ano apenas por não ser administrador ou gerente de empresas que todos sabemos serem dele. Haja decência!
Miguel de Sousa também não ficou nada bem na fotografia, por não ter acabado com aquele regabofe logo de início. E foi pior a emenda do que o soneto, quando fez a sua defesa. É que autocrítica por autocrítica, até não lhe ficava nada mal alguma!
Estranhei também foi a compreensão de Victor Freitas em relação às afirmações de Jaime Ramos. Então é normal um deputado "perder a cabeça" e proferir as barbaridades que o líder da bancada parlamentar do PSD - Madeira proferiu? Então Victor, andas a preparar alguma, é?...
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22.6.07
O combate do dr. Pereira
O sr. deputado Carlos Pereira, pessoa a quem reconheço valor e competência técnica na área económica, resolveu ser o "porta-estandarte" do programa socialista intitulado "quem-tem-culpa-da-derrota-são-os-outros-porque-nós-cá-somos-uns-tipos-bestiais". Como tal, deitou mãos à obra e encontrou a "besta negra" que derrotou o seu partido durante mais de 30 anos: a imprensa.
Convém, no entanto, fazer um "ponto de ordem" e lembrar algumas coisas ao deputado.
Em primeiro lugar, se há alguém, nesta terra, que não se pode queixar da imprensa é ele. Porque independentemente do mérito de algumas iniciativas suas enquanto secretário-geral da ACIF, a verdade é que poucas organizações, e poucas personalidades, tiveram a cobertura mediática de que gozou, durante anos, o dr. Carlos Pereira, em órgãos de comunicação social como o Diário ou a RTP-M.
Semana sim, semana sim, lá vinha a sua fotografia, a propósito de uma iniciativa qualquer. Eu, enquanto fui jornalista, não me lembro de "haver faltas de comparência" em apresentações conduzidas pelo então secretário-geral da Associação Comercial e Industrial do Funchal. Diário, RTP e mesmo JM marcavam presença, à hora marcada em todas as convocatórias.
Com mérito, mas também empurrado pela onda mediática que soube criar à sua volta através do espaço de opinião que tinha (e tem) no DN, de presenças assíduas na RTP-M e na RDP-M para comentar os mais diversos temas, de entradas nas páginas e nos tempos dos restantes órgãos de comunicação social, o dr. Carlos Pereira resolveu lançar-se na política. Creio que fez bem. Fez aquele que eu considero ser o melhor caminho: construíu uma carreira profissional e quando se achou preparado avançou para o combate político. Escrevo-o sem qualquer tipo de ironia.
Lançou-se numa candidatura à Câmara do Funchal. E conseguiu uma cobertura mediática absolutamente ímpar, particularmente no Diário, aquando do lançamento da lista. Lembro-me de uma edição recheada de fotografias do dr. Carlos Pereira. Eram quatro, em quatro páginas diferentes, ilustrando quatro notícias diferentes. Penso que na Madeira poucos foram os políticos (AJJ no JM não conta) que tiveram semelhante honra. Durante muitos dias seguidos o actual deputado apareceu, sorridente ou não, nas páginas do Diário. Uma forma clara de mediatizar uma lista que, depois, teve os resultados conhecidos.
O dr. Carlos Pereira mantém um espaço no DN onde, semanalmente, escreve aquilo que lhe apetece. Curiosamente, aquele que foi número dois da sua lista à CMF, Luís Vilhena, tem também o direito de partilhar a mesma glória. E ninguém tem de contestar a situação. É legitima.
O dr. Carlos Pereira é convidado regular da RTP-M. E ninguém contesta os critérios que levam a televisão a convidá-lo a ele, e não a outra personalidade qualquer.
O actual deputado soube, de facto, mediatizar a sua imagem, conseguindo que as iniciativas que encabeça tenham cobertura na imprensa. Às vezes, com mais destaque do que aquele que deveriam ter (digo eu). É mérito seu, e esse ninguém lho tira.
Mas sendo assim, o dr. Carlos Pereira é a pior das escolhas para encabeçar o programa acima referido.
Post-Scriptum 1 Hoje, o líder parlamentar do PS, Vitor Freitas vem, em carta de leitor (ele, que também tem espaço permanente na imprensa de cá, tal como aqueles que lhe estão mais próximos) defender o "seu" deputado
Na óptica do PS fez bem. No lugar dele eu faria exactamente a mesma coisa. E procurava criar um facto político, desviando as atenções dos problemas internos do PS, da falta de soluções que empurraram João Carlos Gouveia para uma liderança a prazo que, na minha modesta opinião, só vai aumentar a erosão, da falta de condições democráticas para se eleger uma lista dentro do partido (quem o disse foram outros potênciais candidatos), da falta de dinheiro que sufoca os socialistas depois da fortuna gasta na última campanha, da sede que já não há...
Em resumo, no lugar do Vitor eu faria exactamente a mesma coisa. Mas tinha o cuidado de escolher outro protagonista para a campanha.
Post-Sriptum 2 : Não chego ao ponto de dizer que a oposição não tem razões de queixa de alguma imprensa. Tem, de facto, em várias situações. E deve denunciá-las e combaté-las, porque uma imprensa livre contribui para mais e melhor democracia.
Agora, o que não se pode fazer é deitar todos as responsabilidades para as costas da comunicação social, elogiando-a quando nos convém, servindo-nos dela para ascender e atribuindo-lhe todas as nossas culpas e fracassos. Porque não lhe atribuir também alguns dos nossos méritos?
Post-Scriptum 3: Percebo e posição do Director da RTP-Madeira. Quem não se sente, não é filho de boa gente.
Convém, no entanto, fazer um "ponto de ordem" e lembrar algumas coisas ao deputado.
Em primeiro lugar, se há alguém, nesta terra, que não se pode queixar da imprensa é ele. Porque independentemente do mérito de algumas iniciativas suas enquanto secretário-geral da ACIF, a verdade é que poucas organizações, e poucas personalidades, tiveram a cobertura mediática de que gozou, durante anos, o dr. Carlos Pereira, em órgãos de comunicação social como o Diário ou a RTP-M.
Semana sim, semana sim, lá vinha a sua fotografia, a propósito de uma iniciativa qualquer. Eu, enquanto fui jornalista, não me lembro de "haver faltas de comparência" em apresentações conduzidas pelo então secretário-geral da Associação Comercial e Industrial do Funchal. Diário, RTP e mesmo JM marcavam presença, à hora marcada em todas as convocatórias.
Com mérito, mas também empurrado pela onda mediática que soube criar à sua volta através do espaço de opinião que tinha (e tem) no DN, de presenças assíduas na RTP-M e na RDP-M para comentar os mais diversos temas, de entradas nas páginas e nos tempos dos restantes órgãos de comunicação social, o dr. Carlos Pereira resolveu lançar-se na política. Creio que fez bem. Fez aquele que eu considero ser o melhor caminho: construíu uma carreira profissional e quando se achou preparado avançou para o combate político. Escrevo-o sem qualquer tipo de ironia.
Lançou-se numa candidatura à Câmara do Funchal. E conseguiu uma cobertura mediática absolutamente ímpar, particularmente no Diário, aquando do lançamento da lista. Lembro-me de uma edição recheada de fotografias do dr. Carlos Pereira. Eram quatro, em quatro páginas diferentes, ilustrando quatro notícias diferentes. Penso que na Madeira poucos foram os políticos (AJJ no JM não conta) que tiveram semelhante honra. Durante muitos dias seguidos o actual deputado apareceu, sorridente ou não, nas páginas do Diário. Uma forma clara de mediatizar uma lista que, depois, teve os resultados conhecidos.
O dr. Carlos Pereira mantém um espaço no DN onde, semanalmente, escreve aquilo que lhe apetece. Curiosamente, aquele que foi número dois da sua lista à CMF, Luís Vilhena, tem também o direito de partilhar a mesma glória. E ninguém tem de contestar a situação. É legitima.
O dr. Carlos Pereira é convidado regular da RTP-M. E ninguém contesta os critérios que levam a televisão a convidá-lo a ele, e não a outra personalidade qualquer.
O actual deputado soube, de facto, mediatizar a sua imagem, conseguindo que as iniciativas que encabeça tenham cobertura na imprensa. Às vezes, com mais destaque do que aquele que deveriam ter (digo eu). É mérito seu, e esse ninguém lho tira.
Mas sendo assim, o dr. Carlos Pereira é a pior das escolhas para encabeçar o programa acima referido.
Post-Scriptum 1 Hoje, o líder parlamentar do PS, Vitor Freitas vem, em carta de leitor (ele, que também tem espaço permanente na imprensa de cá, tal como aqueles que lhe estão mais próximos) defender o "seu" deputado
Na óptica do PS fez bem. No lugar dele eu faria exactamente a mesma coisa. E procurava criar um facto político, desviando as atenções dos problemas internos do PS, da falta de soluções que empurraram João Carlos Gouveia para uma liderança a prazo que, na minha modesta opinião, só vai aumentar a erosão, da falta de condições democráticas para se eleger uma lista dentro do partido (quem o disse foram outros potênciais candidatos), da falta de dinheiro que sufoca os socialistas depois da fortuna gasta na última campanha, da sede que já não há...
Em resumo, no lugar do Vitor eu faria exactamente a mesma coisa. Mas tinha o cuidado de escolher outro protagonista para a campanha.
Post-Sriptum 2 : Não chego ao ponto de dizer que a oposição não tem razões de queixa de alguma imprensa. Tem, de facto, em várias situações. E deve denunciá-las e combaté-las, porque uma imprensa livre contribui para mais e melhor democracia.
Agora, o que não se pode fazer é deitar todos as responsabilidades para as costas da comunicação social, elogiando-a quando nos convém, servindo-nos dela para ascender e atribuindo-lhe todas as nossas culpas e fracassos. Porque não lhe atribuir também alguns dos nossos méritos?
Post-Scriptum 3: Percebo e posição do Director da RTP-Madeira. Quem não se sente, não é filho de boa gente.
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