"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
14.9.06
Voltei
Mário Soares, um economista de pacotilha
Na sua insondável sabedoria (medida pelo número de livros que possui), Mário Soares afirmou numa recente entrevista, a qual nunca deveria ter dado nem nunca lha deveriam ter feito, que o país está a recuperar economicamente. Soares chegou a esta conclusão porque tem visto (presumo que da janela da sua casa) muitos carros de alta cilindrada a passar nas estradas. E vai daí um exercício de sociologia de bolso: os portugueses estão mais ricos.
Olhem, eu cá nunca votei neste homem. Nem quando ele era são, nem quando ele era senil, como já dava para intuir nas últimas eleições presidenciais. Por isso não lamento nada. Aturem-no.
Como nos vê a CIA
No Factbook da CIA, onde consta um breve resumo actualizadíssimo de todos os países do mundo, a economia portuguesa aparece descrita do seguinte modo. Evidentemente, justo e verdadeiro.
«A poor educational system, in particular, has been an obstacle to greater productivity and growth.»
(Um sistema educacional pobre, em particular, foi um obstáculo a uma maior produtividade e a um maior crescimento). https://www.cia.gov/cia/publications/factbook/index.html
Cats
13.9.06
Só querem uma bola
Lost in Translation
O Expresso, garante uma publicidade paga no Público de hoje, esgotou os 160 mil exemplares da sua última edição (a primeira em novo formato) em cinco horas. Não foi pela prosa com certeza. Foi por causa destas duas moças, deste moço e por causa de um filme magnífico já por aqui referenciado. Para este sábado, a mesma publicidade promete 200 mil exemplares.
* Foto roubada daqui
Without You
Without You ajudou a fazer carreiras. E contribuíu para que Peter Ham se tivesse enforcado no quintal da sua casa, em 1975. O manager e a editora não lhe pagavam os direitos de autor e os royalties a que tinha direito, reclamou na nota de suicídio. E contribuíu para que Tom Evans se tivesse enforcado, na garagem de sua casa, corria o ano de 1983. Ninguém lhe pagou aquilo a que tinha direito, clamou Evans.
A canção, que como todas as outras é um organismo vivo e dotado de extraordinária inteligência, sendo senhora de sua vontade, continuou o caminho que para ela traçou. Vive bem e será, com certeza, gravada brevemente por outra candidata a estrela. E voltará a subir aos tops, estou em crer. E hoje, apareceu no rádio do meu carro. Pela voz do fantasma de Ham. Pela mão do fantasma de Evans.
Deixo-vos com ela. Divirtam-se.
Without You
No I can't forget this evening
Or your face as your were leaving
But I guess that's just the way the story goes
You always smile but in your eyes your sorrow shows
Yes it shows
No I can't forget tomorrow
When I think of all my sorrows
When I had you there but then I let you go
And now it's only fair that I should let you know
What you should know
I can't live
If living is without you
I can't live
I can't give anymore
I can't live
If living is without you
I can't give
I can't give anymore
No I can't forget this evening
Or you face as you were leaving
But I guess that's just the way the story goes
You always smile but in your eyes your sorrow shows
Yes it shows
I can't live
If living is without you
I can't live
I can't give anymore
I can't live
If living is without you
Can't live
I can't give anymore
Um pacto
Gente perigosa ou senil (risquem o que não interessa)
11.9.06
8.9.06
Pacto de Regime
PCP apadrinha terroristas
Mas, agora a sério, este é mesmo um belíssimo exemplo da esquerda progressista portuguesa e europeia que não tem qualquer pudor em afirmar-se simpatizante do Hezbollah, desde que os homens do Partido de Deus (estão a ver a hipocrisia?) se oponham ao Império-Capitalista-feito-bicho-papão-dos-Estados-Unidos. É como dizia alguém no outro dia (perdoem-me, mas não me lembro nem da pessoa, nem do órgão onde li): gostava de ouvir um debate de ideias entre esta Esquerda e radicais muçulmanos, como Ahmadinejad, ou al-Zarqawi, sobre os direitos das mulheres ou dos homessexuais, ou então sobre o aborto (havia de ser gira a argumentação das 12 semanas!), ou sobre um outro qualquer tema da agenda da Esquerda (exceptuando, naturalmente, os Estados Unidos).
Por razões pessoais, sou relativamente próximo a pessoas que partilham do ideal comunista. Mas é quando vejo declarações deste tipo, que mais estranho quem me rodeia.
Eduardo Prado Coelho, ou o Escriba do Regime Socialista
Vem isto a propósito do seu escritinho, na passada quarta-feira. Quem o ler e não viver em Portugal pensará, com certeza, que estamos a ser governados pela elite política mundial, havendo apenas a lamentar a péssima qualidade da oposição. Aliás, se eu não vivesse no nosso país, acreditaria que era necessário acabar com o raio da oposição inútil e incompetente, e entregar o poder absoluto ao nobre líder político que dá pelo nome de José Sócrates.
Mas a culpa é minha: já devia ter deixado, há muito, de ler o que EPC escreve. Porque depois daqueles textos sobre o Carrilho, a defender o indefensável, ficaram bem explícitos os motivos que o levam dissertar sobre política portuguesa.
Mas que lindo país, o nosso!
Não há, como se vê, melhor país do que Portugal. Estou mesmo convencido que apesar dos italianos reclamarem como sua, a Cosa é mesmo Nostra.
7.9.06
Uma vergonha
1.9.06
Sabão e toalhinha
Um mito
O problema desta Europa que se diz civilizada, é querer branquear este tipo de gente em nome de uma utopia que ruiu com o muro mas que ideologicamente continua bem viva na cultura, na comunicação social e na educação dos nossos tristes e patéticos países. A falta de memória, ou o esquecimento ou desconhecimento da nossa história é meio caminho andado para um novo desastre. Mas claro que, entretanto “the show must go on”. Agora com o Sr. Khadafi como artista principal.
31.8.06
E por falar em incoerências....
"Jardim diz que, para atrair investimento para a Madeira, vai baixar os impostos já em 2008.
É próprio de um populista a promessa de baixar os impostos. O povo gosta desta promessa. Foi assim com o "Choque Fiscal" de Durão Barroso e com a diminuição da taxa de IRS de Santana Lopes. Durão Barroso depois de eleito teve que aumentar os impostos e Santana Lopes acabou por ser despedido. No caso da Madeira, por incrível que pareça, Jardim safa-se sempre com todas as asneiras."
Até me sentiria tentado a concordar com o Sr. Paulo, não fosse o facto do blogger ter omitido outras faltas de coerência, bem mais próximas de nós cronologicamente. Então, para quem alarde coerência por todo o blog, não é que o sr. Paulo demonstra uma fantástica falta dela na sua análise, esquecendo as promessas de Sócrates sobre a manutenção dos impostos?
Então sr. Paulo, não vive em Portugal? Então sr. Paulo, onde está a sua coerência? Foi mero esquecimento, ou a obsessão não é apenas com o Filipe Malheiro, mas com o PSD?
A sua tentativa de branquear o governo socialista fica-lhe mal, embora seja elucidativa acerca do seu posicionamento político.
Naturalmente, reconheço-lhe o direito de situar-se politicamente numa outra margem, mas então não venha gritar isenção e exigir a partilha do rio. Porque causa desconfiança!
Esclarecido, continuarei a frequentar o blog do Sr. Paulo. De forma mais atenta e prevenida, é verdade. Mas o sr. Paulo, que não se distingue pela coerência, escreve algumas coisas com as quais concordo. Parece-me uma pessoa inteligente. Demasiado comprometido, mas que raio, na blogoesfera não podemos ser muito exigentes.
PS - O Bento tem andado muito calado e o seu último post indicia o encerramento da Esquina. Ainda não falei com ele, mas espero que tal não se confirme. Porque a blogoesfera madeirense ficaria irremediavelmente mais pobre.
Digam lá qualquer coisinha!
PS – Ressalvo, aqui, a posição do deputado Maximiano Martins, que me parece equilibrada. Este deputado, cujas posições, muitas vezes são dúbias, ao que parece afirmou ao DN – Madeira que está disposto a opor-se à proposta do PS, devido à argumentação utilizada. Resta saber se com outra argumentação, as contas feitas pelo deputado resultarão na diferença presente na proposta actual.
De ideias absurdas estamos cheios!
"When the moon is in the Seventh House
and Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the dawning o the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius! Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golden living dreams of visions
Mystic crystal revelation
And the mind's true liberation
Aquarius! Aquarius!
When the moon is in the Seventh House
and Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planet
And love will steer the stars
This is the dawning of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius! Aquarius!
As our hearts go beating through the night
We dance unto the dawn of day
To be the bearers of the water
Our light will lead the way
We are the spirit of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius! Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
Angelic illumination
Rising fiery constellation
Travelling our starry courses
Guided by the cosmic forces
Oh, care for us; Aquarius "
Aquarius, do Musical Hair.
30.8.06
Caso Plutão
Uma história
Um excesso
PS: Há tempos, houve um delírio colectivo que estabeleceu tolerância zero em algumas estradas portuguesas como método de combater a lusitana sinistralidade rodoviária. Lembro-me, como se fosse hoje, de um incrédulo a mostrar na televisão a multa que lhe passaram por circular a 51 Km/h numa zona em que não era permitido ir a mais de 50. Eu se fosse a ele, telefonava para a polícia e perguntava muito claramente se os 51 eram com desconto ou sem desconto.
29.8.06
Faz pensar
28.8.06
25.8.06
Blogs Antena 3
Aqui vão alguns links:
Prova Oral
Manhãs da 3
A Voz da Tribo (um excelente programa, por sinal, da Ana Marta).
Há outros.
Sorteios
Já na Liga dos Campeões, o "meu" Sporting teve uma sorte desgraçada. Bayern e Inter, mais uns russos são o pior que poderia ter calhado.
Mesmo assim, e acho que não sou só eu, creio que o Liedson, o Moutinho, o Ricardo e a restante rapaziada terão uma palavra a dizer na discussão da passagem à segunda fase.
21.8.06
T(ake) A(nother) P(lane)!
Dirigi-me ao balcão da GroundForce (seja lá o que isso for) para pagar os portes de uma encomenda.
Entreguei os 150 euros que me foram pedidos e, tal como me fora indicado pelo funcionário de serviço, dirigi-me ao quiosque dos jornais. Para chamar a funcionária do Aeroporto, entretida em amena cavaqueira com a menina da tabacaria. O que, de tão habitual já se tornou rotineiro.
Contrafeita ao ver-se obrigada a voltar para a mesa onde, supostamente, deveria sentar-se a justificar o ordenado, a funcionária resmungou qualquer coisa na línguagem hermética utilizada pelos servidores do estado quando alguém lhes diz para trabalhar. E, com os modos de quem não achou graça nenhuma a brincadeira, pegou num telefone para chamar uma "colega". Que me acompanhou até ao Armazém de carga.
Atravessei várias portas assinaladas com "entrada não autorizada". Acompanhado pela "colega" e sem ver vivalma. E cheguei a um espaço quase vazio. No armazém faziam-me companhia três caixotes atirados para cima de uma palete, uma empilhadora, e um tipo de farda azul deitado a um canto.
Apareceu-me, saido de uma porta que eu não vira, um baixote munido do poder de anunciar o destino a quem ali chegava. Que olhou para a carta de porte que lhe estendi à frente do nariz. Que revirou a carta de porte que lhe pus ao caminho. E que me disse:
-Ainda nã chegou!
O diálogo é surrealista:
- E então, os 150 euros que paguei?
- Nã sei
- E quem saberá?
- Nã sei
- Mas que merda é esta?
- Nã sei. Vou procurar melhor!
- Procurar o quê? esta porra tá vazia. A não ser que existam portas secretas...
- Nã sei
- O quê, se há portas?
- Isse nã há...
- Foda-se!
Com o papel na mão, e já sem a "colega", voltei à GroundForce.
Reclamei que a encomenda não tinha chegado. Mas que já a tinha pago.
O tipo de bigode que estava atrás do balcão prometeu que "ia ver". Mas que tinha de fazer uma "coisa" primeiro. E então levantou-se e com olhos de diarreia correu para a casa de banho.
Apareceu cinco minutos depois.
- Então vamos ver o que podemos fazer...
- É isso, veja lá.
Telefonou para cinco números diferentes. Ninguém sabia de nada. Mandou dois faxes. Não teve resposta a nenhum. Encolheu os ombros.
- É esperar que respondam
disse, resignado. Passara quase hora e meia.
Recorri ao meu instinto de sobrevivência.
Peguei numa agenda telefónica que o tipo de estendeu. Comecei a marcar números.
- daqui é Lisboa
- e não me pode passar ao Porto?
- não. Desculpe. Tente o 22 qualquer merda!
- Se quiser alterar a sua reserva, marque 1. Se quiser informações sobre horários marque dois...
- Se quiser que a merda do mundo exploda marque 44...
- O Call Center da TAP...
- R'áis parta a TAP!
- Desculpe. Este é o serviço de informações. Marque o 22 a puta que o pariu...
Após ter marcado 22 vezes (aproximadamente) a combinação 22 (com o meu telefone, obviamente, já que o funcionário esgueirara-se, mais uma vez, por um atalho, para o caminho de paz interior que descobrira nos lavabos), consegui que alguém me atendesse.
- Vamos ver o que se passa..
- Veja lá...
- Humm,
- Sim?
- Não sei de nada!
- Desculpe?
- Não me chegaram reclamações daí "de" Porto Santo...
- Mas o seu colega enviou dois faxes...
- Para aqui não foi!
- Entendam-se!
Passei o telefone ao mais assíduo frequentador das retretes públicas da ilha.
Esperei mais 15 minutos.
- A gente liga-lhe assim que souber alguma coisa...
- Que remédio!
Pelo que soube depois, os meus caixotes ficaram esquecidos (literalmente) no Porto. E o Porto Santo reclamou. Para o faxe errado!
A encomenda chegou dois dias depois. E eu paguei a urgência que tinha em recebê-la. Ninguém me reembolsou ou pediu desculpa.
O baixote encolheu os ombros. Pareceu-me ouvi-lo dizer
- É a vida!
(Este ano, foram às dezenas os passageiros ou os receptores que sofreram com os atrasos - ou mesmo com o desaparecimento - de bagagens e de encomendas. Sei do caso de um casal jovem do continente que, após quatro ou cinco dias sem bagagem, regressou a casa. E não foi o único. Enquando vivia o meu filme privado, vi que alguns dos passageiros de um voo que acabara de chegar passavam pela mesma provação. O mau serviço da TAP - e dessa tal de GroundForce - poderá ser um óbice ao nascimento de um destino turístico. Ainda por cima, o parto, por si só, é difícil. Com a "ajuda" do enfermeiro TAP poderá tornar-se impossível).
Teatro de absurdos
19.8.06
Sobre uma certa ideia do papel dos partidos comunistas
Totalitarismo de esquerda e de direita
No mesmo café, a conversa acaba nos totalitarismos. Na contabilidade dos milhões de mortos há uma espécie de consenso absoluto: nenhum totalitarismo serve o ideal humano. Seja de esquerda, seja de direita. De esquerda ou de direita? Eis um paradoxo quase imperceptível: os totalitarismos são ditaduras de pensamento único. E ser-se de direita ou ser-se de esquerda, no plano da acção ou da teoria, pressupõe uma liberdade política que os totalitarismo não admitem. Logo, parece-me, estamos perante uma evidente incongruência. Para não dizer impossibilidade.
Embargo e bloqueio
Blogue em serviços mínimos
17.8.06
Descobertas preocupantes
PS: Se costuma pensar muito seriamente em emigrar, fugir, bazar, desandar, esgueirar-se ou, simplesmente, evadir-se do país (riscar o que não se aplicar), tem aqui mais uma bela e decisiva oportunidade. Não hesite. O mundo precisa de si.
Descobertas extraordinárias
Descobertas insignificantes
Um (possível) epitáfio político
"Quem com ferros mata, com ferros morre".
14.8.06
Caro Bento,
Quanto aos adjectivos que utilizas para me qualificar, aceito-os mesmo que com eles não concorde. Mas convém que tente esclarecer o seguinte: demagogia é geralmente uma forma de acção política que pretende agradar às massas populares e misoginia uma forma, declarada ou não, de horror às mulheres. Como muito bem sabes, e julgo que já o interiorizaste, nenhum dos adjectivos se enquadra aqui. Por dois motivos: é mais fácil, primeiro motivo, ser a favor da paridade (porque é mais popular) e misóginos, segundo motivo, são todos aqueles que tratam as mulheres com diferença, recusando-lhes a igualdade baseados numa qualquer motivação de arrogante superioridade.
Por fim, queria apenas dizer-te que temo um Estado omnipresente. É essa a razão principal de alguns dos posts que escrevo, tentativas vãs de denunciar algumas situações que entendo não se coadunarem com a liberdade em que acredito. É por isso que utilizo a blogosfera como espaço privilegiado de exposição de ideias, onde se pode divagar e até filosofar sobre aquilo que nos apetecer. Gosto demais da liberdade, da minha liberdade, para achar normal que o Estado actual, o nosso Estado, se ande a imiscuir em todos os assuntos públicos e privados, digam eles respeito ao indivíduo, às famílias, às empresas ou aos partidos políticos, como os posts a que te referes muito bem retractam. Sermos condescendentes com isto, mesmo que cada um de nós deseje e almeje uma sociedade melhor (e temos esse direito de sonhar, de desejar, de querer), é escancarar a porta para todos os males e fantasmas do mundo. A sociedade perfeita, ou o seu aperfeiçoamento se preferirmos, não se consegue, nem se persegue, obstinadamente, por decreto, mesmo que imbuídos da maior das boas vontades e intenções. A racionalidade burocrática e centralista do Estado, convertida numa espécie de totalitarismo onde há regras para tudo, é uma quimera perigosa. E com resultados geralmente desastrosos. Mas isso eu nem precisava de te dizer.
A vidinha de Jenna Jameson

Dei 28 euros pelo livro de Jenna Jameson, intitulado em português “Como... fazer amor como uma estrela porno”. Mesmo que o livro literariamente não prestasse para nada, o que não anda muito longe disso, os prazeres solitários que esta loura de Las Vegas proporcionou a meio mundo já valem o dinheiro. E a gratidão.
Além das fotografias, felizmente abundantes, para quem tiver paciência e tempo tem mais de 500 páginas com as “estórias” da família desunida, dos primeiros “encontros”, da amiga mais velha, dos “namorados” e proxenetas, do dinheiro, de episódios exageradamente dramáticos, dos bastidores, dos filmes e das excentricidades. Tudo isto até chegar à vida normal com o casamento.
PS: Vou de férias e ainda não sei quem ficará a perder, se eu ou se os leitores.
O Cuba-Libre faz-se com Coca-Cola
Enquanto o mundo civilizado começava a ver os resultados previsivelmente desastrosos do comunismo, o utópico da América Central teimava em prosseguir na aberração em que tornou Cuba; a que alguns indigentes se atreveram chamar de “perfeita”.
Depois, foi o percurso normal como vem nos livros de História. Eternização no poder, eliminação sistemática de opositores, total ausência de liberdade de expressão, proibição de sair do país, redução da economia a pregos e martelos e padrões de vida próximos da Idade Média.
Tudo, claro, em nome repartição equitativa da riqueza no país e em nome dos tempos da ditadura Fulgencio Batista. E a isto, para legitimação desta inclassificável experiência de modelo de sociedade, juntou-se algumas dezenas de reconhecidos artistas desavindos com o mundo, os seus bons charutos, putas, mohitos e o “cuba-libre”.
Sinceramente, até gostava que Cuba não mudasse nas próximas décadas, pelo menos para ter sempre à mão um exemplo prático de como certas ideias podem inquinar um país.











