Quando se anda a rastejar durante muito tempo, natural e facilmente acabamos por asneirar.
"O funcionário do sr. Jaime Ramos, promovido a membro da Comissão Política do PSD, dr. Rodrigues, vai preparar a Universidade J qualquer coisa que cheira a imitação do que já fazem há anos no continente, em Viseu, segundo creio. Será que as aulas de boa educação, civismo e democracia começarão para os aduitos, o seu patrão inclusivé? Será que as praticas terão combates de boxe e treinos de linguagem...mais agressiva? Pagamos para ver. Este rapaz vai longe depois de ter perdido a ambicionada (até dizem que entrou em depressão) eleição para deputado da Assembleia da República(Toupeira)"
O cobarde e medroso anónimo que escreveu isto, um qualquer que até do seu nome tem vergonha, enganou-se nalgumas coisinhas.
Primeiro vem com a história do funcionário, coitado, é a fantasia do costume. Uma tentativa de menosprezo, velha estratégia de enfraquecer aqueles de quem se tem inveja. De facto já lhe dei o meu NIB, mas ainda não começou a pingar nada, acho que estou a ser explorado (vou fazer queixa ao Garajau e às Toupeiras Malandras - os Libertadores do Povo Oprimido).
Segundo, uma imitação do que se passa a nível nacional que, por sua vez, é uma imitação do que se passa a nível europeu. A irazinha destes papalvos tudo lhes tolda, há algum problema em proporcionar a 60 jovens mais e melhor informação e formação, está errado ?
Terceiro, os idiotazinhas com complexo de inferioridade informaram-se mal, ó tontinhos, não é sempre em Viseu. Quando se critica, não se deve inventar muito.
Quarto, a parvoíce culmina com a baboseira da minha derrota (dita por eles) nas legislativas. Amputados de bom senso, esclerosados pela doentia maldicência avançam com julgamentos e análises de um recorte finíssimo. Para que conste, depressão só se for pelos três anos em que não estive presente no crescimento do meu filho ou nas decisões da empresa onde trabalho. O resto, fica para os vermes que se roem pela sua incapacidade de fazer seja o que for de relevante, de contribuir com algo de útil para a sociedade onde apodrecem.
Coitados, que ignorância. Fico com pena, mas doenças de espírito dificilmente se curam.
"Reúne sete ou oito sábios e tornar-se-ão outros tantos tolos, pois incapazes de chegar a acordo entre eles, discutem as coisas em vez de as fazerem" - António da Venafro
17.4.06
Saudação e repto
Não o escondo: gostei que o Marítimo tivesse ganho ao Nacional. Embora seja do Sporting, por cá pendo muito mais para os verde-rubros. Mas gostei mais da festa que envolveu o jogo, do ambiente de fair-play que o rodeou, da tarde de sol, de sentir o estádio cheio que nem um ovo. De ver, enfim, o futebol regressado à essência primordial, a de um verdadeiro espectáculo popular.
Seria bom que os presidentes dos dois maiores clubes de cá optassem por tentar ter sempre os estádios cheios, convidando os espectadores a pagar preços simbólicos para assistirem aos jogos. Ficariam todos a ganhar: clubes, patrocinadores e aqueles que gostam do jogo.
Porque o futebol é um desporto essencialmente popular. Em época de crise, quem mais o sente não deve ficar de fora por não ter dinheiro para os bilhetes.
Fica lançado o repto. Com o desejo de ver repetidos espectáculos como o de domingo.
Seria bom que os presidentes dos dois maiores clubes de cá optassem por tentar ter sempre os estádios cheios, convidando os espectadores a pagar preços simbólicos para assistirem aos jogos. Ficariam todos a ganhar: clubes, patrocinadores e aqueles que gostam do jogo.
Porque o futebol é um desporto essencialmente popular. Em época de crise, quem mais o sente não deve ficar de fora por não ter dinheiro para os bilhetes.
Fica lançado o repto. Com o desejo de ver repetidos espectáculos como o de domingo.
14.4.06
O Diabo na Terra enquanto Jesus vai a caminho do céu
Faltam poucas horas para a abertura do Madeira@paradise. Será que os cidadãos ofendidos com a realização do evento, em período pascal, vão manifestar-se?
Se não o fizerem, de imediato, retiro quatro ideias:
- A primeira é que as ameaças de manifestação partiram de falsos profetas.
- A outra ideia é, o que afinal pesava era local e não o conteúdo da mega-festa.
- Em terceiro lugar, só posso concluir que ainda reina muito provincianismo em certas cabeças….para não falar na descarada manipulação da opinião pública.
Nada mudou. O que foi alterado foi o local do concerto, por isso, deveriam lá estar na hora de abertura das portas do Madeira Tecnopolo para demonstrar a indignação pela escolha da data da iniciativa.
Se assim não acontecer, há uma escandalosa falta de coerência. Mais uma entre tantas outras da Igreja Católica e do seu rebanho.
PS: Sou católico. Talvez seja por isso, que até compreendia os argumentos para a “revolta”. Também percebo os que estão no outro lado da barricada. Têm todo o direito de escolher as datas. O que não compreenderei é o silêncio dos que durante toda a semana apregoaram o Diabo na Terra e agora vão ficar em casa.
Aqui como noutras situações deveria de existir a livre escolha. Compete a cada um decidir.
Se não o fizerem, de imediato, retiro quatro ideias:
- A primeira é que as ameaças de manifestação partiram de falsos profetas.
- A outra ideia é, o que afinal pesava era local e não o conteúdo da mega-festa.
- Em terceiro lugar, só posso concluir que ainda reina muito provincianismo em certas cabeças….para não falar na descarada manipulação da opinião pública.
Nada mudou. O que foi alterado foi o local do concerto, por isso, deveriam lá estar na hora de abertura das portas do Madeira Tecnopolo para demonstrar a indignação pela escolha da data da iniciativa.
Se assim não acontecer, há uma escandalosa falta de coerência. Mais uma entre tantas outras da Igreja Católica e do seu rebanho.
PS: Sou católico. Talvez seja por isso, que até compreendia os argumentos para a “revolta”. Também percebo os que estão no outro lado da barricada. Têm todo o direito de escolher as datas. O que não compreenderei é o silêncio dos que durante toda a semana apregoaram o Diabo na Terra e agora vão ficar em casa.
Aqui como noutras situações deveria de existir a livre escolha. Compete a cada um decidir.
12.4.06
À antiga portuguesa
Se tiver filhos, já sabe: o Supremo Tribunal de Justiça acha lícito amarrá-los à cama e fechá-los num quarto escuro. Se os "piquenos" forem deficientes mentais, tanto melhor. Como não aprendem à primeira (nem à segunda, nem à terceira, nem à vigéssima quinta), os correctivos acima descritos são mesmo uma obrigação paternal, imperativo moral ditado por uma educação à antiga portuguesa.
11.4.06
Itália

Para gáudio da esquerda militante, Sílvio Berlusconi parece ter perdido (à conta da lei que fez aprovar - depois digam que ele era pouco democrata - por imperativo moral, Prodi devia recusar este resultado, afinal de contas opôs-se à actual lei), não obstante a anulação de 500 mil votos.
Os coglioni derrotaram os paesani. Sim porque, tal como aqui, quem vota esquerda é esclarecido, inteligente, culturalmente avançado, honesto, transparente, cristalino, bem pensante, lúcido, moralmente intocável, social e politicamente correcto. Por outro lado, nós os que votamos à direita, somos os "vilhões", estúpidos, cegos, surdos, mudos, incapacitados, intelectualmente degenerados, aldrabões, mafiosos, criminosos, mentecaptos, básicos, burros, influenciáveis (isto segundo a teoria de inúmeros anónimos cobardes que pululam nas caixas de comentários e de conhecidos editores esvoaçantes e apaniguados).
Que grande primeiro ministro Itália terá, nem num cenário de vitória folgada, perante um adversário ridicularizado por todo o país, um panorama económico assustador e uma dita (pelo menos pela comunicação social militante) movimentação popular de apoio, não consegue mais do que umas insignificantes décimas de diferença e só com o recurso a uma lei a que ele se opôs conseguiu a maioria absoluta. Curiosas as voltas que o mundo dá.
Já agora, Bernardo Provenzano, o mítico padrinho de Corleone (logo meu herói, a fiar nas palavras dos anteriormente referidos) foi preso. A guerra da sucessão promete sangue e dor.
Talk Talk
Prodi vs Berlusconi II
Parece que afinal o Berluconi vai ficar mais uns tempos. Só que depois destas eleições, a Itália voltará a ficar ingovernável. O que, para os italianos, até será bom, a julgar pelo passado.
10.4.06
Prodi vs Berlusconi
Prodi ganhou em Itália. Não sei se será assim tão bom livrarmo-nos de Berlusconi. O homem fugia ao "politicamente correcto". Não era um chato de merda a tentar ser levado a sério...
9.4.06
Pergunta
O corte do subsídio para o transporte de revistas e jornais nacionais para a Madeira e Açores mereceria uma "palavrinha" dos socialistas madeirenses, ou não? Até porque não me parece que o GR seja o principal interessado na reposição da situação anterior.
Carta da Noruega (II)
Para os que acham que ando "deslumbrado" com a Escandinavia, aqui vai o que da Noruega näo interessa.
Hoje, coisa que raramente faco, fui ver um jogo de futebol do campeonato nacional da 2a divisäo da Noruega. O jogo era entre o Haugesund (pequena cidade a 100 km de Stavanger) e o Follo. Claro que de futebol vi muito pouco. Apesar da sua estatura, todos os jogadores (sem nenhuma excepcao) eram uns «pernas de pau». E por momentos pensei que estivesse a assistir a um jogo de «paraolimpicos». Mas näo, era mesmo real.
Ainda assim, na bancada estavam sentadas 2 mil pessoas. Bem mais gente do que todos os jogos de uma ëpoca de clubes como o Portossantense, Machico ou o Ribeira Brava. Mas o mais espantoso ë que no estadio näo havia um sö policia. Verdade!
Magno Velosa
Hoje, coisa que raramente faco, fui ver um jogo de futebol do campeonato nacional da 2a divisäo da Noruega. O jogo era entre o Haugesund (pequena cidade a 100 km de Stavanger) e o Follo. Claro que de futebol vi muito pouco. Apesar da sua estatura, todos os jogadores (sem nenhuma excepcao) eram uns «pernas de pau». E por momentos pensei que estivesse a assistir a um jogo de «paraolimpicos». Mas näo, era mesmo real.
Ainda assim, na bancada estavam sentadas 2 mil pessoas. Bem mais gente do que todos os jogos de uma ëpoca de clubes como o Portossantense, Machico ou o Ribeira Brava. Mas o mais espantoso ë que no estadio näo havia um sö policia. Verdade!
Magno Velosa
7.4.06
Carta da Noruega
Estou na Noruega ha alguns dias e vim para aqui com algumas certezas. Por exemplo, a de que estamos 30 anos atrasados em relacäo a esta gente. Mas näo, o quanto nos separa dos noruegueses é, na minha opiniäo, meio século. E com boa vontade, talvez 40 anos.
Devo ser o ünico «turista» neste momento em Bergen. Quando, e só por extrema necessidade, tenho que dizer que sou portugues, perguntam logo se vim trabalhar para cá.
Quanto as norueguesas, depois digo o que valem. Ainda assim, confirmo o que me disseram: sö um indivuduo com paralasia cerebral (e mesmo assim!) é que nao se safa.
PS: desculpem la os acentos e outras gralhas, mas este teclado esta feito para noruegues e n'ao para essa lingua barbara atraves da qual, infelizmente, tenho de comunicar.
Magno Velosa
Devo ser o ünico «turista» neste momento em Bergen. Quando, e só por extrema necessidade, tenho que dizer que sou portugues, perguntam logo se vim trabalhar para cá.
Quanto as norueguesas, depois digo o que valem. Ainda assim, confirmo o que me disseram: sö um indivuduo com paralasia cerebral (e mesmo assim!) é que nao se safa.
PS: desculpem la os acentos e outras gralhas, mas este teclado esta feito para noruegues e n'ao para essa lingua barbara atraves da qual, infelizmente, tenho de comunicar.
Magno Velosa
O choque tecnológico e o uso das TIC on-line
No país do choque tecnológico, quase dois terços da população entre os 16 e os 74 anos nunca utilizaram a Internet em casa, no emprego ou noutro local, de acordo com o Eurostat. Com uma realidade destas, parece algo demagógico pretender que TODOS os portugueses adquiram o vulgarmente denominado “selo do carro” pela Internet. Ao Estado cabe a responsabilidade de avançar com medidas de e-government: mas como possibilidade e não obrigatoriedade. É preciso reforçar o acesso às Tecnologias de Informação, é preciso incentivar o seu uso, mas com algum bom-senso. Ainda por cima, porque o acesso às TIC não é completamente democrático.
PS – Não deixa de ser curioso que no mesmo dia seja divulgada a notícia da milionária poupança do Estado em 2005, devido ao recurso, por parte dos cidadãos, aos serviços prestados pelo portal da DGCI. O que só vem comprovar o que estou farto de dizer: Este governo faz uma utilização exímia da propaganda política.
PS – Não deixa de ser curioso que no mesmo dia seja divulgada a notícia da milionária poupança do Estado em 2005, devido ao recurso, por parte dos cidadãos, aos serviços prestados pelo portal da DGCI. O que só vem comprovar o que estou farto de dizer: Este governo faz uma utilização exímia da propaganda política.
A Evidência ou a alucinação originária.
Morreu no dia 19 de Março uma das mais brilhantes mentes portuguesas do Séc. XX. Fernando Gil - esse mesmo, o irmão do filósofo “best-seller” português José Gil - deixa um obra não muito extensa, mas extremamente profunda e actual. Filósofo da Evidência (Tratado da Evidência e Modos da Evidência) e da “sua” Mimésis (Mimésis e Negação), Fernando Gil foi um dos mais eminentes epistemólogos portugueses.
Com as leituras de Merleau-Ponty “descobriu a impossibilidade” do comunismo. Foi um Social-Democrata convicto, ainda que por vezes desviado. Foi, acima de tudo, uma mente ofuscante, um pensador metódico e coerente. Não podia deixar passar a oportunidade de lembrá-lo e aconselhar a sua leitura. Vale bem a pena, por mais que não seja porque descobrimos que Portugal também é pátria de Homens geniais.
Com as leituras de Merleau-Ponty “descobriu a impossibilidade” do comunismo. Foi um Social-Democrata convicto, ainda que por vezes desviado. Foi, acima de tudo, uma mente ofuscante, um pensador metódico e coerente. Não podia deixar passar a oportunidade de lembrá-lo e aconselhar a sua leitura. Vale bem a pena, por mais que não seja porque descobrimos que Portugal também é pátria de Homens geniais.
E, por milagre, transformou as águas em gelo
Vêm agora uns cientistas afirmar que Jesus Cristo não andou sobre as águas, mas sobre gelo que, por um qualquer fenómeno atmosférico, de vez em quando aparece no mar da Galileia. Permitam-me algumas questões:
1 Depois dos discípulos verem este passeio “náutico”, não tiveram curiosidade de experimentar?;
2 Seriam os homens tão “troles” ao ponto de não reconhecerem gelo? Se sim, não observaram que as “águas” estariam um bocadito para o parado?
É incrível a magnitude que qualquer descobertazinha ganha, se conseguirmos meter Jesus ao barulho.
1 Depois dos discípulos verem este passeio “náutico”, não tiveram curiosidade de experimentar?;
2 Seriam os homens tão “troles” ao ponto de não reconhecerem gelo? Se sim, não observaram que as “águas” estariam um bocadito para o parado?
É incrível a magnitude que qualquer descobertazinha ganha, se conseguirmos meter Jesus ao barulho.
6.4.06
Educação e intelligentsia
Não gosto da subserviência. Acho que por vezes devemos quebrar as amarras. E já que denominada e auto-proclamada intelligentsia portuguesa parece ter descoberto os benefícios da avaliação das pessoas e serviços – como se o simples facto de haver uma avaliação fosse condição per se para sua melhoria –, uma vez mais coloco-me na posição de advogado do Diabo e deixo algumas questões relativas à avaliação dos docentes.
Estamos de acordo que o desempenho dos professores, como de qualquer outra classe, deve ser avaliado, pois do processo poderá emergir alguma da promiscuidade que mina a educação em Portugal. Mas sejamos rigorosos. Antes de mais, afirmar que não existe avaliação dos docentes é demonstrativo de uma ignorância grosseira. Provavelmente a classe docente é a mais avaliada de todo o serviço público: antes de mais pelos alunos, que quotidianamente avaliam o desempenho dos seus professores. Depois, são avaliados pelos seus colegas de escola, de Grupo, de Disciplina. Posteriormente, são ainda avaliados pelas famílias.
Mas reconheço: não faz mal nenhum um outro sistema de avaliação de desempenho. Todavia, a intervenção deveria ter início na formação. Porque sejamos claros: a formação que se dá hoje nas universidades é uma treta e grande parte dos professores recém-licenciados vem muito mal-preparada (como acontece com a maioria dos cursos superiores). O que se deverá então fazer? Punir a falta de preparação - que tem a sua origem nos programas curriculares, nos professores do ensino superior, no Ministério que define as regras – ou mudar os planos de formação, ser mais exigente, promover, efectivamente o trabalho intelectual?
Pois, o plano de intervenção do Governo é avaliar os docentes, esquecendo tudo o resto.
O problema da má formação científica e pedagógica dos professores é antigo, mas ganhou especial relevância com a inefável Ana Benavente (a tal Secretária de Estado do Eng. Guterres) que, com o desejo desmesurado de catapultar Portugal para índices de alfabetização mais europeus, deu orientações claras para se diminuir o grau de exigência. Exemplos: hoje é muito mais difícil justificar um 7 do que um 17. Chumbar um aluno, então, é um tormento. E, passados 8 anos, esta política começou a dar frutos. Quem forma hoje, são os mesmos que foram formados neste nível de facilitismo. E o mais engraçado disto tudo, é que os avaliadores serão os formadores. Ou seja, os tais que formam “péssimos” profissionais, serão os mesmos que avaliarão os seus desempenhos.
E de ridículo em ridículo vai caminhando este governo.
PS – A Sra. Ministra anunciou que as Cartas Educativas têm que estar prontas até ao final de Abril, já com os dados referentes a 2005/2006. Mas esqueceu-se de dar ordens às Direcções Regionais para disponibilizarem esses dados às Autarquias, que têm a missão de elaborar as respectivas Cartas.
PS1 – Não podia deixar passar o absurdo de ver tantas televisões a acompanharem o jogging matinal do nosso Primeiro-Ministro em Angola. Depois venham cá gozar com o provinciano jornalista madeirense que acompanha as férias do Presidente do Governo Regional.
Estamos de acordo que o desempenho dos professores, como de qualquer outra classe, deve ser avaliado, pois do processo poderá emergir alguma da promiscuidade que mina a educação em Portugal. Mas sejamos rigorosos. Antes de mais, afirmar que não existe avaliação dos docentes é demonstrativo de uma ignorância grosseira. Provavelmente a classe docente é a mais avaliada de todo o serviço público: antes de mais pelos alunos, que quotidianamente avaliam o desempenho dos seus professores. Depois, são avaliados pelos seus colegas de escola, de Grupo, de Disciplina. Posteriormente, são ainda avaliados pelas famílias.
Mas reconheço: não faz mal nenhum um outro sistema de avaliação de desempenho. Todavia, a intervenção deveria ter início na formação. Porque sejamos claros: a formação que se dá hoje nas universidades é uma treta e grande parte dos professores recém-licenciados vem muito mal-preparada (como acontece com a maioria dos cursos superiores). O que se deverá então fazer? Punir a falta de preparação - que tem a sua origem nos programas curriculares, nos professores do ensino superior, no Ministério que define as regras – ou mudar os planos de formação, ser mais exigente, promover, efectivamente o trabalho intelectual?
Pois, o plano de intervenção do Governo é avaliar os docentes, esquecendo tudo o resto.
O problema da má formação científica e pedagógica dos professores é antigo, mas ganhou especial relevância com a inefável Ana Benavente (a tal Secretária de Estado do Eng. Guterres) que, com o desejo desmesurado de catapultar Portugal para índices de alfabetização mais europeus, deu orientações claras para se diminuir o grau de exigência. Exemplos: hoje é muito mais difícil justificar um 7 do que um 17. Chumbar um aluno, então, é um tormento. E, passados 8 anos, esta política começou a dar frutos. Quem forma hoje, são os mesmos que foram formados neste nível de facilitismo. E o mais engraçado disto tudo, é que os avaliadores serão os formadores. Ou seja, os tais que formam “péssimos” profissionais, serão os mesmos que avaliarão os seus desempenhos.
E de ridículo em ridículo vai caminhando este governo.
PS – A Sra. Ministra anunciou que as Cartas Educativas têm que estar prontas até ao final de Abril, já com os dados referentes a 2005/2006. Mas esqueceu-se de dar ordens às Direcções Regionais para disponibilizarem esses dados às Autarquias, que têm a missão de elaborar as respectivas Cartas.
PS1 – Não podia deixar passar o absurdo de ver tantas televisões a acompanharem o jogging matinal do nosso Primeiro-Ministro em Angola. Depois venham cá gozar com o provinciano jornalista madeirense que acompanha as férias do Presidente do Governo Regional.
5.4.06
Nervos
Isidoro (personagem por quem não morro de amores) anunciou que vai pedir para que as contas do PS-M sejam fiscalizadas. E parece ter lançado o nervosismo em Serrão e apoiantes. É curioso. Porque quem não deve não teme. Nem fica nervoso...
O Blog dos Leitores
Um caso de polícia
O Diário de Noticias de Lisboa na sua edição de hoje, avançou com uma noticia sobre o fecho de alguns departamentos da Policia Judiciária espalhados pelo País, tendo em conta um critério de racionalização de custos.
Se o que está escrito no referido Diário se materializar, a segurança de todos os cidadãos residentes em Portugal será menor devido a esta visão economicista e transviada da realidade em que todos nós vivemos.
E acima de tudo, revela um mau perder do nosso primeiro-ministro em relação ao “braço de ferro” travado com a direcção nacional deste órgão policial.
Se o Eng. Socrates percebesse alguma coisa de investigação criminal, saberia que a mediatização destas medidas e a humilhação na praça pública daqueles que investigam o alto crime favorecia os infractores que estão extremamente bem informados.
E não vale a pena quebrar os protocolos com a INTERPOL e a EUROPOL para criar mais Jobs aglutinados de informação porque quem sofre é sempre aquele que não tem a quem recorrer.
Deixem-se de medidas e protejam os cidadãos.
Luís Filipe Santos
O Diário de Noticias de Lisboa na sua edição de hoje, avançou com uma noticia sobre o fecho de alguns departamentos da Policia Judiciária espalhados pelo País, tendo em conta um critério de racionalização de custos.
Se o que está escrito no referido Diário se materializar, a segurança de todos os cidadãos residentes em Portugal será menor devido a esta visão economicista e transviada da realidade em que todos nós vivemos.
E acima de tudo, revela um mau perder do nosso primeiro-ministro em relação ao “braço de ferro” travado com a direcção nacional deste órgão policial.
Se o Eng. Socrates percebesse alguma coisa de investigação criminal, saberia que a mediatização destas medidas e a humilhação na praça pública daqueles que investigam o alto crime favorecia os infractores que estão extremamente bem informados.
E não vale a pena quebrar os protocolos com a INTERPOL e a EUROPOL para criar mais Jobs aglutinados de informação porque quem sofre é sempre aquele que não tem a quem recorrer.
Deixem-se de medidas e protejam os cidadãos.
Luís Filipe Santos
Porta-voz
Parece-me que a direcção do PS arranjou um "porta-voz" com a missão de comentar em blogs. Agora, o dito cujo poderia assinar os textos. Não lhe ficava mal, de facto...
1.4.06
Boas notícias do Canadá
Não se gosta de ouvir mas não há outra maneira de o dizer. Se fosse canadiano também não queria saber de emigrantes portugueses por perto, sobretudo dos mais recentes. Quase sem excepções, o que estas últimas gerações de emigrantes sazonais fazem é dedicar-se inteiramente ao ócio e ao subsídio canadiano.
Ora, fazendo jus ao título que tem de “melhor” país do mundo, o Canadá resolveu, e bem, livrar-se de um mal que não é seu e que não pediu. E agora é vê-los semanalmente a chegarem a Lisboa aos magotes com um aspecto duvidoso, sem qualificações e sem verdadeiramente pronunciarem uma frase correcta em português e em inglês.
O que fazer com eles agora? Eu cá sei o que fazia.
Magno Velosa
Ora, fazendo jus ao título que tem de “melhor” país do mundo, o Canadá resolveu, e bem, livrar-se de um mal que não é seu e que não pediu. E agora é vê-los semanalmente a chegarem a Lisboa aos magotes com um aspecto duvidoso, sem qualificações e sem verdadeiramente pronunciarem uma frase correcta em português e em inglês.
O que fazer com eles agora? Eu cá sei o que fazia.
Magno Velosa
31.3.06
Já agora.
Não sei se repararam, a Assembleia da República, ontem, passou um atestado de menoridade a todas as mulheres deste país. Aprovou uma lei que afirma que qualquer mulher é inferior, pelo menos, a dois homens. Que grande país, moderno, avançado. Sinto um orgulho incomensurável em fazer parte desta visão vanguardista da igualdade de géneros.
Très bien, Monsieur le President
Jacques Chirac afirmou que vai promulgar a lei que regula o Contrato de Primeiro Emprego, o famoso CPE. Vai fazê-lo e muito bem, os agitadores profissionais querem fazer crer que a riqueza nasce nas árvores, que se tropeça nela a cada passo dado, em suma, que não é preciso trabalhar.
Pois enganam-se, sem produção não há riqueza, sem riqueza não se investe, sem investimentos não há emprego, sem emprego há fome, crime e miséria. O famigerado modelo social europeu está condenado, permanecer agarrado a conservadorismos ultrapassados resultará no fim das sociedades, ditas exemplares, da Velha Europa. Flexibilizar as relações de trabalho implicará maior dinamismo. Percebam uma coisa, nenhum empregador preocupado com o lucro e sobrevivência da sua empresa passa dois anos a formar uma pessoa para, findo esse período, mandá-lo embora e reiniciar esse processo. Quem tiver vontade, garra e determinação demonstrará a mais valia que será para a organização e manterá o seu trabalho (e não emprego como muitos comodistas que cantam loas à preguiça gostam de dizer). Haja querer.
Antecipando os insultos (porco fascista, algoz liberal e outros do género), agradeço a atenção e os elogios.
Pois enganam-se, sem produção não há riqueza, sem riqueza não se investe, sem investimentos não há emprego, sem emprego há fome, crime e miséria. O famigerado modelo social europeu está condenado, permanecer agarrado a conservadorismos ultrapassados resultará no fim das sociedades, ditas exemplares, da Velha Europa. Flexibilizar as relações de trabalho implicará maior dinamismo. Percebam uma coisa, nenhum empregador preocupado com o lucro e sobrevivência da sua empresa passa dois anos a formar uma pessoa para, findo esse período, mandá-lo embora e reiniciar esse processo. Quem tiver vontade, garra e determinação demonstrará a mais valia que será para a organização e manterá o seu trabalho (e não emprego como muitos comodistas que cantam loas à preguiça gostam de dizer). Haja querer.
Antecipando os insultos (porco fascista, algoz liberal e outros do género), agradeço a atenção e os elogios.
Como não se deve perder dinheiro
Nas últimas semanas os deputados independentes estiveram sob os holofotes.Num ápice passaram de um lado para o outro e da ribalta para o anonimato.
No entanto, o dossier, independentes, ainda não foi encerrado.
Foto: DR
Faltam as contas.
O Grupo Parlamentar Socialista vai perder, por mês, qualquer coisa como, 12 940 euros.
Actualmente o PS recebe 124 640 euros.
Quem ganha com esta reviravolta é a Assembleia. Fica com a maior parte do dinheiro, uma vez que os dois deputados, só vão receber 1132 euros por mês.
Quem não vai gostar da notícias é o PS. Perde muita massa. Mas se a coisa for observada numa outra perspectiva os tais deputados, “desalinhados”, valiam muito. Cada um 6470 euros. É muita pipa.
As contas estão feitas........ agora é só enviar o dinheiro. Dava-me tanto jeito. Pagava uma parte dos pecados já que é Páscoa.
30.3.06
E agora, o que é que se faz?
Esta foto ainda "cheira a tinta". Foi tirada dia 22-03-2006 pelas 15h15. O carro da polícia bateu noutro veículo que estava parado no vermelho.
Como se pode ver o carro da polícia está em sentido contrário. Será que queriam chegar mais rápido ao Comando, para se despedirem do comandante, uma vez que o acidente é no cruzamento do Campo da Barca? Ou será que foi uma aula de condução defensiva mal conseguida?
ps: chegou via e-amil
Como se pode ver o carro da polícia está em sentido contrário. Será que queriam chegar mais rápido ao Comando, para se despedirem do comandante, uma vez que o acidente é no cruzamento do Campo da Barca? Ou será que foi uma aula de condução defensiva mal conseguida?ps: chegou via e-amil
29.3.06
Vamos lá ver em Barcelona
É verdade que o Benfica teve sorte!
É verdade que o Benfica não jogou bem!
É verdade que o Beto esteve ao seu melhor nível: uma nulidade absoluta.
É verdade que a cobardia de Koeman começa a ser lendária!
Mas o árbitro... Áh, aquele árbitro merecia ser linchado!
É verdade que o Benfica não jogou bem!
É verdade que o Beto esteve ao seu melhor nível: uma nulidade absoluta.
É verdade que a cobardia de Koeman começa a ser lendária!
Mas o árbitro... Áh, aquele árbitro merecia ser linchado!
A Educação e as TIC
Já há algum tempo que estou para escrever um post sobre a Educação e as políticas educativas deste governo. A oportunidade surgiu ao ver que o gestor da Equipa de Missão dos Computadores, Redes e Internet nas Escolas (CRIE) esteve na Região.
Estou cada vez mais convencido que nenhum outro governo de Portugal soube tanto de marketing político como o actual. No âmbito das políticas para a penetração das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nas escolas, esta verdade é gritante. Não se conhece uma única medida levada a cabo por este governo que promova esta penetração, apesar de estar a ser feita uma campanha ímpar para mostrar o contrário. Ou seja, que este governo está preocupado com a introdução das TIC nos processos de ensino/aprendizagem, quando todas as grandes medidas são anteriores à eleição do Eng. Sócrates. Vejam-se os programas de apetrechamento informático das EB1 e Jardins de infância (um computador por sala) e a migração para a Banda Larga que datam de 2004. Mas quem faz o brilharete é o Dr. João Correia de Freitas que, com grande alarde, vem fazendo campanhas sucessivas de promoção do CRIE, do qual é gestor. É certo que este é um papel que lhe cabe: afinal só agora o processo tem ficado concluído, mas seria de algum bom tom falar no trabalho desenvolvido pelos seus antecessores.
Outra coisa que me chateia, é o facto de mentir à boca cheia: é mentira que todas as escolas de Portugal tenham acesso à Internet por banda larga. A PT ainda não faz uma cobertura nacional.
Para além disso, ninguém sabe bem para que é que esta entidade (o CRIE) serve. A maior parte dos projectos e programas desta Equipa são provenientes da UE (Seguranet, por exemplo), os programas são implementados localmente pelos centros de competência Nónio e a formação é dada por estes mesmos centros.
O CRIE apenas limita-se a traduzir os programas, nada mais. Este não passa de mais um órgão obtuso, que não faz nada a não ser gastar pipas de massa para criar umas linhas gráficas jeitosas, uns concursos e umas generalidades. E com isto, vai papando uns fundozitos aos POS_Conhecimento (antigo POSI), para pagar os ordenados principescos.
Esta equipa tem mesmo como missão promover a integração das TIC no processo de Ensino/Aprendizagem, mas não desenvolve uma única estratégia que o promova efectivamente (desenvolvimento de plataformas tecnológicas para utilização dos docentes, por exemplo).
Enquanto isso, este senhor vai passeando pelo país com os fundos do PRODEP, retirando, assim, a possibilidade de outras entidades empenhadas neste processo poderem obter financiamentos para projectos efectivamente interessantes.
Estou cada vez mais convencido que nenhum outro governo de Portugal soube tanto de marketing político como o actual. No âmbito das políticas para a penetração das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nas escolas, esta verdade é gritante. Não se conhece uma única medida levada a cabo por este governo que promova esta penetração, apesar de estar a ser feita uma campanha ímpar para mostrar o contrário. Ou seja, que este governo está preocupado com a introdução das TIC nos processos de ensino/aprendizagem, quando todas as grandes medidas são anteriores à eleição do Eng. Sócrates. Vejam-se os programas de apetrechamento informático das EB1 e Jardins de infância (um computador por sala) e a migração para a Banda Larga que datam de 2004. Mas quem faz o brilharete é o Dr. João Correia de Freitas que, com grande alarde, vem fazendo campanhas sucessivas de promoção do CRIE, do qual é gestor. É certo que este é um papel que lhe cabe: afinal só agora o processo tem ficado concluído, mas seria de algum bom tom falar no trabalho desenvolvido pelos seus antecessores.
Outra coisa que me chateia, é o facto de mentir à boca cheia: é mentira que todas as escolas de Portugal tenham acesso à Internet por banda larga. A PT ainda não faz uma cobertura nacional.
Para além disso, ninguém sabe bem para que é que esta entidade (o CRIE) serve. A maior parte dos projectos e programas desta Equipa são provenientes da UE (Seguranet, por exemplo), os programas são implementados localmente pelos centros de competência Nónio e a formação é dada por estes mesmos centros.
O CRIE apenas limita-se a traduzir os programas, nada mais. Este não passa de mais um órgão obtuso, que não faz nada a não ser gastar pipas de massa para criar umas linhas gráficas jeitosas, uns concursos e umas generalidades. E com isto, vai papando uns fundozitos aos POS_Conhecimento (antigo POSI), para pagar os ordenados principescos.
Esta equipa tem mesmo como missão promover a integração das TIC no processo de Ensino/Aprendizagem, mas não desenvolve uma única estratégia que o promova efectivamente (desenvolvimento de plataformas tecnológicas para utilização dos docentes, por exemplo).
Enquanto isso, este senhor vai passeando pelo país com os fundos do PRODEP, retirando, assim, a possibilidade de outras entidades empenhadas neste processo poderem obter financiamentos para projectos efectivamente interessantes.
Reitor pouco magnífico

É mais do que evidente que Telhado Pereira perdeu o telhado.
Agora prepara-se para perder a guerra.
É uma questão de tempo.
Os sinais são mais do que evidentes.
Telhado foi pouco inteligente quando decidiu substituir um jovem vice-reitor por um “cota”.
A única explicação é que face ao deserto de apoiantes, agarrou o primeiro que estava à mão. Nomeou Carita mas temo que as fissuras académicas são terrivelmente superiores à fenda que existe na Calheta.
A questão agora é saber como vai ficar a adopção do processo de Bolonha, uma vez que era liderado pelo professor Nuno Nunes?
Além disso, demitiram-se outras pessoas. Porquê?
De certeza que de magnífico o reitor tem pouco.
Comentários tugas
Está mais que visto que em Portugal não há um comentador desportivo decente. Hoje os entendidos da bola lusa esticam as gargantas para dizer que Benfica merecia ter ganho ao Barcelona. E fazem afirmações imbecis e falsas como Judas. De facto, ao intervalo, os vermelhos poderiam estar a enfardar três ou quatro, não fosse a displicência dos catalães, que jogaram como se estivessem em campo contra o Getafe.
Na segunda parte, meio atordoados, os da casa lá reagiram e conseguiram algo absolutamente inimaginável: duas oportunidades de golo. Só por isso, para os comentadores tugas, já mereciam ganhar o jogo...
Cheira-me que em Barcelona vou ver uma cabazada das antigas... Espero estar enganado, ms não me parece!
De facto, os males do futebol português não se justificam apenas com dirigentes batoteiros, jogadores fiteiros e empresários embusteiros. O jornalismo desportivo luso (há excepções, como é óbvio), aliado à falta de cultura desportiva da populaça tem grandes culpas no cartório. E que hoje, mais uma vez, estão absolutamente à vista...
Na segunda parte, meio atordoados, os da casa lá reagiram e conseguiram algo absolutamente inimaginável: duas oportunidades de golo. Só por isso, para os comentadores tugas, já mereciam ganhar o jogo...
Cheira-me que em Barcelona vou ver uma cabazada das antigas... Espero estar enganado, ms não me parece!
De facto, os males do futebol português não se justificam apenas com dirigentes batoteiros, jogadores fiteiros e empresários embusteiros. O jornalismo desportivo luso (há excepções, como é óbvio), aliado à falta de cultura desportiva da populaça tem grandes culpas no cartório. E que hoje, mais uma vez, estão absolutamente à vista...
28.3.06
Merece um..Óscar
O deputado Óscar do PS disse, há pouco tempo, na Assembleia Legislativa, que Santa Cruz é fortemente penalizada por ser a cidade onde se localiza o Aeroporto. E ontem, apareceu com uma solução para resolver todos os problemas de transportes marítimos da Madeira. O bom do Óscar quer construír um porto comercial na foz da Ribeira dos Socorridos, uma das mais caudalosas da ilha. O homem não pára de supreender...
26.3.06
Comentários
Não permito que comentem textos meus aqui e raramente leio comentários feitos a textos postados por outros. Mas há dias, após uma conversa com um companheiro destas coisas de blogs, resolvi dar uma volta pelas caixas de comentários deste e de outros sítios madeirenses. Só há uma conclusão a retirar do que li: nesta terra, há muita gente a precisar de tratamento psquiátrico urgente.
Creio que, por óbvia falta de inteligência, a maioria dos "comentadores anónimos" ainda não percebeu que as caixas de comentários existem para fomentar o debate, para contrapor ideias e argumentos. Não foram feitas para, da forma cobarde que é habitual por cá, fazer ofensas pessoais, postar idiotices sem fundamento.
Dá-me de facto a sensação que a esmagadora maioria dos "anónimos que ladram" descarregam as frustrações das suas vidas miseráveis e sem qualquer interesse nas caixas de correio dos blogs. Não está mau. Poderiam fazer coisas piores. Pelo menos não danificam património público, ou coisa que o valha!
Eu estou-me sinceramente a borrifar para o assunto. Os cães ladram (neste caso, escondidos atrás de um açaime que lhes tapa o focinho por completo) e a caravana passa, ou seja, o mundo avança sem olhar para trás.
Creio que, por óbvia falta de inteligência, a maioria dos "comentadores anónimos" ainda não percebeu que as caixas de comentários existem para fomentar o debate, para contrapor ideias e argumentos. Não foram feitas para, da forma cobarde que é habitual por cá, fazer ofensas pessoais, postar idiotices sem fundamento.
Dá-me de facto a sensação que a esmagadora maioria dos "anónimos que ladram" descarregam as frustrações das suas vidas miseráveis e sem qualquer interesse nas caixas de correio dos blogs. Não está mau. Poderiam fazer coisas piores. Pelo menos não danificam património público, ou coisa que o valha!
Eu estou-me sinceramente a borrifar para o assunto. Os cães ladram (neste caso, escondidos atrás de um açaime que lhes tapa o focinho por completo) e a caravana passa, ou seja, o mundo avança sem olhar para trás.
Fotografia(s)






Tenho a mania da fotografia. Eis alguns exemplares. Não sei se boas ou más, interessa-me pouco, mas eu gosto delas. E por isso vou colocá-las aqui. Poderão ver outras aqui. Aconselho, contudo, todos aqueles que gostam das "imagens paradas" a visitar a galeria do Rod Costa aqui . Verão bons trabalhos.
24.3.06
Direita às direitas!
Desde há algumas décadas que os intelectuais europeus, influenciados pela escola estruturalista francófona, têm laborado no erro de identificarem as várias doutrinas - do que se convencionou chamar - de Direita, como as “donas” do capitalismo.
Esta tendência cresceu com globalização e hoje assume contornos maquiavélicos. Acredita-se que o sistema capitalista interessa às Direitas, é por elas mantido e apenas as serve, a despeito de todos os outros milhões de pessoas, que não passam de pequenas engrenagens neste enorme engenho que serve a poucos. Assim, as diferentes Esquerdas político-doutrinárias criaram o dogma de que o capitalismo é um sistema papão, gerido por meia-dúzia de pessoas, protegidos e apadrinhados pela Igreja Católica, que tem como único objectivo a “exploração do homem pelo homem” (terminologia cara à doutrina marxista). É o verdadeiro mito do mundo ocidental (muito especialmente na Europa), que serve como pano de fundo a todas as teorias da conspiração ocidentais. As Direitas (todas elas, sem qualquer tipo de distinção) são apresentadas como a retaguarda doutrinária desta meia dúzia de senhores do mundo e servem apenas para os proteger e branquear as suas acções malévolas.
Já para si, estas doutrinas (de Esquerda) chamaram a defesa das liberdades e direitos individuais, apostadas em marcar a sua diferença em relação às direitas: do seu lado da barricada está a defesa do Homem - considerado na sua universalidade -, das marcas humanistas que ainda subsistem na contemporaneidade. Do outro lado estão os reaccionários (termo bem à moda portuguesa), que são corruptos, que não têm qualquer interesse no bem comum, apenas se interessam pelo enriquecimento fácil, que se servem da política para os seus interesses egoístas. É a famigerada diferença propalada pela Esquerda: nós defendemos o progresso para todos, enquanto vocês defendem apenas os vossos interesses.
À partida parece que, de tão estapafúrdia, esta teoria não pegaria. Mas a verdade é que pegou (aliás, qualquer cidadão medianamente informado, que se julgue “diplomado” em teoria política, acredita piamente nesta fábula. O seu voto apenas diverge porque muitas vezes vota nas pessoas e não nas doutrinas).
E as várias Direitas democráticas que nasceram nos alvores do movimentos liberais contra os totalitarismos monárquicos, que lutaram contra as tendências ditatoriais comunistas, deixaram que a Liberdade - esse património que também é seu – se quedasse nas Esquerdas democráticas. É este o primeiro grande erro das Direitas na contemporaneidade. O segundo é o de não conseguir demonstrar que as respostas para subversões do capitalismo globalizado residem na libertação possibilitada pela informação livre que é o advento da própria globalização. O terceiro é o de não passar a mensagem de que o capitalismo hoje não tem rosto, não tem líderes, não tem donos (ainda voltarei a este tema).
O quarto pecado é o de não conseguir conciliar um conceito de Estado liberal (em todas as suas valências) com uma estrutura (convincente) que substitua o famigerado Estado-Providência, que também foi uma invenção sua. Numa frase: assumir sem vergonha a sua matriz liberal, sem esquecer que a política deve ser a regulação ética da economia.
O quinto erro – e, na minha opinião, o mais letal para a Direita portuguesa – é o de nunca ter assumido estes erros e ter acreditado na – e pior, de ter agido de acordo com - fábula inventada pela Esquerda.
As democracias estão doentes. Às Direitas compete demonstrar que ainda conseguem apresentar soluções. É este o desafio para os próximos anos. Espero não continuar desiludido!
PS - Bom fim-de-semana a todos.
Esta tendência cresceu com globalização e hoje assume contornos maquiavélicos. Acredita-se que o sistema capitalista interessa às Direitas, é por elas mantido e apenas as serve, a despeito de todos os outros milhões de pessoas, que não passam de pequenas engrenagens neste enorme engenho que serve a poucos. Assim, as diferentes Esquerdas político-doutrinárias criaram o dogma de que o capitalismo é um sistema papão, gerido por meia-dúzia de pessoas, protegidos e apadrinhados pela Igreja Católica, que tem como único objectivo a “exploração do homem pelo homem” (terminologia cara à doutrina marxista). É o verdadeiro mito do mundo ocidental (muito especialmente na Europa), que serve como pano de fundo a todas as teorias da conspiração ocidentais. As Direitas (todas elas, sem qualquer tipo de distinção) são apresentadas como a retaguarda doutrinária desta meia dúzia de senhores do mundo e servem apenas para os proteger e branquear as suas acções malévolas.
Já para si, estas doutrinas (de Esquerda) chamaram a defesa das liberdades e direitos individuais, apostadas em marcar a sua diferença em relação às direitas: do seu lado da barricada está a defesa do Homem - considerado na sua universalidade -, das marcas humanistas que ainda subsistem na contemporaneidade. Do outro lado estão os reaccionários (termo bem à moda portuguesa), que são corruptos, que não têm qualquer interesse no bem comum, apenas se interessam pelo enriquecimento fácil, que se servem da política para os seus interesses egoístas. É a famigerada diferença propalada pela Esquerda: nós defendemos o progresso para todos, enquanto vocês defendem apenas os vossos interesses.
À partida parece que, de tão estapafúrdia, esta teoria não pegaria. Mas a verdade é que pegou (aliás, qualquer cidadão medianamente informado, que se julgue “diplomado” em teoria política, acredita piamente nesta fábula. O seu voto apenas diverge porque muitas vezes vota nas pessoas e não nas doutrinas).
E as várias Direitas democráticas que nasceram nos alvores do movimentos liberais contra os totalitarismos monárquicos, que lutaram contra as tendências ditatoriais comunistas, deixaram que a Liberdade - esse património que também é seu – se quedasse nas Esquerdas democráticas. É este o primeiro grande erro das Direitas na contemporaneidade. O segundo é o de não conseguir demonstrar que as respostas para subversões do capitalismo globalizado residem na libertação possibilitada pela informação livre que é o advento da própria globalização. O terceiro é o de não passar a mensagem de que o capitalismo hoje não tem rosto, não tem líderes, não tem donos (ainda voltarei a este tema).
O quarto pecado é o de não conseguir conciliar um conceito de Estado liberal (em todas as suas valências) com uma estrutura (convincente) que substitua o famigerado Estado-Providência, que também foi uma invenção sua. Numa frase: assumir sem vergonha a sua matriz liberal, sem esquecer que a política deve ser a regulação ética da economia.
O quinto erro – e, na minha opinião, o mais letal para a Direita portuguesa – é o de nunca ter assumido estes erros e ter acreditado na – e pior, de ter agido de acordo com - fábula inventada pela Esquerda.
As democracias estão doentes. Às Direitas compete demonstrar que ainda conseguem apresentar soluções. É este o desafio para os próximos anos. Espero não continuar desiludido!
PS - Bom fim-de-semana a todos.
O nosso modelo de desenvolvimento!
Durão Barroso quis importar para Portugal o modelo de desenvolvimento irlandês.
Sócrates quer importar o modelo de organização social dinamarquês.
Eu proponho que importemos um qualquer modelo sul-americano, pois estamos mais para a bandalheira do que para uma Europa civilizada e desenvolvida.
Sócrates quer importar o modelo de organização social dinamarquês.
Eu proponho que importemos um qualquer modelo sul-americano, pois estamos mais para a bandalheira do que para uma Europa civilizada e desenvolvida.
Ainda a Dinamarca
É fácil criticar a liberdade de expressão que se respira em democracias,
em nome dos Direitos do Homem (http://devagares.weblog.com.pt/2006/03/e_
muito_facil_ter_cojones_quan#comments) , enquanto são caladas bem
fundo as atrocidades cometidas em regimes despóticos e por grupelhos miseráveis,
em nome da diplomacia.
Assim andam as instituições internacionais.
PS - Curioso que o Sr. Primeiro-Ministro queira implementar em Portugal medidas governamentais características desse país fascizóide que não respeita os Direitos do Homem.
em nome dos Direitos do Homem (http://devagares.weblog.com.pt/2006/03/e_
muito_facil_ter_cojones_quan#comments) , enquanto são caladas bem
fundo as atrocidades cometidas em regimes despóticos e por grupelhos miseráveis,
em nome da diplomacia.
Assim andam as instituições internacionais.
PS - Curioso que o Sr. Primeiro-Ministro queira implementar em Portugal medidas governamentais características desse país fascizóide que não respeita os Direitos do Homem.
O Filho Pródigo, ou a parábola do murmurador?
Os meus conterrâneos madeirenses não param de me surpreender. É curioso que na blogoesfera regional quase nenhum comentador se identifique. Medo, dizem uns. Cobardia gritam outros. Para mim dá-me igual ao litro, pois os insultos sem rosto não existem. Nem sequer é essa falta de identificação que me preocupa. O que me traz preocupado é que a maioria dos que comentam nos blogs madeirenses apenas o fazem para ofender alguém. Ou os bloggers, ou o PSD, ou o Governo, a Oposição, sei lá! São os murmuradores. Gente que se limita a murmurar contra outrém, sem qualquer tipo de respeito, sem qualquer tipo de elevação, sem qualquer tipo de amor próprio.
Lembra-me uma leitura interessante da parábola do Filho Pródigo. Comummente identificamos a mensagem desta parábola bíblica com o regresso daquele que, perdido, se reencontrou. Há outras duas leituras possíveis: um pai que por amor tudo perdoa ao filho, ou então um filho que vendo o perdão do seu pai ao mano esgrouviado, murmura contra o irmão. A parábola do murmurador. Que se aplica que nem ginjas à maioria dos comentadores!
Lembra-me uma leitura interessante da parábola do Filho Pródigo. Comummente identificamos a mensagem desta parábola bíblica com o regresso daquele que, perdido, se reencontrou. Há outras duas leituras possíveis: um pai que por amor tudo perdoa ao filho, ou então um filho que vendo o perdão do seu pai ao mano esgrouviado, murmura contra o irmão. A parábola do murmurador. Que se aplica que nem ginjas à maioria dos comentadores!
Armados e perigosos
Somos pobres mas andamos armados (se calhar uma coisa até está relacionada com a outra. Ou não, sei lá). Pelo menos é o que dizem alguns dados esta manhã divulgados pela RDP. Existem, em Portugal, 700 mil armas nas mãos de civis. A esmagadora maioria delas ilegais. E mais de 200 pessoas são vítimas de armas de fogo, todos os anos, neste país de supostos "brandos costumes". O pior é que a PSP vai substituir este ano as velhas G3. Conhecendo como conheço as boas prácticas de muitos dos nossos compatriotas fardados de azul, é de esperar que lá para o fim de 2006 existam bem mais de 700 mil armas nas ruas.
23.3.06
Momentos
Há uma imagem que não me sai da cabeça.Fixei-a dia 19 de Fevereiro na festa dos compadres.
Estava eu a ver o cortejo etnográfico, quando os meus olhos foram assaltados por um desnorteante quadro. Um filho com perto de 30 anos, não largava a mão da mãe.
Se por algum motivo aquela mão materna fazia um gesto mais brusco, os dedos do jovem adulto atiravam-se de corpo e alma contra aquela protectora mão. Era uma espécie de cordão umbilical que o matinha ligado à progenitora. Mesmo assim, foi por várias vezes ameaçada aquela natural ligação. Existiam pessoas a quererem passar de um lado para o outro. Procuravam o ponto ideal para ver o cortejo.
Ele tinha o olhar disperso. A mãe via com um sorriso nos olhos as palhaçadas dos figurantes.
A partir daquele momento o Carnaval perdeu para mim toda a piada. Passei a focar o meu olhar naquelas duas personagens apesar da multidão que os rodeava.
De imediato notei algo de diferente no rosto e nos gestos do jovem rapaz.
Eu estava do lado oposto do enigmático quadro: - mãe e filho. Imaginei as dificuldades daquela mãe, os traumas daquele jovem adulto. As roupas eram humildes, mas nem por isso deixam de brilhar. Caíam-lhes bem. Eram as pessoas mais bonitas que ali estavam. Os meus olhos ficaram encharcados. O mesmo que agora sinto, ao recordar este quadro vivo.
Pensei que poderia ajudá-los. Tirei do bolso 5 euros para lhes dar. Achei pouco. Fui buscar mais. 10 euros. Assim que terminou o cortejo dirigi-me a eles. Não tive coragem de lhes dar nada. Apercebi-me que estavam acompanhados com outras pessoas. Pensei que poderiam não gostar. Dei mais uns passos. Hesitei. Voltei para trás. Nunca mais os vi. Nunca mais os esqueci.
PS - era para tê-lo escrito há muito tempo. Fi-lo agora.
O “trabalhinho” francês
À parte o problema do envelhecimento europeu, a polémica sobre a nova lei laboral francesa é típica dos estados que durante décadas providenciaram tudo aos seus cidadãos. Como, de resto, ainda se faz em Portugal. Mas mesmo sem produzirem para o que gastam, os franceses, essa nação incompreensível que nem é nórdica nem latina, ainda acham que têm todos os direitos. E que ainda os devemos aturar.
Agora repare-se, como é que os EUA têm as leis laborais menos proteccionistas para os trabalhadores e são a economia que são. Pois. A resposta é fácil, é que a dinâmica empreendedora dos EUA gera quase só por si emprego para todos, e com remunerações dignas. Se hoje uma empresa fecha, não há nenhuma fatalidade, no dia a seguir (literalmente) abre outra. Ninguém fica à espera do emprego certinho. Ninguém fica à espera do Estado-Providência, como em Franca, e em Portugal.
Para ilustrar isto, um emigrante português na América disse-me uma vez uma coisa que nunca mais esqueci. «Meu caro, na América não se ganha nada sem trabalhar».
PS: Agora fico à espera dos Anti-Americanos.
Magno Velosa
Agora repare-se, como é que os EUA têm as leis laborais menos proteccionistas para os trabalhadores e são a economia que são. Pois. A resposta é fácil, é que a dinâmica empreendedora dos EUA gera quase só por si emprego para todos, e com remunerações dignas. Se hoje uma empresa fecha, não há nenhuma fatalidade, no dia a seguir (literalmente) abre outra. Ninguém fica à espera do emprego certinho. Ninguém fica à espera do Estado-Providência, como em Franca, e em Portugal.
Para ilustrar isto, um emigrante português na América disse-me uma vez uma coisa que nunca mais esqueci. «Meu caro, na América não se ganha nada sem trabalhar».
PS: Agora fico à espera dos Anti-Americanos.
Magno Velosa
Odeio sindicatos
Odeio sindicatos porque em Portugal são todos (ou quase) de esquerda.
Odeio sindicatos porque todos (sem excepção) não conseguem ver mais do que o próprio umbigo.
Odeio sindicatos porque os seus chefes são sempre os mesmos e em regra nem têm sequer o 12ºano.
Odeio sindicatos porque são a desgraça da economia portuguesa.
Odeio sindicatos porque querem que o Estado providencie tudo.
Odeio sindicatos porque já viajei de avião ao lado de Carvalho da Silva e vi bem que não se poupou às mordomias capitalistas.
Em suma, diziam-me há dias, «mas na Dinamarca também há sindicatos». Pois há. Mas se por lá se quiser ver um sindicato comunista o melhor é ir a um museu. Que é onde eles estão.
Magno Velosa
Odeio sindicatos porque todos (sem excepção) não conseguem ver mais do que o próprio umbigo.
Odeio sindicatos porque os seus chefes são sempre os mesmos e em regra nem têm sequer o 12ºano.
Odeio sindicatos porque são a desgraça da economia portuguesa.
Odeio sindicatos porque querem que o Estado providencie tudo.
Odeio sindicatos porque já viajei de avião ao lado de Carvalho da Silva e vi bem que não se poupou às mordomias capitalistas.
Em suma, diziam-me há dias, «mas na Dinamarca também há sindicatos». Pois há. Mas se por lá se quiser ver um sindicato comunista o melhor é ir a um museu. Que é onde eles estão.
Magno Velosa
Felicidade.
Não fazia ideia que a minha não renovação do mandato de Deputado à AR trazia tanta gente exultante de felicidade. O meu "afastamento", a minha "perda", a minha "derrota", estão a ser glorificadas em diversos sítios e circunstâncias.
Acho mais piada, quando esses desabafos surgem para caraterizar a minha ida para a Comissão Política do PSD como compensação. Ainda não tinha percebido que esta entrada significava a chegada ao paraíso, o encontro com as tão propaladas 70 virgens (agora começa a ficar mais interessante), a partir de agora saltitarei de nuvem em nuvem, com umas asinhas de querubim, coscuvilhando todos os recantos do Éden alcançado.
Ó sublime encanto, ó glória resplandecente, verdade das verdades, misericórdia infinita, salvação única, obrigado por me acolheres no teu seio.
Falta acrescentar umas gotas de baba no canto inferior esquerdo.
Acho mais piada, quando esses desabafos surgem para caraterizar a minha ida para a Comissão Política do PSD como compensação. Ainda não tinha percebido que esta entrada significava a chegada ao paraíso, o encontro com as tão propaladas 70 virgens (agora começa a ficar mais interessante), a partir de agora saltitarei de nuvem em nuvem, com umas asinhas de querubim, coscuvilhando todos os recantos do Éden alcançado.
Ó sublime encanto, ó glória resplandecente, verdade das verdades, misericórdia infinita, salvação única, obrigado por me acolheres no teu seio.
Falta acrescentar umas gotas de baba no canto inferior esquerdo.
Árbitro de merda
Uma arbitragem feita "à medida" do Porto lixou-nos a presença na final da Taça. Foi pena, a rapaziada merecia mais. Esperemos que mais nenhum Olegário nos trame o campeonato. Mas desconfio que isso vá acontecer...
22.3.06
As portas que Abril abriu!
Porque alguns esqueceram que a Democracia e a Autonomia nasceram com Abril, deixo aqui a minha homenagem a todos os que tombaram em nome da Liberdade.
AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU
Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
(...)
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.
Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.
Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.
Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.
Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.
Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação
uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com que a força da vida
seja maior do que a morte.
Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.
Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.
(...)
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
(...)
E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados 'páras'
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.
Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.
(...)
Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.
Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer.
Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
(...)
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.
(...)
E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.
A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que se desdobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.
(...)
Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram
das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.
(...)
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.
(...)
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!
José Carlos Ary dos Santos
AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU
Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
(...)
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.
Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.
Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.
Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.
Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.
Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação
uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com que a força da vida
seja maior do que a morte.
Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.
Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.
(...)
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
(...)
E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados 'páras'
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.
Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.
(...)
Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.
Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer.
Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
(...)
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.
(...)
E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.
A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que se desdobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.
(...)
Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram
das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.
(...)
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.
(...)
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!
José Carlos Ary dos Santos
Mais palavras para quê?
Consta que anda gente nervosa por causa do encerramento da sala de imprensa da Assembleia.
Depois dos lamentáveis episódios, parlamentares, a mim já nada me espanta.
É mais um facto para juntar a tantos outros.
O órgão número um, da soberania regional, mais parece uma caixinha de surpresas. É que nunca se sabe o que dali vai sair.
Agora é a sala de imprensa, ontem foi a eminente cena de pancadaria. Há dias o episódio era o, tresloucado requerimento. Há uns meses atrás a aberração foi os “cifões & companhia”.
São tantas as estórias que a própria memória já se encarregou de eliminar algumas. Roubam espaço, ao importante…
Perante tanta aberração, mais uma, menos uma. É como se não existisse.
O jornalismo político que se faz na Madeira, nunca passou por aquela sala. Ela é muito mais útil para os políticos, do que para os jornalistas. São eles que marcam conferências, fazem comentários, esclarecimentos, comunicados, rebatem argumentos, acrescentam pontos. Já assisti a casos, em que existiam deputados em lista de espera, para falar na mediática sala.
Os jornalistas apenas usam-na para o respectivo trabalho.
Já ouvi algo do género….se os partidos querem falar com a comunicação social, fazem-no nos respectivos gabinetes.
Já estou a ver.
Desculpe, onde é o local de trabalho do PSD?
Oh, menino; com quem pretende falar?
Com o grupo parlamentar do PSD.
Olhe que são 44 deputados! Qual deles?.....
Não é aqui. É no “lojão”. ( Lojão é um anexo da Assembleia onde estão alguns partidos como, o CDS/PP e o BE. – pelo menos)
Os jornalistas já estão habituados a serem mal recebidos. Quando não aparecem é que cai o “carma e a trindade”. De resto, são poucas as entidades que se lembram de criar condições para os jornalistas trabalharem. Inteligentes foram os jornalistas desportivos. Fartei-me de os ouvir queixarem-se da falta de condições nos estádios de futebol.
A persistência parace que resultou.
Julgo que o mesmo deveria acontecer na Assembleia.
Além do local de cobertura das sessões plenárias, ser minúsculo, querem agora retirar o único espaço que existe na Assembleia, para apoio dos jornalistas.
Depois dos lamentáveis episódios, parlamentares, a mim já nada me espanta.
É mais um facto para juntar a tantos outros.
O órgão número um, da soberania regional, mais parece uma caixinha de surpresas. É que nunca se sabe o que dali vai sair.
Agora é a sala de imprensa, ontem foi a eminente cena de pancadaria. Há dias o episódio era o, tresloucado requerimento. Há uns meses atrás a aberração foi os “cifões & companhia”.
São tantas as estórias que a própria memória já se encarregou de eliminar algumas. Roubam espaço, ao importante…
Perante tanta aberração, mais uma, menos uma. É como se não existisse.
O jornalismo político que se faz na Madeira, nunca passou por aquela sala. Ela é muito mais útil para os políticos, do que para os jornalistas. São eles que marcam conferências, fazem comentários, esclarecimentos, comunicados, rebatem argumentos, acrescentam pontos. Já assisti a casos, em que existiam deputados em lista de espera, para falar na mediática sala.
Os jornalistas apenas usam-na para o respectivo trabalho.
Já ouvi algo do género….se os partidos querem falar com a comunicação social, fazem-no nos respectivos gabinetes.
Já estou a ver.
Desculpe, onde é o local de trabalho do PSD?
Oh, menino; com quem pretende falar?
Com o grupo parlamentar do PSD.
Olhe que são 44 deputados! Qual deles?.....
Não é aqui. É no “lojão”. ( Lojão é um anexo da Assembleia onde estão alguns partidos como, o CDS/PP e o BE. – pelo menos)
Os jornalistas já estão habituados a serem mal recebidos. Quando não aparecem é que cai o “carma e a trindade”. De resto, são poucas as entidades que se lembram de criar condições para os jornalistas trabalharem. Inteligentes foram os jornalistas desportivos. Fartei-me de os ouvir queixarem-se da falta de condições nos estádios de futebol.
A persistência parace que resultou.
Julgo que o mesmo deveria acontecer na Assembleia.
Além do local de cobertura das sessões plenárias, ser minúsculo, querem agora retirar o único espaço que existe na Assembleia, para apoio dos jornalistas.
20.3.06
Curiosidade.
Será que teríamos providência cautelar se, em vez de uma obra na ribeira de São João, estivéssemos a falar de um projecto idêntico na ribeira de Santa Luzia ?
O neveoeiro da raiva tudo esconde.
P.S. - Ou muito me engano ou vou aparecer na imprensa local.
O neveoeiro da raiva tudo esconde.
P.S. - Ou muito me engano ou vou aparecer na imprensa local.
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