10.9.07

Os homens do presidente ou o que pensa Jardim

Prólogo: por motivos vários não tenho lido a imprensa regional. Tenho acompanhado a realidade madeirense nos contactos que estabeleço com a minha família e com os meus amigos e através da blogosfera. A minha opinião, para além de - naturalmente - ser enviezada, pode também estar assente em incorrecções pelo que, se assim for, peço desde já desculpas aos visados.

Decorre da leitura da blogosfera madeirense que nada mais se passa para além da sindicância à Câmara Municipal de Funchal e a possibilidade do Ministério Público investigar eventuais indícios de corrupção.

Sobre estes factos, não faço qualquer comentário, uma vez que não possuo informação suficiente para emitir uma opinião devidamente fundamentada.

Por outro lado, também não me interessa minimamente as pequenas lutas do PS, que agora pede a cabeça do presidente da Câmara Municipal de Funchal na expectativa de vir a beneficiar da guerra surda que estes acontecimentos indiciam: Miguel Albuquerque versus Cunha e Silva. Porque convenhamos que, conforme dizia o meu amigo Gonçalo, o resto é treta.

Mas o que tem mesmo me atraído em toda esta embrulhada tem sido o silêncio de Alberto João Jardim. Desde o início deste novo episódio da guerra entre delfins, que dura já há alguns anos, que Jardim tem mantido um silêncio sepulcral, nada habitual no presidente do PSD-Madeira e que poderá sugerir claramente qual o seu posicionamento relativamente à sua própria sucessão. Eu ainda me recordo do apoio que Jardim deu a autarcas correlegionários, mesmo depois de terem sido condenados pelos tribunais. Aliás, notam-se algumas movimentações subreptícias de homens próximos a Jardim que, não querendo assumir que neste embróglio há matéria mais relevante para o jogo da sucessão do que propriamente criminal, indicia quais são as preferências do presidente do Governo Regional. Veremos quais os próximos desenvolvimentos dentro do PSD/Madeira e qual a importância que todo este triste episódio terá na sucessão. E veremos quantos tiros sairão ao lado.

E tudo o mais são tretas

Gosto de alguns democratas cá do sítio. Que tentam, de forma anónima, condicionar aquilo que os outros pensam ou escrevem. Pois bem, meus caros, eu escrevo sobre aquilo que me apetece, quando me apetece e da forma que me apetece. E se me apetecer, não escrevo.

Quem diz que gostaria de ver este ou aquele assunto tratado neste blog bem pode mudar de paróquia. A mim, neste momento, interessa-me escrevinhar sobre o mundial de rugby ou sobre um CD fabulouso da Nina Simone que consegui comprar e que não me canso de ouvir. Para além disto, estou-me nas tintas para a "actualidade". A minha actualidade são alguns projectos a nível profissional que me entusiasmam e um dos mais interessantes projectos pessoais que se pode ter.

E tudo o mais são tretas, como diria o Ary dos Santos.

Foi bonito


Jogámos bem. Acho que surpreendemos meio mundo. Mas, como se esperava, não foi suficiente para ganhar a uma das mais fortes equipas do planeta oval. Agora, que venha a Nova Zelândia. Mais um jogo histórico.

Post-Scriptum: Com um estádio cheio, foi giro ver o entuaismo dos portugueses quando concretizámos o ensaio.

5.9.07

Brilhante

Um spot que é também uma homenagem a uma das figuras mais importantes do desporto mundial. Brilhante.

Eso es Cuba VI

As três grandes qualidades da ditadura de Fidel: habitação, saúde e educação.
Os três grandes defeitos: pequeno-almoço, almoço e jantar!

Lomu

É pena que o homem já não jogue. Deblitado por uma doença nos rins, Lomu ainda tentou ir a este mundial, num esforço heróico, após ter recebido um transplante hépatico. Mas já não deu...

Eso es Cuba V





As regras

Para quem quer saber mais sobre rugby. O vídeo é muito bom e explica rapidamente as regras do jogo, que são bem simples.

4.9.07

Os lobos vão para França


Portugal está prestes a estrear-se num Campeonato do Mundo de Rugby. Com Tomáz Morais ao "leme", os "lobos" conseguiram um feito absolutamente impensável e estão entre as melhores 20 equipas do mundo.

A probabilidade de sairmos de França com quatro derrotas é enorme. Apanhámos pela frente "apenas" os All Blacks - a melhor equipa do mundo e arredores, mesmo sem Jonah Lomu - a Escócia e a Itália (duas das melhores formações europeias, competindo anualmente no Torneio das Seis Nações) e a Roménia (a nossa melhor hipótese de vitória, e mesmo assim, dificilmente iremos lá). Mas a presença no Campeonato poderá contribuir para fomentar entre nós o gosto por uma das mais fascinantes modalidades colectivas.

Eu espero, honestamente, que algum dos nossos canais de televisão transmita os jogos. Era no mínimo simpático. Mas se ninguém o fizer, resta seguir as peripécias dos quinze "lobos" pela net.

Portugal é a única equipa amadora na competição. No 15 inicial, só Vasco Uva assinou, este ano, um contrato profissional com um clube francês. Os atletas fazem enormes sacrificios pessoais e profissionais para representar condignamente o país, numa modalidade com milhões de adeptos em todo o mundo. Por isso, merecem que se olhe por eles. Merecem melhores condições de treino e um estatuto que lhes permitisse não ter de tirar férias para ir disputar um mundial.

Infelizmente, em Portugal poucos são aqueles que gostam de desporto. Quase todos gostamos de futebol, que é uma coisa diferente, um espectáculo ou um negócio. Agora de desporto... E isso reflete também as enormes lacunas que temos na formação e no sistema de ensino. Temos escolas sem equipamentos desportivos adequados. O estado lança o ónus da formação desportiva sobre os clubes, que se limitam, e bem na óptica deles, a apostar na única modalidade que pode ser rentável, o futebol. E que excluem à partida todos aqueles que têm menos propensão para a práctica desportiva, excluindo assim futuros consumidores do fenómeno.

Em Lisboa e Porto, practicar desporto é quase uma miragem, fruto da falta de equipamentos existentes.

Voltando ao Rugby, Portugal tem cerca de 4.000 mil atletas federados (os únicos practicantes no país, já que não existe um único campo em Portugal que possa ser utilizado por jogadores ou equipas não federadas). A Nova Zelândia, com 4 milhões de habitantes, tem mais de 130 mil atletas inscritos na Federação local. Para falar apenas das formações incluídas no grupo de Portugal, a Itália tem mais de 40.000 atletas federados e a Escócia, onde a modalidade se equipara, em termos de popularidade, ao futebol, tem mais de 24.000. Mesmo com tal disparidade, as equipas portuguesas de "sevens" têm obtido resultados extraordinários. E a seleção de Rugby de 15 consegue estar na fase final de um Campeonato do Mundo. É obra!

Este ano, em França, a grande favorita é a Nova Zelândia, como sempre. Mas em finais, os "all blacks" não conseguem, muitas vezes, explorar todo o seu potêncial. Aliás, nas 5 edições até agora disputadas, só conseguiram uma vitória. Foram campeões do Mundo em 1987 a jogar em casa.

A França, que conta com o apoio do seu público, terá de ser vista como uma séria candidata à vitória. Foi finalista em 1987 e em 1999. Em 2006 ganhou, pela 15ª vez, o Torneio das Seis Nações.

Outro candidato crónico é a Austrália, vencedora em 1991 e 1999 e finalista em 2003. Os "wallabies", como gostam de ser chamados, partem com ambições embora, curiosamente, sejam menos populares no seu próprio país do que os rivais "all blacks". Aliás, a venda de camisolas na selecção neozelandesa na Austrália é muito superior à venda das camisolas verdes e amarelas dos australianos. Imagine-se o que aconteceria quando se vissem mais "jerseys" do Fernando Torres a passear no Colombo aos domingos do que do Cristiano Ronaldo!

A Inglaterra, actual detentora do ceptro, e a África do Sul são "outsiders" importantes, tal como a Irlanda - em 2006, no Torneio das Seis Nações, conseguiu um excelente segundo lugar - ou o País de Gales.

Quanto à restante rapaziada que por lá anda, as hipóteses são nulas. Destaca-se o espectáculo das Fiji (jogam p'ra caraças, mas perdem muitas vezes, e de Tonga, uns verdadeiros bisontes). A Itália vai tentar chegar aos quartos-de-final, tal como a Escócia. Os outros (Portugal incluído) vão tentar ganhar um jogo. Japão, EUA, Canadá, Argentina, Roménia, Georgia e Namibia não vão de certeza incomodar os favoritos. Disputarão os penúltimos lugares dos seus grupos.

O "nosso" calendário é o seguinte:

Escócia-Portugal - 9 de Setembro, St. Etienne

Nova Zelândia - Portugal (Ai, Ai) - 15 de Setembro, Lyon

Portugal - Itália - 19 de Setembro, Parque dos Principes, Paris

Roménia - Portugal - 25 de Setembro, Toulose

Espero que quando os "lobos" ouvirem o "haka" neozelandes não se assustem, antes se motivem!

Curiosamente, a presença de Portugal no Campeonato do Mundo tem suscitado alguma curiosidade (e não é do exotismo, porque nisso, Tonga bate-nos aos pontos), como se pode comprovar neste artigo inserido no sitio oficial da competição.

O Campeonato começa a 7 de Setembro, com um França-Argentina no Parque dos Principes. Termina no mesmo estádio, a 20 de Outubro. Aposto que com um França-Austrália.

31.8.07

Provocações

Na minha webring tenho acompanhado um curioso desfile de filmes. Ou melhor, um desfile de listas de filmes.
Esta coisa de "listas de..." tem sempre muito que se lhe diga. Porque são minimalistas, porque a imposição de numerus clausus é redutora, enfim...
Tudo isto é muito certo, mas a mim, que sou um gajo comichoso, as listinhas causam-me sempre algum prurido. Ainda para mais quando tenho a sensação que se está a fazer um concurso para ver quem é capaz de apresentar mais filmes que nunca ninguém viu. Ora este, que apresenta o filme do realizador x, ícone de uma subcultura de Hong-Kong, ou aquele que gosta mesmo é dos filmes de uma produtora (dita) independente fantástica do Paquistão, ora ainda aqueleoutro cujo ideal cinéfilo é representado pelo realizador Y, bastante conhecido por quatro gajos que se encontram na Praça Vermelha, uma vez por semana, para discutir a arte russa no 1º Lénine.

Mas se por um lado sou comichoso, por outro sou invejoso. Por isso também apresento aqui a minha lista de filmes favoritos. E como quero ser inovador, a minha lista tem 2 e 3/4 filmes. Ora, aqui vai:

1º Rambo - A fúria do herói. Um épico a não perder!
2º Garganta funda. Histórico e magnânime.
3/4º Herbie, um carocha dos diabos. De morrer a rir.

Vejam e deliciem-se!

A sul, sempre a sul

"Peregrinos de líquidas estradas. Peregrinos dos metálicos subúrbios, onde o grito mudo nos anestesia. Viajante das luas marítimas, beijar-te, ter-te nos dedos e no calor ardente da pele. Acredito, amor, que a sensação de uma luminosidade percorre o teu corpo navegante. Viajar contigo nas flores húmidas do bosque, no musgo sumarento dos ventos que te devastam o corpo. Descansar em cima do gigantesco nenúfar lavrado na tempestade. Viajar contigo dentro de uma flor branca, carnívora. Adormecer os sentidos no pólen metálico do mastro, sem horas, viajar como qualquer coisa atirada ao rio que, flutuando, se desintegra no tempo. E ficaremos ali, imóveis, à espera de nada. Múrmurio de estiolada lua que me povoa o sonho. Ilha nua em canto fúnebre. Ó meu amante, meu porto de regresso, templo nu, junto ao mar que arrasta nossos corpos liquefeitos, e semeia ossos na marítima memória."

Al Berto, O Medo.

29.8.07

Verão Atípico II

De certeza que é das temperaturas altas do Verão.

Ontem, foi o Correia da Manhã quem melhor trabalhou a notícia sobre a suspeita de envenenamento de uma menina na Madeira.

O assunto foi notícia segunda-feira na região. A maioria dos órgãos de informação madeirenses, apenas citou o comunicado da Polícia Judiciária.
Afinal, a notícia poderia ser desenvolvida, como foi pelo matutino lisboeta. Que eu saiba, o CM não tem nenhum correspondente na Madeira. Quer isto dizer que, sem conhecer o terreno e sem fontes, o jornal conseguiu fazer aquilo que nenhum órgão de informação local fez. Contra mim falo.

A inquietação, não é de hoje, vem de ontem. Há sensivelmente um mês, uma outra notícia com origem na PJ da Madeira, foi devidamente tratada pelo Diário de Notícias de Lisboa.

Perante tão evidentes factos, questiono-me o que não acontece com o resto das não-notícias?

Verão Atípico I

O diabo deve estar louco.
Raimundo Quintal, ex-autarca, fez uma grave acusação e é como se nada tivesse dito. O assunto morreu no mesmo instante em que o ex-vereador da Câmara do Funchal abriu a boca.

Não houve feed-back. Deve ser das férias. Só pode, porque não encontro outra explicação para o profundo silêncio.

Ou será que o que disse não é grave? Recordo que Raimundo Quintal afirmou que existem “não eleitos nas câmaras e no governo com bens (carros de luxo e casas com piscina) superiores aos ordenados que auferem”.
Que eu saiba ninguém desmentiu o professor. Será que enterraram a cabeça no cascalho e estão à espera que a tempestade na Câmara do Funchal passe?

Clipping Urbano

Mais um blog excelente para quem se interessa por assuntos relacionados com media. Já está nos favoritos.

Isto anda parado!

Andamos meios parados. É do Verão, acho eu...

22.8.07

Pergunta de algibeira

Se os “verde-eufémios” tivessem decidido destruir um banco ou um centro comercial, será que a GNR também se ficaria a assistir impávida e serena?

Verde é a cor do Verão

Um bando de mimados invadiu o milheiral alheio e dedicou-se à destruição. A iniciativa, a cargo duma coisa obscura que atende pelo nome “Verde Eufémia”, teve a complacência da GNR que assistiu a tudo impávida e serena, como se nada tivesse a ver com o assunto. O propósito da iniciativa visava protestar (?) contra a introdução/produção de transgénicos, qualquer coisa de intolerável para os “verde-eufémios” como alguém brilhantemente os apelidou. Mau grado a ignorância grosseira sobre o assunto, coisa demasiado frequente nos assuntos ecológicos e ambientais junto de certas camadas políticas tidas como esclarecidas (?), ficamos também a saber que o movimento teve o beneplácito do Dr. Louçã, o líder espiritual de vários movimentos subversivos que lutam pelos direitos do milho, do chicharro e do cheiro da bosta de vaca. Eu nada tenho contra os verdes, os eufémios, os verde-eufémios e outras espécies bolorentas que gostam de tambores, de lenços, de fumar charros, do Trotsky e de incomodar a natureza com gritos e sons histéricos. Mas duas sugestões. A primeira para as autoridades: castiguem os meninos obrigando-os a plantar o milheiral que destruíram, de enxada na mão e saca às costas (o Dr. Louçã podia fazer de capataz do empreendimento, por exemplo). A segunda para os meninos: experimentem fumar outros tipos de folhas (transgénicas ou não, fica ao vosso critério) porque está mais que visto que aquelas que andam a consumir estão-lhes a destruir os neurónios, como infelizmente todos podemos constatar pela tristeza das imagens e das palavras dos seus responsáveis.

Sossegar a consciência

No Zimbabwe a situação é dramática. A fome alastra, a inflação dispara, o desemprego explode, mas o sr. Mugabe é aplaudido de pé na Zâmbia, no encontro das Nações Africanas. A fome no país é, aliás, uma realidade tão grave que até se fala num genocídio silencioso que não tem escapado a algumas organizações internacionais. Entretanto, o mesmo Sr. Mugabe que expulsou os brancos e arruinou num piscar de olhos a economia de um dos países mais prósperos de África, continua na sua vidinha como se nada fosse com ele, passeando-se e vivendo como a boa saúde recomenda.
Como é óbvio, o maldito sentimento de culpa dos europeus, fruto de uma colonização que serve de justificação idiota para tudo, tem muita a coisa a dizer sobre o assunto. A pouca-vergonha africana é, infelizmente, legitimada por este permanente fechar de olhos e com a injecção de milhões em subsídios e ajudas que vão directamente para as contas de dirigentes corruptos e criminosos. No fundo, dá-se dinheiro para acalmar a alma e sossegar a consciência. O resultado é o que se conhece.
Como é natural, o imbróglio só poderá ter um de dois fins. Ou se acaba de vez com esta teimosia e alarvidade, responsabilizando as classes dirigentes africanas pelo caos e salvando as pessoas desta arbitrariedade. Ou se espera que a fome silencie de vez o problema. Afinal, onde não há pessoas, não há crises. E muito menos ditadores para aturar. É uma outra forma de ver as coisas.

Isto não é para funcionar, é para ir funcionando

Dez helicópteros comprados pelo MAI para combater os fogos florestais só poderão ser utilizados daqui por três meses. Eis um sinal evidente que neste país as coisas não são para funcionar; são para irem funcionando: aos poucos, de quando em vez e nunca tudo ao mesmo tempo.

Estava enganado

Ontem estava mal informado. Parece que a auditoria que o Dr. Pereira quer pedir reporta-se aos anos de 2004, 2005 e 2006. Aqui fica a rectificação, já que deixa de fazer sentido aquilo parte daquilo que escrevi aqui.

21.8.07

Boa notícia

A confirmação da presença de Cavaco Silva no Funchal a 21 de Agosto de 2008, dia em que se comemoram os 500 Anos de elevação do municipio a cidade, é uma boa noticia. Representa o reconhecimento, por parte da nação, da importância da primeira cidade construída por europeus fora da Europa.

Começámos definitivamente em contagem decrescente. A programação avança, e avançará. a bom ritmo.

O próximo ano será de fundamental importância para a afirmação do Funchal enquanto cidade portuguesa, europeia e atlântica.

SL vive crise sem precedentes

Segundo o El Pais, o Second Life está moribundo. Sendo assim, as empresas que investiram alguns milhares de euros para estarem presentes no metaverse batem em debandada.

Ainda segundo o diário espanhol, apesar do sitio Oficial de SL ter apresentado, em Julho, um recorde de 8 milhões de residentes (hoje, serão já 8,999,529, segundo a mesma fonte), a verdade é que no mesmo mês só 1 milhão de pessoas frequentou o sítio. No dia em que o jornalista do El Pais escreveu o artigo, o metaverse estava virtualmente deserto, já que apenas 26 mil pessoas viviam a sua segunda vida.

O jornal espanhol não terá sido o primeiro a dar o alarme. Em Julho dete ano, o LA Times e a Inquirer tinham feito soar as campainhas. Mas a Wired. foi mais longe, tendo revelado que 85% dos avatars estavam ao abandono.

As lojas de roupa «American Apparel» e a cadeia de hotéis «Starwood & Resorts» já abandonaram a segunda vida. Os espaços da Dell, Sony, Reebook ou mesmo a NBA (Liga Profissional de Basquetebol Americana) estão vazios.

Fontes: El Pais; Meios e Publicidade;

Agora percebeu?

Então não é que o ex-vereador do PS, Carlos Pereira, quer nova auditoria à CMF?

Aparentemente, o senhor estava esclarecido, de tal maneira que sem ler a primeira auditoria já queria que Miguel Albuquerque perdesse o mandato.

Pelos vistos, afinal já não está tão esclarecido, pedindo uma segunda auditoria. Será que, por portas e travessas, o Dr. Pereira viu o resultado do relatório dos auditores e percebeu que se tinha precipitado?

Palácio de São Lourenço


Quinta Vigia


Avenida do Mar


Sé Catedral


Largo do Chafariz


Largo do Município


A Cidade do Funchal


(...)
A entrada da cidade
onde fizeram o cais,
á direita está o Pilar
onde botam os sinais.
Á frente vai o caminho
do porto atravessado,
que vai ter direito à praça,
ao açougue e ao mercado.
À esquerda ‘sta linda obra
(‘sta feita à vontade minha)
basta ela ter o nome
praça da nossa Rainha.
Ávante tem cinco fontes
mesmo pela natureza;
em cima delas está
Palácio da Fortaleza.
Está muito bem construído
com as suas bocas ao mar;
é aqui a residência
do Comando Militar.
Á direita as Obras Públicas
onde há senhores de bem,
mas trabalhos do Estado
bem poucos o Norte tem.
Mais àvante está o Passeio
colocado mesmo em frente,
onde se vê a passear
muita pessoa decente.
Á esquerda está o jardim
que é o recreio do Funchal,
foi feito pela Senhora
Câmara Municipal.
Na frente tem o Teatro
na mesma localidade,
é um edifício bonito
que dá importância à cidade.
Á direita está a Sé,
a casa da oração,
onde a gente vai orar
p´ra tratar da salvação.
A igreja é nossa mãe
na portuguesa nação.
Está em frente do Passeio
esta bela Catedral,
mais adiante se encontra
o Banco de Portugal…
(...)
São Pedro e Santa Luzia
e Santa Maria Maior
e as outras freguesias
que lhe ficam ao redor…
E ainda não falámos
num jardim de maravilha,
que é a floresta do Monte
a Sintra da nossa ilha;
o Monte está num jardim,
tem ali belos recreios
com calçadinhas bem feitas,
com bancadas e passeios.
Até o largo da Fonte,
onde está Nossa Senhora,
foi transformada de novo,
ficando mais belo agora.
Mas a esta freguezia
o que lhe dá maior valor
é a simpática companhia
do Comboio-Elevador.
Meus senhores, na verdade,
aquilo é um grande invento!
Estar a gente na cidade
e ir ao Monte num momento!
Foi p´ra nossa ilha inteira
um grande melhoramento!
(...)


Manuel Gonçalves (Feiticeito do Norte)

Funchal

hoje tive fome da cidade
da minha torre via o mundo pelos vidros
toldado pela cinza
da minha torre onde construo o mundo
é bom pairar na periferia
é só deslizar um pouco para dentro
e eis-me na cidade
na minha cidade enxameada pelas compras de natal
hoje chovia e tive fome da cidade
consegui estacionar o carro
e percorrer a salvo a rua de joão de tavira
atravessar rente à sé estava já o verde intermitente
comprar o jornal
sentar-me no apolo sem o ler
ouvir o mundo
ouvir a chuva a inundar o mundo


Carlos Nogueira Fino

...

a cidade tem língua
podes senti-la introspectiva na boca
se por acaso mãos
abstractas te aflorarem a linha das águas
ou dos olhos
e um mar incestuoso te envolver em labirintos
deita-se de coxas entreabertas
no tálamo das praças sob o dossel dos pássaros
e deixa correr apartando os cabelos a seiva
e a pressa das ribeiras
despida de buganvílias mas sôfrega
e tem braços
de mel
correndo nas axilas
sem sinais de pudor


Carlos Nogueira Fino

Funchal

Frente a Madeira cae la tarde
la clara tarde primaveral.
De sierra a sierra, de loma a loma
cuidad de sueños, sueña Funchal.
Nossa Senhora do Monte quiso
darle esta calma tan singular
y esta bahia, donde callada
orla de espuma le borda el mar.
Dadme una casa por la ladera.
Cien tardes quiero vivir acà.
Casa com huerto donde sus ramos
alce el florido jacarandà!
Nossa Senhora do Monte, pueda
esta hora frágil eternizar;
Gaviota…nube…sol que se pone….
vela que vuelve del vasto mar.
El mar en calma, que alegre espejo!
Mirante y sueña feliz, Funchal!
Gloria de un pueblo de navegantes!
Flor de los mares de Portugal!


Arturo Capdevila

Funchal


amo o outono nesta cidade
as pequenas casas de todas as cores
os campos de vinhas e cana de açúcar os pomares entre maio e agosto
dizes:
eis a tua cidade
a de zarco e colombo
as ruas tão inclinadas como o sol dos invernos profundos
os carros de cestos os caminhantes da encumeada.
eis-te no centro de tudo e os navios parados.
amo o outono nesta cidade com todas as viagens sem chegada.
na véspera já amara as verdes montanhas de leste
as chuvas abundantes
machico entre os seios de ana d'arfert.
depois voltei para sul e amei-te quando cantavas.
séculos antes navegadores de portugal deram-te um nome e era funchal.
depois queimaram as árvores e o mais alto incêndio era uma ilha.
escravos errantes pararam o sol e à volta serenamente e com paixão
espalharam o verde e o azul.
nunca cantaram o bailinho.
hoje
solitários e ébrios trabalham a pedra a beleza a fome e o turismo.
tu
envolta nas lendas e no sonho surgiste devagar e devagar
deste-me os mais belos frutos e os mais estranhos
as pitangas os araçás os maracujás e as romãs da primeira primavera.
eras mulher e quis chamar-te joana d'arc no outono de uma
cidade surpreendida.
foi então que vi a morte aproximar-se vinda do horizonte e cobrir o
pôr do sol das tuas tardes
vi morrerem a água a luz a leve sombra da palidez da tua fronte
vi as aves marítimas seguirem para longe em voo raso
e pela última vez
definitivamente só
eu amei o outono nesta cidade.


José Agostinho Baptista

20.8.07

Ilibou

O mesmo relatório ilibou Miguel Albuquerque das suspeitas provocadas pela acusação sobre alegadas "negociatas" na autarquia, uma situação suscitada por um desentendimento entre o autarca e o vice-presidente do executivo madeirense, João Cunha e Silva, o que motivou a realização da auditoria.

O insuspeito Público on-line termina assim uma das suas últimas notícias sobre a situação na CMF. Esclarecedor, ou não?

17.8.07

Eso es Cuba

Exaltação absurda dos sentidos. Ali, tudo é mais!

Conga santiaguera, Sur Caribe.

Sobre (voando) o Funchal

I Round: João Cunha e Silva versus Albuquerque

Começou a guerra no PSD-Madeira, antes do previsto.
O que está a acontecer na Câmara do Funchal, é o primeiro sinal do que vai suceder nos próximos anos.

Trata-se apenas de uma tentativa de recolocação de peças, no explosivo tabuleiro Social-democrata madeirense.

Há muito que os dois ex-jotas (JSD - João Cunha e Silva e Miguel Albuquerque) declararam guerra. Um insinuou. O outro abriu o peito e mandou o adversário, político, saltar para a arena. Foi assim que tudo começou. Estávamos no longínquo e tranquilo ano de 2004.

Três anos depois, João Cunha e Silva assiste ao espectáculo do lado do público. A estratégia foi bem montada. Para já, atraiu os inimigos de estimação de Albuquerque. PS faz as despesas da corrida. Surge no pelotão da frente, ao lado dos tímidos PCP, BE e CDS. Vêem a terreno, mandam umas bocas para o ar, e regressam ao sossego da paz social.

Onde está o Vice-Presidente do Governo e do PSD? Ninguém sabe, nem o ouviu falar.

Também será interessante assistir às movimentações dentro do PSD. Quem terá “coragem” para se colocar ao lado de Albuquerque? Quem vai fugir desta guerra entre “vices”?
Até agora, só Alberto João Jardim se pronunciou. E o resto. Onde estão os tais 9 mil 999 militantes Social-Democratas madeirenses? De férias? Por razões óbvias, só Marques Mendes manifestou opinião.
Será que algum Secretário do Governo, vai ser solidário, com Albuquerque?


II Round: PS versus Albuquerque

O PS é um partido fragilizado. Nunca ganhou a Câmara do Funchal e a última tentativa foi um desastre.

Acho, por isso, piada aos socialistas. Quer dizer, ex-vereadores, porque "esqueceram-se" de cumprir uma simples formalidade. (Não entregaram a declaração de rendimentos).

Pelo facto, estão ilegais. Não podem numa situação (a deles) considerar que, cumprir a lei é uma questão menor, e perante as suspeitas de irregularidades na autarquia, apontar o dedo à Câmara. A lei deve ser sempre respeitada. (Pessoalmente, até discordo de muitas leis e da forma, estúpida, como são executadas).

Acontece que face à gravidade dos factos, é necessário ser coerente nas acções. Será que estão a ser? Na altura dos acontecimentos, (mandato 2001-05) nem faziam parte da Câmara.

Será que não competia à direcção do PS, (na ausência legal de todos os autarcas) ou, dos ex-vereadores (José António Cardoso & companhia) se pronunciar sobre o que aconteceu na Autarquia?


III Round: Opinião Pública (funchalenses) versus Albuquerque

É o mais importe dos combates. Principalmente para quem tem aspirações políticas, como é o caso de Albuquerque. Tudo depende como vai conseguir gerir o dossier “negociatas”.

Caso resista ao primeiro assalto do “delfim” Cunha e Silva, tem pernas para galopar dentro do PSD. O contrário, é o princípio do fim político de Albuquerque.

Cão raivoso

Se concordares comigo, és um tipo porreiro. Se não, não prestas para nada. E se assim for retiro-te do grupo dos que defendem o bem comum, que eu me encarrego de nomear, dos defensores da liberdade, daqueles que podem apelidar de bestas e atrasados mentais os jornalistas que não lhes dão o destaque que acham merecido, daqueles que que na minha visão manequeísta são os "bons". Que não se dão mal com a regras. E que podem interpretar. E que se podem atrever a fazer juízos de valor.

Ele há com cada "cão raivoso"!

Oh amigo, trata-te tá bem? Ou a raiva dá cabo de ti. Já agora, ladra para outro quintal, pode ser? É que não sei se percebeste, mas daqui, a única coisa que podes levar são umas lambadas... Ou "bengaladas", para tornar isto mais literário...

Post-Scriptum: isto nada tem a ver com os restantes frequentadores do espaço em questão. Até porque conheço um deles há anos suficientes para ter por ele estima, respeito e consideração. Apesar de, por vezes, estarmos em campos opostos.

"Taliban" de cor de rosa

O PS chegou, na Madeira, a uma situação absolutamente desesperada. E no Funchal um grupo, se calhar à revelia da direcção do partido - JCG, para bem ou para mal, ainda não se pronunciou sobre a situação na CMF - tenta minimizar os danos provocados por duas mais mais estrondosas derrotas eleitorais de que há memória. E mostra à saciedade porque razão não poderia, em circunstância alguma, liderar a maior autarquia da Região.

Em primeiro lugar porque não conhece, e nesse caso é ignorante, ou finge não conhecer, e nesse caso é mentiroso, os efeitos provocados pela prevalência de uma série idiota de imposições e normas legais que condicionam de tal forma as autarquias que as tornam ingovernáveis. Tal é observado, e referido, por autarcas do PSD, do PS ou da CDU, ou seja, por gente que tem experiência no assunto. O cumprimento cego do quadro legal levaria à paralização total de órgãos eleitos democráticamente, impedindo por completo a legitima tomada de decisão política. Seria a completa submissão da política às imposições dos técnicos.

Não sabe, ou finge não saber, que uma autarquia deve ser governada quase "rua a rua ou bairro a bairro". É impossível criar planos de orientação macro que imponham regulamentos cegos e surdos, que não tenham em consideração as especificidades próprias do espaço fisico e humano. Tem é de haver coerência na tomada de decisão política, coerência essa que deve advir da ideia de cidade que é proposta, e sufragada, pelos eleitores a cada quatro anos.

Não sabe, ou finge não saber, que todas as alegadas irregularidades apontadas à CMF advéem das tentativas de minimização do tal estrangulamento legal. Sejamos honestos: é necessário, em determinadas circunstâncias, aligeirar procedimentos de forma a viabilizar projectos que tenham interesse económico ou social, ou seja, que sirvam a comunidade. Se foi isso que a CMF fez, já que não existem indicíos das tais "negociatas" ou de favorecimentos pessoais, deve ser condenada? Eu não creio, de facto...

Pode ser que toda esta situação contribua para que se debata aquelas que são, realmente, as condições em que trabalham as autarquias na Região e no país. Pelo menos isso...

A argumentação do grupo do PS é no mínimo "sui-generis" quando pede a destituição de mandato de Miguel Albuquerque. Antes sequer do Ministério Público se pronunciar sobre os documentos entregues, pede-se uma condenação pública. Isto faz sentido?

Furiosos, quais "taliban" cor de rosa, os representantes de uma qualquer facção do PS-Madeira agarram-se ao legalismo extremo por um lado, mas por outro nem admitem permitir que os órgãos que se devem pronunciar sobre o assunto o façam. A ideia é esta: mandamos para a fogueira e depois veremos se era culpado... Seria hilariante se não estívessemos a falar de gente que foi eleita por uma percentagem, mesmo que minoritaria, do eleitorado funchalense.

Há, no caso em apreço, uma tentativa de tomar de assalto a Câmara Municipal do Funchal, inadmissível em democracia. Estou em crer que a situação será cabalmente esclarecida. E que, em 2009 o eleitorado da capital - mais esclarecido, na minha opinião, que o restante eleitorado da Região - dará a resposta clara que esta facção do PS merece.

Post-Scriptum1: Curiosamente, a maioria das alegadas irregularidades foram aprovadas em reunião de Câmara, com votos favoráveis do PS e da restante oposição. Uma curiosidade, apenas...

Post-Scriptum2: O grupo anda a ficar nervoso. É que ao que parece a mensagem não está a passar outra vez. E vai daí, "porrada" nos jornalistas, particularmente na RTP-M, no DN e no Tribuna (este é mesmo apelidado, num determinado blog, de "pasquim". Os jornalistas que lá trabalham serão, apenas mensageiros do poder, autómatos sem acção própria). Em resumo, somos muito democráticos, mas ou nos põem a abrir o Telejornal ou então, porrada neles... E ainda dão querem dar lições, ou amigos, valha-nos Deus Nosso Senhor!


Post-Scriptum3: os tais democratas afirmam-se ainda indignados pelo facto da restante oposição não alinhar naquela estratégia suicida. E querem, a todo o custo, condicionar a estratégia dos restantes partidos, da CDU ao PP. Há ali alguma dose de loucura, ou não?

12.8.07

Soube bem



Não jogámos granbde coisa, mas lá que soube bem... Que venham mais.